Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2021 | 03h00

Corrupção

O tempora, o mores

Como cultor do Direito e servo devotado da Justiça, ao longo de 42 anos na magistratura paulista, além do outono de minha existência quero bradar meu clamor, porque assisti com estupefação à sessão de julgamento do caso da imputada parcialidade do juiz Sergio Moro, em processo da denominada Operação Lava Jato, mal acreditando no aberrante desfecho da causa, que não honra as tradições de justiça daquela Alta Corte. Inaceitável o exame da matéria pela esperta via escolhida do habeas corpus, a implicar exame probatório não condizente com o remédio constitucional invocado, sem acesso à parte contrária e sem levar em conta que a sentença impugnada passou pelo crivo de julgamento recursal em segunda instância e apreciação pelo colendo Superior Tribunal de Justiça. Sob a leniência do Poder Judiciário, vencem os corruptos e lamentam a infeliz decisão os que respeitam o Direito, a verdade e a justiça. Essa é a assustadora pandemia jurídica a que estamos sujeitos. Deus nos guarde.

MÁRCIO MARTINS BONILHA, ex-presidente do TJSP MARCIOMBONILHA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Clareza solar

Temos mais uma vez confirmado, pelo julgamento do habeas corpus pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que não existe segurança jurídica no Brasil.

OSCAR THOMPSON OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA

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Inquisição

É, o STF declarou Sergio Moro parcial. É mais ou menos como Torquemada, Bernardo Gui e Nicolau Eymerich declararem que Giordano Bruno foi parcial. A propósito, o epitáfio de Eymerich não é mera coincidência: “Praedicator veridicus, inquisitor intrepidus, doctor egregius” (pregador da verdade, intrépido inquisidor, excelente acadêmico).

MILTON CÓRDOVA JUNIOR MILTON.CORDOVA@GMAIL.COM

VICENTE PIRES (DF)

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Chacota

Num passe de mágica, três ministros da Suprema Corte transformaram um criminoso condenado em santo e um mocinho virou bandido. Por mais essa o País é motivo de chacota no mundo. De fato, o Brasil não é um país sério.

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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‘Os Intocáveis’ à brasileira

Elliot Ness na cadeia e Al Capone candidato à Presidência.

MARCOS CATAP MARCOSCATAP@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Rastro indelével

Em nenhum momento advogados de Lula apresentaram provas de que o réu seria inocente. Todos os argumentos utilizados para inocentá-lo foram no sentido de buscar falhas no processo de julgamento: foro errado ou suspeição do juiz. Triplex, sítio, Gamecorp, empreiteiras, empréstimos para países inadimplentes... Existe um rastro de trilha enorme de como Lula da Silva recebeu grana indevida. Mais uma vez ficou provado que só pobre é preso neste país.

DONATO PROTA DONPROTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Parcialidade

No Brasil julga-se imparcialidade de juiz com parcialidade.

CARLOS LEONEL IMENES LEONELZUCAIMENES@GMAIL.COM

NAZARÉ PAULISTA

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Violação de sigilo

O Brasil é o único país onde a Corte Suprema condena um juiz com base, sim, em “provas” obtidas de maneira ilegal.

MARCO ANTÔNIO S. MORAIS LEME STSLEME@GMAIL.COM

ÂNGULO (PR)

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Suspeição

Faço uma pergunta aos ministros do STF, especialmente a Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski: se as provas contra o ex-presidente Lula tivessem sido obtidas por meio de violação dos telefones do acusado e/ou das pessoas que o teriam corrompido, elas seriam válidas? Só perguntei...

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL AUTOMATMG@GMAIL.COM

POUSO ALEGRE (MG)

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País da impunidade

O Brasil não é apenas um dos países líderes em mortes causadas pela covid-19. Somos também a nação que mais apoia, incentiva e defende a corrupção. Alguns ministros da Segunda Turma do STF, no caso em tela, conseguiram atingir seus objetivos. A propósito: eu jamais compraria um carro usado do sr. Gilmar Mendes.

LEÃO MACHADO NETO LNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Carro usado

Eu compraria de olhos fechados um carro de Sergio Moro ou de Deltan Dallagnol. E Gilmar Mendes, será que compraria um carro de Lula da Silva?

ELOI QUADRADO NETO ELOI_1944@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Operação histórica

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse que a “Lava Jato jamais poderá merecer o perdão da História”. Estranho como determinadas personagens públicas adoram firmar posições que, pouco mais à frente, são desmanchadas facilmente. A Operação Lava Jato já ocupa um lugar inamovível não só no Brasil, mas no mundo, como uma das maiores e mais meritórias operações contra a corrupção já levadas a cabo em todos os tempos. Agora, erros de avaliação sobre os fatos históricos de persecução penal são mesmo muito próprios ou de uma parte momentaneamente interessada ou de uma parte indelevelmente culpada.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Desgoverno e pandemia

Mentiras e panelaços

Assistindo ao pronunciamento de Jair Bolsonaro, na terça-feira à noite, em rede de televisão, confesso que não descobri até agora para que país ele estava falando.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FAZENDO HISTÓRIA

Todos se lembram da famosa frase da “presidenta impedida Dilma Rousseff, que mandou o mensageiro "Bessias" levar documentos nomeando o condenado Lula da Silva para um ministério do seu governo, para evitar que fosse preso. Agora é a vez do presidente "Messias", criar um novo ministério para dar guarida a Eduardo Pazuello, evitando que ele, perdendo o foro privilegiado, seja conduzido ao xadrez. Ora, lá atrás era o "Bessiase hoje é o "Messias", fazendo história. Enquanto isso, quase 3mil brasileiros morrem por dia. Cadeia para todos!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NÃO SE APROVEITA NADA


O Brasil segue sem ministro da Saúde, Eduardo Pazuello não pode deixar o cargo, pois seria preso imediatamente, e o novo ministro não pode assumir o cargo, por ser réu em crime contra o patrimônio público. O presidente Bolsonaro segue refém de suas péssimas escolhas e dos amiguinhos de seu filho. Bolsonaro sabe que não pode nomear alguém competente para o cargo, ele pretende continuar mandando na pasta da Saúde e o novo ministro terá de obedecer cegamente às suas ordens. É inacreditável a inércia da população, dos políticos, das instituições, vemos novamente a situação de alguém ocupar um ministério para escapar da cadeia, enquanto o país segue enterrando centenas de milhares de brasileiros mortos. O Brasil fracassou como sociedade, como povo, como Nação, como Pátria, disso que está aí não se aproveita nada.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SOLIDARIEDADE ADQUIRIDA

É recorrente a afirmação de que as atuais Forças Armadas dispõem de formação eminentemente profissional, gozando de alto espírito democrático e distantes de qualquer envolvimento político. O recente texto, publicado em 20/3 no Estadão (Forças Armadas na Operação Covid-19, um ano salvando vidas), do general Fernando de Azevedo e Silva, ministro da Defesa, traz um relato burocrático das ações das Forças Armadas no combate à covid-19, coisa em nada surpreendente dado o histórico de ações em prol da população, principalmente nos remotos rincões. No entanto, o general, ocupante de um cargo político e que costuma guardar um sepulcral silêncio sobre o envolvimento inconteste dos militares com o governo, em que o presidente, não raro, alude contar com o apoio desses, não tece uma linha sequer de avaliação crítica dos desmandos e omissões oficiais no combate à pandemia. Desse modo, não é fora de contexto perguntar se tal reverência se deve ao tratamento excepcional que vêm recebendo desde a reforma da previdência, quando foram brindados com tratamento favorável diferenciado, ou na alteração da estrutura da remuneração da carreira e adicionais que resultaram em grande elevação dos soldos, ou, ainda, na recente proposta orçamentária que eleva em sete vezes investimentos militares em relação aos da saúde, em plena crise da pandemia, além de prever a elevação de soldos, inversamente ao disposto para a maior parte do funcionalismo. Como a história se repete como farsa ou drama, não custa lembrar que os governos de Chávez e Maduro se sustentam até hoje pelo apoio recebido das Forças  venezuelanas, à custa das prebendas concedidas.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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STF

Carlos Alberto Di Franco não é a única pessoa a nutrir o maior respeito à instituição do STF (O STF na contramão do Direito, da ética e do País Estadão, 22/3), impossível discordar dele.

Se a instituição em si constitui um alicerce da democracia, em certas ocasiões, seus integrantes deixam perplexos os admiradores do Pretório Excelso, e não só eles. Para um mortal comum, envolvido por preocupações de um terráqueo sem ambições maiores, pode ter causado alguma estranheza a bizarra adaptação do texto constitucional permitindo que uma presidente cassada mantivesse seus direitos políticos  por causa da intervenção de um supremo magistrado, escudado por um ilustre senador.

O mesmo habitante do planeta, ou um vizinho dele, pouco versado em sutilezas, pode ter ficado pasmo ao saber da súbita revelação que impactou outro preclaro membro da mais alta Corte,  que , decorrido um lustro, constatou que as coordenadas geográficas de Curitiba situam essa cidade ao sul do Trópico do Capricórnio. Esse fato mencionado repetidamente pela defesa de um insigne acusado foi rejeitado por diversas instâncias, inclusive a máxima. Mero detalhe, bobagem: de minimis non curat praetor. Um rápido olhar, algo tardio, no mapa trouxe a iluminação comparável talvez à de Moisés no Monte Sinai.  Consequentemente, os processos empreenderam uma longa caminhada, rumo a Brasília, antes da provável prescrição.

Nós, seres imperfeitos, chegamos a admirar uma operação Car Wash que parecia assestar duros golpes à corrupção. As luzes provenientes dos picos nevados da sabedoria jurídica infirmam essa ilusão. Assim como a Mani Pulite teve um triste fim, a Lava Jato encaminha-se para o banco dos acusados, por obra de magistrados que num passado não muito distante não pouparam encômios ao seu atual objeto de repúdio.

 Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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O MITO NÃO PODE ERRAR

Com a queda de sua  popularidade, Bolsonaro se viu diante de um “terrível” dilema: passar a apoiar decididamente  as  medidas    de combate  à mortal pandemia, que apavora o País (o que seria reconhecer seus erros e assim tentar recuperar os votos perdidos), ou confiar exclusivamente nos seguidores  do “Mito” que nunca erra.  Hesitou um pouco, balançou, mas parece que o apoio do “seu exército” (que ele  cultiva com recursos que faltam ao combate à pandemia) lhe dá segurança total; se lhe faltarem votos, balas poderão substituí-los. Todo o Brasil treme ante essa escolha...


Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


BOLSONEGATUDO

Negacionista da pandemia. Negacionista do afastamento social. Negacionista do uso de máscaras. Negacionista das vacinas. Negacionista das ações do ministro Mandetta da Saúde. Negacionista a tudo o que se fez para preservar a saúde do povo brasileiro, desde o início da epidemia, Bolsonaro é a negação de tudo o que se espera de um presidente da República, eleito para administrar o Poder Executivo em prol da vida dos brasileiros. O Brasil elegeu um presidente da morte.

Paulo Sergio Arisi p.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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EXEMPLO PARA O MUNDO


Neste instante em que a pior crise pandêmica abate-se sobre o Brasil, nosso país dá exemplos ao mundo ao adotar dois ministros da saúde (a exemplo do Vaticano que tem dois Papas) e o Rio de Janeiro adota a vacinação em separado de homens e mulheres, de modo a não haver “congestionamento” nas filas...


Roberto Cardieri Ferreira roberto1283@terra.com.br

Ilha Solteira


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A MUDANÇA BEM-VINDA


  Após o Brasil atingir a infeliz marca de três mil óbitos em apenas um dia, somado à crescente pressão por parte do Congresso Nacional, governadores, Assembleias Legislativas, prefeitos e Câmaras de Vereadores, o presidente da República se viu diante de uma encruzilhada perigosa: levar adiante a visão negacionista, cujo resultado, além da enorme quantidade de mortos, seria, também, uma derrubada total da economia, ou mudar o tom do enfrentamento à covid-19 e seguir, finalmente, a receita correta: promover a defesa da vacinação em massa – seja qual for a origem do imunizante -, demonstrar solidariedade às famílias das vítimas e defender o diálogo com os demais gestores públicos para que seja possível superar o quanto antes a crise.

  O pronunciamento feito por Jair Bolsonaro em rede nacional de rádio e televisão na última terça-feira (23) demonstrou que o presidente decidiu pelo caminho correto na encruzilhada. Apesar de tardia, a postura é a que o momento necessita. Agora, o País precisa urgentemente de uma coordenação nacional que promova não somente a compra, distribuição e aplicação das vacinas, mas, também, uma política abrangente de distanciamento social realmente eficaz para que seja possível reduzir o nível de contágio e, por consequência, o número de internações e óbitos. E essa política de distanciamento só poderá ser criada e colocada em prática com amplo diálogo entre Presidência da República, governadores e prefeitos. Não é momento de rixas políticas ou ideológicas. Apesar de, no meio político, a eleição de 2022 já ser assunto de reuniões, os gestores não podem, neste momento, dar-se ao luxo de tratar do pleito eleitoral.

  Por fim, após inúmeras críticas – minhas inclusive – ao presidente pela postura negacionista, agora elogio a atitude. Espero, no entanto, que não seja uma escolha passageira ou enganosa visando apenas ao aumento de popularidade do governo ou a ofuscar manobras políticas de Lula – seu maior adversário eleitoral no momento.


Lucas Loeblein lucasloeblein@hotmail.com

Gravataí (RS)


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MILITARISMO VENCE SAÚDE E EDUCAÇÃO

As verbas aprovadas para as Forças Armadas, superiores às da Saúde, Ciência e Educação, nos remetem a Juca Chaves em  1960: "Brasil já vai à guerra, comprou porta-aviões... ah, mas que ladrões... comenta o zé povinho do povo varonil, coitado, coitadinho do Banco do Brasil... o povo está cansado de ouvir as tais lorotas dos patriotas..."

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO MIMADO

Mais uma vez nosso excelentíssimo presidente e seus discípulos, como crianças mimadas, mostram que não aceitam críticas e encaram o manifesto assinado por mais de 500 pessoas, economistas, banqueiros, entre outros, como um manifesto político contra o governo.  Já está na hora de este governo parar de politizar tudo e começar a fazer seu papel de responsável pela economia e saúde da população. O discurso de que a reedição atrasada do auxílio emergencial reduzido ajudará a população, que a contratação de vacinas, que nunca chegam, vai acabar com a pandemia, que o lockdown, que já deu certo em muitos países mundo afora, será um desastre, que o País é um dos que mais vacinaram no mundo, esquecendo-se que nossa salvação esta sendo a “vachina” feita em convênio com o prestigiado Instituto Butantan, que o governo tanto desprestigiou, não está em nada ajudando nosso pais e sua população. Precisamos de um auxílio emergencial decente, de vacinas entregues e não contratadas, de um governo que dirija suas forças para as reformas estruturais tão importantes que precisamos, como a administrativa, com a redução dos gastos púbicos e a privatização das empresas estatais para  aumento da eficiência do Estado,  a reforma tributária com a redução dos impostos e a desburocratização para que nossas empresas voltem a investir em inovação, competitividade, aumento do número de empregos e com consequente barateamento de seus produtos, ou seja, precisamos com urgência que o governo comece a fazer seu papel para melhorar a educação, saúde, segurança e a economia, deixando de lado esse mimimi de criança mimada. Esqueçam a eleição, esqueçam as disputas, o que precisamos é de um governo sério, que governe para todos e não somente para os amiguinhos da grade que se acumulam em frente ao Palácio e que sempre o aplaudem. Quando um brasileiro mais exaltado aparece e discorda é defenestrado do ambiente.  

 

Valdecir Ginevro valdecir.ginevro@uol.com.br

São José dos Campos - SP


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MADURO E A PANDEMIA

Se o Presidente Nicolás Maduro incentivou, deve existir alguma contraindicação de tomar uma mistura de ervas com mel e limão, né??


James Robert Jernigan jimmyjjernigan@gmail.com

São Paulo


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MUDANÇA DE HÁBITOS

A duradoura pandemia de covid-19 nos apresentou o medo da morte e também mudança de costumes. Antes, se alguém mesmo desconhecido espirasse perto de nós, automaticamente falávamos saúde. Nos dias de hoje, se alguém espirrar os olhares são de indignação, além do risco de ser agredido. E os tradicionais cumprimentos como apertos de mãos se tornaram indesejáveis, o máximo é de mãos fechadas, tipo soco. Pois bem, o espirro desde sempre é algo nojento, tem cheiro ruim e também pode transmitir diversas doenças. O aperto de mão não é diferente, as pessoas tossem ou espirram e põe a mão na frente e ninguém lava; há os que vão ao banheiro e não lavam a mão, há aqueles que assoam o nariz no meio da rua e esfregam na roupa. Enfim, aproveitando o momento de restrições de costumes, deveria haver campanha educativa para mudanças de hábitos, no caso, a correta.  

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa


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10


JULGAMENTO DO JUIZ SERGIO MORO.

O julgamento, terça-feira passada, pela segunda turma do STF condenando à suspeição de parcialidade o injustiçado juiz Sergio Moro, por três a dois, na ação do triplex do Guarujá, sendo um desses votos mudado traiçoeiramente pela ministra Cármen Lúcia, com vergonhosa falsidade estampada na face e timidez no expressar, fato profundamente lamentável partindo de uma mulher.

Lembro aos prepotentes e arrogantes votantes, que votaram a favor de Lula da Silva, que o castigo de Deus às vezes tarda, mas não falha, como não demora.

E vai ser terrível! Quem viver verá.

JORGE ANIEL CURY cury.assessoria@bol.com.br

Barretos

 

INDIGNAÇÃO


O discurso do ministro do STF Gilmar Mendes acusando o ex-juiz Sérgio Moro com repentes de ódio e grosserias pessoais, o que não pode, de maneira nenhuma, fazer parte do pronunciamento de um membro do Supremo, indignou a sociedade brasileira. Por que as esferas do poder que poderiam ser ouvidas e tomar alguma providência para punir seus excessos ficam mudas? Gostaria de entender...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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MUDANÇA DE VOTO DA MINISTRA


Que vergonha Ministra Carmén Lucia, num momento em que a mulher luta para ocupar seu devido lugar na sociedade, a senhora faz um papelão desses, voltando atrás e emitindo um voto de cabresto, para acompanhar o voto do  ministro Gilmar Mendes, punindo um juiz honesto em detrimento de um ladrão contumaz, o maior do País, já condenado em todas as instâncias.

 

Sebastião Adilson Tartuci Aun sebastião.aun@uol.com.br

São Paulo

 

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POBRE SUPREMO


Constatou-se na votação no STF, sobre a parcialidade do ex-ministro Sérgio Moro, que o recém-chegado ministro Nunes Marques não tem o necessário saber jurídico para ser magistrado na Suprema Corte. Os frágeis argumentos de Marques favoráveis a Moro foram amplamente refutados pelo ministro Gilmar Mendes. Em tom irônico,  Nunes Marques disse acreditar que os 26 anos que dispõe de permanência no STF servirão para que seus méritos e qualidades sejam  reconhecidos por todos.  Nunes Marques foi indicado por Bolsonaro. Setores jurídicos avaliam e esperam que o chefe da nação escolha nome respeitado e conceituado à altura do ministro decano, Marco Aurélio Mello, que se aposenta em julho.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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INCONTESTÁVEL

A segunda turma do STF confirmou a inocência de Lula da Silva. O triplex do Guarujá, o sítio Santa Bárbara de Atibaia, o terreno para o instituto, apartamento em São Bernardo e enriquecimento ilícito são fatos da mídia golpista e das elites conservadoras. Todos aqueles que acreditam na inocência do  chefe dos petralhas devem acreditar também em mula sem cabeça.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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SERES ESPECTRAIS


Eles são diáfanos e são muitos. Trezentos mil e aumentando. Essa massa incorpórea lota os palácios presidenciais, flutuando até entre as emas. Já ocupa, também, todos os espaços do Congresso. Tomou conta, inclusive, dos tribunais superiores. O presidente da República, os congressistas e os homens de toga, após um ano de carnificina, agora são rodeados desses seres espectrais, que, com voz lúgubre, perguntam sem cessar: Por que vocês, nossos concidadãos, deixaram que a morte nos levasse? Por quê?

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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AS ARMAS CONTRA A COVID-19

É estarrecedor o que está acontecendo no Brasil. Vejo que a comunicação é uma ferramenta essencial para que possamos apelar pela vida. Uma morte jamais deixará de ser um drama, imaginem 300 mil óbitos em pouco mais de um ano? Apenas um caminho se faz lúcido: valorizar a ciência seguindo as orientações necessárias. Meu apelo é por você, por nós. Ciência, empatia, dedicação e cautela são nossas armas.

Alexandre Ruschi (presidente da Central Nacional Unimed)

vanessa.serafim@impresspni.com.br

São Paulo


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FICARÁ GRAVADO NA LÁPIDE DA HISTÓRIA


Acredito que na atualidade ninguém tem palavras suficientes para narrar os horrores que estão acontecendo em todo o mundo. O pouco que nos chega sobre o nosso país é estarrecedor. Nos locais mundo afora que foram palcos de grandes tragédias que chocaram o mundo, como a das Torres Gêmeas em Nova York, os artesãos encontraram espaço no granito para reverenciar os seus mortos e assim os imortalizarem no memorial mais visitado da cidade, nome a nome. Lá, na galeria dos infames, os autores estão identificados. Com nomes e rostos. Os mortos de ontem no Brasil, em apenas um dia, foram superiores aos da tragédia de Nova York e são apenas números, e a galeria está vazia. Não terão um memorial. Ninguém vai gastar dinheiro com granito Quanto muito, umas cruzes de madeira bem tosca com um número rabiscado.

Cansei do Brasil. Cansei de gritar e pregar no deserto. Dos políticos já me enojei há mais de meio século!

Estamos assistindo a julgamentos onde juízes probos estão sendo enxovalhados e ladrões condenados em várias instâncias se tornarem vítimas; presidente que nunca demonstrou um mínimo de sensibilidade com a dor do “seu povo” e agora é o grande marechal da virada (general  é só para acatar as ordens). E assim vamos seguir com uma nação dividida, mal informada e pessimamente assistida em todos os sentidos e por todos os poderes.

A lápide da história dia a dia vem sendo escrita. Essa ninguém vai apagar.


Rogério Amir Rizzo rizzomoreno41@gmail.com

Praia Grande


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