Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Mistério da Saúde

O País está à deriva. O fato de a dra. Ludhmila Hajjar não aceitar a chefia do Ministério da Saúde demonstra mais uma vez que o presidente da República continua dominado pelo negacionismo e pelo anticientificismo. Enquanto isso, as mortes por covid-19 batem recordes, estamos sem vacinas e sem perspectivas para sair desta imensa crise. Triste Brasil.

Não menos importante, cabe serem investigadas pelas autoridades tanto as ameaças que a médica sofreu nas redes sociais, demonstrando coordenação, quanto a tentativa de invasão do hotel onde ela estava hospedada. Isso é banditismo.

CALEBE HENRIQUE B. DE SOUZA CALEBEBERNARDES@GMAIL.COM

MOGI DAS CRUZES

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Manifestações bolsonaristas

O bolsonarismo vem ecoando palavras do seu líder pelas ruas a favor da intervenção militar e do fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Estranho, porque foi isso justamente o que o bolivariano Hugo Chávez fez na Venezuela. Seria o STF culpado pelo fato de o governo não ter adquirido a tempo as vacinas necessárias para imunizar os brasileiros? Por não ter uma política para reduzir o desemprego, buscar soluções para a economia? Ou não apresentar projetos sólidos, em dois anos, para a educação e a saúde pública? Seria o STF o culpado, enfim, pela má gestão de Bolsonaro, pela escolha de ministros depois demitidos, ou quem praticou uma política de destruição do meio ambiente, passando a boiada? Esses pseudopatriotas incautos, alienados, precisam rever a sua prática de ter políticos de estimação. Na democracia isso nunca acaba bem – a Alemanha de Adolf Hitler, a Venezuela de Nicolás Maduro, o Chile de Augusto Pinochet que o digam a esses brasileiros que se acham acima da verdade.

RAFAEL MOIA FILHO RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

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Contra a democracia

Atos contra o isolamento social, com pessoas defendendo intervenção militar e retirada do governador são insanos. Mas a insanidade é contagiosa e ameaça as bases da democracia. Eleições periódicas, três Poderes autônomos agindo harmoniosamente, liberdade de imprensa e respeito às leis – a escolha entre a barbárie e a civilização parecia já ter sido feita na segunda metade dos anos 1980. Mas, não.

MARCELO KAWATOKO  MARCELO.KAWATOKO@OUTLOOK.COM

 SÃO PAULO

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Credulidade

Segundo a ministra Damares, não demora e o Brasil estará “vacinando o mundo”. Os que acreditam só estão esperando ela descer da goiabeira...

A. FERNANDES STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Frentes de imunização

Precisamos de duas frentes de vacinação. A do Sistema Único de Saúde (SUS), para vacinar os grupos de risco, e outra, da indústria e do comércio, para vacinar seus empregados, a real força de trabalho. Não há conflito, são atividades complementares, e a segunda não terá custo para o governo. O presidente Bolsonaro mostra-se preocupado e contrariado com o fechamento do comércio. Por que não possibilita a vacinação organizada pelos empresários? É fácil entender que os mais jovens, entre 20 a 50 anos, são os que tocam a economia e só serão vacinados em 2022. Neste momento não podemos restringir a vacinação.

LUIZ JOBIM, professor titular de Medicina Interna da UFRGS LJOBIM@HCPA.EDU.BR

PORTO ALEGRE

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A mesma moeda

Impressionante a turbulência, a falta de foco e a insensibilidade de governantes, políticos e demais esferas do poder, ressalte-se o Judiciário, num momento extremamente crítico para todos nós. Ideologias, culpados, cargos, ministérios e eleições, incluídos muito ódio e incitação à violência na sociedade, com quase 300 mil mortos na pandemia, e avançando, e poucas soluções, esse é o quadro. Vacinação atrasada, descoordenada, claudicante, além dos fracos cuidados com a saúde, que deixam muito a desejar. Polarização e fumaça que mata pessoas e arruína a sociedade. Egos e soberba nos dois lados da mesma moeda dominando a cena. Nonsense total.

LUIZ A. BERNARDI LUIZBERNARDI51@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Eleições 2022

Vida inteligente

Se a disputa ficar polarizada entre Bolsonaro e Lula da Silva, estaremos diante de uma escolha de Sofia: de um lado, um governo comprovadamente corrupto e, de outro, um governo comprovadamente incompetente. Em comum, o fato de ambos serem populistas. Será que não há mais vida inteligente na política brasileira?

CELSO NEVES DACCA CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Polarização

Inconveniente o cenário “bipolar” Lula x Bolsonaro. Certamente ambos os lados se nutrirão da retórica reativa, o que acirrará cada vez mais a polarização na nossa sociedade. Assim perderemos gradativamente a possibilidade de diálogo e entendimento entre os diversos segmentos, enfraquecendo a dinâmica democrática.

WULF DITTMAR WULF@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Fora da caixa

Como eleitores, é hora de pensar fora da caixa. Chega de Lula, chega de Bolsonaro! Já conhecemos a lamentável trajetória política dos dois. Apoiemos outro candidato, precisamos de uma terceira via para dar nova perspectiva ao Brasil e deixar todo esse atraso para trás!

LIGIA BURANI MARCELOLIGIA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Basta!

Nem Lula nem Bolsonaro! O Brasil precisa de estadistas, e não de demagogos e oportunistas. O povo não pode continuar se enganando.

JOSÉ PAULO CIPULLO J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CONSENSO

O fim da Lava Jato é o único projeto que tem consenso entre participantes  dos Três Poderes da República e em todos os partidos políticos do País. Nesse contexto, aniquilar o comandante da operação, o ex-juiz Sérgio Moro, é mais fácil do que colocar um ladrão de galinhas na cadeia ou roubar o doce de uma criança.  


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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A IGNORÂNCIA DO ESTADISTA

 O estadista Jair Bolsonaro faltou na aula sobre o tema “Estado de Sítio”, antes de ser exonerado da carreira militar, por desobediência. Na verdade, deveria ter lido as cartilhas explicativas sobre o assunto, para não dar vexame ao vivo. Também deveria parar de regurgitar promessas de compra de zilhões de vacinas, quando nem mesmo assinou os contratos de compra e, especialmente, sobre a vacina russa Sputnik V – que ainda não forneceu à Anvisa a documentação necessária –, mesmo assim, diz que já comprou 10 milhões de doses – será de vodca? É lamentável a ignorância do estadista. Pêsames!    

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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EXTINÇÃO DE GASTOS

 

O Brasil em séria crise, gastando o que não tem com a pandemia e auxílios sociais, precisa reduzir gastos e um deles, com apoio da grande maioria dos brasileiros, e que não causará nenhum dano com sua extinção, são os Fundos Partidário e Eleitoral. Que os nossos deputados e senadores pensem no Brasil e, COM URGÊNCIA, acabem de vez com este dispêndio de bilhões.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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AS PANDEMIAS DO BRASIL

Segundo pesquisas, temos menos de 10% de vacinados contra a covid-19, mais de 30% vacinados pró-Lula e outros tantos pró-Bolsonaro. Resumindo,  o País não parece  ter remédio e perspectivas para sobreviver a tanto males.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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SUGESTÃO DE BOLSONARO


Nosso presidente agora sugere invasões de supermercados. Ele tem esperança que muitos aceitem sua sugestão no desespero decorrente da pandemia e falta de vacinas que ele mesmo criou. Quando irromperem os assaltos, ele terá que tomar providências e assumir o poder. Quem disse que era o PT que gostava do regime de Maduro?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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AS PANDEMIAS DO BRASIL

Segundo pesquisas, temos menos de 10% de vacinados contra a covid-19, mais de 30% vacinados pró-Lula e outros tantos pró-Bolsonaro. Resumindo,  o País não parece  ter remédio e perspectivas para sobreviver a tanto males.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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JACARÉ X VACINAÇÃO

Segundo as estatísticas, 89% da população vai vacinar-se contra a covid-19. Acredito que os 11% raiz deverão seguir o mesmo caminho. Trump já está vacinado, escondido, segundo dizem. Bolsonaro deverá seguir o seu “ídolo”. Para a felicidade dos jacarés, e nossa desgraça, ele vai continuar o mesmo tresloucado de sempre.

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas


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TUDO MUITO ESTRANHO    

O genocida Jair Bolsonaro não assina contrato de compra de vacinas já autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas, ou  ao mesmo tempo, anuncia que assinou contrato de compra de vacinas ainda não chanceladas pela agência. Ora, essa posição é clara de quem quer impor o terror aos brasileiros e de quem tem orgasmos pelas 1.500 mortes diárias. Afinal, como não tem nenhum cacoete para essa missão, talvez consiga uma vaga de coveiro. Tudo muito estranho!                                  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

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São Paulo

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Que o ministro da saúde Eduardo “Pesadelo” é uma marionete nas mãos de Bolsonaro não se discute, o que se questiona é quem vai ser o próximo bonifrate, porque o presidente não vai mudar, sempre foi contra a ciência, grosseiro, negacionista, homofóbico, terraplanista e, acima de tudo, arrivista.

Pedro Luiz Leopardi leopardi73@gmail.com


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PARA SER MINISTRO

Para aceitar o cargo de ministro da Saúde no governo Bolsonaro o candidato deve possuir alguns atributos indispensáveis ao exercício da função: ter cara de madeira de lei legítima; ser absolutamente invertebrado; ter alto grau de psicopatia caracterizada por absoluto desprezo e completa falta de empatia com o sofrimento de qualquer ser vivo; e estar disposto a jogar seu diploma, seja ele qual for, na lata de lixo.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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CAOS CONTINUADO


O presidente Bolsonaro está procurando um “boneco de ventríloquo” para ministro da Saúde, pois na verdade ele é efetivamente o próprio, e só está interessado em criar emprego nas funerárias. Sinto vergonha por ver quem me representa!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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RACHADINHAS EM FAMÍLIA?

Foi publicado que há fortes indícios de que o presidente Jair Bolsonaro também fazia esquema de “rachadinha” em seu gabinete, quando deputado. Fosse o Brasil um país sério, e fossem os Três Poderes da República brasileira instituições sérias, o comando do governo brasileiro seria mudado, pelo bem do País e da República. Mas não, por aqui o que há de mais sério, em termos políticos, são as atuações performáticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que tudo fazem para dar um falso ar de seriedade ao picadeiro de circo em que todos os membros desses Três Poderes, juntos, atuam. Só falta refilmarem uma nova versão do filme Bye bye, Brasil.

 

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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POR QUE RACHADINHA NOS GABINETES É TRATADO COMO ALGO NORMAL?

As ocorrências de rachadinhas no gabinetes de políticos brasileiros vieram à tona com as evidências reveladas no caso Flávio Bolsonaro/Fabrício Queiroz. Estas são transparentes e mostram uma evolução patrimonial com enorme prejuízo aos empregados do gabinete e o enriquecimento do então deputado favorecido.

Entretanto, duas coisas aconteceram durante as investigações: 1º) Flávio virou Senador na eleição de 2018; e 2º) seu pai virou presidente da República. Estes dois fatos isolados ou não mudaram os rumos das investigações, a partir de então houve interferência no COAF, o presidente interferiu na PF, um ministro da Justiça saiu do governo inconformado com estas atitudes.

Os tentáculos dessas rachadinhas envolvem muito mais que um gabinete do deputado à época na Alerj, podendo, segundo informações divulgadas na mídia, ter sido praticado em outros gabinetes, como o do ex-deputado Jair Bolsonaro e de seu outro filho Carlos Bolsonaro, vereador na cidade do Rio de Janeiro. Aquela turma que vive saindo as ruas para pedir intervenção militar, parece que não liga mais para essa coisa chamada corrupção...


Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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AUMENTO DE CONTAMINAÇÃO


O aumento da contaminação pela covid.19 precisa de muita reflexão Que começa com  a displicência  do governo federal que não adotou um programa preventivo,  incluindo a aquisição de vacinas. E de outra parte, setores da população  não respeitam as determinações das  organizações de saúde em relação ao isolamento, uso de máscaras e, sobretudo, não participar de aglomerações. Uma situação preocupante.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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FILIGRANAS

Espera-se que o STF não resolva procurar alguma filigrana de menor importância datada de 1889 para declarar nula a Proclamação da República no Brasil, pois não?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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STF


Além do Ministério Público, também muitos brasileiros estão revoltados com pelo menos dois membros da suprema “Corte”. Tá difícil ?! Haja vista  a persistência de seus votos , dificultando o trâmite dos processos. Se fosse possível, deveríamos cassá-los.


Itamar Trevisani – itamartrevisani@gmail.com


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O VÍRUS DA ESTUPIDEZ


"Bolsonaristas fazem protesto contra isolamento social". A manchete no Estadão (15/03) sobre carreatas e buzinaços, realizados em oito capitais pela turma do “Oba-Oba: abram tudo, liberem-nos e o coronavírus”, é um retrato da imbecilidade reinante na classe média infectada pelo vírus da estupidez.  Se apenas esta turma morresse seria ótimo, o problema é que estes idiotas infectarão milhões de pessoas de bom  senso, que se cuidam em vão, no país do Bolsonarão.

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre  

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RISCOS À DEMOCRACIA


Mantida a polarização atual até as eleições de 2022, a frágil democracia brasileira correrá o sério risco  de extinção. A conferir: o recurso às armas proclamado pelo capitão, vociferando sua condição de chefe  inconteste das Forças Armadas, vai cruzar armas com o exército de Stédile, a serviço de Lula, ameaça já  sustentada no passado. Assim, a pré-anunciada guerra civil, a eclodir após o resultado das urnas, conduzirá o País ao caos irreversível. Aqueles que viveram sob o jugo da ditadura militar e têm noção do que ocorre em Cuba e na Venezuela e imperou na URSS, por mais de 70 anos, sabem do que estou falando. Atenção redobrada!

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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GABIGOL E A (FALTA DE) CIDADANIA

O episódio envolvendo o jogador de futebol Gabigol, do Flamengo, é retrato do momento por que passa o Brasil. O atleta, conhecido por reclamar constantemente da arbitragem por sentir-se perseguido e injustiçado, foi flagrado em cassino clandestino em São Paulo, onde alega ter ido apenas jantar com amigos (justamente num cassino clandestino?). O País vive seu pior momento na pandemia, com Estados e municípios decretando medidas restritivas para salvar vidas, no entanto,  a desobediência a elas é absurda e gritante, proveniente de pessoas  que exigem seus direitos, mas pouco fazem para cumprir regras e deveres de cidadania. Gabigol pediu desculpas pela falta de “sensibilidade”. De fato, fossem os negacionistas, a começar pelo presidente da República, mais sensíveis, não estaríamos nessa situação pandêmica desastrosa. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O CONGRESSO COMO PANDEMIA


Espetacular o artigo O Congresso como pandemia publicado pelo Estadão ontem, elaborado pelo professor Roberto Romano!

Parabens!!!

Carlos Alberto Garcia d.garcia@terra.com.br

São Paulo

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MAIS ROBERTO ROMANO


O professor Roberto Romano foi preciso ao definir O Congresso como pandemia (15/3, A2). No entanto, há que se considerar que o suborno ou a compra do voto ocorreu antes do mandato parlamentar. O eleitor já fora seduzido pelo brilho da prata da benesse prometida ou influenciado pelo fel do chumbo de quem o ameaçava, haja vista a forte influência miliciana no Parlamento e no Executivo de hoje. Muitos desses eleitores já estavam mortos em sua cidadania, antes mesmo que a pandemia lhes tirasse a vida.

  

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas








 

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