Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2021 | 03h00

O Brasil de Bolsonaro

Semana trágica

O Brasil está ficando um lugar desagradável para viver. Não bastasse o alto índice de criminalidade e insegurança física que vigora em nossas grandes cidades, a toda hora recebemos indicações da indigência econômica, sanitária, educacional e social que atormenta grande parte da nossa população. Completando o quadro, os cidadãos conscientes frequentemente são obrigados a se sentir no papel de otários graças à ação de nossa classe política. Não deve ter sido coincidência o fato de que, na mesma semana em que o Congresso Nacional, ao eleger seus presidentes, assume vergonhosa postura que se mostra francamente de apoio à corrupção, a Lava Jato foi formalmente extinta. Em nenhuma das propostas dos novos mandatários do Parlamento se ouviu falar de combate à corrupção, ou de fim do foro privilegiado, ou de prisão em segunda instância. O establishment corrupto vai se fortalecendo para manter o País no atraso. O desenrolar dos acontecimentos deixa evidente que é o Congresso que detém verdadeiramente o poder maior em nossa República, e se existe um caminho para tirar o Brasil desta rota para o abismo, esse caminho passa por uma grande renovação do Legislativo federal nas eleições de 2022. Esse que está aí não tem verdadeiro interesse em consertar o Brasil.

MANOEL LOYOLA E SILVA

MLOYOLAESILVA@GMAIL.COM

CURITIBA

*

Notícias desanimadoras

O fim da Operação Lava Jato representa uma grande perda nacional e sinaliza a vitória da corrupção, doravante. Já a bolsonarista Bia Kicis como presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados é a negação permitida da nossa Carta Magna e da nossa democracia. Quem propôs o fechamento do Congresso, ofendeu o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros, além de não ter o mínimo respeito pela ética política, não pode presidir uma comissão cuja razão de ser é lutar pela Constituição da República e pela democracia. Finalmente, que dizer de Ricardo Lewandowski assumir o lugar de Edson Fachin, no STF, para liberar pretensas mensagens hackeadas de Sergio Moro a Deltan Dallagnol sobre processos de Lula da Silva, sem a devida comprovação da Polícia Federal sobre se elas foram ou não adulteradas? É ou não é para ficar desanimado?

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

*

Fim da Lei da Ficha Limpa

Se Lula da Silva vier a ser considerado ficha-limpa, o símbolo máximo da luta contra a corrupção estará conspurcado e deletado para milhões de brasileiros que conseguiram aprovar uma lei de iniciativa popular. Mais uma vez o cidadão ficará decepcionado com a Justiça brasileira, dados os numerosos casos em que a maculou com a soltura de criminosos, via liminares e sentenças. Creio que essa seria a última fronteira que delimitaria a confiança no Judiciário.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

MARIONEGRAO.BORGONOVI@GMAIL.COM

PETRÓPOLIS (RJ)

*

Festa do crime

Quem festejou o fim da Lava Jato deve estar envolvido em algum crime financeiro, ou seja, corrupção. Mas a maioria dos brasileiros ficou triste ao saber da maracutaia do governo que pôs fim à operação de que a Nação tanto se orgulhava. Ao contrário dos corruptos, o povo respeitador das leis lamenta e se envergonha da pecha de sermos um país com altíssima taxa de corrupção. Mas, “e daí”, se o governo quer que assim seja?

TOSHIO ICIZUCA

TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

*

Miséria e corrupção

Dados atualizados do IBGE dão conta de que 13,6 milhões de brasileiros vivem com menos de US$ 1,90 por dia e 51,7 milhões, com menos de US$ 5,50. Dados oficiais também trazem números dramáticos: 4, 5 milhões de crianças brasileiras, vivem em estado de extrema privação e desamparo, muitas obrigadas ao trabalho infantil. Diante dessa tragédia, dá para aceitar desvios de dinheiro público, como em alimentação, seja destinada a quem for, com direito a supérfluos inconcebíveis e preços unitários absurdamente altos? É inaceitável, diante da pobreza que temos. É muita insensibilidade, muita falta de amor ao próximo, de compaixão, de ética e do que mais se quiser adicionar. Ou este país toma jeito ou caminharemos a passos firmes para um destino muito semelhante ao da Venezuela. Alguém tem dúvida?

ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

*

Pra inglês ver

A PGR abre investigação sobre a atuação de Bolsonaro na pandemia... Mais uma investigação que não vai dar em nada!

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

A quem interessa?

O movimento capitaneado pelo líder de Bolsonaro, deputado Ricardo Barros, para pôr a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nas cordas merece a atenção nacional. A quem interessa essa súbita pressa em aprovar vacinas, principalmente a russa Sputnik V? Corremos o risco de sacrificar a Anvisa em nome da mera politicagem, agora do Centrão, dos “amigos” do presidente da República.

CALEBE HENRIQUE B. DE SOUZA

CALEBEBERNARDES@GMAIL.COM

MOGI DAS CRUZES

*

Falta de visão

Enquanto a Anvisa recebe elogios de toda a Nação, um tosco deputado que contribui sempre para rebaixar o nível de tudo o que toca diz que é preciso enquadrá-la e que seus cientistas não estão nem aí para a pandemia. Nem com óculos de grau esse expoente do Centrão conseguirá enxergar nada.

ADEMIR VALEZI

VALEZI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Respeito é bom

O deputado Ricardo Barros quer que a Anvisa aprove vacinas de fundo de quintal? Não só a Anvisa, mas o povo brasileiro também merece respeito!

MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS



___________________________________________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DEFINITIVAMENTE ANORMAL

Os benefícios concedidos aos funcionários das empresas estatais brasileiras, sem dúvida, são extraordinários. Em adicional de férias, 100% na Petrobrás, e R$ 1.200,00 como ajuda educacional mensal para cada filho menor de 18 anos no BNDES – eis alguns exemplos. O presidente da Associação dos funcionários do BNDES alega, em defesa da categoria, que não é o contribuinte que paga os salários e os benefícios desses empregados, pois as estatais, que não necessitam de aportes do Tesouro, não são custeadas com recursos orçamentários. Entretanto, tal afirmativa merece reparos. O BNDES é o principal instrumento do governo federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. Para tanto, recebe verbas públicas, que, conforme consta do site do banco, em nove meses de 2020 estavam assim distribuídas: 40,1% vindas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), vinculado ao Ministério do Trabalho, que tem como principal fonte de recursos o PIS e o Pasep; 27,9% recebidas do Tesouro Federal; e 13,7% de outros órgãos governamentais. Ou seja, 81,70% de aportes públicos nos nove meses de 2020. Ora, é um volume de recursos extraordinário, que o banco recebe dos órgãos públicos para poder realizar os financiamentos para os quais foi criado. Se não houvesse as regalias recebidas por seus servidores, o banco poderia, por exemplo, receber menos do FAT, e o saldo poderia ser destinado às aplicações de interesse direto dos trabalhadores. Também receber menos do Tesouro, que poderia aplicar mais em obras e serviços para a população.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

O CUSTO DAS ESTATAIS

Governos batendo cabeça atrás de dinheiro? Basta cortar os abusos nas estatais. No governo federal, 19 estatais consomem cerca de R$17 bilhões. Nos governos estaduais acontece a mesma coisa. Um escracho. O cidadão paga essa conta. São seguros de saúde aos funcionários e suas famílias, auxílio-babá, alimentação etc. Sem contar que esses funcionários ganham salários a partir de R$ 10 mil até R$ 120 mil. Os congressistas não percebem o tamanho dessa desigualdade? Por que não partem para a ação e acabam com essa aberração? São milhões de brasileiros passando necessidades, mas sustentando uma camada privilegiada. Se os governos quisessem mostrar serviço, e não pose política, fechavam essas torneiras. Mas qual a preocupação que vemos acerca deste assunto? Nenhuma. Para cortar, é preciso coragem e, para falar sinceramente, coragem de nossos governantes é só para assaltar o bolso do cidadão. Se quisermos que o País mude, devemos começar mudando aqueles que ao invés de nos socorrer só nos tiram.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

SÓ A PRIVATIZAÇÃO RESOLVE

Uma vez mais se divulgam na imprensa as mordomias trabalhistas de que só empregados de estatais usufruem. São generosas participações nos lucros, férias com salário extra de 100%, vales-alimentação de R$ 1 mil, auxílios extras por filhos, grande estabilidade relativa no emprego, permanência no cargo após a aposentadoria, planos de saúde de luxo e por aí vai. Toda essa situação é uma afronta ao povo, que em sua maioria sobrevive com rendimentos entre um e dois salários mínimos. Notar que reformas previdenciárias não incomodam empregados de estatais, pois eles têm ricos fundos de pensão (a maior parte mantida pelas empresas) que compensam qualquer perda. O feudalismo é imenso nessas empresas e somente a privatização resolve.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

*

A ANVISA E A VACINA RUSSA

A cada passo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai se enrolando nas explicações sobre a repentina mudança das regras para avaliação e permissão para uso de vacinas contra o coronavírus. Depois de sua direção comunicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) – num tom até certo ponto desrespeitoso – quebra da sua soberania ao levar em consideração as autorizações de agências correlatas no exterior para liberar o uso emergencial (ou definitivo?), alegando a falta de testagem em território brasileiro, num gesto manifestamente contraditório ao seu caminhar até então, dispensou a terceira fase dos testes no País, favorecendo diretamente a vacina russa Sputnik V e a farmacêutica União Química e viabilizando a sua utilização no Brasil. Além disso, a Anvisa – parece que desprezando a vistoria que realizou nas dependências da farmacêutica, onde teria constatado falta de condições e de equipamentos indispensáveis para manipular com segurança o imunizante russo – também, segundo Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da agência e seu porta-voz, não programou visita à fabricante russa, apenas aguarda as informações correlatas de suas congêneres. Para onde foi a sua alegada soberania? Tudo indica que seu rigor apenas valeu para a Coronavac e a vacina da AstraZeneca. Ou existia a denunciada imposição de dificuldades ao trabalho do Instituto Butantan, inclusive com uso de boatos infundados para interromper a testagem. Lembram-se? Agora, por razões que a própria razão desconhece – quiçá não sejam motivos políticos ideológicos –, o rigor dos seus critérios foi para o espaço e sua credibilidade caminha para lugar menos nobre. Uma coisa é certa: a Anvisa se apequenou.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

*

CENTRÃO X ANVISA

‘Vamos enquadrar a Anvisa’, ameaça líder do governo Bolsonaro  (Estado, 4/2). Pau mandado batendo em pau mandado! Ricardo Barros põe na conta da Anvisa todos os desmandos de Bolsonaro e seu Ministério da Saúde. Não é função da Anvisa comprar vacina, insumos, oxigênio, seringas, agulhas, nem fazer lotes de vacinas serem descartados, por mal acondicionados, nem testes inutilizados por vencimento. Nem faz lives contra as poucas vacinas que temos nem deixa de pagar por vacinas compradas do Butantan! Vamos ver muito ainda o Centrão mostrando a que veio, aumentando sempre o seu crédito.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

*

MALANDRAGEM DO CENTRÃO

A lei obriga a Anvisa a aprovar em cinco dias qualquer vacina aprovada em outros países, inclusive na Rússia. Porém, quando a Sputnik V foi aprovada, o ministro Putin comemorou, mas não tinha nem começado a fase três de testes daquela vacina e só 26 voluntários haviam sido testados. Se depois fizeram toda a fase três e a revista Lancet aceitou, são outros quinhentos. A fúria de aprovar essa vacina faz pensar que, num país onde tudo atrasa, este açodamento faz suspeitar de que, se não tivessem destruído a Lava Jato, logo haveria o Ministério Público investigando essa velocidade.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

ULTRAJE

“De tanto ver triunfar as nulidades e de tanto ver o poder nas mãos dos maus brasileiros, desanimamos da honestidade e repudiamos a honestidade”, teria asseverado algo assim o grande Rui Barbosa. Alguns acontecimentos recentes parecem e insistem em confirmar tamanha assertiva, o que é profundamente desalentador, deixando-nos sem chão e convencidos de que o Brasil carece de homens firmes e verdadeiros para comandar esta aguerrida República. O fim da emblemática Operação Lava Jato, símbolo do combate à corrupção e motivo de orgulho dos brasileiros decentes, indica que estamos passando por dias tortuosos, incertos e de difícil compreensão. Se não bastasse isso, a indicação da deputada Bia Kicis, que responde a processo no STF sob suspeita de atos antidemocráticos, para presidir – pasmem – a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, bem como a elevação da também deputada Flordelis, acusada de ser a mandante do assassinato do marido, para presidir na Câmara federal a Secretaria da Mulher, ignorando todas as evidências, sugerem que estamos seguindo caminhos duvidosos, incertos e preocupantes. Diante de tanta desfaçatez, o que mais surgirá para ruborizar o heroico povo brasileiro e fazer envergonhar ainda mais à nossa combalida e frágil justiça? Quem assistiu à novela O Bem Amado poderá imaginar que os nebulosos acontecimentos vivenciados pela cidade fictícia de Sucupira estão cada vez mais redivivos.

Moacyr Rodrigues Nogueira Moaca14@hotmail.com

Salvador

*

COMÉDIA FARSESCA

No discurso, Jair Bolsonaro dizimava com o Centrão, era a favor da Lava Jato e seu governo teria no máximo 15 ministérios. Claro que fazia parte de uma comédia farsesca. Agora, junta-se ao Centrão, indica para a Procuradoria-Geral da República (PGR) um procurador servil para atender às suas necessidades, destrói a Lava Jato e está disposto a aumentar o número de ministérios para acomodar o insaciável Centrão. A urna não é lixeira, temos de aprender a votar. Já erramos muito, mas o Brasil é um país maravilhoso e viável.

Pedro Luiz Leopardi leopardi73@gmail.com

São Paulo

*

CONSEGUIRAM

Fim da Lava Jato! Parabéns, presidente Bolsonaro! Água mole em pedra dura tanto bate até que fura!

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

O FIM DA LAVA JATO

Como não é prioridade de seu governo o combate à corrupção, com a ajuda do seu indicado Augusto Aras, Jair Bolsonaro alcança seu objetivo de dar um fim à Lava Jato, dissolvendo a força-tarefa de Curitiba. É lógico que a prioridade é salvar o filho senador Flávio Bolsonaro e seus familiares das investigações cabeludas das rachadinhas – além de se desviar da possível ligação com milícias por intermédio de Fabrício Queiroz, hoje em prisão domiciliar, e do ex-advogado da família Frederick Wassef. O fim da Lava Jato também servirá de alívio aos aliados membros do Centrão, muitos deles investigados por corrupção. Na realidade, é um duro golpe do PGR e do Planalto na nossa sociedade. E inequívoca demonstração de desprezo pela ética nas nossas instituições, com o objetivo único de favorecer os corruptos deste país. É bom lembrar que nestes sete anos de atuação da força-tarefa dezenas de políticos, doleiros, empresários e até ex-presidente foram investigados e presos, e recuperados aos cofres públicos mais de R$ 4 bilhões – e mais alguns bilhões de reais serão pagos de forma parcelada pelos corruptos condenados.  Com o fim da Lava Jato, a nossa sociedade perde um bem maior no combate à corrupção. E isso exatamente pelas mãos de um presidente que não governa e tampouco está preocupado com o desenvolvimento econômico, social do País, e menos ainda com salvar vidas nesta pandemia. Autoritário, Bolsonaro só pensa em permanecer no poder. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

A FAVOR DA IMPUNIDADE

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comemorou o fim da Operação Lava Jato, chamando os seus agentes públicos de transgressores da lei. Foi mais além, criticando o ex-juiz Sergio Moro acusando-o de ser seguidor do Código Penal russo e chefe da Lava Jato. Moro é execrado, Lula inocentado e chega-se à conclusão de que o crime compensa.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

EXPLICA ESSA, JAIR

Estudos feitos pela Universidade Federal do Paraná concluíram que a cloroquina, enaltecida pelo presidente Jair Cloroquina Bolsonaro, provoca sérios danos às células endoteliais que compõe os vasos sanguíneos do corpo humano. Além de tudo, o presidente Cloroquina continua sendo o garoto-propaganda da droga, chegando ao ponto de substituir o oxigênio aos manauaras e paraenses por esse “kit salvador”. Esse é o presidente do Brasil. Lamentável!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

MANAUS, O OXIGÊNIO E AS RESPONSABILIDADES

A situação de calamidade vivenciada em Manaus deve ser averiguada e as responsabilidades, identificadas de forma a ser evitada sua repetição local e nacionalmente. Não se aceita a simples indicação de bode(s) expiatório(s) municipal, estadual ou federal, simplesmente um descarte da nomenklatura para aplacar a ira da consciência nacional. Nós, como nação, não podemos admitir que isso ocorra jamais, e, caso tenha ocorrido, como o foi, devemos virar e revirar tudo de forma a encontramos onde erramos e como aprendermos a jamais errarmos tão clamorosamente. Ninguém deve ser poupado das investigações. Não se trata de caça às bruxas. Trata-se de identificar onde ocorreu a falha, as responsabilidades, institucionais e sistêmicas, buscando corrigi-las para todo o sempre. Há relatos de que a pandemia já transitara por situação de escassez de oxigênio semelhante, na Itália. A situação italiana foi usada para sensibilizar o presidente, em março de 2020. O monitoramento da logística desse insumo já deveria ter entrado no radar, desde a usina fabricante do gás até o ponto de suprimento a cada paciente, eliminando ou solucionando eventuais gargalos e insuficiências. Já há movimentos para identificação do que falhou e quem falhou no Ministério da Saúde, um bom início de apuração, mas a nação espera mais presteza e acurácia. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em cujo âmbito opera o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), podem vir a ser um segundo e necessário movimento nesta apuração, afinal é inadmissível que tamanha inteligência, tão cara e prestigiada pelo presidente, não tenha percebido estarmos em meio a uma pandemia e ajustado seus critérios de monitoramento ao tema. E, assim, essa apuração deve prosseguir até identificarmos todas as falhas, providenciados as soluções e regulamentos para não mais as repetirmos e, se necessário, punir exemplarmente os responsáveis.

José Simões Neto jsmantrareg@gmail.com

São Paulo

*

EM DEFESA DO MINISTRO DA SAÚDE

O ministro Eduardo Pazuello não tem culpa pela falta de “oxigênio” na região da Amazônia, pois quem acabou com o oxigênio foi o sr. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, com o desmatamento da região. Portanto, sr. Jair Bolsonaro, não adianta trocar o ministro Pazuello. Troque-se, afinal a culpa é sua!

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

*

DECISÕES ABSURDAS

Creio ser um disparate de nosso sistema judicial, que decisões monocráticas, principalmente em primeira instância, tratem de assuntos de interesse difuso. Exemplos são o da juíza de Manaus proibindo a distribuição de vacinas enquanto houver fura-filas ou o da juíza de São Paulo suspendendo aulas. Por vezes, jovens recém-formados, concursados, mas com zero de experiência “mandam mais” que governos estaduais e mesmo federal.

Mauricio Frizzo mauricio.frizzo@hotmail.com

São Paulo

*

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS

Jair Bolsonaro diz que a preocupação com a pandemia é histerismo, pois, afinal, todos iremos morrer um dia. Tivesse dito isso antes das eleições de 2018, talvez os médicos que o atenderam em Juiz de Fora não teriam agido de forma tão intensa, a ponto de salvá-lo da morte. Pimenta nos olhos dos outros não arde, não é, mito?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

*

BRUTAL DIFERENÇA

Os ingleses se despediram do notável, amado e respeitado Sir Capitão Tom. Por sua vez, os brasileiros suportarão o inefável Capitão Jacaré até 2022.

Vicente Limongi Netto limongineto@hotmail.com

Brasília

*

INCENTIVO OU PRIVILÉGIO?

Divulgado no Estado em 5/2/2021, na coluna Direto da Fonte, projeto de lei da Assembleia Legislativa de São Paulo que concede atendimento preferencial a doadores de sangue em bancos e supermercados. Só no Brasil existem leis que discriminam os brasileiros. E quanto às pessoas que não podem doar sangue e pagam seus impostos? Ficarão mais tempo na fila? Que vergonha deste país!

Fernanda Pateo feguidupa@hotmail.com

São Vicente

*

PRAÇA DO PÔR DO SOL

É inaceitável que a Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP) tenha gasto R$ 650 mil para cercar a Praça do Pôr do Sol, na zona oeste paulistana. A praça é pública, do povo, sempre foi aberta e jamais poderia ser cercada e ter dificultada ou mesmo impedida a entrada das pessoas ali. Não podemos admitir que a visão elitista, neoliberal, egoísta e segregacionista fira os direitos dos cidadãos e que o próprio poder público – de forma equivocada e temerária – passe a privatizar o espaço público em detrimento da coletividade. Essa quantia seria muito mais bem utilizada para a preservação e manutenção das inúmeras praças da cidade que estão em estado de abandono pelo poder público municipal, sobretudo na periferia.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

ANTIDEMOCRÁTICO

Caro prefeito Bruno Covas, em quem votei por ter minha confiança, desaprovo totalmente esta ação da PMSP de cercar a Praça do Pôr do Sol com alambrados e portões, atendendo a um pedido dos moradores locais (associação). O prefeito deveria oferecer as condições necessárias de segurança, limpeza, fiscalização e outras aos moradores do bairro e a seus frequentadores. Muitas reivindicações poderiam ser atendidas e corrigidas, pois tenho convicção de que é o desejo dos moradores. É a obrigação do prefeito. Fazê-lo desta forma, cercando a praça como com o “muro do México”, de triste lembrança, é, como disse um entrevistado, uma atitude de exclusão social, e para mim também, acrescento: antidemocrática.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

*

ENEL, ATÉ QUANDO?

Tenho tentado inúmeras vezes resolver um problema que já se arrasta há mais de 40 dias com a Enel, sem sucesso. Seus canais de atendimento são extremamente burocráticos e ineficientes, levando o consumidor a um estresse desnecessário. Estamos reféns desta operadora que não faz absolutamente nada para melhorar seu atendimento. Tudo o que se refere ao contato é dificultado pelo sistema virtual e por funcionários desmotivados e despreparados. Até quando vamos continuar suportando o descaso desta empresa, sem que a Aneel aja com rigor sobre isso?

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.