Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2021 | 03h00

Corrupção

‘Sui generis’

O Brasil é realmente um país singular. Aparece um juiz de primeira instância corajoso, competente, que condena corruptos poderosos com provas contundentes, aceitas em duas instâncias superiores, que confirmam o seu veredicto. Daí o caso chega à última instância e tudo muda. Ação de hacker é reconhecida como legal, as condenações dos poderosos são canceladas e o juiz vira suspeito. Depois as autoridades reclamam dos cineastas do mundo que retratam o Brasil como o reino da impunidade.

MAURÍCIO LIMA MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Sem saída

Como se não bastasse o coronavírus matando sem dó nem piedade, ficou ainda mais complicado viver no Brasil. Após a decisão monocrática do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulando as condenações do ex-presidente Lula e antecipando as eleições presidenciais de 2022, todo o Brasil ficará refém de dois extremistas. Qual dos dois é pior? Façam suas apostas: quem afundará primeiro o País, do que restará da hecatombe da covid-19? E nem do Brasil podemos sair, pois somos ameaça ao mundo.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Esforço inútil

É difícil acreditar que um ministro do STF, em decisão monocrática, possa contrariar sentenças proferidas em segunda instância por colegiados de desembargadores. E tem mais, expõe entendimento de que a atuação da Polícia Federal nos inúmeros procedimentos foi falha e imprestável, bem como a do Ministério Público foi sem valor jurídico algum. E toda essa montanha de papéis virou lixo.

ALOISIO PEDRO NOVELLI CELNOVELLI@TERRA.COM.BR

MARÍLIA

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Gratidão e lealdade

Brilhante, como sempre, o artigo O risco da volta de Lula às eleições, do desembargador Aloísio de Toledo Cesar (9/3, A2). Entre outras igualmente relevantes ponderações, cumpre destacar a seguinte: “Tome-se em conta também que ele (Lula) possui no Supremo Tribunal Federal vários e agradecidos ministros, que são mais leais a ele do que ao Brasil”.

ALVARO AUGUSTO FONSECA DE ARRUDA

ALVAROARRUDA46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Resumo da Lava Jato

De Fachin para Lula: lavou, tá novo.

CARLOS GASPAR CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Pisca-pisca

O ministro Fachin descobriu só agora que o pisca-pisca traseiro do lado esquerdo do carro que levou Lula para a cadeia não estava funcionando e isso é tão importante que invalida todo o processo? Francamente, nosso Judiciário precisa passar por ampla reforma. Dizer que é falha da lei não cola mais.

MARCOS RIBEIRO JACOB MARCOSRJACOB@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Conta outra....

Quer dizer, então, que nós temos de engolir mais essa, cinco anos para descobrirem que a instância de julgamento do ex-presidente estava errada?! Poupem-nos, por favor!

CARLOS AYRTON BIASETTO CARLOS.BIASETTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Clareza solar

Não existe segurança jurídica no Brasil.

OSCAR THOMPSON OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA

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Barbaridades

Infeliz é o país onde, no pico da pior crise sanitária, econômica e social, um ministro da Suprema Corte comete uma barbaridade inominável em desesperada, talvez inútil, tentativa de evitar que seus ilibados colegas perpetrem uma barbaridade muitas vezes pior.

CÉSAR GARCIA CFMGARCIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Conselho

A decisão monocrática de Edson Fachin sobre Lula da Silva decreta a falência definitiva do sistema judiciário neste país pouco abençoado. Seria muito recomendável ao ex-juiz Sergio Moro entrar no circuito de palestras nos EUA, onde tem contatos e é muito reconhecido, antes que seja preso. Aqui reinará sempre a impunidade.

ROBERTO HOLLNAGEL ROLLNAGEL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Lembranças

Fala-se da volta de Lula e se esquece o desastre em que deixou o Brasil. Ele distribuiu o dinheiro do povo brasileiro pelos ditadores amigos de Moçambique, Angola, Cuba, Venezuela e outros, para ganhar vantagens. Preocupam-se em apagar o apartamento no Guarujá, o sítio em Atibaia, repisam sobre a casa do filho de Bolsonaro e esquecem a fortuna que os filhos do Lula amealharam. Vai ficar tudo isso na moita? Inacreditável, não merecemos a repetição do desastre.

MIKA KROK MIKAKROK@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Devolução

Com essa volta às origens dos processos contra o demiurgo de Garanhuns, os valores surrupiados da Petrobrás deverão ser devolvidos aos larápios?

Só queria saber.

LUIZ ERNESTO GEORGE BARRICHELO LEGBARRI@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Homem de visão

“No Brasil, um pobre vai para a cadeia quando rouba. Quando um homem rico rouba, ele se torna um ministro”, frase de Lula da Silva. Admiro a visão e a compreensão da realidade brasileira do ex-presidiário.

JORGE A. NURKIN JORGE.NURKIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Que país!

Não se sabe, com certeza, se Charles de Gaulle afirmou mesmo que o “Brasil não é um país sério”. Mas se não disse, agora podemos dizer com toda a segurança: o Brasil não é um país sério. Que vergonha!

LEÃO MACHADO NETO LNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas de leitores selecionadas para o portal estadao.com.br

CANETADA DO FACHIN

Fachin jogou no lixo quatro anos de julgamentos, sentenças de juízes de diversas instâncias, muito dinheiro e tempo da Justiça e do povo brasileiro. A bolsa caiu, o dólar subiu e houve uma reviravolta na corrida pelas eleições de 2022. O que desanima os cidadãos de bem é ver a insegurança jurídica, perceber que nada é definitivo e que sentenças de quaisquer instâncias não valem nada. A instabilidade da população até então se referia à covid-19 e variantes, mas agora se acrescentou a ausência de confiança na Justiça. Eu não tinha ideia do poder que cada juiz do Supremo tem: uma canetada tem a força e uma bomba atômica.

 Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTRATÉGIAS

Prezado ministro Gilmar Mendes, se “bandidos” podem combinar como praticar crimes, por que os “mocinhos” não podem combinar como combatê-los?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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IMPARCIALIDADE

O juiz Gilmar Mendes está sendo imparcial com o ex-juiz Sérgio Moro?  Será que por falar tanto e por tanto tempo contra ele não deveria declarar-se suspeito para julgá-lo.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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SUPREMO JULGA MORO, E NÃO LULA

Quem está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) não é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o juiz Sérgio Moro. Há quatro anos que o STF se divide em alas político-partidárias e de visão sobre a corrupção na política. O que realmente está em pauta é a discussão sobre a atuação da Lava Jato na Petrobrás e seus desdobramentos. As decisões do ministro Fachin não foram para liberar Lula, e sim para defender o juiz Sergio Moro.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PASSIVIDADE DOS BRASILEIROS

O povo brasileiro assiste passivamente ao desgoverno de Jair Bolsonaro. Assiste passivamente a falta de vacina. Assiste passivamente as mais de 260 mortes pela covid. Assiste passivamente o presidente causar aglomerações e desestimular o uso de máscara. Assiste passivamente os passeios de moto, de jet ski, dos mergulhos de Bolsonaro enquanto mais de 1.500 brasileiros morrem diariamente. Assiste passivamente os nossos vizinhos paraguaios pedirem a renúncia do presidente paraguaio pelas mesmas práticas imorais do nosso presidente. Até quando os brasileiros vão permanecer na passividade vendo todas essas barbaridades acontecerem? Acorda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobisola@uol.com.br

São Paulo

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CORAGEM DE DORIA FAZ ESCOLA

Infelizmente, no Brasil, quando um homem público com cargo majoritário procura fazer o melhor na sua administração, tentando dar uma resposta positiva aos que o elegeram, é alvo de críticas dos opositores e até por parte dos analistas políticos.  Tal qual como ocorre agora, contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), só porque critica duramente Jair Bolsonaro, pela sua péssima gestão, indiferença perversa a essa pandemia de covid-19, hoje, com mais de 260 mil mortes.  Mas dizem esses observadores que Doria faz isso porque está de olho na eleição para o Planalto, em 2022. E daí?  É assim com qualquer trabalhador que procura fazer o melhor na sua empresa e espera reconhecimento, até promoção de cargo. Qual o problema? Ou como um goleador no futebol, que espera ser convocado para a seleção do seu país e ganhar até o prêmio máximo da Fifa, como o melhor do mundo. Que mal há nisso? Ou seja, essas críticas a Doria, pelas suas atitudes de respeito à ciência e à pandemia, são de um primitivismo atroz. E não reconhecem que, em meio a essa pandemia e ao caos da atividade econômica, além de cortar  gastos, e ter feito uma importante reforma fiscal, o Estado que governa teve até crescimento de 0,4% do PIB, quando o Brasil teve queda de 4,1%. E que, orientado pelos cientistas do seu centro de contingência, que montou para essa pandemia, foi o primeiro e único que se antecipou a comprar vacinas em meados de 2020. Inclusive, fazendo também uma parceria com a chinesa Sinovac e o Instituto Butantan para produzir a vacina  Coronavac. Que hoje é responsável por 90% dos já imunizados no País. Lógico que para os negacionistas isso não tem importância alguma... Porém, e felizmente, esta sua iniciativa oportuna de enfrentar de peito aberto as ações excrescentes de Bolsonaro e de seu medíocre ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, está fazendo escola.  Fez acordar a oposição ao Planalto. Já que, entre as duras críticas de entidades cientificas contra esse desumano Bolsonaro, ecoam também hoje severas críticas de governadores, como Eduardo Leite (PSDB-RS), Flavio Dino (PCdoB-MA), Rui Costa (PT-BA), senadores, como Tasso Jereissati e José Serra, ambos do PSDB, e do comedido FHC, dizendo que é preciso dar um “basta” às atitudes do Planalto...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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2022...

Segundo recente levantamento feito pelo instituto Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), nada menos que 50% (!) dos respondentes disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula, se fosse candidato à Presidência em 2022, enquanto 38% sufragariam Jair Bolsonaro. Diante das nebulosas e ameaçadoras perspectivas, cabe perguntar: o Brasil é o país do futuro?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MANSÃO PRA TODOS

Enquanto milhões de brasileiros esperam com ansiedade que o presidente Bolsonaro autorize a prorrogação do pagamento do auxilio emergencial para cobrir suas despesas com alimentação por mais quatro meses, o filhinho n.º 1, Flavio Bolsonaro, o menino da rachadinha, adquiriu uma modesta mansão em Brasília, em um terreno de 2.500 metros quadrados, por módicos R$ 5,97 milhões. Para essa aquisição, ele justificou que usou como entrada R$ 2,8 milhões da venda de um imóvel modesto no Rio de Janeiro e o valor da venda de uma participação em uma loja de chocolates. O restante, R$ 3,1 milhões, foi financiado pelo BRB – Banco de Brasília, em 360 meses, com uma prestação módica de R$ 18,5 mil mensais. Segundo ele, qualquer brasileiro pode conseguir esse financiamento e pagar. Um fato que causa estranheza é que, para um financiamento nesse valor, o banco exigiria uma renda mensal de R$ 46,4 mil/mês e, pelos documentos registrados, ele e a esposa comprovaram renda de R$ 36 mil mensal. O senador atualmente é investigado pelo MP em uma acusação de enriquecido ilícito, por ele ter desviado recursos do seu antigo gabinete de deputado estadual, com um esquema de "rachadinha". Na eleição de 2018, ele declarou um patrimônio de R$ 1,74 milhão. Com essa aquisição seu patrimônio triplicou. No caso da “rachadinha” ele nega as acusações e se diz perseguido por ser filho do presidente, mas, diante desse aumento de patrimônio, não sei se o Ministério Público se convencerá. Em janeiro de 2019, em uma entrevista em Davos, na Suíça, a respeito das investigações do Ministério Público, o presidente falou que: "Se, por acaso, ele (Flavio) errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar".  Segundo divulgação da imprensa, um militar do governo, perguntado sobre se o presidente hoje repetiria essa frase disse que "Duvideodó", e eu, como brasileiro digo o mesmo.

Valdecir Ginevro valdeci.ginevro@uol.com.br

São José dos Campos

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QUIZ

O que dá mais dinheiro no Brasil, vender chocolate ou dar palestras?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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O PIOR DOS MESTRES

Passei a minha primeira infância convivendo com o noticiário sobre a 2ª Guerra Mundial. As batalhas jamais ocorreram no Brasil, contudo, lembro-me bem de minha mãe fazendo pão em casa, pois o trigo era importado e conseguir a farinha já era uma sorte. Conseguir na padaria, uma loteria. Meu pai já assinava o Estadão e, assim que me alfabetizei, passei a ler os assuntos sobre a guerra neste jornal. Aos nove anos, quando fomos visitar minha avó, ao passar em frente ao cemitério de Pistoia, Itália, ao ver aquelas cruzes brancas a sumirem de vista, depois do pico daquela colina, cada uma contendo o corpo de um brasileiro morto em combate, chorei. Essa imagem está gravada em minha mente até hoje. Assim, me acostumei a ler o noticiário internacional, o que faço até hoje. Em decorrência desse hábito, quando o presidente começou a militarizar os ministérios e o próprio Palácio do Planalto, constatei que ele copiava o governo de Hugo Chávez, da Venezuela. Com a diferença de ter pulado o período do coronel e ir direto para o de Maduro. Até me admiro que o ministro Paulo Guedes permaneça no governo, uma vez que se declara liberal. Daí ser bem oportuno o editorial do Estadão do último domingo de fevereiro, a respeito do governo federal. Contudo, depois do seu comportamento abjeto perante a pandemia e ainda me socorrendo do que nos ensina a história, o mestre do nosso presidente é muito pior, pois, é Adolf Hitler, o alemão nascido na Áustria, que se elegeu chanceler da Alemanha em 1933 e já em 1939 invadiu a Polônia, dando início ao conflito mundial. Com o Congresso já cooptado, a única esperança será a intervenção universal, por causa da importância da Amazônia para o clima do planeta. Os que não viveram naquele período da guerra não têm a mínima ideia do estão defendendo. Para os que sonham com um regime parecido àquele para o Brasil, ignoram que não existem aliados de primeira ou segunda ordem, apenas a obediência ao ditador, esteja ele certo ou não.  

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo    

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O GENOCIDA E SEUS CÚMPLICES       

O presidente Bolsonaro atua freneticamente para impedir que prefeitos e governadores negociem as vacinas diretamente com os laboratórios. Bolsonaro insiste em impedir o acesso do povo brasileiro ás vacinas salvadoras, isso é um ato criminoso que tem de ser repelido com toda a força e urgência. As autoridades brasileiras cometem crime de prevaricação ao não tomarem as providências legais cabíveis para afastar Jair Bolsonaro da Presidência da República. Bolsonaro deverá responder processo por genocídio perante o Tribunal Penal Internacional e as autoridades brasileiras que tem poder para agir e não estão agindo para impedir o genocídio continuado do povo brasileiro responderão como cúmplices.      

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo    

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INCAUTO PRESIDENTE

Quando chegar a faixa da idade de Bolsonaro para se vacinar contra a covid-19, nosso incauto presidente continuará afirmando que o "vírus" é uma "gripinha" e se omitirá da vacina ou se deixará vacinar? Aguardemos ...

 Artur Topgian  topgian@terra.com.br

São Paulo

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VACINAÇÃO

Se depender desse governo, pelo jeitão que a coisa vai, imunidade por aqui só mesmo a parlamentar.

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VIAGEM A ISRAEL

Israel terminou a imunização de toda a população com a vacina da Pfizer. Será o primeiro país do mundo que poderá analisar a efetividade da fase 4 contra o Sars-CoV-2, causador da pandemia de covid-19. Uma comitiva de dez pessoas do governo federal viajou para analisar a compra da vacina. Fica a pergunta: qual a razão da viagem se a vacina foi importada e não é fabricada por lá. 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PAREM ESSE CARA!

Na piscina na qual Bolsonaro achava que estava nadando e ganhado de braçadas foi colocado um tubarão.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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SOB NOVA DIREÇÃO

O Ministro da Economia é quem anuncia a antecipação de 14 milhões de doses da vacina pela Pfizer; o ministro da Saúde pede ajuda e Congresso é pressionado no combate à covid-19. O ministro das Relações Exteriores é repreendido por estar sem máscara em encontro para tratar de vacinação.  O presidente afirma estar “namorando” outro partido para chamar de seu. Resumindo, o “país de maricas” tem tudo “junto, perdido e misturado”.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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A DESOBEDIÊNCIA CIVIL E O CORONAVÍRUS          

O endurecimento da quarentena, decorrente da elevação do número de infectados, lotação dos hospitais e da nova cepa – mais agressiva –  do coronavírus, tromba na desobediência civil. Grupos, que vão desde a alta sociedade até aos cooptados pelos esquemas criminosos,  insistem em continuar se reunindo em festas ou eventos esportivos e musicais que potencializam a pandemia e relativizam a ordem oficial. Parece que uma significativa parcela da população ainda não se conscientizou dos riscos. Como todos os vírus, o novo corona se fortalece e se torna mais letal a cada reinfecção.  Na variante brasileira, a covid-19 está levando a óbito jovens e até as crianças. Os governos estaduais – como titulares da Segurança Pública – precisam ter uma postura mais firme. Assim como agem com mão de ferro para obrigar prefeitos e comerciantes discordantes, deveriam atuar quando a desobediência parte de estratos da sociedade. Se não mudarem, perderão o respeito, o que será muito ruim. Grupos sociais (oficiais ou oficiosos), torcidas organizadas e assemelhadas e cidadãos em geral têm de ser responsabilizados civil e penalmente por suas transgressões, principalmente quando se aglomeram para divertimento. Sua diversão pode levar à morte e, por isso, tem de ser contida. É preciso convencer a população de que o recolhimento e cuidados profiláticos são necessários para evitar o alongamento da pandemia, o sofrimento e as mortes por ela causadas. Providenciar vagas hospitalares e tratamento às vítimas também é dever estatal, assim como adquirir as vacinas para imunizar o povo.  

 

Dirceu Cardoso      Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br                                                                                                     

São Paulo

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PROMESSAS DE VACINAS

Promessas de vacinas temos aos montes, mas quando vamos realmente conseguir vacinar 50% da nossa população e conseguir reduzir o número de internados e mortos??? Até quando o brasileiro vai se contentar com promessas de políticos demagogos e não se ater aos fatos divulgados na mídia??? Até quando vamos aceitar ser apenas um vira-lata com sarnas e pulgas??? Será que em 2022 vamos repetir o mesmo erro: trocar seis por meia dúzia??? Aff, como mudar essa sina???

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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O PAPA NO JARDIM DO ÉDEN 

O papa Francisco, saído do pampa argentino, foi ao Iraque em busca do Jardim do Éden, na confluência dos Rios Tigre e Eufrates, onde, disse ele, começou a civilização. O Vaticano foi contra a invasão americana no Iraque, para derrubar Saddam Hussein, que não tinha nenhuma "arma de destruição em massa", como afirmava George Bush filho. A maior especialidade da civilização humana parece ser a guerra, por motivos econômicos, religiosos ou por eventuais loucuras ideológicas. Desde que o homem inventou Deus e se diz filho Dele, não pararam mais as lutas em nome de Deus, para encobrir interesses unicamente materiais, como o ouro, que sustenta as religiões, suas igrejas e os que delas se valem para subjugar os povos tolos de todas as épocas. De nada adianta tantas conquistas no mundo da ciência e do avanço tecnológico, se a humanidade, em sua maioria, continua mergulhada na ignorância das cavernas de onde ainda não conseguiu sair. Nos enganem que nós gostamos.

 Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ENTREVISTA MICHAEL KLEIN

Sou assinante deste jornal há dezenas de anos e pela primeira vez encaminho uma mensagem para esta seção, motivado pela leitura da entrevista do sr. Michael Klein publicada ontem.

Desta forma, gostaria de sugerir que todo empresário que  acredita que a sua empresa deveria ser guiada pelas regras ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês) deveria antes de se manifestar a favor ou contra um político fazer um exame de consciência se perguntando: como o mesmo construiu a sua trajetória? De que forma ele vem contribuindo para o progresso da sociedade? Qual foi a sua relação com os recursos públicos. E finalmente, eu contrataria este político para administrar a minha empresa?

E.D.Cordeiro eduserbox@gmail.com




 

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