Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2021 | 22h29

O Centrão no poder

Primeiro ato

Imediatamente após dominar o Congresso Nacional, o Centrão aprova medida provisória com alterações visando a reduzir o prazo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para liberar o uso emergencial de novas vacinas contra a covid-19. Com certeza queremos mais vacinas para intensificar a aplicação e atingir mais rapidamente toda a população. Mas é forçoso reconhecer que os técnicos da Anvisa têm razão ao argumentar que o espaço de cinco dias é inaceitável para sua análise e definição. Mas as excelências querem que a Anvisa assuma a responsabilidade de liberá-las sem análise adequada que permita uma decisão segura. Ora, se as excelências querem liberar geral, que tenham a coragem de assumir a responsabilidade, dispensando a análise da Anvisa, e tomem para o Congresso a responsabilidade da liberação prematura e do risco de eventual erro.

ADIB HANNA

ADIB.HANNA@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Prazos

Cinco dias é o prazo que um ilustre deputado e alguns coleguinhas estabeleceram para a análise técnica. Já o nosso prazo esperando que políticos tomem vergonha na cara provavelmente é a eternidade.

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Autonomia da Anvisa

Num mundo globalizado não é difícil para a Anvisa saber de imediato se as agências similares a ela da Rússia, do Canadá, da Coreia do Sul, da Argentina, da Índia, etc., são confiáveis ou não. Mas isso já não deveria ter sido feito há anos? E se a tal da fase 3 in loco não é necessária, por que era uma exigência? Qual o interesse econômico? E mais: qual é o interesse geopolítico que leva a Anvisa a privilegiar certas partes do mundo? Ou seja, no meu entender, a agência nunca teve real autonomia. A atual crise só revela o que o povo não sabia.

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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De atropelo

A Anvisa está correta. Por que a necessidade de aprovar a vacina russa tão depre$$a? Aí tem!

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Composto

As instituições de Estado não estão livres de erro. Por que a Anvisa não libera o composto de glucosamina e condroitina para produção no Brasil? Tomo há muito tempo, pago US$ 25 nos EUA e aqui custa R$ 800!

GILBERTO DIB

GILBERTO@DIB.COM.BR

SÃO PAULO

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Analogia

Com referência ao artigo de Rogério Werneck (5/2) em que diz que o Centrão não dará maioria no Congresso ao presidente da República, nota-se obviamente o desespero de Bolsonaro com a probabilidade de sofrer impeachment. Por isso queimou recursos que tinha e que não tinha para apoiar o dito bloco de deputados, à custa do erário. Esquece o presidente que dona Dilma incorreu no mesmo erro, trilhou o mesmo caminho e sucumbiu pouco depois. A analogia entre o PT e os malucos raivosos da direita bolsonarista é impressionante! A conferir.

JOSÉ CLAUDIO BERTONCELLO

JCBERTON10@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Iguaizinhos

Discordo de quem diz que o bolsonarismo é o lulopetismo com sinal trocado. Nem há troca de sinais. Ambos têm admiradores fanáticos? Têm, sim, senhor. Têm origens no sindicalismo? Têm, sim. Têm filhos empresários prodígios que enriquecem rapidamente, especialistas em games e assemelhados? Têm rachadinhas? Têm acordão com o Centrão? Têm, sim. E o palhaço quem é? Nós, o povo!

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

MARSHALFARIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Corrupção

Mocinhos e bandidos

As últimas notícias acerca da Operação Lava Jato, de Sergio Moro, Deltan Dallagnol, Lula da Silva e outros apenas registram a vitória da corrupção. Mesmo porque se sabia que isso aconteceria a partir do momento em que um grupo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a mostrar clara tendência a cavoucar até achar alguma forma que julgue ilegal de busca de dados incriminadores de Lula. Para reforçar veio a ajuda do clã Bolsonaro, numa troca de favores para limpar a barra da família. Tudo caminha para “julgarem” inocente o ex-presidente, que, se não embolsou nem um centavo clandestino, como apregoa, foi em seu governo que se montou um gigantesco esquema de corrupção, tanto que, dada a sua magnitude, até agora não se chegou ao total dos valores envolvidos. É interessante a Justiça brasileira, que condena o trabalho conjunto da Polícia Federal (PF) e do juiz Moro, que atuaram em busca da verdade. E mesmo sabendo serem reais os dados levantados, esse grupo do STF, que se julga justo, mostra-se propício a inocentar Lula e outros envolvidos nesse imenso processo, graças ao qual, pela primeira vez neste país, políticos e empresários corruptos foram parar na cadeia. Inocentar Lula e comparsas é concordar com as formas de enganar a Justiça, enquanto se condena o pessoal que trabalhou para aplicar a lei. E com um adendo: obviamente, se julgarem Lula inocente, também terão de concordar com eventual pedido do petista de indenização pelo tempo de permanência não numa prisão, mas num apartamento de luxo da PF, com direito a tudo – bem diferente da vida de presidiários comuns, amontoados em celas minúsculas.

LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Economia

De mal a pior

É uma vergonha a equipe econômica não resolver as questões pertinentes ao seu ministério e ficar pregando a todo momento que quer uma nova CPMF. Assim é fácil encontrar recursos para pôr as contas em ordem, em vez de fazer a lição de casa, cortando despesas.

REINNER CARLOS DE OLIVEIRA

REINNERCARLOS@UOL.COM.BR

ARAÇATUBA


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


NOCAUTE IMPIEDOSO

Usando o jargão do boxe, o resultado das eleições presidenciais das duas Casas do Congresso, na semana que passou, foi um verdadeiro nocaute na oposição a Jair Bolsonaro. Ou melhor, naquilo que se supunha ser uma “oposição” que, na verdade, nunca existiu e ainda não existe. O episódio desnudou o esfacelamento do PSDB e a incoerência da esquerda, entre outras coisas. Bolsonaro ri de orelha a orelha e não foi por acaso que bradou “nos vemos em 2022” a um de seus detratores. Não existe democracia sem oposição e, como bem sintetizou o editorial A hora da verdadeira oposição, “para interromper essa putrefação da democracia, é necessário que haja uma oposição digna do nome. Para começar, é preciso ser oposição de verdade, sem hesitação”. Tarefa difícil a menos de dois anos das eleições, mas ainda possível.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NOVO CONGRESSO

Houve distribuição de dinheiro, houve promessas, houve de tudo, e o Congresso ficou na mão dos homens apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro. No dia seguinte, após a “vitória” de cartas marcadas, houve cumprimentos, tapinhas nas costas, sorrisos e gargalhadas em vários pontos de Brasília, mais na Asa Sul, onde festas não faltaram. Mas como vai ficar o País após a farra dos “vitoriosos”? Vai melhorar ou piorar? Tudo indica que vai piorar. O presidente Bolsonaro, balançando no poder, agora com a força do Congresso a seu favor, vai fazer de tudo para permanecer firme onde está, e já se fala que mais quatro anos estão garantidos... E daí? Pergunta o povo. A força do povo nas ruas é a maior arma para amedrontar qualquer político, mesmo os que se gabam de que têm apoio das Forças Armadas.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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TIRIRICA ERROU FEIO

Na (de)composição da Mesa Diretora da Câmara, a cabal demonstração de que o pleito de 2018 em nada renovou a Casa, além de novos operadores para velhas práticas. Tiririca errou feio. O que já era muito ruim ficou muito pior. Tem tudo para dobrar a meta. E continuar piorando...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ELES NOS TÊM NAS MÃOS

O mote do famigerado e rebelde anarquismo sempre foi se hay gobierno, soy contra. O mote do fisiológico e tomaladacaísta Centrão sempre foi “se há governo, sou a favor. Qualquer que seja”. E, daqui por diante, o País está nas mãos de Bolsonaro, caterva e Centrão. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO DE BOLSOS

Governo federal dividido entre o Clã dos Bolsos e o bol$o do Centrão. O Bolsa Família mantendo a turba sob controle e a Bolsa caindo ou subindo na carona do Chicago boy.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O PERIGO QUE NOS RONDA

Desde o começo deste governo inqualificável, eu, mera observadora política, tenho notado e constatado ponto a ponto a sua semelhança, cada vez mais escancarada, com o chavismo venezuelano. É fácil de verificar que o aparelhamento das agências e ministérios tem sido insidioso e metódico. Não vou entrar nos detalhes e números, mesmo porque qualquer um pode constatar. Basta querer ver. Agora, dada a estrondosa votação no pior possível para presidente da Câmara, devemos nos preocupar, não apenas pela escolha em si, mas pela sintonia dos parlamentares com a regressão democrática alicerçada por um autoritarismo cada vez mais evidente. O pouco caso com as instituições e o desdém diante da tragédia pessoal de milhares de brasileiros apenas demonstram que o objetivo bolsonarista paira muito acima dos interesses e das necessidades reais da população. Importa-lhe apenas o projeto de poder absoluto, e, ao que vemos, ele não está só. Sim, o Congresso, na sua maioria, lhe dá respaldo, por incrível que isso possa parecer.

Maria Luiza Feitosa de Souza souzamlu@uol.com.br

São Paulo

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O CONGRESSO E AS REFORMAS

O País vive nova esperança de reformas. Removido da presidência da Câmara, Rodrigo Maia, felizmente, não pode mais impedir a tramitação de projetos e medidas provisórias. Seu sucessor, deputado Arthur Lira, anuncia que trabalhará em consonância com o plenário. Isso quer dizer que atenderá aos pedidos para pautar as matérias. O Parlamento, finalmente, volta a funcionar sem travar a vida nacional. Por conta disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já dialoga com as lideranças políticas para fazer avançar as reformas tributária e administrativa, que deverão reequilibrar o processo de arrecadação e despesas do governo. Também existem projetos em diferentes áreas. Como o do deputado paulista Capitão Derrite, que desde o começo do mandato está engavetado e prevê o fim da “saidinha” no sistema prisional, para evitar que o apenado vá às ruas, cometa crimes e fuja. Temos a certeza de que, aprovada, essa propositura atenderá plenamente aos interesses da comunidade, hoje prejudicada pela ineficiente política carcerária praticada no País. Há também o movimento para reduzir o tamanho do Senado (de 81 para 54 cadeiras) e também da Câmara dos Deputados, hoje composta por 513 parlamentares. Que as reformas numa mais sejam travadas e o grande beneficiado seja o povo.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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ABSURDOS

Depois da ridícula eleição dos nobres presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, eleição esta devidamente comprada com a total anuência do presidente Bolsonaro, assistimos à reunião no Congresso em que os três presidentes se comprometeram e listaram 35 prioridades a serem implementadas. Ora, como afirmado pelo professor Carlos Melo, do Insper, “ampla lista de prioridades e não ter prioridade”. Estamos cansados de promessas eleitoreiras e não cumpridas, principalmente pelo digníssimo presidente Bolsonaro. Prometeu que iria combater a corrupção. Agora, o senhor Augusto Aras, com a sua total isenção de intenções, resolveu decretar e terminar com a Lava Jato, encerrando a força-tarefa de Curitiba, para enterrar de vez o único movimento que por um longo período denunciou e condenou diversas autoridades, inclusive o ex-presidente Lula. Não contente com tudo isso, o nosso tribunal supremo resolve acatar as escutas obtidas de maneira criminosa, as tornar públicas e considerá-las válidas para tentar anular as condenações contra Lula. Seria importante lembrar que todas as condenações foram consideradas pertinentes por um tribunal colegiado e superior (STJ). Que país é este? Onde está alguém contestando estes absurdos? Vamos esperar pelo pior?

Heitor Portugal Procopio de Araujo heitor.portugal@uol.com.br

São Paulo

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DESTRUIÇÃO

A extinção da força-tarefa da Lava Jato deve ser guardada na história como uma das mais cruéis e nefastas atitudes tomadas pelo governo Bolsonaro, governo este capitaneado por um traidor não só das próprias promessas de campanha política, mas ainda como um verdadeiro Calabar que, eleito em nome da mesma Lava Jato, tratou, por intermédio de seu intendente, o procurador-geral Augusto Aras, de destruir o que de melhor surgiu nos últimos tempos no cenário político nacional.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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A ELEIÇÃO DE LIRA

É estarrecedor que um deputado ficha-suja como Arthur Lira tenha sido eleito presidente da Câmara dos Deputados. É o homem de Bolsonaro na Câmara. Está tudo dominado. Os cidadãos honestos, que trabalham, produzem e pagam altos impostos não podem aceitar tamanho descalabro, que o Brasil seja tratado como uma republiqueta de bananas e que os piores estejam ocupando os cargos de comando e levando o País para o buraco. Em plena pandemia, o dinheiro público é desviado de suas finalidades para bancar a jogatina do poder. Onde está a oposição? Sindicatos, universidades, igrejas, partidos políticos, ONGs, MST? Sumiram? Não podemos assistir de braços cruzados ao País ser destruído, impunemente, sem que ninguém reaja à altura e lute contra tamanhos ignomínias e hediondez. A que ponto chegamos?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo     

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RODRIGO MAIA

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia sempre será lembrado por omissão ao não pautar a prisão em segunda instância e por não abrir processo de impeachment contra o presidente Tosconaro, que tinha mais de 50 pedidos apresentados e por Maia engavetados. Isso nos vai custar caro.

Rubens Manoel Paranhos Bello  rubensmanoelbello@gmail.com

Jandira

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OS MASCARADOS

Bolsonaro usava máscara até ser eleito presidente. A partir daí, revelou sua verdadeira personalidade e nunca mais usou máscaras, nem no carnaval, nem com o advento do coronavírus, para ele mera “gripezinha”, que assusta apenas os “maricas”. Agora temos novos mascarados à testa do Legislativo, que dificilmente aprovarão as medidas de real interesse da sociedade. Devemos abrir os olhos para as próximas decisões de nossas autoridades, incentivando os panelaços e atirando papel picado de nossas janelas para manifestar nossa desaprovação pelos projetos mancomunados por esta gente, contrária ao interesse público. Afinal, Bolsonaro et caterva sempre volta atrás quando as pesquisas de opinião lhe são desfavoráveis.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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CALENDÁRIO BRASILEIRO

Devido à pandemia, este ano só teremos um carnaval de ofertas: Ministérios, cargos, verbas, encerramento da Lava Jato e apoios espontâneos ao presidente da República. Se tudo correr bem, na Páscoa teremos a ressurreição de Lula e seus negócios milionários com o PT. E o povo será vacinado enquanto houver estoque de vacinas.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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FORA PT E BOLSONARO

Sabedor de que é ficha-suja e de que deve continuar inelegível, apesar das batalhas no tapetão, Lula da Silva, o dono do PT, mandou Fernando Haddad colocar o bloco na rua, ou seja, percorrer o País para se tornar visível perante a opinião pública, visando ao pleito de 2022. O eleitor descartou definitivamente o PT e fará o mesmo com Bolsonaro, abrindo as portas para uma terceira via.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O QUE HÁ DE ERRADO COM O BRASIL?

Não é possível que nas próximas eleições o Brasil tenha de escolher entre o miliciano, criminoso, genocida, corrupto e incompetente Jair Bolsonaro e o criminoso, corrupto e incompetente Lula. Em algum momento o País terá de se dar conta de que a tal democracia representativa não representa nada além dos interesses dos partidos políticos, que há muito se tornaram instituições criminosas especializadas em roubar dinheiro público. O Brasil precisa mudar para melhor, mas tudo o que se vê é retrocesso, a Operação Lava Jato foi soterrada, a Lei da Ficha Limpa está sendo destruída e o País segue assistindo ao triunfo da corrupção sistêmica acompanhada de uma estarrecedora incompetência. As mudanças de que o Brasil precisa não virão sem uma ruptura institucional.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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AMIGO DO REI

À revelia dos autos, vencendo a regimental abstinência de holofotes e microfones, o semideus supremo Gilmar Mendes disse que o então juiz Sergio Moro chefiava a Lava Jato! Seguindo essa autoritária linha de pensamento, intuindo o porquê desse proposital ataque, seria algum absurdo a sociedade dizer, sem pecado e sem juízo, que o déspota Gilmar Mendes chefia uma organização na suprema Pasárgada, visando a anular a condenação dos amigos bandidos, ladrões encardidos et caterva que saquearam a República nos últimos 16 anos, ainda que no bojo das articulações haja o protagonismo velado do colega Ricardo Lewandowski? “Vou-me embora pra Pasárgada, lá sou amigo do rei.” O último a sair apaga luz!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRISÃO?

Grande parte dos políticos brasileiros está contaminada pelo vírus que ataca o cérebro e estimula desejos materiais ad nauseam, descaracterizando-os, a ponto de torná-los obcecados por permanecer no cargo e jamais deixando de lutar para voltar quando afastado. No decorrer de nossa história republicana, nota-se que a classe política contaminada gerou dispositivos constitucionais, leis e regras que lhes beneficiam de todas as formas possíveis. A mais importante é a proteção legal a seus desvarios. Ela revela claramente que o vírus brasileiro, além de forte, é mutante. A pouca e ineficiente educação auferida pela nossa população, normalmente associada à pobreza extrema, estimulou soluções toscas de preservação de políticos contaminados no poder. Por exemplo, desenvolvimento de programas de socorro aos mais pobres visando a garantir seus votos. Será que jornalistas e políticos, vacinados pela sua grande força moral, não observam na crise atual o medo dos contaminados por novas leis e regras antivirais que possam lhes ser aplicadas? Muitas delas já aprovadas; exceto a assustadora opção entre punição de crime após condenação em segunda instância ou após trânsito em julgado, ainda a ser discutida no Congresso? Lembro-me de brincadeira de professor de Matemática: “infinito” – prazo para conclusão de processo criminal contra político!

Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

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MAIS UM PASSO

O Interesse Próprio superou folgadamente o Bem Comum. Adeus, Lava Jato! Com auxílio da cloroquina, em breve acordaremos na Venezuela.

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TRANSFERINDO RESPONSABILIDADES

Inacreditável, o governo federal só faz bobagens, e quer jogar a conta dos preços dos combustíveis nas costas dos governadores, via ICMS, para satisfazer os caminhoneiros. É muita hipocrisia.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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COLCHA SEM RETALHOS: A REFORMA 2 EM 1

Eureca. Os caminhoneiros reclamam e Jair reduz impostos, os dele e os dos outros. Se outras corporações seguirem o exemplo e também exigirem a redução de seus impostos, o Jair bonzinho, por equidade e só pensando na reeleição, chama o Paulo do país das maravilhas e o manda repetir a dose. Que venha uma terceira corporação invejosa das duas anteriores e exija sua cota, para outra vez o Jair bonzinho mandar o PAM reduzir os impostos. Resultado, de populismo em populismo, Jair reduz a carga tributária e, como corolário, faz a reforma administrativa, pois não terá mais recursos para gastar com nada.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos



 

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