Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2021 | 03h00

 Pandemia e desgoverno

Kit covid mata

As mortes pelo uso indiscriminado de vermífugo, antibiótico e antimalárico estão vindo à tona. A ética médica não permite o uso de remédios off label sem comprovação científica, pois não é apenas o risco do médico e do paciente que está em questão. O sistema de transplantes, já sobrecarregado pelos que sofrem de outras doenças hepáticas, terá de acomodar agora os adeptos do kit covid, negacionistas de primeira linha, seguidores da política de desprezo à vida de Jair Bolsonaro. Responderão os médicos que receitaram tal tratamento por essa irresponsabilidade?

ADILSON ROBERTO GONÇALVES PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Segunda dose

O Ministério da Saúde está querendo sabotar a vacinação contra a covid-19? Querer usar as segundas doses, já com destino certo, para aplicá-las em quem ainda não tomou a primeira é sabotar a todos. Pois amanhã ou depois não chegam mais vacinas e voltamos à estaca zero. Chega de nos prejudicar!

TÂNIA TAVARES TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Antolhos

Emblemática a foto na primeira página do Estado de ontem (tira e põe máscara). Está explicado por que o capitão presidente não enxergou até agora a gravidade da pandemia que assola o Brasil: não aprendeu a usar máscara, sempre a coloca sobre os olhos e ela aí vira uma venda.

ANTONIO MANOEL GONZALES SOTELLO TOMSOTELLO@GMAIL.COM

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Tosco e Incendiário

Eliane Cantanhêde conseguiu entrar na alma e no coração de todos nós, demonstrando com argumentos inquestionáveis a barbárie que está sendo cometida contra o povo brasileiro, com arrogância, prepotência, mentiras e ameaças (23/3, A8). Isso não pode e não vai acabar bem. A massa da população está ciente e atenta. E o “gado” está acordando.

MÁRIO LEME MJTLEME@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Festa macabra

Infelizmente, está chegando o dia em que o Brasil vai registrar 300 mil mortos por covid-19. Não queria ver esse dia chegar, será muito triste para todos. Mas para alguns negacionistas pode ser uma data para comemorar. O negacionista-mor, que um ano atrás disse que a doença era uma “gripezinha”, talvez até faça o que sempre fez: reunir-se com seus seguidores e festejar o dia falando bobagens, como é do seu feitio. Gostaria de escrever muito mais, mas não posso aqui dizer tudo o que realmente sinto...

TOSHIO ICIZUCA TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

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Eita, vida marvada!

“É terrivelmente injusto Brasil ser visto como ameaça global”, diz Ernesto Araújo sobre covid. Ele deve achar horrivelmente justo ter terrivelmente evangélicos criacionistas e terraplanistas encabeçando um desgoverno maravilhosamente estúpido.

NELSON SAMPAIO JR. N.SAMPAIO@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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Logística

Alguém expert em logística pode me explicar qual é a lógica de uma carreta carregada de oxigênio vir de Brasília para entregar em Petrópolis, se os parques industriais no eixo Rio-São Paulo são muito mais bem preparados e capazes de engarrafar oxigênio? Creio ser mais uma obra-prima do expert em logística que deixou a Saúde.

MANOEL L. PADRECA MLPADRECA@GMAIL.COM

SALTO

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Filé sem osso

O novo reajuste de soldo para os militares, previsto no projeto de Orçamento da União, é uma afronta a cada trabalhador da iniciativa privada que acorda todos os dias, com pandemia ou sem, e vai à guerra, contra o vírus e a crise econômica. O mínimo que o Congresso tem de fazer é vetar esse absurdo. Para os amigos militares, o filé e a picanha, enquanto a gente só rói o osso.

KARLA THAIS NOBRE ABRAHÃO THAIS@PRESSTALK.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção e Justiça

Que país e este?

Quando eu era jovem, muito antes de 1964, estudava no Colégio Estadual Antônio Firmino de Proença e tínhamos um diretor que gostava de fazer cerimônias cívicas com a presença dos alunos, hasteamento da Bandeira Nacional. Cantávamos o Hino e ouvíamos seu discurso otimista de que pertencíamos a uma geração privilegiada, porque vivíamos no país do futuro. Era uma época em que o nosso professor de História ensinava e comentava quão injusta era a lei do quinto – creio que hoje muita gente tem saudade de pagar só 20% ao governo. Eu e meus contemporâneos não tivemos o prazer de conhecer o tal país. Vivemos num país tão desigual e injusto quanto a França no século 18, com castas dominando o poder sem a mínima satisfação aos excluídos e onde a corrupção acaba com qualquer possibilidade de, ao menos, sonharmos. Aos privilegiados a perfeição do nosso aparato judicial oferece tantos recursos que devem fazer inveja aos povos que se encontram distantes do nosso paraíso, aos excluídos... Deixa pra lá.

WALDYR SANCHEZ WALDYRSANCHEZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Coisa julgada

A propósito da decisão serôdia e singular do juiz Edson Fachin (STF) sobre longínquas decisões do juízo de Curitiba, valho-me do que aprendi na Faculdade de Direito. A coisa julgada só pode ser anulada por outra manifestação formal e competente de órgão judicial. Tendo sido formada, sobretudo, por tribunais superiores, o “foro competente” (STF) só deverá agir, como sempre, por “provocação” de outrem (PGR, OAB, etc.). Não consta ser legal ou constitucional a “penada” produzida pela cabeça de um juiz, monocraticamente, ainda que se sinta “supremo”. Teria sido abolida a coisa julgada?

SELMAR MARQUES ALVES SELMARMALVES@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas de leitores selecionadas para o portal estadao.com.br

ADEUS OCDE

Nossa esperança em fazer parte da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) está fazendo água, em razão do retrocesso ao combate à corrupção provocado pelo governo Bolsonaro. Fazer parte daquela entidade significa: receber mais investimentos estrangeiros, obter mais empréstimos e ganhar respeito na comunidade internacional, além de criar maior atração de nossas empresas, gerando mais empregos e produção em solo nacional. 

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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OCDE E AS LEIS


A minha atenção se voltou para o artigo sob o título A OCDE e o Direito brasileiro, na edição de 21/3,página A3 deste prestigioso jornal. Concordo porque a lei é a primeira fonte do Direito, a seguir outras como os costumes, usos e tradições, com forja na sociedade, pelo povo via seus representantes, sem distinção de credo, cor ou raça, com a grande responsabilidade para combater a corrupção, o terrorismo, o tráfico de drogas, entre outras coisas. No Parlamento é discutida em plenário para ser aprovada ou recusada, após trânsito na respectiva comissão. Informações legais de leis estrangeiras serão bem-vindas desde que não contrariem as leis brasileiras; a Lei 12.683/2012, que alterou a Lei 9.613/1998, trata sobre a lavagem de dinheiro. A propósito, considero o Código Penal Brasileiro um dos melhores do mundo.


Ari Vieira Rodrigues Sobrinho arivieirarodriguessobrinho@gmail.com

Florianópolis



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MARICAS


Para mim, a única explicação plausível para Bolsonaro se dizer ainda não convencido da necessidade de promover o isolamento social para combater a pandemia de covid 1, pode ser a macabra expectativa,  numa leitura tosca dos textos de Darwin, de que nós, os maricas, seremos selecionados para extinção pelo vírus. Assim sendo, só nos restará extinguir sua carreira política. 


Helio Divino de Carvalho hélio.sg.go@gmail.com


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BOLSONARO ESTUDA CRIAR MINISTÉRIO PARA PAZUELLO


Que tal ele passar a cuidar das emas do jardim do palácio?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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RIDÍCULO

O presidente Jair Bolsonaro é ridículo quando diz que “o Brasil vem dando exemplo” no combate à pandemia. Na verdade, o presidente está correto em suas divagações, pois ninguém em sã consciênci, seguiria o caminho do inferno trilhado pelo Messias. O pior de tudo é que ele mente, não fica vermelho e acaba acreditando nas suas excrecências. Pobre Brasil que tem que aguentar tudo isso!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AMAZÔNIA, A NOSSA ESPERANÇA

A reportagem do Estadão, 21/03, sob o título Amazônia sob o olhar global, aborda assunto que, a meu ver, representa o nosso maior trunfo contra a sanha destruidora de um presidente que não cabe neste século. São os fundos de investimentos estrangeiros, que, depois de constatarem ter sido infrutífera a pressão que exerceram sobre um governo preso ao passado e à ignorância, já começam a dirigir as suas aplicações para outros países. Paralelamente, e não por coincidência, o ministro do Meio Ambiente, vai cumprindo a sua cínica proposta de ir passando a boiada da destruição ambiental. Desde as praias do Nordeste até mar adentro, estão sendo autorizadas atividades que poderão causar danos irreversíveis ao meio ambiente e às espécies marinhas. Tomemos como exemplo a autorização em andamento de poços de petróleo do pré-sal na área de influência do arquipélago de Fernando de Noronha. É um bioma único e preservado até agora por todos os governantes minimamente inteligentes que já nos governaram. E para quê? Para a retirada de petróleo do pré-sal, a um custo que, dependendo do momento do mercado, será antieconômico, com a agravante de que os seus derivados estão sendo substituídos, por causa do aquecimento global e da poluição do meio ambiente, notadamente dos oceanos. Com a pandemia dizimando a nossa população, também com a eficiente ajuda do presidente, a atenção da nossa sociedade se desligou das barbaridades perpetradas pelo ministro do Meio Ambiente. Felizmente, quiçá o corte de investimentos externos possa finalmente convencer os nossos representantes a decretarem a destituição de um presidente, que vem destruindo o País e a sua população. Isso não é questão de partido ou ideologia, e sim de sobrevivência.  

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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TERRIVELMENTE NÃO SÉRIO


É preciso fazer força para levar a sério o chanceler Eduardo Araújo quando considera “terrivelmente injusto” o Brasil ser visto como ameaça global por ter se tornado o epicentro da pandemia de covid-19.  Os fatos falam por si: o avassalador número diário de casos e de mortes e as UTIs superlotadas demonstram que a doença está fora de controle. Associado a isso, o ritmo de vacinação está tão lento que proporciona o surgimento de cepas resistentes prontas para exportação. Isso não é discriminação, como afirma Araújo, mas a terrível realidade de um governo sistematicamente negacionista a quem nada mais resta senão negar o óbvio ululante perante o mundo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONERO


O ato de tocar a lira enquanto Roma queimava foi atribuído ao imperador romano Nero como sinal de não se importar com o sofrimento alheio. Algo parecido está acontecendo com o presidente Jair Coloroquina Bolsonaro, cada vez mais isolado e criticado no Brasil, vide a carta dos 500 economistas e empresários, e no exterior pelos dirigentes da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em face disso, o presidente insiste que o Brasil está “dando certo”, apesar dos 300 mil óbitos, 14 milhões de desempregados e da previsão de crescimento negativo do PIB em 2021, efeitos trágicos da falta de política coesa do governo e da atitude negacionista e anticientífica do presidente. No momento, sua atenção está voltada para criar algum esquema para garantir foro privilegiado para Eduardo Pazuello. É revoltante!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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FALSO DILEMA


Tem muita razão Eliane Cantanhêde quando chama a atenção para o seguinte, em sua última frase do artigo Tosco e Incendiário ( 23/3) publicado no Estadão: “A divisão do País não é entre Bolsonaro e Lula, direita e esquerda, mas sim entre um bolsonarismo tosco e incendiário e todo o resto que, independentemente de ideologia, usa outro tipo de armas: inteligência, competência, defesa da economia e da vida. Cada um escolhe o seu lado. E que depois preste satisfações à história e ao Brasil”.  De fato, não se trata mais de escolher entre Bolsonaro e a esquerda ou direita, como se a questão fosse ideológica  porque não é.  Isso que se coloca é um falso dilema e uma armadilha perigosíssima! A questão fundamental é escolher entre um estado de  normalidade política e institucional a que temos direito e a loucura e a depravação mental constantes em Bolsonaro,  potencializadas por seus apoiadores igualmente insanos. Ou nos livramos disso ou estaremos condenados a viver num perigoso estado de instabilidade,  cujas consequências podem ser irreparáveis, tais os danos advindos do caos que são capazes de provocar. Parece exatamente isso que esse senhor mais quer. 


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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‘FREANDO BOLSONARO’


A propósito do editorial Freando Bolsonaro, do nosso jornal Estadão, é preciso que o presidente entenda que não é a corda que está esticando; mas sim o saco da população, que está muito cheio e a ponto de estourar de tanto ouvir suas declarações desconexas, odiosas e de baixo calão.

Muito faz quem não  atrapalha.


José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto


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É UM CASO DE POLÍCIA

 

O preço da carne, no popular, “é um caso de polícia”, por causa da dura realidade. Desemprego, lockdown, dólar em alta (eleva o preço dos produtos veterinários e reduz o consumo interno pela vantagem na exportação), gado com pouco alimento natural em razão da pouca chuva, alta do preço da ração para o boi confinado e a carne escassa na mesa em consequência da redução do poder aquisitivo. Está ruim para o consumidor e também para o pecuarista. É ilusão, perda de dinheiro arriscar nas lotéricas, só eleva o déficit... O que fazer? Trabalhar mais? Como? O coronavírus está ativo... Olhe para os lados. Tem muita gente em situação pior que a sua. O jeito é apertar o cinto e erguer as mãos aos céus, agradecer por não se contaminar, não ser vítima fatal e não passar fome.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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SERIA CÔMICO

Seria cômico, se não fosse trágico! A famosa música de Dominguinhos Isso aqui tá bom demais serve perfeitamente como tema dessa novela que se tornou o circo de horrores que é a troca do ministro(?) Pazuello pelo dr. Queiroga: “...Olha, isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais.

Olha, quem tá fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai”.  Pois é. Até quando suportaremos os desmandos desse desgoverno ? Não vislumbramos o fim de sua incompetência e maldade. Senador Pacheco : quantos mortos a mais espera para a criação da CPI ? Deputado Lira : quantos pedidos a mais de afastamento do presidente serão necessários para que tome uma atitude ? 

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto


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O BRASIL É UM RASCUNHO DE PAÍS


 A impressão do Brasil é que seu criador estava bêbado e usou o rascunho e não o projeto final.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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NECESSIDADES REAIS


Bolsonaro deve sancionar ato em prol de monocular (22/3), sancionando a obtusidade familiar e condenando brasileiros úteis à deficiência até então inexistente e a não conseguir sair do salário mínimo pela vida inteira. Pessoas com visão monocular desenvolvem outras habilidades para suprir a falta de visão de um olho, desenvolvem carreiras e levam vida normal. Permito-me afirmar isto porque conheço três pessoas assim. Se for mesmo sancionado, logo a primeira-dama apoiará a sanção à deficiência dos que tem queda de cabelo, calvície, e outras causas desnecessárias. Sugiro à primeira-dama fazer uma ação mais útil em matéria de vacinação de todos no primeiro semestre de 2021, em obtenção de leitos e insumos hospitalares e em outras necessidades reais do País.

Suely Mandelbaum, suely.m@terra.com.br

São Paulo


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GOVERNO ACÉFALO

“Economistas e Banqueiros pelas Vacinas” e "Empresários pela Renda Básica”, como noticiou o Estadão (22.3.21), demonstram claramente que lideranças da sociedade brasileira, finalmente, se dão conta de que, na omissão do governo, cabe às pessoas responsáveis tomar as iniciativas para combater a epidemia e suas consequências sociais e econômicas. Isolar um presidente desqualificado e sua equipe de medíocres é uma questão de segurança e salvação nacional. Esta louvável iniciativa foi uma lufada de oxigênio numa nação entubada na UTI da indigência governamental nacional.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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OS VELHOS DITADOS

Antes tarde do que nunca, diz o antigo ditado.

É, pode até ser mesmo, melhor tarde do que nunca.

Porém as lideranças empresariais, apesar de agora terem se manifestado, custaram um bocado para “cair a ficha”  e se articularem com os parlamentares, que, salvo poucas exceções,  também nada fizeram.

O mesmo se pode dizer do grupo de banqueiros e economistas que também divulgaram carta cobrando ação efetiva de combate à pandemia, alertando sobre o agravamento das condições econômicas do País.

Estamos com uma retumbante recessão às nossas portas e o governo federal parece não se dar conta dessa situação.

Ao utilizar mal os recursos,  parecendo não saber fazer conta, o governo se perde na incompetência sem ter notado que teria sido muito mais barato se providências para aquisição de vacinas e insumos para os hospitais tivessem sido tomadas no ano de 2020.

E a carta dos economistas precisou também explicar ao governo que a experiência do lockdown bem feito com a vacinação em massa teria poupado não só dinheiro, como milhares de vidas.

O aviso foi dado mais de uma vez e agora as elites parecem ter acordado.

Resta saber se acordaram o governo federal e os parlamentares que estão com “a faca e o queijo na mão“, como ensina outro velho ditado.

Maria Tereza Centola Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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CARTA DOS MILIONÁRIOS

A carta dos milionários não reflete a indignação da sociedade, pelo menos a pobre, preta e periférica, a que mais sofreu com a pandemia, com o negacionismo genocida de Bolsonaro. A carta reflete muito a chegada da covid nas coberturas, nos espaços gourmets, nos condomínios de luxo fechados e nos hospitais particulares, onde só as grandes fortunas entram.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PISANDO EM OVOS

Faltou veemência na carta aberta à sociedade (ou carta dos economistas). Da forma que foi apresentada, lembra mais uma análise da atual situação brasileira. Talvez, se não ficasse “pisando em ovos” e fosse mais direta, indicando quem são os reais culpados pela crise apontada, teria um efeito mais benéfico.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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MANIFESTO DOS ECONOMISTAS


Achei curioso este manifesto dos economistas. Foi assinado por 500 deles. Quase todos tiveram uma boquinha nos governos pós-Constituição de 1988. Desde aspones a ministros. E o que fizeram ?  Absolutamente nada. Levaram o País à ruina. Foram apenas troféus de políticos inescrupulosos. Decuplicaram nossa dívida e nada mais e enriqueceram na mesma proporção. E o povo... Oh!


Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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CAPITÃO ADRIANO


A mídia diz que, em um certo mês, o Capitão Adriano, do escritório do crime no Rio e condecorado pela família Bolsonaro, movimentou R$ 1,8 milhão. Estou tentando imaginar o que movimentaram os chefes dele...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

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SHOPPING CENTERS

Como assinante e bastante preocupado em saber da nossa realidade, li, reli e fiquei espantado com o que disseram os diretores das nossas principais redes de shopping centers.

A covid tem atingido a todos, claro, mas nós, pequenos e microslojistas sofremos de forma acentuada e quase irreversível os impactos de um fechamento quase do mês inteiro!

Falar em parceria e na sequência afirmar que tem muitos lojistas com recursos para as vagas dos que não podem pagar é,  no mínimo, uma grande hipocrisia.

Não nego nem minimizo a ajuda governamental, seja pelo Pronampe ou outras ferramentas que disponibilizaram. Mas quem não sabe que isso é aquém, bem aquém da quantidade necessária?

Se o índice de inadimplência de 2020 fechou em baixa, é por que somos parceiros, somos preocupados em manter nosso negócio como um todo.

Deploro, lamento esse tipo de afirmativa. Nosso momento é de somar, interagir, divulgar boas notícias, alvissareiras. Não informar aos lojistas de pequeno porte que não terão ajuda, a não ser pontualmente.

Quero acreditar que aqui em Curitiba, nossos históricos e sempre parceiros Salomão Soifer, Anibal Tacla e Vilmar Gaden, vão agir diferentemente. Pelo seu passado!

Há confiança em todos nós que esses empreendedores locais e vitoriosos, não vão comungar desse procedimento das grandes redes! Se insistirem nesse comportamento, conhecerão a força dos pequenos. Vão encarar enxurradas de ações judiciais!

O varejo brasileiro tem grandes líderes, grande nomes e vaiconvencer essas redes de que a hora é de negociação, não de ameaça!

Parceira, de verdade!

Ericoh Morbiz morbiz@kponto.net

Ex-presidente do Sindicato dos Lojistas de Shopping Centers de Curitiba








 

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