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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2021 | 03h00

Orçamento da União

De onde pouco se espera...

Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus, ou a montanha pariu um rato ridículo. Seria um exercício estimulante tentar aplicar a frase do poeta Horácio à feitura do atual Orçamento. O atraso para apresentar essa peça inexequível não encontra justificativa racional. Haja montanha! Gestação demorada, parto grotesco, resultando numa deplorável peça de ficção. Criar receitas fantasiosas, ignorar despesas obrigatórias, desafiar o bom senso, esse foi o resultado que a todos envergonha. Essa montanha precisa de uma dose de decência, mesclada com uma pitada de competência. Quanto ao rato, é melhor que seja esquecido o quanto antes.

ALEXANDRU SOLOMON ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Pandemia

Liberação de cultos

Lamentável a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de cultos religiosos e templos em plena pandemia, com quase 4 mil mortos por dia só no Brasil. É o cúmulo do negacionismo e do desrespeito à racionalidade e às normas e diretrizes da OMS. Não surpreende que ele tenha sido indicado para o cargo por Jair Bolsonaro, o pior presidente, disparado, da História do Brasil. Parece que o País virou um pesadelo sem fim, um poço sem fundo. O Brasil hoje é um imenso cemitério, dominado por inimigos da democracia, da ciência, da vida humana e do mais básico bom senso. Pastores e bispos milionários que ganham seus dízimos nos templos comemoraram a decisão, mesmo que ela custe a vida de milhares de brasileiros.

RENATO KHAIR RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Fidelidade e fé

Não serão necessários 26 anos para avaliar os conhecimentos, a índole e a postura do ministro do STF Kassio Nunes Marques. As poucas decisões emanadas desse ministro em seu curto período foram suficientes para mostrar o porquê e a que veio.

JORGE SPUNBERG JSPUNBERG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Kovid com K

Uma nova cepa do coronavírus foi identificada em Brasília, mais precisamente no STF. Trata-se da cepa Capacholis paumandadus, ou Kovid com K. Desde que foi aceita a indicação de um juiz que falsificou seu currículo, já esperava que o ministro Kassio Nunes decepcionasse, por questão de caráter e falta de bagagem jurídica/intelectual. Por ter sido indicado por quem foi, cabe a máxima: o fruto nunca cai longe da árvore.

SANDRO FERREIRA SANDROFERREIRA94@HOTMAIL.COM

PONTA GROSSA (PR)

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E se...?

Num breve exercício de imaginação, suponhamos que os 27 governadores em 2020 tivessem seguido os preceitos de Jair Bolsonaro com relação à pandemia. Em vez de isolamento, máscaras e álcool, todos adotassem a economia em pleno funcionamento, comércio, indústria, escolas e as demais atividades econômicas e sociais funcionando a pleno vapor desde março de 2020. Sem isolamento social, exceto do grupo de risco. Sem uso das máscaras e com liberdade de ir e vir. Todos com a prescrição do kit covid para tratamento preventivo, cloroquina, ivermectina e annita, para garantir, segundo o presidente, que não houvesse aumento de mortes pela covid-19. No lugar das mais de 330 mil mortes, quantos brasileiros teriam chegado a óbito? Pois é isso a única coisa que esse sujeito conseguiu pregar desde o início. Não fala em vacinas, não cita plano emergencial nem de contenção. E nunca diz nada sobre a situação da saúde pública. Porque simplesmente não tem projetos nem planos.

RAFAEL MOIA FILHO RMOIAF@UOL.COM.BR

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BAURU

Corte marcial

Imagino que qualquer comandante militar que perca mais de 280 mil soldados (aproximadamente 280 regimentos) numa batalha deva ser submetido a corte marcial, não?

LUIZ LAURENT BLOCH LBLOCHSIM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Prestação de contas

Em nome dos contribuintes, que pagam as contas, gostaria que os governadores e prefeitos prestassem contas detalhadas de todo o dinheiro que receberam do governo federal para ser gasto na pandemia de covid-19. Muito se lê e ouve nos noticiários sobre montagem e desmontagem de hospitais de campanha, compra de respiradores superfaturados (alguns até de empresa que comercializa vinhos), falta de oxigênio hospitalar, com pacientes morrendo à espera de leitos de UTI e por falta de kits para intubação, medicamentos essenciais, etc. E as muitas mortes parecem ter como culpado somente o presidente Bolsonaro. Não seria hora de saber o que foi feito com os milhões enviados a Estados e municípios? O povo merece saber quem são os responsáveis pelas mortes nesta pandemia.

SILVANO CORRÊA SILVANOCORREA2012@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Saneamento sem lei

Em 1907 foi aprovada a Lei de Saneamento e em 1910, regulamentada. Há alguns anos o governo do Estado de São Paulo divulgou a ideia de aproveitamento das águas do Rio Pinheiros controlando a poluição, eliminando os mosquitos, utilizando a água, potável, para abastecimento e lazer da população e aproveitando os espaços livres com palácios de vidro, distantes das necessidades sociais. Infelizmente, não houve menção a adequar o “projeto” às exigências da lei, tais como planejamento, consulta à população, viabilidade técnica e econômica, etc. A inexistência de vertedouro confiável no reservatório Billings, para os responsáveis pelo “projeto”, não é um risco, apesar de trabalhos anteriores se preocuparem com isso. Creio que a metrópole paulista necessita da solução completa de saneamento, isto é, da ação de governo que as dimensões de São Paulo exigem.

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA DALMEIDA1@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum de Leitores do portal estadao.com.br

É INSANO LIBERAR CULTOS

O Brasil, que tem essa triste marca de ser o epicentro desta pandemia e já acumula mais de 330 mil mortes, e, pela projeção dos especialistas, neste mês de abril poderemos ter mais 100 mil óbitos, não pode se silenciar com essa decisão irresponsável e insana do ministro do STF Nunes Marques, que concede liminar autorizando culto religioso presencial em todas as igrejas do País.  Ao atender pedido do pombo-correio do Planalto, o procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro Marques se mostra um literal serviçal de Jair Bolsonaro, que nesta pandemia demonstra um comportamento estúpido e desumano. Neste sentido, o presidente do Supremo, Luiz Fux, precisa urgentemente, revogar essa excrescente decisão do ministro Nunes Marques, de afronta à saúde dos brasileiros.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LIBERAÇÃO DE CULTOS

Parabéns ao ministro Nunes Marques por liberar os cultos no Brasil. Edir Macedo precisa fazer revisões regulares em seus jatos; Valdemiro precisa adquirir mais cabeças de gado para suas fazendas; e o casal Hernandes, enviar seus dólares aos EUA.

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Paulo

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FIEL

O deputado federal Eduardo Bolsonaro chamou o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, de ditadorzinho, porque Kalil é favorável a proibir missas e cultos na capital mineira. Será que o deputado Eduardo Bolsonaro é tão crente e tão fiel assim para defender os cultos religiosos, e por realmente acreditar na necessidade de Deus no coração dos homens, ou também a religião é apenas mais uma peça no tabuleiro do xadrez político onde o clã Bolsonaro move peças por interesses mais pragmáticos e materialistas e sem se importar devidamente com as vidas humanas, mas apenas com aparências, falsidades e poder? E quem são os verdadeiros ditadorezinhos por aqui, onde se morre aos milhares diariamente por conta das leviandades e veleidades do presidente da República e de seus acólitos?

 

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com           

Rio de Janeiro                                                                                                                  


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RESPONSABILIDADE


Para que fique clara a responsabilidade, também, do presidente Bolsonaro sobre a decisão de seu escolhido ministro do STF, Nunes Marques, que liberou orações presenciais nas igrejas, atendendo aos pedidos dos evangélicos.

Alguém acredita que ninguém vai se contaminar? Vejam a posição do número de vítimas do Brasil em relação ao resto do mundo. Irresponsáveis.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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DEUS CASTIGA


O togado com "K" desconsidera a onipresença divina e libera o culto à morte. Deus  castiga.


Ludovico Ribondi ludovidoribondei@gmail.com


Brasília DF


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SERÁ?


 Sr. ministro Kassio Nunes Marques, do STF, será que ao acatar um pedido de juristas de igrejas evangélicas, numa hora tão grave desta pandemia do coronavírus, não estará compactuando com mortes? Srs. Pastores, os fiéis podem rezar de casa sem se expor aos perigos do exterior e à falta de UTIs. A vida vale mais que um culto presencial, ou os motivos* são outros?

*P.S.: motivo$


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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QUEM MANDA MAIS?


O STF deu autonomia aos governadores e prefeitos para tomarem decisões quanto ao combate da covid-19. Câmaras municipais aprovam leis  permitindo a abertura do comércio e o MP veta, obrigando a seguir Plano São Paulo. O  neófito Kassio Nunes Marques autoriza a reabertura de templos e igrejas, contrariando a Saúde que defende o isolamento social como  medida eficaz de  minimizar contaminações. O presidente Bolsonaro recorre ao STF e não é atendido quanto  às medidas tomadas por alguns governadores. Como não há consenso e bom senso entre os Poderes, o vírus vai predominando e o povo que se lasque.


José Alcides Mulller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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NÃO ESQUEÇAM O PANTANAL                                                                                  

 

Os Estados Unidos e o mundo civilizado pressionam o Brasil para acabar com o desmatamento na Amazônia, seria ótimo se essa pressão fosse direcionada para preservar o Pantanal também. No ano passado o Pantanal foi desmatado e queimado como nunca, todos os recordes foram quebrados, não houve qualquer punição para os incêndios criminosos, provocados pelo homem. Neste ano tudo indica que teremos outro período de seca acima da média no Pantanal. Se nada for feito para conter a ganância cega dos criminosos, o Pantanal será duramente castigado novamente, para o regozijo da bancada ruralista, do presidente Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles. O Brasil já extinguiu a Mata Atlântica e o Cerrado, o Pantanal será extinto em poucos anos, a Amazônia vai pelo mesmo caminho. Depois de toda essa destruição, o Brasil vai continuar sendo um país pobre e subdesenvolvido, sem os seus maravilhosos biomas e com um clima catastrófico, esse será o legado da ignorância no poder.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PANDEMIA EM ESTADO GRAVÍSSIMO


A assustadora situação da pandemia entre nós,  com ênfase no Rio de Janeiro a beira de colapso em suas unidades  hospitalares públicas e privadas, é aterrorizante. As autoridades de todos os escalões da gestão pública precisam tomar medidas fortes e restritivas, bem como a população deve obedecer às regras de isolamento social, para que consigamos estancar esse avanço epidêmico, rumo a uma normalidade o mais rápido possível, que tanto estamos a necessitar em benefício de toda a população nacional.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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A HORA SE APROXIMA


Sr. Presidente Fernando Henrique : o seu artigo no Estadão de domingo (A hora se aproxima) é o óbvio. Não posso entender como o sr., com uma indiscutível liderança, já não tenha tomado a iniciativa que agora se propôs a tomar.

Mas, na minha opinião, de forma inadequada. O sr. não tem de se juntar ao grupo dos postulantes à Presidência da República. O sr. tem a obrigação de criar o grupo dos ex-presidentes da República, independentemente de ideologias.

O Temer, Lula e Sarney juntos já tiveram quase 100% dos votos dos brasileiros. Todos vocês são responsáveis por essa iniciativa.

E lembro que “a hora não se aproxima”. Já passou da hora.

Espero sua iniciativa.


Leonidas Alperowitch leonidas@replac.com.br

São Paulo


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CAIXA E TSE


       O Procon sugeriu à Caixa garimpar o distraído apostador eletrônico que não buscou os R$ 162 milhões da Mega da Virada, e o prêmio foi para o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior. Seria fácil, por meio eletrônico, para a Caixa identificar e procurar o apostador. Pela regra da Caixa o prêmio prescreve em 90 dias e o apostador é quem tem que reivindicar o seu direito e fim de papo. Aproveito o gancho para falar do TSE, o nosso Tribunal Superior Eleitoral, que, dispondo da eficiente internet e do cadastro de todos os brasileiros, mesmo com a lei da “ficha suja” em vigor, muitos maus caracteres se candidatam, são eleitos e tomam posse. Pelo bem do Brasil, o TSE deveria se espelhar na Caixa e agir com rigor para banir “fichas-sujas” do ambiente político.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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2022...


Depois de ter ficado impedido de ter eleições diretas por 29 (!) intermináveis anos, finalmente, em 1989, o País recuperou seu legítimo direito de eleger o presidente da República. Diante do quadro que temos à frente, cabe perguntar de que terá adiantado tamanha vitória do Estado Democrático de Direito, se, em 2022, as cédulas de votação trarão a lamentável opção entre Bolsonaro e Lula? É como perguntar a um condenado à morte se prefere um tiro na testa ou na nuca, pois não? Pobre Brasil...


J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

 


BOLSONARO ENCANTOADO


   Além de outras frentes que precisará enfrentar, Bolsonaro tem o Orçamento da República para nele exercitar duas opções cabíveis: sanção ou veto. Entretanto, para o exercício de ambas, ficará sujeito a desgastes perante o Centrão, sua escolha política para proteção do mandato presidencial. Se vetar a peça orçamentária, atingirá, com mais de três dezenas de bilhões de reais, a quase totalidade dos integrantes do Centrão, porque o montante consubstancia as emendas parlamentares efetivadas para a realização de obras prometidas aos eleitores. Se não vetar, ficará bastante indisposto com a área econômica do governo, além de outras, pois atingirá o teto de gastos e permitirá uma verdadeira farra com os dinheiros públicos. Veremos, no entanto, se encontrará outras verbas ou itens que poderá remover sem danos às atuais necessidades nacionais. Na realidade, o Orçamento é um dos temas que servem para demonstrar o modo inaceitável de governar a República, que vai desde reformas ministeriais ineficazes até substituições em cargos menores, realizadas por interesse pessoal e familiar, mas deixando de lado os interesses nacionais. E com as atuais demonstrações de insatisfação das Forças Armadas, bem como com a impossibilidade legal de comandar as Polícias Militares, Jair Messias Bolsonaro não estaria encurralado? A quem socorrer-se? Certamente ao Centrão. Assim, este bloco parlamentar, na verdade, não seria o verdadeiro governante da República? As Forças Armadas ficam satisfeitas? Então...


José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro


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CALOTE NO IR

Quer dizer então que as igrejas estão dando calote no Imposto de Renda (IR)? Que belo exemplo cristão estão dando, hein?  Aproveitam-se da fé do povo para, em nome de Deus enriquecer seus "donos", sem nenhuma obrigação de prestarem contas ao Fisco. Tenho certeza que dinheiro lá não falta, pois até canal de TV possuem. Urge uma devassa contábil nessas entidades, até para separar o joio do trigo.

Quem dera nós trabalhadores com carteira assinada tivéssemos um lobby na Câmara para amenizar o absurdo recolhimento compulsório em nossos holerites, por causa do congelamento da tabela do IR há anos. Lembrando que foi promessa desse presidente medíocre a isenção de quem ganha até 5 salários.

Não vai demorar muito para que quem ganha salário mínimo ser taxado. Uma vergonha.

Luiz Antonio Amaro da silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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CARLOS ALBERTO DI FRANCO

O artigo sobre o STF no Estadão de 05/04 (A2) (STF – parcialidade, incoerência e desprestígio),  do jornalista Carlos Alberto Di Franco, é imperdível! De maneira sucinta descreve que Lula virou santo e Moro virou bandido. O STF sempre foi um tribunal respeitável e suas decisões eram aceitas pela maioria dos brasileiros. Num relato objetivo, claro e verdadeiro, o artigo descreve que o STF hoje faz leituras enviesadas da Constituição. Nada mais verdadeiro! Infelizmente perdeu o respeito que tínhamos até  a chegada do PT ao poder.

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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PITACADAS ALHEIAS

A página A2 do Estadão de ontem (5/4) publica dois artigos que representam duras críticas ao presidente da República e à Suprema Corte do País. No primeiro deles (Renúncia não é desonra – Antonio Cláudio Mariz de Oliveira), um renomado advogado criminalista, após lembrar “... a chocante e estúpida negação do problema sanitário” pelo titular do Poder Executivo, seu “...desprezo pelas mortes” (causadas pela pandemia) e seu “...descaso pela vida”  diz que essas atitudes “... provocam ... um justo desejo coletivo de uma mudança substancial”. E conclui o artigo com o seguinte parágrafo: “Senhor presidente, em face da atual situação, a sua renúncia não será considerada uma capitulação, mas sim um ato de grandeza”. No outro artigo (STF – parcialidade, incoerência e desprestígio -  Carlos Alberto Di Franco, um destacado jornalista aponta a parcialidade, incoerência e, em consequência, o desprestígio de nosso STF. Ele mostra que essa Corte “... tem ultrapassado todos os limites nas suas enviesadas leituras da Constituição, do Direito e dos fatos”, como agiu no episódio do julgamento da suspeição de Sergio Moro, no processo do triplex no Guarujá que condenou um corrupto como nunca dantes este país já viu. A incoerência, segundo ele, foi julgar um habeas corpus de uma ação anulada por decisão monocrática de um ministro da Corte, o que torna nulos todos os atos ligados a essa ação, inclusive esse habeas corpus. No que se refere à parcialidade do STF, o articulista registra que "...em nome de uma inexistente obstrução do direito de defesa do condenado Lula da Silva,...” houve “... um brutal ataque e cerceamento do direito de defesa do ex-juiz da Lava Jato”. O desprestígio do Supremo, uma das instituições mais mal avaliadas pela população brasileira nas pesquisas realizadas, é uma consequência natural decorrente de tudo isso.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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O PIOR DOS MEDOS

Acrescentando algo à ótima crônica de Gilberto Amendola – O pior dos medos (Estadão 5/4) – eu tenho muito medo de nas eleições de 2022 não ter uma boa opção que me livre do genocida ou do ladrão, medo de começar tudo de novo, medo de ver o Brasil perder mais uma vez a corrida para se inserir no mundo civilizado. Tenho medo.


Olga Espinosa Croitor olgacroitor@bol.com.br

São Paulo


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SOBRE O SUPREMO

Sou brasileira e tenho 87 anos. Li os três artigos que questionam a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) – Anarquia Jurídica (Bolívar Lamounier), Uma ‘justiça’ de mentira nesta república da trapaça (José Nêumanne) e ontem STF – parcialidade, incoerência e desprestígio (Carlos Alberto Di Franco), que interpretam o meu pensamento e de muitos a minha volta.

Estamos assistindo a um teatro com atores que segundo Shakespeare “em cena perdem a ação”. Não nos basta a má sorte do governo eleito, uma Câmara que representa a quem? Quando seu norte é tirar proveito de um povo consumido pelo desprezo. O denominador comum nesse carroção de misérias é um poder régio. Estamos diante de uma corte que derruba instâncias e abre portas para a impunidade. Que delibera desmoralizando seus pares. Acaba com a Lava Jato, única instância que conseguiu criar um pouco de decência neste país. E nós pobres mortais assistindo a querelas, xingatórios e mudanças de atitude em exercício.

Tudo isso é de um cinismo edificante, marcado pela triste invocação da morte.

Priscila Euler Freire de Carvalho priscilafreire75@uol.com.br

Belo Horizonte

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POSTO IPIRANGA TERRIVELMENTE EVANGÉLICO

Paulo Guedes, em fritura lenta, será defenestrado por inanição compulsória. O próximo Posto Ipiranga poderá ser terrivelmente pentecostal, como o bispo Edir Macedo, um rei Salomão em matéria de arrecadação; um Silas Malafaia, campeão em falação; um coringa como o deputado Marco Feliciano; ou mesmo o Pastor Everaldo, o João Batista de Bolsonaro no Rio Jordão. Ninguém arrecada dinheiro como eles, e tudo em nome de Deus.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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