Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Gloriosas Forças Armadas

Última fronteira da democracia. Não concordando com atitudes do presidente da República, os comandantes pediram demissão de seus cargos. Parabéns!

ITAMAR C. TREVISANI ITAMARTREVISANI@GMAIL.COM

JABOTICABAL

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Orgulho nacional

Parabéns aos chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica que deixaram seus cargos em clara manifestação de que respeitam a Constituição da República e não apoiam os desmandos de Bolsonaro. Eu confio nas nossas Forças Armadas,  que continuarão a defender a nossa democracia, e não esse embrião de ditador.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES CARMEN_TUNES@YAHOO.COM.BR

AMERICANA

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Ar fresco

A saída do ministro da Defesa é também um sopro de ar fresco de real patriotismo e respeito nesse clima mal cheiroso de interesses menores e politiquices de aldeia que vem empobrecendo nosso país. O primeiro de muitos que, Deus permita, ainda virão, para que possamos respirar livremente os ares da justiça e do amor à Pátria.

VERA BERTOLUCCI VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Novo ministro da Defesa

Será que Braga Netto vai se prestar aos devaneios de Bolsonaro? O íntegro Fernando Azevedo e Silva não se submeteu. Como disse o general Hamilton Mourão, se a política entra pela porta da frente de um quartel, a disciplina e a hierarquia saem pela porta dos fundos.

PEDRO LUIZ LEOPARDI  LEOPARDI73@GMAIL.COM

JUNDIAÍ

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Mexendo as peças

Quem entrega seus peões sem estratégia definida abre espaço para mais ataques e perdas de aliados, nesse tabuleiro cada vez mais na defensiva. Se o rei levar xeque-mate, o jogo acaba e a fiel torcida nada pode fazer.

CARLOS GASPAR  CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Dança das cadeiras

Durante a campanha presidencial, entre tantas promessas Bolsonaro afirmou que o critério para a escolha de seus ministros seria o da meritocracia. Infelizmente, não esclareceu ao eleitorado que o tal mérito seria consequência de duas variantes obrigatórias nos currículos: 1) concordar com o chefe sem contestação, sem contrariá-lo em nada, o sujeito não precisa nem pensar; e 2) ser amigo de um de seus zero alguma coisa. Ser indicado por um dos filhos dá ao candidato a chance de ocupar postos jamais sonhados sem a tal amizade. Como tais aptidões e especializações são “privilégio” de poucos, o Brasil continuará nas mãos de ministros e agentes cuja competência está comprometida com a regra do “sim, senhor”, tão bem exposta pelo ex-ministro da Saúde especialista na logística da obediência servil: “um manda, o outro obedece”. Quanto a nós, que não somos dotados de tais “aptidões curriculares”, seguiremos na amargura até o fim do mandato do devedor de promessas que administra o nosso país. Haja falta de mérito, haja incompetência!

ANA SILVIA F. P. PINHEIRO MACHADO  ANASILVIAPPM@GMAIL.COM

SÃO PAULO


Derretimento das instituições

O presidente Jair Bolsonaro busca desviar a atenção com suas grosserias e seus ideais amorfos, enquanto busca a reeleição ardilosamente construindo um caos para justificar uma intervenção futura, processo de grande risco institucional, principalmente se envolver as Forças Armadas e as Polícias Militares dos Estados, como indica pretender. Os danos já causados por essa gestão, omitindo-se na condução ao combate à covid, desconstruindo nossas relações internacionais, desorganizando a economia, imobilizando entidades essenciais à educação e agora até o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parecem não ser suficientes para que pondere seus atos. Soma-se a essa situação um Congresso amealhando R$ 50 bilhões do Orçamento para emendas de seus integrantes, em total desvio de suas funções constitucionais, bem como um Supremo Tribunal Federal completamente fragmentado por egos inflamados. O resultado é o caos porvir. Portanto, não basta uma carta aberta dos economistas. Precisamos de um brado de alerta que ressoe em todo o Brasil, alertando aos brasileiros que, a continuar esta situação, estamos a caminho do derretimento das instituições.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Obscurantismo

Como geógrafo, revolta-me a falta de senso de responsabilidade do presidente Bolsonaro quanto ao planejamento do futuro do Brasil. Imperadores romanos ordenavam a realização de censos nos seus vastos domínios e sabiam da situação econômica e da sociedade. Eram planejadores exímios, mantinham assim seus exércitos e suas cortes privilegiadas e o povo sob controle. No Brasil, o IBGE, que é há décadas responsável por variada gama de censos estatísticos e estudos científicos, sobre os quais tudo se decide em Estados que têm governos sérios, teve seu orçamento drasticamente reduzido pelo obscurantismo de um presidente (?) anticiência, provocando o pedido de demissão de sua dirigente e atraso no censo nacional. Essa atitude contra o IBGE caracteriza, a meu ver, golpe contra a transparência na coisa pública e crime de lesa-pátria. Devem as academias de ciências protestar contra mais esse desmanche de instituição pública nacional. Assim é que Jair pretende planejar o nosso futuro, com obscurantismo fanático? Urge que o Congresso Nacional desengavete os pedidos de impeachment – mais de 60 – contra Bolsonaro, antes que seja tarde demais.

HERBERT SÍLVIO A. PINHO HALBSGUT H.HALBSGUT@HOTMAIL.COM

RIO CLARO

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Mico

O mito está virando mico. E logo vai conhecer o remédio amargo do Congresso. Ninguém quer o mico do seu lado!

MANUEL PIRES MONTEIRO MANUEL.PIRES1954@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 REAÇÃO DOS MILITARES


 A possível união entre os militares, STF e Congresso Nacional, sem dúvida, reúne as forças necessárias para pôr um fim na política de desmandos de Bolsonaro. O seu governo atingiu um nível sensível de repúdio da maioria dos brasileiro, porque, ao impor suas vontades e suas convicções extremistas, abandona  o indispensável apoio ao segmento da pandemia de covid-19, ao bom andamento do Ministério da Saúde, prestando atenção, somente, a seus familiares e adeptos que o seguem sem questionamentos. É hora de dar um basta  a Bolsonaro, colocando-o no caminho da boa governança e das leis vigorantes.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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BOLSONARO X MILITARES

Após a troca do ministro da Defesa, os chefes das Forças Armadas também deixaram os cargos, mostrando para Bolsonaro que ele “não tem um exército”. Talvez ele possa contar com um cabo e um soldado para tentar dar um golpe de estado. Por enquanto, a democracia vai vencendo. 


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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FORÇAS ARMADAS


Jair Bolsonaro pensa que o Brasil é o quintal da sua casa e o playground dos quatro filhos! Estava muito preocupada com o silêncio das Forças Armadas!

Felizmente as Forças Armadas foram forçadas pelo próprio presidente a mostrar seus brios e de que lado estão para defender o povo brasileiro.

Agora é só aguardar a implosão do governo. Seis meses?


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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PRESIDENTE PROBLEMÃO

Os últimos atos de Jair Cloroquina Bolsonaro mostram que ele está cada vez mais isolado, motivo pelo qual está escolhendo pessoas que dizem amém a ele, independentemente da gravidade da situação. Sobra para nós pressionarmos os parlamentares para iniciar seu processo de impeachment, por mais doloroso que seja. Os que ainda apoiam esse presidente lesa-pátria deveriam pensar nos 314 mil mortos pela covid-19, nos 14 milhões de desempregados, na tensão criada com as Forças Armadas, na degradação da Amazônia, na polarização do País e na péssima imagem do Brasil na comunidade internacional. Quanto tempo suportaremos tanta irracionalidade patológica presidencial? Acorda Brasil!


Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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O PAÍS RESPIRA POR APARELHO

Que coisa horrível esse governo de Jair Bolsonaro!  Transforma esta Nação em pária do meio ambiente e no enfrentamento desta devastadora pandemia de covid-19! Em razão da sua desfaçatez de não ter adquirido antecipadamente vacinas e insumos e ser contra o uso de máscaras e também do isolamento social, etc., o nosso Brasil se tornou o epicentro deste vírus, e acumula mais de 310 mil mortes.  A sua incompetência é de tal ordem que, sem capacidade alguma de dialogar com a Nação, com raríssimas exceções, monta um péssimo Ministério. Nada funciona nesta   gestão federal. E, hoje, literalmente, o País respira por aparelho!  Assim como milhares de pacientes da covid-19 nos hospitais colapsados e outras centenas nas filas das UTIs. O Brasil não merece esse retrocesso!  Depois das indigestas gestões petistas de Lula e Dilma, há longos 27 meses, temos  a sina de aturar esse soberbo, perverso, inconsequente Jair Bolsonaro.  Nem a brutal queda de Bolsonaro nas pesquisas de opinião serve de consolo. Já que temos uma economia e contas públicas em frangalhos. E um contingente histórico de desempregados, com aumento mais do que visível da pobreza no País.  Porém, espero que a carta conjunta assinada por mais de 3 mil empresários e formadores de opinião, contrariados com o rumo deste governo, faça o País mudar de rumo.  Essa proeza somente será possível se o Centrão se afastar desse nefasto governo e o presidente da Câmara, Arthur Lira, aceitar um dos muitos pedidos de impeachment!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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‘Data venia’, ministro Lewandowski  

O indeferimento de petição do Partido Podemos, provavelmente como liminar numa Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), para que sejam vacinados com prioridade nossos deficientes físicos e mentais, pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, é de uma crueldade ímpar e de uma fundamentação tíbia. Outros grupos poderiam ser prejudicados. Qual o grupo mais importante que os excepcionais? Os militares? Os juízes?  Estávamos vendo com certa empatia a atuação do ministro nos últimos tempos. Lamentável.       

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DEDO RUIM

Jair Bolsonaro tem o dedo muito ruim para escolher seus ministros? Na Educação está nos 3,5 ministros, com destruição do que existia. Na Saúde, já passou dos 300 mil mortos; no Meio Ambiente conseguimos nos tornar odiados em todo mundo, a cultura não existe mais (afinal são todos comunistas). Pior, a certeza que temos é que o dedo dele é bom, o que é ruim é a cabeça, que sempre mandou fazer essas loucuras e desatinos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com


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ADEUS A ERNESTO ARAÚJO

Mais um que se vai sem deixar saudades!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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E o extremo-bolsonarista radical Ernesto Araújo, nomeado chanceler do desgoverno Bolsonaro sem nem sequer ter sido embaixado, finalmente deixou de ser o ministro das péssimas Relações Exteriores para ser devolvido à sua insignificância política e apagado da história do País pelos deploráveis serviços prestados ao Itamaraty. Grande parte da ruinosa imagem que o Brasil desfruta atualmente no exterior, o que provoca incontáveis prejuízos ao soft power e aos cofres nacionais, a ele deve ser creditada. Seja bem ido. Já vai tarde!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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TAMANHO DA CALÇA

O que alguns precisam entender é que "A insustentável leveza do ser" não depende do tamanho da calça, mas sim do seu comprometimento intelectual!


Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo


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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

O Ministro da Educação dá sinais de que pretende moldar os currículos das escolas públicas infanto-juvenis atuais àqueles das Escolas Bíblicas Dominicais evangélicas. Desastre à vista!"

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo


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REDES ANTISSOCIAIS MORTAIS

Perguntaram a Albert Einstein como seria a 3ª Guerra Mundial. Ele respondeu que não sabia como seria a terceira, mas que a quarta seria com paus e pedras. Hoje sabemos que a 3ª Guerra Mundial já começou e que está sendo travada dentro de casa, e não estou falando de pandemias de vírus mortais, mas da tirania das redes antissociais, criadas no ventre da internet, a maravilha tecnológica que conectaria o mundo em rede e permanente confraternização universal. Só que de boas intenções o  inferno está cheio. Faltou avisar que a maioria absoluta das pessoas é de mentes medíocres de ressentidos e infelizes seres, que odeiam a si mesmos e aos outros, em oposição ao princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”,  ingenuamente pregado no Evangelho cristão. Deveríamos voltar para as árvores, onde vivíamos em harmonia com a natureza, despidos das tralhas e badulaques que nos corromperam e nos dividiram em categorias desiguais. Torre de Babel instalada, só nos resta a esperança de que  todos se cansem do vírus mortal desta praga digital. Amém!

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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TURRA IDEOLÓGICA

Dos muitos comportamentos esquisitos dos nossos tempos, a turra ideológica talvez seja o mais difícil de explicar. Discutir e comparar Beatles com Rolling Stones numa conversa entre amigos, vá lá.  Exaltar-se numa mesa de bar porque o cara ao lado insiste em que o homem não esteve na Lua continuará sendo apenas uma resposta emotiva para uma discussão estéril, mas tão comum quanto inofensiva.  Quando terminarem as picuinhas mútuas, seu amigo e o cara ao lado ainda serão tidos como tais e antes de chegarem em casa já terão se esquecido do que os levou a divergir de você.

A coisa vira mesmo um conflito de árabe com judeu quando a discussão tem como objeto alguma questão ideológico-partidária e tende a descambar para a briga declarada quando aponta para o político que a personifica.  Se você acha que anda faltando emoção em sua vida, experimente relembrar alguma mancada desses personagens a um dos seus seguidores e você já terá um bom entrevero para chamar de seu.  É nisso que dá defender pessoas em vez de ideias e princípios.

O problema todo talvez seja alguma anomalia cognitiva – ou sabe-se lá o que – que atrai para o domínio pessoal qualquer menção desfavorável a um ato ou fala do venerado.  Quando alguém defende que fulano é inocente ou que sicrano é mito, são a lógica e o bom senso que deveriam sentir as dores do insulto, e não o interlocutor.  O mais comum, no entanto, é que vire uma questão de honra fazer a defesa do ídolo ofendido e o que se segue quase sempre são sopapos e pontapés na racionalidade.

A adesão sem critérios a circunstâncias e a posicionamentos políticos sabidamente voláteis acabará atraindo situações contraditórias e difíceis de ser explicadas depois.  O governador que era inimigo por ser do partido político errado agora é aliado porque tem se saído muito bem em afrontar o inimigo maior.  O canal de televisão que não prestava agora “vai bem, obrigado” porque ocupa boa parte do seu horário nobre com críticas dirigidas ao governo de oposição.  Por fim, o ex-juiz foi rapidamente de mocinho a bandido porque um dia acordou com vontade de revelar a mania do seu chefe de intervir em assuntos que não lhe diziam respeito.

Mesmo com certas verdades mudando de lado, sempre haverá gente fincando o pé em suas crenças ideológicas e se esmerando para defender o indefensável.  É possível também que a hostilidade com o pensamento adverso continue a desfazer amizades e a transformar gente pacata em ferozes defensores da conduta alheia.  Pode ser que trocar um pacote fechado de ideias por seus próprios princípios te livre de precisar justificar a mão-leve de um ou a pouca intimidade com a inteligência do outro, mas não te colocará a salvo da fúria de um convertido quando expressar uma opinião contrária à dele.

Pensando bem, como é mesmo aquela história da bandeira americana tremulando na Lua, em um ambiente sem vento?

Roque Maitino Neto roque_maitino@msn.com

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EXTERMINADOR DO FUTURO E DO PRESENTE

O editorial O desmonte do sistema educacional (29/3, A3) nos faz lembrar que a tragédia do desgoverno é muito mais ampla do que a extinção em massa causada pela catástrofe na administração da pandemia de covid-19. As gerações futuras serão um bando de cidadãos acríticos, mal formados e sem a capacidade de distinguir a dura realidade da ilusão governamental. A educação superior é comandada por criacionistas e instituições da educação básica são carcomidas pela ideologia da ignorância. Décadas utilizadas para construir, ainda que muito lentamente, um sistema educacional mais racional e equilibrado que está agora totalmente destruído. A política de desmonte era clara na campanha de Jair Bolsonaro e os que nele votaram sabiam disso, não há perdão ou desculpas. Mas ainda é possível remover o exterminador do presente e do futuro do País. 

  

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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AULA DE HISTÓRIA NO FUTURO


Estava imaginando um professor de história no futuro, lecionando sobre os fatos registrados durante a atual pandemia. A turma vai dar muita gargalhada, com certeza, quando souber que um prefeito sugeriu aplicação de ozônio no ânus, em agosto de 2020. Os alunos não vão acreditar que o presidente da República, que não era graduado em medicina, prescreveu cloroquina e ivermectina para a população, pela TV. Os risos acabarão ao perceberem que no mês de março de 2021 foram registrados números recordes de contaminações e falecimentos. Ficará registrado na história do nosso povo que o presidente falava frequentemente a palavra Deus em seus pronunciamentos, mesmo diante da mortandade, gerada pela incompetência de seu governo.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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LIBERDADE DE IMPRENSA


Nada com a liberdade de imprensa, fator fundamental da Democracia, para a opinião pública ter condições de avaliar o desempenho de seus governantes, e poder exercitar nos pleitos eleitorais suas escolhas o mais racionalmente possível.  Assim vai se construindo a história democrática de cada nação, e, mesmo com eventuais enganos de escolhas, há a possibilidade de correção de tais ações, rumo ao inexorável processo de desenvolvimento humanitário, que tem na utopia cristã do Reino, a meta a ser alcançada.

José de Anchieta Nobre de almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro


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31 DE MARÇO


O dia de hoje será lembrado por alguns como um golpe de Estado e por outros, como uma revolução. Seja qual for o nome que se atribua ao evento, um fato importante que precisa ser lembrado é que os militares que depuseram o então presidente João Goulart afirmaram que ficariam pouco tempo no poder e que logo a democracia seria restaurada. Esse “pouco tempo”, todos sabem, durou 21 anos, durante os quais a democracia foi esquecida. Atualmente não são poucos os que advogam a deposição forçada de Jair Bolsonaro sem que isso represente ameaça real à democracia. Engano crasso e terrível. Democracia é como gravidez: ou é ou não é, não existe meio termo nem permite interrupção temporária. Não há golpe ou revolução que justifique nem mesmo as insanidades de Jair Bolsonaro. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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RIO DE JANEIRO

Para o governador Cláudio Castro o Rio de Janeiro continua lindo! Infelizmente, a desfaçatez, a imbecilidade insistem em penalizar  a população fluminense. Até quando ?

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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ROBIN HOOD À BRASILEIRA


Com a edição da MP 1.034, DOU 1º/3/2021, que, no art. 1º, resolveu majorar as alíquotas da CSLL e do IRPJ das PJs do setor financeiro a partir de 1º/7/2021, o presidente Bolsonaro enfureceu a classe dessas instituições, é o que se constata no noticiário atual dos jornais.

 Convém divulgar que o presidente Bolsonaro não onerou a produção, portanto, não aumentou o preço das mercadorias nas prateleiras, não aumentou a inflação, a MP apenas aumentou a tributação dos lucros das empresas do setor financeiro, tirou do bolso dos “ricos” para distribuir para os “pobres”, essa é a equação, e manteve a mesma tributação anterior para as demais empresas, imitou o Robin Hood dentro da lei.

 Num período em que a classe trabalhadora perde o salário, os comerciantes são obrigados a fechar suas portas e demitir, nada mais justo que o setor financeiro contribua com um pouquinho dos seus lucros para ajudar nessa travessia, porém, infelizmente, não é assim que pensam.


 Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo


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CORRIGINDO UMA INJUSTIÇA

Com frequência vemos afirmações, e não sabemos se por ignorância ou má-fé – ficamos com a primeira, estabelecendo uma fusão ou, antes, uma confusão entre Criacionismo e Terraplanismo. Nada mais injusto! Terraplanismo, essa esdrúxula ideia foi defendida também por São Tomás de Aquino, no séc. 13, em um período obscuro da Igreja medieval. Mais recentemente defendida por indivíduos que não creem que o homem chegou à Lua em julho de 1969. Até o excelente e mordaz articulista da segunda página do Estadão José Nêumanne comete tal despautério. Criacionismo Científico é uma alternativa à Teoria (Hipótese) da Evolução, é defendida por cientistas das mais diferentes áreas do conhecimento humano, tais como Geofísica, Paleontologia, Bioquímica, Biologia Molecular, etc., e como tem implicações com afirmações bíblicas é sumariamente rejeitada. É digno de nota que todos os cientistas criacionistas são egressos do evolucionismo de Darwin. Criacionistas não podem defender uma Terra Plana, pois a Bíblia afirma que é esférica (HUG em hebraico). Jó – 2.200 a.C. – 26:10 usa a mesma palavra Hug – traduzida como círculo; Isaías – 700 a.C. – 40:22 diz que Deus está sentado sobre o globo (círculo) da Terra, bem antes dos filósofos gregos Hiparco e Eratóstenes, este calculou a circunferência da Terra. Quanto aos terraplanistas, que estão no governo Bolsonaro, como dizem, que perguntem ao ministro Marcos Pontes, astronauta brasileiro que esteve na estação espacial ISS, e ele dirá qual o formato da Terra. Jeffrey Williams, até há pouco tempo era campeão de permanência fora da nave é criacionista e tem milhares de fotos da Terra vista do espaço. Associar Terraplanismo com Criacionismo, má-fé ou ignorância dos fatos? Por uma questão de equanimidade, gostaríamos fosse publicada esta missiva.

Martins James martins.james@gmail.com


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