Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2021 | 03h30

Extremismo bolsonarista

Ditadura nunca mais

Impressionante a falta de noção de um deputado federal do Rio de Janeiro ao postar nas redes sociais impropérios contra a Suprema Corte do Brasil. E num momento tão sofrido como o que vivemos com a pandemia. Felizmente, nossas instituições funcionam adequadamente, o que permite que as ditas extrapolações sejam corrigidas, impedindo tentativas de interromper o livre exercício de qualquer dos Poderes da União, como bem disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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A democracia vive

A Constituição “cidadã” de 1988 veio para romper com o autoritarismo e transformar o Brasil num Estado Democrático de Direito. Entre os princípios constitucionais está o da liberdade de expressão. Engana-se quem acha que há direitos absolutos em nosso ordenamento jurídico. Após os ataques feitos pelo YouTube, Daniel Silveira foi preso, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Desta vez o princípio democrático prevaleceu. Após suas práticas delituosas, em especial o desejo e a grave ameaça – em público – de romper com o Estado Democrático de Direito, a prisão tornou-se necessária. Uma decisão cheia de coragem e esperança. O Brasil não deve – ou não deveria – ser uma republiqueta. A democracia foi reafirmada. É assim que tem de ser. Para sempre, viva a democracia!

CAUE RAMALHO SILVA CAUERAMALHO@RODRIGUESRAMALHO.COM

SÃO BERNARDO DO CAMPO

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Tolerância zero

As declarações grotescas e boçais do deputado bolsonarista Daniel Silveira, direcionadas ao STF, incluindo a apologia do AI-5, nada têm que ver com liberdade de expressão. Como bem apontou o ministro Alexandre de Moraes, a propagação de tais ideias é inconstitucional e atenta frontalmente contra o Estado Democrático de Direito. É importante lembrar que em 2018 o deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que para fechar o STF bastariam um cabo e dois soldados e, no ano seguinte, ele defendeu o retorno do AI-5 em caso de “radicalização da esquerda”, episódios que também ofenderam francamente a democracia, mas o STF acabou não tomando providências legais. Nem a Suprema Corte, tampouco a opinião pública deveriam, em momento algum, ser lenientes com ofensores da democracia e da Constituição, pelo risco que agregam à própria democracia. A tolerância nesses casos não pode ser maior do que zero.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Retrocesso

Daniel Silveira não tem noção de sua responsabilidade como representante de parte da população do Rio. Tem de ser punido exemplarmente, para dar exemplo aos demais e mostrar que liberdade de expressão não rima com irresponsabilidade.

O comportamento acintoso de Silveira ultrapassou todos os limites. Esse episódio mostra como regredimos no Brasil.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Pandemia

Soluções emergenciais

Modesto Carvalhosa dá sugestão constitucional para mitigar os efeitos da pandemia sobre os brasileiros “invisíveis”, o que aliviaria as burras do Estado, em artigo publicado nesta Quarta-Feira de Cinzas (A2). A calamidade pública está expressa nos US$ 2 (R$ 10) por miserável, ante os “míseros” R$ 926 bilhões pagos a agentes públicos, entre salários e penduricalhos – 13,7% do PIB, o dobro do que o Estado gasta com educação e 3,5 vezes mais do que despende com saúde, conforme suas palavras. O que espera o Congresso Nacional para invocar o artigo 148 da Constituição e forçar os privilegiados a participarem do esforço que todos estamos fazendo para superar esta calamidade, cuja causa não é apenas o novo coronavírus?

CARLOS LEONEL IMENES LEONELZUCAIMENES@GMAIL.COM

NAZARÉ PAULISTA

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Penduricalhos

Muito elucidativo o artigo Empréstimo compulsório, Imposto de Renda e auxílio emergencial, do dr. Modesto Carvalhosa. Só não entendi a sugestão de cobrança do imposto sobre os penduricalhos do funcionalismo público. Ora, eles deveriam simplesmente ser extintos. De vez!

ALBINO BONOMI ACBONOMI@YAHOO.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Aparente contradição

O professor Carvalhosa decerto desconhece um fenômeno que ocorre no interior da máquina pública quando se aprovam medidas como empréstimo compulsório de parte dos salários dos servidores ou qualquer outra que diminua seus vencimentos. Os deputados da base do governo de plantão procuram os funcionários mais qualificados e os indicam para assumir cargos comissionados exclusivos de servidores, recompondo ou aumentando o salário, garantindo fidelidade e aumentando a velocidade da tramitação de interesses do governo. Só para citar exemplos republicanos...

MARCELO KAWATOKO MARCELO.KAWATOKO@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

Burocracia

Se pode complicar...

Há anos eu apurava os valores do carnê-leão, de forma simples, numa planilha baixada do site da Receita Federal uma única vez. Mês a mês informava os valores recebidos e o do imposto. Para minha surpresa, a Receita neste ano mudou o sistema, sem avisar. Agora cada contribuinte precisa se logar no site da Receita todo mês, por meio do e-CAC, e navegar por várias telas até encontrar um planilha para colocar os valores e a apuração do imposto. Muito complicado, tem de ter internet – a antiga era offline. E se o contribuinte ajudar pessoas da família, que é o meu caso, precisará ter as senhas de cada uma delas para poder entrar no site da Receita e apurar o valor do imposto. Muitos terão dificuldade. Incrível, em vez de simplificar a vida dos cidadãos, só pioram!

SYLVIO FERREIRA SYLVIOFERREIRA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ILUSÃO DE MINISTRO

Temos um Congresso que entrega a presidência da Câmara a um corrupto condenado que deixou de ser cassado, não por ser inocente, mas por firulas jurídicas. Temos um STF que solta os bandidos de alto nível  e persegue os que deveriam ser considerados  ídolos nacionais, pois conseguiram desencadear a mais bem-sucedida campanha de combate à corrupção no mundo. Em que galáxia vive o corretíssimo ministro  Fachin, para achar que o povo sairia às ruas  em protesto contra o fechamento destas duas instituições? O jipe com o cabo e dois soldados não é uma ficção, podendo até se transformar em premente necessidade.

Eduardo Peixoto de Melo  vovonúmero1@hotmail.com

Marília

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O STF E A DEMAGOGIA

O STF precisa parar com essa conversa fiada contra um cidadão de escol como o general Villas Bôas, um Brasileiro de bem, que está acima de qualquer um dos membros daquela Corte, esta sim uma ameaça à democracia, e trabalhar com seriedade a favor da democracia.

Cuidem da Constituição sem inquéritos ilegais e façam o seu trabalho, sem serem um puxadinho do PT, para poderem merecer o respeito que as Forças Armadas conquistaram ao longo de séculos! 

O STF virou uma grande rede de entrevistas políticas dadas por magistrados! Isso é ilegal!

Deixem a demagogia de lado e o partidarismo político dentro dos Tribunais e trabalhem pela democracia senhores!

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

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QUANDO NÃO SE DÁ AO RESPEITO...

Quando criança sempre ouvia de meus pais que respeito se conquista com atitudes corretas e coerentes. E logo vinha a expressão popular: se dar ao respeito. Vimos ao longo destes anos o ministro Gilmar Mendes despejar seu ódio contra os membros do Ministério Público com virulência imprópria para o ambiente de uma Corte Constitucional. A par dessas condutas, a facilidade com que concede ordens de habeas corpus, que inviabilizam a possibilidade de punição dos que se valem dos cargos públicos para saquear a coisa pública, conquista desconfiança e, em consequência, desrespeito. Faz isso tudo diante do silêncio complacente de seus colegas. Moral da história: a fala grosseria do deputado federal Daniel da Silveira é fruto desse caldo de cultura do desprezo dos que se sentem acima da lei.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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SOBRE JORNAIS

Li agora que o Presidente Bolsonaro, sem máscara, festejando o carnaval dos 235,000 mortos, está ameaçando acabar com meu querido jornal o Estadão, a  Folha e O Globo se ele for reeleito em 2022. Pensei que o Brasil é uma democracia, e não Venezuela, Hungria, Rússia, etc. 

Harold Emert harolddjaneiro@gmail.com

Rio de Janeiro

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PANDEMIA: DENEGRINDO A LINHA DE FRENTE

A atuação da linha de frente de médicos e enfermeiros no combate à pandemia é exaltada e reconhecida pelos serviços que prestam. Só que agora essa classe está sendo manchada por alguns maus profissionais que insistem em “fingir” que vacinam alguns idosos, demonstrando total desrespeito e covardia, como tem sido mostrado pela imprensa. Além dos “fura-filas” de plantão, não podem essas “enfermeiras” denegrirem o fabuloso serviço executado até então. Afinal, o que está por trás dessas vacinações fakes? Que a Polícia Federal investigue!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*EXCESSOS À PARTE

O deputado Daniel Silveira realmente passou dos limites. Mas o STF e, em especial, o ministro Moraes deveriam estar atentos ao que rola nas redes sociais, cartas de leitores e artigos de comentaristas políticos. Sem medo de errar, diria que aos 57 milhões de eleitores de Bolsonaro, outros 50 milhões têm o desejo de ver punidos e pelas costas os ministros do STF pela inobservância elementar do direito. Infelizmente não o praticam, mas servem-se dele.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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Forças Armadas e a garantia da Constituição

Ao STF compete a guarda da Constituição (art. 102). Entretanto, compete às Forças Armadas o elevado encargo de garantir que a Constituição seja cumprida (art. 142), assegurando o funcionamento dos poderes constitucionais (Executivo, Legislativo e Judiciário, onde se inclui o próprio STF). 

Milton Córdova Junior Milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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FACILITAÇÃO DE ARMAMENTOS EM TEMPOS DE PANDEMIA

É incrível que, no momento em que a economia brasileira está em grave situação e o País enfrenta uma pandemia que já infectou quase 1 milhão de pessoas e matou cerca de 250.000, faltam recursos para tratamento e 40 milhões de pessoas dependem de um auxílio, por menor que seja, para não perecerem de fome, Jair Bolsonaro está se dedicando a facilitar a aquisição de armas em grande quantidade para uma elite que se diverte caçando e praticando tiro ao alvo, pois dificilmente poderá defender-se em caso de ataque de algum meliante. A desculpa que o povo armado pode se defender de inimigos imaginários é, no mínimo, pueril. Pobre povo brasileiro. 

Carlos Faria sheriffaria@hotmail.com

São Paulo

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PRISÃO DE DEPUTADO

A prisão do deputado Daniel Oliveira, foi correta e esperamos que se

mantenha, pois não há liberdade de expressão para se cometer crime.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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Os casos do deputado Daniel Silveira e da deputada Flordelis evidenciam que há nos mais altos escalões da República pessoas que se comportam como Odorico Paraguaçu em relação ao pensamento democrático e outros como cloroquina em relação à covid-19.

Sem esquecer tipos apegados a efeitos laxantes, etc.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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A prisão de um deputado bolsonarista mostra duas situações. A primeira tem a  ver com sua irresponsabilidade, atuando como incentivador de  ataques ao Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, mostra que nem mesmo o partido ao qual é filiado aceita  seu comportamento. Que os parlamentares federais tomem os procedimentos adequados para que ele responda por seus atos absurdos. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou na noite dessa terça-feira (16) a prisão do deputado bolsonarista  D. S. (PSL-RJ), após o parlamentar divulgar um vídeo com apologia do Ato Institucional 5 (AI-5) e discurso de ódio contra integrantes da Corte (Estado, 16/2). O PSL anunciou que pretende afastar o deputado da legenda. A defesa do deputado vai alegar o direito de expressão e pedir o relaxamento da prisão. Concordo que o deputado tenha direito à liberdade de expressão, mas que essa liberdade seja exercida na prisão.

CLÁUDIO MOSCHELLA   arquiteto@claudiomoschella.net 

São Paulo 

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‘ME’ DÊ MOTIVOS

O presidente Jair Bolsonaro está ansioso para dar seu golpe de estado. O presidente da República já anunciou em prosa e verso que irá fechar o Congresso e o STF. Para realizar tal feito Bolsonaro precisa algum motivo. A prisão em flagrante de um deputado bolsonarista, ordenada por um ministro do STF, pode ser usada por Bolsonaro como motivo para finalmente justificar o fechamento do STF e do Congresso. Bolsonaro irá alegar que a prisão é arbitrária, uma afronta à liberdade de expressão, poderá até posar de paladino, defensor da lei e da ordem, vai mandar invadir o STF para salvar um deputado fraco e oprimido que está sofrendo grave abuso das autoridades, blá-blá-blá. Quem viver verá como acabará essa comédia pastelão.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA MODERNA

Enquanto Bolsonaro segue atirando a esmo, espalhando ao vento inúmeros decretos armamentista – aliás, seu único projeto de governo –, o êmulo Pazzuello bate a cabeça com a falta de vacinas e as variantes da covid-19, e o Supremo se viu obrigado a determinar a prisão de um deputado desnorteado que julgou estar liberada a ofensa à Alta Corte, como se isso fosse primazia de todos e não apenas dos filhos do presidente. 

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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DEPUTADO IRRESPONSÁVEL

Criticar é democrático. Ofensa é arma dos bazofeiros. Ninguém está acima da lei. Ultrapassou o bom senso da cordialidade, merece punição exemplar. Nessa linha, enquadra-se o virulento e ensandecido deputado federal Daniel Silveira( PSL-RJ), que, de forma vil, torpe, covarde e irresponsável, insultou ministros do STF. O parlamentar é daqueles irracionais e prepotentes que se julgam no direito de jogar as patas nos outros, escondidos atrás da famigerada  imunidade parlamentar. A presidência da Câmara Federal não pode intimidar-se diante da colossal irresponsabilidade do parlamentar carioca. O prontuário de baderna e ameaças de Daniel Silveira não recomenda que o episódio degradante e antidemocrático seja esquecido. Jamais pode virar pizza. Sob pena de o Legislativo ficar submisso aos arreganhos de facínoras engravatados.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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PRISÃO EM FLAGRANTE?

Sr. ministro Moraes. Até prova em contrário, salvo engano, tem algo errado na redação de (sic) “Mandado de prisão em flagrante”, pois se é mandado não tem flagrante e se flagrante não cabe mandado!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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O STF PRESERVA NOSSA DEMOCRACIA

O deputado preso, cujo nome não merece ser citado, na realidade um miliciano que foi eleito no âmbito do bolsonarismo, fez mais uma incursão na ilegalidade como tantas outras feitas pelo presidente, filhos e asseclas, com o objetivo de testar a reação dos outros Poderes. A resposta imediata do STF nos mostra que os nossos freios e contrapesos estão funcionando. A Câmara tem de mostrar que é a favor da democracia e contrária às tentativas ditatoriais dos bandidos que estimulam a compra de armas com o objetivo de subverter a ordem pública. Fiquemos atentos aos desdobramentos, estamos à beira de uma ditadura.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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AS REDES SOCIAIS E A FALSA LIBERDADE

Surgidas com a imagem de território livre, as redes sociais impuseram sua presença no espaço ocupado pelos jornais, revistas, rádio e televisão, tornando-se gigantes. A inovação foi tão expressiva que hoje a mídia tradicional também é cliente da rede e por ela distribui seu conteúdo. Diz-se que somente o maior dos sítios de procura fatura no Brasil mais do que o conjunto midiático. Os governos e a sociedade tentaram criar formas de controle da rede, mas isso foi classificado como censura (que no nosso país e inconstitucional). E as redes tornaram-se instrumentos nas campanhas políticas, notadamente a do presidente Bolsonaro. Da mesma forma, já foram usadas na Primavera Árabe, que provocou instabilidade política e até revoluções em países do Oriente Médio e do norte da África. Foram a vedete na campanha presidencial norte-americana do ano passado, acabando com Donald banido de suas páginas. No Brasil temos até um discutível inquérito de “atos antidemocráticos” em curso no Supremo Tribunal Federal, que agora mandou prender um deputado federal. Precisamos regulamentar urgentemente esse importante meio eletrônico para evitar o seu uso extremado. Na medida em que escolhem o que seus participantes podem ou não publicar, os portais equiparam-se aos veículos de mídia tradicional, mas também precisam assumir as responsabilidades existentes no meio. Não queremos a censura prévia nem continuar assistindo ao debate bestial e destrutivo que hoje se verifica no âmbito das redes sociais. Ninguém pode ter liberdade para desmerecer, agredir, menosprezar e prejudicar seus desafetos sem pagar o preço de seus atos. É por isso que, até por uma questão de segurança, quando temos de tomar nossas decisões, o aconselhável é nos valer das informações da mídia tradicional, que tem sua história, respeitabilidade e, principalmente, profissionais e dirigentes que se responsabilizam pelo material inserido. Queremos uma legislação justa e consistente para as redes. Elas não podem continuar como panaceia nem utopia de uma falsa liberdade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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POVO SEM CIVILIZAÇÃO

Em plena pandemia, os foliões do carnaval de 2021 foram irresponsáveis, inconsequentes, desajuizados, inconscientes, imprudentes, insensatos, loucos, descuidados e negligentes com a comunidade onde vivem. Até parece que o mundo vai acabar se os brincalhões do carnaval não se aglomerarem nas ruas e nas casas de festas clandestinas. As consequências podem ser muito sérias para os familiares mais velhos ou com alguma comorbidade. A falta de juízo foi enorme e bem regada a bebidas alcoólicas. Atitudes insensatas como essa farra carnavalesca produzem efeitos retardados e lotam os pronto atendimentos em 15 dias. Essa é a triste realidade de um país subdesenvolvido.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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AMEAÇA À DEMOCRACIA

Muito tem se falado sobre a invasão do Congresso Americano por partidários radicais e a possível ocorrência de fato semelhante no Brasil. O que os indignados brasileiros esquecem é que já ocorreu esse absurdo em 6/6/2006, quando o então dirigente petista e líder do MLST Bruno Maranhão invadiu e depredou o Congresso Nacional com mais de 500 pessoas. Ou ainda que tivemos a invasão do escritório da Presidência da República em São Paulo pela horda chefiada pelo presidenciável Boulos por dois dias, de 1/6/2016 a 2/6/2016.

Não só ninguém foi punido por esses atos, como são objeto da amnésia política dos formadores de opinião. Pobre povo brasileiro.

José Konegae josekonegae@outlook.com

São Paulo


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