Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2021 | 03h00

Desgoverno do capitão

Tarefa inglória

Imagino que seja muito penoso para o vice-presidente Hamilton Mourão, general da reserva com cerca de 50 anos de serviços prestados ao País, vir a público defender a participação de militares no governo Bolsonaro. Como bem salientou no artigo O que os brasileiros esperam de suas Forças Armadas (6/4, A2), Exército, Marinha e Aeronáutica são instituições de Estado e não servem, pois, a interesses passageiros e sectários deste ou daquele governo. Com efeito, não podem as Forças Armadas submeter-se aos devaneios de um capitão reformado, ao custo de descumprirem as atribuições, da mais alta importância, que lhes foram designadas pela Constituição de 1988. Por um lado, temos assistido ao escrutínio ininterrupto e aparentemente despropositado de militares de alta patente quando entram em rota de colisão com o negacionismo e terraplanismo do presidente da República. Por outro, pode-se compreender o interesse velado em promover a quebra da hierarquia das Forças Armadas a fim de cooptar parcela de militares para a milícia do clã bolsonarista. A esse respeito, cabe recordar ao vice-presidente que na ocasião do golpe de 1964, ao qual fez referência no artigo, a quebra da hierarquia nos quartéis era apontada por udenistas e por parte dos comandos militares como razão para a iminência de um golpe de Estado pelo governo João Goulart. O que tem Mourão a nos dizer sobre as semelhanças, nesse aspecto, entre Bolsonaro e Jango?

ELIAS MENEZES ELIAS.NATAL@HOTMAIL.COM

NEPOMUCENO (MG)

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Pátria

Nos 250 artigos da nossa Constituição, a palavra Pátria aparece uma única vez, justamente no artigo 142, que define a missão das Forças Armadas.

RUI ELIARUI.ELIA29@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Bolsonaro e Forças Armadas

Bolsonaro perderá as eleições em 2022 e as Forças Armadas lavarão as mãos, respeitando a Constituição e o protocolo contra a covid-19.

CÁSSIO MASCARENHAS E CAMARGOSCASSIOCAM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Pandemia

Falta do que fazer

A previsão dos cientistas é de que caminhamos para 5 mil óbitos/dia por covid-19, nossas escolas e as políticas voltadas para a educação estão abandonadas, o meio ambiente e a cultura, destruídos, a fome ataca milhões de pessoas. E o presidente Bolsonaro, à falta do que fazer, vai visitar uma cidade de Santa Catarina, sem máscara, para promover aglomeração visando alguns míseros votos para o pleito de 2022. Temos de rezar para surgir um líder que possamos eleger e nos livrar dos dois males terríveis que nos ameaçam na eleição.

ALDO BERTOLUCCI  ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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A tragédia da fome

A pandemia aumentou a miséria. Milhões de brasileiros não têm nada para comer. Pesquisa da FGV revela números assustadores e cruéis. A fome e a miséria liquidam ilusões. Afrontam sonhos. Humilham o ser humano. A ausência de higiene, roupas, moradia e escola aumenta a desesperança. Perpetua a dor. Devora famílias. Destrói o futuro. Desespera a alma. Crianças sujas, esfomeadas e maltrapilhas choram sem comida em casa. A aflição de pais desempregados esmaga corações. Doações escassas amenizam o sofrimento e a humilhação. Sem forte e urgente ajuda dos governantes, esse quadro desalentador não será alterado. Quem tem fome só pede a Deus que os anjos tragam um prato de comida.

VICENTE LIMONGI NETTO LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA

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STF

Barafunda

Gilmar Mendes vetou a decisão de Kassio Nunes Marques sobre a liberação das celebrações presenciais em cultos religiosos. O Brasil vive uma barafunda jurídica alimentada pelo egocentrismo de alguns ministros do STF que adoram um holofote. Ora é uma coisa, ora é outra. Os ministros não se pautam, com certeza, por critérios jurídicos ou constitucionais, e sim por interpretações pessoais e muitas vezes com viés profundamente político. Até nisso somos azarados.

LEÃO MACHADO NETO LNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cultos

Em meio ao agravamento da pandemia, pastores querem a liberação dos cultos. Preocupados com a saúde espiritual de seus fiéis ou com a saúde financeira de suas igrejas?

CELSO NEVES DACCA CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Faturamento

Naturalmente, certas igrejas têm o maior interesse em manter abertos os cultos, pois são uma grande fonte de seu faturamento. Devem R$ 1,9 bilhão, que não será pago. Descontam impostos dos funcionários e não os recolhem aos cofres públicos. Melhor negócio não existe. Vergonha. O sr. Kassio Nunes Marques com a palavra.

ARIOVALDO J. GERAISSATEARI.BEBIDAS@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção

À espera de um milagre

O Brasil aguarda alguma ação da Justiça de Brasília, após a surpreendente anulação dos processos contra Lula da Silva, perpetrada pelo ministro Edson Fachin, do STF. Se vamos começar do zero, o que a Justiça de Brasília está esperando? Ainda dá tempo de fazer justiça, enquadrar Lula na Lei da Ficha Limpa e torná-lo inelegível.

ELIAS SKAF ESKAF@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cacareco

Lembram-se do rinoceronte que, em 1959, teve votação eleitoral expressiva para vereador em São Paulo? Se em 2022 forem candidatos a presidente Lula, Bolsonaro e, eventualmente, algum Cacareco, já sei quem terá o meu voto consciente.

FRANCISCO DE CASTRO FCASTRO48@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ABERTURA DE TEMPLOS

Muitos cultos realmente prestam um grande serviço, “vendendo” proteção milagrosa contra o coronavírus.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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VIA-CRÚCIS


Nessa verdadeira via-crúcis para liberar cultos em templos religiosos, abençoada por um ministro  extremamente evangélico, Kassio Nunes, só existe uma motivação lógica: a fé pode ser digital ou analógica, mas os dízimos, em expressiva quantidade, são essencialmente analógicos, em dinheiro vivo.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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SUPREMOS MENORES

Dada a turbulência provocada pelo ministro Nunes Marques,  autorizando a abertura dos templos religiosos à revelia da decisão plenária que confirmara a autonomia de Estados e municípios para decidir a respeito, é chegada a hora de indagar se os Supremos menores, ou individuais não deveriam ter sua jurisdição circunscrita apenas à participação no plenário para evitar maior confusão em cenário por demais conturbado. A dúvida tem procedência, pois as decisões monocráticas sempre estarão mais propícias a carregar as convicções ideológicas ou até mesmo partidárias de cada magistrado, que nem sempre respeitam a maioria firmada pelo colegiado.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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MARQUES NUNES BOLSONARO

O novo ministro nomeado por Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF) mal chegou e já quer sentar na “janelinha”. Concedeu liminar contrariando o que já foi decidido pelo Pleno daquela Casa e autorizou que as igrejas desrespeitem a decisão de governadores e prefeitos quanto aos atos litúrgicos. Já percebeu que seus pares não gostaram da decisão. Ora, afinal, ele é da “cepa” daquele que manda e outro obedece, não é mesmo Marques Nunes Bolsonaro?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BASTA DE BOLSONARO

Como se sabe, o capitão da reserva Jair Bolsonaro, o “mau militar”, segundo Geisel, foi “expulso” do Exército em 1987 por insubordinação, sedição, incompatibilidade para o oficialato e perda de patente por apresentar desvio grave de personalidade e deformação profissional. Como “pau que nasce torto cresce torto”, não poderia apresentar outro comportamento senão o mesmo nos quase 30 anos como político do baixo clero. Eleito presidente da República por absoluta obra do acaso, do voto anti-Lula  e de uma facada que o transformou em vítima, meteu os coturnos pelas mãos nesses dois anos de desgoverno errático, negacionista, retrógrado e autoritário, traindo os votos de mais de 57 milhões de eleitores que acreditaram nas falsas promessas do falso Messias. E agora, depois de tantas presepadas, se vê diante de uma nova oposição que se soma à esquerda e ao centro: o próprio Exército Brasileiro. Contando apenas com a cega continência e obediência do famigerado exército de milicianos do Rio de Janeiro, o tresloucado reizinho se vê cada dia mais isolado em seu reino de faz de conta Brasilis. O capitão está nu, à procura de um bolso para pôr as mãos sujas do sangue de mais de 300 mil brasileiros vitimados pela pandemia. Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O atual Presidente da República realmente é um “capitão pitoresco” e isto pode ser aplicado também ao seu comportamento como mandatário maior. Suas atitudes agora têm semelhança com sua carreira nas Forças Armadas mais de 30 anos passados. Ele perde a oportunidade de se consagrar e entrará para a história muito mais pelo que faz de errado do que por alguma ação produtiva.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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GILMAR X LAVA JATO, O FENÔMENO


Muita gente assistiu ao vídeo icônico que há alguns anos mostrava o entusiasmo do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, ao comentar a competência e o sucesso retumbante da Operação Lava Jato. Foi, realmente, algo auspicioso – grandioso –, jamais visto na história deste país, que acendeu uma chama nunca antes percebida nos corações dos brasileiros de bem.

Por outro lado, Gilmar ainda não percebia ali, então, que o fenômeno da Lava Jato daria em seguida plena visibilidade pública ao fato de que o STF é o campeão absoluto de cumplicidade criminosa e ineficácia, quando o assunto é processar e condenar criminosos com dinheiro e poder político – produziram em muitos anos de aparente trabalho judiciário zero condenações e soltaram com rapidez recorde todos os mais célebres bandidos da política, das obras públicas e até do tráfico de drogas deste país; e como não poderia deixar de acontecer, sempre a mando de chefões, perseguiram diligentemente e prenderam seus desafetos mais vocais – todos sem nenhuma base constitucional.

O STF é o fenômeno que merece ser estudado internacionalmente pela academia e institutos de pesquisa sociopolítica durante muitas décadas.

São esses ministros que hoje usurpam o poder central e governam o Brasil, com a cumplicidade bovina da imprensa, da mídia, dos políticos, da intelectualidade, das Forças Armadas e de grande parcela da sociedade brasileira frouxa.

Sinceramente, como alguém poderia ter alguma esperança no sucesso de uma nação em um sistema como o nosso? Só mesmo sendo um abobado acéfalo.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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PAZUELLOS

Um manda e o outro obedece. Assim está sendo cumprido à risca pelo ministro da Saúde, Marcelo A. C. Queiroga Lopes; pelo ministro do STF Kassio Nunes Marques; e provavelmente pelo inexpressivo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França.

Pedro Luiz Leopardi leopardi73@gmail.com

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DIREITA E ESQUERDA; MERECE REFLEXÃO...

Passamos por um momento ímpar. As claques disseminam que quem não é de esquerda é de direita e vice-versa. Considero, no entanto, que quando alguém desgosta de Bolsonaro isso não significa que esteja com Lula nem que, se não gosta de Lula, feche com Bolsonaro. Política não é a massa bipolar que os fanáticos pregam. Existem muitas tendências além daquelas que polarizam. Não devemos ignorar, também, que há a parcela da população que, por diferentes razões, despreza toda a classe política. Adversários de Bolsonaro e de Lula (ou de quem ele puder indicar) preparam um grupo de centro para 2022. Governadores, parlamentares e até velhas raposas que já deram o que tinham de dar tentam formar o bloco capaz de ser alternativa. Mas parece difícil essa empreitada, pois na atual fase democrática, a cena política esfacelou-se. Temos mais de 30 partidos registrados e mais de 70 aguardando registro.  Com tanto cacique, será praticamente impossível, reunir todos num dito “centrão”. São muitas vaidades e interesses a se administrar. Logo, a tendência é continuarmos, ainda por algumas eleições, assistindo à estúpida polarização que vai desde os que querem reeditado o regime de 64 até os que “lutam” pela ditadura do proletariado. Direita e esquerda, apesar do discurso extremado, também são subdivididas. E a cada eleição cresce o número de votos brancos, nulos e a abstenção. Sinal de divórcio entre o povo e os políticos.

           

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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DESPRESTÍGIO DO STF

Muito oportuno e correto o artigo de Carlos Alberto Di Franco (STF – parcialidade, incoerência e desprestígioEstadão, 5/4) com críticas contundentes e irrefutáveis a ministros da Corte pelos absurdos jurídicos inseridos em seus votos. Coincidentemente, no artigo ao lado (Renúncia não é desonra), de   Antônio Claudio Mariz de Oliveira, consta uma  pitoresca manifestação de Floriano Peixoto, perguntando a seus assessores: “E  quem  irá  conceder habeas para os ministros do Supremo?”. De fato, não se pretende ir tão longe, mas deveria haver um mecanismo interno  que, de forma rápida e eficaz, pelo menos impedisse as  consequências, muitas vezes  irreversíveis, de desastradas decisões proferidas pelos ministros.


Francisco Geraldo Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá


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AINDA SOBRE O SUPREMO


Ao STF caberia ser o guardião da Constituição. Porém, ultimamente os ministros têm gerado enorme insegurança jurídica principalmente com as chamadas decisões monocráticas. Depois de um ministro cancelar a sentença do caso do triplex, agora um outro  contraria a própria Constituição e tira o poder dos municípios de vetar missas e cultos. O que valia ontem pode não valer mais amanhã. 


Luiz Rocha drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos


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AS DUAS CLASSES BRASILEIRAS


O Brasil dispõe de duas classes de brasileiros. Os de primeira classe são cerca de 12 milhões, que recebem bons salários, têm estabilidade e se aposentam mantendo o último salário da ativa. Os demais brasileiros, a grande maioria, não têm estabilidade, com os mais variados salários, alguns com valores significativos, mas a maioria se aposenta com o piso pouco acima do salário mínimo, em média em torno de R$ 2.500,00 e raríssimos, por causa da combinação de tempo e fator previdenciário, alcançam o teto de R$ 6.433,57. O ministro Paulo Guedes quer reduzir a diferença entre as duas classes, mas tem encontrado muita resistência, dificilmente obterá êxito.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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 A NECESSÁRIA CREDIBILIDADE NA JUSTIÇA.


  Os anos passam e os tempos mudam, mas as alterações apresentadas em certos segmentos, quando não são boas, refletem no modus vivendi da população, como é o caso da Justiça. Determinadas decisões, algumas contraditórias, outras inesperadas e não convincentes, durante vários anos consecutivos, têm a força de ocasionar nas mentes do País a dúvida, a incerteza e a falta de segurança de quando se precisar do Poder que faz a Justiça. É um mal, e o mal se espalha também pelo planeta afora, amedrontando investidores e até contratantes e interessados em negócios com a Nação. E todos perdem, desde os magistrados até os atingidos benéfica ou maleficamente, impondo-se a todos o desencanto crescente que sempre termina em negacionismos inconvenientes. Tudo isso não pode ser evitado?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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À BEIRA DO PRECIPÍCIO


Infelizmente a pandemia a cada dia que se passa está deixando um rastro assustador de vítimas da covid-19  em nosso país. A situação no  Brasil hoje é tão assustadora  que até os bolsonaristas que não acreditavam nessa pandemia  estão se borrando de medo. Presumo que hoje o grande desejo da maioria dos brasileiros seja que o presidente da República, Jair Bolsonaro, renuncie  e deixe o cargo para quem de fato saiba governar- Simples assim! 


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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DESONRA DE UM PRESIDENTE INCAPAZ


Além dos Limites frequentemente esquecidos (Estadão,5/4, A3) no âmbito político e estrutural de um governo, não podemos esquecer os de natureza mental do presidente. Por vários meios se constata que não é apenas a necropolítica de Estado que se quer instituir, mas uma total incapacidade cognitiva de quem está na Presidência do País. A solução a curto prazo é o impeachment, que um acovardado e vendido Parlamento não leva adiante. É ilusão acreditar em saída honrosa, como proposta por Antonio Claudio Mariz de Oliveira (Renúncia não é desonra, A2), de uma pessoa que foi expulsa do Exército e planejou atentados.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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FUTURO DA CULTURA DE CANCELAMENTO NOS EUA


Cultura de Cancelamento é a forma preferida pelos democratas no poder nos EUA e por algumas das grandes corporações que os apoiam de expulsar alguém politicamente inconveniente dos círculos sociais e profissionais, destruir sua reputação, boicotá-lo economicamente e reduzi-lo a pó. Ameaçar opiniões dissidentes com este tipo de consequências de difícil reversão tem se mostrado uma forma muito eficiente de censura, conseguindo calar muitas vozes. E garantindo que, majoritariamente, só mensagens a favor das narrativas que apregoam recebam destaque, doutrinando quem quer que as consuma. Só que este tipo de prática enfrenta um grande problema: apesar de 32% dos americanos a aprovarem, 46% acreditam que a cultura de cancelamento já foi longe demais. E, apesar de 24% ainda não ter opinião definida, a tendência é claramente pela liberdade de expressão. Ou seja, o totalitarismo vai contra a índole de dois terços da população americana. Em suma, como diriam os inconfidentes mineiros: “Liberdade, ainda que tarde”. 


Jorge A. Nurkin Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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CIDADÃ RESPONSÁVEL

Na missiva Omissão dos bons (5/4) da cidadã, quase octogenária e patriota, Maria Toledo A. Galvão de França, me identifiquei com sua indignação pelo desgoverno atual e quanto à inversão de valores que observamos, citando como exemplo, o tratamento dado ao “moço”, o juiz Sérgio Moro. Ela, de Jaú-SP, com ótimo alvitre, clamou  contra “a omissão dos homens de bem capazes de mudar os fatos”. Percebo que ela e milhões de cidadãos brasileiros de bem exigem, com acerto, na direção da coisa pública homens probos, experientes, competentes, que respeitem os valores e ideais republicanos. Movidos pelo alerta da leitora participativa, espero que eleitores brasileiros deem um basta em 2022 às sinecuras nas instituições públicas e aos arlequins, fantoches, marionetes, bonecos-de-ventríloquo, borra-botas, títeres e toda a sorte de obscurantistas que os partidinhos nos oferecem como candidatos, que, eleitos e no poder, destroem as melhores tradições de nossas mais caras instituições. 

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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O ESPECTRO DA CRISE HÍDRICA

O Brasil se tornou um dos maiores produtores de grãos do mundo, para produzir tanta soja sāo necessárias grandes quantidades de água, não é difícil imaginar que o gigantesco volume de água usado na produção da soja esteja fazendo falta ao balanço hídrico do País. O País deveria fazer um estudo de impacto ambiental do uso da água no agronegócio. A seca no Pantanal é consequência do uso excessivo de água nas culturas de soja no Cerrado, e reflete no balanço hídrico do Sudeste; o desmatamento desenfreado na Amazônia reflete nas mudanças climáticas do planeta todo. A água é um recurso finito, é preciso estabelecer um limite para o uso da água no agronegócio, isso se chama sustentabilidade, o crescimento descontrolado do agronegócio no País é a própria definição de atividade insustentável.

Mário Barilá Filho mariobarila@gmail.com

São Paulo



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ARTIGO DE HAMILTON MOURÃO


Na artigo do vice-presidente Hamilton Mourão (O que os brasileiros esperam de suas Forças Armadas), no Espaço Aberto (A2 -6/4), no terceiro parágrafo, ele cita claramente os problemas atuais do governo central: postergação das reformas tributárias, administrativas e a política, esta muito importante. E completa, ressaltando a corrupção e clientelismo político. Infelizmente está sendo relegado por Bolsonaro, pois poderia ser nomeado Ministro da Casa Civil e, talvez seria um novo "Golbery" e, creio, melhoraria as ações do governo, melhorando a avaliação pela população. 

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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RICOS MAIS RICOS E POBRES MAIS MISERÁVEIS


A revista Forbes informa que os bilionários do mundo estão  muito mais ricos após o brutal ano da epidemia de 2020. Os mais ricos acrescentaram US$ 1,9 trilhão às suas já indecentes fortunas. Os pobres perderam as poucas misérias que ainda restavam. Este é o admirável mundo novo, do século da alta tecnologia, que vai levar alguns homens a Marte e muitos mais à morte. Liberdade, igualdade e fraternidade são apenas palavras cínicas, vazias e falsas. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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