Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2021 | 03h00

Congresso Nacional

Aumento de 170%

Mais um tapa na cara dos brasileiros foi dado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, que aumentou em 170% o reembolso aos deputados federais dos gastos com saúde. Basta mostrar os recibos, que podem ser falsos, como o do dentista do pastor Marcos Feliciano. Eles já têm um caríssimo plano de saúde, provavelmente superfaturado, e quando o problema é sério eles vêm para o Sírio ou para o Einstein, enquanto a maioria dos brasileiros morre sem internação ou respirador porque algum safado surrupiou. Com raríssimas exceções, eles não têm vergonha na cara.

EMERSON LUIZ CURY EMERSONCURY@GMAIL.COM

ITU

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Para eles, tudo

Enquanto a maioria da população pena para ser atendida pelos bravos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentando todo o tipo de dificuldades, o nobre deputado Lira, presidente da Câmara, aprova para si e seus pares uma verba astronômica de R$ 135 mil para gastos com saúde, sem necessidade de comprovação, mesmo contando com um plano de saúde privado e um departamento médico na Câmara. Pode estar nesse ato uma das razões para Lira ter sido eleito presidente da Casa. Trata-se, a meu ver, de um ato nojento!

FERNÃO DIAS DE LIMA FERNAODIASLIMA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Falta de decoro

Isso é um assalto vergonhoso, quando milhões de pessoas só estão comendo por doações.

ARIOVALDO J. GERAISSATE ARI.BEBIDAS@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Afundando o País

O que o sr. Arthur Lira está fazendo em Brasília? Conceder à elite um reajuste de 170% de despesas médicas? E as condições do SUS? E os temas urgentes que precisam ser tratados? E a pesadíssima máquina pública, que está afundando o Brasil?

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA ALICEARRUDA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Vetores do atraso

Enquanto tivermos esse Congresso Nacional que eleva seus vencimentos e benefícios na calada da noite, como R$ 135,4 mil por ano para despesas médicas por deputado na rede privada, nunca seremos um país desenvolvido. Somos grandes no tamanho, mas permanecemos pequenos pelas atitudes vergonhosas de nossos políticos.

KÁROLY J. GOMBERT KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO

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Só no nosso!

Aumento de módicos 170%, fora as demais mordomias e os penduricalhos dos nobres deputados. E quem paga tudo isso? É nóis! É assim que eles se preocupam com o povo e com o Brasil? Chega, socorro!

MILTON BULACH MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Corrupção

Investigação suspensa

Nada acontece por acaso. Mesmo quando as causas dos acontecimentos não podem ser comprovadas, sempre podemos suspeitar delas pelo odor de pizza que deixam no ar. A recente tentativa de atribuir suspeição ao ex-juiz Sergio Moro e aos combativos procuradores da Operação Lava Jato nos deixa a suspeita de que a causa disso bem que pode ter sido o temor de que suas investigações estivessem se aproximando perigosamente de elementos que até então se consideravam supremamente intocáveis. Embora às vezes o olfato nos engane.

ALFREDO FRANZ KEPPLER NETO ALFREDO.KEPPLER@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Dúvida na anarquia

Ótimo o artigo Anarquia jurídica, de Bolívar Lamounier (1.º/4, A2). Como um dos exemplos, citou a atuação pitoresca de Ricardo Lewandowski no caso do impeachment de Dilma Rousseff, ao preservar a elegibilidade dela, agredindo assim a Constituição e o idioma. Mas não mencionou a causa dessa atuação. Se o fizesse, será que diria que não existe almoço de graça?

FRANCISCO GERALDO SALGADO CESAR FGSCESAR@HOTMAIL.COM

GUARUJÁ

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Desgoverno Bolsonaro

Forças Armadas

O que será que significa “realinhamento das Forças Armadas” com Bolsonaro? Nunca é demais lembrar que as Forças Armadas devem servir ao Estado, jamais a um governo ou a seu governante.

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS MISISMB@HOTMAIL.COM

SANTA RITA DO PASSA QUATRO

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Ministério da Justiça

Bons tempos em que o cargo de ministro da Justiça era ocupado por renomados juristas da estirpe de Paulo Brossard, José Carlos Dias e José Gregori, para citar apenas alguns dos mais recentes, todos eles com invejável currículo e envergadura moral. Hoje, infelizmente, basta cultivar relações pessoais com os filhos do presidente da República. Pobre Brasil...

GERALDO TADEU SANTOS ALMEIDA GEGE.1952@YAHOO.COM.BR

ITAPEVA

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Chiqueiro

Com a famiglia Bolsonaro no poder, qualquer tentativa de melhorarmos as coisas é o mesmo que continuarmos a jogar pérolas aos porcos.

OSWALDO PEREIRA FILHO OSWALDOCPS@TERRA.COM.BR

CAMPINAS

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Pandemia

Butantan e Fiocruz

O Instituto Butantan entregou ao Ministério da Saúde, só em março, 22 milhões de doses da vacina Coronavac, totalizando 36 milhões de doses entregues. Fica aqui a questão: onde estão as vacinas que a Fiocruz deveria ter entregado até agora? Por que a demora e a constante alteração do cronograma? Será que tudo o que tem vínculos com o governo federal padece de obscuridade? Vidas não esperam!

CÉLIA CANHEDO CECANHEDO@GMAIL.COM

VINHEDO

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Imunização fictícia

Um milhão de doses por dia?! Será que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai comprar vacinas da cuidadora que vendeu a empresários mineiros?

ELISA M. ANDRADE ELISA@PORTUGUESEMFORMA.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ETERNO INDISCIPLINADO         

Está claro que Jair Bolsonaro continua – desde que era militar na ativa – indisciplinado, razão pela qual foi exonerado da carreira. Acontece que, com o passar do tempo, ele piorou na rubrica “indisciplina”. Na verdade, dizem os entendidos daquela ocasião que Jair Bolsonaro é uma pessoa insegura e de caráter fraco e, para mostrar austeridade, sempre opta pelas humilhações e pelos confrontos. E foram mais longe dizendo que quem manda no governo são os três porquinhos - os zeros um, dois e três, à esquerda. Pobre Brasil!    

 

 Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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CEMITÉRIO LOTADO


Após o enterro de mais de 20 mil pessoas vitimadas pela covid-19 na cidade de São Paulo, um de seus maiores cemitérios, o de Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, anunciou a suspensão de sepultamentos por absoluta falta de espaço. Ao mesmo tempo, o Serviço Funerário fez a contratação de torres de iluminação para a realização de enterros noturnos, pois a cidade se aproxima da inacreditável marca de 400 (!) sepultamentos diários. Em meio ao macabro e dantesco cenário desta tragédia sanitária, o negacionista presidente Bolsonaro insiste na absurda e despropositada fala contra o procedimento das recomendadas e prudentes medidas de distanciamento social e lockdown adotadas no Estado de São Paulo e na capital. A que ponto chegamos!


J.S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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EDUARDO PAES

Que não se iluda o senhor Eduardo Paes e tenha sempre em mente o fato de que só conseguiu se eleger na esteira do show de incompetência e de exibições de improbidade do seu antecessor, que teve até prisão decretada. Na verdade, seu discurso de excelente gestor nunca convenceu os que foram às urnas e o sufragaram. Pesavam suspeitas de malversação de recursos por parte de alguns de seus secretários, um deles, o de Obras, preso até hoje, além da evidência de má condução de empreendimentos cuja conclusão lhe cabia, mas que até hoje não terminaram, como o BRT Transbrasil, cujo pleno funcionamento constituirá valioso componente para melhorar a qualidade do transporte público. Tudo coroado pela perplexidade de um repentino “sabbatical leave” familiar em Nova York, logo após a passagem de comando, sendo, no regresso, derrotado na eleição para governador por um então desconhecido, cuja cassação no momento se encontra meio obscurecida pela urgência da pandemia. Seu atual mandato, em vias de completar cinco meses, encontra-se, é verdade, envolvido em hercúleas tarefas visando a combater o avanço do vírus. Nada justifica, porém, o abandono da cidade, já perceptível por quem circula em qualquer de suas regiões. São vias importantes sujas e indecentemente esburacadas, praças vandalizadas e monumentos históricos pichados, entre muitas outras mazelas cujos efeitos maléficos podem ser minimizados sem necessidade do aporte de vultosos investimentos, cuja atração, na atualidade, se torna difícil por conta da presente emergência. Mostre que não é bom prefeito só movido por eventos festivos, mas também em situações normais e em eventuais crises, e explicite, acima de tudo, seu provável amor pela metrópole cuja população o elegeu.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ACABOU

O presidente Bolsonaro chegou ao fundo do poço, mas continua cavando.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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TUDO JÁ FOI DITO E NADA FOI FEITO


 Tudo já foi dito sobre a calamidade presidencial que assola o Brasil, por culpa dos próprios brasileiros. Esgotaram-se todos os adjetivos para desqualificar o presidente Bolsonaro, um desastre histórico no pior momento da nação. Mas nada tem sido feito para tirá-lo da Presidência do Brasil, em processo de total destruição por sua turma de incompetentes e reacionários “yes man”, como dizem os americanos, dos assessores que só dizem sim às besteiras do seu chefe imbecil. Deveria haver a possibilidade de um “recall”, uma segunda chamada no meio do mandato, para confirmar ou defenestrar um presidente no Brasil, já que o “impeachment” depende do Congresso e seus insondáveis desígnios. Nada mais a dizer, tudo a fazer. 

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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QUEM PROCURA ACHA!

Tanto fez, mas tanto fez, que o presidente Jair Bolsonaro – que está acuado – vai acabar achando. Afinal, Bolsonaro conseguiu numa única “canetada” Bic ficar sozinho com a saída dos três comandantes das Forças Armadas. Com cara de paisagem, circula livre, leve e solto pelo Planalto, enquanto a crise nacional corre solta, especialmente no combate à pandemia. Como já dizia aquela senhorinha de Taubaté: “Meu filho, quem procura acha”. Afinal, Bolsonaro é um estorvo para o Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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LEGISLATIVO DOENTE

Pode parecer brincadeira ou pegadinha de “1º de abril”, mas é uma dura realidade. Em meio a uma pandemia que aniquila vidas e a economia do País, os deputados acabam de aprovar o reajuste de seus gastos de saúde em mais de 170%, indo dos atuais R$ 50 mil, para R$ 135 mil. Parece que estes parlamentares vivem numa outra dimensão, alheios ao sofrimento do povo que os elegeu e paga seus salários e mordomias. A insensibilidade e a falta de escrúpulos destes cidadãos assustam a todos nós, que vivemos com os nervos à flor da pele pela insegurança que esta pandemia nos trouxe e pela falta de uma sinalização do retorno da sua normalidade. Lembraremos de vocês nas próximas eleições, “nobres e perdulários deputados”.


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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BRASIL MOSTRA A TUA CARA

O programa de assistencial social do governo está em pleno desenvolvimento político. De um lado, para 35,2 milhões de brasileiros o benefício será entre R$ 150 e R$ 375, pagos por quatro meses, para todas as suas despesas. Do outro lado, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira, elevou para R$ 135,4 mil o valor que pode ser reembolsado para as despesas médicas na rede privada a cada um dos 513 deputados, sem prazo definido. Conclui-se que a saúde de um deputado vale mais que 900 brasileiros carentes e que o dinheiro público arrecadado é uma esmola para quem precisa. 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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REEMBOLSO DE DEPUTADOS REAJUSTADO EM 170%

Enquanto isso, o auxílio emergencial não passa de R$ 250,00. Uma vergonha!!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

O presidente da Câmara, Arthur Lira, eleva teto de reembolso e deputados terão direito a R$ 135 mil para despesas médicas. Já  auxílio emergencial... Deixa isso pra  lá...!


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Rul (PR)


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O CUSTO DO ANDAR DE CIMA

Em meio a uma pandemia que castiga quem não tem acesso à saúde nem a planos de saúde, a Câmara dos Deputados reajustou de R$ 50 mil para R$ 135,4 mil o valor do reembolso de despesas de assistência com saúde de parlamentares. Sob o argumento de que o valor estava defasado, as excelências votaram um aumento de 170,8%. É claro que não sofreram nenhuma resistência. De fato vivemos num país onde os trouxas pagam e os espertos desfrutam. E com tristeza constatamos que a vida no andar de cima vale muito. Acorda Brasil, são esses caras que dizem governar para o povo.


Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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PRESIDENCIÁVEIS: PAULO HARTUNG

Centrão pra cá, banqueiros pra lá, empresários pra acolá, todo mundo falando em: Lula ,Ciro, Bolsonaro, Doria, Huck, Leite, etc. Todos falam na polarização inevitável que teremos em 2022. Mas ainda ninguém se tocou, que a saída está na centro esquerda ''light'', e o nome dessa saída é Paulo Hartung. Discreto, fez bom governo no Espírito Santo, transita bem entre as várias esquerdas e inúmeras direitas.

Por que ninguém se lembra dele??

José Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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OVO DA SERPENTE NA PÁSCOA


Jesus é amor, luz e vida, ensina a Páscoa. Ódio, trevas e morte são da outra entidade. Entidade que no Brasil têm alguns fiéis. Na Páscoa, como foi no Natal, os fiéis da entidade deturparão o celebrado, desconectando-o do seu fanatismo pelo sádico, que multiplica mortes há um ano, estimulando contágios, sabotando e negando vacinas, falindo negócios, enquanto agrega a pecha de golpista terrorista e a de genocida.


João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)


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EDUCAÇÃO É A CHAVE

Foi destaque na mídia a tardia aprovação do Orçamento para 2021 e o reajuste salarial das Forças Armadas. De todas as classes laborais a mais importante é pouco valorizada, com os menores ganhos e desprestigiada. Trata-se dos professores. Sou do tempo em que ser mestre era referência do tipo: quem é aquele fulano? É o marido da professora... Enquanto nossos mestres não forem razoavelmente remunerados e com ideais condições de trabalho, prevalecerá a desigualdade social e a gama de dificuldades. A educação é a chave do sucesso, a solução para a maioria dos problemas nacionais; a classe política sabe disso, mas, para se manter no poder, não pensa nem age pela educação. Daí o Brasil ser um eterno país do futuro.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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MANIFESTO


Muito bem-vindo o manifesto pró-democracia assinado por seis “presidenciáveis”. Mais bem-vindo ainda pelo fato de o ex-presidente Lula não ter sido convidado, o que abalaria a credibilidade do movimento perante os que repudiam populismos de qualquer espécie. É um bom começo. Entretanto, a menos de 2 anos das eleições, há muito o que fazer e é preciso que estes e outros potenciais candidatos de centro  passem da retórica para a prática: apresentem programas realistas de governo e comecem imediatamente a campanha. Respeito à Constituição, consciência democrática e repúdio ao autoritarismo são fundamentos essenciais, mas para conquistar corações, mentes e votos é preciso pôr a mão na massa. Já. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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SOBRE O MANIFESTO


A manchete do Estadão de ontem (1º/4, A1) destaca Seis presidenciáveis se unem em manifesto pró-democracia. Pelo menos três desses manifestantes são empresários milionários. A pergunta que cabe a eles é a seguinte: A que democracia estão se referindo? Se for essa que está aí, teríamos que chamá-la de “Democracia Fake”, denominação moderna que expressa de maneira mais realista o que se observa em nosso país. E por que isso? Democracia é um regime em que o povo exerce a soberania, nada parecido com o que ocorre no Brasil, onde a soberania, por exemplo, é dominada por uma casta de aproximadamente 1 milhão de servidores públicos federais que recebe salário médio (fora os “penduricalhos”) aproximadamente 150 vezes maior do que cerca de 50 milhões de indivíduos na faixa de extrema pobreza, que têm de sobreviver ganhando R$150,00 por mês. Aliás, esse é o valor de uma das 4 parcelas da ajuda (sic) emergencial aprovada pelo Congresso para enfrentar a crise econômica causada pela pandemia (anualizada essa ajuda representa R$ 83,33 por mês). O mesmo Congresso cujos membros recebem salários (fora os “penduricalhos”, verbas extras, ajudas de custo, auxílios transporte, moradia e saúde, etc.) de R$ 33 mil, e também os ministros do Supremo Tribunal que recebem R$39 mil, tendo direito aos mesmos “penduricalhos”, sem contar refeições feitas à base de lagostas, regadas por vinhos premiados estrangeiros. É essa a democracia que os presidenciáveis estão defendendo? A democracia na qual políticos servidores públicos (e seus dependentes) quando adoecem são atendidos em hospitais de ponta de São Paulo e os menos favorecidos tem que morrer nas filas dos SUS por falta de atendimento, ou sufocados por falta de oxigênio? Ou a democracia na qual os políticos poderosos e corruptos permanecem impunes porque contam com grandes advogados e com a benevolência de membros dos tribunais superiores, ao mesmo tempo  que milhares de infratores sem recursos permanecem encarcerados “provisoriamente” (sic) porque não podem pagar bons advogados? Seria interessante saber a resposta dos presidenciáveis a essas questões.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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GOLPE, NADA MAIS INVIÁVEL NO BRASIL ATUAL

 

 A troca do comando nas Forças Armadas alimentou narrativas tanto de opositores quanto de simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro. Viu-se, por proximidade a 31 de março, dia da ruptura de 1964, a possibilidade do presidente ou de seus supostos adversários militares estarem pensando em repetir a dose em 2021. Pura elucubração, pois o presidente, que nomeou a todos, pode, quando achar adequado, substituí-los. Os militares brasileiros tiveram atuação política desde o Império, proclamaram a República e foram “políticos” até o regime de 64, quando o então presidente general Castelo Branco, editou os regulamentos que os impedem de alternar a atuação entre a vida militar e a política. Desde então, o fardado que assume posto eletivo passa para a reserva automaticamente e não volta mais à caserna. Os anos que nos separam de 64 e de 85 (quando os militares deixaram o governo) mostram grande diferença entre as Forças Armadas daquelas épocas e as de hoje. As tropas atuais são de soldados formados depois do período em que quartel e política se fundiam. São predominantemente cultores do militarismo de Estado e não ambicionam a política. Os políticos – até por uma questão de sobrevivência – deveriam abandonar as teses extremadas, que só servem para tumultuar a vida nacional e em nada contribuem para a solução dos problemas. Precisamos compreender que, mesmo imperfeita, temos a democracia implantada e vigente. O melhor a fazer é buscar o seu aperfeiçoamento e jamais investir na inviabilidade. Temos uma longa tarefa pela frente, que começa pelas reformas administrativa, econômica, política, eleitoral e outras. Não devemos descartar nem mesmo a possibilidade de uma ampla reforma constitucional. Mas é do interesse geral rechaçar todas as formas de ruptura e extremismo, pois elas levariam ao sofrimento do povo e ao atraso do País. 

           

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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ACELERAR A PRODUÇÃO DE VACINAS


Está na hora de o mundo inteiro colocar na parede os laboratórios farmacêuticos que produzem as vacinas contra a covid-19. É evidente que o modelo atual não está atendendo ninguém, mesmo os países que compraram as vacinas anteriormente, como França e Canadá, estão tendo grandes problemas, recebendo-as a conta-gotas, tendo de fazer lockdowns intermináveis. A produção das vacinas precisa ser descentralizada, todos os grandes laboratórios que tiverem condições de produzi-las deveriam fazê-lo, com a supervisão do detentor da patente e a aprovação das autoridades de saúde. Deve ser criado um fundo mundial para remunerar os esforços dos laboratórios e atender os países que não têm recursos para comprar as vacinas. Já ficou claro que não haverá volta ao normal se o país vizinho não sair da pandemia, e  isso inclui toda a África e os países mais atrasados da América, como o Brasil. Se não houver um esforço global para acelerar muito a produção e distribuição de vacinas, o mundo não vai sair da pandemia neste ano.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA?


Que Augusto Aras, o advogado-geral dos Bolsonaros, está no governo para proteger de qualquer maneira a família Bolsonaro, ele já deu provas cabais disso. Agora pede ao STF a derrubada de um decreto, correto, de Doria que proíbe cultos em razão das aglomerações e do estado epidêmico em que vivemos.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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