Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2021 | 03h00

 Fome no Brasil

Celeiro do mundo

Fiquei impressionado com a leitura do artigo Fome no celeiro do mundo (11/4, A2), do sempre interessante Rolf Kuntz. No início, feliz por saber que a produtividade da nossa agricultura mais que triplicou em 40 anos, mostrando a eficiência de todos os setores da agropecuária nacional. Assim o Brasil passou a ser um dos maiores exportadores mundiais de alimentos. Mas a satisfação por todo esse progresso, infelizmente, caiu por terra ao ler, no mesmo artigo, que 14,2 milhões de brasileiros estão desempregados e 32,4 milhões de trabalhadores são subutilizados, o que nos faz retornar aos piores anos da nossa economia. Isso nos faz ficar ao lado dos países mais pobres do mundo, com uma população tão numerosa como a de vários países da Europa passando fome. Não bastasse a vergonha de parte importante de nossos conterrâneos não conseguir comer o que o corpo exige, e que nossa economia, medida pelo PIB, caiu nos últimos anos do 6.º lugar no mundo para o 13.º, nossa desmoralização é tal que um jornal austríaco já afirmou em manchete que elegemos um presidente “idiota”! Mudar de país? Não, vamos desta vez eleger um presidente à altura do nosso amor pelo Brasil, que não mereça ser chamado de idiota.

CARLOS FRANCISCO DE MAGALHÃES CFM.PART@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Escassez e dolarização

Muito se fala do estupendo aumento da produtividade da nossa agropecuária, mas, a meu ver, sem nunca alcançar o âmago da questão. O artigo Fome no celeiro do mundo exalta o êxito da nossa produção de alimentos, mas entendo que faltou falar da sua escassez no mercado interno e do preço dolarizado, que torna inviável a compra pelo consumidor brasileiro. Como resolver esse problema, eis a questão. Enquanto o consumidor empregado ganha em real, ao comprar o alimento para sua família encontra o preço do mercado externo. Aí não dá!

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA NOELCERQUEIRA@GMAIL.COM

JACAREZINHO (PR)

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Injustiça social

No Brasil das oligarquias e do patrimonialismo, a fome de 50 milhões de brasileiros é consequência direta da monstruosa iniquidade social histórica. Celeiro do mundo e dono da maior área agricultável da Terra, o Brasil é um vergonhoso exemplo das desigualdades econômicas de um sistema perverso baseado no lucro acima de tudo, até da vida de quem tem fome. Esse Brasil tem de deixar de ser egoísta e ter vergonha na cara e no bolso. Os que carregam o País nas costas estão cansados de ser explorados.

PAULO SERGIO ARISI PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Pandemia e dízimo

Grana e fé

Os conceitos de onipresença, onipotência e onisciência de Deus, incutidos nos cristãos durante séculos, parecem ter perdido o sentido para parcela de pastores que preferem conduzir seus rebanhos ao abate a abrir mão de suas receitas bilionárias. A sugestão de que o fiel não se contamina ao frequentar templos religiosos chega a ser indecente num país com mortes crescentes, hospitais lotados e equipes de saúde exauridas. Para conhecimento desses ilustres pastores, as dificuldades não são exclusivas de suas igrejas, mas vêm de um contexto mundial. A duras penas temos enfrentado com responsabilidade este momento de pesar, que se arrasta pela ingerência de negacionistas que tentam a todo custo engabelar os desavisados que os seguem. Infelizmente, a esses “condutores” de almas está faltando empatia, compaixão, fé e – por que não dizer? – moral.

ANA SILVIA F. P. PINHEIRO MACHADO ANASILVIAPPM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cultos religiosos

É preciso ficar claro que ninguém está proibido de professar sua crença religiosa. Os mal-intencionados estão trocando as bolas, alegando que se está afrontando a democracia e impedindo o direito de ir e vir. Será que é difícil entender que temos uma pandemia e que já morreram mais de 350 mil pessoas vítimas da covid-19? O que se pede, no momento, é evitar ajuntamentos, principalmente em locais fechados, onde o vírus pode transmitir-se mais facilmente. Os que estão se manifestando nas ruas, erroneamente, talvez pudessem se oferecer como voluntários nos postos de vacinação, ajudando e valorizando os abnegados da linha de frente, que dia após dia estão exercendo o seu trabalho.

ALVARO SALVI ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Aquarela do Brasil

Usando verde e amarelo para protestar em qualquer lugar não vai mudar nada. Mas se todos usarmos uma bandeira negra, vamos homenagear todos os brasileiros que partiram e todos os políticos que ainda não viram a cor do seu futuro.

CARLOS GASPAR CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Dízimos em queda

Pastores evangélicos minimizam os efeitos da redução dos dízimos durante os cultos, normalmente realizados com dinheiro em espécie. Contudo essa modalidade de contribuição deve ser muito apreciada, porque dinheiro vivo não deixa rastros. A contabilização do montante arrecadado pode ser inflada ou reduzida, dependendo da real origem e do destino desses valores.

AGOSTINHO SEBASTIÃO SPÍNOLA AGOSTO.SPINOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Respeito à lei

Lá e cá

No Reino Unido, conta-nos o jornalista Lourival Sant’Anna (11/4), o príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, foi autuado e multado por excesso de velocidade. Aqui, um fiscal autuou e multou um deputado que pescava numa reserva ambiental. Anos depois esse deputado tornou-se presidente e o fiscal foi punido, destituído de suas funções. No Brasil, diz a Constituição, todos são iguais perante a lei. Mas alguns são, sim, mais iguais que os outros...

CHRISTOVAM MENDONÇA MENDONCA.CHF@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CAIXA DE PANDORA

Num país em que dois dos pilares da democracia têm vários de seus membros envolvidos em situações duvidosas no emprego do dinheiro público, fica fácil entender o esperneio do presidente com a CPI para investigar o governo na pandemia. No seu linguajar peculiar, o presidente ataca pondo em dúvida a lisura do Judiciário: o 3º Pilar. Já o presidente do Senado considera o timing da apresentação da CPI inadequado por eventualmente poder ser utilizado pela oposição no futuro como material de ataque à reeleição presidencial. Na verdade a malversação de fundos e omissão a enxergar a corrupção não seriam peças exclusivas desta administração, caso comprovadas.  Lembremos o mensalão, CPI dos Correios e toda a devolução de dinheiro fruto da espoliação da Petrobrás que o ex-presidente Lula evita tocar quando clama por sua idoneidade irrestrita. O fato é que somos um país leniente com o malfeito a ponto de assassinos de pais e filhos gozarem de regime semiaberto ainda jovens. Responder a processos por mau emprego do dinheiro público leva anos para ser julgado, se não acabam prescritos. Não precisamos ser magos para prever o longo tempo que esta CPI demandará para funcionar. Afinal, não por acaso  a Lava Jato acabou

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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CPI, MAS NÃO TANTO

Usando justificativas esfarrapadas diversas, o senador Rodrigo Pacheco “enrolou” para não instalar a comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre a pandemia, deixando o ônus para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ganhou um ponto com Jair Cloroquina Bolsonaro e causou atrito entre este último (sempre tosco e exaltado) e o STF. Não podemos esperar muita coisa dessa CPI, além de ser usada como palanque eleitoral para as eleições de 2022 e para apertar o Bolsonaro por mais vantagens (verbas e cargos) para o Centrão. E o direito legítimo do povo brasileiro em saber como, porque e quem foram os responsáveis por chegar a essa situação desastrosa de saúde pública e de economia? Povo, que povo?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com, SP

São Paulo

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PAGANDO PARA VER

Após perceber que os Poderes da República, bem como os brasileiros, não estão de brincadeira com seu desgoverno, Jair Bolsonaro resolveu dar uma guinada de 180°. Ora, chegou ao "cúmulo" de autorizar campanha para uso de máscaras e de distanciamento social. Será que percebeu que, além de não agradar ao Brasil, também é repudiado pelo resto do mundo ou é só mais um blefe bolsonarista? De qualquer maneira, estão pagando para ver!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DESPREPARADO

As palavras agressivas e de baixo calão usadas  pelo presidente Bolsonaro contra um  senador que liderou a instalação da  CPI  para apurar possíveis irregularidades cometidas pelo governo federal em relação ao combate à pandemia  confirmam que ele efetivamente é um despreparado para o cargo que ocupa. Por que ele teme o trabalho da CPI?


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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DESESPERO


Interessante o afoitamento do presidente Bolsonaro em combater a todo custo a CPI da Pandemia. Após atacar irracionalmente o STF, como se a decisão do ministro Barroso fosse política, agora tenta induzir o senador Jorge Kajuru a forçar a abertura de processo de impeachment contra outros ministros da Corte, assim como incluir a apuração da ação de governadores e prefeitos na CPI. Não há dúvida alguma que, se Bolsonaro tivesse plena convicção de que o governo agiu e age corretamente na condução da pandemia, bastaria se defender ao invés de tentar sufocar a CPI desesperadamente. O presidente acusa o Judiciário e o Legislativo de politizarem a pandemia, quando na verdade quem politizou a doença desde o início foi ele com seu negacionismo ostensivo e imoral. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O CUSTO BOLSONARO


Seria muito útil que se fizesse uma projeção de como poderia estar a vacinação no Brasil, caso o País tivesse feito o mesmo que os outros países fizeram, comprado todas as vacinas disponíveis e começado a vacinar com os Estados Unidos. Nesse cenário o Brasil já poderia ter vacinado mais da metade da população com pelo menos uma dose, os números de novos casos e de óbitos já teriam caído muito, os hospitais estariam trabalhando com folga, a economia já poderia estar se recuperando com a reabertura de todas as atividades. Jair Bolsonaro trabalhou incansavelmente para atrasar a vacinação, cancelou compras dos insumos, criou todas as dificuldades possíveis, até hoje ele continua pregando contra o uso das máscaras e move montanhas contra o distanciamento social. Os erros cometidos por Bolsonaro na gestão da Saúde na pandemia resultaram na perda de milhares de vidas, milhares de cidadãos brasileiros poderiam estar vivos hoje, milhares poderiam escapar da morte, se ele tivesse feito o básico. Os custos econômicos dos erros de Bolsonaro chegam a centenas de bilhões de reais, em prejuízos com a paralisação interminável das atividades, falências, desemprego, fome. A pandemia está longe de acabar no Brasil, é imperativo que o País afaste Jair Bolsonaro da Presidência da República para acabar com essa carnificina e entrar no caminho da Luz.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com

São Paulo

 

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MOMENTOS COMPLICADOS


Nunca a humanidade desde o todo o século passado até agora, vivenciou momentos tão complicados em todos os setores da vida humana como estamos vivendo agora em razão dessa pandemia de covid-19. Diante da realidade das comunicações instantâneas que temos agora, temos também a dimensão da complexidade e efeitos em toda a sociedade global dessa infecção virótica que nos abala. Por mais que os mais astutos estudiosos do comportamento social de nós seres humanos tentem prever, não há como imaginar como sairemos dessa pandemia, sabendo-se apenas que nada será como antes, nesse próximo futuro que está a nossa frente, augurando-se que tenhamos resiliência para sabermos melhorar a qualidade de vida que viveremos nos dias que se seguirão.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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UMA ALTERNATIVA DE COMBATE À COVID


O ritmo da vacinação acelerou, mas ainda deve demorar até o final do ano para que toda a força de trabalho ativa esteja vacinada. Se tudo der certo. A alternativa são máscaras de proteção superior. Existem máscaras cuja proteção é semelhante à das vacinas (ou até superior) e cujo custo é razoável. As máscaras mais eficazes contra o coronavírus apresentam taxas de proteção que variam de 95,15% a 99,98%. Não vou dizer qual a taxa de proteção das máscaras que estamos usando porque não quero deixar os leitores deprimidos. Indústrias para funcionar, bem como outras empresas que demandem concentração de pessoas, deveriam fornecê-las aos seus funcionários. Empresas de transporte aéreo e rodoviário também. Idealmente, todos os usuários de transporte público deveriam usá-las para fazer uso desta modalidade de transporte. Elas também deveriam ser importadas e vendidas livremente à população com incentivo governamental. 


Jorge Alberto Nurkin Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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 ‘DÍZIMO ALIMENTA LOBBY POR ABERTURA DE TEMPLOS’

 O título de matéria no Estadão (11.4.21) é fato histórico. Só os muito ingênuos e ignorantes, que lotam os grandes templos das igrejas de todas as crenças e denominações, acreditam que os pregadores estão ali por convicção de fé religiosa. Desde sempre as Igrejas são formidáveis instituições arrecadadoras de dinheiro. Desde 306 d.C., quando a antiga seita dos cristãos foi incorporada pelo Império Romano, por iniciativa de Constantino, aconselhado por sua mãe, Helena, pelo simples fato de que seus soldados seguiam aquela fé.

No momento em que se constituiu em Igreja, passou a ter poder e ser uma fonte de riquezas. Quando acabou o Império Romano, a Igreja assumiu seu poder e ritos passando a dominar a Europa e o mundo. Veio o protestantismo, em 1517, e depois as seitas pentecostais, todas de olho nas riquezas mundanas.

Vendem esperanças celestiais em troca de riquezas terrenas.


Paulo Sergio Arisi paulo.@gmail.com

Porto Alegre

       

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IGREJAS

Lendo sobre o forte lobby formado pelas organizações religiosas e diante dos últimos acontecimentos, como a liminar do ministro do STF para abertura de templos em plena gravidade da pandemia e a lei de anistia de tributos devidos por igrejas, vou parafrasear o magnata norte-americano John Davison Rockefeller: “O melhor negócio do Brasil é uma igreja bem administrada; o segundo melhor, uma igreja mal administrada”.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim



AGORA É TARDE


Bolsonaro age como ‘monarca presidencial’, diz Celso (Estadão,  A6, 11/4/2021). Ao enumerar as atitudes nada republicanas do presidente, o ex-ministro do STF Celso de Mello  encerra seu diagnóstico com as seguintes palavras: “... comportando-se como se fosse um ‘paradoxal monarca presidencial’!”.   Agora é tarde, pois quando ministro do STF, responsável pelo processo que acusava Bolsonaro de parcialidade, aposentou-se após algumas licenças médicas. Este seu diagnóstico de nada vale. Claro contraste com a atitude do ex-ministro Joaquim Barbosa, relator do “Mensalão”, que, apesar de sofrer de um mal na coluna, não se afastou do plenário do STF, permitindo que fossem julgados e condenados os responsáveis pelos desmandos apurados. Assim, abriu o caminho para as investigações do “Petrolão”, que resultaram na prisão de figurões da República, dentre os quais um ex-presidente, o senhor Lula da Silva. E Celso de Mello, com sua omissão, além de permitir que Bolsonaro indicasse um juiz sem credencias para tão importante cargo – segundo consta, por indicação de seu filho 01, encrencado com as “rachadinhas” – mandou para as calendas um processo que julgava declarações monárquicas de Bolsonaro em reunião ministerial, dentre as quais – utilizando palavrão impublicável – a de não permitir que prejudicassem seus familiares e amigos.

Antonio Carlos Gomes das Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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JOGOS NA TV


Considerando a necessidade de manter a população o maior tempo possível em casa, por que as autoridades não dialogam com as emissoras de televisão para passar os jogos de futebol nos canais abertos, afinal o povo amante do futebol, na sua imensa maioria, não tem condições financeiras para assinar canais pagos e assistir no sistema pay-per-view. Assim estariam ajudando no combate ao coronavírus.


Mauro Giuzio mauroolimpia@globo.com


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350 MIL MORTES


O Brasil chegou a 350 mil mortes por causa da covid-19. Os números da pandemia no País vão ultrapassar 400 mil vítimas ainda no mês de abril. Em decorrência das novas variantes do Sars-Cov-2, a expectativa é de superar 650 mil óbitos já em agosto. Mesmo com a vacinação dos grupos prioritários acima de 60 anos sendo completada nos próximos meses, o número de casos continua alto por causa do aumento de infectados abaixo da faixa etária de 60 anos, em decorrência das novas cepas. Falta um horizonte de futuro e uma perspectiva para a saída desta situação. A cifra final pode ou não atingir o inimaginável 1 milhão e tampouco sabemos se o novo coronavírus estará ou não controlado até as eleições de outubro de 2022.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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CPI & PANDEMIA


Enquanto a pandemia dizima vidas, autoridades estão ocupadas com afazeres de outra ordem. A CPI apenas vai ratificar aquilo que já se sabe a respeito dos políticos e, temperado pelos bate-bocas habituais entre os de igual laia, o que sobra são pedaços da mesma e costumeira pizza.

 Ademir .Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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AFINAL, O QUE É SER DE CENTRO?


Como diz Pedro Malan, em seu artigo de domingo passado (Espesso Nevoeiro, Estadão A2), os que preconizam uma coalização em torno da ideia de um “centro ampliado” têm uma tarefa complexa. Particularmente, penso que essa tarefa está na identificação do que se entende por “centro”. Seria algo que está entre um extremo caracterizado por métodos pouco ortodoxos para implementar políticas públicas de avanço social, tendo por base a utilização de empresas públicas, como a Petrobrás e Correios, em conluio com empreiteiras tipo OAS e Odebrecht, garantindo dinheiro para comprar consciências e se manter indefinidamente no poder, pela corrupção; e outro, algo como um liberalismo sem liberalismo, em que as boas intenções e as mudanças estruturais não acontecem, não progridem, por falta de diálogo com o Congresso Nacional, tendo como pano de fundo um tal de negacionismo que emergiu por causa de uma pandemia, que veio a calhar, na qual as castas privilegiadas podem “malhar” para impedir que transformações ocorram a favor das classes sociais menos favorecidas, pelo menos nos discursos de quem está no momento no poder? Pense-se então no que vem a ser este tal de centro.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista


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COVID

1.824 mortes nas últimas 24 horas. Você, irresponsável, pode ser o próximo. Ou arrastar um familiar para engrossar esse número. 

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE BOLSONARO

Ouvimos e lemos muitas críticas sobre o nosso presidente. Algumas são merecidas, reconheço. Mas os erros que ele possa estar praticando não são corrupção, desvio de dinheiro público e outros, como aconteceu nos últimos 13 anos dos presidente do PT. Vergonha. Só para citar, a “compra espetacular” feita pela “inesquecível” presidenta Dilma da refinaria de Pasadena. E ela continua elegível. Mas hoje nem síndica ela se elegeria. Tudo por decisão do STF. Leia-se Ricardo Lewandowski.

 Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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FORA BOLSONARO

Imaginem um técnico da Seleção Brasileira que perca todos os jogos da eliminatória da Copa do Mundo de goleada; o Brasil não se classifica pela primeira vez na história. O tal técnico diz que não vai abrir mão do cargo e que será o técnico da seleção na próxima Copa do Mundo. Quem sabe essa metáfora futebolista ajude o Brasil a entender o quão ridícula é a permanência de Jair Bolsonaro na Presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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JOGO DE ADIVINHAÇÃO

Qual será o placar no plenário do STF,  na próxima quarta feira, no julgamento da suspeição de Moro? É claro que todo mundo sabe a resposta, porque conhecemos os ministros e sabemos como votam. Pode parecer piada, mas os julgamentos da  Suprema Corte Brasileira, em se tratando do “padrinho”, têm os resultados antecipadamente revelados pela mídia e  são de amplo conhecimento da população, apesar daquelas leituras inócuas e  intermináveis, cujos “entendimentos” de nossos meritíssimos  vão ao sabor do vento ou das suas próprias convicções. Num país de Primeiro Mundo onde a Suprema Corte é respeitada, juízes se declarariam suspeitos e não votariam, mas, por aqui, não é assim que funciona.  Se fosse numa partida de futebol e todo mundo já soubesse, antecipadamente, o resultado do jogo, seria um escândalo, com punições severas do STJD, CBF, Fifa, etc., mas em “terras brasilis” o “arrepio da lei” é permitido. Espero estar enganado, mas o placar será aquele mesmo que todos imaginamos, sem que haja nenhuma nobre e agradável surpresa. 


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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CASO DO MENINO HENRY

Chamar esse assassino e hipócrita de Dr. Jairinho é uma afronta a Hipócrates. É  uma pena que a nossa justiça seja tão benevolente. Só falta Gilmar Mendes conceder habeas corpus para a dupla de selvagens.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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INTERNET PODE SER SAUDÁVEL

Está mais do que confirmado que o uso excessivo da web pode resultar em doenças graves como depressão, etc. Mas às vezes isto também pode servir para alguma coisa boa. Domingo passado, o Irã reportou algo muito interessante: um “acidente” – como Teerã chamou o que tinha acontecido – na usina nuclear de Natanz nesse fim de semana causou extensos danos às principais instalações de enriquecimento de urânio do Irã. E os maiores suspeitos são alguns rapazes israelenses do Mossad, que ficam brincando na internet e que, “acidentalmente”, devem ter acertado nela. O Jerusalem Post informou que os danos foram bem piores do que o que o Irã relatou inicialmente ao público. Até o Chefe de Gabinete do IDF, tenente-general Aviv Kohavi, comentou a respeito. Assim, os aiatolás vão ter que esperar mais algum tempo para ter a sua bomba atômica. Curiosamente, neste caso, o uso excessivo da web por uns está causando depressão em outros e poupando a vida de milhões de outros.


Jorge Alberto Nurkin Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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