Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2021 | 03h00

Pandemia

Butanvac vem aí

O presidente Jair Bolsonaro deve estar espumando de raiva com a notícia alvissareira da criação da Butanvac, a primeira vacina anticovid-19 desenvolvida inteiramente no Brasil (antígeno do vírus inativado da Sars-Cov-2). O Butantan já está até em via de obter autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os testes clínicos. E Bolsonaro vai ter de engolir mais essa derrota, que para o povo brasileiro é uma vitória promissora e uma esperança renovada na luta contra a pandemia.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Comitê placebo

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi escalado por Bolsonaro para organizar a primeira reunião do comitê contra a covid-19, sem a presença dos prefeitos – que estão na ponta das vacinações – e só com alguns governadores convidados. O nome do governador de São Paulo, João Doria, nem sequer foi lembrado. Será porque Doria é o único governante do Brasil que está trazendo alívio aos brasileiros com a vacina Coronavac? Em São Paulo, o Instituto Butantan está também criando uma nova vacina, a Butanvac, e já pediu autorização à Anvisa para iniciar ensaios clínicos em 1.800 pessoas. Jair Cloroquina Bolsonaro deve realmente estar fulo da vida, vendo que o comitê placebo, que nem começou, já está adernando!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Empurrar com a barriga

Não sei de quem é a frase, mas eu a trago na cabeça desde a infância: quando você quiser que um problema não seja resolvido, crie um comitê para estudá-lo. Parece que é o que está fazendo o nosso presidente.

SARAH DE CASTRO FONTES BARBOSA SARAHDECFONTESBARBOSA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Só depois dos 300 mil

Fazer reunião dos três Poderes e criar comitê é só para inglês ver. Dividir responsabilidades. Achar culpados pela omissão assassina. E depois de um ano reconhecer a pandemia e dizer que vai importar vacinas...

CARLOS VIACAVA CVIACAVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O maestro do caos

Na terça-feira 23 de março faleceram, vítimas de covid-19, 3.107 pessoas nos EUA, na Índia, na Rússia, na França, na Itália, na Espanha, na Turquia e na Alemanha. Nesse mesmo dia, no Brasil, foram a óbito 3.158 cidadãos, que não puderam bater panelas durante o pronunciamento de Bolsonaro na TV. Até recentemente o presidente desencorajava quem queria tomar a vacina, passeava pelas ruas sem máscara e fomentava o consumo de hidroxicloroquina e ivermectina como medida preventiva, além de sempre atacar o lockdown. Ante o descontrole total da pandemia no País, Bolsonaro está tentando mudar o discurso, dizendo que vacinará grande parte dos brasileiros em 2021. Infelizmente, demorou demais para mudar de ideia. O caos da saúde está aí, diante de todos.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Vacinas na TV

Simplesmente vergonhosa a campanha de vacinação do Ministério da Saúde que está sendo veiculada nas TVs brasileiras. Exalta as vacinas da Fiocruz e não faz nenhuma menção às produzidas pelo Instituto Butantan, quando sabemos que a maioria dos imunizantes aplicados até o momento no País é produzida por esta respeitada instituição paulista. Até na hora de fazer o povo ver a necessidade de ser vacinado o presidente precisa mentir?

MARA BRUNA M. B. BARROS MARA_BRUNA2000@YAHOO.COM.BR

SÃO SEBASTIÃO

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Desgoverno Bolsonaro

Cabeças vão rolar

Se agora o Centrão está pedindo a cabeça do chanceler Ernesto Araújo, em seguida pedirá também a cabeça daquele ministro que queria abrir a porteira e deixar a boiada passar. Isso tem que ver com a forma como nosso país vem sendo visto lá fora. É preciso, portanto, fazer as correções necessárias, somos uma nação, um povo, e assim devemos ser vistos, não como motivo de chacota por causa das asneiras que fazem alguns de nossos representantes políticos.

ALVARO SALVI ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Nulidades

Fica claro que após a saída do incompetente general Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde, outro membro do governo ainda mais incompetente e inepto do que o presidente é o atual chefe do Itamaraty. Ernesto Araújo é uma vergonha para o País, que quase sempre teve nomes do mais alto gabarito no comando da diplomacia brasileira. Araújo consegue ser pior até do que o equivocado chanceler Celso Amorim, do governo Lula, com sua desastrosa política terceiro-mundista de resultados pífios e nenhuma consequência prática.

FRANCISCO PASCHOAL PASCHOAL.FRANCISCO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bicho bravo

Um camponês encontrou uma enorme onça presa numa armadilha, muito ferida, quase morta. Passado o susto inicial, pensou: “Vou soltá-la e curá-la, ela terá uma dívida de gratidão comigo e me protegerá pelo resto da vida”. E cuidou da onça. Mas a ingrata, curada, alterou o resto do roteiro, para desgraça do ingênuo camponês. Pois é, o “mito” também achou que controlaria o Centrão...

CÉSAR GARCIA CFMGARCIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Por que não assume?

Muito curiosa a reação do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, aos protestos pelo seu gesto grotesco, obsceno e racista durante a audiência pública do chanceler Ernesto Araújo: disse ele que estava apenas arrumando o paletó (!)... Por que esse acovardamento? Por que não assume o que fez, cara-pálida?

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ENOJADO COM O RUMO DO PAÍS

O Brasil, tal qual um trem descarrilhado, está totalmente sem rumo!  Estou enojado com graves erros que estão cometendo os Três Poderes desta República! O governo incompetente e incendiário de Jair Bolsonaro está colapsado, tal qual, por sua culpa também, está o nosso sistema de saúde, pela pandemia.   Estou preocupado, também, com o Congresso, porque os presidentes das duas Casas, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PL-AL), se acovardam quando não instalam a CPI da Pandemia, mesmo sabendo que o culpado pelo desprezo à covid-19, por falta de compras de vacinas, insumos, etc., e até pelo alto índice de mortes, hoje em mais de 300 mil, é o próprio presidente da República.  Que em seu pronunciamento, na TV, terça-feira passada, sem escrúpulos algum, mentiu descaradamente ao povo brasileiro, dizendo que não tem medido esforços para o enfrentamento desta pandemia.  Quando o mundo sabe, que o presidente trata o coronavírus como “gripezinha”, para mortes diz “E daí”  e que não é “coveiro”, e ainda chama o povo que respeita o uso de máscaras e o isolamento social de marica e frouxo. E, descarado que é, ainda evoca o nome de Deu, em vão! Imperdoável.   E a 2ª Turma do STF, formado por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Carmén Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques, infelizmente, demonstra fazer parte de uma nova força-tarefa, desta vez para favorecer os corruptos deste País.  Gilmar em sua defesa da suspeição de Sergio Moro, que parece odiar, foi patético. Fez um show circense da pior qualidade. E conseguiu adeptos com Lewandowski e Carmén. O ministro Edson Fachin tripudiou sobre a Lava jato, quando anulou as condenações do chefe de quadrilha Lula da Silva. E Nunes Marques, que pediu vista deste processo, foi ao seu tutor Bolsonaro para saber como que deveria ser o seu voto: contra ou a favor de Moro?   Lógico que ouviu do presidente que seria a favor de Moro, para tentar prejudicar o seu concorrente, Lula. Ou seja, nesta história macabra e contra a ética e as nossas instituições, ninguém se salva. Somente, a impunidade e os corruptos desta Nação! Assim como Bolsonaro está conseguindo mexer seu pauzinhos com o Judiciário para salvar filhos e amigos das rachadinhas... Não é para se enojar?


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GOVERNO DESAFORADO

O ministro de Relações Exteriores do Brasil não tem trânsito em lugar algum do planeta, parece piada, mas Ernesto Araújo faz exatamente o contrário do que se esperaria de uma pessoa na sua posição. O Brasil não tem trânsito com o novo governo dos Estados Unidos, não tem trânsito na Europa, na China, na Índia, na América Latina, ninguém quer nem ouvir falar de Ernesto Araújo. O presidente Bolsonaro acha que governar é fazer desaforo e Ernesto Araújo não vê problema algum no fato do país ser visto como um pária, orgulha-se de ser persona non grata. Até quando o Brasil vai insistir com esse governo ridículo, que só tem prejudicado o País em todos os sentidos. O que falta para alguém dar um basta a essa palhaçada sem graça promovida por Jair Bolsonaro?           

Maria Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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LIMPEZA PROFUNDA

Os senadores estão defendendo a saída do Ernesto Comunavírus Araújo, por ser responsável, em grande parte, pela falta dramática de vacinas contra a covid-19. Devemos aproveitar essa vontade dos parlamentares, de não afundar com o Jair Cloroquina Bolsonaro e seu governo, para pedir a substituição de Ricardo Boiada Salles do Meio Ambiente e Milton Famílias Desajustadas Ribeiro da Educação por civis que acreditam que o futuro do Brasil está na preservação da Amazônia e da educação pública de qualidade.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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REMÉDIOS FATAIS

Se o Parlamento têm “remédios fatais” para afastar do governo quem comete “erros primários, desnecessários e inúteis”, está passando da hora de acender o sinal amarelo, o vermelho e aplicar a injeção do remédio fatal, salvando a nação deste vírus mortífero instalado no centro do poder Executivo. O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, líder do Centrão, última esperança do atual ocupante da cadeira presidencial de lá permanecer, deixou claro que “tudo tem limite, tudo! E o limite do Parlamento, a Casa do Povo, é quando o mínimo de sensatez em relação ao povo não está sendo obedecido”.

Recado dado, remédio apontado, nação vacinada contra populistas mentecaptos esperando o resultado.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Por alegre



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CARTA DE UMA PRODUTORA AUDIOVISUAL BRASILEIRA


Sou jornalista, atriz e produtora audiovisual e gostaria de dividir com vocês um texto que escrevi diante de tudo que estamos enfrentando.

Depois de ler um matéria sobre o investimento  US$ 1,9 bilhão do governo espanhol na audiovisual de seu país, decidi dividir o raciocínio abaixo, tomada por uma grande vontade de me mudar para Barcelona.Mas como isso é muito improvável de acontecer, sigo apelando para o raciocínio lógico.

A indústria audiovisual até 2019 era a responsável por movimentar mais de R$ 20 bilhões por ano correspondendo a 1,96% do PIB, segundo dados divulgados em matéria da Meio&Mensagem. A cada R$ 1 investido, voltavam R$ 2,60 de impostos para  governo. O crescimento estava em 7% ao ano, batendo a indústria automotiva e farmacêutica (pré-pandemia). Porém resolveram extinguir o Ministério da Cultura e, consequentemente, veio o desmonte da Ancine, agência responsável por regular o setor. 

Foi como se da noite para o dia extinguissem todos os incentivos do agronegócio (que sabemos ser infindáveis, mas que também carregam nossa economia), da indústria automotiva e farmacêutica, e ainda paralisassem contratos em andamento e retivessem as verbas já em conta do setor. 

Qual o raciocínio neoliberal utilizado para, no momento em que estamos, tendo de tirar leite de pedra, desesperados para dar trabalho às pessoas, tirar o trabalho de tantos? Não digo que tiraram o emprego de artistas contratados por grandes conglomerados. Eles tiraram o emprego de  técnicos de som, técnicos de luz, camareiras, faxineiras, cozinheiras, microempresários, pessoas que hoje estão precisando recorrer ao auxílio emergencial.

Em um momento em que todo e qualquer capital externo injetado na economia brasileira é uma verdadeira bênção, por que acabar com um setor que tinha acordos bilaterais com países como Alemanha, França, Itália e Canadá? Em que um produto brasileiro poderia ser feito majoritariamente com dinheiro desses países? Injetando euro e dólar em nossa economia?

Esse governo ceifou uma indústria em franca expansão em um ano no qual streamings (Netflix, Amazon, Disney+) tiveram lucro recorde por aqui. 

Enquanto essas mesmas plataformas anunciam investimentos de milhões de dólares em outros países que fizeram acordos com elas (caso do México, onde só a Amazon já anunciou que produzirá 15 séries ao ano no país), o Brasil segue patinando, porque todo o setor foi prejudicado com a “brincadeira” de colocar pessoas que não têm a menor competência para gerir um setor industrial em franca expansão.

Em um dos maiores mercados consumidores de streaming do mundo (Brasil está entre os cinco países que mais consomem conteúdos dessas plataformas), ainda não se tem uma lei para regular esse mercado interno. Por birra, por questões ideológicas, por ignorância em relação ao assunto.

Muitos dos meus colegas talvez estejam cansados ou se conformaram, e vários deles hoje são simplesmente prestadores de serviço nesse mercado desregulado. Mas eu não me conformo, porque vi uma indústria crescer. Vi profissionais se formarem. Vi o Brasil ser competitivo no Oscar. Vencer em Cannes, em Berlim, ter cineastas, roteiristas e atores despontando e arrasando no mercado hollywoodiano, em uma velocidade jamais vista na história do audiovisual brasileiro.

Mas hoje estamos como as vítimas da covid: sem fôlego, morrendo sem ar, por ignorância e vaidade.

O audiovisual é o que leva a história de um povo, a cultura desse povo para o mundo. É o que faz com que pessoas visitem Nova York, Paris, Los Angeles e sejam consumidoras de tudo o que vem desses lugares, dessas culturas. 

Indo na linha de raciocínio neoliberal de que “sem economia não há povo que resista”, por favor, parem de brincar com o setor da indústria audiovisual. Não deixem a ignorância afetar ainda mais a nossa economia, já que a moeda é essa.


Juliana Vedovato vedovatocampos@gmail.com

São Paulo


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PELO BEM MAIOR


Se o bem maior da vida, é a própria vida, como atesta a Constituição Federal, então não serei eu a condenar empresários que por conta própria e sem qualquer prejuízo para a vacinação de outrem cuidaram de comprar vacinas contra a covid-19 no exterior para a legítima defesa da própria vida. Já que o governo não fez a lição de casa...


Marcelo Gomes Jorge Feres Marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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KIT COVID PARA A MORTE


Liderados pelo charlatão presidencial, médicos da milícia branca bandida continuam a receitar o Kit Convite Mortal 19, 20 e 21, praticando um crime explícito contra a população ignorante, seguidora do bolsonarismo genocida. Camisa de força e cadeia para esses milicianos da saúde. 


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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LUTO


Mais de trezentos mil mortos. Dia 2 de abril, Dia Nacional de Luto! Todos de preto!


Paulo S. Silveira outlook_76C2FA47DF9E3711@outlook.com


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ALTERNATIVA GARANTISTA


O voto da ministra Carmem Lúcia, do STF, contra Moro e liberando Lula para concorrer à Presidência da República, surpreendeu a todos. Mas a recente entrevista que Fernando Henrique Cardoso deu ao Estadão dá uma pista: se em 2022,  forem para o segundo turno Bolsonaro e Lula, este  ganharia, inclusive com seu voto. E é muito provável que nós, brasileiros, que não aguentamos mais a estupidez deste desgoverno, teríamos  de fazer o mesmo Assim, a alternativa Lula seria uma garantia  contra a ameaça bolsonarista. Tudo isso demonstra a necessidade de  um novo líder que  se  mostre digno da confiança da Nação.

Candidatos,  juntem-se e planejem um governo eficiente,  reservando um lugar de honra para Sérgio Moro. Para garantir um governo 100% honesto, o que mais desejamos e acho que nunca tivemos.


Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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JUSTIÇA PARA TODOS?



Enquanto nos EUA, um hacker é punido, preso e devolve o que lucrou por invadir o Twitter de famosos, aqui os ministros Gilmar, Lewandowski e Carmén Lúcia usam, e querem negar, conversas de um hacker (ilegal) para atacar Moro, que não roubou e conseguiu devolver parte do dinheiro surrupiado dos cofres brasileiros nos governos Lula-PT!

E ao ver a emoção-choro do sr. Gilmar em homenagem aos advogados da defesa de Lula pela persistência no habeas corpus pedido em 2018, e convenientemente só agora levado a julgamento, dá para perguntar: esta Justiça é confiável?


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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RINDO, PRA NÃO CHORAR

Vou confessar. Aquele triplex no Guarujá é meu. Escondi até agora porque, mancomunada com o ex-ministro Moro, eu queria que Lula se ferrasse. O sítio de Atibaia também era meu. Emprestei para Lula e família só para  que deixasse provas por lá – pedalinhos, escovas de dente, vinhos e uísques caros, roupão de banho, cremes  e xampus. Fizemos

tudo direitinho.  Eu e o Moro. Para disfarçar, Moro condenou também um montão de gente, inclusive empresários corruptos, pessoas de alto coturno, que se achavam donas do Brasil. Pior que eram!

Agora resolvi confessar essa trama diabólica. Não esperem que peça perdão: fiz de propósito e não me arrependo.

Alguns ministros do Supremo descobriram tudo. A ministra Carmén Lúcia levou  um tempão, mas também descobriu.

Uma pena.

Só de raiva, vou  reproduzir aqui algumas falas de colegas de capa sobre o ministro Gilmar Mendes, o mais agressivo contra o ex-ministro Moro:  

Ministro Joaquim Barbosa: “V. Exa. está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. V. Exa. quando se dirige a mim não está falando com seus capangas lá de Mato Grosso. O senhor me respeite!”.

Ministro Barroso: “V. Exa. é uma desonra para o tribunal. É penoso ter que conviver com o senhor. Pessoa horrível, mistura do mal com o atraso, com pitadas de psicopatia. Temperamento agressivo, grosseiro, rude. Está sempre atrás de algum interesse que não tem nada a ver com a justiça”.

Opiniões de gente de peso. 

Estou rindo muito de tudo. Para não chorar.


Regina Helena de Paiva Ramos – reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo


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NÃO DÁ MAIS PRA AGUENTAR CALADO


Cansado de tanta injustiça, imoralidades “legais” e hipocrisia, tendo trabalhado dos 14 aos 68 anos, hoje aos 80 manifesto meu repúdio a tantas leis imorais e perversas aprovadas desde que Ulisses Guimarães com grande empolgação em 1988 promulgou a Constituição Cidadã, aplaudido efusivamente por políticos que hoje, custando bilhões aos cofres públicos, cercados de cabides de empregos, vivem no conforto e luxo legislando em causas próprias. E por que tantos? Queremos mais professores, boas escolas, ensino de qualidade para nossos filhos e netos e menos deles.

E menos também de juízes que, em iguais condições, nos agridem livrando da prisão políticos corruptos, médicos estupradores, chefes do tráfico e demais bandidos fazendo do País um paraíso de safados. Trabalhamos e pagamos por um Brasil que sonhamos, merecemos e não temos. Insensíveis e cegos não veem que Bolsonaro, turrão, malcriado e trapalhão, só foi eleito porque não os aguentamos mais. Alta carga tributária, economia esfacelada, privilégios, parasitismo, corrupção e impunidade, desemprego, violência, miséria e mortes, é o Brasil de hoje com eles no poder. Quando presidente do  Supremo, a ministra Carmén Lucia disse que o crime não vencerá a justiça!  Não é o que vemos aqui! A pandemia só piorou essa nossa triste realidade.


Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul


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MINHA CASA MINHA VIDA


Sugiro que, por causa do estado de pandemia em que vivemos, recessão, desemprego e situação de miséria e fome, principalmente a camada mais pobre, o governo federal, por meio da Caixa Econômica Federal, possa beneficiar as famílias que residem nos empreendimentos de baixa renda, que pagam a parcela de até R$ 50, e que falte até 1 ano para quitar o imóvel.  Que essas prestações restantes possam ser dadas como quitadas, para assim ajudar essas famílias, que vivem de Bolsa Família e muitas vezes pagam a prestação da casa em dia, mas deixam de comprar comida. Seria uma forma extremamente necessária para esta atual situação em que vivemos!

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba


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APLICADO ASSESSOR


O assessor Especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, ofendeu o Congresso Nacional, durante a fala do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao reproduzir com a mão direita, o gesto que é ligado aos supremacistas brancos. Não precisava mais nada, mas o aplicado assessor,  depois, ofendeu nossa inteligência, com a desculpa de que estava ajeitando a lapela do paletó. Ainda bem que, apesar das insistentes tentativas frustradas, desde os tempos de outros governos, temos uma imprensa democrática, vigilante e competente, que disponibilizou imagens precisas que não deixam a menor dúvida do que ocorreu.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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FILIPE MARTINS VAI CAIR PARA CIMA


Esse senhor é amigo dos sagrados filhos, já aprontou várias vezes. Em breve será condecorado como fizeram com o Capitão Adriano, do Escritório do Crime, e, em seguida será promovido a qualquer coisa, sempre para cima. Amigo da família real não morre pagão...


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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ORGANIZAÇÃO NA VACINAÇÃO

Fui vacinado ontem contra a covid-19  e faço questão de relatar o que se deu. A minha escolha recaiu sobre o drive thru do "Posto Hebraica" (entrada pela R. Ibiapinópolis).  Tudo absoluta e precisamente organizado, desde a recepção e orientação externas pelos agentes da CET e, dentro do local, pelos eficientes, competentes, delicados técnicos da Secretaria da Saúde, que após exatos e cronometrados 3 minutos me dispensaram, já imunizado com a primeira dose da Coronavac.

Motivo real de orgulho, de planejamento por todos os envolvidos nessa operação.

Parabéns, também, a todos da Hebraica pela cessão e parceria.

Grato a todos.

Geraldo Bourroul gbourroul@uol.com.br

São Paulo

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ARTIGO ‘DECISÕES IMPOPULARES, ESSA VACA PROFANA!’

Escrevo ao Estadão para parabenizá-lo pela publicação do excelente artigo Decisões impopulares, essa vaca profana! (A2, 26/3), escrito por Sergio Eduardo Mendonça de Alvarenga.  Estava desapontado com a linha editorial do jornal nos últimos dias, especialmente no conteúdo publicado na seção "Notas e Informações" referente ao julgamento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. Ora, já havia lido no passado textos nessa seção defendendo o devido processo legal, porém me surpreendi ao notar a relativização do caso no texto publicado ontem, de título Confiar na Justiça?. E para me desanimar ainda mais, percebo na seção Fórum dos Leitores a quase totalidade dos comentários defendendo o ex-juiz e atacando o ex-presidente. Por essas e outras, confesso que cheguei a ligar para vocês com o objetivo de cancelar minha assinatura, porém fui convencido pela atendente a manter uma assinatura digital. Fiquei feliz em ler hoje o artigo acima citado, que apresenta um ponto essencial: convicções políticas são volúveis e convicções jurídicas devem ser sólidas. A suspeição do ex-juiz foi claramente demonstrada nos votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, e qualquer um que não perceba isso ou lhe falta conhecimento ou lhe falta caráter. Espero sinceramente poder ler mais conteúdo que divirja da linha editorial do jornal, principalmente nos dias atuais, que dependemos tanto da informação fornecida por veículos tradicionais e sérios de imprensa, como é o caso do Estadão.


Victor Arroyo da Silva do Valle vasvsilva@hotmail.com

Santos


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O artigo do advogado Sergio Eduardo Mendonça de Alvarenga intitulado Decisões impopulares, essa vaca profana! e publicado no Estadão de ontem é primoroso na defesa de suas convicções jurídicas. Tratando das últimas decisões do STF, o articulista afirma de maneira incontestável que à luz do Direito, de suas leis e de seus códigos, “A incompetência do juízo de Curitiba sempre foi clara” e que “... a suspeição do juiz Sergio Moro também sempre foi óbvia”. Diz ainda: “Mesmo entre os profissionais que atuam no mundo jurídico, as convicções políticas se sobrepujaram, em parte considerável, às convicções jurídicas”. “Pas question!” diriam os franceses. O purismo das convicções jurídicas do dr. Sergio, entretanto, não responde à seguinte pergunta: se não fosse “o desejo de protagonismo em Curitiba” e a postura firme do juiz Moro, o que teria acontecido com a centena de corruptos que foram condenados pelo titular da 13ª Vara de Curitiba e com os cerca de R$ 4 bilhões recuperados pelas ações conduzidas pela força-tarefa da “finada” Lava Jato? Peço vênia ao articulista para responder que os corruptos teriam permanecido impunes e nenhum centavo teria sido devolvido a quem foi roubado. A impunidade continuaria, como vai continuar daqui para a frente, protegida pelos puristas jurídicos. O purismo defendido pelo dr. Sergio é elogiável, mas como, juridicamente, fazer frente a decisões políticas de nossos tribunais que, tomando por exemplo as últimas resoluções da nossa Suprema Corte, anularam as condenações e tornaram elegível o maior corrupto que já ocupou a Presidência de nosso país. Com isso se tornou possível que um indivíduo desses venha a presidir a Nação novamente em 2023. Para os leigos em direito isso tudo é simplesmente incompreensível e assustador!


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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O advogado Sergio Eduardo Mendonça de Alvarenga escreve “juiz não é animador de torcida”. É sim.

É só assistir ao comportamento do ministro Gilmar Mendes, raivoso. Aparentava babar na sua fala. Ele é mais que animador.Ele é o árbitro da partida. Ele já havia definido o vencedor. Carta marcada.

O voto de Cármem Lúcia já era conhecido.

É triste o ocorrido.

Leonir Esteves Lagoa leonlagoa@ig.com.br

Santos

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TINA TURNER DEIXA A VIDA PÚBLICA

Tina Turner despede-se da vida pública e deixa um vácuo enorme no mundo musical. Seu talento, sólido como rocha, é algo praticamente extinto nos artistas de hoje. Suas canções viverão para sempre na mente daqueles que ela conquistou, ao longo de gerações!



Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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