Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2021 | 03h00

 Desgoverno e pandemia

Operação de guerra

O novo, ainda não empossado, ministro da Saúde teve direito a estas frases encorajadoras vindas do Congresso: “Não teremos paciência com ele” e “é acertar ou acertar”. É claro que há pressa, mas é preciso deixar o discurso político de lado e examinar a situação em que nos encontramos. Quaisquer que sejam as medidas tomadas, por mais draconianas que sejam, existe a inércia do processo. Os casos de covid não vão diminuir nos próximos 10, 15 dias, pela simples razão de que corresponderão a infecções já contraídas. O que o ministro deve fazer é assumir a direção dessa operação de guerra. De nada adiantarão ações isoladas dos governadores se o Estado A trancar tudo, o Estado B achar que isso não é necessário e o prefeito C organizar passeatas pelo fim do lockdown. As regras de distanciamento social, o uso de máscaras e as medidas de higiene, tão pouco levadas a sério, são indispensáveis. E o exemplo deve vir de cima. Alegar que os que têm de trabalhar se aglomeram nos ônibus e metrôs não pode servir de desculpa para promoção de eventos sociais. De nada servirá cessar as atividades produtivas se isso for pretexto para aglomeração nas praias. Sim, há situações em que as aglomerações são inevitáveis. Será preciso conviver com elas e encontrar mecanismos de compensação para empresas e empregados que tiverem ociosidade forçada. O trabalho online deve ser incentivado. Mas não existe, por exemplo, encanador online... A situação é grave e tornar isso público não é sinônimo de praticar terrorismo. A vacinação é a luz no fim do túnel e a missão do novo ministro é tornar realidade as previsões do antecessor.

ALEXANDRU SOLOMON ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Pesadelo

O novo ministro da Saúde saltou de paraquedas e não tem ideia de onde vai pousar, enquanto o antigo se agarra à âncora, na base do daqui não saio, daqui ninguém me tira. Seria cômico se não fosse trágico. Os brasileiros, realmente, não mereciam viver este pesadelo.

ELIANA PACE PACECON@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O caos vem aí

O presidente da República está preocupado com a pandemia. Mas só agora? E quando ele dizia: “E daí?”. Isso deve ser levado em conta. Parem esse cara!

RICARDO FIORAVANTE LORENZI RICARDO.LORENZI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nova churrascada?

Será que Jair Bolsonaro vai reunir novamente seus camisas pardas no Alvorada, agora para um churrasco dos 300 mil?

MARIA CECILIA PENTEADO B. RINO CECILIABUSCHINELLIVET@GMAIL.COM

SANTOS

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Desumanidade

Depois de vermos a covardia de desvio de recursos das merendas escolares, retirando da boca de muitas crianças o único alimento do dia, agora assistimos ao superfaturamento na compra de insumos e aparelhos médicos, em plena pandemia. Políticos com sangue nas mãos como conseguem dormir? Um país onde até o passado pode ser mudado, sem idoneidade e respeito pelo sofrimento alheio, como poderá subsistir?

ANGELA BAREA ANGELABAREA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Anistia para as igrejas

Tabela do Imposto de Renda

O Congresso Nacional, em parceria com o governo federal, anistiou as dívidas fiscais das igrejas, num montante de mais de R$ 1 bilhão. Enquanto isso, a Tabela do Imposto de Renda na Fonte continua sem correção, indefinidamente.

JOÃO ERNESTO VARALLO JEVARALLO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pagamento de dízimo

Os principais membros de certas igrejas são pessoas muito ricas que não se preocuparam em pagar os tributos de que suas organizações eram devedoras, incluindo as contribuições de aposentadoria de seus funcionários. Agora, uma manobra do nosso presidente – em conjunto com o Legislativo – perdoa essas dívidas, com o objetivo de comprar seus votos em 2022, que, afinal, é a única coisa que interessa a Jair Bolsonaro. Se no futuro faltar dinheiro para as aposentadorias, pouco importa. Somos todos nós, como sempre, que vamos pagar.

ALDO BERTOLUCCI ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Um novo Brasil

Sonhar e construir

Excelente artigo-resenha Sonhar e construir um novo Brasil (18/3, A2), de Nicolau da Rocha Cavalcanti, sobre o novo livro do professor Modesto Carvalhosa, que apresenta “soluções coordenadas” não apenas para resolver questões pontuais, mas enfrentar “de forma consistente as causas dos muitos e variados problemas do Brasil”. Uma Nova Constituição para o Brasil: de um país de privilégios para uma nação de oportunidades é o título da obra. Modesto Carvalhosa defende uma nova ordem constitucional, com mudanças no plano político, institucional e orçamentário. E enfatiza: “No Brasil não existe uma classe econômica dominante, mas, sim, uma classe política dominante”. Trata-se, como diz o articulista, de um oportuno e necessário convite para sonhar e construir um novo Brasil.

CLEO AIDAR CLEOAIDAR@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nova ordem constitucional

Creio que muitos, assim como eu, também sonham o mesmo sonho de Carvalhosa: uma solução estrutural com nova ordem constitucional. Nós, os sonhantes, só conseguiremos construir um novo Brasil se tivermos poder. E o único poder legítimo numa democracia é o do voto, que temos exercido, mas, tristemente, constatamos que, eleição após eleição, ele somente nos tem levado ao caos: mensalão, petrolão, covidão e morte. Ah, se alguém conseguisse sonhar uma solução democrática que contornasse nossa extrema capacidade de votar errado... Seria o paraíso!

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CENÁRIO RUIM PARA BOLSONARO

Pesquisa Datafolha põe uma pá de cal nas pretensões de Jair Bolsonaro se reeleger em 2022. Se na pesquisa de janeiro, 48% dos entrevistados consideravam ruim ou péssima a gestão do presidente, nesta de março é rejeitado por 54%. Pior ainda, apura o Datafolha que 56% dos brasileiros acham que Bolsonaro não tem condição de liderar o País!  É o preço que Bolsonaro paga por não se preocupar com a economia, com o meio ambiente e, pelo seu autoritarismo, e soberba, se isola e não dialoga com a classe política e com a Nação. Segue literalmente a cartilha do Lula, do nós contra eles...  Porém, é o trato dessa pandemia seu pecado mortal como político.  Despreza as mais 285 mil mortes e a ciência!  Como um real crime contra a humanidade, não comprou antecipadamente vacinas, etc., e ainda se manifesta contra o uso de máscaras, do distanciamento social, e provoca aglomerações. Entre outras barbaridades, pasmem, sugere medicamento sem comprovação científica para a cura da covid-19.  Mas nada do que foi citado acima surpreende para quem acompanha a vida de Jair Bolsonaro. No Exército, foi condenad, e expulso, por indisciplina e ato de terrorismo, quando tentou jogar uma bomba para destruir a adutora Guandu, a mesma que abastece com água potável a população do Rio de Janeiro.  E como deputado e até presidente apoiou ditadores, torturadores, manifestantes radicais ou milícias que pediam o fechamento do Congresso e do STF.  Ora, Bolsonaro pode até pensar, mas o povo brasileiro não é idiota! Está bem acordado...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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QUEM QUER PAZUELLO?

Nem embrulhado pra presente!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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UM MANDA E O OUTRO DESOBEDECE


O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem tudo para dar certo... Desde que  o presidente Jair  Bolsonaro mande e ele não obedeça .


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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MARCHA LENTA OU ACELERADA?

Comemorar a criação de 260 mil empregos formais em janeiro como sinal de recuperação da economia é pura ignorância do “nosso posto Ipiranga”, também conhecido como ministro Paulo Guedes. Qualquer pessoa com "tico e teco" funcionando saberia que, após as comemorações do fim de ano, praias e baladas rolando solto nos feriados e fins de semanas nos meses de janeiro e fevereiro, sem o uso de máscaras e distanciamento social, como defendido pelo  chefe do “posto Ipiranga”, "o mito" (também conhecido como presidente Bolsonaro), o colapso na saúde era questão de dias. Agora, prefeitos paulistas que defendiam Bolsonaro e criticavam João Doria, governador de São Paulo, estão tomando medidas rígidas, para tentar salvar seus mandatos, pois nunca se preocuparam com as vidas dos munícipes.  Mas se os próprios pagadores de impostos (povo brasileiro) preferiram escolher defender o demagogo do Bolsonaro do que se informarem e respeitarem as orientações dos órgãos de saúde, vamos fazer o quê? Tentar pelo menos dar uma cova adequada para eles e/ou seus entes queridos. Enfim, marcha lenta para a economia, mas marcha acelerada para os óbitos. Colhemos o que plantamos, por isso estou usando máscaras, álcool em gel, mantendo distanciamento e viva. E rezo para que Deus me proteja dos ignorantes. 


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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PUXÃO DE ORELHAS       

O chefe do gabinete do ódio Carlos Bolsonaro, que queria enquadrar um youtuber, está com as orelhas latejando, pelo puxão que recebeu da juíza criminal Gisele Guida de Faria. O indeferimento do pedido à pretensão foi nos seguintes termos: “flagrante ilegalidade” praticada por Carlos Bolsonaro, porque ele “não integra o Ministério Público, não é militar responsável pela segurança interna, nem é Ministro da Justiça”. Agora Carlos está em lugar incerto e não sabido (Lins), por mais uma vergonha. Chupa essa “zero dois”!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo



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OS PIORES DO BRASIL


O Bolsonaro foi eleito o pior presidente do Brasil de todos os tempos

Na live de quinta-feira imitou, debochando, alguém sem ar!

Temos então o pior Congresso de todos os tempos!

Senadores não instalam a CPI do coronavírus e deputados não votam o impeachment ! Todos são cúmplices na mortandade!

Tragédia termos um maníaco por mortes, seja de que maneira for, comandando nosso pobre país.

Qual será o número bom de mortos para saciar sua gana?

 

Cecília Centurion cecíliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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POUCA LEITURA E MUITA FAKE NEWS

A convivência com parentes e conhecidos bolsonaristas está ficando cada vez mais insuportável. Enviam-nos diariamente notícias falsas que enaltecem o “desgoverno” Bolsonaro e ficam enfurecidos quando provamos que são notícias falsas. Antes, o “capitão” atacava publicamente dois órgãos da imprensa, alegando perseguição. Agora, praticamente, toda mídia está denunciando as mazelas na “administração” da famiglia Bolsonaro. Apesar, de ele já ter passado de todos os limites, tal e qual Lula, ainda temos no mínimo, 70% de idiotas alienados que os idolatram. Está faltando muita leitura para essa gente. Livros, jornais e revistas têm bons autores de matérias e publicam fatos, opiniões, etc., e podem sofrer processos se mentirem. As redes sociais, não. São focos de desinformações adoradas pelos asseclas do “mito” e podem mentir e caluniar à vontade, que nada acontece. Será que o mundo inteiro está errado e só o nosso tresloucado “presidente” está certo? 

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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MONSTRUOSO

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, corre o risco de ser julgado pela Corte de Haia, que é um Tribunal internacional de Justiça da Organização das Nações Unidas. As inúmeras imagens de Bolsonaro sem máscara, recomendando medicamentos para vermes e lupus como sendo a solução milagrosa para a pandemia de covid-19 circularam pelo mundo. Foram incontáveis os pronunciamentos reiterando que estava tudo sob controle, que o coronavírus era semelhante a uma gripe e que não seria necessário o distanciamento social. Bolsonaro contrariou os cientistas, os médicos e as autoridades dos países civilizados. Os números reais estão sendo divulgados mostrando que já foram enterrados mais de 285 mil brasileiros. A irresponsabilidade do nosso chefe de Estado é colossal.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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LOCKDOWN NO ESPÍRITO SANTO

Procede o cuidado do governador Renato Casagrande em deter a propagação da pandemia, daí determinar o lockdown durante duas semanas em todo o Espírito Santo. É de suma importância salvar vidas e conter o coronavírus. Casagrande, por falta de informação, criticou a ausência de plano federal para o combate à covid-19. Lá atrás o STF determinou que são atribuições exclusivas dos governos estaduais e municipais o combate ao coronavírus, sem interferência do governo federal. Cabe a Bolsonaro, dentro das suas limitações que lhe foram impostas, apenas disponibilizar recursos financeiros, e é o que tem feito.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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CEMITÉRIO DO MUNDO


O Brasil é considerado o “cemitério do mundo”, segundo declaração de um organismo internacional. E pelo visto vamos ter ainda muitas vítimas do coronavirus, pois o governo federal não dá indicações de que vai mudar a situação. Que não estaria tão crítica, se medidas adequadas tivessem sido adotadas desde que as contaminações começaram no ano passado.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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INDULGÊNCIA ALÉM DA LINHA VERMELHA


A margem de tolerância do Centrão ao desgoverno de Bolsonaro é definida pelas benesses que recebe. A indulgência comprada pelo perdão da dívida bilionária das igrejas é um desses parâmetros. Isso é o que define a “linha vermelha” do editorial ( A ‘linha vermelha’ 18/3, A3), apoio regiamente bancado com nosso dinheiro. Não se levam em consideração a desastrosa política econômica e o morticínio causado pela incompetência e omissão na gestão da pandemia. Até o personagem “Tunéscio” encontra dificuldades para justificar seu culto ao mito.

  


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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A LINHA VERMELHA.


Figura apresentada por alguns deputados, a linha vermelha representaria o marco designado para medir as falhas e faltas do presidente Jair Bolsonaro na condução do processo de enfrentamento nacional da covid-19. Para muitos deputados, representantes do Centrão, ele já ultrapassou, há tempos, a linha vermelha, daí que não mais querem ter paciência com o novo ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, não lhe propiciando, então, nenhum tempo de aprendizagem no Ministério. Assim, a sustentação de Bolsonaro pelo Centrão entra em crise, acrescida pela pesquisa do Dtafolha que explicita o índice de 56% dos entrevistados declarando que Bolsonaro não tem condições de ser líder do Brasil. O palco existe, a cena também, mas o desenlace coloca os brasileiros de prontidão!


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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JABUTICABA


Apesar de todas as irresponsabilidades, maldades e incompetência, nestes pouco mais de 2 anos de governo, é fato que o presidente Jair Bolsonaro jamais perdeu a faixa dos 30% de aprovação,  que lhe garante uma das vagas no segundo turno em 2022. O Brasil e tão atípico que arrisco uma lírica contradição. Aqui o presidente do momento, se for candidato à reeleição, só a perde se fizer um enorme esforço. A presidente Dilma fez muito esforço, mas não conseguiu. Foi preciso um impeachment, mais adiante, para corrigir essa dicotomia. Mais uma autêntica jabuticaba nacional.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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BRASILEIROS BARRADOS


Em razão de o Brasil ter se tornado o epicentro da pandemia de covid-19, graças à irresponsabilidade genocida e ao negacionismo do desgoverno Bolsonaro, nada menos que 108 (!) dos 196 países do planeta Terra barram atualmente a entrada de brasileiros, entre os quais Argentina, Uruguai, EUA, Canadá, Portugal, França, Itália, Reino Unido, Alemanha, China, Israel, entre tantos outros. O passaporte brasileiro lamentavelmente virou símbolo de país contaminado. Vergonha!


J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ

O que  FHC e Pelé têm em comum? Dois grandes personagens da história brasileira que mereceram aplausos, enquanto na ativa. Depois que vestiram o pijama, passaram a dar declarações estapafúrdias e incoerentes. O grande ex-presidente FHAC presta um enorme desserviço à nação quando declara seu apoio ao “mais honesto” brasileiro em 2022. É uma pena!


Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

São Paulo


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APAGÃO SANITÁRIO

O Brasil se encaminha para as 300 mil mortes nessa pandemia, vaticinadas pelo ex-ministro Mandetta. Uma verdadeira tragédia, sem precedentes em nossa História, que poderia ter sido em grande parte evitada, não fosse a forma insana como foi tratada pelo presidente da República e a incompetência do ministro que lhe obedece. Mudou o ministro como se troca uma lâmpada queimada. Mas infelizmente não é assim que as coisas funcionam. Queimou porque o circuito elétrico é fraco, incapaz de suportar a carga. Quantos milhares a mais precisarão morrer para que as lideranças políticas desse condomínio resolvam  trocar toda a fiação elétrica desse imenso edifício e, sobretudo, tirar o síndico que não entende de nada? Até quando vão deixar o Brasil nessa imensa e angustiante  escuridão, fruto do desprezo pela vida humana e da irresponsabilidade que provocaram esse apagão sanitário?


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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JUROS NA VEIA, POR FAVOR


A alta de juros não pode ser tecnicamente explicada pelo aumento da inflação, ou pelo menos pela inflação que estamos vivendo. Tudo no supermercado subiu porque commodities, incluindo comida, materiais de embalagem, etc., têm seus preços atrelados ao dólar, que disparou, e não porque temos um aumento de demanda que precisa receber um freio de mão com altas de juros. Dito isso, é fundamental entender que o dólar subiu em função do estado precário da nossa economia, mais especificamente, pela inércia do Congresso em aprovar as reformas que este país desesperadamente precisa. Mas, em um país que por décadas viciou as elites em se alimentar de juros altos em vez de arrumar a casa, aumentar os juros sem pôr o dedo na ferida e atacar a causa raiz é a resposta covarde do Copom. Aliás, todas as grandes economias do planeta viram suas moedas desvalorizando perante o dólar, com consequente impacto na inflação, mas só o Brasil aumentou os juros. Interessante, não?


Oscar Thompson oscarthompso@hotmail.com


Santana de Parnaíba


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TAXA DE JUROS


O mercado já trabalha com uma taxa Selic de 6% até o final deste ano, com estimativas piores para 2022. Esse movimento na taxa vai coincidir com a autonomia do Banco Central, a ser sancionada pelo presidente. Vai ser difícil explicar para o Centrão, que confiou no presidente da Casa na aprovação daquele projeto, que a alta da Selic não é coisa de banqueiro, como afirma a oposição.


  

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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SITES DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO


Eles simplesmente não funcionam. Não adianta clicar em links porque nada acontece, você não é conduzido a outra página. Não adianta clicar em Ouvidoria, porque não existe ou não funciona o link. Falo, por exemplo, do VACINAJÁ. Mandam se informar, quando você atinge a idade para se vacinar, para ver se a vacina está disponível e onde. Se informar onde? Andar até uma UBS só para ver se tem vacina? Tenham a santa paciência! Competência, compromisso, honestidade e menos política barata.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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VETO PRESIDENCIAL


O veto total ou parcial  de uma Lei  é uma prerrogativa constitucional  do presidente da República, por causa de sua  discricionariedade política para considerar uma lei  contrária ao interesse público. Não  faz sentido enquadrá-lo  em  crime de responsabilidade caso  não vete o aprovado pelo Congresso, que representa o interesse público e dos Estados, mesmo porque a lei regressa para o Congresso analisar o veto, que pode ser aprovado ou não pelos parlamentares.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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