Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2021 | 01h55

O Brasil de Bolsonaro

O desmanche de um país

Nunca tive antes esta sensação de viver num país tão decadente. Dá um desânimo danado ver o desmanche. Parece que chegamos ao fundo de um poço sem fundo, porque nada para de cair e a sensação de impotência é dolorida. Jair Bolsonaro conseguiu o que quis no Congresso, não por mérito pessoal, mas por distribuir cargos e dinheiro a rodo em troca de apoio – e não importa para apoiar o quê. Tudo está à venda e todos querem comprar. Até o PT, que punha um medo terrível em grande parte do eleitorado como o bicho-papão comunista que come criancinhas, está no mercado. Lá estão eles todos juntos, como se nada jamais os tivesse separado. Os poucos que se afastam desse indecente escambo são expelidos do sistema. E a pandemia continua a matar sem dó. Vacina mesmo só se pode contar com a Coronavac, do Butantan, e um pouco da Oxford-AstraZeneca, porque Bolsonaro nunca se interessou em salvar vidas. Ao contrário, fez de tudo para estimular a descrença nos cuidados preventivos. Quantas vidas foram perdidas por essa maldade consciente?! Quem assiste a todo esse descontrole se angustia, mas nada pode fazer – o vírus impede tudo – além de constatar o horror. Vozes isoladas se opondo e resistindo são atacadas com virulência jamais vista. Todo e qualquer esforço para reagir parece inútil. E o Brasil vai se desfazendo ética e moralmente a olhos vistos, enxovalhado por gente de nível abaixo do rés do chão que, sabemos, finge interesse pelo País. E são esses os vencedores, que parecem ter saído das catacumbas do inferno. Mas assim mesmo, sem voz e sem vez, os que ainda mantêm a esperança de dias melhores haverão de resistir. Porque não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe.

ELIANA FRANÇA LEME efleme@gmail.com

CAMPINAS

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De enlouquecer

Leio jornais, revistas, internet, etc., e não vejo um só ato de governabilidade desse cara que está aí. Cadê as reformas, a anticorrupção, os empregos, o combate à pandemia? Cadê a política externa, os investimentos e tudo o mais? Só o vejo a dizer que os filhos não devem nada no caso das rachadinhas, mas sempre tem algo para impedir investigações. E aí se ouve eleitor dizendo que vai votar nele em 2022. Alienado ou cego?

JOSÉ ROBERTO PALMA palmajoseroberto@yahoo.com.br

SÃO PAULO

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Placebo

Quando elegemos Bolsonaro, nós o fizemos porque representava uma mudança nos costumes e o fim das muitas injustiças. Mal comparando, era uma vacina contra tudo de ruim que acontecia no País. Existia uma pandemia moral. Mas logo vieram os efeitos colaterais: enganou a classe média, sua maior base eleitoral, não corrigindo a Tabela do Imposto de Renda, protegeu descaradamente o filho da corrupção praticada e provada e aliou-se ao Centrão, entre outros. A meu ver, 57 milhões de brasileiros tomaram placebo. Gigantesca decepção. O troco virá, sim, em 2022.

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA ph.coimbraoliveira@gmail.com

RIO DE JANEIRO

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Escolha de Sofia

Sejam de centro, liberais ou de direita, muitos brasileiros clamam para nossa classe política se unir em torno de um programa de governo aceitável por todos para pôr o País no rumo certo. E que escolham um candidato a presidente íntegro, ponderado e experiente para representá-lo. Se isso não for feito, teremos em 2022 uma escolha de Sofia: Bolsonaro versus Lula, Haddad ou Ciro. O Brasil não merece isso!

MARCOS LEFEVRE lefevre.part@hotmail.com

CURITIBA

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Apoiadores minguando

Os tradicionais apoiadores estão tendo dificuldade para continuar dando suporte ao presidente da República, em razão de suas posturas erráticas. Essa realidade se observa principalmente nas redes sociais da internet, onde tais apoiadores estão minguando de forma impressionante. Os analistas virtuais da Presidência devem estar preocupados com esse esvaziamento, que certamente terá influência no pleito de 2022.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA josedalmeida@globo.com

RIO DE JANEIRO

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Impeachment não morreu

O presidente da República não pode demitir o presidente da Câmara dos Deputados e não é difícil de imaginar que em pouco tempo Bolsonaro vai se desentender com Arthur Lira. Quando o Centrão continuar exigindo mais cargos, mais ministérios, apresentando novas emendas, Bolsonaro terá de atender a tudo calado, pois há motivos de sobra para seu impeachment. Todo o dinheiro do mundo é pouco para o Centrão, em pouco meses Bolsonaro vai fazer companhia a Collor e Dilma na galeria dos presidentes depostos. Vamos aguardar...

MÁRIO BARILÁ FILHO mariobarila@yahoo.com.br

SÃO PAULO

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Vai ter de engolir

Não compartilho a opinião do ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz, de que a aliança de Bolsonaro com o Centrão terá vida breve. Essa aliança é a única saída para o presidente ir se mantendo no cargo. Não tem volta. Vai pagar caro por isso. Parafraseando o Zagallo, Bolsonaro vai ter de engolir o Centrão e ceder a todas as suas exigências, que não serão poucas.

JORGE DE JESUS LONGATO financeiro@cestadecompras.com.br

MOGI-MIRIM

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Inimigos da imprensa

Quem não deve não teme, diz o ditado. E quem tem medo foge da verdade, escondendo-a. Como fazem o clã bolsonarista e, agora, o atual presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, ao determinar que o comitê de imprensa saia de área de acesso ao plenário e vá para um porão. A intenção é deixar os jornalistas mais longe da verdade, impedindo-os de exercer seu papel constitucional de informar. A verdade que, pelo visto, Lira teme e fará de tudo para esconder.

JOÃO DI RENNA joao_direnna@hotmail.com

QUISSAMÃ (RJ)


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



PUXADINHOS DA COVARDIA

Jair, em sua santa ignorância, quer reduzir o ICMS para baixar os preços dos combustíveis. Ocorre que os preços do petróleo sofreram variações anuais de -12,06%, 18,65% e -21,35%, respectivamente, em 2018, 2019 e 2020, acumulando -19,32% nos três anos. Enquanto isso, o câmbio sofreu variações de 18,17%, 5,94% e 26,19%, acumulando 57,98% no período, o que resulta numa variação acumulada de 27,45% dos preços em reais. Portanto, a questão não está nos preços do petróleo nem nas políticas da Petrobrás, mas na perda de valor do real, consequência da incapacidade/desinteresse do atual governo em promover as imperiosas reformas estruturais e do modo irresponsável como administra a pandemia, resultando na perda de confiança no País e em sua moeda. Sendo assim, se for para continuar fugindo da raia, não faz sentido propor reformas tributária e administrativa, pois, como sempre, é mais fácil seguir com a enganação dos puxadinhos. E o ministro PG a tudo assiste com cara de paisagem.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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À CAÇA DE VOTOS

Jair Bolsonaro resolveu aumentar seus eleitores tirando o dinheiro do ICMS, que é um imposto estadual, para beneficiar os caminhoneiros. Irá reduzir também a arrecadação de Cide, PIS, Cofins. Dane-se o equilíbrio fiscal, eu quero me reeleger, pouco importa a que preço – esse é o raciocínio deste patriota.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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IMPOSTOS SOBRE O COMBUSTÍVEL

Alguém poderia estimar qual é o volume de recursos arrecadados pelo governo federal e Estados em cada aumento dos combustíveis pela Petrobrás? Talvez aí tenha mais um bom motivo para não interferir nos preços.

Marco Fraga fraga@uol.com.br

São Paulo

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NO MEU BOLSO NÃO

O governo empresta dinheiro para as concessionárias de energia e manda a conta para nós! Quando as concessionárias pagarem – sim, porque é um empréstimo –, o governo vai nos devolver o dinheiro que emprestamos? Vai nos dizer em que será gasto esse dinheiro? Ainda, vai vigiar as empresas para garantir que o dinheiro seja usado em melhorias? Essa nova modalidade de salvar empresas, mandando a conta para o consumidor, continuará com a Petrobrás, com os Correios e todas as outras que o senhor Paulo Guedes quer privatizar?

Elisa Maria Andrade elisa@portuguesemforma.com

São Paulo

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O TRANSPORTE DOS DEPUTADOS

Parabéns ao Estadão pela reportagem sobre os gastos com transporte dos nossos deputados em 2020. Como sempre, sem nenhum sentido o alto valor desses gastos. É uma pena que muitas pessoas não tenham acesso a essas grandes reportagens que nos mostram a verdadeira realidade dos nossos representantes, que na verdade nem estão preocupados conosco, que os elegermos. Mais uma vez, me sinto envergonhado de ser brasileiro.

Sergio Paulo Pelarin sppelarin@hotmail.com

Limeira

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GASTOS COM TRANSPORTE

Em ano de pandemia, deputados gastam até R$ 347 mil com transporte (Estado, 8/2). É uma vergonha!

Maria do Carmo zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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ORGIA

Foi graças à matéria do Estadão (8/2) que fomos informados de que, em 12 meses, e no exato ano de uma grave pandemia, deputados federais, tiveram a indignidade de gastar até R$ 347 mil com transporte: aluguel de aeronaves, carros, gastos com combustível, hotel 5 estrelas, etc. Um destes deputados, Sidney Leite (PSD-AM), teve o descaramento de esnobar, alugando um hidroavião por R$ 82 mil para uma comemoração de Natal em suas bases. Como sempre, tudo pago regiamente pelos contribuintes! Uma orgia. Entre os 11 deputados que mais gastos excrescentes apresentaram em 2020, 5 são de Goiás, 2 da Bahia, e os demais, do Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Juntos, estes gastaram R$ 1,76 milhão. São parlamentares que jamais vão com dignidade representar no Parlamento o povo brasileiro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JORNALISTAS PROIBIDOS PARA MAIORES

Em 9 dias,  o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, colocou os jornalistas no porão. Em breve, deverá deixá-los ainda mais longe das decisões, conchavos e mordomias dos deputados. Será o home office jornalístico.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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SUBSOLO

Um ato falho cometido por Arthur Lira demonstra o pouco-caso e nenhum apreço pela liberdade de expressão e a imprensa livre, ao transferi-la para o subsolo do Congresso. Lembremos: era no subsolo que aconteciam as torturas na ditadura militar.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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GAVETAS

O ex-presidente da Câmara deputado Rodrigo Maia arquivou dezenas de pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Agora, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira, apoiado por Bolsonaro nas eleições, já recebeu um pedido de impeachment do presidente, e vai receber muitos outros até 2022. Haja gavetas!

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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PLENAMENTE SUBSTITUÍVEL

‘Quer botar quem no lugar?’, questiona Bolsonaro sobre impeachment (Estado, 9/2/2021). Sr. Bolsonaro, não pense que o senhor é insubstituível, ninguém o é. E, se isso não bastasse, pode ser facilmente substituído por alguém muito melhor, mais competente, mais empático, mais solidário aos problemas reais da população brasileira. O mundo é vasto e a capacidade de governar colocando o bem-estar do povo em primeiro lugar não é um atributo exclusivo dos chamados “políticos profissionais”: seja qual for sua formação ou profissão – educador, comerciante, trabalhador braçal, pesquisador, bibliotecário, etc. –, uma pessoa experiente, interessada, inteligente, sensível e dotada de pensamento crítico é plenamente capaz de fazer um bom governo e se revelar como uma grande liderança política.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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AULA DE CORRUPÇÃO

O Centrão, essa entidade abstrata que manda no Brasil, deu uma aula de corrupção: primeiro, é preciso chantagear o governo, impedir todas as iniciativas, ameaçar com CPIs e pedidos de impeachment, depois é só negociar, obter vantagens, cargos, aprovar emendas, etc. Um governo muito fraco e vulnerável terá de entregar as calças e as cuecas para o Centrão, exatamente como Jair Bolsonaro está fazendo. Logo mais serão criados novos ministérios, o Centrão quer o Ministério da Saúde e o da Agricultura não porque tenha propostas para essas pastas, mas porque é onde tem mais dinheiro, onde se poderá desviar mais recursos. Todo o sistema político-partidário brasileiro está corrompido por esses mecanismos de desvio de dinheiro público, o Centrão é apenas a parte mais escancarada do problema. O Brasil precisa fazer uma ampla reforma política para exterminar esses mecanismos de desvio que existem hoje. Se nada for feito, o País ficará para sempre atolado no Terceiro Mundo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CENTRÃO

O que é o Centrão brasileiro? Não é propriamente um conjunto de partidos. Mais exatamente, constitui uma mistura heterogênea de políticos sem projetos e, por isso mesmo, prontos a prestar apoio de qualquer natureza, que, no entanto, pode ser retirado repentinamente, dependendo da magnitude do produto que, em suma, lhes vai sobrar, uma espécie de butim. Com contornos variáveis e indefinidos, não tem ideologia, programa ou liderança característica e se promove como o único instrumento que foi capaz de materializar, embora ilusoriamente, as metas dos últimos presidentes, desde Collor até hoje, todos reféns de uma armadilha disfarçada de coalizão que os impede de governar. É provável que todo país democrático possua seu Centrão. Mas fica a indagação: será que cada um tem o Centrão que merece?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MOMENTO CRÍTICO

Lemos ontem no Estadão que a Operação Lava Jato recuperou aos cofres públicos R$ 3,4 bilhões em sua parca existência, extinta que foi agora em fevereiro de 2021. Ela julgou e publicou 278 sentenças contra corruptos, condenando-os ou não. Esta trabalheira exemplar de homens de brio que tentaram endireitar as coisas no Brasil não suportou os golpes malsãos, as estocadas impiedosas que lhe tolheram a continuidade em tão brilhante mister, tamanhos os golpes vindos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de poderosa gente obstinada em destruí-la. Mas, pelo mínimo dos mínimos, a Lava Jato elevou o nome da justiça às mais altas cominânias, como jamais se viu por estes rincões brasílicos. Toda a gente voltava-se para ela, Justiça, como uma bênção que se despejou para um povo bom e justo. Ela hasteou a bandeira da justiça no mastro milenar dos princípios revelados por Ulpiano, há mais de 2 mil anos: “Viver honestamente; não prejudicar o próximo; devolver o seu a seu dono”. No artigo Momento crítico no combate à corrupção, o articulista dr. Roberto Livianu, não por outra razão, trouxe sua grande preocupação, imprimindo em letras claras sua imensa e não menos verdadeira expectativa de que o momento é crítico. Momento crítico é o ápice de uma expectativa, ou pelo sim, ou pelo não. Doente em estado crítico significa que o desfecho é eminente ou para um ou para o outro dos lados. Ou seja, ou voltaremos ao tombadilho do navio negreiros da corrupção desmedida e desumana, quando os mais pobres serão atados ao pelourinho da fome; ou, pelo exemplo dado pela Lava Jato, seremos vacinados desse vírus maldito: a corrupção. Como disse o nobre presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, vivemos o momento crítico. Eu, por mim, já de larga experiência e acostumado à poeira do meu longo caminho, começo a enxergar a silhueta do navio negreiros chegando por aí. Morta a Lava Jato, tudo será como dantes no velho quartel de Abrantes.

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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FUTURO CADA VEZ MAIS DISTANTE

Como podem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeitíssimos em muitas de suas decisões anteriores, julgar a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no âmbito da Operação Lava Jato, que condenou o ex-presidente Lula? Não seria o caso de os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello serem declarados suspeitos depois dos casos do compadre de um, criminoso comprovadamente, ser solto; da ex-presidente Dilma Rousseff ser declarada elegível por outro; e do traficante André do Rap ter sido solto pelo terceiro? Mas não, o culpado deve ser aquele Sergio Moro que, de todos, é o único que não aceitou benesses políticas e vantagens pessoais por questões de moral e de caráter. Pobre Brasil, sem qualquer voz ativa de sua população em termos de interesse nacional, mas tão cheio dos sussurrares destes que, togados ou não, esculhambam o país do futuro, que, assim, nunca se fará presente.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARCEIROS

Para o ministro do STF Nunes Marques, aquele indicado por Jair Bolsonaro, Lula deve ter acesso a documentos ilegais que ajudem sua defesa. Alguém ainda duvida da parceria política?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FANTASMAS

Livre, leve e solto, José Dirceu, que nos tempos áureos do PT disse que seu partido não roubava nem deixava roubar, continua enredado com a Justiça. O Ministério Público Federal pediu sua condenação por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em contratos firmados entre a Petrobrás e as empreiteiras Engevix e UTC Engenharia. Enquanto isso, Lula da Silva, apadrinhado por parte dos ministros do STF, vai livrando a cara. Daqui a pouco estará dando entrevistas, com a maior cara de pau, como perseguido pela Operação Lava Jato. Só falta reaparecer mais uma assombração nestes tempos sombrios de pandemia.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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BARATA, O AMIGO DE GILMAR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que mandou soltar seu íntimo amigo Jacob Barata Filho, o “rei do ônibus” carioca, por três vezes, agora terá mais serviço. Barata foi pego aplicando recursos financeiros numa offshore em Luxemburgo, por meio de sua empresa W&W Corporation. A desculpa do “amigo de Gilmar” é de que suas quatro filhas – Silvia, Ana Carolina, Beatriz e Maria da Gloria – têm medo de ficar pobres, e por isso ele optou por essa prática. O problema é que pai e filhas nunca apresentaram balancetes financeiros ao governo do grão-ducado, como é exigido pela lei local. Afinal, o condenado Barata refuta as acusações e aguarda pelo “pai Gilmar” para que resolva mais esse imbróglio, afinal, ninguém é de ferro!   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VOLTA ÀS AULAS EM SP

Até que enfim, aos poucos, os alunos estão voltando às aulas presenciais nas escolas estaduais do Estado de São Paulo. Alguns problemas certamente haverá e serão sanados com o tempo e a boa vontade dos administradores e dos verdadeiros professores. Todos os órgãos ligados à educação apontam que a volta às aulas presenciais é benéfica para as crianças, seja para o aprendizado, seja para o desenvolvimento social, ou mesmo como melhora da nutrição de algumas. Devem (mais uma vez) ser condenados a Apeoesp e o corporativismo selvagem que representa e procura pôr empecilho para a volta à normalidade escolar. Vale dizer que este sindicato tem apoio de apenas parte dos professores, daqueles que toda a vida preferem ficar fora das salas de aula, seja por meio de licenças médicas, greves (remuneradas) e, agora, como essas longas férias resultante da pandemia. Frequentar colônias de férias, passear nas praias, exercer outras atividades no período de trabalho pode. Dar aulas não. Abrir bares, restaurantes, shoppings, academias pode. Dar aulas não. Que o governo paulista aplique a legislação a que todo funcionalismo deve se sujeitar: faltou ou fez greve? Desconto em folha.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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IRRESPONSABILIDADE

A irresponsabilidade funcional, o descompromisso com a realidade, a politiquice e o desamor ao próximo, neste momento, parecem andar associados e de mãos dadas com a morte. É o que se depreende claramente da tentativa de fazerem voltar às aulas presenciais nas escolas públicas e privadas de todos os níveis, dentro de uma conjuntura caótica em que um vírus indiscutivelmente mortal se espalha de forma irretratável, ceifando vidas às centenas de milhares. Um vírus que se transmite através das gotículas contaminadas expelidas pela boca e pelas narinas de portadores que muitas vezes desconhecem a sua própria condição de hospedeiros. Valha-nos Deus!

Carlos D. N. da Gama Neto delphim@ibl.com.br

Santos

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