Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2021 | 03h00

Ministério da Saúde

Haja coração!

Marcelo Queiroga é o novo ministro da Saúde, o quarto, num momento em que o Brasil virou o epicentro da pandemia de covid-19. A posição do novo ministro não é nada fácil. Caso se destaque e seja um Mandetta, não demora será defenestrado, para não eclipsar o astro-rei. Se for medíocre, acabará como o general Eduardo Pazuello, que saiu menor do que entrou. O verdadeiro ministro da Saúde é Jair Messias Bolsonaro. E nós? Ora, nós continuamos entregues à nossa própria sorte...

LUIZ THADEU NUNES E SILVA LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Mais do mesmo

“Ministro executa a política do governo”, afirmou o novo titular da Saúde, dr. Marcelo Queiroga. Seu antecessor, Eduardo Pazuello, havia dito que “um manda, outro obedece”. Qual a diferença entre as duas afirmações? Absolutamente nenhuma.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Prova de resistência

Estamos todos muito curiosos para ver quantos dias o dr. Marcelo Queiroga vai aguentar no cargo. Quantos rounds de bronca e humilhação ele vai aturar do presidente Bolsonaro?

KÁROLY J. GOMBERT KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO

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Sem saudade

O general Pazuello finalmente saiu do Ministério da Saúde. Mas já foi tarde e não deixa a menor saudade. Sem nenhuma dúvida, esse senhor trapalhão foi o pior ministro que já existiu em toda a História da República. Mas é preciso mais: apurar as responsabilidades dele e de seu chefe pelas quase 300 mil mortes por covid-19.

PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES PPECCHIO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Responsabilização

O general Pazuello até tentou fazer algumas coisas, mas foi sumariamente desautorizado por seu chefe. De nada adiantará mudar o ministro da Saúde se Bolsonaro continuar a tomar todas as decisões sozinho, do alto de sua ignorância. O novo titular do cargo deveria ter total autonomia e independência em relação ao presidente da República. Nada que Bolsonaro faça ou deixe de fazer vai mudar o fato de que é ele o principal responsável pela catástrofe da pandemia no Brasil, nada vai trazer de volta os milhares de vidas perdidas no Brasil por causa da pior gestão da pandemia do planeta. A dupla Bolsonaro e Pazuello terá de responder, sim, pelas mortes causadas pela pior gestão da pandemia no mundo.

MÁRIO BARILÁ FILHO MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Orgulho?!

“O Brasil pode se orgulhar”, disse Pazuello sobre sua atuação no ministério. Orgulhar-se de quê? Nunca a saúde esteve tão menosprezada no Brasil!

ROBERT HALLER ROBELISA1@TERRA.COM.BR

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SÃO PAULO

Ele e nós

Fomos informados de que o general Pazuello não tem problemas de saúde. Sorte dele. Em contrapartida, a saúde teve muitos problemas com Pazuello. Azar nosso.

RENATO FLAVIO FANTONI RFFANTONI@IDENTIDADESEGURA.COM.BR

ITATIBA

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Omissão

A forma inquisitória adotada pelo sr. Jair Bolsonaro e filho na audiência com a médica Ludhmila Hajjar, bem como as graves ameaças que ela sofreu de milicianos se prestam, mais uma vez, a nos mostrar o caprichoso desinteresse do primeiro com nossa vida e nossa morte e os riscos a que estamos sujeitos com esses bandos de arruaceiros se dizendo de direita. No contexto, constatou-se nas entrevistas às TVs que a médica também fez uma grave denúncia: com um ano de pandemia, não dispomos de um protocolo médico padronizado, e dinamicamente atualizado, indicando condutas terapêuticas para o tratamento da covid. Isso significa que cada profissional age de acordo com seu conhecimento pessoal, ou de sua equipe. Essa situação revela que, não bastasse a omissão presidencial, nossos conselhos de medicina e sociedades médicas, sempre prontos para defender aspectos corporativistas da profissão, não cumpriram seus objetivos estatutários de elaborar orientações para que seus filiados enfrentem, de forma uniformizada, a presente pandemia. Ressalvem-se, por certo, os profissionais da linha de frente, que nem sequer têm tempo para elaborar o mencionado protocolo. Inaceitável situação.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Ludhmila e Moro

Assisti à entrevista da dra. Ludhmila e aí entendi o que levou Sergio Moro ao governo. Ao perguntarem por que ela foi conversar com o presidente, sabendo das posições dele, respondeu: “Eu realmente acreditei que poderia haver uma mudança de paradigma por parte do presidente”. Ela chegou com o programa técnico pronto para desenvolver e foi covardemente ameaçada, até de morte, e com fake news. Onde estamos? Barbárie? E Congresso e STF preocupados em enterrar Moro...

CECILIA CENTURION  CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Combate à corrupção

Manifesto

Quero registrar meu incondicional apoio ao manifesto dos promotores e procuradores que defendem a Operação Lava Jato e consideram “impropérios retóricos” as ponderações de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski a respeito de sua atuação. Segundo o manifesto, nos últimos anos operações de combate à corrupção, tais como Diamante, Chacal, Banestado, Boi Barrica, Dilúvio, Suíça, Castelo de Areia e Poseidon, foram anuladas pelos tribunais superiores por meras e espertas tecnicidades jurídicas arguidas por importantes e famosos advogados de defesa. Resta comprovado, portanto, que no Brasil cadeia é apenas para os três pês. Meus efusivos cumprimentos aos signatários do manifesto.

LEÃO MACHADO NETO LNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MINISTRO DA SAÚDE

Primeiro, nomearam um ortopedista, depois, um oncologista e, em seguida, um amadorista.

Agora, nomearam um cardiologista. Será que desta vez vai?

Haja coração!

Luiz Rapio lrapio@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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General Pazuello!!! Descansar!!!


Paulo Cezar Zorzenon ipecampos@uol.com.br


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NOVO MINISTRO DA SAÚDE

Para que nomear um novo ministro, se Bolsonaro já é o próprio?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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MAIS UM


Bolsonaro vive em crise com os seus ministros, exatamente aqueles que ele escolheu para fazerem parte do primeiro escalão do governo. Atualmente, o conflito foi com Pazuello, ex-ministro da Saúde. Num passado recente, houve perturbações com Teich e Mandetta, ex-ministros da Saúde. O presidente ficou mais vulnerável com a saída do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Teve também aquele ex-ministro da Educação Weintraub, que foi se esconder nos Estados Unidos. O ex-ministro da Educação Decotelli tinha um currículo repleto de lorotas. Floriano Peixoto, Jorge Oliveira e Vogel também já passaram pelo Planalto, ao lado do Messias. O mais curioso é o Onyx Lorenzoni, que já ocupou várias pastas em pouco mais de dois anos: Secretaria-Geral da Presidência da República, Casa Civil e Ministério da Cidadania. As incertezas continuam, com Marcelo Queiroga assumindo o Ministério da Saúde. A ineficiência presidencial é assombrosa.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte



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NOVO MINISTRO


O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que lockdowns são utilizados em situações extremas, mas que não podem ser política de governo.  Disse ainda que não pode ser política de governo fazer lockdown, pois há outros aspectos da economia para serem olhados e que, quanto mais eficiente forem as políticas sanitárias, mais rápido vai haver uma retomada da economia. Ou seja, falou e não disse nada que fosse diferente do óbvio por todos conhecido, e o nome disso é enrolação para inglês ver e não desagradar nem a fulano nem a sicrano. Talvez seja por isso ainda que a dra. Ludhmila Hajjar tenha recusado ocupar o Ministério da Saúde, justamente para não passar por uma malabarista de palavras que pudesse, ao mesmo tempo, não contrariar os fatos e a ciência e, ainda mais, não contrariar o “chefe”, que pratica e incentiva uma política negacionista frontalmente contrária a lockdowns e a dados científicos. Mas o único problema é que não se pode simplesmente condenar todo o País ao insano holocausto do anticientificismo, como o quer o presidente Bolsonaro, adequando fatos e dados científicos aos interesses politiqueiros que pretendem manipular palavras e eleitores como se fosse simplesmente possível, no palco da vida real, maquiar verdades científicas e interpretar mentiras políticas.

 

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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BRASIL: EPIDEMIA ATÉ 2025!


Estados Unidos, Canadá, Europa, Ásia e Oceania sem coronavírus até o fim de 2021. Brasil e toda a América Latina, mais a África, continuarão infectados pela covid-19, e sem vacinação total, até 2025 ou por muito mais tempo. Continuaremos infectados pelo coronavírus quando chegarem as novas epidemias já anunciadas e previstas por infectologistas de todo o mundo.


Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre



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ALTERNATIVA AO CAOS

Está claro que mais de 30% da população está farta dos extremos e, se surgir um nome de respeito com potencial eleitoral, o Brasil pode se livrar da ameaça que paira sobre nós: Bolsonaro ou Lula. A questão é como conseguir isso.

No meu entender, bem possivelmente muito ingênuo, sugiro que: primeiro, seja feito um pacto entre todos os partidos, do centro esquerda ao centro direita, para viabilizar uma única candidatura. Segundo, todos esses partidos levariam ao público, para debate, dentro de uma regra estabelecida, seus candidatos e suas propostas e aquelas candidaturas mais bem situadas nas pesquisas seriam apoiadas por todos os partidos.

Seria um plebiscito que traria o foco de atenção da população sobre algo sério e importante para todos. Que levaria o País, novamente, a pensar e projetar o seu futuro, em vez de só comentar e lamentar as tragédias que têm caído sobre nós.

Naturalmente, a mídia deixaria o “samba de uma nota só” (ou seria Desafinado?) para tratar de projetos e ideias estruturantes e, com certeza, daria ampla cobertura às discussões, propostas e perfis dos candidatos.

Seria um movimento cívico, que resgataria a credibilidade da política e a confiança na democracia.

Ruy Salgado Ribeiro ruysalgado@uol.com.br

Ribeirão Preto

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REELEIÇÃO DE DORIA


A admissão pública do governador João Doria (PSDB) de que pode disputar a reeleição do Estado de São Paulo, abrindo mão de seu projeto de concorrer à Presidência da República, em razão do novo quadro da política nacional após a anulação da condenação de Lula e a devolução de seus direitos políticos, é o desenho perfeito do infeliz futuro a que “o País do futuro” está condenado a partir de 2022: Jair Bolsonaro ou Lula da Silva. Pobre Brasil...


                                                       

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO TERRORISTA


As ameaças feitas à dra.  Ludhmila Hajjar pelas redes sociais, as três tentativas de entrar no hotel à noite onde ela estava hospedada (quem deu essa informação do hotel onde ela estava que só o governo conhecia?), as mentiras divulgadas covardemente, o que o STF está esperando para condenar todo mundo que age dessa forma covarde que está sendo investigado pela Polícia Federal há demasiado tempo?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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PAÍS SEM GOVERNO SEM RUMO

O Estadão (15/03) brinda seu leitor com o editorial Manobras contra o voto e artigos dos professores Roberto Romano, O Congresso como pandemia, e de Denis Lerrer Rosenfield, O crime compensa!.  Que enfocam as mazelas no Executivo, Judiciário e Legislativo.  O que atesta que está difícil suportar o retrocesso institucional, ético, econômico, etc., que, infelizmente, vivemos no Brasil.  Já que, aquele otimismo que tomou conta do povo brasileiro com os avanços das gestões de Itamar Franco e FHC, como as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a criação de uma nova moeda como o real, dizimando a perversa inflação, a criação do Bolsa-Escola (hoje Bolsa Família) e a façanha de colocar 97% das crianças na escola, etc., simplesmente acabou, foi em vão!   Desde as desastradas administrações petistas de Lula e Dilma, e agora deste esquizofrênico e inconsequente Jair Bolsonaro, a Nação passou a viver indignada e sem esperança.  E, sem desprezar bons momentos (de 8/2016 a 2018) da curta gestão de Temer, de 2003 a 2021, o povo brasileiro teve um único alento.   Como o de priorizar a ética no País, com o surgimento do julgamento do mensalão e a criação da força-tarefa da Lava Jato! Que, finalmente, levou à condenação e prisão políticos, empresários e outros poderosos fomentadores da corrupção.  Porém, dos outros avanços, mesmo que tímidos que tivemos, como por exemplo na Lei Eleitoral, da ficha-limpa, etc., como diz o editorial, o Congresso, quer jogar no lixo. Até desejam consagrar a impunidade, depois da prisão do deputado, mais para terrorista, Daniel Silveira. Assim como cabe muito bem o título do artigo do professor Romano, O Congresso como pandemia.  Parlamento que, infelizmente, vive de consagrar privilégios e abraçar seus corruptos sem coragem e dignidade pública de penalizá-los no Conselho de Ética. Que se transforma numa verdadeira pandemia fomentada nesta Casa das Leis.  Já o professor Denis, analisando com propriedade a absurda decisão do ministro do STF Edson Fachin, de anular as condenações de Lula, e da 2ª Turma do STF, de querer transformar o ex-juiz Sérgio Moro em criminoso, e humilhá-lo, acusando-o de ter sido parcial nas suas condenações implacáveis da Lava Jato. O que pode dar um salvo-conduto a todos os corruptos condenados. Neste sentido, Denis escreve: “Se o prestígio do Supremo Tribunal já não é grande, sai agora diminuto”. E “os ricos e as elites políticas e partidárias sairão sorrindo, assobiando e declarando que foram injustiçados durante todos esses anos” ...


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RIO, CIDADE LIXÃO

Andando pelo centro do Rio e vendo o estado lamentável do mobiliário urbano, verdadeiras crateras nas ruas, prédios decrépitos e degradados, tudo pichado e vandalizado por uma ignorante população de rua e que não sofre qualquer tipo de repressão, percebemos o quanto é atrasado este nosso país. No caso do Rio, ainda temos o bairro de Copacabana, o cartão-postal da cidade em péssimas e lamentáveis condições. O incrível no Brasil é perceber que o poder público neste país não cuida de rigorosamente nada e tampouco fiscaliza nada!! A cidade, totalmente esculhambada, onde nada funciona, suja e deplorável sob todos os aspectos, é o retrato perfeito da criminosa e inoperante  governança, como é o retrato do seu também atrasado, ignorante e lamentável povo. 


Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


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PANDEMIA

Em 15 de março de 2021, foi dada a largada do Ministério da Saúde do governo Bolsonaro para combater a pandemia de covid-19 que já vitimou mais de 270 mil brasileiros. Muita tristeza...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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O BRASIL NUNCA DESCEU TÃO BAIXO

Jair Bolsonaro não sabe, mas seu governo já acabou. Ele será julgado, condenado e preso muito antes das próximas eleições. As pessoas que ainda fazem parte deste governo criminoso deveriam entregar os cargos e se afastar o máximo possível de Bolsonaro, sob pena de responderem com ele, quando a hora chegar. As ameaças à médica que poderia assumir o Ministério da Saúde são o ponto mais baixo a que o Brasil desceu na sua história. Bolsonaro é hoje comparável a Hitler no fim da 2ª Guerra Mundial. É apenas uma questão de tempo para terminar seu reinado de terror.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CEMITÉRIOS INSUFICIENTES

Em vez de agilizar o setor da construção civil, criar milhares de empregos construindo moradias populares e obras de saneamento ambiental, conforme o alardeado Marco Legal do Saneamento Nacional, o governo Bolsonaro, com seu negativismo e atraso atroz no combate à pandemia, ensejou muito para o total de 280 mil cidadãos brasileiros mortos pela covid-19. Brasil afora os cemitérios estão lotados ou em estado precário, poluindo o solo e lençol freático. Em São Paulo, capital, sepulturas são esvaziadas para dar lugar a novos enterros (sic) em massa, tudo precário. Aqui em Rio Claro, desde 2009, as autoridades municipais parecem ignorar meu alerta por meio de minha proposta no Movimento Cívico Por Mais Um Cemitério Municipal, pois o nosso São João Batista – construído pela Câmara Municipal e filantropos entre 1873 e 1875, quando a prefeitura carecia de recursos (!) –  está lotado e , atualmente, outro não construíram por falta de vontade política. Como ficaremos se em breve tivermos a esperada pandemia de tifo por falta de saneamento? O senador Tasso Jereissati, em entrevista recente ao Estado, tem razão: "Alguém precisa parar esse cara!'.  


Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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FESTAS DURANTE A PANDEMIA

Tenho uma sugestão para ver se conseguimos diminuir tantas festas clandestinas nesse período tenebroso que estamos vivenciando : toda pessoa que for pega neste tipo de evento deverá ser identificada com nome e CPF e ser obrigada a trabalhar por 15 dias na linha de frente dos hospitais que cuidam da covid, conduzindo pessoas que foram a óbito, limpando áreas infectadas, etc. Depois dessa experiência quero ver quantos estarão dispostos a frequentar novas festas.


Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo


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A COVID-19, OS PREFEITOS E O FEDERALISMO


Embora exista em nossa Constituição desde 1889, o federalismo só agora poderá começar a ser aplicado no Brasil, onde é nítida a supremacia da União e dos Estados sobre os municípios. A vida sob o coronavírus está mudando o quadro e levou o Supremo Tribunal Federal a garantir a governadores e prefeitos o controle das ações. Mais do que enfraquecer o poderio federal, o ato colocou o fardo pesado sobre os ombros dos governantes regionais e locais, ficando para a União a tarefa de pagar as contas. Houve governadores que aproveitaram bem o momento e tiveram bom resultados, outros deixaram-se levar por irregularidades (e até corrupção) e hoje pagam o preço, e ainda há os que tentaram tirar proveito político da situação, o que parece não ter dado muito certo. Depois do protagonismo dos governadores, temos hoje a ação dos prefeitos. O de Araraquara decretou lockdown no mês passado, assim que descobriu a existência em sua cidade da variante Manaus do vírus. Agora, os governantes de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, duas “capitais regionais” paulistas, também adotam medidas restritivas por conta do elevado porcentual de lotação dos hospitais. Diferentemente dos governadores, que agem por amostragem, prefeitos atuam à sombra da realidade local que vivem no seu dia a dia. Várias capitais e inúmeras cidades pequenas e médias já estiveram fechadas e hoje avaliam os resultados. Os prefeitos poderão conseguir o que os governadores não alcançaram e, se contribuírem para amenizar ou terminar a infestação, ficar em condições de lutar por mais poder e até uma fatia mais generosa do bolo de impostos que se arrecadam. Nas reformas administrativa, econômica e política que se avizinham, poderão obter melhor posição com o demonstrativo de que toda ação desenvolvida diretamente com a comunidade é mais eficiente do que as gestadas nos gabinetes das capitais. Se conseguirem, terão também conquistado o federalismo, que é a união dos entes federados, cada qual com sua autonomia e todos constituindo os Estados e a Federação. Isto é exatamente o contrário de hoje, quando o grosso do poder está nas capitais federal e estaduais...

     

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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RETOMADA DA ECONOMIA


A retomada da economia só existirá com o poder de compra da população, portanto não ocorrerá dentro da filosofia do governo Bolsonaro que tem como pilar retirar o poder de compra da população. Muitas cidades têm os servidores públicos como principal força de sua economia e entrarão em colapso, assim como a saúde pública. Com a população sem renda, a utilização do serviço público aumentará como aumentarão os gastos. Portanto a economia não existirá e a corrupção aumentará,  porque onde há gastos públicos há 30% da propina.


Franz Josef Hildinger frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande


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PROMOTORES X MINISTROS


De um lado, mais de um milhar de promotores da Justiça e procuradores da República. Todos ocupando esses cargos por concurso. Do outro, alguns ministros escolhidos por políticos investigados ou mesmo já condenados. 

Acrescente-se que os cidadãos, a quem estes ministros deveriam servir, repudiam suas decisões e pensam como os procuradores e promotores.

É fácil enxergar qual lado é o certo.


Marcos Almeida Prado lefevre.part@hotmail.com

Curitiba


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TAXA SELIC


Com o despertar do dragão da inflação, que, em 12 meses, deve aproximar-se de 7% (!) em abril próximo, a taxa Selic, estacionada no primeiro-mundista índice de 2% ao ano desde 2015, deverá iniciar sua trajetória crescente a partir da reunião do Copom hoje. Segundo previsão de 54 instituições do mercado, 52 esperam que a nova taxa seja de 2,5%, encerrando 2021 em nada menos que 4,5%.Quem sobreviver verá...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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RECADO AO LEGISLATIVO

      

Determinadas ocupações governamentais são regidas por regras inacreditáveis, incomuns e inconcebíveis na iniciativa privada. Carecem de um ajuste racional para corrigir tamanha discrepância. Em toda classe há deslize de algum dos seus integrantes. Na área governamental, em alguns casos, o malfeitor sem prisão é “prematuramente aposentado” e premiado com salário integral, como se estivesse na ativa. É um autêntico caso de “premiação” ao transgressor alijado. Tal fato carece de uma real punição em vez de benefício perene.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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NA CALADA DA NOITE

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma entidade internacional, conhecida também como Clube dos Ricos por exibirem seus plenos integrantes altos índices de PIB per capita e elevados indicadores de desenvolvimento humano, além de um nível de corrupção pelo menos compatível com as exigências para admissão como membro do seleto grupo, status pleiteado pelo Brasil desde 2017 que, se concedido, aumentaria sobremaneira a sua credibilidade internacional e abriria perspectivas para maior interação com economias importantes. Diante, porém, do ambiente de corrupção que atormenta o País há décadas, a entidade vem emitindo, desde 2019, alertas públicos sobre a escalada do problema e chegou a enviar naquele ano missão de alto nível para conversar com autoridades brasileiras e tentar preservar os benefícios advindos dos esforços até então empreendidos para reverter a marcha do mal. O relatório emitido pelos componentes da delegação manifestou otimismo com o que observou à época. Agora, no entanto, diante da impactante decisão da Corte Suprema de esvaziar a Lava Jato e tornar teoricamente elegível o maior ícone da corrupção brasileira, fatos interpretados como evidentes retrocessos, a organização adotou medida inédita contra o Brasil, ao formar grupo permanente encarregado de monitorar o corrosivo quadro, o que, certamente, prejudicará as suas aspirações de ingresso no clube. Comparamo-nos àquela criança mal comportada que dá sinais de melhor comportamento, mas é pega na calada da noite arquitetando travessuras mais nocivas. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

 

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