Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2021 | 03h00

 Desgoverno na pandemia

Horror e insensibilidade

O apavorante cenário de mortes por covid-19 no Brasil, com cerca de 2.700 casos por dia, parece não sensibilizar parte de nossas lideranças políticas. Se algo não for feito já para mudar essa tendência tenebrosa, a tragédia aumentará exponencialmente, com consequências inimagináveis. Inadmissível!

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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Impaciência geral

Não bastassem as imagens de pessoas desesperadas buscando ajuda médica ou cilindros de oxigênio, vemos a burocracia mudar, sem muitas perspectivas, para o que poderia realmente fazer a diferença: a vacinação em massa. Essa falta de perspectiva é tão óbvia que até o Centrão já dá mostras de impaciência. E o cidadão comum, terá ele paciência quando o número de mortes subir para 3 mil, 4 mil por dia e a capacidade de sepultamento se exaurir? Não há regime que se sustente por muito tempo com tamanha repercussão negativa. Some-se o fato de termos milhões de desempregados sem perspectiva de trabalho e uma inflação que atinge o cidadão carente mais fortemente. Para a tempestade ser realmente perfeita, há a possibilidade da volta política de Lula da Silva. Misericórdia!

SERGIO HOLL LARA JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Óleo quente

“A política é do governo Bolsonaro, não do ministro da Saúde. O ministro executa a política do governo”, declaração do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. E o seu juramento? Pelas primeiras palavras do dr. Queiroga, estamos fritos.

SÉRGIO BRUSCHINI BRUSCHINI0207@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Subserviência nociva

O novo ministro da Saúde começa mal, mostra subserviência militar ao presidente Bolsonaro quando admite que o general Eduardo Pazuello fez um bom trabalho. Não vai demorar para dizer que a cloroquina é eficaz.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Amargas lembranças

Um manda, o outro obedece... E aos familiares dos 280 mil que partiram, nossos pêsames.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Só Ele

Parece-me que somente Jesus Cristo faria um bom trabalho no Ministério da Saúde.

CARLOS LEONEL IMENES LEONELZUCAIMENES@GMAIL.COM

NAZARÉ PAULISTA

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Competência reconhecida

Quando a vida da população brasileira estava em jogo e o seu cargo de ministro também, o general Eduardo Pazuello não titubeou e (por ordem de Bolsonaro) cancelou a “vachina” que encomendara ao Instituto Butantan e autorizou a inclusão da hidroxicloroquina nos protocolos do Ministério da Saúde. Quando a sua própria vida esteve em jogo, Pazuello não teve dúvida: foi atrás da competência da dra. Ludhmila Hajjar. Simples assim.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção e Justiça

Anulação de operações

Muito claro e técnico o editorial O escândalo das nulidades (16/3, A3). Contudo tratou de investigações envolvendo grupos economicamente fortes. Nada contra os ricos, desde que a riqueza seja fruto de seu trabalho. O que o editorial deixou de abordar foram os prejuízos para os cofres públicos que se consolidaram e o fato de que as investigações não foram sigilosas e o STJ tinha conhecimento delas. Sem dúvida, o rigor técnico-jurídico deve prevalecer, o que precisa ser corrigido é a morosidade do Judiciário, que deixa correr um processo até o julgamento final em primeira instância sem resolver as questões preliminares levantadas pelas defesas – veja-se o que aconteceu com a decisão do ministro Edson Fachin no caso Lula da Silva. A preliminar de incompetência territorial da 13.ª Vara Federal de Curitiba, que poderia ter sido apreciada no início do processo, só veio a ser julgada depois dos julgamentos de mérito dos processos, até por instâncias superiores. Essa postura desgasta o Judiciário e deixa a impressão de que o crime compensa, é só esperar. Nesse aspecto, seria importante que se fizesse um debate sério sobre a demora na tramitação dos processos, em grande parte fruto de recursos protelatórios.

ANTÔNIO DILSON PEREIRA ADVDILSON.PEREIRA@GMAIL.COM

CURITIBA

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Ruptura legal

A decisão do sr. Fachin de anular as condenações do ex-presidente Lula da Silva, que tanto mal causou ao Brasil, passa-me a sensação de que o Poder Judiciário brasileiro ficou inútil. O silêncio dos magistrados me deixa temeroso. Insegurança jurídica é o caminho mais rápido para a criminalização do nosso país e para toda sorte de rupturas legais.

ANDRÉ COUTINHO ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Investigação do MP

O editorial O equilíbrio do sistema de justiça penal (13/3, A3) vai ao ponto, em abreviada síntese: “Outro assunto em que o Supremo prejudicou o equilíbrio do sistema de justiça refere-se à confusão entre as funções investigativa e acusatória. Em 2015, por um placar de 7 a 4, o STF entendeu que o Ministério Público pode realizar investigações criminais”. Apenas gostaria de relembrar que a controvérsia da investigação criminal a cargo do Ministério Público (MP) ainda não transitou em julgado no STF. O leading case (Recurso Extraordinário com Repercussão Geral n.º 593.727 - MG) ainda não teve o competente recurso apreciado. Na qualidade de advogado da causa na Suprema Corte, opus embargos de declaração tendo em conta que o MP só poderia investigar de “forma subsidiária e excepcional” se houvesse inércia da polícia judiciária (artigo 144, § 1.º, IV, e § 4.º). O relator é o ministro Gilmar Mendes.

WLADIMIR SERGIO REALE WS.REALE@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Cartas Selecionadas para o fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ATÉ QUANDO?


O porcentual de vacinados no Brasil  é insignificante. É um resultado inadmissível e tem a  ver com a falta de planejamento do governo Bolsonaro. E  para completar, o novo ministro da Saúde não vai mudar o comportamento , ou seja, vai atuar de acordo das determinações do Palácio do Planalto. Até quando?


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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HAJA CORAÇÃO


Agora é oficial. Bolsonaro “entubou” o Pazuello! Sai um general, entra um cardiologista. Que não nos mate do coração...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MAIS DO MESMO


Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde diz que veio para dar continuidade ao trabalho de Eduardo Pazuello. Se é para isso por que foi trocado? Valem apostas por quanto tempo vai ficar.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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NA ILHA DA FANTASIA   

Com 2.798 óbitos em 24 horas, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, juntamente com o ex-ministro Eduardo Pazuello foram, em convescote, comemorar o fato, na "ilha da fantasia". Ora, o novo ministro diz que o ex é competente e que vai continuar na sua trajetória "ipsis litteris". Não se cabendo dentro da nomeação, Queiroga já disse que “um manda, outro obedece”. Na verdade, se o Judiciário não tomar uma providência imediatamente, logo mais chegaremos a mais de 600 mil mortes pela pandemia. Pelo andar da carruagem chegou uma nova hora "H" de um novo dia "D". Quem viver verá! 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A TROCA FAZ PARTE

Para que a imprensa não seja acusada de parcial, conviria informar que o governo FHC trocou seu ministro da saúde cinco vezes. Lula, Dilma e Collor trocaram quatro vezes. O que significa dizer que trocar faz parte, assim como nas urnas o povo também troca ou mantém seus parcos representantes, mantém ou troca também seus periódicos quando esses não primam pela verdade e transparência. Simples assim.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DRA. LUDHMILA HAJJAR

 Em entrevista à televisão, a dra. Ludhmila Hajjar fez o pronunciamento mais contundente e esclarecedor já apresentado no Brasil sobre a atuação desastrosa do governo no combate à pandemia do coronaVírus. Um documento histórico que honra a medicina brasileira e demonstra a calamitosa omissão do governo Bolsonaro, ao desprezar todas as orientações da ciência médica na condução das medidas do Ministério da Saúde em relação à epidemia. O desabafo de uma notável médica que disse o que nenhum médico homem teve a coragem de dizer. Ela teria sido a grande ministra da Saúde, que o Brasil tanto merece, se tivesse liberdade de ação e carta branca para dirigir a pasta mais importante do governo neste momento caótico da vida da Nação. Mais uma derrota da ciência e da competência, diante do governo insano de um charlatão na Presidência.

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CATÁSTROFE NACIONAL

O Brasil não vive um desastre operacional e administrativo apenas na área da saúde pública, por causa da pandemia de covid-19 e o caos no Ministério da Saúde. Evidente que este se destaca devido à tragédia atual em óbitos e colapso nacional, porém estamos diante de uma catástrofe generalizada e sem precedentes em todos os setores, Ministérios e afins desse governo liderado por um homem fraco e incapaz, que se traveste de forte e poderoso, acreditando na própria mentira de que é “mito”. 

Do Ministério da Economia ao do Meio Ambiente, das Relações Exteriores ao da Educação, da Defesa ao da Justiça, e entre todos os outros, observe-se por onde quiserem, com critérios técnicos, matemáticos, estatísticos, éticos, científicos, morais, intelectuais, históricos, culturais, internacionais, etc., usem as metodologias que quiserem para comparar este governo com todos os outros, e se atestará que estamos testemunhando, pagando e sofrendo os atos insanos e suas consequências nefastas do pior presidente da História do Brasil, conseguindo o que parecia ser impossível, superar Dilma e Collor juntos em incapacidade.

Algo precisa ser feito. Os deputados federais e senadores, os juízes do Supremo Tribunal Federal, os empresários, militares de alta e baixa patentes, os juízes e procuradores, os profissionais liberais e estudantes, enfim, todos os que não perderam o juízo e reconhecem isso como um fato elementar, não uma intriga da oposição, de comunistas ou dos chineses, precisam se levantar. Não podemos deixar que uma horda de fanáticos e uma quadrilha de milicianos destruam o País. O momento exige um alto lá! Não precisamos de guerra civil, precisamos da paz civil.  


Sandro Ferreira sandroferreira94@gmail.com

Ponta Grossa (PR)


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ANVISA, REMDISIVIR E COVID-19


É uma satisfação ouvir o diretor-presidente da Anvisa enfatizar a importância da Ciência para a saúde pública que, infelizmente, tem sido colocada em terceiro plano na condução política da pandemia.  

Os graves problemas respiratórios sistêmicos causados pelo Sars-cov-2 se devem a sua replicação nos pulmões, causando processos inflamatórios, respostas imunes inatas e adaptativas. Para evitar o óbito, os heroicos tratamentos médicos atuais incluem, nos melhores centros, a oxigenoterapia e a ventilação, associadas à terapêutica com o remdesivir e o anti-inflamatório dexametasona. Tais drogas foram aprovadas para uso emergencial pelas agências reguladoras, mas o remdesivir, em particular, tem mostrado eficácia limitada, enquanto a dexametasona não inibe a replicação gênica, mas é bastante eficaz como anti-inflamatório.

Pesquisas de reaproveitamento de drogas antivirais para o tratamento da covid-19 mostraram que 332 proteínas do doente podem ser alvos da ação antiviral, afetando o ciclo de vida  do Sars-cov-2. Cerca de 47 medicamentos, entre centenas de outros, têm mostrado potencial para tratamento da covid-19. Alguns deles já estão em fase de avaliação pré-clínica pela FDA. Na opinião desses autores, podemos esperar que a química farmacêutica e a biologia molecular possam criar outro caminho mais adequado e eficaz do que o remdesivir para o tratamento dessa pandemia, como complemento às vacinas (ver White e colaboradores; revista Science 371, 926-931, 2021; 26 de fevereiro).


Antonio C. M. Camargo, professor titular de Farmacologia da USP, e ex-diretor Científico do Instituto Butantan antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo


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UMA NAÇÃO EM LUTO

 Daqui a pouco o Brasil chegará a 300 mil vidas ceifadas pela covid-19. Número que se aproxima ao de habitantes da cidade de  Palmas,  capital do Estado do Tocantins. É muita gente. Milhares de famílias choram a perda de entes queridos. Quanta dor no peito dos  que ficaram e não puderam velar os que partiram. Ah, essa dor não vai passar nunca. E ela será ainda mais forte naqueles que viram  seus doentes morrerem por falta de atendimento digno. Morreram agonizando na entrada de um hospital. Foram em busca de uma chance de continuar vivo,  mas não deu. No lugar de um leito, veio um caixão. E pensar que muitas de nossas autoridades governamentais não admitem,  com tudo isso  que está acontecendo,  que a  saúde pública está em  “colapso”.  Dá medo. Aos que choram a perda  de entes queridos,  aconselho  a perdoar os desprovidos    de sentimento de piedade,   que abriram suas bocas para dizer:  “Chega de frescura e mimimi”. Eles estão focados nas eleições de 2022 e  não lhes sobra tempo sequer para expressar condolências.    Rogo ao Nosso Bom Deus que conforte os corações enlutados. Um lembrete: precisamos valorizar o nosso voto. Não podemos votar de qualquer maneira. Sempre que chegam as eleições, cometemos um monte de asneiras.   Choremos os nossos mortos, ninguém pode nos fazer calar. Os gracejos dos insensatos um dia Deus vai julgar.

 Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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GUERRA AO CORONAVÍRUS NO EXTERIOR

O governo de Joe Biden precisou de dois meses para aliviar a carga da covid-19 em seu país, reduzindo a taxa diária de contaminação em mais de 50%.

Fosse Bolsonaro menos prepotente, encontraria a saída para o Brasil também adotar as medidas adequadas a fim de controlar a pandemia, mas objetividade e compromisso não fazem parte de suas decisões a respeito da doença.


Biden já prevê a antecipação da volta à normalidade em 4 de julho, Dia da Independência do país,  preconizando que os festejos da data serão  comemorados com um churrasco. 

No Chile, Sebastián Piñera vem recuperando  paulatinamente sua popularidade graças ao êxito nas medidas de política sanitária que adotou.

Acorda Capitão, deixa o ministro da Saúde que acabou de nomear tomar as medidas recomendadas pela ciência e não o obrigue  a dizer amém a suas ideias preconcebidas.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo


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VEREMOS?


Quando veremos a espetacularização da vacinação do negacionista-mor do Brasil? A água está batendo...


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo



OBEDIÊNCIA OBRIGATÓRIA


Nas democracias de verdade: a política de saúde é um direito e um dever

do ministro da saúde. A frase “manda quem pode e obedece quem tem juízo”é muito apropriada nos regimes totalitários ou aos presidentes que não são adeptos da democracia e usam como arma a caneta que demite os “desobedientes”.


José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto


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A TRAGÉDIA BRASILEIRA

O Brasil está vivendo uma interminável tragédia, estão morrendo tantas pessoas por dia como morreram no atentado das Torres Gêmeas em Nova York, e tudo indica que a pandemia vai se agravar ainda mais no País. O que está acontecendo no Brasil não é uma fatalidade, existem responsáveis pela dimensão da tragédia brasileira. A pandemia poderia ter sido muito mais branda se o País tivesse se dedicado a combatê-la desde o primeiro momento, usando as armas que todos os países usaram: máscara, distanciamento social e vacina. O presidente Bolsonaro assumiu sozinho a gestão da Saúde na pandemia e se dedicou com afinco a fazer tudo errado, até hoje ele ataca o uso da máscara e o distanciamento social. Bolsonaro nunca acreditou na vacina, suas ações sempre foram no sentido de não comprá-las e impedir que alguém comprasse as vacinas salvadoras. O resultado é que o País está irremediavelmente atrasado no esforço para vacinar a população. Bolsonaro errou e quer continuar insistindo nos erros. Se dependesse dele o País voltaria à vida normal e a pandemia voltaria a crescer exponencialmente, não há força no universo capaz de fazer Bolsonaro enxergar e compreender o que está acontecendo. As instituições brasileiras estão se tornando cúmplices por omissão do genocídio continuado praticado pelo presidente Bolsonaro contra o povo brasileiro.

 

Mário Barila Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PROPOSTA PARA ‘A VOZ DO BRASIL’

Com o advento da internet e dos celulares inteligentes, tornou-se dispensável o programa A Voz do Brasil, porque a pessoa tem acesso fácil e menos chato às informações que deseja. Como alternativa, podemos publicar diariamente na internet, exatamente às 19 horas, uma lista das ações lesa-pátria cometidas naquele dia pelo Jair Cloroquina Bolsonaro. Sejam elas desafios às regras básicas de contenção da covid-19, interferência nas ações do ministro da Saúde, declarações toscas sobre a situação privilegiada do Brasil na compra das vacinas e, para não esquecer, as críticas ao povo brasileiro que está implorando por vagas nos hospitais. Com tais informações diárias, a população fica mais esclarecida sobre o tamanho do estrago causado pelo capitão!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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RECORDE DE ÓBITOS


Eu não consigo acreditar que a responsabilidade pelas mortes por covid-19 seja somente de Bolsonaro. Percebe-se que entre os Três Poderes existe uma masturbação jurídica (como diria o falecido ministro Sérgio Motta) que não resulta em nada.  Se estão querendo enganar a morte empurrando os processos com a barriga, com a burocracia e com fisiologismo do toma lá dá cá, o plano está dando errado, porque as mortes não param, só aumentam.


Franz Josef Hildinger frzjfs@yahoo.com.br

Praia Grande – SP


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CIÊNCIA PARA TUDO


Torço para que todos os novos adeptos das opções cientificamente comprovadas na medicina passem a também aceitar as opções cientificamente comprovadas na economia. Já pensou? O Brasil cresceria a ritmo chinês. Procura-se um estadista.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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SERIEDADE

Ao célebre dito "O Brasil não é um país sério" (apud ex-diplomata Carlos Alves de Souza Filho) deve ser acrescentada a pergunta: será algum dia? A ver...

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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JB X LULA

Em 2018, por aversão e repúdio ao sórdido lulopetismo, o País elegeu Bolsonaro. Em 2022, por aversão e repúdio ao desgoverno negacionista, retrógrado e autoritário bolsonarista, o eleitorado pode eleger novamente o ficha-suja Lula. De um lado, a boçalidade explícita; do outro, o corruptismo escancarado e o aparelhamento do Estado. Como se vê, "o país do futuro" não tem mesmo futuro. Pobre Brasil...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DESESPERO DOS AUTOCRATAS


O grande desespero dos governantes eleitos democraticamente, e que têm tendências ditatoriais é perceberem que ao chegar ao poder não conseguem com suas posturas  alcançar de fato ditas realizações autoritárias. Em razão disso, criam inimigos a todo momento, e vão, ao se aproximarem do fim do mandato, entrando em desespero irracional, ao entenderem que seus objetivos reais jamais serão alcançados.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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AS BOAS INTENÇÕES DE OBAMA

O acordo nuclear com o Irã em 2015 foi considerado na época a grande conquista diplomática do mandato do ex-presidente Barack Obama. Só que as aparências enganam: seis anos depois, o Irã se encontra a semanas de produzir a sua bomba atômica. Ele utilizou boa parte dos recursos obtidos em virtude deste acordo para financiar uma escalada militar sem precedentes: montando instalações nucleares em vários locais do país, produzindo todo tipo de mísseis balísticos, fornecendo equipamentos sofisticados para grupos terroristas em toda a parte, etc. Hoje, mais de 150 mil mísseis iranianos estão no Líbano apontados para Israel e, mais cedo ou mais tarde, uma guerra de imensa magnitude deve acontecer em decorrência disso. Repetidamente, os hutis bombardeiam com mísseis e drones as instalações sauditas de petróleo, as principais do mundo. Intervenção na Síria para salvar o ditador que usou armas químicas contra sua população, foguetes sendo lançados contra bases americanas no Iraque, atentados na Índia, tornando-se um dos maiores apoiadores de Maduro na Venezuela e o principal consumidor da tecnologia militar da Coreia do Norte, etc. Em todos estes gatilhos, está o dedo persa. Pobre Obama, sua intenção era boa. Mas como diz a expressão popular: “De boas intenções, o inferno está cheio”.

Jorge A. Nurkin Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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