Fórum dos Leitores

´Cartas de leitores selecionadas pelos jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2021 | 01h50

Desgoverno Bolsonaro

Sinal de fumaça

Magistral o artigo Golpe de Estado (8/2, A2), em que Almir Pazzianotto, de forma muito didática, enumera o que muitos de nós nos recusamos a ver, ou não conseguimos. Os passos para a implantação de uma ditadura obscurantista, negacionista e ignorante são dados todo santo dia e nós, indefesos ou despreocupados, achamos que tudo é fruto de um Estado Democrático de Direito. Como o autor alerta, precisamos conscientizar-nos de que um golpe de Estado está em andamento.

NELSON PENTEADO DE CASTRO PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


Democracia em perigo

Os autores do livro Como as Democracias Morrem indicam os quatro passos usados por autocratas para minar as democracias em seus países, de forma a não confrontar as leis vigentes. São eles: 1) Rejeição das regras democráticas do jogo – exemplificando, declarar que as eleições de 2018 para a Presidência foram fraudadas sem apresentar nenhuma prova, ou ameaçar que se não houver voto em papel em 2022 os problemas aqui serão maiores do que os vistos nos EUA. 2) Negação da legitimidade dos oponentes políticos – descrevem seus rivais como subversivos, ameaças, criminosos, ou tentam destruir sua reputação, como feito com Mandetta e Moro, entre outros. 3) Tolerância ou encorajamento à violência – sobram exemplos ao participar de manifestações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, “vontade de encher tua boca de porrada” e apoio a pedidos de retorno à ditadura. 4) Propensão a restringir liberdades civis de oponentes, incluída a mídia – o ódio declarado à imprensa é evidente, assim como a admiração por Donald Trump e suas ações. Creio não restarem dúvidas sobre quem se enquadra perfeitamente nesses passos. Acrescente-se a infiltração de apoiadores nos ministérios, nas agências reguladoras, em estatais, no STF (além de Kassio Nunes Marques, ainda nomeará mais um ministro neste ano), na PGR (ao nomear Aras, aquele que, além de não constar da lista tríplice, evocou o “estado de defesa”) e, finalmente, “torcer” por seus preferidos à presidência da Câmara e do Senado, comprando a “fidelidade” de deputados federais e senadores. E assim se vai fechando o cerco à nossa frágil democracia. Pobre Brasil.

HELEO POHLMANN BRAGA HELEO.BRAGA@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO


Voo ‘Imoral’

Seria engraçado se não fosse uma demonstração da indecente capitulação do presidente da República à vontade de seu filho 03. Refiro-me às andanças de José Vicente Santini, amigo de Eduardo Bolsonaro, que fez o que bem quis e acabou se saindo bem (foi demitido, readmitido e agora promovido). Isso é o governo Bolsonaro.

FILIPPO PARDINI FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO


Pandemia

Desovando no Haiti

Numa tentativa de salvar a gestão do general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro quer doar ao Haiti 1 milhão de testes para detecção da covid-19, que estão encalhados num armazém do governo e, como não foram utilizados, vencem até abril. E pensar que nós pagamos R$ 42 milhões por esses testes...

JOSÉ ROBERTO DE JESUS ZEROBERTODEJESUS@GMAIL.COM

CAPÃO BONITO


Intendente incompetente

Oito médicos em dez reprovam a atuação do general Pazuello. O que falta ainda para exonerar o ministro da Saúde?

ROBERT HALLER ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


Transporte público

Parabéns ao Estado pela reportagem Moradores relatam trajeto de até 3h30 para ir ao trabalho, no caderno Metrópole de domingo. É fato que, em São Paulo, a maioria das pessoas mora nos extremos da cidade, nome bonito para bairros-dormitório. Elas convivem todos os dias com a covid-19 em ônibus, trens e metrôs lotados. E quando chegam a suas habitações sub-humanas ainda precisam conviver com o som alto dos pancadões, porque os jovens não têm lazer.

E é aí que entra o sub-Estado... A pessoa sai de Poá para trabalhar em Santo Amaro e passa boa parte da vida dentro de uma condução velha e suja, num calor de 32 graus. A locomotiva São Paulo está dando sinais de velhice, causada por várias péssimas gestões.

JOÃO CAMARGO INTELIGENCIANOMUNDO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


Vacinação em São Paulo

Por que não pensar em vacinar pelo sistema drive-thru no Parque Villa-Lobos, no Parque do Carmo, no Parque e no Ginásio do Ibirapuera e congêneres?

RICARDO HANNA RICARDOHANNA@BOL.COM.BR

SÃO PAULO


Corrupção

Lava Jato

O caso de Lula da Silva contra Deltan Dallagnol e Sergio Moro vai desembocar na absolvição do apedeuta, chefe da maior quadrilha que assaltou sem nenhum pudor o Estado brasileiro? Serão rasgadas todas as decisões do TRF e do STJ? Seus juízes serão tachados de ineptos e a ética, jogada na lata de lixo? Simples assim?

EDUARDO AUGUSTO DE CAMPOS PIRES

EACPIRES@GMAIL.COM

SÃO PAULO


O óbvio

O ministro do STF Ricardo Lewandowski e os advogados de Lula acusam o procurador Dallagnol e o ex-juiz Moro de terem “perseguido” o ex-presidente. Mas não é papel da Justiça perseguir criminosos?

LUIZ FRID LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO


Honra ao mérito

Brasileiros inovadores

Orgulho de pertencer a um país que produz jovens inovadores como os retratados no Estado de domingo. Tristeza de pertencer a esse mesmo país porque não os valoriza. Apesar desse desgoverno, eles demonstram que ainda há esperança.

RICARDO SOUZA PROFESSORICARDONEVES@GMAIL.COM

OSASCO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


VACINA

Estudo publicado na Nature Medicine indica que a vacina da Pfizer neutralizou as variantes surgidas na África do Sul, na Inglaterra e no Brasil. Enquanto isso, por aqui não há estudos indicando a eficácia das vacinas Coronavac e da Oxford/AstraZeneca contra a variante surgida em Manaus. A África do Sul suspendeu a aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca por causa da baixa eficácia contra a variante surgida naquela país. Qual o índice de infecção da variante de Manaus e quando esta será prevalente em todo o Brasil? Até quando o País seguirá com essa falta de dados? Vai continuar a ausência de decisão de comprar a vacina da Pfizer, já recusada três vezes pelo governo federal no ano passado?

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DESINFORMAÇÃO

Mais que lamentável, é altamente preocupante o resultado da pesquisa da consultoria Kantar Public que mostra alto índice de rejeição à vacina contra a covid-19 por cidadãos franceses, americanos e alemães (40%, 26% e 23%, respectivamente). Embora não haja dados concretos, não seria nenhuma surpresa constatar que isso esteja acontecendo por aqui também, considerando que já havia um movimento de resistência a vacinas antes da pandemia. A desinformação, seja por ignorância ou mau-caratismo, aliada a teorias delirantes, fantásticas e surreais sobre as possibilidades “maléficas” da vacina, circula mais rapidamente do que o próprio vírus, influenciando um sem número de ingênuos e incautos. Não há outra possibilidade de amenizar esta desinformação a não ser por meio de campanhas oficiais mais assertivas e esclarecedoras das esferas governamentais estadual e municipal, já que do governo federal não dá para esperar muita coisa.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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JAIR TRUMP BOLSONARO

O presidente Jair Trump Bolsonaro está seguindo à risca o brother Donald Trump. Ora, não foi Donald Trump que, percebendo a ineficácia da cloroquina, resolveu doar a Bolsonaro todo o lote de que dispunha para não ser responsabilizado pelo fiasco, dizendo que era “ajuda humanitária”? Agora é a vez de Bolsonaro, que não teve a capacidade nem o interesse de entregar aos brasileiros mais de 5 milhões de testes para detecção de covid-19 que, agora, estão prestes a perder a validade, e quer também doar esses testes, a título de “ajuda humanitária”, ao Haiti. Será que Bolsonaro não percebeu o fim de seu brother Trump, ou precisa de um desenho? Que fiasco, presidente!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VÍRUS BOLSONARO

Descoberta a nova cepa do vírus Bolsonaro, mutação revelada após a carta enviada a Joe Biden. Ao “relembrar a nossa amizade”, escancara a urgência de encomendar ao Instituto Butantan os estudos necessários para o extermínio definitivo desta “pandemia” que nos assola há mais de dois anos. As mutações do vírus Bolsonaro são insidiosas e já infectam uma parte considerável da população nacional, exigindo o fim da contaminação, pena de inoculação indiscriminada a novas parcelas do estrato social, com efeitos ainda mais deletérios se a ação do vírus estender-se à sua almejada reeleição em 2022, corrompendo por mais quatro anos o cenário político pátrio. Qual um camaleão, as novas cepas bolsonaristas exibem contradições insultantes para qualquer observador de nível médio de conhecimento. Fora Bolsonaro.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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ESPERANÇA

Cenários e previsões anuais, com suas lógicas, premissas e vieses abundam. O otimismo de uma retomada econômica mundial forte (em V) puxada pelo êxito da vacinação é corrente. No Brasil, a economia, a inflação e a dinâmica da pandemia preocupam, ainda mais devido ao cenário politico, apesar da recente eleição no Congresso. Para sociedade resta a esperança. Entre a tolice do otimismo e a chatice do pessimismo, vou de realismo esperançoso. O cenário é: “me engana que eu gosto”, baseado nas seguintes premissas, que deverão compor a cena: harmonia, conciliação, patriotismo e profissionalismo entre o Legislativo e o Executivo, o Centrão e o Presidente; a rede de proteção e de controle de contrapesos institucionais, construída pelo Presidente será para o bem do País; redução das agressões; foco no desempenho do País; 35 projetos em 24 meses, e um ano eleitoral. Mudanças não serão acentuadamente em temas dirigidos e eleitorais, e ou aquém das necessidades e das expectativas. A pandemia está no finalzinho; a vacinação está indo bem; a logística do processo é simples; os fabricantes de vacinas atenderão rapidamente. Estuda-se a não interrupção ou redução do auxílio e medidas de estimulo à economia; o desemprego será reduzido. Qual a probabilidade do cenário? Talvez seja melhor manter os cintos apertados e ficarmos preparados para novas desilusões.

Luiz A. Bernardi luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

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CARNAVAL AJUIZADO

Os tradicionais desfiles de escolas de samba foram cancelados. Vários Estados e municípios brasileiros já cancelaram o ponto facultativo no carnaval. O mais sensato é permanecer em casa, longe de aglomerações dos eventuais foliões. O Estado de São Paulo registrava 27.315 mortes por causa da covid-19 há 174 dias. Hoje esse número dobrou, ou seja, 54.612 pessoas perderam a vida por causa do vírus. O número de óbitos no Rio de Janeiro dobrou em 169 dias. Em Minas Gerais esse número dobrou em 122 dias e hoje totaliza 15.930 falecimentos. Ponderar os fatos atuais é garantir a saúde da comunidade.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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VOLTA ÀS AULAS EM SÃO PAULO

Quando vejo o líder do Partido Novo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) defender enfaticamente o retorno às aulas em todas as escolas do Estado, tenho certeza de que ele não tem andado pelas escolas públicas ou privadas há anos. Num extremo da escala temos as que têm condições de manter distanciamento social, instalar álcool em gel, abrir as janelas, oferecer água corrente e potável em todos os ambientes necessários, manter os banheiros funcionando e limpos, além de promover a alternância entre aulas presenciais e remotas, para garantir um máximo de 35% de estudantes em sala. Em outro extremo temos escolas sem condições de atender nenhuma dessas medidas, e no meio encontramos a enorme maioria que atende parcialmente estes requisitos. Fica no ar a pergunta: os prezados legisladores e fiscais do Executivo aprovaram nestes longos meses de teletrabalho algum projeto de revitalização das escolas? Alguma proposta de testagem permanente e monitoramento de casos entre as comunidades escolares para quando retornarem? Sou bem crítico à atuação da Apeoesp – aparelhada por partidos de esquerda –, que em geral apresenta reivindicações descabidas, mas desta vez ela tem razão.  Ainda que o governo estadual tenha adotado as medidas corretas na área de saúde até o presente, enfrentando corajosamente o negacionismo da extrema-direita, retomar as aulas neste momento, sem vacinar os profissionais de educação, é um erro de avaliação, pois aumentarão os casos de contaminação e será, politicamente para o governo do Estado, um tiro no pé. Talvez esta seja a intenção do nobre líder.

Marcelo Kawatoko marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo

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FORÇA AOS TRIBUNAIS DE CONTAS

Depois do mensalão, do petrolão e de similares, que envolveram centenas de políticos da maioria dos partidos e ideologias, vemos agora as irregularidades nas compras de emergência destinadas ao combate da covid-19. Já temos governador e prefeito afastados e outros com denúncias em fase de apuração e gente do primeiro escalão encarcerada. É preciso fazer algo para romper o círculo vicioso da corrupção. Estabelecer a auditoria plena e independente pode ser a solução. Os Tribunais de Contas (TCs) – compostos por pessoal de alta especialização – precisam ser reformados e ganhar força para exercer a tarefa. Suas recomendações, que hoje são ignoradas ou rejeitadas pelos parlamentares, deveriam adquirir status normativo e só poderem ser reformadas judicialmente. Neste quadro, as contas de prefeitos, governadores, do presidente da República e de dirigentes de outros órgãos públicos sujeitos à analise só deveriam poder ser votadas no Legislativo depois de solucionadas todas as pendências apontadas. Do jeito que funcionam atualmente, os TCs não justificam o alto investimento para sua manutenção. Poderiam até ser fechados.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo         

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SEM FIM

Quando vemos a Polícia Federal investigar possíveis casos de corrupção, superfaturamento e tanta farra com o dinheiro público em nome da covid-19 nos governos estaduais, ficamos na expectativa de que as investigações cheguem a um fim, quando os culpados são punidos. Mas o que temos visto é sempre a mesma coisa: quando se chega ao investigado, ele se defende, desmente todo o trabalho e ainda culpa a polícia. Pobre Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PRESTÍGIO

O ex-secretário executivo da Casa Civil José Vicente Santini, que foi exonerado há quase um ano por usar, de maneira ilegítima e indevida, uma aeronave da Força Área Brasileira (FAB) para ir à Europa e à Ásia acompanhar uma viagem do presidente Bolsonaro ao Fórum Econômico Mundial, na Suíça, está de volta ao Palácio do Planalto, pois o presidente Bolsonaro o nomeou para ser o segundo em comando da Secretaria-Geral. Assim, a exemplo das recentes eleições para as presidências da Câmara e do Senado Federal, temos que, no Brasil, e por via de regra, personagens suspeitos ou acusados, e mesmo que comprovadamente culpados de desvios de conduta, são sumariamente prestigiados por governos que não primam pela integralidade moral de seus protagonistas. E assim vamos construindo a nossa história e alicerçando a nossa cultura, em que valores morais são relativizados e vidas humanas são desvalorizadas, pois no cenário antropofágico da pós-verdade o que importa é se dar bem em tudo – e às favas com essas manias irritantes de honestidade, bom-caratismo e soberania do povo.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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VINDE E VEDE

Em ressentida entrevista, o mimado e esperneante deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) demonstrou mais uma vez que não se conforma de ter perdido o brinquedinho no Congresso Nacional. Fazendo a vez de um angelical marido traído, o deputado baixou a borduna em ACM Neto, presidente do partido. Citou que a trairagem está no DNA de seu “ex-amigo” baiano, advindo de seu avô e tio, ambos falecidos, afirmando, ainda, que lhe falta caráter! Lavou a boca e as roupas sujas fora do habitat democrático. Réplicas e tréplicas, cheiro de enxofre no ar, seguramente, os protagonistas deram a entender que a sagrada família do DEM ruiu. Diz o provérbio popular: “Em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. No uso do contraditório, para a sociedade, à luz do DNA das partes, ambos têm razão. Espero encontrar Rodrigo Maia em algum voo comercial para ouvir o resto da história e aferir as consequências de suas malcriações. Que cuide de seu telhado, por precaução. “Deus julga a árvore por seus frutos, e não por suas raízes.” A de Maia não tem como dar bons frutos na política. Vinde e vede! É o relatório.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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TRAIÇÃO NEFASTA

Rodrigo Maia não pode reclamar de traição, ele traiu o Brasil mais de 50 vezes ao não dar andamento aos pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro. O afastamento oportuno de Jair Bolsonaro poderia ter dado um novo rumo ao País na pandemia, milhares de vidas poderiam ter sido salvas com a simples observância das medidas elementares adotadas no mundo inteiro: distanciamento social, uso da máscara e vacinação. Bolsonaro foi e continua sendo contra tudo isso e Rodrigo Maia é corresponsável pelas consequências nefastas da permanência de Bolsonaro na Presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DE MALAS PRONTAS

Depois das derrotas nos seus planos políticos, que o impediram de ser reconduzido ao cargo e que elegeram adversário político para a presidência da Câmara, Rodrigo Maia está de malas prontas para sair do DEM, partido que ajudou a reconstruir das cinzas. E, pelo jeito, vai sair atirando. Já criticou todos dentro do partido, menos seu papi poderoso, e disse que vai para a oposição. Agora está mais claro por que as reformas e as privatizações não saíam do papel. O Brasil não precisa de gente no governo que não tem o País, mas só os interesses pessoais, como prioridade. Arthur Lira terá de mostrar a que veio (vejam, não sou inocentão, mas Lira é o que temos), mas Maia já foi tarde.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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O BAZAR BRASILIENSE

Don Jair Cloroquina Bolsonaro fez uma oferta irrecusável à massa amorfa chamada de Centrão (agrega gente da extrema-esquerda a extrema-direita) no Congresso Nacional: liberar R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores, em troca de votar “corretamente” nas eleições das presidências das duas Casas do Congresso. Negócio fechado, os indicados foram eleitos “livremente”, e não se fala mais em impeachment do presidente. Agora o Centrão está pressionando o Planalto pelo controle do Banco do Brasil e da Casa da Moeda. É apenas o começo, ou alguém pensou que o jogo de toma lá dá cá ia parar no empate de 1 a 1?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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TORMENTO

Como pode o Centrão viver fora do poder? Como poderia Bolsonaro sobreviver no poder sem o poderoso Centrão? Essa é a questão que atormenta a política da Nação.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ATUALIZAÇÃO

Sugestão para atualizar o dicionário da Língua Portuguesa: Centrão, significado: curral, pocilga, bando de malfeitores; quadrilha.

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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HUMILDADE E BOM SENSO

Acompanhei a recente entrevista do ex-prefeito Fernando Haddad e achei muito infeliz a frase “Lula me pediu para colocar o bloco na rua”. Primeiro, por revelar certa arrogância do ex-presidente, como se tivesse força suficiente para o enfrentamento na eleição de 2022. Segundo, porque desconsidera outras forças políticas. Com razão, Guilherme Boulos. Seria muito mais oportuno e conveniente que, antes, seja definido qual programa será debatido com a sociedade e que forças estarão juntas. Vamos ter um pouco de humildade e bom senso. Caso contrário, cairemos no mesmo erro do atual governo, que não tinha qualquer projeto para o País e está patinando até agora. Por sinal, o editorial do Estadão de 6/2/2021 Orçamento sério é a prioridade revela a falta de rumo, pois o governo fala em mais de 50 prioridades.

Antônio Dilson Pereira advdilson.pereira@gmail.com

São Paulo

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SEM SAÍDA

Lula da Silva, certo de que será inocentado pelos companheiros do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que será candidato em 2022, fato que nos colocará numa sinuca de bico, tendo, de um lado, o “honesto” criador do mensalão e do petrolão e, do outro, o negacionista e fanfarrão Jair Bolsonaro.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TEMPOS ESTRANHOS

Vivemos realmente tempos estranhos, neste ambiente político oxidado, capaz de contaminar todos os setores da nossa sociedade. Não existe nenhuma dúvida das traficâncias de Lula, levantadas na Operação Lava Jato, que o condenou em três instâncias diferentes e em todas com direito a defesa incondicional, quando seus advogados não conseguiram mostrar que os fatos apontados não ocorreram. Se isso é inquestionável, mas o juiz Sergio Moro usou expedientes ilegais no processo, com provas contra ele também obtidas por grampos ilegais, que se punam essas outras duas ilegalidades, mas o crime original não pode ser considerado como se não tivesse ocorrido.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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PROVÉRBIO

Aos amigos, os favores da lei (Dilma Rousseff “nomeando” Lula secretário para beneficiá-lo pode); aos inimigos, os rigores da lei (sigilo da gravação do hacker da conversa entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro sobre inquérito envolvendo Lula não pode). Esta é a nossa realidade...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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SOMENTE COM OUTRO DILÚVIO

Diz a velha piada da criação: “(...) espere para ver o povo que vou pôr lá!”. É desesperador constatar o que se passa no Brasil. O Rio de Janeiro, por exemplo, insuperável no esforço de eleger uma interminável série de corruptos. O Judiciário continua o mesmo, com suas excelências autistas vivendo um mundo paralelo. A renovação de 2/3 do Congresso Nacional em nada não altera a desavergonhada rotina patrimonialista. Apesar dos recorrentes absurdos perpetrados, o atual desgoverno segue prestigiado pelos mesmos 55% de 2018, se considerados apenas os votos válidos das últimas pesquisas. E o povão, como sempre, apoia quem lhe conceder R$ 600 mensais de auxílio. O grande problema será escolher quem terá lugar na Arca.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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HERZOG

O dia em que mil jornalistas exigiram a verdade sobre o assassinato de Herzog (Estado, 6/2). A verdade acerca do assassinato de Herzog é fundamental para a história do País, para a luta pela democracia, pela liberdade de expressão, por respeito às leis, à Constituição federal e ao Estado Democrático de Direito, e no atual momento, em que o governo Bolsonaro é um fanático pela ditadura militar e por torturadores, é urgente o reconhecimento deste assassinato pelos militares da época.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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