Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2021 | 03h30

Desgoverno Bolsonaro

Cultura da morte

Mais uma vez, em pleno recrudescimento da pandemia, o presidente da República promove aglomeração de seus apoiadores, todos sem máscara (Bolsonaro diz que povo está ‘vibrando’ com novo decreto, 15/2, A9). Numa época em que deveria estar preocupado com o número crescente de infectados e mortos pela covid-19 – estamos beirando os 10 milhões de infectados e 250 mil mortos –, ele está em férias, quando deveria estar trabalhando com afinco por mais vacinas. Mas essa preocupação não existe em quem já pôs um “ponto final” na sua vacinação. Congratula-se com seus também negacionistas apoiadores que desdenham do risco de se contaminarem com o tal vírus e suas variantes, que se multiplicam exponencialmente com essa conduta, ou se transformam em novas cepas mais contaminantes. Seriam também mais letais? Ainda não sabemos, mas a média de mortes vem aumentando. Em estranha coincidência, Bolsonaro vem de promulgar um decreto que flexibiliza mais a compra de armas de fogo, quando a posse delas deveria ser proibida segundo 61% dos brasileiros (Datafolha, dezembro de 2018).

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Adeus às armas

O presidente dos EUA, Joe Biden, estuda diminuir a flexibilização do porte de armas por cidadãos americanos. Com isso quer diminuir os assassinatos, o poder das milícias e o lucro dos fabricantes de armas. Já o presidente do Brasil diz que o “povo tá vibrando” com o novo decreto que aumenta a flexibilização do porte de armas por cidadãos brasileiros. Assim aumentarão os assassinatos, o poder das milícias e o lucro dos fabricantes de armas. Conclusão: Biden protege os cidadãos e Jair Bolsonaro protege a sua reeleição.

CLÁUDIO MOSCHELLA ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO

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Plano macabro

Só os ingênuos não percebem os objetivos desse presidente ao implementar um plano de armamento pesado da população, endereçado principalmente a seus adeptos. Ele se mira no exemplo que veio dos EUA, onde por pouco extremistas armados não dominaram o Parlamento. Bolsonaro parece ter o apoio das Forças Armadas para seus planos e visa a levar o País a um regime totalitário de extrema direita. Aumento de 91% na venda de armas de um ano para o outro já não é pouco e Bolsonaro volta à carga concedendo mais facilidades para a compra de armas e munição. Seriam essas facilidades destinadas apenas a colecionadores e esportistas de tiro...? O voto impresso é a ponta de lança desse plano macabro. O Congresso tem ferramentas para impedir uma tragédia nas eleições de 2022. Que use seus poderes!

WILSON DEMETRIO WILSON_DEMETRIO@YAHOO.COM.BR

CAMPINAS

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Sonho de golpe

Não passou da hora de fazer Bolsonaro agir à altura do cargo de presidente do Brasil, pois ele demonstra, dia após dia, que está ali preocupado apenas com a família e os amigos do peito. E, quem sabe, realizar seu sonho de golpe e volta à ditadura.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Sistema ruim

Boa parte do que o governo federal tem feito de errado, assim como boa parte do que tem deixado de fazer de certo, pode e deve ser lançado diretamente à conta do sistema presidencialista. Mas no Brasil de hoje as pessoas em geral parecem muito pouco interessadas em pensar os problemas da Nação.

EUCLIDES ROSSIGNOLI CLIDESROSSI@GMAIL.COM

OURINHOS

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Pandemia

Auxílio emergencial

No Brasil, os proventos advindos da atividade produtiva não são redistribuídos à sociedade em geral, mas apenas às corporações, que se fartam e lambuzam com pérfidos e indevidos ganhos extraordinários de toda espécie. Ao povo, condenado à morte pela fome ou pela pandemia, resta apenas o consolo de constatar que o novo coronavírus não faz distinção entre ricos e pobres, espertos e ignorantes. O auxílio emergencial aos desassistidos representa uma insignificante parcela dessa injustiça, difícil de ser corrigida, mesmo provisoriamente.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

Ministério da Defesa

Esclarecimento

O Ministério da Defesa informa que gastos das Forças Armadas vêm sendo divulgados de forma equivocada e distorcida, causando desinformação. A alimentação de 370 mil militares da ativa, em 1.600 organizações militares, em todo o País, é prevista em lei. Ao contrário dos civis, militares não recebem auxílio-alimentação. O valor da etapa diária, desde 2017, é de R$ 9 por militar – é disso que quartéis, navios e bases dispõem para comprar gêneros e preparar três refeições diárias. Não é justo nem correto falar em gastos exorbitantes. Naturalmente, dado o grande efetivo, os gastos somados de cada item no ano são elevados. Além disso, Atas de Registro de Preços, processo previsto em lei, estão sendo divulgadas como gastos realizados, o que é incorreto. Com leite condensado, que deu início à série de distorções, por exemplo, foi gasto dez vezes menos do que noticiado, equivalendo a 0,8 lata por militar no ano. Alguns outros itens, anunciados com alarde, nem sequer foram comprados. Distorções se repetem a cada “descoberta”, sempre anunciada de forma oportunista e sensacionalista. Os processos de compra são executados de forma transparente – tanto que puderam ser consultados – e auditados pelos órgãos de controle interno e externo, passando por constantes aprimoramentos. O Ministério da Defesa e as Forças Armadas reiteram o compromisso com a transparência, com a austeridade e com o permanente aperfeiçoamento do sistema.

CARLOS CHAGAS VIANNA BRAGA, vice-almirante, chefe do Centro de Comunicação Social da Defesa CCOMSOD@DEFESA.GOV.BR

BRASÍLIA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


CAMPEÃO DO CARNAVAL

Neste carnaval da pandemia, os jurados deram seus votos: a Escola de Samba Unidos da Cloroquina, do folião Jair Bolsonaro, foi rebaixada, com nota zero, enquanto a campeã absoluta é a "Unidos Pela Vacina", com nota 10 em todos os quesitos. Viva!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VACINAÇÃO ÍNTEGRA

Mostrar ao paciente a seringa cheia antes da aplicação e vazia após o procedimento (12/2 - A16) é o mínimo a ser apresentado ao cidadão, e esse exemplo de Maceió deve ser implantado em todo o território nacional. Autorização para filmar ou fotografar o ato da vacinação deve ser liberada também. Mas acompanhantes, para pessoas de quaisquer idades, não são policiais para verificar a vacinação contra a covid-19 e assegurar a lisura. Cabe aos governos estaduais e municipais a responsabilidade de garantir vacinação íntegra e transparente a todos.

Suely Mandelbaum  suely.m@terra.com.br

São Paulo

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FALSA VACINA

Eu pensei que não poderia haver crime mais nojento ou hediondo do que furar a fila da vacinação. Ledo engano: enfermeiras injetaram soro fisiológico em idosos para guardar a vacina verdadeira e levar para suas famílias. Este fato foi constatado no município do Rio de Janeiro e também em Petrópolis (RJ), provado por meio de fotos e filmes feitos pelos celulares atentos de testemunhas. O que se pode pensar sobre o cérebro dessas criaturas? Eu creio que deva ser algum desvio neurológico ou genético que as transformou em monstros. Pergunto também como pode haver enfermeiras com esse caráter, audácia e pertinência para executar um crime como este? A falta de confiança na vacina não se restringe mais à sua eficácia, mas sim à honestidade dos profissionais da saúde.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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PASSEANDO SOBRE 236 MIL TÚMULOS

Enquanto passeia por São Francisco do Sul, mesmo sem ser feriado nacional neste carnaval, o presidente demonstra claramente que não tem vontade de trabalhar pelo País, nem tampouco se importa com uma pandemia que já matou mais de 236 mil brasileiros.

Seu governo não compra vacinas e os brasileiros dependem da produção das vacinas coronavac (chinesas) produzidas pelo Butantan. Uma quantia insuficiente e que levará o povo brasileiro a ser imunizado completamente apenas em 2025. Países menores ou do mesmo tamanho, mas com presidente que trabalha e se preocupa com os destinos da nação, já estão vacinando em ritmo acelerado.

Aqui no Brasil, Jair Bolsonaro passeia, participa de churrascos com apoiadores e políticos de menos expressão em Santa Catarina, enquanto Manaus, Rio de Janeiro e tantas outras cidades agonizam sem testes, sem seringas e vacinas para imunização adequada. Dois anos perdidos após tantos descalabros apenas aprofundam o abismo entre o Brasil e os países sérios do Primeiro Mundo.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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PARTIDOS POLÍTICOS

Além de um presidente da república "sem partido" e ainda com boa popularidade, vimos recentemente que a implosão dos partidos teve consequências benéficas para o País: em menos de dez dias conseguimos a independência do BC, a instalação  da Comissão de Orçamento, o encaminhamento da Reforma Administrativa à CCJ, a retomada do auxílio emergencial e os lobbies ganharam  oficialmente entrada nas Comissões da Câmara, como em qualquer país de Primeiro Mundo. Sendo o grupo que agora governa uma mera salada de partidos, não estaria na hora de reduzir drasticamente o seu número, fazendo com que os senhores políticos praticassem de verdade o tal "diálogo" que tanto apregoam, mas entre si mesmos, em sua própria "família" partidária? Se conseguirem se entender intramuros, mostrarão que têm capacidade para se entender extramuros, com no máximo outros quatro ou cinco partidos! Não seria suficiente? Ninguém aguenta mais tanta esquizofrenia (esquizo=partida e frenos=mente), no nosso caso são ideologias políticas partidas e em tantos cacos que ninguém está sabendo a que vieram esses novos partidos que se esforçam tanto em batizar-se com nomes metáforicos que julgam impactantes.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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‘AGORA VAI’

Depois de toda a insurreição de Donald Trump pedindo aos seus seguidores que invadissem o Congresso americano, o Senado entendeu por absolver o ex-presidente do impeachment. Com os olhos brilhando, Jair Bolsonaro disse, também, aos seus seguidores: "Agora vai". Diante disso, aguardem os brasileiros o que deve acontecer em 2022, caso Bolsonaro não seja reeleito. Afinal, as ameaças já começaram. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola  jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AS REFORMAS VÃO FICANDO

Com toda a razão o Poder Legislativo: primeiramente, o auxílio emergencial para os mais necessitados e vitimados pela pandemia. Ao depois, as reformas de base: reforma tributária e administrativa. Entretanto, como conhecemos bem o andar da carruagem, outras necessidades entrarão no caminho das reformas, e elas, por certo, ficarão para uma época posterior. Seria só vontade de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco ou de Bolsonaro também?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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MAIS DO MESMO

Apesar de não haver consenso entre os integrantes da executiva nacional do PT quanto a Fernando Haddad se candidatar em 2022, Lula da Silva, que é, de fato, o dono do partido, determinou que ele coloque o "bloco na rua" para se tornar visível nacionalmente. Assim como  a mulher sapiens Dilma Rousseff, Haddad é  outro "poste" do mais honesto, inocente, injustiçado e ficha suja do Brasil.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A RECEITA DO CENTRÃO

Para o Centrão,  sempre pragmático,  a receita a ser seguida é a que conduz à vitória, não a que é favorável ao País. 

Veja-se o exemplo de Rodrigo Maia, derrotado e traído pelos próprios correligionários. 

Lairton Costa 

São Paulo

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CENTRÃO OU CENTRAL DE NEGOCIAÇÕES POUCO RECOMENDÁVEIS...

Centrão ou ajuntamento de congressistas pouco interessados no País, e sim no seu bolso e na garantia de sua reeleição. Os novos presidentes eleitos nas duas Casas do Legislativo começaram muito bem, aprovaram a independência do BC e influíram na aprovação da ajuda emergencial que promete ser aprovada pelo governo federal, isso, claro, se o governo pagar a cada um deles o que está sendo negociado, pois ninguém é de ferro e o general responsável pelas negociações é tido como cumpridor da palavra e, como disse, tem a anuência das Forças Armadas.

O que não quer calar é a objetividade dos nossos parlamentares que sempre têm como alvo as consequências, onde mais aparecem, e, consequentemente, mais recebem pelas aprovações, ao invés de se aterem às causas que no caso seriam as reformas tanto esperadas e necessárias ao País. Isso eles e as criancinhas do grupo estão cansados de saber. Por oportuno, acho que o senhor Paulo Guedes está precisando de um gás e, lógico, mais apoio do governo.

Itamar Trevisani 

Jaboticabal

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ARTHUR LIRA

Em O Brasil superou o 'negacionismo' parlamentar (14/2, A2), Arthur Lira faz apenas um jogo de palavras para esconder o primordial: se projetos e propostas não prosperaram no Parlamento em dois anos foi porque pouco foi encaminhado pelo desgoverno de Bolsonaro, do qual agora é sócio majoritário como representante do nocivo e corrosivo Centrão. E o negacionismo científico foi, sim, e continua sendo uma política deletéria aos verdadeiros interesses do povo que são sua saúde e sobrevivência.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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E LA NAVE VA

O Brasil está como a Nave de Fellini. Diversos passageiros das mais diferentes crenças e níveis educacionais, pertencentes a diversos partidos e todos pensando em seu próprio benefício. O Capitão só pensa na reeleição, proteger e esconder sua família; o Senado e Congresso "comprado" e exigindo cada vez mais; o prefeito Bruno Covas reajustando o IPTU do Município de São Paulo em 10%, mesmo tendo dito que não haveria aumento; o Ministro da Economia falando em aumentar impostos e ninguém fala em redução de despesas. Salários do Executivo, Judiciário e Legislativo na estratosfera, fora os benefícios e comissionados ganhando fortunas. A pretensa oposição se despedaçando em brigas e vaidades.  E la nave va.

Heitor Portugal Procopio de Araujo  heitor.portugal@uol.com.br

São Paulo

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64 MILHÕES DE VOTOS

Benefícios sociais são o maior sistema de compra de votos do País – políticos de vários escalões procuram se beneficiar com esse sistema. Para incrementá-lo, criou-se o auxílio emergencial da covid-19, abrangendo 64 milhões de pessoas numa etapa inicial, aproximadamente metade da população maior de 18 anos de idade. Pode-se até prestar assistência nas situações críticas, mas não via dinheiro, e sim com cestas básicas e similares. Os políticos, nesse momento, "dão um tiro no pé" doando dinheiro – que nem existe –, uma vez que as próximas eleições serão em 2022 e até lá os beneficiários terão esquecido as bondades, além de ficarem revoltados por não obterem mais. O MPF e o TSE deveriam examinar essa tendência dos políticos de comprarem votos por meio

de uma série de auxílios em dinheiro.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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CARNAVAL EM COPO D’ÁGUA...

É a reação que quem conhece a legislação teve com o decreto presidencial sobre armas, porque o decreto não muda substancialmente as regras atuais. Já aqueles que são contra o resultado do plebiscito de 2005 sobre armas continuaram com a mesma narrativa, que não tem qualquer aderência com a realidade, mas mexe com o emocional dos moradores da Vila Madalena e do Leblon. Afinal, narrativa é tudo, não?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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TIRO AO ARVARO

Nosso presidente demonstra se cansar facilmente das responsabilidades inerentes ao cargo. Comprar vacinas? Vêm da China e de lá não pode vir coisa boa. Bom é que os chineses compram nossas commodities! Pagam em moeda forte e não com nosso mísero real desvalorizado. Ter empatia com mortes e bancar o coveiro? Tô fora! Bom mesmo é ter armas e atirar. Atirar faz barulho como fogos de artifício. Na falta de carnaval é uma opção para empolgar! Como ele anda meio fora de órbita, desconsidera os milhões de desempregados. Desconhece que, para o exercício de tiro ao arvaro, a primeira questão é ter grana pra comprar armas. Na penúria, comprar arma será a última opção do cidadão. Beneficiários da providência serão os setores organizados da população, como empresas de vigilância, associações de tiro, crime organizado e milícias, entre outros. Ele diz que o povo está vibrando. Uma vibração que se situa entre o medo de ser atacado por mais meliantes que o enfrentarão não mais com arma de brinquedo e a satisfação de poder mostrar aos amigos sua última aquisição, similar à satisfação da dona de casa ao abrir a geladeira e mostrar para a reportagem o pote de iogurte ou o pedaço de carne. Em período de carnaval covid, cada um dança de acordo com a música disponível! Dá-lhe vibração!

Sérgio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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Plantam-se cebolas para serem negociadas

Ao dizer que o País vibra com as armas, o incendiário presidente Bolsonaro concebe a convivência entre os homens como pura beligerância. Faz o jogo da indústria de armamentos, quem planta cebolas espera que sejam compradas. O processo civilizatório

ainda não consolidou a paz e os negócios são o que mais importa, seja no rastilho da pólvora ou pelos rendimentos da pandemia, enquanto a banda podre da humanidade não for derrotada no campo do Estado Democrático de Direito.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A imprensa vem dando destaque à proposta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, no que diz respeito à mudança do Regimento Interno da Corte, de modo a aprimorar os julgamentos pelo colegiado da Corte, particularmente, nos processos em que são concedidas liminares. Realmente, isto é uma necessidade urgente que poderá oferecer segurança jurídica à sociedade, que não pode funcionar com amparo em decisões monocráticas e de urgência que se perpetuam por longo tempo, produzindo efeitos, sem que os processos sejam julgados definitivamente. No entanto, vejo obstáculos em um desfecho que atenda todos. Nos últimos tempos, temos observado a dificuldade do STF em consolidar entendimentos majoritários, porque a colegialidade não tem funcionado, já que cada decisão sofre contestação por parte dos ministros que foram vencidos, eles não se conformam e saem dando entrevistas desnecessárias, já que as decisões são publicadas. Entrevistas em que a linguagem não condiz com a importância da Corte, como chamar a Lava Jato de esquadrão da morte. Creio que o presidente somente terá sucesso em sua empreitada se, antes, elaborar um projeto de reforma do regimento, podendo até submetê-lo a órgãos com a OAB e o Ministério Público, e discuti-lo no colegiado, não nos meios de comunicação. Isto exige que os ministros, inclusive o presidente, respeitem o colegiado, dispam-se de suas vaidades e resistam aos apelos dos meios de comunicação e se conscientizem de que suas opiniões repercutem na sociedade, para o bem ou para o mal. Sem saudosismo, o antigo conceito de que o juiz fala nos autos é muito salutar e poderia ser ressuscitado. Ao passo que juiz dando entrevistas sobre processo que julgou ou que vai julgar não parece um bom caminho para uma boa prestação jurisdicional. Lembre-se o presidente Fux que já se passaram seis meses de seu mandato e, se os ânimos não se acalmarem, sua gestão não chegará a lugar nenhum no tema.

Antônio Dilson Pereira advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba

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LIMITES

Até onde vai o poder do ministro do STF Gilmar Mendes? É inacreditável o número de acusados de corrupção da elite brasileira que ele advoga. Para ele pessoas de alto nível social não merecem ficar presas. Por que será?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SURTO DE EBOLA NA GUINÉ E NO CONGO

O surto de ebola na Guiné e no Congo mostra a necessidade de a Organização Mundial da Saúde (OMS) agir rapidamente e vacinar a população dos dois países. A imunização tem o objetivo óbvio de evitar que outra pandemia comece a se alastrar pelo continente africano e atinja todo o mundo.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajur@uol.com.br

Campinas 

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O ‘ESTADÃO’ PULSA E VIBRA E SEUS LEITORES PARTICIPAM!

Como poderão perceber, sou leitor antigo do Estadão – pelo menos há meio século –, às vezes também dou os meus "pitacos". Como faço diariamente, ao abrir o jornal – após as manchetes – sou levado ao Fórum dos Leitores. Ali me delicio com as opiniões mais díspares e também percebo como o Estadão –  particularmente, seus editoriais, artigos e colunistas – dá o mote para nossos questionamentos, críticas e embasa nossas opiniões. Ontem, segunda-feira, pude perceber o quanto o Estadão mantém o seu prestígio e como sempre penetra pelo interior paulista e demais Estados da Federação. Dentre a dezena de cartas publicadas, cinco são oriundas de cidades do interior paulista, uma de Minas Gerais e duas da capital – outras tantas podem ser encontradas no site. É ou não é sinal de vitalidade. O Estadão pulsa e vibra através dos seus diretores, jornalistas e, principalmente, seus leitores – online ou como eu, manuseando prazerosamente suas páginas. Digo que sou dependente do cheiro da sua tinta e o conteúdo de suas matérias que embriaga e estimula o senso crítico de seus leitores, nutrindo sua memória, reflexões e pensamentos para nos tornar pessoas informadas, conscientes e lúcidas com os acontecimentos mais diversos registrados – ou ainda por acontecer – no Brasil e no mundo. Definitivamente, o Estadão é nosso parça – desculpem a informalidade! 


Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com


Jacarezinho (PR)


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