Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2021 | 03h00



O Brasil de Bolsonaro

250 mil mortos

Ao fim deste mês de fevereiro, seguindo o histórico de mortes pelo coronavírus, lamentaremos a perda de mais de 250 mil patrícios. Número que poderia ser bem menor se não tivéssemos um presidente e um ministro da Saúde “entendidos” em medicina. Pelas estimativas do IBGE, dos 5.570 municípios do Brasil, apenas 115 tinham em 2020 mais de 250 mil habitantes. Para termos ideia do tamanho desta tragédia, é como se no fim deste mês os municípios paulistas de Ubatuba, São Sebastião e Peruíbe virassem cidades fantasmas. Diante deste quadro dantesco, é inaceitável que os líderes dos demais Poderes acreditem que a destituição do chefe do Executivo federal seria muito complicada, como dizia o ex-presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, ou mesmo um desastre para o País, na opinião do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux. Pior ainda que políticos deem apoio a esse governo a troco de verbas e cargos. A desfaçatez no Poder Executivo é tal que o ministro da Saúde, em depoimento no Senado da República, se permitiu fazer afirmações desmentidas por ofícios do Ministério da Saúde emitidos em 2020!

GILBERTO PACINI benetazzos@bol.com.br

SÃO PAULO

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Tiros no pé do povo

O Brasil precisa se desvincular dessas lideranças pernósticas, demagogas, inescrupulosas que se vêm impondo e sendo aceitas graças ao “capital eleitoral” que supostamente agregam aos partidos. A esquerda, a direita e o centro têm gente muito boa para compor candidaturas e governos inteligentes, eficientes e que desativem o extremismo burro que tem prevalecido nas opções (?) que acabam nos sendo oferecidas em segundo turno eleitoral. Precisamos sair dessa dicotomia que nos coloca frequentemente na difícil situação de ter de escolher entre líderes extremistas, fanáticos, incompetentes e corruptos, sem nenhum compromisso com a ética nem respeito aos que deles divergem, e se apresentam como salvadores da pátria.

HELIO A. FERREIRA hafstruct@hotmail.com  

OSASCO

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Cavaleiro da morte

Em plena pandemia, como se fossem indispensáveis ao País, o presidente da República edita quatro decretos que ampliam o acesso a armas e munições. Armas também remetem à morte, mas Bolsonaro parece conviver muito bem com ela, haja vista a sua pouca consternação pelo elevado número de mortos no País pela covid-19. Vale lembrar (para que não nos julguem mudos) que fez do Ministério da Saúde um quartel-general, com militares completamente despreparados, cuja única função é obedecer-lhe, incluído no protocolo da pasta o uso da cloroquina. Das mais de 230 mil mortes até agora, quantas são da responsabilidade desse ministério biônico criado por Bolsonaro? Era esse o Brasil que se esperava desse governo, que chegou com a esperança de uma vida melhor para os cidadãos, mas, como cavaleiro do apocalipse, veio representando a morte, sem nenhum pesar? “E daí?”.

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO enimartin@uol.com.br

BOTUCATU

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Desmoralização do Exército

Convém que o comandante do Exército atente para a corrente queda de respeito pela Força, devida principalmente às medidas desastradas, se não mal-intencionadas, de um capitão da reserva e um general da ativa na direção das ações de governo quanto à pandemia. O capitão tem por prioridade primeira, acima da Nação, a defesa de malfeitos de familiares e amigos. Além disso, deixa correr soltos recorrentes crimes ambientais e de conduta – tem ojeriza a multas. Recentemente, aliou-se a acusados pela Justiça e quer armar seus apoiadores. Com essas armas, quererá concorrer com o próprio Exército?

WILSON SCARPELLI wiscar@terra.com.br

COTIA

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Um conto inconveniente

Era uma vez um reino cujo rei cortejava os soldados com rios de leite, vinho e a mais macia carne; outros importantes cidadãos, com prata e ouro. Tudo por lealdade e poder. E os homens de suprema sabedoria e cognição, que viviam num olimpo para separar o joio do trigo? Ora, eles eram cortejados com afagos de grandes filósofos para que o joio virasse trigo e o trigo virasse joio. Que filosofia... Ainda bem que é só um conto.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS zambonelias@hotmail.com

MARÍLIA

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Economia

Apesar da xenofobia

O Estado de ontem (B1) mostra que, apesar da atitude xenofóbica do governo Bolsonaro e das palavras ofensivas do presidente da República e de seu ministro das Relações Exteriores contra a China, os resultados do comércio com esse país têm se mostrado muito favoráveis ao Brasil. Os produtos que lideram a exportação são soja, minério de ferro e petróleo bruto. Já os insumos para vacina contra a covid-19 lideram as importações, para felicidade geral do povo brasileiro. Alguém de sua equipe deveria mostrar essa reportagem ao teimoso capitão, a ver se ele abre os olhos e os ouvidos, para o bem do Brasil.

TOSHIO ICIZUCA toshioicizuca@terra.com.br

PIRACICABA

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Precisa desenhar?

Exportações recordes para a China! Entenderam direitinho, famiglia Bolsonaro e chanceler (?) Ernesto Araújo?

GUTO PACHECO jam.pacheco@uol.com.br

SÃO PAULO

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Reformas

Inocuidade

O Estado faz propaganda dos benefícios das reformas tributária e administrativa, mas o que o cidadão percebe de concreto é que as reformas já aprovadas e em vigor, a trabalhista e a previdenciária, nada resolveram para os brasileiros. Nem empregos, nem menos impostos, nem melhoras nos serviços públicos, nem desigualdades sociais diminuídas. É puro discurso das elites esclerosadas.

JOSÉ CARLOS PRADO patioba.prado@gmail.com

UBERABA (MG)

 

 


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



O CARNAVAL SEM CARNAVAL

Pelo que aponta o calendário, estamos em pleno carnaval. Mas a realidade sanitária nos impõe um quadro diferente. Desde a virada do século 19 para o 20 tivemos carnaval todos os anos em território brasileiro. Esta será a primeira vez que não se realizará em nenhum dos seus segmentos. Em 1892, o ministro do Interior tentou transferir a festa de fevereiro para junho, alegando que o mês frio era melhor em relação ao lixo resultante. Na época, as pessoas saíam às ruas fantasiadas para se atacarem com farinha, água, limões de cheiro e até dejetos humanos, deixando um malcheiroso rastro. Em 1912, o ministro das Relações Exteriores, Barão do Rio Branco, morreu uma semana antes do carnaval, e o governo decretou luto oficial e transferiu a folia para 6 de abril. Mas o povo não respeitou e, como resultado, naqueles anos, ocorreram dois carnavais. Embora distantes, os antecedentes chamam a atenção hoje. As autoridades estão atentas para impedir festas e desfiles informais, que poderão aumentar a infecção pela covid-19. Mas, além disso, também deveriam pensar numa forma de compensação ou ajuda aos que trabalham com o carnaval e, em relação à pandemia, ficaram privados de suas fontes de renda. É algo para considerar e providenciar.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CARNAVAL CARIOCA

É óbvio que durante o carnaval a desobediência e o acinte contra os cidadãos que respeitam as regras para conter a covid-19 serão a tônica do comportamento social no município do Rio de Janeiro. Como sempre, a capital fluminense deverá dar mau exemplo ao Estado e ao País. A falta de energia, competência e vontade política para punir os irresponsáveis cariocas e visitantes que não estão nem aí para as leis pode ser um estímulo aos foliões criminosos. Vamos ver se o prefeito amenizará o efeito maléfico de sua obra infeliz da ciclovia da Avenida Niemeyer.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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EXPEDIENTE FORENSE

Cáspite! Buscando obediência (?) ao princípio da transparência, no Aviso TJ n.º 07/2021, de 8 de fevereiro, o senhor presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, avisou aos seus do Judiciário, advogados e demais interessados que na sexta-feira, 12 de fevereiro, o expediente seria normal. Hoje (15/2), amanhã (16/2) e em 17 de fevereiro não haverá expediente forense. Maior transparência haveria se, excepcionalmente, fosse facultado o uso de fantasias no falso expediente de sexta-feira. Ora, pois, carnaval é carnaval e as longas férias, indecentes recessos e folgas, enforcamentos forçados, obscuros pontos facultativos e afins sempre foram um carnaval forense, provendo historicamente a alegria de Baco aos pierrôs, colombinas e prepostos da magistratura fluminense. Suas reservas nos hotéis vips e as faxinas nas casas de praia/campo já foram honradas. As fantasias do bloco do sujo estão prontas. Surdos e tamborins afinados. O cancelamento do carnaval é para os milhões de palhaços trabalhadores que vão brincar nos salões de sua surda imaginação. É o Brasil mostrando a sua cara!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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A COVID-19 CONTINUA MATANDO

No ano passado tivemos 43 mil assassinatos no Brasil. A covid-19 já matou 236 mil brasileiros e contaminou 9,7 milhões. A violência, que sempre nos preocupou, não chega nem perto do estrago feito por este vírus. A maioria do povo ainda não se deu conta de que não se trata de uma gripezinha. Estamos no meio de uma pandemia e vários países do mundo estão tendo dificuldades de lidar com a superlotação dos hospitais. O governo de São Paulo vacinou apenas 1,3 milhão em 25 dias. Se o ritmo de vacinação continuar dessa forma, todos os brasileiros estarão imunizados em março de 2024. Os estoques de vacinas estão acabando nas principais capitais do País. Ainda assim, diante de tudo isso, as estradas estavam lotadas no início do fim de semana.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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O VALOR DO SUS

Nunca me lembro de personalidades famosas, artistas, empresários, etc. buscarem atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), pois era fácil comprar vacinas no setor privado. Agora, que a imunidade contra a covid-19 está somente no SUS, seria o momento de essas pessoas darem sua contribuição para criar um fundo para que a saúde pública fosse de fato universal. Afinal, tirar foto após tomar a vacina ajuda, mas não é a solução.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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INSEGURANÇA

Notícias dão conta de que teremos vacinas por apenas mais alguns dias. Já o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou, em audiência pública no Senado, que toda a “população vacinável” será imunizada até o final deste ano. Liso como um bagre ensaboado, o desacreditado ministro não explicou quem fará parte desta “população vacinável”, gerando mais insegurança do que certeza.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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AS BAIXAS DO GENERAL

No Senado, a fala do general da Saúde não foi convincente. Na falta de explicações plausíveis, sobram cadáveres reais...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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QUANTOS MAIS TERÃO QUE MORRER?

É a pergunta que assola todos os brasileiros que acompanham a política nacional, que jamais esteve tão rasteira como agora. Os mesmos cientistas que há seis meses previram o 2.º colapso na saúde em Manaus agora dão o alerta para o 3.º caos naquela região. O presidente, com a inestimável colaboração do ministro da Saúde, foi diretamente responsável pelas cenas dantescas que ocorreram em Manaus, que nos horrorizaram às lagrimas. Ciente de que deverá responder pelas mortes daqueles manauaras supliciados, refugiou-se nos braços do Centrão. O depoimento do ministro da Saúde no Senado federal no dia 13/2 não foi só um desrespeito aos senadores da República, mas ao próprio povo brasileiro. Jamais esperei que um general pudesse se comportar de tal maneira. O ministro deve acreditar que todos somos parvos, a ponto de crer em tantas inverdades pronunciadas de uma só assentada. O absurdo chegou a tal ponto que Eduardo Braga, do MDB, representante do Amazonas no Senado, o desmentiu no ato quando o ministro inventou uma rede de oxigênio nos hospitais de Manaus, que, segundo ele, não existe. Em tendo razão o senador, então o ministro mentiu descaradamente, o que seria um absurdo sem precedentes. Lembro perfeitamente de ter lido no Estadão da época matéria relatando que a própria White Martins, fornecedora de oxigênio para Manaus, avisou o ministro do iminente colapso no fornecimento de oxigênio, em decorrência do aumento da demanda. O presidente do Senado foi eleito com o apoio do presidente da República, mas espero que tanto ele como os demais senadores, na ocasião de decidirem sobre a instalação de CPI sobre a atuação do ministro na tragédia de Manaus, se lembrem dos nossos irmãos manauaras agonizando nos corredores e nas portas dos hospitais, por falta de oxigênio.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CUMPLICIDADE

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, passa a ser cúmplice na morte de milhares de brasileiros, 1.400 por dia, acreditando no ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, dizendo que vai resolver a vacinação!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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LOGÍSTICA

Saúde tinha 15 milhões de doses à disposição na Índia, mas só receberá 2 milhões. Mais uma falha do nosso tão “conceituado” Pazuello, especialista em logística.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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ÔNUS

O negacionismo de Bolsonaro, a incompetência de Pazuello, o uso indiscriminado de um remédio que não tem comprovação científica no combate à covid-19 (cloroquina) têm, agora, seu ônus: a falta de vacina. O Brasil, vergonhosamente, será um dos últimos a vacinar sua população, e essa responsabilidade precisa ser cobrada de Bolsonaro, pela morte de mais de 220 mil pessoas.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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A BÊNÇÃO DA CIÊNCIA

Desfralda-se, enfim, um cenário de sólida esperança para os brasileiros – entre eles eu, que fui vacinado. Atendimento ótimo. Servidores públicos imbuídos de seu alto mister no trato com a população necessitada, essa foi-me a impressão sentida. O preenchimento dos dados, a constatação da vacina, tempo de validade, e aplicação, tudo de forma rápida, eficiente, nada mais que dez minutinhos, e eis-me vacinado. O milagre da ciência garantidora da vida começou a correr nas minhas veias. A ciência é uma bênção! Quero, de público e dentro da minha pequenez, estender a todos os cientistas, servidores e governos (federal, estadual e municipal) o gáudio de ver-me ressuscitado com o milagre da vacina. O quadro lembra-me a passagem bíblica de quando Cristo à beira do túmulo de Lázaro dize-lhe com voz grave: Veni foras, Lazarus, e Lázaro, após estar morto por três dias, saiu para fora do túmulo, andou e falou com a multidão estarrecida, ajoelhou-se e agradeceu o milagre da vida. A lembrança, guardadas as proporções, assemelha-se. E, tal como Lázaro, agradeço às mãos benfazejas dos cientistas garantidoras da vida. Parabéns!

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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A REALIDADE

A realidade dos fatos está desabando na cabeça dos negacionistas: a Terra é redonda, a vacina funciona, ninguém virou jacaré, ninguém vacinado sofreu efeitos adversos graves, os países que vacinarem primeiro serão os primeiros a sair da pandemia. A ciência venceu a ignorância. A dura realidade dos fatos deixa claro que os países que não acreditaram nas vacinas, como o Brasil, serão os últimos a sair da crise. As poucas doses de que o País dispõe já estão acabando, a vacinação vai seguir lentamente, aos trancos, com interrupções por falta de vacinas. O culpado pela lentidão na vacinação no Brasil se chama Jair Messias Bolsonaro e continua na Presidência da República, por enquanto. O Brasil poderia estar saindo da crise, vacinando milhões de brasileiros por dia, controlando a pandemia, mas Bolsonaro não comprou as vacinas. Graças às ações catastróficas do presidente Bolsonaro na gestão da Saúde na pandemia o País vai continuar no padrão do Terceiro Mundo, vacinando pouco, acreditando em crendices, enterrando os mortos, esperando algum milagre. Nunca uma pessoa foi tão diretamente responsável pela morte de tantos brasileiros, as vítimas da catastrófica gestão do presidente Bolsonaro não serão esquecidas. O Brasil espera que a justiça seja feita.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVO REMÉDIO

“A vida continua. Temos de enfrentar as adversidades. Não adianta ficar em casa chorando” (sic Jair Bolsonaro). Faça como nós, militares, coma uma picanha.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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GASTO MILITAR COM PICANHA E CERVEJA?

Mais de 700 toneladas de picanha e 80 mil cervejas? Indícios de superfaturamento? “Informações absolutamente equivocadas”? Forças Armadas usaram dinheiro público? Fortes indícios? E se fossem fracos indícios? Notícia inventada? Nada houve de errado? Mais um complô de invejosos? Comunistas? Fascistas? Madre Tereza de Calcutá? Mas ela não foi declarada “santa”? Mais um pois é. “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”, conforme frase atribuída a Júlio César em 63 a.C., parece que não pegou também na caserna... Triste Brasil (apud Caetano Veloso).

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

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AS DIFICULDADES ECONÔMICAS DO GOVERNO

Segundo o Estadão (11/2), o presidente Bolsonaro diz que o auxílio emergencial deverá voltar em março e por até quatro meses. Segundo o presidente, essa é a alternativa que está sendo discutida com o Congresso. Enquanto isso, o jornal informa também que, ao longo de 2020, os militares usaram verba pública para bancar 700 mil kg de picanha (a R$ 84,14 o quilo) e 80 mil cervejas (a R$ 9,80 cada). Diante do elevado gasto com o atual surto pandêmico, que tal o governo federal descontar da verba salarial do setor público, totalmente fora da realidade brasileira, para aplicar no auxílio emergencial?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ENCRUZILHADA NACIONAL

No ano 21 do século 21, o Brasil, o “país do futuro”, encontra-se num dos seus piores momentos históricos, sem dúvida alguma. Desgovernado por um louco, que, apesar de ter sido um militar que desonrou a própria farda, após 30 anos conseguiu a proeza de arregimentar boa parte das Forças Armadas e das polícias em seu favor, num projeto político que só encontra paralelo na antiga Alemanha nazista e na Itália fascista. É inacreditável ver esse processo execrável se repetir novamente neste país tropical, outrora alegre, descontraído e amado mundo afora. Hoje, somos um pária no planeta, ao lado da Coreia do Norte e de Mianmar. Particularmente, me impressiona ver que a direita nacional não conseguiu eleger nada melhor que este infeliz, cujo nome e sobrenome prefiro nem citar. Ora, basta conhecer minimamente a História para atestar que a prática capitalista e liberal venceu, a despeito de todos os seus defeitos, o socialismo e o comunismo. A maior prova disso é a Alemanha, que quando dividida em duas, uma capitalista e democrática, a outra comunista e tirana, jamais viu sequer um de seus habitantes tentar passar do lado ocidental para o oriental, no entanto, quantos milhares arriscaram a própria vida e de seus familiares no sentido oposto? Tudo em nome da simples liberdade. Mas no Brasil a direita, ao invés de pregar argumentos lógicos, históricos, racionais, da livre iniciativa, do bem comum, da fraternidade, do direito à propriedade, da liberdade de pensamento, da democracia, enfim, preferiu enveredar pelo caminho do pior obscurantismo fascista, reacionário, egoísta, canalha, sem vergonha, ignorante, bestial, enfim, disso que vemos representado por esta família de milicianos no Palácio do Planalto e seus asseclas delirantes, que nem sem envergonham de imitar robôs para deixar claro seu fanatismo vazio, desprovido de qualquer conhecimento e inteligência, mas difundido freneticamente nas suas redes sociais. O País assiste atônito a um verme político ser eleito presidente da Câmara dos Deputados, de quem uma das primeiras medidas foi retaliar a imprensa livre, mandando repórteres trabalharem no subterrâneo sem janelas do Congresso, provando sua índole cafajeste. Vemos que a Operação Lava Jato se corrompeu em vaidades e ilegalidades, assim como o PT se faz de rogado, quando sabemos dos bilhões desviados da Petrobrás por Baruscos, Cerverós, Duques, Pallocis, Dirceus, entre outros e outras, em compras superfaturadas de refinarias enferrujadas de Pasadena, EUA, ou na construção de outras no Rio de Janeiro e Pernambuco, como Abreu e Lima, que já custaram mais de US$ 20 bilhões. E agora, sob o silêncio de muitos, o governo atual entrega a preço de banana nossas refinarias mais produtivas para árabes e chineses. Até quando o Brasil aguenta? Qual será a gota d’água?

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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MARCHINHA ERRADA

Solicitado por seu guru, Lula da Silva, a colocar o “bloco na rua”, Fernando Haddad estreia mal no carnaval. Em entrevista à UOL, o ex-prefeito de São Paulo afirmou que a gestão Bolsonaro “foi o maior erro da história da República”. “Daqui a cem anos nós vamos lembrar o erro que nós cometemos”, querendo dizer que o povo errou ao eleger Bolsonaro em 2018, pois, se tivesse sido ele o escolhido, o Brasil estaria em melhor situação agora. Ora, Haddad sabe muito bem que o atual presidente foi eleito graças à rejeição massiva ao PT pelas inúmeras e procedentes razões exaustivamente sabidas por todos. O que aconteceu depois foi outra história. Portanto, a afirmação de que o povo errou é equivocada, provocativa e tendenciosa, na medida em que não cabe o raciocínio retrospectivo. Se Haddad pretende fazer bonito no carnaval com seu bloco, está na hora de mudar a marchinha.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PARTIDO DE BOLSONARO LUTANDO (PBL)

Pelo visto, o PBL, Partido de Bolsonaro Lutando, tem como presidente ele próprio. E cairá somente em decorrência de seus erros, falhas e posicionamentos ilegais e irracionais, porque, a depender do PSDB e do DEM, por exemplo, partidos que eram fortes e hoje assistem a seus integrantes se digladiarem... Nunca foi mais fácil a cooptação por Jair Bolsonaro, que é Messias porque consegue ser o milagreiro dos erros e das falhas. Assim, o País ficará vendo os grandes partidos políticos brigarem enquanto o que se chama de oposição continua inexistindo. Não fica quase impossível encontrar um candidato palatável para enfrentar Bolsonaro em 2022? Será que vamos ver o time de Lula de um lado, e Bolsonaro, lutando, de outro? Que coisa vergonhosa!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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A INOCÊNCIA DE LULA

Muito se tem falado sobre a “inocência” de Lula nos últimos meses. Necessário, porém, enfatizar que o brasileiro medianamente informado sabe muito bem que a “inocência” é uma peça de ficção construída a muitas mãos. Advogados medalhões, membros das Cortes superiores, senadores, deputados e membros da elite financeira vivem numa constante confraternização, em que todas essas decisões são costuradas, onde os conchavos pululam. Os pagadores de impostos, que sustentam as três ditaduras – Executivo, Legislativo e Judiciário, e nisso o STF impera –, sabem muito bem o ódio e a inveja que Sergio Moro e o pessoal honesto do Ministério Público Federal (MPF) despertaram nos que se entendem como donos do Brasil. Sabem que a “inocência” de Lula nada mais é do que o pano de fundo para anular as condenações da Lava Jato e, assim, os corruptos voltarem a ter a vida mansa, corrompendo e tendo verba para pagar seus advogados, que não se envergonham de receber honorários vindos de dinheiro ilícito. A História não comprará essa narrativa torpe, a História registrará que a partir do século 21 o Brasil viveu a fase mais corrompida e nefasta dos Três Poderes, liderada pelo STF e sustentada pelo povo brasileiro por meio de escorchantes impostos.

João Paulo de Oliveira Lepper jp@seculovinteum.com.br

Cabo Frio (RJ)

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