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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Bolsonaro surtou

Do alto de sua ignorância crassa, o presidente Jair Bolsonaro surtou de vez ao investir contra o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que determinou ao presidente do Senado a instalação de uma CPI para apurar a responsabilidade do governo federal pela situação caótica a que fomos levados por sua incompetência durante a pandemia. Houvesse Bolsonaro se dedicado a ler a Constituição, que jurou obedecer, e se sua capacidade cognitiva permitisse, ele se teria recolhido ao silêncio para raciocinar sobre seus enganos e incongruências.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Vertigem golpista

Faltam a Bolsonaro e seu clã altivez e traquejo moral mínimo para se opor ou classificar o ministro Barroso e sua louvável e constitucional decisão como amoral. As idiossincrasias disparadas tanto pelo Twitter como para assessores próximos mostram, como sempre, o déficit de compressão do funcionamento do Estado e, sobretudo, das instituições da República. Soa igualmente patética a articulação para desencadear o impeachment de um ministro da Suprema Corte. Que a vertigem golpista de Bolsonaro não prospere e a CPI avance na responsabilização legal daqueles que, diante da maior crise, preferiram o sapatear sobre túmulos e o negacionismo letal no lugar da razão e da ciência.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO RENATONASCIMENTO@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Esperneio

Ministro Marco Aurélio Mello: “O exemplo vem de cima. O presidente deve ser um farol para os cidadãos em geral”. No caso, o farol do presidente Bolsonaro já levou a nau brasileira ao rochedo...

MOACYR FORTE CORONELFORTE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desgaste gratuito

Nossa decantada democracia ainda tem muito a caminhar para perder os vícios coronelistas. Qualquer ocupante de cargo de chefia age como se fosse o dono da bola, pretendendo que sua vontade seja a única regra a respeitar. Se o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, acha que a CPI neste momento é inconveniente, a única coisa que poderia fazer era tentar convencer os signatários a desistir da demanda, jamais sentar em cima do pedido. Agora teve de engolir a reclamação feita ao STF, um desgaste gratuito e prematuro. Quanto a Bolsonaro, é seu costume atirar pedras sempre que é contrariado.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO  AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Escala de valores

O vice-presidente Hamilton Mourão declarou que o País tem coisas mais importantes para tratar do que CPIs sobre a atuação do governo durante a pandemia de covid-19. Decerto o general se referia aos recentes decretos presidenciais sobre a posse de armas...


MARCELO GOMES JORGE FERES MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Todo cuidado é pouco

Em mensagem anterior (Eterna vigilância, 4/4) chamei a atenção para expressões que passaram a ser usadas por membros da corte bolsonariana e que causam espécie. Pois bem, o vereador Carlos Bolsonaro acionou o Ministério Público do Rio contra as restrições à circulação de pessoas em praias. Alega que o ir e vir de cidadãos em áreas federais não pode ser limitado pela prefeitura. Curiosamente, no mesmo dia o novo ministro da Justiça – ou chefe de polícia – disse em sua alocução de posse: “Neste momento, a força de segurança pública tem de garantir a todos um ir e vir sereno e pacífico”. Um sábio amigo me alertou: essa trupe, ou tropa, está querendo é deixar plantados argumentos para justificar eventuais intervenções em Estados e municípios. Pois é, todo cuidado é pouco.

GERALDO FORBES GFFORBES@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Mais pérolas

O encontro de Bolsonaro com alguns empresários em São Paulo (7/4), na casa do dono da Gocil, do ramo de segurança (onde mais?), repercutiu mal entre grandes empresários que não participaram da reunião. Aplausos para Bolsonaro após dizer que seu governo está fazendo o máximo para garantir a imunização da população e que o Brasil é dos poucos países do mundo que fabricam a vacina contra a covid-19. O que é que é isso?! Além de fazer um dos maiores desgovernos, quer convencer quem? Os alienados que o idolatram não precisam de convencimento. E os ajuizados, bem informados, sem má-fé sabem que desde o início praticamente todo o seu governo só lutou contra as medidas de combate à pandemia. Quanto às vacinas, foram o tempo todo ignoradas, quando não torpedeadas por Bolsonaro, principalmente a Coronavac, do Instituto Butantan, por ser de São Paulo – quase 90% das vacinas aplicadas no Brasil. O presidente que vá trabalhar mais, como os governadores e prefeitos, pois já tirou quase 20 dias de férias entre final de 2020 e início deste ano, gastando cerca de R$ 3 milhões, dinheiro dos brasileiros.

ÉLLIS A. OLIVEIRA ELLISCNH@HOTMAIL.COM

CUNHA

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Tranca em porta arrombada

Governos federal e estaduais buscam vacinas no mercado. Enquanto os países mais inteligentes vão retomando as atividades econômicas, nós ainda estamos no lockdown. O tempo perdido com a “gripezinha” e com a “estratégia” de compra de vacinas vai deixar o Brasil um ano atrasado em relação ao resto do mundo. Os outros vão crescer, enquanto nós nos vacinamos a passo de cágado.

CARLOS VIACAVA CVIACAVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Caquistocracia

Desconhecia o termo, mas percebo que, na prática, vivemos já uma caquistocracia, que é o sistema de governo em que os líderes são os piores, os menos qualificados e/ou os mais inescrupulosos cidadãos. Desalento!

ALEXANDRE LUIZ ROCHA ALROCHA.GM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BOA OPÇÃO           

Com a intenção do ex-presidente do STF ministro Joaquim Barbosa em dar início à articulação visando às eleições de 2022, a notícia dá esperança aos brasileiros. Ora, o ex-ministro foi responsável por condenar vários criminosos do “mensalão”. Chegou até mesmo a confrontar alguns de seus pares que ainda estão na ativa naquela Corte. Na verdade, pode ser uma ótima opção, especialmente quando Barbosa diz que pretende tirar Bolsonaro do poder. Quem viver verá! 

 Júlio Roberto Ayres Brisola       jrobrisola@uol.com.br

São Paulo    

 

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TUDO ERRADO NO MEIO AMBIENTE


O ministro do Meio Ambiente não tem trânsito com os ambientalistas, não existe diálogo algum com a turma que quer preservar a natureza, em compensação, Ricardo Salles se sente absolutamente à vontade para tratar com os criminosos da floresta, grileiros de terra, mineradores e madeireiros ilegais, são todos tratados como heróis por ele. O ministro do Meio Ambiente brasileiro caminha para fazer mais um papel ridículo no próximo encontro liderado pelo presidente Joe Biden. O presidente dos Estados Unidos já foi alertado para não cair na chantagem de Ricardo Salles, que quer um bilhão de dólares para começar a diminuir o desmatamento na Amazônia. Quando o catastrófico governo Bolsonaro finalmente acabar, o Brasil terá um longo caminho para recuperar seus biomas da destruição recorde e sua reputação perante a comunidade

internacional.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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LOCKDOWN PRESIDENCIAL


Lockdown trata-se de uma medida extrema para o controle de pandemias, no caso atual  a covid-19 e suas variantes.

Proponho um lockdown de 15 dias para o presidente calar a sua boca.

Dessa maneira muitas vidas serão salvas!


Walter Angelo Carotti waltercarotti@yahoo.com.br

Indaiatuba


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CULTOS NO STF


No Brasil,  um país laico, uma questão paradoxal como a discussão sobre o isolamento nos templos  religiosos é levada à mais Alta Corte, sob a opinião constrangedora de violação do preceito constitucional que protege a liberdade religiosa.

Os argumentos utilizados para justificar a liberdade dos fiéis se reunirem aglomerados nos cultos nada têm a ver com a obrigação das autoridades públicas em adotar as medidas necessárias à proteção da população sob sua circunscrição, ante a insidiosa pandemia que nos assola.

Sem parti pris a favor ou contra as entidades religiosas, mas antes de egoisticamente colocarem no altar da pátria suas inconfessáveis pretensões,  que tratem de orientar seus fiéis virtualmente, como tem sido aconselhado aos estudantes em relação a suas aulas, para preservar a vida  antes de mais nada, e permitir à Justiça inclinar-se sobre questões de maior complexidade e interesse geral. 

Afinal até Sua Santidade o papa já oficiou missas transmitidas pela TV, o que desmente a vedação à prática religiosa por meio dos cultos presenciais, mesmo porque fiscalizar o distanciamento, uso de máscaras e de álcool em gel não é função de nenhum pastor, padre, rabino, dalai lama, guru, profeta, morubixaba, pai de santo ou pajé, e a proibição temporária só abalará a fé de quem não for convicto de sua crença. 

Ainda bem que a maioria absoluta do Supremo (9/2), afastou a pretensão descabida. 


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo


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DISPUTA FERRENHA        

O “pau-mandado” e ministro do Supremo Tribunal Federal Nunes Marques faz de tudo para contentar seu chefe Jair Bolsonaro. Só que desta vez não conseguiu emplacar a liberação dos cultos e missas num momento em que, pela sua ótica, são  mais de 4 mil óbitos diários no País. Aliás, a disputa ferrenha entre o ministro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, para mostrar a Bolsonaro o quanto eles são subservientes, está se tornando constrangedora. Enquanto isso, o presidente assiste de camarote a quem mais defende sua famiglia. Na verdade, é isso que temos para hoje ao pobre Brasil vilipendiado!          

 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ANDRÉ MENDONÇA


A fala do advogado e pastor presbiteriano André Luiz de Almeida Mendonça, advogado-geral da União, e que pregou a reabertura de templos religiosos no auge da pandemia do coronavírus, gerou mal-estar entre seus colegas. Na sua apresentação, Mendonça disse ainda que os cristãos estão dispostos a morrer pela sua liberdade de culto. Decerto que após tal delírio religioso, totalmente anacrônico, em uma volta histórica a Roma dos primeiros séculos de nossa era, Mendonça, com aparentes tendências pontifícias a um cesarismo de ocasião, disposto a atirar cristãos às feras da pandemia, e tudo por uma próxima indicação a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, está confundindo suas patéticas convicções pessoais com os deveres de seu cargo. Patéticos, este o qualificativo adequado para esses tantos que se utilizam das desgraças da pandemia para a promoção pessoal em determinados grupos de alienados e desorientados.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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UM NUREMBERG BRASILEIRO 


O genocida, os cúmplices nos meios de comunicação, os vendilhões da fé, os aliados, os filhos marginais, etc., serão punidos. O Congresso tarda, mas o Código Penal os aguarda. Com essa corja não venceremos a covid. Focam na briga de quadrilhas com Lula, em golpes de Estado, enquanto matam quase 400 mil brasileiros com ações e mentiras planejadas. O Butantan não está dando conta. Com esses facínoras, iremos além de 500 mil assassinatos.  


João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)


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DESCULPE PATRÃO


Pacheco para Bolsonaro: “Desculpe patrão, fiz tudo para evitar, a culpa é do STF. Afinal o Brasil pode trabalhar, mas nós no Senado temos que não nos juntar à sua revelia!”.

 

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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DUVIDOSA CPI


Desde que Ulisses Guimarães proferiu a famosa frase “Sabemos como começa uma CPI, mas não como termina“, ocorreram dezenas de CPIs no Congresso, sendo pouquíssimas as que produziram algum efeito prático além da tradicional celeuma política. A CPI da Pandemia, sem dúvida aumentará a pressão política sobre o governo – que já está alta – mas é duvidoso se realmente fará alguma diferença, a essa altura, no manejo da pandemia. Dependendo de como for conduzida pode acabar em pizza ou cair no esquecimento. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CPI AGORA?


O Brasil, atual recordista de mortes diárias por covid-19, deveria dar prioridade total ao combate à pandemia, certo? Porém, no pior momento da pandemia, com mais de 4 mil mortes diárias, ameaça de falta de oxigênio em todo o País e a economia em frangalhos, um ministro do STF atende a pedido do Senado para instalar a CPI da Pandemia. É isso mesmo? Quanto dinheiro, tempo e energia dos envolvidos serão gastos nesta CPI? Não seria mais coerente centrar esforços e recursos para salvar vidas e deixar uma eventual apuração de responsabilidades para depois? 


Luiz Rocha drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos


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CORONAVÍRUS E FOME, AGENTES DA MORTE

 

 A covid-19 tirou o mundo dos eixos. Não bastando os lockdowns, quarentenas e outras formas de afastamento pessoal cujos resultados são duvidosos, pois têm aumentado em vez de diminuir os infectados, doentes e mortos, ainda se encontram problemas comportamentais. Começou pelos políticos querendo ganhar pontos para a eleição de 2022, o que parece não ter dado certo, pois, até o momento, não surgiram – ou pelo menos não se sustentaram – os paladinos sociais da pandemia. E o quadro está cada dia pior. Vimos os aproveitadores furando filas de vacinação, outros aplicando vacinas não autorizadas, que podem ser falsas, a falta de insumos (desde o oxigênio até os kits de intubação que hoje são escassos nos hospitais), leitos e UTIs. Nos últimos dias tivemos, no interior paulista, uma farmacêutica presa porque aplicava em sua casa os testes de covid, o que é vedado pela legislação sanitária. Uma cidade pretendeu colocar pulseiras nos munícipes que testarem positivo e só desistiu porque foi alertada que isso vai contra os direitos individuais. O pior, no entanto, está na fome que já começa a atingir os vulneráveis – principalmente os informais, mas também microempreendedores e até empregados que não recebem ou recebem parcialmente seus salários – que recorrem às campanhas de arrecadação de alimentos. Muitos dos que esperavam o auxilio emergencial do governo federal só encontram hoje na consulta de seus cadastros as palavras “em análise”. O 13º salário, cuja antecipação foi prometida, também não saiu para aposentados e servidores públicos. Está na hora de os governos (federal, estaduais e municipais), mais o Legislativo e o Judiciário se mobilizarem em busca de socorro aos neoflagelados. Sem isso, não será difícil logo começarem a ocorrer saques e outras ações famélicas. Não percam tempo, senhores. Se o caos se instalar, será pior...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

         

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CASO HENRY


Finalmente, após um longo mês de comoção nacional, as consistentes, inegáveis e contundentes provas levaram o padrasto, Jairinho, e a mãe, Monique, para a cadeia pela morte do menino Henry. Desde o primeiro instante foi impressionante a parceria e frieza do casal na frágil e diabólica sustentação de que não seriam responsáveis pela  traumática morte, alegando ter sido um mero acidente doméstico. Já mesmo diante do laudo médico, não seria necessário nenhuma outra prova, que foram brotando com impressionante fertilidade, para constatar o que este já apontava, com formal profissionalismo, no sentido de que houve ação contundente, somente compatível com um violento espancamento. Pelo exposto, para a versão do casal, que ainda é sustentada pelos dois, com assistência do atônito advogado de defesa, é absolutamente necessário que, agora na condição de indiciados, inventem uma terceira pessoa para responsabilizar pelo crime que aconteceu naquele quarto.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br


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INFANTÍCIDIO TERRIFICANTE


O assustador e terrificante assassinato de uma criança de 4 anos por seu padrasto e mãe é inconcebível.  Felizmente as autoridades que apuram esse dramático episódio estão sendo de uma eficiência notável, que permite que a Justiça seja feita com o julgamento o mais rápido possível desses criminosos, para que sirva de exemplo preventivo no sentido de evitarmos repetições de tragédias como essa.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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MONSTRO E COMPANHIA


Espero que os vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro deem o exemplo e expulsem sem delongas o dr. e vereador Jairo Souza Santos Junior, do Solidariedade, que por ironia faz parte do Comitê de Ética dessa Câmara!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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ATO DE FÉ


No ultimo dia 8, Fabricio Queiroz celebrou um culto de “Ação de Graças” por término da prisão. Como perguntar não é ofensa, será que ele também orou agradecendo pela  grana das rachadinhas? Creio que sim!


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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SEM RENDA


Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram que nada menos do que três em cada dez lares brasileiros (30%) chegaram ao fim do pandêmico e tenebroso 2020 sem nenhuma (!) fonte de renda obtida pelo trabalho. A mesma pesquisa traz a incômoda e inaceitável informação de que a renda domiciliar do trabalho entre as famílias mais ricas era nada menos que 28 (!) vezes maior do que a das famílias consideradas de renda muito baixa. Como se pode antever, a ruptura do tecido social está à porta, não sendo possível tolerar e conviver num País com um nível de desigualdade desta envergadura. Muda Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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LIVROS


É perversa a tributação de livros ao refletir uma política de institucionalização da pobreza intelectual e cultural. A pergunta do editorial Livros só para ricos? (9/4, A3) é fundamental, pois, com a extinção das isenções, haverá quebra da cadeia de circulação do livro, passando por sebos, bibliotecas, empréstimos, doações, etc. Não é porque há um néscio na Presidência do País que todos devam ser levados às trevas da ignorância. Resta a reflexão, subvertendo o ditado: Livros? Sim, lê-los; se não lê-los, como sabê-los?


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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Gostaria que o expert da Receita Federal e ou do governo que defende a tributação dos livros  se inteirasse da história de Matheus Araújo, jovem que emprestava uma residência sem luz elétrica na Bahia e que alcançou  na ultima edição do Enem nota 980 na prova de redação.


José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br


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Um livro, hoje, que custa R$ 50,00, se tributado pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), não vai custar mais que R$ 51,80, levando-se em conta que haverá crédito para compensação do imposto. Cá pra nós, a diferença de preço é irrisória, e nenhum deles será acessível à classe menos favorecida. Ocorre que o desvio de finalidade que existe com o papel é insuportável para as empresas sérias, que não conseguem competir com práticas desleais. A sugestão é que se tribute todo o papel  e no final sejam abatidos os impostos despendidos durante a execução de jornais, livros e periódicos.

Vicente Amaro Sobrinho vaspapel@globo.com

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DUQUE DE EDIMBURGO


O longevo príncipe Philip sai de cena com quase um século de existência, tendo tido uma trajetória de muitas renúncias. Pouco antes de se tornar noivo de Elizabeth, Philip renunciou ao título de príncipe da Grécia e da Dinamarca. 

Discreto e obediente, renunciou à própria vida e escolheu ser coadjuvante da mulher, e, como consorte real, era sua incumbência acompanhar sua cônjuge, a rainha Elizabeth II, em suas tarefas como soberana: visitas oficiais a outros países, jantares e recepções de Estado, discursos de abertura do Parlamento, cerimônias e ritos honoríficos. Acredito que ninguém no mundo todo descerrou tantas placas e cortou tantas fitas como ele. Desempenhou seu papel com maestria. 

O duque de Edimburgo foi o mais longevo consorte e o homem mais velho da História da monarquia britânica.


Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís


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Elizabeth II detém tradicionalmente as chamadas prerrogativas reais. Cabe a ela exercer um poder moderador capaz de influenciar de cima para baixo todos os demais. Em tese, ela pode demitir um primeiro-ministro, vetar qualquer legislação aprovada pelo Parlamento, etc. Só que não o faz, pois seu objetivo maior é manter a harmonia em prol da Inglaterra. Deste modo, exerce com maestria o seu papel, cuidando da estabilidade de seu país. O falecido príncipe Philip – cuja mordacidade era um caso à parte – nunca disputou os holofotes com ela e contribuiu muito para dar-lhe a estabilidade que sua figura sempre transmitiu ao mundo. Se a vida fosse um filme, caberia a ele o Oscar de melhor ator coadjuvante. 

Jorge Alberto Nurkin Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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