Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2021 | 03h00

Desgoverno do capitão

Eterna vigilância

Provocado pelo título de editorial do Estado (O preço da liberdade é a eterna vigilância - 1º/4, A3), venho dizer que a maioria da nossa imprensa continua desatenta aos sinais da conspirata dos milicianos do seu Jair. No recente episódio de despedida sumária e indigna de quatro chefes das Forças Armadas, não entreviu no anúncio do general Braga Netto, pretoriano de plantão, anjo exterminador que faz tudo o que seu mestre manda, a ominosa advertência plantada em sua fala: “(As Forças Armadas) se mantêm fiéis às suas missões constitucionais de defender a pátria, garantir os Poderes constitucionais e as liberdades democráticas”. Ora, esta expressão não consta, nem poderia, da Constituição. As liberdades democráticas são apanágio de toda a cidadania, jamais um dom das Forças Armadas. Sabe-se que o tenente Jair vem insistindo que as medidas de prevenção sanitária decretadas por governadores e prefeitos são uma violação do Direito e um cerceamento das liberdades democráticas. Então, é só juntar dois neurônios para ver que o que Braga Netto leu equivale a dizer: as Forças Armadas do seu Jair podem intervir contra as diretivas legais e legítimas de governadores que contrariem a estupidez do presidente. Dá para entender, não é? Então, mais do que nunca é preciso que paremos com essa cretinice da pseudoelite que depois de votar num pequeno picareta, tenente convidado a deixar o Exército por inaptidão intelectual e moral, busca justificar a sua irresponsabilidade ao dizer: “Votei contra o PT” e/ou “votei e ele é um pouco maluco”... Triste autoengano: o tenente é semianalfabeto, totalmente despreparado até para ser síndico do seu condomínio, que dirá para ser presidente do Brasil – triste engano. Esse aventureiro é tudo isso e ainda pior. Entretanto, não se enganem e não fraquejem na vigilância: como talvez Shakespeare pusesse na boca do Omelete da Tijuca, há método nessa imbecilidade! Todo o cuidado é pouco.

GERALDO DE F. FORBES GFFORBES@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Estado de exceção

Cumprimentos ao juiz Luís Manuel Fonseca Pires por sua oportuníssima obra Estado de Exceção: a Usurpação da Soberania Popular. Dois pontos nos chamaram a atenção: os atos de Bolsonaro não são imprevistos, há um sinistro projeto de instauração de uma nova ditadura no Brasil; e um dos meios de conquista popular é a difusão do medo, que exige um “homem forte”, o que está sendo feito quando se estimula o recrudescimento da pandemia.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Aula magna

O professor Miguel Reale Júnior nos deu (sempre) magníficas lições em seus artigos, porém em Aprendiz de feiticeiro (3/4, A2), ele nos conduz a uma aula magna para o entendimento do que é política, quando afirma de forma inequívoca que o “capitão” (que está plantonista como presidente de nossa querida nação) é “tosco no plano político, sem traquejo na montagem de negociação, que presume ter-se fim preciso a ser alcançado e meios a serem negociados para chegar à meta”. Em sentido contrário, essa deveria ser a máxima para os cidadãos que pleiteiam a vida pública, ou seja, ter um objetivo a ser alcançado, saber montar negociação, traçar metas para atingir o objetivo. Que Deus dê longa vida ao professor Reale Júnior, para poder partilhar seu enorme saber.

MANOEL LÚCIO PADRECA MLPADRECA@GMAIL.COM

SALTO

 *

Condenado solta o verbo

Ex-presidente desta República surrealista, do alto de sua inigualável experiência em administração pública catimbeira e no sindicalismo, o “mais honesto” do Brasil pontificou: “Cale a boca, Bolsonaro, deixe seus ministros da Saúde e da Economia trabalharem”. Nessa refrega entre o “demiurgo de Garanhuns” e o “messias” aclamado como “mito” por seus seguidores, tenho de anuir com o primeiro. Pelo bem da Pátria, desejo com todo o fervor cívico, e como cidadão traído, que nenhum dos dois esteja na lista de candidatos à Presidência em 2022.

HERBERT HALBSGUT H.HALBSGUT@HOTMAIL.COM

RIO CLARO

*

Corrupção

O STF, sem dúvida, faz história de forma primorosa criando a figura do ex-ladrão.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI  FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Fim dos tempos

Em 2020 tivemos o surgimento da pandemia de covid-19. Em 2021, ano que tínhamos a esperança de ser melhor que o anterior, veio o recrudescimento da letal doença e um número ainda mais impressionante de vidas perdidas. Em 2022, além de ainda termos de conviver com essa praga, e para tornar o ambiente mais tóxico, teremos eleições para presidente com a disputa limitada a dois apedeutas, boquirrotos e desonestos. Esse cenário apocalíptico parece não ter fim e me leva a crer que, se isso não for o fim dos tempos, ele está mais próximo do que possa imaginar.

RENATO OTTO ORTLEPP RENATOTTO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Terceira via

O pior para nós, brasileiros, será ter de enfrentar uma disputa entre Bolsonaro e Lula em 2022. Será como o dito popular, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Já que outros presidenciáveis se uniram em manifesto pró-democracia, bom seria encontrar como terceira opção alguém de fato comprometido com o destino da Nação brasileira. Chega de buscar só o poder e o atendimento de interesses próprios. Temos condições de ser um grande país, mas para isso é necessário termos um estadista que se mostre um indiscutível líder.

ALVARO SALVI ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

*

Modelitos

Dos vacinados até agora, mais de 80% tomaram a Coronavac. A vacina do calça apertada faz o capitão vestir uma saia justa.

A. FERNANDES STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GOLPE DE 64

À longa e sangrenta noite que se estendeu de 1964 e 1985 no País, marcada pelo fim das eleições diretas, pelo fechamento do Congresso, pela censura, perseguições, tortura e assassinatos praticados pelo Estado brasileiro dá-se o nome de regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória, não cabendo nenhum tipo de celebração, como disse o novo ministro da Defesa, general quatro-estrelas Walter Braga Netto. Deverá ser sempre lembrado, e não celebrado, para jamais se repetir. Ditadura e censura nunca mais. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

GOLPE OU PÉ NA JACA?

Sem o apoio das Forças Armadas, Jair Bolsonaro percebeu que sua intenção golpista foi por água abaixo. Na verdade, Bolsonaro, em mais uma insanidade, entendeu que, do “pretenso golpe” enfiou, literalmente, o “pé na jaca”. Afinal, o rei está nu, acuado e abandonado. É o que temos para hoje!   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

FIM DA LINHA

O presidente Bolsonaro acha que é um líder da nação, no entanto, não passa de um  chefete desacreditado. Está na hora de recuperarmos nossa dignidade e levarmos o  Brasil a um patamar respeitável.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

RICARDO MOTOSSERRA SALLES

Ministro Anti-Meio-Ambiente Ricardo Salles, a perigo, deve ser o próximo a ser defenestrado por pressão do mundo civilizado e principalmente pelo governo de Joe Biden, com sua preocupação pela preservação da Floresta Amazônica, maior riqueza nacional e fonte de água de toda a agricultura do centro-oeste e da Região Sul do Brasil. Só o desgoverno brasileiro não reconhece que só existimos como nação agrícola, celeiro do mundo, pela existência da Amazônia, sua fantástica bacia fluvial e seus rios voadores.

Paulo Sergio Arisi e Carlos Iotti paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

NOVO PRESIDENTE DO BB

Bolsonaro agiu com firmeza, assinando  decreto mantendo a nomeação do presidente do BB Consórcio, Fausto Ribeiro, para novo presidente do Banco do Brasil. Fausto é valoroso servidor de carreira. Críticas desapontadas e iradas contra a nomeação de Fausto não procedem. São inócuas e preconceituosas. Depõem contra a credibilidade, respeito e estímulo que todos os servidores do Banco merecem e exigem.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

PERDA DE TEMPO

Não devemos perder tempo corrigindo as bobagens de Bolsonaro, porém,

essas bobagens genocidas têm de ser paradas e o único meio é o

impeachment.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

*

DESORDEM INSTITUCIONAL

Palmas para Marcelo Rubens Paiva (Desordem Institucional, Estadão, 3/4) por seu excelente texto. Agora, o ministro da Saúde declarou em coletiva de imprensa que tem ordem para não decretar lockdown por decisão do governo federal. A vacina para salvar o Brasil e nos livrar do presidente da República só pode ser o seu afastamento por crime de responsabilidade. O impeachment é o antídoto contra o vírus do autoritarismo que se tornou uma ameaça à democracia.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

ISOLAMENTO

A proibição de aglomerações provoca reação adversa em boa parte da juventude. Isto porque todo jovem é inquieto e, embora com medo, se julga infenso à covid-19, para ele um vírus invisível. 

Fazê-los renunciar à balada ou passear na praia é chover no molhado, ainda mais quando estimulados a fazer isso por autoridades irresponsáveis ou incompetentes, incapazes de aprovar uma agenda de vacinação e até de aquisição de imunizantes.

Também não se convencem nem aceitam que possam ser os responsáveis pela transmissão do vírus a terceiros ou a seus familiares. 

Diante dessa inclinação da juventude o que fazer?

Talvez o ideal fosse reverter a ordem e iniciar sua vacinação antes dos restantes para minimizar os riscos que representam para os mais idosos, ainda suscetíveis de contaminação, ou isso é uma alucinação de um velho recluso?

Afinal, só estamos vendo o mundo do fundo de nossas cavernas, pelas telas da TV.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

*

VACINAR POR ÚLTIMO

Ao invés de dar o exemplo para promover a vacinação, o presidente Jair Cloroquina Bolsonaro deu uma de suas habituais declarações toscas: "Depois que o último brasileiro for vacinado, se tiver sobrando vacina, aí vou decidir se vacino ou não”. Até lá, e vai demorar, aconselho o presidente a continuar tomando diariamente sua dose preferida de cloroquina. Não tem efeito nenhum no tratamento, e muito menos na prevenção contra a covid-19. Seus efeitos sobre o fígado, o rim e o coração são, entretanto, bem conhecidos.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

VACINA E VERGONHA

 Eu não concordo com tudo que a leitora Luciana Lins (Fórum dos Leitores 3/4) escreveu. Achei uma ótima ideia a “Vacina contra a fome”, pois é uma forma de contribuirmos com pouco para ajudar a muitos. Afinal, o povo não tem colaborado tanto assim para conter a pandemia. Muita gente insiste em aglomerar-se em festas, não usa máscaras, etc.

A leitora, ao dizer que os governos estaduais “pedem dinheiro” ao governo federal, não está considerando que os impostos são pagos nos Estados e enviados ao governo federal, que deve devolver aos Estados de diferentes formas. São Paulo tem a maior população e a maior arrecadação de impostos, mas não recebe de volta proporcionalmente. Se há desvios desse valor, o Ministério Público tem de apurar. 

Sim, as vacinas são pagas por nós por meio dos impostos. E, mesmo assim, o governo Bolsonaro não reservou nada no exterior, não realizou acordos e não garantiu a pronta chegada de imunizantes que poderiam nos ajudar a amenizar esse cenário desesperador. Agora, já são mais de 328 mil mortes! Na nossa crise atual, segue importante lembrar que a vacinação no Brasil, com importante presença da CoronaVac, foi graças ao governador Doria e ao governo de São Paulo.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

A MALHAÇÃO DO FALSO MESSIAS

Em lugar de Judas, que o malhado seja o falso Messias, pela imperdoável traição a milhões de brasileiros que acreditaram cegamente em suas falsas promessas de uma nova política para o País, e se viram nos últimos dois anos sob um desgoverno errático, autoritário, negacionista e retrógrado. Como se viu desde o início, o mito encantador de votos não passava de um mico qualquer. Malho nele, sem dó nem piedade. Fora!Basta!

J. S. Decol – decoljs@gmail.com

São Paulo

*

ERA SÓ O QUE FALTAVA

Os brasileiros estão enfrentando uma nova moda e recebendo ligações de telemarketing para o celular de famílias enlutadas, oferecendo financiamento para o enfrentamento dos enterros das vítimas do covid-19. No pacote também são oferecidos jazigos de vários preços. A que ponto chegam esses serviços macabros de telemarketing, especialmente num momento de grande tristeza das famílias? Afinal, quem fiscaliza e onde estão os serviços disponibilizados pelo “Não Perturbe”? Era só o que faltava!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

CASTROFOLIA

Comportamento desleal do governador do Rio de Janeiro ao realizar sua festa de aniversário dois dias depois de decretar paralisação emergencial, apelando à população que não fizesse eventos festivos por 10 dias. O acontecimento social de S.Exa. foi regado a pileques, com quebra de regra sanitária e número de convidados acima do esperado.  Em hora de eleição, o povo precisa ser mais esclarecido.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

IMPUNIDADE BRASILEIRA

Corrupção é um dos mais danosos tipos de crimes por causa de sua enorme abrangência com reflexos negativos hoje e no futuro. Na maioria das vezes os corruptos são pessoas influentes e com poderosos amigos. Raramente deixam rastros e é dificílimo desmascará-los, mas a Justiça quase chega a ponto de exigir recibo com firma reconhecida para legalmente enquadrá-los, senão o bandido é libertado. Deveria seguir o lema “os fins justificam os meios” para alcançá-los. Daí o Brasil ser campo fértil para a corrupção. No Brasil pode-se dizer que o crime compensa.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)       

*

SORTUDO X CAIXA

Ouvi pelo noticiário que o Procon notificou a Caixa para que localizasse um apostador que não foi receber um prêmio de R$ 162 milhões, cuja validade terminava em 31 de março passado. A Caixa respondeu afirmando a impossibilidade de fazê-lo por ter sido uma aposta feita pelo canal eletrônico. Estranhei essa resposta. A utilização desse canal requer, previamente, o cadastramento do apostador, no qual são solicitados  diversos dados pessoais, inclusive o CPF. Além disso, é necessário fornecer o número de um cartão de crédito para pagamento da aposta. De modo que, com a tecnologia e os dados de que dispõe,

não entendo como a Caixa não consiga localizar esse apostador. Pobre sortudo!

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

*

DESAFIO

Uma conta bem rápida e com números aproximados serve para medir o tamanho da dificuldade de êxito de uma aliança de centro, esquerda e direita, costurada por PSDB, DEM e MDB, para nos livrar da odiosa polarização extrema-direita, liderada por Bolsonaro, x esquerda xiita, por Lula. Posto isso, podemos dizer que, somados, estes consomem 60% dos votos. Dos 40% restantes, devem ser descontados os votos, dos indecisos,  os nulos e os em branco. Fica claro que essa frente só terá chance de chegar ao segundo turno se conseguir trabalhar bem no convencimento desse grupo acima e negociar,  abandonando protagonismos, um candidato único. 

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

CUIDADO, PARCEIRO

O presidente Jair Bolsonaro  visitou uma associação beneficente em uma área pobre do Distrito Federal e, na ocasião, um morador publicou um vídeo em que elogiava a presença do presidente ali, afirmando que Bolsonaro, por ter ido àquela favela, demonstrou uma coragem que nenhum outro presidente do Brasil demonstrou: “Ele tem é coragem, parceiro. Não é esses presidentes aí que não têm coragem… Qual foi o presidente que teve coragem de vir na favela? Tem não, parceiro”. Porém, eu acredito sinceramente, parceiro, que o presidente Bolsonaro realmente demonstraria coragem apenas se fizesse valer, para toda a sua própria família, aquela máxima que diz que todos são iguais perante a lei. Caso contrário, parceiro, acredito mesmo é que ele tem muito menos coragem que qualquer um que não se esconda da justiça por meio do privilégio covarde e da estratégia do manda quem pode e não nos investiguem pois quem manda sou eu.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

O BRASIL NÃO DEU CERTO

O Brasil não deu certo como país, e o presidente Bolsonaro é o resultado desse fracasso. Para começar, o Brasil não é um país democrático, quem escolhe os governantes são os partidos políticos, sem qualquer participação popular nesse processo. Uma vez escolhidos os governantes pelos partidos políticos, caberá ao povo escolher o menos ruim nas urnas. Não existe independência entre os Poderes, hoje o Poder Judiciário existe para atender aos caprichos do chefe do Poder Executivo. O presidente da República tem o poder de nomear quem ele bem entender para o Ministério da Justiça, para o STF, para a AGU, para a PGR, para o comando da Polícia Federal e das Forças Armadas, é uma piada dizer que há independência entre os Poderes no Brasil. Para ter alguma chance de se tornar uma grande Nação, o Brasil deveria acabar com o cartel dos partidos políticos, abrir as eleições para cidadãos sem filiação partidária, parar de dar dinheiro público para os partidos, acabar com todas as nomeações políticas para cargos técnicos, acabar com a figura do assessor parlamentar, impor critérios qualitativos para os postulantes a cargos públicos. O País deveria isolar o poder Judiciário, todos os cargos não eletivos deveriam ser ocupados por funcionários de carreira, usando critérios de mérito, sem qualquer interferência do Poder Executivo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

RESPEITO E CREDIBILIDADE.

Quem já disse que a pandemia de covid-19 era uma “gripezinha” e que mataria somente umas “800 pessoas”. Quem já disse, quando dezenas de brasileiros haviam morrido: “e daí”. Quem zombou do uso de máscaras e do isolamento social indo a bares de Brasília sem máscara e comendo pastel em roda de ouvintes. Quem disse que a vacina contra o vírus poderia criar “jacaré”. Quem asseverou ao mundo que a pandemia estava “sob controle no Brasil”, mentindo intencionalmente. Quem usou as Forças Armadas para ameaçar os brasileiros, exclamando: “meu Exército”. Quem coloca ministros não para o bem do Brasil, mas para seu poder pessoal. E quem, finalmente, diz que “todos morrem”, contemplando as dezenas de milhares de vidas ceifadas pela pandemia, e, embora não diga, suas ações são sempre em benefício de sua reeleição e de seus familiares e agregados. Essa pessoa pode merecer o nosso respeito e credibilidade? Ele tem humanidade, coerência, moderação, consideração, oportunidade e qualificação para o exercício do poder? Ele pode merecer o nosso respeito e credibilidade?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

*

FUTURO

A terra arrasada pela pandemia terá de contemplar uma nova raça de humanos, em que pesem os renitentes que não se esquecerão dos anos em que só havia um grande nome: capital. E insistirão nos ganhos descomunais e individualistas. Regressaremos aos postulados e reflexões filosóficos – afinal, no que consiste o mundo e o homem –, de tanta fragilidade, aos ensaios literários, às poesias,  já não cindidos, mas amalgamados às ciências exatas, que poderiam ter previsto e evitado a erupção do vulcão pandêmico de tamanha gravidade. Uma passagem bíblica dá conta de que Jesus, posto entre duas pequenas irmãs, uma trabalhadora e outra que só vivia com suas conjecturas, deu mais importância a esta. A conjuntura de autoquestionamento já começou na quarentena,  no mar da ansiedade,  que Isaac Asimov, incriticável  otimista, diria que ainda produziria ondas diáfanas e mansas em nosso planeta. Destino que não permite subestimar as orientações da ciência biológica deste terrível momento.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.