Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2021 | 03h00

Pandemia

250 mil vidas perdidas

Na trágica olimpíada da morte, o Brasil está em segundo lugar com o triste recorde de mais de 250 mil vidas ceifadas pela maior pandemia dos últimos cem anos, ficando atrás apenas dos EUA, que perderam o dobro. Isso tudo se deve basicamente à má gestão de governos que não acreditaram na magnitude da doença e à falta de planejamento, estratégia, humanidade, bom senso. E, claro, às atitudes pessoais obscurantistas e negacionistas de Jair Bolsonaro e do ex-presidente norte-americano Donald Trump.

JOÃO DI RENNA JOAO_DIRENNA@HOTMAIL.COM

QUISSAMÃ (RJ)

Vacinação atrasada

A pandemia de covid-19 já matou 2,5 milhões de pessoas no mundo. Só o Brasil perdeu 250 mil infectados. Décadas de descaso com a saúde, políticos corruptos e extrema desorganização no último ano são as principais causas dessa mortandade no País. Enquanto a Inglaterra está adiantando o cronograma de imunização, o Brasil perde-se em conflitos políticos e a vacinação se arrasta em ritmo de tartaruga. A cidade do Rio de Janeiro ficou sem vacina durante oito dias e São Paulo restringe a circulação de pessoas à noite. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados trata de ampliar a impunidade de parlamentares que cometem crimes...

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

Teimosa burocracia

Por que simplificar, se podemos complicar? Na minha cidade, Paulínia (SP), acabou a vacina quando chegou aos maiores de 85 anos. Agora a ordem é esperar março. O Supremo Tribunal aprovou, o Senado aprovou, a Anvisa aprovou, falta a Câmara dos Deputados aprovar o uso da vacina da Pfizer, usada desde o início nos EUA, na Europa, em Israel. Até a compra por hospitais e empresas particulares está aprovada. Falta só… Sempre falta só mais uma centena de carimbos. Enquanto isso, vamos morrendo, diante da “eficiência” do governo.

CARLOS VIACAVA CVIACAVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

Inércia

Lembro ao ministro da Saúde que a cada hora que ele hesita em comprar vacinas mais 50 pessoas morrem. Além disso, empresas fecham e milhares perdem o emprego. A sociedade pede uma resposta, ou que o general Eduardo Pazuello volte ao Exército para fazer o que sabe. Porque ser o ministro da Saúde com certeza não faz parte de suas competências.

GUSTAVO CHELLES GUCHELLES@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Sem saúde e justiça

No final do ano passado recebi de uma amiga uma mensagem de cumprimentos desejando que “tenhamos todos um 2021 com saúde e justiça”. Que tristeza constatar que a cada dia, a cada nova manchete, esses dois desejos, tão simples e genuínos, ficam mais inalcançáveis.

ROGERIO TEPERMAN ROGERIOTEPERMAN@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

Corrupção

Impunidade na Constituição

A impunidade vai estendendo suas garras de maneira a não deixar dúvidas de que os altos escalões da República não serão punidos, qualquer que seja o crime que pratiquem. Ela vai se impondo e, agora, pode até fazer parte da Constituição. Assassinos, ladrões, milicianos, extremistas, criminosos em geral, nos mais altos níveis da burocracia, nunca mais serão presos. Essa alteração constitucional está sendo preparada por um Congresso que tem um terço dos seus integrantes envolvido com a Justiça, chefiados por um condenado em segunda instância. O crime está vencendo. Não consigo ver nenhuma luz no futuro próximo.

CELSO BATTESINI RAMALHO LETICIALIVROS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Blindagem

Estamos prestes a ver surgir no Brasil uma ditadura, não a do “mito”, mas do Congresso. Esse Congresso que está aí, apesar de ter sido eleito por nós, não nos representa. Só representa os interesses dos parlamentares, em função dos quais faz qualquer coisa. A PEC da impunidade é o começo da blindagem contra tudo e qualquer coisa que possa ameaçar a vontade, por mais criminosa que seja, de parlamentares que riem da República e do povo, aos quais deveriam prestar contas. Executivo e Judiciário se tornarão inoperantes perante o “grande irmão”? Quem vai parar isso?

FILIPPO PARDINI FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

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Ou há moralidade...

Como é difícil para certos parlamentares manter a integridade. Mas como todos são iguais perante a lei, locupletemo-nos todos! À sombra da lei.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Terra arrasada

O PT dizia que não roubava e não deixava roubar, mas em 13 anos e meio de poder roubou e deixou roubar. Jair Bolsonaro dizia que iria combater a corrupção e em dois anos de governo já pôs o Centrão no comando do Congresso, nomeou Augusto Aras procurador-geral da República e Kassio Nunes Marques ministro do Supremo Tribunal, tudo com o objetivo de matar a Operação Lava Jato e implementar leis a favor da impunidade. Conclusão: perto desse pessoal, o PT é aprendiz, pois se esqueceu de desmontar as instituições antes de avançar no dinheiro do povo. Se deixarmos por mais uma década a atual “elite” política no poder, o Brasil será terra arrasada.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Economia

Bate e afaga

Como na história do sapo se acomodando à temperatura crescente da água em que está mergulhado, tudo indica que o ministro Paulo Guedes se sente confortável com a temperatura do óleo em que está sendo fritado. Mais um que obedece quando o capitão manda.

JORGE SPUNBERG JSPUNBERG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NEPOTISMO


A defesa do nepotismo pelo líder do governo Câmara é o que pensa

bolsonaro, afinal, tentou e tenta até os dias atuais interferir no

serviço público para defesa de seus filhos e familiares e amigos do

peito.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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NEPOTISMO RESSUSCITADO


Quando se pensa que o assunto está encerrado, eis que surge alguém tentando ressuscitar os mortos. O nepotismo na administração pública já é condenável em qualquer parte do mundo por razões óbvias, no Brasil então a obviedade se supera. Não faltam exemplos escabrosos e escandalosos em todas as esferas governamentais, de indicações de familiares a cargos de confiança, regados a salários generosos, à  custa do erário público. Isto, por si só, já desqualifica a argumentação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, de que “o poder público poderia estar mais bem servido, eventualmente, com um parente qualificado do que com um não parente desqualificado”. Esse argumento pode servir para o dono de uma empresa privada que emprega seu dinheiro como quiser e toma o risco para si, mas não se aplica ao setor público. Barros faria melhor se propusesse o aumento do rigor na indicação de cargos públicos que favorecesse mais a meritocracia e menos a ação entre amigos. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com


São Paulo


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LIRA QUER EMPLACAR O SEU ORÇAMENTO!


Não é de hoje que o deputado Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, tenta modelar o Orçamento segundo sua vontade. Desde o ano passado embaça a sua formulação. Primeiro, usando de sua influência dentro de um grupo de deputados com vertente fisiológica, marcou posição para indicar o relator da peça orçamentária. Rodrigo Maia, então presidente da Casa, já tinha o seu escolhido – afirmava que escolhido pelo colegiado de líderes. Então o Orçamento ficou inviabilizado pela obstrução do grupo do Arthur Lira. Este tomou a paralisia da Câmara – por ele provocada – como mote de sua campanha vitoriosa para a presidência da Casa. Agora, com seu relator, não é que tenta moldar o Orçamento, segundo sua vontade e interesse particular. Sob qualquer pretexto, inclusive com uso da chibata contra seus próprios colegas – vide a prisão do Silveira. Evidente que a Câmara dos Deputados tem em sua presidência lídimo representante do que há de pior no atual estágio da nossa democracia – não adianta posar de cordato, seu gene é de mandão ( ou autoritário.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com


Jacarezinho (PR)


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FLAVIO BOLSONARO


Poderia alguém alertar ao Ilmo. senador Flavio que mesmo que sejam anulados os meios que obtiveram provas do seu crime ele continuará existindo. Então que tal ele, que alega não ter cometido os tais,  apresentar sua defesa e parar de postergar sua condenação ? Esse filme já existia na época do  maior  inocente  deste país.

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo


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BOLSONARO ENCERRA ENTREVISTA AO SER QUESTIONADO SOBRE FLAVIO

Quando pegam no ponto fraco dele, é isso que acontece.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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IMPUNIDADE GERAL


Os parlamentares corruptos antes da Operação Lava Jato não imaginavam a sua criação. Agora que sabem do risco querem se proteger de qualquer crime submetendo a seus pares a eventual punição. Puro corporativismo! Se nas mãos da Justiça já há uma grande impunidade, após a aprovação desta PEC, liberou geral! Estamos retroagindo décadas. Pobre Brasil...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com


São Paulo


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FUNÇÕES DOS TRÊS PODERES

     

O objetivo do STF é que o Brasil funcione obediente à Constituição e se dê ao respeito e ao nosso norte, agindo exemplarmente. O objetivo do Legislativo, dentro do seu quadrado, é elaborar leis e fiscalizar o desempenho do Executivo (Câmara) e do STF (Senado), para que o Brasil funcione redondo, e, na medida do possível, propiciar melhorias e progresso. O objetivo do Executivo é, na prática, fazer o Brasil avançar economicamente e melhorar as necessidades básicas (infraestrutura, segurança, educação, saúde...). O fundamental nos Três Poderes é honestidade, imparcialidade, sobriedade, priorizar o Brasil ao invés dos seus interesses pessoais ou partidários e, para que sirva de exemplo e desestimular transgressões, severa punição aos corruptos: confisco de bens, prisão e banimento da vida pública. “Cada macaco no seu galho.” É assim que, harmonicamente, devem funcionar os Três Poderes.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br


Vila Velha (ES)


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A ESPERANÇA CONTINUA


Foi emocionante ver idosos sendo vacinados contra a covid-19, acendeu uma luz no fim do túnel após mais de um ano de espera pelo imunizante, depois de um 2020 trágico. Porém, o alivio não foi duradouro, já que muitas cidades do País interromperam a vacinação por falta do imunizante. Já em alguns Estados e cidades tivemos os casos de fura-fila que estão virando caso de polícia e multas. O cenário, ao invés de animador, é desolador, já que o Brasil continua contabilizando mais de mil mortes a cada 24 horas, já chegou aos 250 mil óbitos no País desde o início da pandemia. O fato é que não temos vacinas suficientes para vacinar a população, quem dirá 70% da população para atingir a tão almejada imunidade de rebanho. Somam-se a essa crise sanitária sem precedentes, causada pela pandemia, a demora na compra do imunizante e o negacionismo de quem deveria servir de exemplo à população e, não menos grave, a crise econômica que assola o País. Sem auxílio emergencial, cortado pelo governo, grande parte da população teve de sair às ruas à procura de emprego e meio de sobrevivência. Hoje temos os leitos de UTIs esgotados em muitas cidades e Estados colapsados, com pessoas em filas intermináveis para conseguir leito hospitalar. Grande parte da população vivencia a dificuldade diária para manter as contas pagas e a comida na mesa; houve aumentos abusivos nos preços do aluguel, do gás, da alimentação, da energia elétrica, da gasolina e do diesel. Ou seja: são os pobres e miseráveis pagando o pato e a conta com a vida!!!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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IMPOSSÍVEL JUSTIFICAR BOLSONARO


A Anvisa aprovou a vacina da Pfizer, o Brasil teve todas as oportunidades de comprar grandes quantidades da vacina, que está derrubando todas as curvas da pandemia. O governo Bolsonaro não a comprou por absoluta incapacidade de lidar com o contrato, o mesmo contrato que foi assinado sem qualquer ressalva por muitos outros países. O amadorismo e o despreparo do governo Bolsonaro custaram a vida de milhares de brasileiros, que poderiam ter começado a tomar a vacina da Pfizer desde dezembro e escapado da doença. A má vontade e o negacionismo do presidente Bolsonaro para lidar com a pandemia já custaram centenas de bilhões de reais ao Brasil, a economia segue estagnada, o País de joelhos, esperando a vacina salvadora que Jair Bolsonaro se recusa a comprar. Os prejuízos da gestão Bolsonaro são gigantescos e irreparáveis: a destruição recorde da Amazônia e do Pantanal, a pior gestão da pandemia do planeta, prejuízos de centenas de bilhões de reais para as empresas brasileiras. E impossível justificar a permanência desse senhor na presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br


São Paulo


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UMA NO CRAVO E O RESTANTE NA FERRADURA


Vacina da Pfizer  aplicada em 69 países e com alta eficácia foi aprovada pela Anvisa, mas o governo brasileiro não concorda com as exigências do laboratório produtor  e  acordo não sai. Mais de mil pessoas morrem diariamente, faltam leitos de UTI e, principalmente, vacinas, e o insensível Jair Bolsonaro  mete o dedo na Petrobrás, promete fazer o mesmo com a Eletrobrás ,causando rebuliço no mercado. Mexe com o que não deve e deixa de fazer o necessário e, ainda, quer ser reeleito.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com


Avaré


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 SEM MORAL NEM CARÁTER


Um país em que um agente de saúde finge injetar a vacina contra o coronavírus num idoso, para beneficiar outra pessoa, provavelmente, por dinheiro, é uma nação de consciências mortas, como a de seus atuais governantes. Competência só na corrupção e na destruição de tudo o que funciona e beneficia a população. Tornamo-nos um país de cafajestes sem um pingo de vergonha na cara. Nada pode ser mais destrutivo para o futuro de uma nação do que seu povo perder a esperança de melhorar e não acreditar mais em sua capacidade de mudar o que está errado. Tornamo-nos uma nação sem moral e sem caráter.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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UMA LIBERAÇÃO TEMERÁRIA

Eu vejo que o ato de vacinar está se tornando um ato de opção política/partidária. Vacina tal não tomo porque o presidente diz que não presta, tomo a outra. Ridículo, numa comunidade de médicos. Eu já tomei a Coronovac, as duas doses, era o que tinha.

A Anvisa concedeu registro definitivo para a vacina da Pfizer e fiquei estarrecido, como médico, que não tem nenhuma ligação com governo ou partido. O País recebeu uma proposta da Pfizer no ano passado, mas não comprou e fez muito bem.

Como é  que eu como médico vou tomar ou prescrever um medicamento/vacina cujo fabricante clara e ostensivamente explicita que não se responsabiliza pelos danos que possa causar a quem dele faça uso?

Ora, uma coisa é se tomar um medicamento, ou uma vacina, sabendo-se quais os efeitos colaterais que eventualmente cause, para isso serve a bula do medicamento. Mesmo sem preencher este requisito,  a Anvisa  a registra como boa e confiável.

Quando você toma a azitromicina, por exemplo, tá lá na bula que pode ocorrer arritmias graves decorrentes do aumento do espaço QT que provoca as torsades pointes, assim como a cloroquina e outros. São eventos raros, mas está lá registrado e quem prescreve ou toma sabe o que pode acontecer e já se previne para a ocorrência.

Não tem um remédio que não tenha efeitos colaterais, dos mais graves aos mais benignos, a gente sempre avalia, em casos realmente críticos,  o risco/benefício e vai adiante.

Outra coisa é aceitar o que ocorreu em 1959 com a talidomida e com tantos outros medicamentos que foram retirados do mercado, depois de danos importantes, alguns fatais que vitimaram quem os usou. O fabricante não sabia, mas foi processado e pagou milhões de indenizações no mundo inteiro. Se tivesse de alguma forma, ou por qualquer meio, explicitado que não se responsabilizaria por danos causados ao paciente, não teria sido processado e penalizado como foi.

A Pfizer insiste nesta cláusula. Esgrime a seu favor o fato de milhões já a haverem tomado no Reino Unido e em quase todos os países da Europa. Sim, mas há  quanto tempo? É uma vacina experimental. A técnica do RNA mensageiro nunca foi usada antes em vacinas.

A talidomida foi lançada como sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais em 1957 e só em 1959 apareceram as deformidades fetais. O que pode ocorrer no futuro com a vacina, a médio e a longo prazos?

Por favor, não politizem um assunto tão sério. Opinem com seriedade e com rigor científico. Se há outras vacinas cujos fabricantes   assumem o dano que possam  causar, por que, de cara, liberar uma não garantida pelo fabricante e que  já poderá ser vendida para o cidadão  e aplicada em massa no Brasil inteiro.?

Francisco José de Sousa Viana- fcviana1947@gmail.com

São Luiz (MA)


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A SUPREMA CORTE DOS ESTADOS UNIDOS


A divulgada decisão da Suprema Corte Americana prova que os juízes daquele tribunal, embora em sua maioria guindados ao cargo pelo republicano Donald Trump,  não negligenciam com o dever de aplicar o direito,  posto terem obrigado o ex-presidente a apresentar suas declarações de renda de vários anos, o que vinha se recusando a fazer enquanto ainda era chefe do governo. 

É de relembrarmos que a sonegação de rendimentos foi o motivo que no passado determinou a prisão do chefe mafioso Al Capone.

Se Trump, que superou dois processos de impeachment, seguir o mesmo caminho,  terá suas aspirações de reeleição daqui a 4 anos totalmente embargada. 


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br


São Paulo


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COMBUSTÍVEIS 

Os constantes aumentos nos combustíveis são inaceitáveis. Cada aumento tem suas causas. Uma hora, é por causa da alta do dólar; outra por crise em algum país; se a demanda cresce a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) sobe o preço do barril; quando tem crise no setor da cana, sobe a gasolina; etc. O setor de transportes vai aumentar o frete, os ônibus vão subir as passagens e todos os produtores vão subir as mercadorias, os supermercados vão antes da hora repassar os aumentos. E nós trabalhadores vamos pagar por tudo isso. Já os nossos salários nunca acompanham os aumentos, no meu caso, vem sempre com anos de atraso e parcelado. Enfim, o sistema de impostos ou tributos é um abuso sobre os produtos, especialmente nos combustíveis. E entra e saí governo e mudança que é bom, nada! Reflexão: do jeito que as coisas andam, além de reduzir minhas compras, serei obrigado a jejuar! 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa


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A QUEM INTERESSA


Essa foi a pergunta que o presidente da República fez relativamente ao aumento dos combustíveis. Essa é a mesma pergunta que eu faço sobre a manipulação de preços pelo governo federal. Mas vejamos. Se o preço dos combustíveis seguir o mercado, teremos mais impostos recolhidos (o que significa mais investimentos onde interessa), maior competição de mercado (o que significa preços menores ao consumidor), menor valor do dólar (o que significa menor inflação), maior atratividade do mercado de ações (o que significa desenvolvimento mais rápido do Brasil), entre outros. Por outro lado, com o controle do preço dos combustíveis teremos que recolher impostos de outras fontes (que no Brasil tradicionalmente significa mais impostos sobre itens de consumo), menor investimento no setor de produção de petróleo (o que leva inevitavelmente ao aumento dos custos dos combustíveis no médio prazo), maior valor do dólar (aumentando a inflação), e afastamento dos investidores do Brasil (o que inevitavelmente nos leva a ritmo de crescimento africano), entre outros. Claro, os caminhoneiros e os inocentes míopes acham o controle de preço dos combustíveis ótimo. A questão então é saber de qual lado está o presidente da República. Procura-se um estadista.


Oscar Thompson oscarthompso@hotmail.com


Santana de Parnaíba


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A FARSA COM A ELETROBRÁS

Jair Bolsonaro, junto com seus ministros, todos sem máscara, promoveram na terça, 23/2, um evento dantesco quando levaram ao Congresso uma MP para a venda de Eletrobrás.  Apesar de ter enviado um projeto para a venda deste ativo em 2019, Bolsonaro jamais teve interesse em privatizá-la. Do R$ 1 trilhão que seu governo prometeu que arrecadaria com privatizações, até aqui só míseros trocados... Porém, essa farsa da venda da Eletrobrás, somente ocorreu depois da péssima repercussão pelo mundo em função da interferência do presidente na Petrobrás. Ou seja, com a faca no pescoço, Bolsonaro, faz esse carnaval fora de hora, pensando que ludibria o mercado, investidores, etc. Mesmo porque, essa MP, se aprovada, apenas autoriza a contratação de estudos para o processo por parte do BNDES. Por outro lado, no Congresso, o Centrão e siglas até de esquerda são contra essa privatização pelo receio de perderem a boquinha para nomeações de apadrinhados e facilidades para atos vis...   Enquanto isso, o governo brinca que governa, não se importa em comprar vacinas e, também, inexiste ação e competência para alavancar a economia, criar  empregos...


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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PAGAMOS PARA EMPOBRECER


Entre todos os supremos, só gostaria de pagar o supremo de frango. Satisfaz, custa o ideal e vale quanto pesa.


Carlos Gaspar carlos-gastar@uol.com.br


São Paulo


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ESPECULAÇÃO FINANCEIRA


Sabe-se que Trump praticava o esquema de avisar seu restrito grupo de investidores em Bolsa sobre o pronunciamento que faria com que os preços das ações das empresas afetadas subissem ou caíssem após sua divulgação.

Antecipando-se aos fatos, tais investidores negociavam em Bolsa comprando ou vendendo as ações que teriam seus preços alterados e com isso realizavam lucro certo. Pelo que tem acontecido no Brasil, será que nosso presidente aprendeu também a mesma ilegal especulação? Parece que sim.

 

Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

Itu

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O SUPREMO RASGA A CONSTITUIÇÃO  


O artigo do jornalista DIFRANCO O Supremo na contramão da Constituição (Estado, A2, 22/2/2021) traz tão fortes e verdadeiras razões que é impossível discordância. Cuida-se da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) pelas não só graves, mas extremamente desatinadas opiniões. Pois bem, ninguém duvida de que o ofensor da honra alheia,  abusando de suas prerrogativas constitucionais, mereça a maior de todas as punições que nesse campo a lei prevê e estima. Note-se aqui o “que a lei prevê”. O estranho no caso foi que o Supremo Tribunal, ofendido, impertigou-se contra o criminoso e, por sua conta e risco, o trancafiou.  Eis o x da questão. A prisão em flagrante do deputado decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, de superficial exame, atenta contra dois princípios fundamentais: primeiro, o princípio da inércia, quer dizer que o STF não pode, sem que antes seja legalmente provocado, saltar o muro da Constituição, e, movido pela razão, a um só tempo, atrair para si, como vítima que foi, o papel de investigador do crime sofrido, vítima, acusador de quem lhe ofendeu e, ao mesmo tempo, juiz sentenciador do crime, por ele mesmo apurado, sentido, sofrido. O ministro de um só fôlego vai de meirinho a juiz; de ofendido a executor da pena. Segundo ponto a ser considerado, o ministro Alexandre de Moraes, misturando zelo aos rancores que tais mazelas provocam (e isso é humano), salta por sobre o Art. 53 da Constituição que diz: “Os deputados e senadores são invioláveis civil e penalmente, por qualquer de suas opiniões, palavras e votos.” Óbvio e cediço que o vídeo é um despautério inqualificável, mas nem com isso e suas sujidades deixa de ser opinião;  tais ofensas não se qualificam como fatos e atos criminosos. Que tenha cometido vários crimes, entre eles contra a honra e a moral, tem ele de responder, sem dúvida, porém, e inapelavelmente pelo devido processo legal. Repitamos: devido processo legal. Portanto, o crime é grave, mas o caminho escolhido pelo Supremo é ilegal. E um desses caminhos legais é o acenado pelo próprio Código de Ética e Decoro Parlamentar que no seu capítulo III – “Dos atos incompatíveis com o decoro parlamentar” ­–,  Art. 4º, afirma que constituem procedimentos incompatíveis com o decoro parlamentar, puníveis com a perda do mandato: I - abusar das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional (Constituição Federal, art. 55, § 1º ); e, aqui, não podemos deixar de comungar com o articulista: “Se a Corte dá-se ao luxo de abandonar, não meras regras processuais, mas saltar por sobre os princípios basilares do Estado de Direito”, princípios basilares do devido processo legal, impõe “não uma vitória contra o erro”,  como diz o articulista, “mas flagrante derrota do Estado Democrático de Direito”. Tempos sombrios quando a Corte maior apequena-se e, qual ditador, barra e prende de proprio motu quem lhe destoar do comando, sem nem sequer mover olho para o Ministério Público. Tal qual o Rei Sol, grita pelos seus acórdãos: “Le Roi c´est moi”!

Antonio Bonival bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo


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‘A IDADE DA LÍNGUA’

Minhas homenagens ao grande Estadão e parabéns pelos sempre excelentes artigos do festejado colunista Leandro Karnal

Armando Augusto da Cruz adv.cruz@terra.com.br

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GILBERTO AMENDOLA

Agradeço a Gilberto Amendola pela crônica do dia 22/2 O que fazer com seis armas em casa. Acho que nunca na vida eu ri tanto lendo um artigo. Fica aqui minha gratidão ao cronista e ao seu espaço. Sempre o acompanho, mas essa crônica foi sensacional. Ele mostrou a realidade de um país doente. Grande abraço ao Estado e ao Gilberto 

Bruno Cunha agronomobrunocunha@gmail.com

Taubaté











 

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