Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2021 | 03h30

Desgoverno Bolsonaro

Emergencial e temporário?

Parece piada, mas não é. As excelências estão discutindo a criação de um imposto emergencial e temporário para obter recursos para o auxílio emergencial. Que tal discutirem abrir mão de todas as suas absurdas mordomias? Estamos cansados de ver o suado dinheiro dos impostos que pagamos sem perdão escoando pelos ralos do desperdício e da corrupção, da manutenção dos úberes fartos que as excelências estão a secar, mamando com toda a ganância. Basta de tanta desfaçatez!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA APARECIDAGAZIOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

*

Imposto aberração

De novo o imposto aberração (11/2, A3), a mesma nociva CPMF, xodó e proposta única do incompetente ministro Paulo Guedes, da Economia, agarrado ao cargo como bicho-preguiça a tronco de árvore. Cadê o corte de gastos? E a reforma administrativa? Ou quaisquer ações eficientes para a economia do País? Ainda há tempo para ações construtivas, basta se mexerem. Xô, CPMF!

SUELY MANDELBAUM SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

Churrasquinho amigo

Depois do leite condensado, agora é a vez de picanha e cerveja. Chegou a vez de os militares gastarem dinheiro público com churrasquinhos – 700 mil quilos de picanha e 80 mil cervejas! E o povo comendo o pão que Bolsonaro amassou.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

*

Maria Antonieta

É, o Zé da esquina precisando de auxílio emergencial – R$ 250 por mês – para não morrer de fome, enquanto as nossas Forças Armadas se deliciam com 700 toneladas de picanha.

FILIPPO PARDINI FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

*

Mesa armada

Cerveja e picanha garantiram o churrasco. O leite condensado fez o pudim da sobremesa.

A. FERNANDES STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Sherlock Holmes

O PSB, em estilo sherloquiano, quer investigar os gastos com picanha e cerveja pelos militares. Legal. Porém gostaria de ver esse espírito investigativo apurando os gastos do Supremo Tribunal com lagostas, vinhos importados de todos os tipos, queijos, caviar, etc., que verdadeiramente envergonham o País. Pago para ver.

EDUARDO CAVALCANTE DA SILVA CAVALCANTE_1000@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Poupança

Planos econômicos

Em época de pandemia e quando se discute o auxílio emergencial, por que os bancos não pagam aos poupadores o que lhes é devido? Os bancos já ganharam muito durante todos estes anos sobre as diferenças da correção das cadernetas.

ALVARO SALVI ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

*

Ministro no Senado

Assisti a parte da entrevista do ministro da Saúde no Senado. Não pleiteio isenção, mas esse intendente não me convence. Não consigo acreditar em alguém tão submisso. Daí minha pergunta: se você, leitor, fosse o dono de uma grande empresa, contrataria esse general como seu supply chain?

SÉRGIO BARBOSA SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

*

Tucanato

Locomotiva do Brasil

O PSDB não pode nem deve se resumir ao postulante paulista à Presidência da República. Acontece, no entanto, que o protagonismo e o peso do Estado de São Paulo são fatores que deverão ser considerados. E o serão. Afinal, temos o maior contingente populacional e o segundo maior orçamento público brasileiro (atrás apenas da União). Também somos a maior economia entre os demais entes federativos. Essas especificidades não podem ser ignoradas. A manifestação do governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, um dos mais importantes Estados brasileiros, merece ser respeitada, mas é preciso entender que São Paulo, por questões óbvias, tem peso nas discussões políticas e, portanto, também no âmbito partidário. O PSDB precisa resolver as suas questões internas intramuros. Mas desconsiderar a importância do Estado com o maior colégio eleitoral não me parece conciliatório.

WILLIAN MARTINS MARTINS.WILLIAN@GLOBO.COM

GUARAREMA

*

Novo PSDB

Não há como colocar o PSDB na oposição, em face de tudo o que fez em favor do desgoverno Bolsonaro e das articulações para a vitória de Arthur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados (Oposição autofágica, 12/2, A3). Talvez Fernando Henrique ainda seja um mentor do tempo em que o partido capitaneava a consolidação do neoliberalismo, com minúsculos ganhos sociais, mas mantendo um trânsito político menos letal para o povo. Porém, vendo o governador que chegou ao Palácio dos Bandeirantes surfando no Bolsodoria representar a renovação, enquanto Aécio Neves, o indignado derrotado de 2014 e um dos artífices da desestabilização do governo de Dilma Rousseff, conduz seu partido ao adesismo fascista, creio que pouco restará do tucanato raiz. Subvertendo Camões: cesse tudo o que a política canta, que outro novo partido se alevanta.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

*

‘Oposição autofágica’

João Doria é o único nome do centro democrático com musculatura para ser candidato a presidente da República. Se temos vacina hoje, isso se deve ao governador de São Paulo. Aécio Neves, como se não bastasse ter exposto o PSDB a vexame público por causa de seus escândalos, agora trabalha para que o partido vire linha auxiliar de Bolsonaro.

NATHAN LORENZETTI NF.LORENZETTI@GMAIL.COM

ARARAQUARA

______________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BOCA MOLE

O presidente Jair Bolsonaro, um boca mole, realmente não sabe governar. Esquece que sua fala em público é oficial, e não um papo de botequim. Na quinta-feira (11/2), em evento no Maranhão, disse que o auxílio emergencial vai sair – sem dizer o valor, falou que pode ser de três ou quatro parcelas e até pode ser pago já no mês de março, mas não tem certeza... Essa fala inconsequente e até maluca derrubou a Bolsa e fez subir o dólar. Um presidente da República, quando vem a público, não pode fazer um anúncio sem que já tenha números reais de uma proposta do Planalto. Da maneira como se comporta, Bolsonaro confunde o mercado e 60 milhões de brasileiros sem emprego e até sem comida na mesa esperando um novo auxílio emergencial. Assim, só faz aumentar a angústia destes brasileiros e prejudica o andamento da nossa já caótica economia.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

OUTRO IMPOSTO?

O governo federal cogita de criar imposto provisório para bancar o auxílio emergencial. Assim não dá, né? Ao invés de o governo cortar na própria carne, tira daqueles que são penalizados a toda hora? Por que não vende estatais, reduz despesas ou corta benefícios? Não dá mais para assaltar o bolso do cidadão. Ele é espoliado, 24 horas por dia. Está para nascer um corajoso que numa só canetada alivie o bolso dos espoliados trabalhadores. Para aumentar impostos não precisa de ninguém capacitado. Sinceramente, gente que não tem capacidade de ousar não merece o cargo que ocupa. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

AUXÍLIO EMERGENCIAL

O Brasil arrecada cerca de R$ 1,5 trilhão de impostos federais por ano. Por outro lado, em relatório divulgado na segunda-feira (8/2), o órgão responsável por fazer avaliações das contas públicas brasileiras projeta que, mantendo o auxílio emergencial, a despesa por ano seria de R$ 45,9 bilhões. Fazendo uma conta simples, dividindo R$ 45,9 bilhões por R$ 1,5 trilhão, temos 0,0000000000003. Então, bastaria aumentar todos os impostos por esse índice. Simples assim, como diria Malba Tahan.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

ONDE CORTAR?

A grande discussão atual é sobre onde cortar gastos para iniciar algum tipo de auxílio emergencial. Sugestões: o presidente Jair Cloroquina Bolsonaro gastou R$ 3 bilhões para comprar os votos de 250 deputados e 35 senadores do Centrão para votar “corretamente” nas eleições das presidências das duas Casas do Congresso Nacional. São recursos suficientes para pagar a 10 milhões de brasileiros um auxílio de R$ 300. Na próxima vez, o presidente pode optar por comprar menos votos, ou pagar menos pelo voto do parlamentar. As nossas Forças Armadas podem comprar carne menos custosa, mas não menos nutritiva que a picanha a R$ 84,14 o quilo. Podem beber cervejas populares, no lugar das cervejas especiais, de puro malte, a R$ 9,80 cada. Afinal, não é permitido o consumo de bebida alcoólica em serviço. E, na próxima vez, o inoperante Ministério da Saúde deve usar os 6,8 milhões de kits para o diagnóstico da covid-19 dentro do prazo de validade, para não desperdiçar outros R$ 764,5 milhões, e por aí se vai. Ou seja, teremos recursos se Bolsonaro fizer sua parte, e não ficar focalizado somente na sua reeleição.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

DINHEIRAMA

Senhor Paulo Guedes, tenho uma sugestão simples para aumentar a renda da União sem precisar de mais imposto, sem CPMF, e a população com um auxilio digno. 1) Cortar 60% do salários dos Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), primeiro e segundo escalões. 2) Cortar 95% de todos os benefícios dos parlamentares, inclusive de seus familiares. 3) Cortar 100% de todos os benefícios dos ex-presidentes da República. 4) Cortar 100% do fundo eleitoral. 5) Cortar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cinco já são demais – e cortar os funcionários que cuidam da capa preta, isso é um absurdo. 6) Cortar mais da metade dos membros do Senado, dos deputados federais e, lógico, cortar pela metade o Executivo. Aproveitemos e deixemos só quatro partidos políticos, que já são demais. Não se vive comparando o Brasil com os Estados Unidos? Lá são dois grandes partidos apenas. Já imaginaram o que vai sobrar de dinheiro com essas medidas? É necessário ficar de olho no Centrão.

Décio Rodrigues de Carvalho deciorcarvalho@terra.com.br

São Paulo

*

INFLAÇÃO DOS ALIMENTOS

A alta do preço dos alimentos está relacionada à falta de estoque regulador, que foi abolido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Infelizmente, este assunto não é tratado em textos como o editorial A inflação está na mesa (10/2, A3), que trata de inflação, alta do preço de alimentos e a quem mais ela afeta, a população de baixa renda. No caso de a inflação ser tratada como inflação de demanda pelo Banco Central, e para conter a demanda por arroz ou óleo de soja via aumentar a taxa Selic, todos nós vamos pagar o preço da política de não estoque de alimentos, adotada pela Conab. Outro problema é que em passado muito recente a Caixa Econômica Federal preparava leilões de milhares de imóveis, comercializados e devolvidos por inadimplência, e, não obstante isso, a atual política de criação de empregos é o incentivo à construção civil. A imprensa também lamenta o fechamento da empresa Ford no Brasil, outra repetida área de subsídios do governo para criação de empregos. Quantas tantas páginas da imprensa são gastas falando em inovação, e desde sempre se investe na construção civil em grandes cidades, onde mais de 60 % da população se declara disposta a morar em outro lugar, na indústria automobilística, e a solução dos problemas com a redução dos direitos trabalhistas, reforma da previdência e o pesado custo dos funcionários públicos? Ao invés de gastar recursos do governo no transporte ferroviário de média e longa distâncias, reduzindo o custo Brasil, criando uma nova cadeia de produção industrial, gerar milhares de empregos, reduzir os acidentes nas rodovias e possibilitar o transporte de cargas perigosa, explosivas e inflamáveis em meio mais seguro de transporte, um governo que diz ter gasto R$ 800 bilhões com a pandemia prefere privilegiar alguns grupos com a infraestrutura ferroviária existente, que investirão recursos de acordo com a demanda do grupo em algumas linhas, e o resto continuará no abandono. País nenhum do mundo em melhor situação do que o Brasil, nisso incluídos China, Rússia e Índia ou Alemanha e França, deixa na mão da iniciativa privada o transporte ferroviário. Em muitos países se adotam estufas, feitas com material plástico, de forma a produzir tomates, verduras, frutas  em período de clima adverso. Aqui, desde a inflação do chuchu na década de 1970, nenhuma providência foi tomada, e os recursos para a agricultura são direcionadas para o plantio da soja e outros cultivos do chamado agronegócio. Portanto, se temos problemas, devemos procurar as causas, e não eternamente mencionar os problemas – e seria bom que a imprensa procurasse as causas dos nossos fracassos.

Maria C. Cordeiro Dellatorre cristina.cordeiro1414@uol.com.br

Itatiba

*

PREÇOS INTERNACIONAIS E PODER AQUISITIVO

Sem querer resumir numa frase a Teoria da Formação de Preços, o que se pode dizer é que preço de commodities é o mesmo que uma tabela internacional de preços que não representa o custo de produção. Pode-se vender abaixo do preço de mercado e, mesmo assim, ter lucro, e é para isso que serve uma estatal que foi criada com o dinheiro público e para servir ao público.

Franz Josef Hildinger fr4nzj0s3f-h@yahoo.com

Praia Grande

*

O ICMS E BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro abre a janela da reforma de ICMS.  Contudo, tal reforma só se refere à tributação sobre combustíveis. Vejam aqui as alíquotas de ICMS sobre combustíveis de hoje (média nacional): gasolina, 34%; etanol, 32%; e diesel, 25%. Enquanto ele está no poder, vamos aproveitar a oportunidade e o desempenho dele para fazer a reforma radical ou revogar a própria lei de ICMS, substituindo-a por sistema japonês e norte-americano, em que na nota fiscal vem destacado o valor de imposto pago por consumidor. Não recolher tal imposto ao cofre público dá cadeia imediatamente. Até porque a empresa é apenas retentora do imposto. Bem se vê que, nessa condição, o governo não necessita de fiscal e auditor fiscal para arrecadar o imposto.   Falando nisso, os auditores fiscais do Paraná esnobam: “Em Londrina, alguns deles ficaram presos por motivo de exploração sexual de adolescentes e outros foram denunciados por quatro empresários, por ter exigido propina com a ameaça de multá-las”.

Osamu Arazawa Arazawaosamu@Gmail.com

Londrina (PR)

*

LULA NO STF

A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu a Lula acesso a diálogos da Lava Jato, na Operação Spoofing, apesar do fato de que a Constituição negue o valor de provas obtidas de forma ilegal. O próximo passo será o julgamento da suspeição do juiz Sergio Moro, quando irão desprezar o fato de que advogados trocam informações e conselhos com juízes. Será que ainda terei de ver o juiz Moro sentado no banco dos réus, ou, melhor, crucificado em prol da moralidade pública?

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

*

FAROESTE CABOCLO

Pelo andar da carruagem e dos votos do STF, tudo indica que no faroeste caboclo deste macunaímico país onde quase nada mais consegue surpreender, o xerife Sergio Moro, de mocinho, vai virar o bandido do filme, enquanto o bandido Lula vai acabar virando o mocinho inocente. Filme de final infeliz. Pobre Brasil brasileiro...

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

*

DIFÍCIL DE ENTENDER

A 2.ª turma do STF garante a Lula acesso a diálogos da Lava Jato. Isto é, a 2.ª turma aceitou as provas apreendidas na Operação Spoofing. As provas foram obtidas por meio da invasão de celulares de autoridades, inclusive do juiz federal Sergio Moro e de procuradores da Lava Jato, por hackers. Ou seja, obtidas criminosamente. Por outro lado, os Tribunais de Justiça não aceitam como provas em julgamento materiais gravados obtidos sem autorização prévia da Justiça. Ora, que eu saiba, hackers não pedem autorização prévia da Justiça para gravar conversações entre autoridades, eles gravam clandestinamente e vendem as provas aos interessados. Não é maracutaia aceitar essas provas? Se não é, gostaria de saber o motivo. 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

*

CAVALO DE PAU

A segunda turma do STF, no caso Lula/Moro, deu um cavalo de pau no Estado de Direito e em nossa democracia. Finalmente entendi o que são atos antidemocráticos.

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

*

ESFORÇO SUPREMO

Vários ministros do STF querem provar que o ex-presidente Lula é, mesmo, a “alma mais honesta deste país”. Não sei se acho engraçado ou choro...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

O SOFISMA ASSENTA PRAÇA NA DEFESA DE LULA

Emparelhados, a 2.ª turma do STF e os defensores de Lula abrem carga cerrada contra o ex-juiz Sergio Moro, tachando-o de suspeito, buscando com isso o milagre da transformação quando o juiz vira réu e o réu vira juiz! Senhores, poucos sabiam que o Supremo Tribunal tem esses poderes mágicos de transformar corrupto condenado em várias instâncias no homem mais inocente que o Brasil jamais viu! Lula, agora, de assento garantido na 2.ª turma, é quem irá julgar o juiz Sergio Moro – ele, Lula, pela verve e sofismas muito bem engendrados de seus advogados, irá ditar as cartas definidoras de quem é o larápio; ele, Lula, (que abocanhou milhões do erário para si e para os seus), ou o sóbrio juiz Moro, que apenas, no exercício de suas funções jurisdicionais, convicto por provas clarividentes, condenou o mil vezes corrupto Lula. O crime de que se acusa Moro é o da suspeição. Suspeito é o magistrado que, por tendências aproximativas, quer por parentesco e compadrio, ódio ou amizade tende à proteção de uma das partes. Nenhum desses qualificativos ou outros semelhantes aproximam o juiz Moro de Lula. Muito pelo contrário. Por outra, mesmo fossem verdadeiros esses sofismas contra Moro, aqui tem boa acolhida o brocardo “o roto falando do rasgado”, pois, pelos noticiários da época, Gilmar Mendes, integrante da 2.ª turma, em proporção, seria mil vezes mais suspeito que Moro, quando apadrinhou em casamento a filha de Jacob Barata Filho, a quem estendeu os benefícios de julgamento notoriamente suspeito, pela evidente amizade de imensa proporção. Aqui, a suspeição aparece nítida como o sol do meio-dia. Lá, a suspeição não passa de tramas arquitetadas para o milagre da transformação: o inocente virá réu e o réu, inocente! Concluindo: aos amigos, tudo, aos inimigos, a força da lei.

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

*

CORREÇÃO DE RUMO

Ao permitir acesso à defesa de material em posse da Polícia Federal, pertinente ao caso, o Supremo corrige danos causados pela Lava Jato ao conjunto da sociedade, pois o material mostra a promiscuidade da relação do juiz com o Ministério Público. O material foi conseguido por meios ilegais pelos invasores do sistema, mas os jornalistas fizeram certo ao divulgar, tanto que os primeiros foram presos e os demais, não. O material está em posse da PF e da Justiça,  logo, é legal, desde sua divulgação, e não há indícios de fraude nas mensagens e áudios. A Lava Jato trouxe esperança a todos os brasileiros, mas se perdeu no caminho, desvirtuando-se em mais um projeto de poder.

Marcelo Kawatoko marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo

*

A MENTIRA SE ESCONDE NO DETALHE

Gilmar Mendes, com a empáfia costumeira, declarou: “Estamos diante do maior escândalo judicial da história da humanidade”. Será que o digníssimo ministro nada sabe sobre o Volksgerichtshof, tribunal nazista presidido por Roland Freisler? E a justiça de Stalin, Mao, Pol Pot? Não sei se Moro teria cacife para essa hercúlea façanha.

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

TRAIÇÃO

Rodrigo Maia se diz traído por seu partido, o DEM. E o que ele fez com a sociedade brasileira, ou seja, o povo, quando ficou meses sentado sobre uma pilha de pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro? É como se sente o povo: traído, enganado, ludibriado.

Marisa Bodenstorfer baica53@googlemail.com

Lenting, Alemanha

*

DNA DO DEM

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia decidiu abandonar o DEM após boa parte dos integrantes do partido terem revelado a verdadeira cara ao venderem a alma a Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais daquela Casa. Atitude elogiosa de quem conduziu a presidência com bom senso – principalmente diante dos desmandos do presidente da República – e não se sujeita ao fisiologismo. O único senão é que o DNA do DEM nunca enganou ninguém: sempre pendeu para o chamado “baixo clero”, com traços de toma lá dá cá. Ao mudar de partido, Maia e seus seguidores precisarão abandonar de vez esse DNA, se quiserem mesmo construir uma frente poderosa a Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

DIVIDE ET IMPERA

Sem precisar conhecer Maquiavel, que pode ser algum dono de bar, Jair Bolsonaro sabe que é o mesmo que dar milho para bode ou quirela para peixe liberar emendas para ter apoio parlamentar. O deputado Rodrigo Maia sabe disso e quem foi traído, como sempre, foi o Brasil, a ética, ideários, etc. Esperança no Brasil nasceu cansada e torcer por uma frente de centro para enfrentar Lula e Jair em 2022 é como apostar em azarão: não há projetos, grandeza ou lideranças e, como se diz, desse mato não sai coelho, neste país pau-de-sebo.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

*

A DESTITUIÇÃO E OS MILHARES DE MORTOS

Em entrevista ao Estado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, indagado sobre o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que “até no plano internacional não é o melhor quadro para o Brasil ter um réu na linha sucessória da Presidência da República nessas condições”. Referia-se ao processo sobre vultosa quantia de dinheiro obtida através de rachadinhas quando ele era deputado estadual em Alagoas. Porém, o ministro Fux avaliou que o eventual impeachment do presidente da República seria um desastre para o País. Não vejo a razão desse desastre. Se não tivéssemos de enfrentar o aquecimento global e a pandemia, até poderia ser discutível. Mas não é essa a situação. Além de já ter dado razões de sobra de que não tem nenhuma condição de gerenciar uma administração pública, acata os palpites de um pessoal retrógrado que o apoia em minimizar o perigo da pandemia e ignorar as consequências funestas às quais a nossa civilização está sujeita devido ao aquecimento global. Em vista disso, o presidente com certeza provocou um número de mortes pelo vírus maior do que deveria ter ocorrido. Temos mais de 231 mil mortos pelo coronavírus, mais do que a Índia, que tem uma população seis vezes maior do que a nossa. O presidente desrespeita o isolamento e não usa a máscara, além de indicar medicamentos não aprovados pelos médicos para o combate ao vírus. Pior, obrigou o governo a gastar uma enorme quantia nas aquisições deles. Paralelamente, colocou um ministro no Meio Ambiente, réu também, para desmontar a fiscalização do Ibama, tendo como resultado os incêndios e os desmatamentos na Amazônia batendo recordes em 2019 e 2020. Ademais, vem também atacando os nossos biomas no litoral e nos arquipélagos ao longo da nossa costa marítima. Cada um destes, a meu ver, já seria motivo para sua destituição. Enquanto as demais autoridades hesitam, como fez Rodrigo Maia e, agora, o ministro Fux, o presidente vai minando as nossas instituições democráticas em seu âmago. Aí teremos uma hecatombe.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.