Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2021 | 03h30

FÓRUM

O Brasil de Bolsonaro

Armado e sem vacina

Total inversão de valores e prioridades: o novo Brasil tem armas, mas não tem vacina. Esse Brasil de agora é de burrice, incompetência, corrupção, fanatismo religioso, fascismo, vulgaridade e má-fé. Parabéns a Bolsonaro e seguidores, estão conseguindo tornar o Brasil um grande lixão a céu aberto. O programa de destruição está em pleno vigor. Enquanto cerca de 250 mil brasileiros já morreram gratuitamente na pandemia, num genocídio abjeto, Bolsonaro fomenta a violência com a liberação de um arsenal para milícias e criminosos. Onde estão as instituições? Até quando vamos tolerar o intolerável?

RENATO KHAIR RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Opção pela morte

Decididamente, Deus trocou de nacionalidade, pois devemos ser o único país que, em plena crise sanitária, a maior em cem anos, com previsão de mais milhares de mortes, tem um presidente mais interessado em aumentar a venda de armas à população do que em buscar uma urgentíssima solução para a escassez de vacinas, para nos salvar. O Altíssimo não só desistiu de nós, como deve estar nos punindo exemplarmente para ver se aprendemos de uma vez por todas a escolher melhor quem se disponha a nos governar: alguém que faça a opção pela vida, e não pela morte.

ELIANA FRANÇA LEME EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Povo vibrando?!

Uma pergunta ao sr. presidente: qual “povo está vibrando” com o seu decreto que facilita acesso a armas e munições? Desde quando o povo honesto e trabalhador se interessa em ter diversas armas e munições? Com tantos problemas importantes para resolver no nosso País, o sr. presidente está preocupado em facilitar a vida dos ladrões, assassinos e traficantes? Poupe-nos de suas ideias malucas, sr. presidente, e aja para acabar com essa pandemia, que está acabando com a vida dos brasileiros!

MARINA R. B. MALUFI MMALUFI@TERRA.COM.BR

OLÍMPIA

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Truculência

A alma intolerante, truculenta e rancorosa de Bolsonaro revelou, enfim, o sonho antigo do “mito”: o certo é fechar jornais, disse ele. Segue a catástrofe varonil. Brasil desgovernado. Com marcas assustadoras de 250 mil mortos pela covid-19 e 15 milhões de desempregados. Escassez de vacinas. Maus gestores. Brigalhada pelo poder. Ânimos exaltados. Militares afrontando o Judiciário. Fabricantes de armas em milionária lua de mel com o presidente. O guloso Centrão dando as cartas. Horizontes sombrios. A caneta de horrores palaciana está cheia de tinta. Filme ruim, repetitivo e macabro. Oremos.

VICENTE LIMONGI NETTO LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA

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Urna eletrônica

Motivo de júbilo

O recente arquivamento do procedimento judicial sobre fraude nas eleições de 2018, arguida pelo presidente Bolsonaro, reafirmou a idoneidade do voto eletrônico entre nós. As urnas de metal (anos 1930) e de madeira (anos 1940) portavam questionamentos sobre a forma de lacração. Já as urnas de lona (anos 1950) representaram um grande avanço na segurança eleitoral, a partir do modelo adotado sob os auspícios do então secretário do TRE-SP Ibsen Costa Manso, a quem também se deve o pioneirismo da adoção da chamada cédula única de votação, fornecida pela Justiça Eleitoral, rompendo-se, assim, o discutível monopólio, até então existente, dos partidos e candidatos nesse fornecimento. A máquina de votar recebeu a primeira previsão legal no Código Eleitoral de 1932. Em 1965, o então deputado federal Antônio Sylvio Cunha Bueno (PSD-SP) trouxe dos Estados Unidos uma máquina de votação para demonstrações em Brasília e São Paulo. E em 1996 se deu a estreia oficial da urna eletrônica brasileira, que deveria ser motivo de júbilo de nossa cidadania, e não objeto de infundadas desconfianças.

JOSÉ D’AMICO BAUAB JOSEDB02@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Corrupção

No Congresso

É de estarrecer que 8 em 14 membros da cúpula da Congresso Nacional sejam pessoas investigadas. Culpam o eleitor, dizem que o povo escolhe mal quem elege. Esquecem que o povo só pode votar em candidatos escolhidos pelos partidos, que não se importam se o postulante é honesto ou não. Aliás, os chefões dos partidos parecem preferir ladrões mesmo, com raras e honrosas exceções.

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES RADOICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Congresso e Justiça

Parte da cúpula do Congresso é investigada na Justiça. E ninguém se perturba. O fato é percebido como ocorrência habitual. Em países normais, a sociedade e a imprensa já os teriam forçado a se demitir dos cargos.

HARALD HELLMUTH HHELLMUTH@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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E os outros?

Se 8 dos 14 integrantes da cúpula do Congresso Nacional são alvo de investigações, quantos serão, então, os parlamentares investigados que não fazem parte dela?

ROBERT HALLER ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Lava Jato

Antes de supostamente acabarem com a Operação Lava Jato, a impunidade dos réus já havia humilhado a decência do nosso Estado de Direito.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI  FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O ‘inocente’

Pelo andar da carruagem no Supremo Tribunal Federal, ainda vão acabar chegando à conclusão de que o pilantra de

Garanhuns é inocente e que fomos nós, o povo brasileiro, que roubamos esse que foi considerado o maior corrupto que o mundo já viu. Ou não?

CARLOS EDUARDO BARROS RODRIGUES CEB.RODRIGUES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO  

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


JORNAIS

Fechar jornais é difícil. Assim, o clarim do “Arauto” continuará

soando alto e límpido, mesmo para ouvidos tapados de cera...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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Tirar jornais de circulação

Jair Bolsonaro pirou de vez! Literalmente, temos um presidente antidemocrático, que já deu demonstrações que flerta com a ditadura. E, como odeia a imprensa, não deixa dúvidas das suas aspirações obscuras no comando do Planalto, quando diz que o certo é tirar de circulação jornais como a Folha, O Globo, Estadão e site o Antagonista, ao classificar essas importantes empresas de comunicação como fábricas de fake news. Um absurdo!  Porém, mente ao dizer que não tomaria essa decisão de censurar os jornais porque é um democrata.  Só se for democrata tal qual o Maduro, da Venezuela... Aliás, fake news mesmo é o seu desgoverno. Porém, graças a nossa Constituição, que consagra a liberdade de expressão e de imprensa, o povo brasileiro é bem informado das loucuras deste presidente. Que não respeita o meio ambiente, contenta-se em nomear, até aqui, três medíocres ministros da Educação e um serviçal e desastroso ministro das Relações Exteriores, como Ernesto Araújo. Também é graças a nossa imprensa que a nossa sociedade sabe que Jair Bolsonaro foi eleito como o pior presidente do mundo no combate a essa pandemia de covid-19.  Porque, desgraçadamente, despreza salvar vidas! Para tal, nomeia um general como desqualificado ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que nem vacina compra! E, por culpa deste governo, muitos brasileiros também morreram em Manaus (AM), por falta de oxigênio.   Na realidade, Bolsonaro, zomba do povo brasileiro... 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FALA MUITO!

No dia em que se comemora a  data nacional do repórter (16/02), o presidente Bolsonaro  acusa os principais jornais do País de serem fábricas de fake news. Enquanto alguns se notabilizam por falar muito, outros se calam. O presidente do STF, Luiz Fux  foi criticado pelos seus pares por não se manifestar sobre o tuíte do general Villas Bôas. Já o  ministro Gilmar Mendes fala pelos cotovelos, inclusive fora dos autos, tornando-se o principal  antilavajista e o maior cabo eleitoral do honesto Lula da Silva. Em boca fechada não entra mosca!

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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AUMENTO DA PANDEMIA

São assustadoras as notícias de que está havendo aumento  da pandemia de covid-19, pelas variações do vírus, por fatores comportamentais de parte de nossa população que se aglomera irresponsavelmente e também por uma falta de coordenação nacional no combate a tal patologia – o ministro da Saúde está completamente perdido. Dita autoridade, despreparada para a função, nomeada por um negacionista, aumenta o temor da nossa gente. A História julgará essas autoridades  como responsáveis pela potencialização dos efeitos danosos dessa crise virótica que nos atinge.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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‘O PAPEL DOS PREFEITOS NA PANDEMIA’

Nesta terça a autora do artigo acima mencionado, Érica Gorga, discorre sobre a competência municipal para a decisão sobre o fechamento do comércio ante a pandemia de covid-19. Sem entrar no mérito da sua linha de pensamento jurídico, a autora deixa de analisar a questão sob o prisma da saúde pública. No Estado de São Paulo há sim critérios homogêneos para as tomadas de decisão, considerando o número de infectados, internações, leitos de UTI, etc., mas com base nesses dados é que difere de um município para outro a fase em relação à pandemia. E aqueles prefeitos que, por responsabilidade própria, estão tentando burlar esses critérios, em medida política e negacionista, têm enfrentado suas consequências, quais sejam, a sobrecarga dos profissionais de saúde e de hospitais. 

Gilberto de Lima Garófalo gilgararofalo@uol.com.br

Vinhedo

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BRASIL SEM VACINAS

Alguém deveria responder civil e criminalmente pela falta de vacinas no País. Os principais laboratórios já se cansaram de oferecer vacinas para o Brasil, que segue sem concretizar as compras. Os países que mais vacinaram já estão colhendo resultados, os números da pandemia estão despencando nos Estados Unidos e em Israel. O presidente Jair Bolsonaro deveria ser interpelado para apresentar explicações sobre o seu absoluto desinteresse em adquirir as novas vacinas. Em poucos meses a pandemia estará sendo controlada no mundo desenvolvido e o Brasil vai continuar enterrando seus mortos. Ao se recusar a  comprar as vacinas disponíveis no mercado o presidente Bolsonaro está claramente desrespeitando o artigo 196 da Constituição Federal: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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VACINAÇÃO

Pressionado por ameaça de CPI, Pazuello diz ao Senado que toda a população será vacinada em 2021 (Estado, 11/2). Considerando, em números redondos, que a população “vacinável” é de 140 milhões de brasileiros e considerando também que serão necessárias duas doses, conclui-se que seria preciso aplicar um total de 280 milhões de doses para imunizar toda a população em 2021, ou seja, terão de ser vacinadas cerca de 800 mil pessoas por dia, quando a média atual está em 200 mil doses por dia e  logo logo a vacinação poderá ser interrompida por falta de doses! É isso mesmo, ou será que minha calculadora está com defeito?

Cláudio Moschella   arquiteto@claudiomoschella.net 

São Paulo

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PRAGMATISMO

Após a tentativa frustrada por parte do setor privado de compra de vacina contra a covid-19 em janeiro, o assunto volta a entrar no radar e não é para menos. Várias capitais já anunciaram a suspensão da imunização por falta de vacinas e a doença segue voraz com alto índice de óbitos e surgimento de novas variantes virais mais contagiosas. Perante este cenário tenebroso e a não menos tenebrosa inépcia do governo federal, não há como continuar rechaçando a iniciativa de empresas de adquirir diretamente as vacinas. A contrapartida – a doação para o SUS  de metade dos imunizantes comprados – é mais que bem-vinda, pois vai suprir o sistema e acelerar a vacinação. Em tempos difíceis é preciso mais pragmatismo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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RUMOS INCERTOS

Enquanto familiares choram pela morte de 239.773 mil brasileiros que foram ceifados pela covid-19, nosso “mito” Jair messias Bolsonaro  passeia de jet-ski nas águas serenas do litoral catarinense e ainda se vangloria ao dizer que o povo está vibrando com o decreto que flexibiliza o acesso ao porte de armas de fogo..Na minha opinião já passou da hora do povo brasileiro fazer algo para impedir tal atitude ou chegará  um tempo em que não haverá mais o que fazer.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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VACINAS OU ARMAS

Na pandemia, de cada 2 mil pessoas 100 pegam o vírus e 2 morrem. No dia a dia, de cada 2 mil pessoas que sofrem ataque de criminosos armados 2 mil morrem. A vacina é uma defesa lenta contra o vírus. A arma é uma defesa imediata contra a violência. Qual delas? As duas!!

Gilberto Dib Gilberto@dib.com.br

São Paulo

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BOM EXEMPLO

Nas cidades da Grande Vitória (Cariacica, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória), duas delas, Serra e Vitória, dão bom exemplo. Devido ao coronavírus e ao carnaval sem comemoração, funcionam normalmente nos dias 15, 16 e 17. Pela divulgação na mídia, sem nenhuma falta em seus quadros funcionais. Com o Brasil em crise, mais de mil mortes diárias, foi a forma preventiva de evitar as perigosas aglomerações num claro atestado de brasilidade e, convenhamos, só o trabalho produz riqueza.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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VACINAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Na matéria de hoje sobre a covid-19 nos Estados Unidos faltou informar que o país desde dezembro já vacinou mais de 52 milhões de pessoas, a maioria depois da posse do presidente Biden, que fez dessa ação a sua prioridade.

Já no Brasil...

Shirley Schreier schreier@iq.ups.br

São Paulo

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O QUE SE PASSA CONOSCO?

Estamos literalmente brincando com fogo.

O decreto assinado pelo presidente abrindo ainda mais as janelas da liberação das armas nunca poderia ter passado batido. Nunca poderíamos tolerar um crime de lesa-pátria de proporções gigantescas nos seus desdobramentos.

Enquanto se discutem as aglomerações irracionais e vacina/não vacina, em meio a mais de mil mortos por dia (somados, mais de 250 mil), agindo com o mesmo modus operandi, Bolsonaro acena para os seus fanáticos seguidores com esse agradinho perverso e de consequências mais do que previsíveis.

Será possível que não temos mais a menor capacidade de crítica e de indignação? Será que nos transformamos numa massa amorfa conduzida ao bel-prazer por um tocador de rebanho?

Ou sempre fomos assim e, salvo protestos pífios daqui e dali, é disso que o povo brasileiro realmente gosta e busca.

Maria Luiza Feitosa de Souza souzamlu@uol.com.br

São Paulo

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DESGASTADO E ATRAPALHADO

O presidente Jair Bolsonaro mostra quanto desgastado e atrapalhado está no comando do País. Desgastado porque é o único negacionista ainda no poder – Trump já caiu. Atrapalhado porque “enterrou” todas as suas promessas de campanha eleitoral, dando seu (des)governo ao Centrão, no qual toda a cúpula é investigada por vários crimes. Além, é claro, da sua ultima excrescência dizendo que “o certo é tirar os jornais de circulação”. Ora, afinal, “quem tem... tem medo", não é mesmo presidente?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONTRA A VIDA

Em sua insana luta contra a ciência, a lógica e, consequentemente, a vida, o presidente Jair Bolsonaro segue  o seu mal traçado script. Em férias, em uma cidade de Santa Catarina, o presidente voltou a defender, sem máscara e provocando aglomerações, o tratamento precoce com medicamentos oficialmente sem comprovação de eficácia e cujas compra, prescrição e disponibilização estão em  investigação pela Justiça. Depois de uma verdadeira oposição à compra de vacinas já testadas em todas as fases, agora quer que a Anvisa aprove, a toque de caixa, um spray nasal que ainda está em fase prematura de teste, em Israel. Nesse sentido fazem toda a lógica os projetos que enviou ao Congresso, testando sua nova força. Tudo no sentido certeiro e contrário à preservação da vida, armando e municiando a sociedade e o crime organizado.

Abel Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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UNIDOS PELA VACINA

É o título do editorial em Notas & Informações (Estado, 15.2.21). E de seu discurso colhe-se a pergunta: quando haverá vacina para todos? Este é o questionamento que sacode a sociedade. Se os laboratórios particulares e outras entidades de igual competência, empalmassem e se aquartelassem na ideia “unidos pela vacina”, e arregaçassem as mangas nessa urgente empreitada, o que haveria de errado? As entidades particulares não poderiam se ombrear ao Ministério da Saúde (e sob sua vigilância) para angariar mais vacinas? O poder econômico da classe média e, daí para o alto, arde em desejo de saber por que não podem, a suas expensas, ser vacinados? Com isso, esses voluntários pagantes abririam mão de suas vacinas em prol dos mais pobres, aumentando, sensivelmente o número de vacinados em menor tempo. E, de consequência, a concretização da “vacina para todos”.  Claro está que minha posição é de abelhudo e ignorante na matéria (pois nada entendo de negociação de vacinas, apenas sei que existem, já circulando pelo mundo, seis tipos de vacinas. Contudo, cabe reflexão sobre isso, pois no terreno onde correm as negociações, ali, também, viceja a urtiga da política, quando os movimentos são afogueados por vis interesses!  Urge ação! Passamos das 240 mil vidas ceifadas pela morte, por falta da vacina. Os responsáveis por essa hecatombe pouco interesse têm quer pelos que se foram, como pelos que, chorosos e feridos na alma, por aqui ficaram. A morte silencia a dor! O remédio para curar essa chaga mortal é a vacina. É de bom senso, justo e saudável chamar a campo de forma maciça, rápida, as entidades particulares (melhores que a máquina burocrática do Estado), empenhando-se todos, inclusive a sociedade dos que têm poder de compra, para franquear mais vacinas para os mais necessitados. Só a vacina poderá frear a gula pantagruélica dessa férula da humanidade, o coronavírus. Então, por que não?

Antonio B. Camargo – SP bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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BANCOS

A expansão das cooperativas de crédito e das fintechs pode ter contribuído para a queda de mais de 24% na soma dos lucros dos quatro maiores bancos do País (Itaú-Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander), comparando 2020 com 2019, e não somente reflexo da crise econômica. Certamente, os bancos não admitirão tal hipótese, até para preservarem seus negócios e patrimônios.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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DEVASSA

A devassa que estão fazendo com o juiz Sérgio Moro, que colocou poderosos na cadeia, cujo único erro foi ser ministro do Bolsonaro, também fizeram com o juiz Antonio  Di Pietro, da Operação Mani Pulite, na Itália, que, de tão perseguido, teve de se exilar na Costa Rica por um tempo. Este conseguiu voltar a ser advogado, Moro, nem a isso parece ter direito. Haverá reação, e esperamos por ela. O povo o apoia.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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INTOLERÁVEL

O Ministro Fachin utilizou a palavra mais pertinente ao que se passa no Brasil no momento: intolerância. Para ele o intolerável foi a ameaça velada do general Villas Bôas para evitar determinada situação. Assim como para outros segmentos da população soará intolerável o ministro Gilmar Mendes dizer que a Lava Jato prendeu Lula para que não concorresse a uma eleição. Ou não haveriam provas suficientes para que isso ocorresse, tanto que foi julgado e condenado?  Um ministro do Supremo político é tolerável ? Ao mesmo tempo a população vê com intolerância a soltura de inúmeros presos pelo referido magistrado sob pretextos monocráticos, quando a prisão ocorreu por um plural de provas. Intolerável foi assistirmos boquiabertos a um ministro dar condição política a uma presidente que sofreu impeachment, violando a constituição que juram defender. Intolerável está sendo ver um chefe do Poder Executivo negacionista ante uma pandemia mortal que atinge nossa população duramente, trêfego, andando sem máscara em total desrespeito àqueles adeptos do isolamento, influenciando pessoas para que também se aglomerem e  desta forma sejam causadoras de transmissão da doença. Intolerável é sabermos que o Legislativo guindou aos seus cargos de comando lideranças recheadas de casos penais que só não se transformam em eventuais prisões  devido ao foro privilegiado, este também intolerável. Intolerável é vermos a política dividir a população, num momento de crise econômica em que todos deveriam estar unidos sob o mesmo propósito.  Vivemos em utopialândia ou hipocrisialândia?

Sérgio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

Está mais do que na hora de reajustar a tabela do Imposto de Renda!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo




 

 




 

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