Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2021 | 03h00

 

Desgoverno Bolsonaro

Legado

Avançamos no mês de março e o governo nem sequer tem Lei Orçamentária Anual aprovada para o exercício de 2021. Não espanta, portanto, a desconfiança generalizada – excetuados os fervorosos fiéis da seita bolsonarista – no desempenho econômico do País. Quando deputado federal, os devaneios e a inépcia do atual presidente – nenhum projeto de lei aprovado em 28 anos de vida parlamentar – pouco mais produziram que algum rebuliço no submundo das redes sociais. Na Presidência, contudo, os efeitos do modus operandi bolsonarista se fazem os mais perversos. A milhares de mortes pela negligência, quando não pura e simples sabotagem, no enfrentamento do coronavírus se soma a deterioração do quadro macroeconômico. É certo que o baixo crescimento e o desequilíbrio fiscal se arrastam nos últimos anos, mas a volta da pressão inflacionária e do descontrole cambial são assombros revividos por Jair Bolsonaro. O conserto desses desequilíbrios demandará muito esforço e anos de trabalho em futuro próximo.

ELIAS MENEZES ELIAS.NATAL@HOTMAIL.COM

NEPOMUCENO (MG)

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Carnificina

Todo déspota maquiavélico, como Jair Bolsonaro, teme a revolta do povo nas ruas, pois isso pode culminar em sua derrocada. Veja-se a Revolução Francesa. Mas sem vacinação massiva não há povo nas ruas. Ou seja, não existe desorganização do governo federal com relação à imunização da população, pois o Brasil tem expertise no assunto. A tragédia em curso, a meu ver, é resultado da urdidura de um controle deliberado da revolta das massas pela ausência de vacinação. A carnificina é um mero detalhe.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO  TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

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BELO HORIZONTE

1.726 óbitos num único dia

Existe a longínqua, porém plausível – e os fatos reforçam – teoria de ser o planeta Terra o inferno de um outro plano. Até mesmo os mais avessos ao noticiário já perceberam que somos o alçapão desse submundo.

JORGE NETO JORGEALVNETO@OUTLOOK.COM

AREIA (PB)

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Que fazer?

De surpresa em surpresa, vamos precipício abaixo. A pandemia já matou no Brasil mais pessoas que as bombas atômicas no Japão. E as mortes só aumentam, não há mais mãos para socorrer as vítimas. O quartel dos servidores da saúde chegou ao clímax da exaustão. Os leitos nos hospitais são disputados à unha e, não havendo, os infectados vão se empilhando pelos corredores e os mortos, em contêineres. O desespero estremece a Nação. Enquanto isso, o presidente da República insufla a discórdia, zomba dos doentes, fomenta a intriga entre governadores e prefeitos, rezando de A a Z pela cartilha dos aparvalhados. E nós, brasileiros, temos diuturnamente de conviver com esta realidade: de um lado, o quadro dantesco da covid-19 e, de outro, os desatinos de um alucinado. E, lamentavelmente, não temos escolha.

ANTONIO B. CAMARGO BONIVAL@CAMARGOECAMARGO.AD.BR

SÃO PAULO

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Parem esse cara

“É preciso parar esse cara!”, alerta o senador Tasso Jereissati. Mais que isso, é preciso tirar esse cara de lá. Ele não consegue conter seu desejo compulsivo de destruir o Brasil. Estamos nas mãos de um tresloucado e ainda há quem ache que não é o momento para a afobação...

É como pensa o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que prefere pôr panos quentes nos desvarios do capitão. Só não vê que sua omissão e escorregadia “justificativa” para resistir à CPI da Saúde resultarão em mais milhares de mortes, a continuar o incentivo de Bolsonaro às aglomerações, às mentiras que têm por objetivo macabro desinformar o povo, jogando-o contra as necessárias medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos a fim de evitar uma catástrofe maior. Todos os que se omitirem nesta hora pagarão um alto preço, seja nas urnas, seja em peso na sua consciência, se é que a têm. O Brasil não aguenta mais!

ELIANA FRANÇA LEME EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Perdido no espaço

A imagem-símbolo deste desgoverno é o satélite nacional fora de controle e perdido no espaço. Representa bem o País sem rumo e sem direção, que não sabe aonde quer chegar.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Carestia

Criativa a manifestação popular em protesto contra a carestia dos alimentos denominada “Bolsocaro”. Como deter essa alta dos preços, que impacta mais fortemente os brasileiros mais necessitados? Comida cara é sinônimo de protesto popular. A falta de dinheiro que aflige a população pode ser constatada diariamente nos grandes centros urbanos, onde grandes contingentes humanos perambulam pedindo ajuda e recebendo marmitas de alguns beneméritos. Mas parece que os problemas financeiros não afetam os Bolsonaros, vide a compra milionária daquela mansão em Brasília. Vamos ver os próximos capítulos desse drama, que já nos aproxima da Argentina, antes da Venezuela.

SERGIO HOLL LARA JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR 

INDAIATUBA

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Mais semelhanças

O lulismo e o bolsonarismo estão cada vez mais parecidos. Além de populistas, com sinal trocado, ambos têm filhos especialistas em multiplicar dinheiro e enriquecer rapidamente.

CELSO NEVES DACCA CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Receita Federal

Gostaria de saber se a Receita Federal vai tomar conhecimento, investigar e tomar atitudes no caso da aquisição de imóvel de valor altíssimo pelo filhinho do papai. Ou está tudo dominado e a Receita vai continuar passando a malha-fina somente nos trabalhadores honestos?

EMERSON LUIZ CURY EMERSONCURY@GMAIL.COM

ITU

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Cartas de leitores selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ESTUDANTES REPROVADOS

Segundo dados da última avaliação nacional pré-pandemia do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb),espantosos 95% (!) dos estudantes terminam a escola pública sem o conhecimento esperado de Matemática e nada menos de 69% (!) não chegam ao nível considerado adequado em Português. Que futuro se pode prever e desejar para o País diante de um quadro tão desolador e desanimador? Muda Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ASSUNTO PARA PSIQUIATRIA?

Há à venda um “best-seller” do jornal New York Times intitulado O caso perigoso de Donald Trum”. Trinta e sete psiquiatras e especialistas em saúde mental mostraram que o Trump é perigoso e não tem condição para governar os Estados Unidos. As atitudes de Trump e de Jair Cloroquina Bolsonaro são idênticas perante a pandemia de covid-19 (negacionismo), o armamento da população (traz mais segurança) e o problema ambiental (é propaganda da esquerda). Não podemos aproveitar o livro para avaliar a capacidade do capitão para governar o nosso sofrível Brasil?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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PANDEMIA EXIGE EMPENHO E UNIÃO NACIONAL

 No último trimestre do ano passado, pensamos que o pior da  covid-19 já havia passado, mesmo diante das informações do repique na Europa e na China. Fizemos eleições em dois turnos, festejamos o Natal e o Ano Novo e, embora proibido, ocorreram até o carnaval e festas clandestinas. O mal voltou, com força maior, e hoje contabilizamos 255 mil mortos, com média diária de 40 mil novos infectados e 1.208 vidas perdidas, segundo o levantamento dos últimos sete dias. É preciso esforço – dos governos, das equipes médicas e da população em geral – para enfrentar o novo quadro. Nós, o povo, temos de fazer o possível para evitar o vírus, pois pouco dele ainda se sabe e tornaram-se comuns casos de pacientes salvos que, tempos depois da alta hospitalar, pereceram pelas sequelas e complicações adquiridas durante o tratamento. O melhor é não adoecer e, assim que possível, obter a vacina como preventivo. O mais indicado é que as pessoas evitem os locais de aglomeração e adotem o distanciamento pessoal de pelo menos um metro e meio, o uso de máscara e a higienização das mãos com álcool gel ou água e sabão para evitar que, tendo tocado em local contaminado, traga o vírus para as mucosas da boca, olhos, ao nariz ou a possíveis machucados e arranhões pelo corpo. Evitar aglomeração, necessariamente, engloba ficar distante das pessoas, observar distanciamento maior daqueles que falam alto ou gritam – porque suas emissões podem ir mais longe – e evitar apertos de mão, abraços e beijos, não fazer nem receber visitas, mesmo dos membros da família. Apesar do desconforto e da saudade que pode bater, o melhor é que os contatos com pais, filhos, netos, tios, sobrinhos e outros familiares se faça pelo telefone ou redes sociais que, felizmente, hoje são eficientes e permitem até a conversa com imagem. Esse procedimento traz segurança e resolve pelo menos parcialmente o problema da saudade. Se a covid-19 infectar-nos e alguns dos nossos, a saudade poderá ser eterna...  

                     

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CASO PERDIDO

Há três modos de convencimento que são a racionalidade, o exemplo-demonstração e a pressão. Por outro lado, pessoas destituídas de moral são indiferentes à censura e à condenação da maioria coletiva que a cerca. Sendo assim, após um ano de sucessivas tentativas de convencer Bolsonaro da gravidade da pandemia que arrasa com a sanidade da população, só resta a força da lei para obrigar a Presidência a cumprir com as obrigações que lhe são próprias, sob o risco da condenação por crime de responsabilidade e outros. Portanto, cabe afinal à Procuradoria-Geral da República e/ou ao Congresso, abandonando a  modorra e o compadrio conivente, acionar o STF para que tome as devidas providências, pois a sociedade não pode continuar refém da vontade única de uma pessoa, qualquer que essa seja.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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PARAFUSO SOLTO

O nobre deputado Ricardo Barros está com algum problema: primeiro solicita a compra de vacinas produzidas no fundo de quintal; agora defende o nepotismo... Acorda deputado! Estamos em pleno século 21!!



Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas


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FECHAR TUDO?

Esse Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) está de brincadeira. Quando tivemos eleições, as pessoas tiveram de ir às ruas, inclusive os grupos de risco porque tinham de cumprir o dever cívico de votar.  Muito bem, agora esse Conselho Nacional de Secretários de Saúde, pede um toque de recolher nacional, das 20 às 6 horas, inclusive nos fins de semana e a suspensão das aulas. São essas mesmas pessoas que propõem o fechamento do País que depois vão a Miami, vão a estádios de futebol, dando um péssimo exemplo de cidadania. Bom não esquecer que por conta de roubo nas diversas Secretarias da Saúde, o governador do Rio de Janeiro está afastado e muitos sob investigação. Alegar que as UTIs estão com mais de 85% de suas capacidades é uma falta de caráter sem tamanho. Quando foi que o sistema de saúde ofereceu vagas e tratamentos às pessoas que a ele recorreram? Sempre tivemos falta de leitos. Se o Brasil enfrenta o pior momento, não é por culpa do povo, e sim dos governantes que nunca levaram a sério o problema da saúde no Brasil. E, quando se pensou que por conta da pandemia não teríamos roubo nem corrupção, estamos vendo a conta sendo colocada nas costas do cidadão, inclusive a culpa. E por fim, aqueles que colaboram e não saem de casa são penalizados também, pois o presidente do Einstein disse que o momento é catastrófico e que, se uma pessoa tiver um evento de apendicite, não poderá ser atendida, pois não haverá vagas nos hospitais. É o famoso se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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IGNORANTES? 

Em Brasília, os negacionistas gritam : “Lockdown não, queremos trabalhar”. Os que estão conscientes sobre como poder  voltar a trabalhar gritam: “Vacinas já, vacinas já!”. Entenderam ou preciso desenhar?


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ENGANADOS 

Sim e isso é certo: os crédulos já sabem que foram enganados, alguns ainda relutam em assumir isso, como os farialimers, os "danieis

silveiras" da vida, mas é constatável a olho nu o que o governo Bolsonaro está fazendo com o Brasil – mais de 255 mil mortes por

negacionismo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DESGOVERNO BOLSONARO


A respeito do oportuno editorial A decepção com Bolsonaro (1/3,A3),cabe destacar que, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT),a aprovação do seu desgoverno negacionista e retrógrado caiu para 44%,oito pontos porcentuais em 4 meses, ao mesmo tempo que diminuiu a avaliação positiva (ótimo e bom) de 41% para 33%.O País precisa ser governado como nação, não como um quartel. A Presidência não é lugar de mando, mas de liderança. Basta de Bolsonaro. Muda Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DECEPÇÃO COM BOLSONARO


Se houve crédulos – e ainda os há –, foram incompreensivelmente ingênuos ou, o mais provável, agiram de pura má-fé (A decepção com Bolsonaro, 1/3, A3). O que Bolsonaro ia fazer era bem claro: destruir o Estado Brasileiro em benefício próprio e de sua “familícia”, como sempre o fez ao longo de mais de 30 anos vivendo das benesses militares e parlamentares a ele concedidas. Ao fugir de debates e bancar o disparo em massa de fake news na campanha, era evidente que havia um discurso para convencer e outro para desgovernar. Assim, não houve decepção, mas sim a confirmação de que, quando o mal é anunciado, ele se faz presente.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com


Campinas-SP


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COMO SEMPRE


Flávio Bolsonaro vai ser condenado a ser um senador impune. Deu para entender?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SEMPRE ELES, POR ELES


Se estão querendo a impunidade,  com mais imunidade e mais verbas, só  falta os políticos implementarem o esquema de “rachadinhas” na distribuição de vacinas para continuarem “bem vivos”. Estamos vivendo a era da “imundidade” política. 


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS

 

No combate ao crime, principalmente a corrupção (que é um dos mais danosos), “os fins justificam os meios”, ou seja, para desbaratar crimes, vale tudo. Infelizmente a nossa Justiça nem sempre age assim. Daí é preciso, COM URGÊNCIA, o Legislativo (Câmara e Senado) legalizar todos os meios para que os malfeitores presos não sejam libertados como, com frequência, acontece (“aos inimigos os rigores da lei, aos amigos os favores da lei” na nossa “cega” Justiça”), para que Moro e Dallagnol não sejam presos e evitar a soltura da bandidagem.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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FOTO REVELADORA


A foto feita após uma reunião no Palácio do Planalto mostra o presidente e os ministros generais, incluindo o da Saúde, sem a máscara protetora, enquanto os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados estão com a devida proteção.  Mas o que isso traduz? Que os militares lá estão somente para obedecer ao presidente negacionista, mostrando que eles pouco se importam com a saúde e a vida do povo brasileiro. São só vassalos de Bolsonaro.

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu


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DECEPCIONADA


Enquanto muitos eleitores estão decepcionados com Bolsonaro, eu estou decepcionada com estes eleitores. Quem acreditou no discurso do Bolsonaro na última campanha eleitoral é ignorante ou inocente e acredita também em Papai Noel, fadas, duendes, coelhinho da Páscoa, salvador da pátria, mito, etc. O Brasil só sairá da crise quando o eleitor aprender a votar, escolhendo candidatos capacitados e com experiência para o cargo e, principalmente, quando o voto deixar de ser obrigatório. 


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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TENTATIVA E ERRO


Numa breve retrospectiva vê-se que os eleitores brasileiros parecem ter tentado de tudo para bem escolher seus representantes,  sem obter, no entanto, o almejado êxito. 

No Executivo, FHC chegou a agradar a muita gente, mas foi incapaz de forjar um sucessor na mesma linha.

Os petistas Lula e Dilma  representaram o populismo de esquerda que acabou na tragédia da prisão do primeiro  e na cassação da última por absoluta falta de condições de continuar governando o País. 

Dilma foi sucedida por Michel Temer que não conseguiu seduzir o eleitorado.

Depois a forte guinada nos conduziu a Bolsonaro, da direita populista e, mais uma vez, fomos amargamente iludidos.

A lição que aprendemos  pode ser traduzida na seguinte conclusão: populistas e neófitos nunca mais. 

O próximo presidente deverá ser necessariamente um político experiente, equilibrado, objetivo, comprometido com a honra e a verdade, e capaz de encaminhar a bom termo a solução dos inúmeros problemas nacionais.

Se não há ninguém à vista no horizonte com tal perfil,  convém continuar a procurar até encontrá-lo, para evitar mais uma triste desilusão. 


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo



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VAR NO STF


A segunda turma do STF julgará nesta semana suspeição de dois desembargadores do TRF 4, de Porto Alegre, que ratificaram condenação de Lula da Silva. A defesa do mais honesto alega que um dos desembargadores é amigo de Sergio Moro e que o outro elogiou a   condenação. É preciso implantar o VAR do futebol no STF. Assim toda sentença será revisada.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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IMPEACHMENT JÁ


Muitos de nós vivemos na infância a situação em que um garoto detentor da posse da bola se constituía no pior jogador entre todos. Tínhamos que aturá-lo, afinal, queríamos nos divertir e não possuíamos a principal ferramenta, a pelota. Dizíamos que ele era um ótimo ponta-esquerda, apesar de ser destro, e ali o colocávamos. Às vezes, somente para contentá-lo, receosos, deixávamos que ele ocupasse a posição de centroavante. Outras vezes, a maioria delas, tínhamos que suportá-lo na posição de sua preferência. Pior quando era o gol. Quando no gol, assim que tomasse o primeiro o tirávamos, dissimulando que ele estava fazendo falta na linha. Não podíamos ignorá-lo e um de nós tinha a incumbência de lhe passar a bola de vez em quando, até mesmo quando o gol adversário estava escancarado, torcendo para que acertasse.

Infelizmente nós, brasileiros, estamos vivendo situação semelhante. O garoto presidente faz questão de dizer que tem a posse da bola, como se não soubéssemos. E se considera o melhor de todos, insubstituível, e dá sinais de que quer perpetuar-se na posição de dono da bola. Irrita-se, principalmente quando falam da rachadinha de um dos seus rebentos – no nosso tempo chamávamos o nosso jogo de racha!

Não quis e não quer participar do jogo da vida – aquele que permitirá salvar as vidas dos brasileiros atingidos pela pandemia. Todas as medidas preventivas insistentemente ensinadas pelos cientistas e médicos de reputação ilibada são ignoradas e ironizadas pelo garoto presidente. Exemplos exitosos de estadistas de diversos países não existem na sua concepção. Afinal, eu tenho a caneta (bola) propaga aos ventos quando expele verborrágicos perdigotos em nós. São inúmeros os relatos da sua ignorância comparativamente ao que se espera e como deveria se comportar um líder responsável pelo destino de um país. É incrível e sobejamente despreparado!

Recentemente expôs a sua verve de chantagista, exatamente como fazia o garotinho dono da bola: ameaçou os governadores de que não repassaria o auxílio emergencial para aqueles que vierem a imprimir maiores restrições de circulação da população no combate à pandemia. Ora, com maior ou menor comprometimento, os Estados e municípios estão se virando como podem para amenizar o impacto da pandemia, até que a imunização pelas vacinas atinja o universo da população brasileira. E o dono da bola, acompanhado pelo seu séquito de ilusionistas e incompetentes, somente atrapalha. Com ele, e com esse comportamento, não dá para ganhar o jogo!

Penso que está na hora de os governadores se unirem e deixarem de lado situações político-partidárias e egos. Unidos, neste gravíssimo momento, poderiam formular um competente documento, irrefutável juridicamente, e encaminhá-lo ao presidente da Câmara. Este documento seria o pedido de impeachment do Presidente.  Um forte e clamoroso pedido de socorro para os brasileiros, assinado pelos governadores, impossível de ser ignorado e colocado na gaveta, como tantos outros o foram nos últimos dois anos. A opinião pública seria mobilizada, conscientizada e somaria esforços para que fosse imediatamente aceito, discutido e votado em regime de extremíssima urgência. Urgência para que os descalabros cometidos pelo dono da bola sejam afastados definitivamente dos nossos destinos.

A Constituição é soberana e traz os passos para que sejam afastados aqueles que conspiram contra a sua regência e o bem-estar da população. Jogo e bola, na democracia, não possuem donos que não sejam a população. Nossos representantes precisam agir, enquanto há tempo. Procrastinar e tergiversar somente nos conduzirá para o indesejado caos social, que conferirá enormes perdas humanas, com reflexos para a saúde, economia, empregabilidade, e acredito piamente e principalmente nos resgastes espirituais.

O jogo é a democracia e deve perdurar para sempre.


Luís Alberto Orsi Savazoni luissavazoni@gmail.com

Mairiporã


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TORCIDA DO CONTRA


Com o imprescindível apoio dos clubes e dos torcedores, a CBF organizou, com determinação e competência, o vitorioso e emocionante Brasileirão 2020. Diante dos atropelos dos efeitos da brutal pandemia, a CBF enfrentou dificuldades, respeitando normas sanitárias estabelecidas pela ciência, além dos habituais pregoeiros do caos. Aqueles que torcem pelo nefasto e ressentido quanto pior, melhor. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TRUMP

Trump está vivo! Pouco mais de um mês após sua saída da presidência, Trump voltou atacando o seu sucessor da mesma forma que atuou durante todo o seu mandato, com um discurso negacionista, falso e vazio. Vai ser uma sombra para o governo Biden. Infelizmente, o Senado americano perdeu a grande chance de exterminar essa figura do meio político.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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