Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2021 | 03h30

Partidos políticos

Parasitas x parlamentarismo

O editorial Partidos parasitas (22/2, A3) aponta a disfuncionalidade das agremiações, mas o sistema político engloba vários outros problemas, causados pelo presidencialismo aprovado no plebiscito de 1993. Não há separação de poderes entre chefe de Estado e chefe de governo. O sistema eleitoral em voto uninominal em lista aberta torna as eleições caras e pouco representativas. A estabilidade do mandato e a imunidade parlamentar permitem que os partidos deem as costas ao eleitor, já que governar é problema do Executivo, não envolve o Parlamento. Nenhum outro país tem fundo público para financiar partidos todos os anos, principalmente quando não há eleição. O fundo eleitoral deveria existir apenas em ano de eleição, rateado com base nos votos da eleição anterior, como na Europa. Se o Brasil tivesse voto distrital misto (com eleições bem mais baratas) e chefe de governo eleito na cabeça da lista partidária, com indicação em convenção nacional, havendo democracia interna nos partidos, qualquer crise política seria resolvida com a troca do primeiro-ministro, o voto de desconfiança ou a dissolução do Parlamento, promovida pelo chefe de Estado, e a convocação de eleições parlamentares. Como nosso sistema de governo continua presidencialista, a única forma de resolver uma grave crise política é discutir o terceiro impeachment.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Bola de neve

O que temos de sobra no Brasil são políticos parasitas, oportunistas e fisiológicos, de costas para o eleitor. Como não são financiados diretamente pelos eleitores, embora com o dinheiro deles, posam de bonzinhos e prometem o céu em épocas de eleição. Uma vez eleitos, esquecem as promessas e cuidam de seus interesses próprios. Muito se falou sobre o voto distrital, mas quem são os verdadeiros interessados? Os parlamentares, que são eleitos para atender aos apelos da sociedade. A reforma política poderia corrigir esses vícios e distorções, acabar com o financiamento público dos partidos e estabelecer cláusulas de barreira mais estritas. Sem isso o eleitor continuará sendo apenas coadjuvante do eleito. Quem essa reforma beneficiaria? Os brasileiros, pois teriam como cobrar de seu eleito diretamente. Mas antes será preciso combinar com as excelências, pois quando conseguem o poder se esquecem de seus compromissos. Uma bola de neve sem fim.

IZABEL AVALLONE IZABELAVALLONE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Carma da Petrobrás

Após ter visto minhas ações da Petrobrás, compradas com muito suor, derretidas por 14 anos de corrupção e administração desastrosa dos governos petistas, veio um tempo de esperança em sua recuperação. Mas agora vemos o mesmo destino, pela insanidade, acompanhada de incompetência, do ambicioso candidato à reeleição presidencial. O que ele vem fazendo é crime – a menos que ele alegue ser incapaz. A próxima ação deve explodir o desmoralizado “posto Ipiranga”. Só Deus para nos ajudar. Acima de tudo!

JOSÉ RUBENS DE M. SOARES SOBRINHO JOSERUBENSMS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Tragédia

Os eventos na Petrobrás são mais uma evidência de que, em política, os extremos se confundem. Será que o fim do governo Bolsonaro será tão trágico para a economia como o de Dilma?

CÁSSIO M. DE REZENDE E CAMARGOS CASSIOCAM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Pobre posto

Do jeito que a coisa vai, até o “posto Ipiranga” vai ser estatizado. Paulo Guedes tem de se mexer, ou vira “posto Petrobrás”.

MANUEL PIRES MONTEIRO MANUEL.PIRES1954@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Preço dos combustíveis

Lembro-me de que há alguns anos muito se comemorou a entrada do Brasil no rol de países autossuficientes em petróleo. Notícia que agitou o mundo político e aguçou apetites inconfessáveis e cobiças grandiosas. Não sabemos como se processa o cálculo dos preços no todo, mas certo é que o preço internacional do óleo bruto tem peso maior, seja pela média de um período considerado ou, simplesmente, pelo valor da maior cotação do mercado. A esse valor pode ser acrescido – se já não estiver computado – o porcentual dos royalties e, também, da ineficiência das refinarias. Aliás, projetos de plantas de refino foram abandonados, um com a PDVSA e outro, o Comperj. Como estão agora? As refinarias em operação há tempos são competitivas? Em custos há uma máxima que diz: cada método produz diferentes valores. A Petrobrás, se estiver praticando preços abusivos, contribui para ampliar o fosso social, já grave. Tal qual a Caixa fez como operadora do auxílio emergencial, pago sob a exigência de cadastramento unicamente digital, quando, em geral, quem mais necessita não tem acesso a esse meio. Resultado: alvos da exclusão social e da rapinagem oportunista de bandidos. Para reorganizar a economia brasileira é necessário não só facilitar, mas reduzir a carga tributária, nessa reforma já tardia, abrindo mão da arrecadação hoje e apostando num futuro mais pujante e mais justo.

MASSAFUMI ARAKI MASSAFUMI.ARAKI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Quadratura do círculo

A instabilidade dos preços do petróleo no mercado de derivados, com grande impacto sobre os consumidores, não é exclusividade brasileira. Foi resolvida em muitos países com a criação de um fundo amortecedor, sistema de crédito/débito estabelecido sobre a mediana de preços periodicamente revisada, que poderia ser regido pela ANP. Não é preciso ser gênio para entender esse simples mecanismo de reserva, disseminado por diversos setores e na natureza. A questão é recorrente. Difícil é entender por que solução tão óbvia não é adotada no Brasil.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIRED AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


PARTIDOS PARASITAS

Em Partidos parasitas (A3, 22/1) o Estado faz um retrato perfeito do descarado uso do poder público em benefício próprio, tanto na Câmara como no Senado. Nossa Constituição se abre pelo seus Princípios Fundamentais e destaca, como parágrafo único ao seu primeiro artigo: “Todo o poder emana do povo que o  exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. E, assim, deixa apenas subentendido que o Poder público não pode ser usado em causa própria, talvez por ser óbvio. Mas o óbvio não é suficiente para combater a atração do Poder.

Se os constituintes tivessem adicionado restrições severas ao uso desvirtuado do Poder, estaríamos hoje vivendo num Brasil muito melhor. Quem sabe, estaremos pensando nisso em um governo realmente democrático.


Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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LUIZA TRAJANO, A MEGALU

 Todos querem Luiza Trajano como vice em suas chapas presidenciais, de João Dora a Luciano Huck, passando pelos candidatos em potencial de PT e outros partidos, como deixa claro a matéria do Estado (20/02/21, A10) sobre o assédio dos presidenciáveis à dona do Magazine Luiza, líder feminista e empresária de maior sucesso do Brasil. Eliane Cantanhêde deixou claro em sua coluna Luiza na avenida que dona Lu pode muito bem ser cabeça de chapa, com muito mais chance  do que os afoitos presidenciáveis do momento. Nunca a politica nacional esteve tão carente de nomes de peso e com perfil de estadista como agora, quando o Brasil virou pária internacional. Houve um tempo na História do Brasil em que as melhores mentes militavam em partidos com programas e ideologias definidas e iluminavam a vida política nacional. Precisamos com urgência de homens e mulheres com perfil de estadista para voltar a liderar a política no Brasil. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Seria maravilhoso ver Luiza Trajano entrando na política em 2022, mas

se for com o PT, que seja ela a cabeça da chapa e não vice de

Haddad.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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TUDO COMO DANTES NO QUARTEL D'ABRANTES

Após dez meses, os brasileiros veem atônitos a dupla negacionista "Bolsonaro & Pazuello" – ainda ministro interino – discutirem, literalmente, com o mundo sobre a imunização da população. Diariamente, as notícias são de compra de milhões de vacinas, para depois serem desmentidas. Há notícias que a "dupla" comprou milhões de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), novamente desmentidas – o governo não assinou o contrato. Por outro lado, os laboratórios dizem que a "dupla" refugou várias propostas de compra do medicamento, enquanto o resto do mundo já está em plena vacinação. Ora, será que o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski – que parece ser o único preocupado com esses desmandos –, não encontra uma maneira de "enjaular" essa "dupla" genocida? Afinal, continua "tudo como dantes no quartel d'Abrantes" . O Brasil agradece!       

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O HONESTO CORRUPTO

Petista é petista até morrer e não  aceita o rótulo de corrupto. O escritor Raduan Nassar critica Bolsonaro com toda a razão, mas peca em  inocentar e apoiar Lula da Silva.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CHOQUE

"Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também", afirmou Bolsonaro (Estado, 20/2). O presidente Jair Bolsonaro vai levar um tremendo choque elétrico! Quem manda ele meter o dedo onde não é chamado?

CLÁUDIO MOSCHELLA   arquiteto@claudiomoschella.net   

São Paulo

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O FIM DO GOVERNO BOLSONARO

Jair Bolsonaro cometeu muitas barbaridades na Presidência da República: colocou um nazista no Ministério da Cultura, um ruralista na gestão do Meio Ambiente, um leigo na pasta da Saúde durante a pior crise de saúde pública da história. Nenhuma dessas bobagens afetou os donos do dinheiro, os grandes empresários e banqueiros brasileiros estavam perfeitamente felizes com o governo Bolsonaro, a bolsa subindo, tudo seguia muito bem, até Bolsonaro resolver mandar na economia. A maneira catastrófica de Bolsonaro governar, aos trancos, não combina com a gestão da economia, Bolsonaro transformou o que seria uma mudança corriqueira na presidência da Petrobrás em uma declaração de guerra ao mercado. Querer agradar aos caminhoneiros desagradando aos donos do dinheiro, banqueiros, empresários, corretoras de valores, a comunidade financeira nacional e internacional, talvez seja a maior bobagem que Bolsonaro já fez. Os donos do dinheiro não vão fazer greve nem bater panelas no meio da rua, vão mexer os pauzinhos nos bastidores e derrubar Bolsonaro, motivos não faltam. E a partir de agora haverá uma enorme vontade política para encerrar esse governo nefasto o mais rápido possível.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DITADURA NUNCA MAIS

O STF e a maioria dos deputados federais decidiram manter na prisão o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aprendiz de golpista. Tiro o meu chapéu para o editorialista do Estadão que escreveu: "Atuasse o Congresso com presteza e rigor, não seria o STF instado com tanta frequência a lembrar os limites da lei" (A responsabilidade do Congresso, 21/2/2021). Como filiada do Partido Novo, fiquei decepcionada com o voto do partido neste triste episódio. Mas torço para que a bancada tenha a humildade de ouvir a voz de um dos criadores do partido, João Amoedo. Torço também para que a bancada tenha lido o editorial do Estado acima citado e que pare para refletir: defender a nossa Constituição é evitar um golpe de estado, é defender o Estado Democrático de Direito, é colocar na cadeia quem almeja rasgar a nossa Constituição e fechar o STF e o Congresso. Enfim, com o apoio ou não do meu partido, ditadura nunca mais. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PETROBRÁS

Parece-me que a Petrobrás entrou na lista de privatizações, já que a da Eletrobrás empacou. Este sentimento decorre do fato de que, com as últimas ações do governo, a empresa e seus acionistas tiveram um enorme prejuízo, levando-a a ficar mais barata para quem se habilitar a comprá-la, o que atende aos interesses do mercado. Nem mesmo as bandalheiras atribuídas aos governos do PT provocaram esse efeito. Ainda no bojo do assunto, seria bom alguém esclarecer o que o presidente quis dizer com a frase “Alguns acham que eu posso fazer tudo. Se tudo tivesse que depender de mim, não seria esse o regime que nós estamos vivendo. E apesar de tudo represento a democracia no Brasil”.

Antônio Dilson Pereira – advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba

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FORMAR, INFORMAR, DEFORMAR

Algumas pessoas, como Luís Sérgio Henriques (Antagonismos em equilíbrio, Estado, 21/2) e J.R.Guzzo  (Briga de rua, Estado, 21/2) restauram a admiração por pensamentos e opiniões lúcidas, claras e de valor.  Ainda existe o que vale a pena escutar e ler.

Monica Baumer monica@baumer.com.br

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J. R. GUZZO (‘BRIGA DE RUA’)

Peço vênia ao jornalista J.R. Guzzo (Briga de rua). Defender a invasão do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), a agressão aos ministros e o fechamento da mais alta Corte do Brasil é crime de ameaça e de incitação à violência contra os Poderes constituídos. A prisão do deputado está fundamentada na necessidade de restabelecer a ordem pública e coibir projetos autoritários com ações armadas. Como a ocorrida na Colômbia, em novembro de 1985, quando todos os 11 ministros da Suprema Corte do país andino foram mortos numa ação terrorista durante a ocupação do Palácio da Justiça, em Bogotá, capital do país.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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FALTA DE ÉTICA

O Conselho de Ética da Câmara Federal, depois de longo período sem se reunir (deve ser porque não há muito respeito pela essência das normas valorativas e morais naquela Casa), deverá começar a fazê-lo nos próximos dias. Mas isto não se deve à iniciativa voluntária dos parlamentares, tampouco, do novo presidente, Arthur Lira – aliás, réu por corrupção e investigado, justamente, por condutas imorais e sem muita ética ao longo da carreira política –, e, sim, por causa da pressão popular e, principalmente, dos crimes cometidos por Flordelis (participação no assassinato do marido) e Daniel Silveira (ataques contra ministros do STF). Corporativos, como sempre, e protegidos pelos indecentes dispositivos “legais” da imunidade e impunidade, os membros do conselho agora terão de mostrar serviço e punir os dois deputados, caso as acusações procedam. Claro, se ainda lhes restar um mínimo de ética e vergonha na cara.

João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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IDENTIFICADA UMA CEPA MORTAL   

Nova cepa tomou conta e dominou o Brasil. Arrasadora e mortal, sua letalidade, “jamais vista na história deste país” – como já dizia o demiurgo de Garanhuns –, além de devastadora, também arruína estatais e os mercados financeiros. Cientistas de todas as áreas concluíram que a chaga da nova cepa chama-se “Bolsonavírus”, capaz de aniquilar a saúde dos brasileiros e, ao mesmo tempo, a economia do País. Só por Deus!   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CAMINHONEIROS

E se amanhã, os caminhoneiros resolverem implicar com o preço dos caminhões, ou dos pneus, ou dos pedágios, ou das mercadorias transportadas Brasil afora...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A REPETIÇÃO DOS ERROS

A Eletrobrás flertou com a insolvência depois que a então presidente Dilma Rousseff resolveu intervir na política de preços da empresa. O ministro Paulo Guedes vai se desdobrar para acomodar uma redução de impostos sobre os combustíveis, para atender a uma demanda do presidente da República, que quer agradar aos caminhoneiros. No dia seguinte à tal redução de impostos haverá nova flutuação no preço internacional do petróleo, haverá nova flutuação cambial, o presidente da Petrobrás terá que repassar essa flutuação para o preço dos produtos, sob pena de levar a empresa para uma situação de insolvência. O presidente Bolsonaro está rompendo sua promessa, ele quer ter a última palavra em todos os assuntos, o resultado é catastrófico, na saúde, na educação, nas relações exteriores, no meio ambiente e agora finalmente a catástrofe chegará à economia.       

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INSTITUTO BUTANTAN

O Instituto Butantan, que completa 120 anos de inestimável trabalho de pesquisa e de dedicação à ciência, está na linha de frente dos esforços contra a pandemia de covid-19 no Brasil. A vacinação em massa na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, será de grande valia para a análise da circulação do novo coronavírus. Os dados deste pioneiro trabalho serão imprescindíveis para saber a efetividade da vacina na fase 4. Portanto, dando um passo importante depois da eficácia da vacina na fase 3. O governo federal deveria ter seguido o exemplo e apoiado algo semelhante na Grande Manaus. Escolhido uma das 12 cidades, além da capital do estado, para estudar tanto a vacina coronavac como a da AstraZeneca/Oxford em relação à variante brasileira que surgiu no estado do Amazonas. O agravamento da pandemia com a mutação do Sars-CoV-2 pode tornar a nova cepa prevalente em todo o País e forçar a modificação das vacinas com vírus inativado, adenovírus como vetor e de RNA mensageiro, esta última ainda nem disponível no País, por causa da diminuição da eficácia.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas-SP

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ENQUANTO ISSO...

Enquanto a dupla negacionista "Bolsonaro & Pazuello" continua dando tiro nos próprios pés, os países ricos tem um superávit de 1 bilhão de vacinas, além das necessárias para a vacinação de sua população. Ora, segundo a "dupla", eles é que estão corretos e o resto do mundo totalmente errado. Viva a "dupla" genocida! É isso que temos para hoje! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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INCERTEZA NO FUTURO

É impressionante a incapacidade da cúpula do governo federal em se adequar as normas que prometeu seguir, quando da campanha eleitoral que elegeu o atual governante. Tal postura de, só agrava a crise que vivemos nesse momento de pandemia, levando uma incerteza assustadora de como estaremos no futuro próximo que está a nossa frente. Oremos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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UMA CHANCE PARA A AMAZÔNIA

O diálogo entre o Brasil e o novo governo dos Estados Unidos sobre a Amazônia pode significar uma última chance de salvar a floresta da destruição. O Brasil já errou muito na gestão da Amazônia: desmatar a floresta para criar gado, plantar cana e soja, permitir a mineração tosca e a contaminação irreversível dos rios amazônicos, construir estradas que são sistematicamente engolidas pelas enchentes, construir hidrelétricas gigantes que passam metade do ano sem produzir na época da seca. Todas as iniciativas brasileiras de exploração na Amazônia se mostram retumbantes fracassos, são economicamente inviáveis e têm um elevadíssimo custo ambiental. Chegou a hora de o Brasil ter a humildade de ouvir novas propostas de desenvolvimento sustentável e de preservar e recuperar a Floresta Amazônica. Se o governo brasileiro for inteligente, ele deveria incluir nas tratativas os demais biomas brasileiros, todos são importantes e, como a Amazônia, estão em vias de extinção.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MAIS UM MILITAR

Jair Bolsonaro está seguindo à risca o que Chávez e Maduro fizeram na Venezuela e o resultado será o mesmo, levando nosso país à debacle total. É essencial que nossas instituições impeçam que esse roteiro trágico se realize.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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