Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2021 | 03h00

 Suprema Corte

Auto de fé

Assisti com medo e perplexidade à sustentação oral do advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, no julgamento de quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). Senti-me transportado aos autos de fé, em que frades fanáticos da Inquisição acusavam os assim chamados hereges. Mendonça deixou a lei de lado e se dedicou a expelir um fundamentalismo medieval, pretendendo que a Corte constitucional deva julgar com base na Bíblia e apenas para os cristãos. E como fica a laicidade do Estado brasileiro? Como fica a representação dos muitos brasileiros ateus e agnósticos e dos muitos de fé não cristã, como judeus, muçulmanos, budistas, praticantes de religiões de matriz africana, etc.? E esse indivíduo ainda tem o desplante de pretender uma cadeira no Supremo?

FLAVIO CALICHMAN IBRACAL@UOL.COM.BR

 SÃO PAULO

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Terrivelmente evangélico

É preocupante verificar a que ponto chegou o processo de indicação de ministros para o STF, como mostra a matéria Gilmar critica advogado-geral e PGR (8/4, A8). O advogado-geral da União, André Mendonça, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, em vez de tomarem por base a Constituição na discussão da abertura de cultos, usaram em suas teses citações bíblicas! O papel de terrivelmente evangélico está desmoralizando o processo de indicação do próximo ministro do STF. Parece que no ambiente do Supremo está valendo tudo, até informações pirateadas.

JOSÉ ELIAS LAIER JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Ativismo religioso

Afinal, o dr. André Mendonça é advogado de Bolsonaro, da Igreja Universal ou da Nação? Ele sabe que o Brasil é país laico?

ETELVINO JOSÉ HENRIQUES BECHARA  JHBECHARA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Onipresença de Deus

O filósofo da Escola de Frankfurt Ludwig Wittgenstein demonstrou que guerras religiosas decorrem da mistura de linguagens. Assim, a linguagem da fé é única e não deve ser mesclada com a linguagem da razão. Diante da morte de 340 mil brasileiros, é lamentável que se sustente a ideia de que templos em geral devam permanecer abertos para cultos. Que religiosos são esses que não acreditam na onipotência e na onipresença de Deus? Na realidade, segundo o Evangelho, são apenas vendilhões do templo, ávidos por lucros ou, pior, cargos de maior visibilidade e poder. Isso é a corrupção da religião.

FERNANDO HINTZ GRECA GRECA.FERNANDO@GMAIL.COM

CURITIBA

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Prioridades

Um verdadeiro espanto que o STF gaste horas de blá-blá-blá para decidir se pode ou não haver cultos religiosos abertos ao público. O País mais parece um circo pegando fogo e um bando de marmanjos fica perdendo tempo para assoprar um palito de fósforo... Total falta de senso de prioridades.

LÚCIA MENDONÇA LUCIAMENDONCA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Pandemia

Pesadelo sem fim

O que falar diante de 8 mil mortes em dois dias? Um país em total descontrole, um presidente ensandecido, que não mais governa, levando todos para o abismo. O Congresso, que na maior cara de pau se aproveita dessa tragédia, disfarça com alguns pitacos de cooperação com a coerência científica e falsa empatia pelos brasileiros. Há exceções, sim, mas infelizmente são apenas exceções. Brasília é um pesadelo real e sem fim.

REGINA THOMPSON REGINATHOMPSON@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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‘Lockdown’

Trata-se de uma medida extrema para o controle de pandemias, no caso atual, a covid-19. Proponho um lockdown de 15 dias para o presidente da República calar a boca. Dessa maneira muitas vidas serão salvas.

WALTER ANGELO CAROTTI WALTERCAROTTI@YAHOO.COM.BR

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INDAIATUBA

Ajudar as favelas

É de suma importância o apelo do Estado para reforçarmos a solidariedade às famílias dessas comunidades carentes (Alerta vermelho nas favelas, 7/4, A3). A situação é desesperadora. Elas estão sem trabalho, sem renda, sem vacina, sem recursos para comprar comida. O Estado está certo: a hora de aumentar a solidariedade é esta – quando as políticas públicas atrasam, falham ou são insuficientes. Ajudemos com urgência!

JOSÉ PASTORE J.PASTORE@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Civilidade

Ao ver a foto da estação de trem de Buenos Aires (6/4, A12) onde todas as pessoas usavam máscara, senti uma vergonha enorme. Acorda, meu povo!

JOSÉ ROBERTO PALMA PALMAJOSEROBERTO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Receita Federal

De livros e armas

Muito difícil entender quais os desígnios e objetivos de um governo que facilita o acesso às armas e quer, via tributo, dificultar o acesso aos livros.

BRENO LERNER BLERNER@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Jornalismo

‘Estado’ na liderança

Cumprimentos ao Estadão nosso de cada dia pela liderança de audiência nas plataformas digitais em março, que totalizou expressivos 47,8 milhões (!) de visitantes únicos, um verdadeiro e impressionante marco na história do jornalismo brasileiro. Mas nem poderia ser diferente, em se tratando daquele que é considerado o mais importante e influente noticiário do País. Bravo!

J. S. DECOL DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

FOME ZERO

Nada como um jantarzinho com empresários milionários para alimentar o ego do presidente. De sobremesa, aplausos. 


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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A GRANDE ALIADA DE BOLSONORO

No final só vai sobrar para Jair Bolsonaro como aliado eleitoral, em 2022, a covid-19.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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BRASIL NO RANKING MUNDIAL DA COVID

Em meio ao tenebroso e dantesco cenário de mais de 3 mil mortos por dia (!) pela pandemia de covid-19 sob o negacionista e criminoso desgoverno Bolsonaro, cabe dizer que o Brasil, com apenas 3% da população mundial, representa hoje nada menos do que 33% (!) dos óbitos totais, o segundo país no macabro ranking mundial. Profundamente lamentável constatar que é brasileira uma em cada três famílias enlutadas do planeta que choraram e enterraram seus entes queridos, a maioria por absoluta falta de vacinas, ou de leitos, ou de UTIs, ou de oxigênio, ou de medidas sanitárias que deveriam ter sido tomadas a tempo e hora pelo ruinoso (des)governo federal quando do início da pandemia. Vergonha, genocídio, crime de (ir)responsabilidade e de lesa-pátria. Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ELE NÃO MUDA


O presidente da República em mais uma demonstração de que está buscando espaço para sua campanha à reeleição vai à cidade de Chapecó em Santa Catarina e dá declarações  inaceitáveis em relação à pandemia. O momento exige empenho de todos os organismos públicos em busca de soluções e não de protelações, que aumentam os óbitos em todo o Brasil.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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ATÉ QUANDO?

O Brasil está pagando o preço de ter tido a gestão da Saúde na pandemia conduzida pelo leigo e  ignorante Jair Bolsonaro, assistido pelo leigo e incompetente Eduardo Pazuello. Todos os países estão caminhando para sair da pandemia, vacinando rapidamente suas populações, vendo os números de novos casos e de mortes caindo rapidamente e chegando próximos a zero, enquanto o Brasil vive a explosão descontrolada da doença. Bolsonaro errou tudo que havia para errar, não comprou as vacinas na hora certa, ridiculariza o uso da máscara, promove aglomerações e usa todo o poder do cargo para atacar as medidas de distanciamento social. O Brasil e o mundo assistem, estarrecidos, à inoperância das instituições brasileiras para retirar esse senhor do cargo e recolocar o Brasil no caminho certo para sair o quanto antes da pandemia. Até quando?

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ALIADOS NO NEGACIONISMO


Como se já não bastasse o primordial negacionista a fazer e falar besteiras,  vemos agora um insignificante e imbecil prefeito de pequena cidade de Santa Catarina se alinhar na mentirosa e irresponsável informação de que certos medicamentos que, segundo a ciência, são comprovadamente ineficientes no tratamento da covid 19 são indicados para debelar a pandemia.  Além de mentir e desinformar, o imbecil ainda grava um vídeo para comprovar que os hospitais locais estão operando sem acúmulo de pacientes de covid.  Mas omite o fato de que a UTI está com 100% de utilização para atender os doentes da pandemia. E mais, que sua cidade é uma das que mais acumulam mortes per capita causadas pela doença.

Triste Brasil que tem políticos tão rasos que, mesmo assim, conseguem espaço na mídia para expor suas idiotices.

Mas um dia a população há de acordar e marginalizar essa espécie de ser humano danoso à civilidade e ao bem-estar necessário para uma vida digna.

Adib Hanna adiv.hanna@bol.com.br

São Paulo


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CARA DE PAU        

O desgoverno de Jair Bolsonaro respondeu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que não se considera culpado pela falta de vacinas aos brasileiros. Afinal, na cabeça do negacionista-mor – que já está no Guinness Book – a culpa é, exclusivamente, de todos os países que resolveram, rapidamente, comprar o imunizante, sem aguardar que os laboratórios os procurassem. Ora, o negacionista “cara de pau” não reconhece que “perdeu o bonde” do sucesso e que optou pelo próprio ostracismo. Na verdade, “uns preferem os olhos, já outros as ramelas”, como já dizia aquela sábia senhorinha de Taubaté. Acertou na mosca!          

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PREVISIBILIDADE


Estamos vivendo um período extremamente difícil. Temos que dar um rumo ao País, mas ânimos exaltados e a falta de sensatez daqueles que precisariam imprimir a rota deixam a situação incerta. Era previsível que chegássemos a 4mil mortos diários de covid, assim como era certo o esgotamento de hospitais e sistema funerário. Não é compreensível que tudo vire emergencial. Com todo esse isolamento é previsível que cheguemos a um momento de exasperação social por falta de emprego, renda, capacidade aquisitiva de alimentos. Que planos temos para combater essa situação extrema? Sabemos que a disputa política para a Presidência, conduzida por dois extremos incendiários,  um evocando sem-terra/moradias para lutar e outro clamando pela desestabilização de polícias estaduais, não poderá terminar bem. Tudo contribui para que esse seja o desfecho. Devemos continuar a estimulá-lo mesmo assim? Há razão de ser para incendiar ainda mais um clima já tão conflagrado num cenário de penúria econômica? Não seria estímulo ao caos tão almejado por alguns? Temos que adotar um tom propositivo para sair desta cilada nociva. Não podemos aguardar soluções do Executivo que não acontecerão. É previsível! Temos que arregaçar as mangas e trabalhar junto com organizações constituídas: prefeituras , governos e  com a contribuição dos sindicatos, igrejas, ou seja da sociedade civil como um todo,  para podermos chegar a soluções mais sensatas e exequíveis economicamente. We can!

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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CORONAVÍRUS NO ES

 

Duas são as principais causas da propagação do coronavírus: descumprimento do confinamento de quem não precisava se expor e o irresponsável descaso de muita gente com as insistentes recomendações preventivas (uso de máscara, distanciamento e higienização). No Espírito Santo, dos 78 municípios, só 2 não estão no vermelho em pleno lockdown que começou em 30 de março, desrespeitado por pessoas físicas e jurídicas não autorizadas a funcionar. As duas causas acima citadas acontecem em Vila Velha e, certamente, também nos demais municípios. A propagação do coronavírus é consequência do descaso às prevenções aliada aos desrespeitos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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RECORDE TRÁGICO DE MORTES


Ao atingirmos o triste e trágico número de 4.211 mortes em 24 horas em razão dessa pandemia, precisamos urgentemente repensar nossas posturas perante esse momento complicado da nossa História. Mesmo que parte de nossas lideranças negacionistas não tenha no início tomado as providências necessárias para evitar a assustadora expansão dessa patologia, temos como cidadãos conscientes o dever de obedecer às normas preventivas e profiláticas para conter essa tragédia infecciosa, como também tentarmos convencer a quem nos cerca a igualmente assim agir, pelo menos até que a vacinação de  nossa imensa população ponha fim a essa tragédia que ora vivenciamos.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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AVE JAIR, MORITURI TE SALUTANT


Sr. presidente, talvez você não tenha sido informado pelos seus asseclas que a grande maioria dos mais de 330 mil irmãos que já se foram era de pessoas que acreditaram na sua bazófia de sugerir vermífugo para eliminação de vírus. A Ala de Cavalaria do Exército, que possui um apreciável plantel de equinos (cavalos, para seu esclarecimento), a partir de qualquer cabo ou suboficial poderia ter lhe alertado para a inconsistência da recomendação que o senhor espalhou aos quatro ventos. É possível que sua queda nas pesquisas eleitorais talvez seja consequência disso, pois as pessoas mais singela acreditam piamente em grande parte do que uma autoridade fala, e estão morrendo aos milhares.  Embora nenhuma pesquisa sobre o coronavírus  avalie cultura, escolaridade  ou detalhes sobre situação financeira dos irmãos que já se foram, seguramente grande parte era seus eleitores


Carlos Gonçalves icarahyrg@gmail.com

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IMPOSTO DE RENDA INVERTIDO

A clareza da desigualdade brasileira é ofuscante. Companhias globais de digitalização, com receita bruta superior a R$ 100 milhões,  recolhem Imposto de Renda que vai de 8,67% a 11,57%; se a receita é maior, superior a R$ 3 bilhões anuais, a alíquota é de 4,4%, segundo dados da Receita Federal (Valor, 7/4, A7). Um cidadão comum de renda média recolhe 27,5%. É o imposto distributivo na mão contrária: quanto mais se ganha, menor é a tributação.  Nossas incongruências: enquanto não abolidas, não venceremos a miséria.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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COINCIDÊNCIA


É claro que esta interferência na Polícia Federal pelo presidente Bolsonaro, que foi  denunciada pelo ex-ministro Sérgio Moro é pura coincidência. Até onde quer chegar, todo mundo sabe...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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MORTE EM VÃO

O presidente Jair Cloroquina Bolsonaro indicará um ministro para substituir Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os concorrentes, o pastor André Mendonça afirmou que “os religiosos não estão matando pela sua fé, mas estão dispostos a morrerem por ela”. Podemos considerar tal devoção como sinal “terrivelmente evangélico” senhor presidente?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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EVANGÉLICOS TEMPLÁRIOS


Advogado-geral da União, terrivelmente evangélico e a caminho do Supremo, André Mendonça, afirmou que não há cristianismo sem templo!? A única vez que Jesus Cristo entrou num templo foi para expulsar os vendilhões lá instalados.  Dízimo, vintízimo, cinquentízimo é o que move a falsa fé destes parasitas das almas dos simples de coração e ingênuos que sustentam estes vigaristas adoradores do dinheiro dos fiéis. A hipocrisia com  filosofia e teologia dos fariseus de sempre.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SÓ RICO LÊ?


A Receita Federal faz um comentário preconceituoso acerca de quem lê, para aumentar ainda mais o fosso para pessoas de baixa renda comprarem livros. E não é só rico que lê. Essa afirmação é equivocada, a leitura não é hábito do brasileiro em geral por termos um sistema educacional péssimo, e faltam bibliotecas públicas. Muitos ricos não leram um livro inteiro em sua vida.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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NOVOS MINISTROS APROVADOS PELO CENTRÃO


Concordo com o editorialista (Notas dissonantes, Estadão, 8/4) em sua análise sobre os novos ministros das Relações Exteriores, o embaixador Carlos A. F. França, e da Justiça e Segurança Pública, o delegado da Polícia FederaL Anderson Torres. Ambos atendem às expectativas do Centrão, com o primeiro buscando mais vacinas para os brasileiros e o segundo atendendo aos interesses particulares do clã Bolsonaro e dos congressistas, pois a maioria adora um pixuleco e tem rabo preso com a Justiça (será que ainda merece ser escrita com maiúscula?). E assim segue o Brasil, rumo ao precipício. E, sinceramente, se a 3ª via para a próxima eleição presidencial for Ciro Gomes, o Brasil vai continuar ladeira abaixo.


Maria Carmen Del bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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OPORTUNIDADE


Por oportuno, lembro de comentário enviado a esse fórum há um ano (23/3/2020) que antecipava o que ontem (8/4) foi tratado no principal editorial (A3) do Estadão, quando critica o discurso de posse do novo delegado da PF que condena, com outras palavras, o “lockdown” ou o isolamento radical horizontal pelas consequências econômicas e sociais que está trazendo e poderá ainda trazer ao País. Na época, meu comentário foi o seguinte: A RESSACA (23 de março de 2020) Não se trata de ressaca meteorológica, como quando o mar desperta depois de uma noitada “tórrida” com a lua e investe contra praias, rochedos, calçadas e edificações à beira-mar, causando enormes estragos. Nem tampouco de ressaca física e psicológica que os seres humanos enfrentam após uma farra que começa com a ânsia por divertimento ilimitado, passa pela ingestão incontrolada de estimulantes etílicos e/ou alucinógenos que levam a um despertar horrível. Aqui vamos tratar da ressaca econômica que se prenuncia em consequência das medidas draconianas recomendadas por autoridades sanitárias e que estão sendo impostas por autoridades governamentais, ciosas com seu prestígio político. O preço que a humanidade, principalmente a sua camada mais pobre, vai pagar em consequência dessa paralisação econômica drástica já começa a dar sinais como no despertar de uma ressaca que começa com uma leve dor de cabeça, mas logo se tornará insuportável. Os sinais iniciais resultantes da “esbórnia” sanitária adotada aparecem em várias notícias publicadas pelo Estadão de hoje (23/3), a saber: “Contração econômica que vem pela frente será gigantesca; “...a equipe econômica abandonou, por algum tempo, severos compromissos fiscais...”, ou seja, a meta fiscal foi para o espaço; “A pandemia poderá impor uma perda de arrecadação de uns R$ 60 bilhões...”; “Com os dados atuais, pode-se estimar para o fim do ano um déficit primário (sem juros) de uns R$ 200 bilhões...”, com as consequências que isso terá sobre a inflação e o câmbio; “A proporção de trabalhadores pobres deve crescer expressivamente”, no mundo; “Empresários pedem um Plano Marshall para evitar colapso”, prevendo que “...os estragos na economia real serão muito mais profundos, com possibilidade de desencadear um caos social”. Notícia do Washington Post diz que, “Temor do coronavírus aumenta vendas de armas nos EUA”; muitos compradores de armas parecem temer... “um período de escassez dos gêneros essenciais com furiosos despossuídos tentando roubar o básico de   quem ainda tem algo na geladeira”. Imagine-se aqui. Se tudo isso ou mesmo parte disso ocorrer, pode-se prever um sério desabastecimento de Engov nas prateleiras das farmácias nacionais.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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HENRI BOREL

Num caso como o da torpe morte do pobre e indefeso menino Henri Borel, de 4 anos, se fosse nos EUA, a pena seria ou de prisão perpétua ou pena de morte, se fosse no Estado que a permite. 

Já aqui, vamos ver. O sujeito é político, médico e tem aquele olhar da psicopatia aliada à sedução.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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IMPUNIDADE DE PARLAMENTARES

Flordelis (deputada federal suspeita de assassinato), dr. Jairinho (vereador suspeito de assassinato), Fernando Cury (deputado estadual flagrado cometendo assédio sexual), entre vários outros casos.

A omissão de seus pares mostra que estamos muito mal representados nos órgãos legislativos.

Até quando eleitores?


Ely Weinstein eliw@terra.com.br

São Paulo



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OS DEZ MANDAMENTOS

Excelente o artigo Os dez mandamentos do desmando, de Eugênio Bucci (8/4 – A2)! Agora, a TV Brasil, vinculada ao governo federal, pagar R$ 3,2 milhões à TV Record, do bispo Edir Macedo, para exibir pela enésima vez esta novela, é algo a ser examinado com cuidado e critério pelo Tribunal de Contas da União e por CPIs da Câmara e do Senado. É assim que o nosso dinheiro, recolhido por tributos avassaladores sobre a renda dos brasileiros, deve ser empregado, nessa mesma linha de raciocínio que acha que os templos religiosos devem permanecer abertos? Há algo de muito podre neste reino do Brasil, e não é preciso ser Shakespeare para saber disso.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro



 

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