Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Golpe de loucura

Com internet, TV a cabo, redes de televisão, repórteres em todas as principais cidades, só louco pensaria em tentar um golpe de Estado no Brasil. Tentativas como a do deputado pau-mandado do Planalto para fazer aprovar uma lei muito próxima de AI-5 teve como destino o cesto de lixo. O único “golpe” possível é pôr para fora um presidente covarde, inescrupuloso e incompetente, via impeachment. Ele está matando o Brasil no sentido figurado e sua população no sentido real. E tudo indica que está morrendo mais gente do que nascendo, a população brasileira vai diminuir. Enquanto isso, um Congresso mesquinho e recheado de acusados de corrupção falseia o Orçamento da União e aumenta os benefícios de assistência médica dos deputados. Vergonha. Deputados e senadores, na minha visão, são cúmplices dessa situação porque nada fazem, só buscam os próprios interesses.

CELIO DAL LIM DE MELLO CELIOMELLO02@GMAIL.COM

CURITIBA

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Mau militar, mau político

Bolsonaro foi um mau militar, indisciplinado. E é um mau político. A sociedade brasileira deve seguir o exemplo do Exército e expulsar esse incompetente da Presidência da República, para o bem do povo brasileiro.

FRANCISCO ANÉAS FRANCISCOANEAS66@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Salvadores da Pátria

O insolente ocupante do Palácio do Planalto deu um tiro no próprio pé acreditando que poderia transformar as Forças Armadas, uma instituição de Estado, em soldadinhos de forte apache embarcando com ele em suas travessuras golpistas. Acredito, no entanto, que o expressivo derretimento de sua popularidade, combinado com uma barreira cognitiva digna de estudo comportamental da psicologia, vai levá-lo a meter os pés pelas mãos, especialmente quando vir minguar a possibilidade de reeleição. Quem tiver a oportunidade de ler o livro Como as Democracias Morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt – dois conceituados professores de Ciência Política da Universidade Harvard –, vai encontrar similitudes entre o comportamento presidencial e o de figuras políticas como Hitler, Mussolini, Vargas, Chávez, Putin, Marcos e Trump, entre outros menos cotados. Protagonistas como esses aproveitam momentos de desatenção nos freios e contrapesos das democracias e se apresentam como salvadores da pátria, normalmente apontando um inimigo real ou imaginário que precisa ser combatido. Ao assumirem o poder, tiram a máscara e mostram ao que vieram.

ARNALDO LUIZ CORRÊA ARNALDOCORREA@HOTMAIL.COM

SANTOS

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Continência

No Fórum de 1º/4, as críticas de leitores acerca da demissão de vários oficiais de alta patente pelo capitão Bolsonaro, agora na função de presidente da República, fizeram-me lembrar episódio da época do governo militar. Quando, em 1984, o ambiente político se preparava para eleger um novo presidente, corriam soltas em Brasília insinuações sobre este ou aquele militar ou civil para ocupar a cadeira presidencial. Havia muitas cogitações e possíveis arranjos para lançar o coronel Mário Andreazza como candidato do governo, por ter sido militar e um bem-sucedido ministro dos Transportes. A imprensa, sempre atenta aos movimentos sociais e políticos, procurou generais da ativa ligados ao governo para saber sua opinião sobre Andreazza, se ele seria apoiado pelos altos escalões das Forças Armadas. A resposta foi simples e objetiva: eles jamais bateriam continência para um coronel, mais ainda por ser da reserva. Hoje tudo está diferente, os generais tiveram de bater continência para um capitão da reserva. Os tempos mudaram e a posição dos militares, também.

UBIRATAN DE OLIVEIRA UBOSS20@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Quebra de hierarquia

Da última vez que um cabo mandou em generais, almirantes e brigadeiros, deu na 2.ª Guerra Mundial. Quando um capitão se propõe a tal em terras tupiniquins, se muito, criará uma grande Venezuela, só que à direita. Precisamos voltar ao bom senso e ao equilíbrio saudável entre os Poderes constituídos. Talvez com peças melhores em todos eles.

LEONIDAS MONTE MIGUEZ LEO.MM.25@GMAIL.COM

SÃO PEDRO

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Reforma ministerial

Ressaltando o que a Coluna do Estadão de ontem (A4) diz em sua nota intitulada Tudo, na “reforma ministerial” que vem de ser feita parece que o presidente seguiu à risca a recomendação do personagem Tancredi Falconeri, de Giuseppe Tomasi de Lampedusa em seu romance Il Gattopardo, a saber: tudo deve mudar para que tudo fique como está.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZOJCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Férias

O presidente Bolsonaro gastou R$ 2.452.586,11 de 18 de dezembro a 5 de janeiro, quando estava em férias, valores apurados por um deputado federal do PSB de Goiás. Mais um fato lamentável, numa hora destas.

URIEL VILLAS BOASURIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Arrependimento

Em 31 de março o Brasil chegou a 325 mil mortes pela pandemia. Mas se arrependimento por ter votado em Jair Bolsonaro matasse, nada menos que 38 milhões de brasileiros teriam perdido a vida, eu incluído.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS CASTRORIOSJOSECARLOS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Alesp passa pano

A branda suspensão de 180 dias do mandato do deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) é uma ofensa aos cidadãos paulistas e mais uma molestada no brio feminino. Em rápidos seis meses voltam o polpudo holerite, as regalias do gabinete e, pior, o assediador. Num país sério, ele estaria preso. E o Cidadania segue acolhendo.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS MARCODNOVAIS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos leitores do portal estadão.com.br

FORÇAS ARMADAS DE PRONTIDÃO

A mensagem do Exército Brasileiro ao presidente Bolsonaro não poderia ter sido mais clara e direta: as Forças Armadas, no estrito cumprimento de seu compromisso institucional, estarão sempre alertas e armadas na defesa da pátria e da Carta Magna, vigilantes, de prontidão e prontas a desarmar qualquer tentativa de golpe autoritário contra o Estado Democrático de Direito. Os governos passam, o Estado permanece. Ordem, progresso e respeito no Brasil.

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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POLO DEMOCRÁTICO – MOVIMENTO POLÍTICO DE CENTRO

Talvez resida nesse projeto a última oportunidade – politicamente falando – do Brasil democrático encontrar o seu porto seguro. Caso contrário vamos, mais uma vez, assistir a uma luta fratricida –  muito a gosto tanto da ultradireita como da esquerda extremada, ambas tomadas por uma ideologia tosca e ultrapassada, sempre dispostas ao confronto. Então, para viabilizar qualquer movimento, não basta apenas a vontade deliberada dos eventuais pretendentes; antes de qualquer pretensão é preciso que os pré-candidatos se dispam de suas vaidades e vontades –  deliberadas, por sonhadas e cultuadas ao longo dos anos. Dessa forma, acho improvável que João Doria Júnior e Ciro Gomes –  um pouco menos, Luiz Henrique Mandetta –  alimentem alguma disposição  de serem convencidos  sobre a possibilidade de se tornarem coadjuvantes – basta olhar suas carreiras políticas. Situação que se observa pelo perfil personalíssimo de qualquer um dos dois políticos. Ambos protagonistas pela própria natureza!  Como caminhar para uma candidatura serena e despida de vaidade do governador Eduardo Leite. Nunca demonstra avidez pela ribalta ou qualquer outro atributo que acrescente na sua personalidade cordata,. Na  primeira curva descendente será abandonado por alguns parceiros de empreitada. Quanto a João Amoêdo, apesar de bom cidadão, não deu mostra de saber conduzir a sua grei – tampouco andar só. Não precisava levar o seu Novo a perfilar para um governo tacanho nem permitir qualquer alinhamento. Finalizando, alerto os incautos: Ciro Gomes é o político mais solerte e os desavisados devem ficar alertas para não servirem apenas de massa de manobra do político nordestino. Ele não gosta de dividir os louros e supõe-se autossuficiente para “errar ou acertar” sozinho.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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QUEM NÃO É RESPONSÁVEL?

Não sei em que país vivem o presidente do Senado e o da Câmara!

Parece que não sabem quem não toma atitude alguma contra a covid e quem joga contra mesmo! Em seguida ao pronunciamento desses dois presidentes mais o ministro da saúde, vem Bolsonaro também fazer um pronunciamento pedindo que deixem o povo trabalhar.

Sugiro que comecem a colocar todas as urnas funerárias diárias em frente ao Palácio do Planalto, aí quem sabe o presidente acorde ou, como curte quanto mais mortes melhor, mande o Exército abrir um laboratório para multiplicar o vírus

Rodrigo Pacheco diz que é união ou o caos E parece que acordaram ser melhor o caos.

Taxa de infecção do Planalto supera a média brasileira, lá é constrangedor usar máscara.

Lyra e Pacheco têm a solução, mas a incompetência é generalizada!

Irresponsáveis!!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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LOUCOS VARRIDOS

Realmente somos loucos. Para internar. Louco quem acorda com a suavidade de motosserras, britadeiras, marteladas, furadeiras, latidos e vendedores de gás. Louco é conviver com trapalhadas do inquilino do Palácio do Planalto. Loucura é ouvir bajuladores, calhordas, demagogos e mentirosos na televisão. A pandemia, a ansiedade, a irritação e a depressão aumentaram a loucura. Loucos irados e pseudossabidões são analistas de futebol. O trânsito caótico enlouquece. Loucos passeiam com cães bravos sem focinheira. A violência e a insegurança também flertam com a loucura.  Ficamos mais loucos com a alta dos preços de tudo. Loucos e criminosos são golpistas no auge da pandemia. Somos todos loucos por continuar lutando. Mais loucos ainda são os que votaram no falso e destemperado “mito”. É desesperadora a dor dos loucos desempregados, sem condições de alimentar os filhos. Loucos abençoados são médicos, enfermeiros, motoristas de ambulâncias, vigilantes,  fisioterapeutas, terapeutas e maqueiros. Estraçalham as próprias vidas para salvar a vida dos outros. Árbitro de futebol é do tipo louco sádico. Irrecuperáveis são os loucos engravatados, felizes por taxar inativos e aposentados. Procuro classificação para os loucos que correm risco de vida nas esburacadas rodovias. Louco estúpido que não usa máscara. Louco pateta é o motorista que não liga a seta quando vai mudar de faixa. Loucos e canalhas são os que assassinam mulheres. Precisam ser castrados e enjaulados. Os juros altos contribuem para a loucura coletiva. Pelo diagnóstico médico da insanável loucura do governo constata-se  que vamos todos morrer loucos e sem vacinas. Mais de 300 mil mortos humilham e deixam todo o Brasil indignado e louco. Quando finalmente a pandemia for embora, levando maus homens públicos que debocham da ciência e da vida, nos renderemos, então, à loucura prometida e abençoada por Deus.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ABERTURA DOS TEMPLOS

Muito elucidativa a notícia de que o procurador-geral da República, Augusto Aras, recebeu dois dos mais importantes pastores e líderes evangélicos se posicionando contra o fechamento dos templos durante a pandemia, estando assim "mexendo seus pauzinhos" para um possível apoio para sua candidatura à próxima vaga para o STF.

Nada se diz sobre como essas religiões tem contribuído com a população e o País neste momento tão difícil, quando a pandemia está chegando num nível tão alto.

A preocupação para que se abram os templos não combina com a preocupação de evitar que as pessoas se agrupem. Esta é a hora de mostrarem suas reais preocupações com o bem-estar da população.

Maria Tereza Centola Murray  terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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 UMA NOITE NO MUSEU NACIONAL 

É como se figuras de um Museu de História Natural  voltassem à vida e tivessem invadido Brasília, como no filme Uma Noite no Museu, em que, após o fechamento do Museu de Nova York, as peças ganham vida e fazem o maior fuzuê no interior da fabulosa instituição. Esta é a impressão que se tem do Brasil, no governo alucinado de Bolsonaro, seu clã e sua turma de mortos  vivos de outras eras. São fantasmas do passado saídos de seus esquifes para nos atormentar. O recentemente defenestrado chanceler Ernesto Araújo é um Cavaleiro Templário, de armadura e a cavalo, indo para imaginária Cruzada, misto de fanatismo religioso com interesses comerciais confusos. O abominável ex-ministro Weintraub, da cruzada deseducacional, saiu de uma caverna platônica.  Ricardo Salles é do mausoléu de Bandeirantes desmatadores. O general logístico da pandemia, oriundo da gripe espanhola,   saiu de uma trincheira da 1ª Guerra Mundial, de 1914. Os generais  palacianos vieram de 1964. Tem gente da falange franquista, camisas negras das SS, camisas pardas do integralismo e até descamisados peronistas e farrapos gaúchos. Onde estavam escondidas estas figuras empalhadas, de épocas passadas, cheirando a naftalina, em salas escuras  dos depósitos de museus esquecidos?  Voltem para seus nichos, oh! almas penadas.  “Vade retro”, chefe das milícias infernais, “o dragão não  será nosso guia”. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PRESIDENCIÁVEIS REAGEM

Com esse vácuo no poder pela completa ineficiência de Jair Bolsonaro, governar o País, oportuna foi essa iniciativa de seis presidenciáveis, como Luciano Huck, João Amoedo, Ciro Gomes, Eduardo Leite, João Doria e Henrique Mandetta, que assinaram um manifesto à Nação em defesa da democracia.  E leva um duro recado a Jair Bolsonaro, quando demonstra a intenção de atropelar o nosso regime   democrático.  Já que demitiu o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e os três comandantes das Forças Armadas, porque jamais se alinharam às peripécias autoritárias do presidente. Até porque, como manda a nossa Constituição, exclusivamente (como assim agiram) devem servir o Estado brasileiro, e não o governo. Esse manifesto dos seis presidenciáveis é um sopro de esperança, já que demonstra uma maturidade política raras vezes vista nesta terra tupiniquim!  Os seis demonstram a estrita preocupação com os rumos do País.  Hoje, infelizmente, sob o comando deste desajustado, insano, e desumano presidente Jair Bolsonaro.  Sentindo a derrocada nas pesquisas de opinião, frustrado com a improvável reeleição em 2022 e sem limite para afrontar a Nação, parte para a ignorância quando flerta, também, com regime de exceção...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ORÇAMENTO BRASIL

Tanto se discute, tanto se remanejam valores, tanto se quer reduzir as verbas de educação/saúde/previdência, tanto se alega não ter disponibilidade para arcar com um pouco mais de auxilio emergencial, etc., etc.           

Discussões intensas no Congresso, divergências com a equipe Econômica, e alegações as mais diversas.      

Dentro de toda essa celeuma, a única coisa que não se fala é em utilizar as verbas das emendas dos deputados para suprir as lacunas no Orçamento.

Será que tais emendas contemplam necessidades de obras tão urgentes que não podem ser postergadas para um momento mais adequado (por exemplo  o próximo ano)?? Por que ninguém se atreve a cobrar a postergação desses gastos?  Nem mesmo a imprensa faz críticas nesse sentido.  Será por covardia ou só desatenção?      

São valores significativos que podem contribuir para cobrir neste momento as necessidades de combate a pandemia.     

Ou será que este leitor que escreve este texto é tão desinformado a ponto de pedir a atenção dos responsáveis para tal providência? Desculpem-me se é impossível mexer nesse bloco do Orçamento, então minha crítica é totalmente imprópria tecnicamente , e por isso não pode ser considerada na remontagem da peça orçamentária.      

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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CORPORATIVISMO

Enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira, aprova reembolso de até R$137 mil para gastos com saúde para os deputados, o brasileiro comum tem de assumir o seu seguro saúde com aumentos anuais muito superiores à inflação. Nada novo...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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BOLSONARO!

Todo este enorme caos que o Brasil está vivendo, com imensa crise sanitária e total crise econômica, com o País quebrado e destruído economicamente pode sim ser colocado na conta de Bolsonaro. Governos anteriores como o do nefasto PT também foram horríveis, pois jamais cuidaram da melhoria social da população e da precária e horrível infraestrutura do País. O PT em 13 anos de governança não fez uma mudança institucional! Bolsonaro com os seus maus modos, por sua total incapacidade de bom relacionamento e diplomacia seja com governos estaduais seja com outras nações, trata-se simplesmente de um ogro, que acha que governar é abrir frentes de atritos e de conflitos com deus e o mundo. Bolsonaro é um ignorante e, mais do que isso, é totalmente incompetente para a gestão do País. E deve sim ser retirado do poder pelos meios institucionais o mais rápido possível e até pela força se necessário. Mourão o seu vice é homem infinitamente mais capacitado e menos nocivo ao Brasil. Votei em Bolsonaro e em 2022 votarei em Doria ou em Ciro Gomes. Indivíduos com muito mais visão de conjunto dos imensos problemas do País e com uma pauta de soluções econômicas. Bolsonaro não tem agenda alguma, seu governo é de caos e de completa instabilidade. Resultado do seu caráter psicótico, doentio e insano!

Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FÉRIAS PRESIDENCIAIS

Foi noticiado que as férias do presidente Jair Bolsonaro, em Santa Catarina e no Guarujá, do dia 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro deste ano, custaram aos cofres públicos a vultosa quantia de R$ 2.452.586,11. Talvez esteja aí a razão e o porquê de o presidente Bolsonaro insistir tanto para que o brasileiro não fique em distanciamento social e volte imediatamente a trabalhar, mesmo se tal lhe custar a própria vida, pois, certamente está pensando em suas férias futuras, em todas que ainda virão. O folgadão do capitão cloroquina sabe que precisará, mais do que nunca, dos cofres públicos repletos pelos impostos sobre produção e consumo para custear seus gastos pelos paraísos turísticos ainda a visitar.

Marcelo Gomes Jorge Feres Marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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VENCER A PANDEMIA SEM O BOLSONARO

Há um ano, ninguém acreditaria se dissessem que no  dia 1º de  Abril de 2021, no Brasil já teriam morrido  325 mil pessoas em razão da pandemia provocada pelo coronavírus, cujo nascimento foi na China. Difícil mesmo acreditar, entende-se,  até porque era uma novidade e aqui não foi levada a sério como deveria, mesmo já sendo considerada uma epidemia na Itália, por onde entrou  na Europa. Aqui, o governo foi alertado por cientistas de que deveria adotar medidas para evitar sua entrada  e pensar em criar  medidas de acompanhamento e possíveis tratamentos, buscando informação nos países  europeus já com uma epidemia crescente. Mas, no dia 20 março de 2020, o presidente Bolsonaro declarou tratar-se apenas de uma “gripezinha” e não havia motivos para pânico. Levando em conta um pronunciamento desses do  presidente do País, como a população poderia crer em mais de 300 mil mortos um ano  depois? Há poucos dias o governo federal criou um grupo formado por pessoal do Ministério da Saúde e de outras áreas para gerir a crise da pandemia, mas é algo  fadado falhar, porque no mesmo dia em que houve uma reunião desse grupo  e entre uma série de medidas a serem tomadas para melhorar o atendimento e diminuir número de mortes, alertar a população para evitar agrupamentos e usar de máscaras quando fora  de casa, não é que o Bolsonaro volta a dar uma de suas declarações contrárias ao bom senso, quando recomenda às pessoas saírem de casa e ir trabalhar. Para ele é fácil declarar isso, porque basta um espirro suspeito nele, para seus médicos de imediato coloca-lo num avião para São Paulo, para se internar em algum hospital de ponta com tratamento principesco. Para o trabalhador, se ficar doente corre o risco de morrer numa maca em corredor de hospital, à espera de uma  vaga na UTI.

Laércio  Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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VACINA CONTRA A FALTA DE VERGONHA

O governo de São Paulo, juntamente com os prefeitos, lançou a campanha “Vacina contra a fome”. O nome correto deveria ser “Vacina contra a falta de vergonha”. Falta sensibilidade a esses governantes que pedem tanto dinheiro ao governo federal, aumentam seus salários, cortam o passe dos idosos, aumentam impostos sobre alimentos, remédios, etc., e agora conclamam a população a ajudar famílias em situação de vulnerabilidade. Mais honesto seria fazer o mea culpa e ajudar essas famílias. Elas estão passando fome, vivem nas ruas, não têm emprego por culpa de administradores incompetente que olham para seus bolsos,  e quem vai ajudar é o povo? Acredito que o povo vem fazendo sua parte, ajudando como pode. Mas num momento crítico da pandemia ver Doria pedir ajuda da população é muita cara de pau. Nunca é demais lembrar de que essas vacinas são pagas pelo cidadão. Qual foi o sacrifício imposto aos políticos que comem do bom e do melhor, têm excelentes hospitais e médicos, e assistem a seus irmãos morrendo sem atendimento por falta de uma gestão séria e responsável? Algum tem coragem de dizer?

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

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LULA E O 1.º DE ABRIL

Nada de novo no discurso ultrapassado de Lula. O ex-presidiário mentiu dizendo que foi inocentado, mesmo sabendo que nenhum juiz vai declará-lo inocente; que foi espontaneamente depor na PF; que teve seu apartamento invadido pela PF e que nada foi encontrado lá. Todos sabem que a polícia estava cumprindo mandado de busca e apreensão e que achou sim diversos documentos nas gavetas. Mentiu quando disse que ele e o ex-presidente Bush criaram o G-20, quando todos sabemos que o G-20 foi criado em 1999, mais precisamente em 26 de setembro. Com seu discurso retrógrado, Lula mostrou estar na era analógica, enquanto a população caminha a passos largos na era digital, onde qualquer informação está disponível e, portanto, não tem lugar para mentiras. O saldo positivo da entrevista foi a data escolhida, 1º de abril. Dia da mentira.  Nada mais oportuno. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O JULGAMENTO DE BOLSONARO.

Fernando Gabeira, em seu primoroso artigo Vacinados contra o golpe (A/2-02-04-021), assevera que “cedo ou tarde julgaremos Bolsonaro”. E o julgamento  será não só nas urnas, como também nos tribunais, porque, além dos votos que receberá de forma bem diminuída, terá contas a prestar à Justiça sobre as mortes que possibilitou na pandemia e outros comportamentos que podem ser tipificados como delitos. A leitura da História Universal demonstrará que todos os maus governantes foram julgados e devidamente considerados para a posteridade.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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FERMENTO DOS FARISEUS: A HIPOCRISIA          

No ápice da crise de covid-19 os nossos governantes com proficiência vangloriam-se aos quatro ventos declarando “antecipar a vacinação para idosos de 68 anos“, mas a realidade é que os postos das UBSs (Unidades Básicas de Saúde ) estão fechados nos feriados e fins de semana, não obstante a morte nos  rondando!!! “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude“, lembra François de la Rochefoucauld.          

Pedro Romeiro Hermeto pedro.romeiro@rhomadvogados.com.br 

São Paulo

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O PRELÚDIO DE UM NOVO PADRÃO MONETÁRIO INTERNACIONAL

Uma moeda só se torna o padrão internacional porque oferece mais garantia e menos incertezas em comparação com as demais. E porque países, corporações e indivíduos confiam nela para  guardar suas reservas monetárias. Desde 1973, a conversibilidade em ouro foi deixada de lado e os países adotaram políticas de câmbio flutuante que determinam o valor das moedas. Ocorre que os EUA nunca fizeram por merecer o privilégio e a responsabilidade que eles têm pelo mundo adotar sua moeda como padrão internacional. Pelo contrário, aproveitaram disso para se tornarem o campeão inconteste de emissão de papel-moeda entre os países mais desenvolvidos. Ocorre que em 2021, com a chegada da administração Biden, o governo americano simplesmente enlouqueceu. Para os democratas, o suprimento monetário tornou-se a grande solução para tudo. Sucessivos estímulos de trilhões de dólares estão sendo feitos em ritmo acelerado para financiar os sonhos mais utópicos e dinheiro em profusão está sendo distribuído para todos sem muito critério. Após um efeito inicial positivo, obviamente os detentores destes dólares recém-impressos vão começar a gastar o dinheiro que lhes foi agraciado. E os detentores dos antigos dólares vão perceber certa inflação que, para ser controlada, exigirá o aumento dos juros. Neste momento, a dívida americana começará a pesar muito e o problema irá aflorar. Enquanto isso, o dólar continuará perdendo valor em relação a várias moedas estratégicas. Não é impossível que muitos comecem a se livrar de seus dólares da forma que puderem na busca de portos mais seguros. E pode muito bem ocorrer o efeito bola de neve ladeira abaixo. No final, o dólar ainda será o dólar, porque os EUA continuarão sendo uma grande economia.  Mas os americanos vão pagar muito caro por esta brincadeira irresponsável. E, certamente, um novo padrão monetário internacional vai surgir. O mundo fará a troca da moeda, assim como o Brasil o fez quando cansamos de brincar desta mesma brincadeira.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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