Fórum dos Leitores

Carta de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2021 | 03h00

Vexame diplomático

Chanceler leva pito

Um país que deu ao mundo diplomatas do porte de Alexandre de Gusmão, do visconde do Uruguai, do barão do Rio Branco, Maria José de Castro Rebello Mendes, Saraiva Guerreiro, Mário Gibson Barbosa, Afrânio de Mello Franco, Abreu Sodré, Azevedo da Silveira, Celso Lafer, Francisco Rezek e Olavo Setúbal, entre outros, não merece passar pela provação a que o Itamaraty, com sólida tradição de excelência, está sendo submetido. Até o país que exalta a memória de Osvaldo Aranha, cuja habilidade diplomática levou à aprovação da criação do Estado de Israel pela ONU, se vê constrangido a ter de puxar as orelhas do chanceler brasileiro, tratando-o como moleque, mandando em público que ponha máscara. E ele, que tinha a máscara no bolso, como menino surpreendido fazendo travessura a coloca na hora. Até quando teremos de sentir a vergonha de sermos humilhados como párias do mundo? Os srs. dirigentes, por favor, ponham a mão na consciência, o Brasil não merece passar por isso!

LUIZ EDUARDO PESCE DE ARRUDA LUIZEDUARDOARRUDA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Pandemia e desgoverno

Somos ameaça?

Estamos sendo execrados no mundo e o sr. Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Congresso Nacional, “senta-se” sobre os pedidos, já com número suficiente de assinaturas, para a CPI da Saúde – leia-se Eduardo Pazuello. Não pense o sr. Pacheco que não será responsabilizado por essa omissão, que ameaça todos nós, brasileiros.

TANIA TAVARES TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Identificação

A ameaça global com a piora da pandemia no Brasil tem nome, Jair Bolsonaro.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Óbvio ignorado

Será que não há generais suficientes para abrir os olhos do capitão Bolsonaro, que ainda não percebeu que é a pandemia que obstrui a economia? E que (um pouco mais difícil para o capitão entender) para vencer a pandemia é necessário iniciar imediatamente a vacinação em massa, com imunizantes eficazes? E que, se seguirmos na toada atual, o Brasil vai fechar 2021 beirando os 500 mil mortos, com a economia continuando a tropeçar? Está difícil de reconhecer o óbvio...

LUIZ RIBEIRO PINTO BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Vacinação boicotada

Se Bolsonaro tivesse comprado as vacinas oferecidas pela Pfizer em setembro de 2020 e não tivesse boicotado o Butantan, em dezembro teríamos iniciado a vacinação com, no mínimo, uns 100 milhões de doses de imunizantes. Sem falar nos danos incalculáveis que ele causou na economia. Veja-se o Trump, que, apesar de ser parecido com nosso “presidente”, não é burro e encheu os EUA de imunizantes. Dito isto, podemos afirmar que os óbitos por covid-19 desde fevereiro, por falta de vacinação, podem ser debitados na conta do tresloucado Bolsonaro. Será que aguentaremos mais dois anos?

OSWALDO BAPTISTA PEREIRA FILHO OSWALDOCPS@TERRA.COM.BR

CAMPINAS

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Estratégia letal

Será que a falta de interesse do nosso presidente na vacinação em massa dos brasileiros não tem como objetivo evitar a manifestação do povo nas ruas para pedir seu impeachment? Sem vacina, fiquem em casa...

ROSA MARIA ILLISONR.MILLISON@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Parar esse cara

A única solução medianamente razoável para os problemas gravíssimos do País é seguir o conselho do senador Tasso Jereissati: é preciso parar esse cara! Nada pode ser mais pragmático e eficaz se quiserem salvar o Brasil. Essa responsabilidade cabe ao Congresso Nacional. Não lhe faltam oportunidades.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI RICARDO.LORENZI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Galinha agonizante

Em plena pandemia, com a economia brasileira em progressiva dificuldade, todos devem colaborar, começando pelos que ganham mais e gozam de estabilidade no emprego. Com esse fim sugiro uma lei de emergência nacional cortando os ganhos extras de todos os funcionários públicos, limitando os vencimentos mensais líquidos ao teto. Não é justo que funcionários públicos graduados, que já ganham altas remunerações, ainda tenham gastos pagos pelo erário, quando o trabalhador honesto e pagador de impostos é forçado a sustentar os inchados governos federal, estaduais e municipais. Temos de ajudar com renda emergencial quem trabalha, produz e cria empregos. O peso absurdo do governo, beneficiado por ene direitos (abusos) adquiridos indevidamente, está afundando a Nação. Tais excessos devem ser eliminados antes de ser morta a galinha dos ovos de ouro que já fomos um dia.

SILVANO CORRÊA SCORREA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Inexorável

Pelo que indicam os dados macroeconômicos, teremos em 2021 a maior queda do PIB desde que ele passou a ser referenciado. E em algum momento, de alguma forma, este ano o governo federal vai ultrapassar o teto de gastos. É inevitável.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Informe de rendimentos

INSS e internet

Devia ser fácil tirar no computador o informe de rendimentos do INSS para declaração de Imposto de Renda. Entra-se no site, procura-se o caminho para fazer o pedido, fornecem-se alguns dados, toca-se em frente e o atestado aparece na tela. Aí é só imprimir, certo? Deveria ser assim, mas não é. Na realidade, é uma complicação danada. Perdi uma tarde tentando e não consegui. Resolvi ir ao ouvidor. E o que apareceu? Um pedido de login e senha! Que senha, meu Deus, que senha?

EUCLIDES ROSSIGNOLI CLIDESROSSI@GMAIL.COM

OURINHOS


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MÃE

O sujeito botou até mãe no meio. O melhor foi ver a mãe do próprio ser vacinada com a “vacina do Doria”. E aplaudir...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PARABÉNS DONA OLINDA!

A senhora recebeu a segunda dose da vacina. Não precisa agradecer, pois não foi a minha mãe quem a  vendeu para o Jair, o teu filho presidente.

Assistimos pela TV como a senhora ficou emocionada. Nos seus mais de 90 anos quer continuar vivendo, assim como milhões de brasileiros também anseiam por uma dose da vacina salvadora. A senhora é muito mais inteligente ao demonstrar que não aceitou o receituário dos alquimistas de plantão em Brasília.

As imagens vistas ontem no noticiário local deveriam correr o mundo. Um pôster com o teu tímido e feliz sorriso e os dois polegares fazendo sinal de positivo ficaria muito bem na frente do palácio. O Jair iria adorar!

Rogério Amir Rizzo rizzomoreno41@gmail.com

Praia Grande

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CAFÉ COM LEITE   

Para lidar com o meganegacionista Jair Bolsonaro, o povo, governadores, prefeitos e empresários devem tratá-lo como "café com leite" e não levar o presidente a sério. Na verdade, a enorme maioria dos brasileiros deve se tornar protagonista no combate à pandemia, deixando o "reizinho Bolsonaro" – o "café com leite" –, brincando de se aglomerar, sem máscara, com toda a sua famiglia. Vamos salvar o Brasil e deixar o negacionista, doente da cabeça, falando sozinho!           

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PENSAMENTO NEANDERTAL   

O presidente americano, Joe Biden, cunhou uma definitiva definição à mentalidade dos seguidores trogloditas de Donald Trump e que serve como uma luva aos bolsonaristas tupiniquins: "Pensamento Neandertal". Com gente vivendo em cavernas mentais nos Estados (des)Unidos e no Brasil de todos os populismos do atraso, não se pode esperar medidas de bom senso no combate ao coronavírus ou qualquer ato deste desgoverno de mentes primitivas. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BRASIL... 

Triste sina de um país “abençoado por Deus (?!) ou amaldiçoado pelo demônio”: primeiro, o "mensalão" de Lula; em seguida, o "petrolão" de Dilma. Agora, o "covidão" de Bolsonaro.

Haja fé, resiliência e esperança. Oremos...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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AGLOMERAÇÕES  

Enquanto a população continuar a desprezar os afastamentos individuais de 1,5 metro e mantiver as aglomerações, os decretos municipais de restrições pouco adiantarão para combater o vírus. A população é, na maioria, apedeuta e só acredita em males que pode ver. Esse filme já foi visto quando o químico Louis Pasteur, no século 19, enfrentou a ignorância que havia em Paris sobre os germes que causavam a morte. Após a descoberta da vacina ele foi condecorado pelo czar da Rússia e saudado pelos governantes da França. Ele salvou muitas vidas, mas naquele tempo o problema era referente às bactérias e agora se refere aos vírus. A maioria do povo não sabe a diferença entre um e outro micro-organismo. Infelizmente somente com a instrução sobre o assunto e divulgação em massa sobre a matéria poderemos enfrentar a espera da imunização de 70% do rebanho. O povo precisa entender o motivo científico sobre o afastamento entre as pessoas. Não é possível as pessoas ficarem fungando no cangote dos indivíduos que se encontram numa fila.

 Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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MIMIMI PRESIDENCIAL 

Presidente, chega de mimimilitares no seu governo. 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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O CHANCELER POLÍMATA   

O chanceler Ernesto Araújo, muito conhecido por suas indigências culturais no Itamaraty, faz par perfeito com Bolsonaro nos avanços pueris sobre a ciência: "O número de infecções e óbito aumenta após o início da vacinação, para depois cair". Não aponta qual a fonte de seu conhecimento, mas certamente se localiza no rico imaginário daqueles que se aventuram a emitir opiniões grotescas sobre princípios científicos da saúde e de outros fenômenos sérios.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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GESTÃO DA ECONOMIA NO BRASIL

A economia brasileira está em boas mãos. O ministro Guedes explica com clareza os assuntos econômicos, principalmente quando entrevistado. Utiliza com maestria a linguagem própria do País, ou seja, o "poder embananativo", próprio da República de Bananas que somos.

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo

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BRASIL: O PAÍS ONDE SALVAR VIDAS VIROU BANDEIRA DA ESQUERDA 

Em meio ao turbilhão de informações sobre a covid-19, percebemos, com maior frequência nas redes sociais, que argumentos científicos em favor da vida, como a necessidade de uso de máscara de proteção, a manutenção do distanciamento social, a higienização frequente das mãos com água e sabão, bem como com álcool em gel, foram associados como “práticas da esquerdalha” – expressão que tive a infelicidade de ler recentemente.  

É triste, é avassalador que, em um país com mais de 260 mil mortos, tenhamos de coexistir com uma visão tão baixa e vil como esta que diminui a ciência e dá preferência à fake news enviadas por aplicativos de mensagens. Estamos em uma crise social tão densa que médicos e cientistas renomados são preteridos em favor de informações absolutamente falsas como a de que comer alimentos com pH alcalino mata o vírus. 

O Brasil se tornou, infelizmente, um país onde salvar vidas virou bandeira da esquerda. Hoje, manifestar-se favorável às restrições do governo do Estado – que visam a manter a segurança de todos, diminuindo, assim, o número de internações em UTI – é ser associado ao comunismo. Ocorre que, para a terrível lembrança de quem já perdeu um ente querido para a covid-19, o vírus não escolhe classe social, ideologia político-partidária ou idade – como esta segunda onda tem demonstrado de forma terrível. O novo coronavírus arrasa com famílias inteiras e não podemos nos dar ao luxo de ignorá-lo ou de relegar as recomendações médicas. 

Salvar vidas não é bandeira da esquerda. É bandeira da humanidade. 

Todos queremos, o quanto antes, voltar ao normal, abraçar nossos familiares e amigos, viajar, mas, para isso, devemos todos seguir as orientações médicas e tomar, sim, a vacina. Ela é a única e verdadeira “salvadora da pátria”. Não é o presidente, senador, deputado ou governador.

Lucas Loeblein lucasloeblein@hotmail.com

Gravataí (RS)

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RODRIGO MAIA

Ao ler a entrevista do ex-presidente da Câmara dos deputados Rodrigo Maia, no Estadão, chegamos a algumas conclusões de que é realmente pertinente a busca por uma via moderada para enfrentar Bolsonaro em 2022. As opções citadas pelo entrevistado, Doria, Mandetta, Eduardo Leite e Huck (este totalmente inexperiente), certamente trazem mais humanismo, equilíbrio e, talvez, responsabilidade fiscal. Quanto ao combate à corrupção, não os vejo citá-la com a ênfase necessária para o convencimento do eleitor. Perguntado sobre Moro, Maia disse que este não fazia parte desse grupo, mas que seu apoio seria bem-vindo. É impressionante como todos, bolsonaristas, centristas, petistas e outros “artistas“ de Brasília repudiam Sérgio Moro. Ele é a única unanimidade “hostil” à classe política. Por quê? Porque as ratazanas fogem  das grades e condenações como o diabo da cruz. Imagine Moro presidente nomeando  ministros no STF comprometidos com o combate à corrupção. Um PGR idem. Mas teria de ter pelo menos um Congresso com C maiúsculo para aprovar seus indicados e não este que aí está. Mas Moro precisaria  aceitar e  entender seu peso político e, acima de tudo, aprender a fazer a boa  política, comunicando-se não somente com  a classe média, mas principalmente  com o povo. Se o establishment corrupto de Brasília é contra, já sou a favor.

 

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília

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EMPRÉSTIMO CONSIGNADO – TRAGÉDIA ANUNCIADA

O aumento para 40 % do limite do empréstimo consignado do INSS vai fazer a alegria das financeiras, mas é uma tragédia anunciada para os tomadores destes empréstimos, os pobres aposentados, que apenas vão resolver momentaneamente seus problemas, mas terão  um problema maior ainda em pouco tempo. Se já não conseguem arcar com seus compromissos financeiros agora, imaginem viver com 40% a menos de seu benefício, por 84 longos meses? Sem dúvida nenhuma, será um caos social. Senhores parlamentares, tornem lei a Desaposentação, que poderá ajudar, em muito, a melhorar a vida do aposentado.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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FORÇAS ARMADAS

Surpreende e abala perceber o “anestesiamento” das nossas Forças Armadas, notadamente o Exército. Cooptadas, silenciam e não reagem nem se manifestam como se espera diante dos constantes atropelos que o autodenominado “imbrochável” provoca. Descumprindo os juramentos tanto na sua formatura como também ao assumir a Presidência do País, o ex-capitão com seu desempenho mancha a história da Instituição.

Jorge Spunberg jspunberg@gmail.com

São Paulo

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ARTIGO DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 

Sempre fui eleitora do Fernando Henrique, em todas ocasiões em que ele se candidatou. Acho seus artigos muito inteligentes e quando tenho oportunidade não deixo de lê-los.

Mas devo fazer duas ressalvas sobre o texto do último dia 7 (A epidemia e a política), quando ressalta os feitos de JK.

Brasília foi um marco arquitetônico, mas entendo que muitos dos nossos problemas, principalmente quanto à lisura dos nossos políticos, se devem ao isolacionismo. Acredito que, se a capital do País tivesse permanecido no Rio de Janeiro, com o povo a suas portas,  teríamos políticos mais comprometidos

Quanto à indústria automobilística, não tiro o mérito da geração de empregos, mas em um país das dimensões do nosso, nunca poderíamos  prescindir das ferrovias. Um exemplo marcante foi a última greve dos caminhoneiros, o país esta nas mãos deles.

Maria Regina de Barros Fritz fritz.regina@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO E AS TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

Jair Bolsonaro inegavelmente tem um plano de se eternizar  no poder, tendo sido eleito presidente da República com base no combate à corrupção, eliminação do lulopetismo e fim do toma lá da cá, conseguindo apoio de fanáticos, religiosos, militares, armamentistas, caminhoneiros e outros grupos radicais, utilizando um partido de aluguel. Tendo que contar com os outros dois Poderes da República  para atingir seus objetivos, entrou em confronto com o STF, contando com radicais, militares, e até com familiares. Mesmo não tendo feito absolutamente nada pelo País, e mais atrapalhando, Bolsonaro conseguiu ganhar o Congresso, elegendo os presidentes do Senado e da Câmara. Conseguiu também o abrandamento do STF, que ignorou as críticas violentas de radicais, altas patentes do Exército,  e da família presidencial. Para disfarçar, o STF "engrossou" com um obscuro e tosco deputado federal, mas manteve todo seu conforto parlamentar. Sou avesso a teorias da conspiração, mas assistindo a documentário da CNN sobre a ascensão de Adolf Hitler, como eu um cabo do Exército, desde o uso de um partido de aluguel, cooptação de militares, adesão de fanáticos e indicação de culpados pelos fracassos, percebi uma identificação muito forte entre o austríaco e o brasileiro. Tomara que eu tenha me enganado.

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com 

São Paulo

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DESABAFO

Gostaria de saber como um cidadão entra com uma queixa crime de genocídio contra o presidente Bolsonaro no Tribunal de Haia, por estar matando com seu descaso, sua falta de noção, de moral, de administração, ética, falta de conhecimento sobre doenças,  de pudor, de sensibilidade com a nossa nação. No momento em que as outras nações em tempo hábil se planejaram para enfrentar essa doença e salvar o máximo possível de seu povo e sua economia, aqui assistimos a um massacre diário, filhos, mães, pais ,parentes que choram a perda de seus entes queridos, numa guerra para a qual não temos armas para nos defender e salvar. Não temos ao menos um presidente que seja digno deste povo; temos sim um arremedo de parlamentar, um fantoche nas mãos dos grandes empresários que só visam o lucro, desmatamento, a pilhagem de nossos recursos naturais com o aval do governo, não priorizaram baratear o alimento para nosso povo. Há alguns dias perdi para essa doença dois familiares e um amigo e cada dia que passa visualizo um cenário ainda pior, pois antes que todos nós sejamos imunizados assistiremos a uma grande leva de brasileiros morrerem sem a mínima assistência por parte do Estado. Espero que a imprensa séria, imparcial, se mobilize com o Ministério Público Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil para que possamos dar um basta na falta de ações desse "nosso" presidente da República das bananas e eleger um presidente da República Federativa do Brasil.

Roberto Arlei Santos harleysantos1965@hotmail.com

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A UNIÃO FAZ A FORÇA

Passamos por momentos ruins nestes  últimos anos, e a cada semana  tudo piora. Economia, saúde e emprego no Brasil, em razão da pandemia, estão à deriva. Nossos governantes e políticos permanecem esgrimindo, cada um defendendo seu “quadrado”, tentando impor-se. 

Penso como seria “sublime” se nosso presidente, dignificando seu cargo neste momento tão difícil, convidasse os governadores (todos) para dialogar como cidadãos civilizados, “unidos”, e encontrar soluções, buscando  conter essa tragédia iminente. 

José Perin Garcia – jperin@uol.com.br

Santo André

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GUERRILHA POLÍTICA NA INTERNET

Em meio a essa terrível pandemia, emerge principalmente nas redes sociais da internet uma espécie de guerrilha política, entre os dois polos do arco ideológico com sinal trocado. Ditos polos extremados, esquerda versus direita, postam continuamente suas versões, procurando convencer quem os acessa de que têm razão em suas opiniões. Felizmente, temos o jornalismo profissional que serve para aclarar as realidades desses momentos históricos que vivemos e, justamente por isso, tais profissionais estão sendo duramente atacados por esses dois grupos radicais, que abundam nessa forma de comunicação eletrônica de nossos dias.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro 

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O PROFETA EM AÇÃO     

O profeta Jair Bolsonaro está em ação. Já profetizou que: “Até o final do ano, acabou vírus, já com toda certeza” (sic). Na verdade, desacreditado, Bolsonaro ouviu dos presentes no cercadinho do Palácio da Alvorada: "Mais uma conversa para boi dormir", e outros diziam: "Só depende  da sua renúncia". O presidente não gostou e, por pouco não disse: "Chega de chororô e de mimimi, seus maricas"!    

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobisola@uol.com.br

São Paulo

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EMANCIPAÇÃO DAS ESTATAIS

Contrariando, em parte, as conclusões do editorial A emancipação das estatais ( 7/3, A3), penso que uma estatal pode e deve, sim, ter “visão social”, como disse o presidente Bolsonaro. A França, por meio da sua grande empresa energética, a Eletricité de France (EDF), que se dedica ao ramo da eletricidade e do gás, há muito atua nessa linha em sincronismo com os interesses da sua classe trabalhadora e em plena harmonia com a indústria privada francesa. Quando tinha o comando da Light, no Rio de Janeiro, era notória a preferência dessa empresa pela engenharia, pelos serviços e produtos do seu país de origem. Acontece, entretanto, que, diferentemente da Petrobrás - como destaca o economista sênior da OCDE, Hans Christiansen , "a chave para blindar as estatais de interferências, é o fortalecimento dos conselhos de administração" –,  a empresa francesa é, de fato, comandada e controlada pelo Estado. O Executivo indica apenas um terço do seu conselho de administração. Com isso ela se mantém profissional, competitiva em toda a Europa e distante dos espúrios interesses dos políticos e partidos. Essa é a grande diferença! 

Nilson Otávio de Oliveira  noo@uol.com.br

São Paulo

 

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