Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2021 | 03h00

Corrupção e eleição

Que mal fizemos?

Cumprimentos pelo editorial A recidiva (17/4, A3). Ao abordar a absurda “absolvição política” de Lula da Silva, condenado pela unanimidade de magistrados (nove) que julgaram dois de seus processos criminais, permite-me renovar a angustiosa pergunta: nós, brasileiros que ansiamos por um país desenvolvido e sem corrupção, que mal fizemos? Talvez o atraso cultural que nos flagela desde sempre explique esta angústia que se materializa no panorama eleitoral que vislumbramos para 2022. De um lado, o corrupto-mor da política brasileira – entre outras maracutaias, chegou a ter conta corrente para seu desfrute no “Departamento de Operações Estruturadas” da Odebrecht, empresa participante de concorrências do governo federal. De outro, um presidente que carregará para sempre a responsabilidade de ter colaborado, com palavras e atos, para a propagação do coronavírus.

ANTONIO CARLOS GOMES DAS SILVA ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Escolha difícil

O editorial A recidiva expõe, com clareza tal que chega a ser palpável, o fato de que o “demiurgo de Garanhuns” e seus devotos já estão tratando a “decisão histórica” do Supremo, nas palavras do advogado do petista, como uma prova cabal não só de sua inocência, mas da “perseguição política” que teria sofrido. Eis traçada a silhueta do novo mártir, insuflando apóstolos e neófitos a entronizá-lo no altar da pátria como o ungido para reconduzir o PT ao poder – com todos os consequentes desmandos de que está impregnada a alma petista. Daí que a recidiva, a recaída na doença, é sempre pior. O povo tem, de um lado, a absurda roubalheira escancarada na Lava Jato – por mais que se esforce o STF, não há tapete grande o bastante para encobrir tanta gatunice. Do outro, o cenário do imenso cemitério em que o bolsonarismo transformou o Brasil. Esses dois horripilantes cenários desalentam e desencorajam o povo, deixado na orfandade de escolha, pois, para qualquer desses dois lados que se olhe, correm calafrios pela alma. De um lado, o péssimo; de outro, o péssimo dos péssimos. Salve-se quem puder!

ANTONIO B. CAMARGO BONIVAL@CAMARGOECAMARGO.ADV.BR

SÃO PAULO

*

Se correr o bicho pega...

Nas eleições de 2018 para presidente, o candidato Jair Bolsonaro venceu no segundo turno porque os eleitores que nele votaram estavam fartos da corrupção do PT e do lulopetismo. Por isso o elegeram. Na próxima eleição para presidente, em 2022, teremos uma tarefa difícil. Lula recebeu um presente do STF e passou a ser elegível, porém os que estavam fartos do PT pela corrupção provavelmente não votarão nele. Também os que votaram em Bolsonaro em 2018 para fugir do PT não deverão votar nele, por causa de seu desgoverno, de seu negacionismo e da má conduta na pandemia. Enfim, será que eles já pensaram nisso? E haverá um salvador da pátria?

MERCEDES P. CUENCAS DIAS VCNAUTICA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Túnel sem luz

O capitão está caprichando tanto no seu desgoverno que, diante do deboche do STF, vai levar grande parte do povo a esquecer os crimes de seu maior inimigo. Infelizes os demais, que ficarão sem alternativa, nem mesmo de esperança.

RITA DE CÁSSIA GUGLIELMI RUA  RITARUA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Perversão

Que país é este, onde um corrupto condenado em várias instâncias da Justiça se torna “inocente”, provas ilícitas são validadas por ministros “acovardados” e uns “300 picaretas” assistem a tudo passivamente?

ELY WEINSTEIN ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

Ninguém aguenta

Lula da Silva, livre, leve e solto graças a um supremo poder, reiniciou seu notório besteirol. A última do “mais honesto” e “inocente” é que o empresariado deve rezar para que ele reassuma a Presidência. Pandemia, Bolsonaro, Lula... É demais para o sofrido povo brasileiro!

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

*

Slogan

Para Lulla 2022: “Eu quero voltar para devolver.”

WALTER TRANCHESI RORIZ  WTRORIZ@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Pandemia

Vacinação lenta

Queria saber: por que o sr. Augusto Aras não cobra o presidente da República pela falta de vacinas? Ele questionou somente Estados e municípios pelo baixo índice de vacinados. Será que o sr. Aras desconhece haver municípios que deixam de vacinar por falta de vacinas?

JOSÉ CARLOS DOS SANTOS FILHO JKSTS@IG.COM.BR

ITAPEVA

*

Difícil, mas não impossível

Está sendo muito difícil administrar a pandemia de covid-19 neste país. Faltam vacinas, remédios para intubar, seringas, agulhas, leitos de UTI e, principalmente, vergonha na cara da camarilha de políticos que, no meio desta desgraça que assola o País, só pensa em verbas e reeleição. O capitão do mato que está na Presidência continua falando besteira e não agindo adequadamente. Qual o limite de mortos necessário para se tomarem providências?

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO SALGADO@GRUPOLSALGADO.COM.BR

SÃO PAULO

*

Infanticídio

Leniência com o mal

Infanticídio é crime cruel, abominável. A Lei da Palmada é conversa fiada. Foi preciso que a torpeza atingisse uma criança de classe social proeminente no Rio de Janeiro para ganhar grande impacto na mídia, causando indignação e revolta na opinião pública. Infelizmente, só assim as leis lenientes com o mal são corrigidas entre nós. Milhares de crianças são assassinadas em completo anonimato, não merecendo nem uma ligação ao Disque-Denúncia. Vergonha! Vidas infantis importam, e muito.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO MARCELODELIMAARAUJO@YAHOO.COM.BR

RIO DE JANEIRO

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O NOVO PARTIDO POLÍTICO

J.R. Guzzo, como sempre, foi direto ao ponto ao afirmar que Lula da Silva é o candidato do STF (O candidato do STF, Estadão, 18/4)  para a próxima disputa presidencial. O Brasil   costumeiramente é motivo de chacota no noticiário internacional, seja por causa das loucuras do capitão cloroquina, do assalto aos cofres públicos e, principalmente pela nossa Suprema Corte que, quase sempre, erra o cravo e acerta a ferradura.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

MOMENTO ATUAL

Neste específico momento,  lembrei-me do título de um antigo filme, que poderia ser reescrito como: “Cumpanheiro, encolhi (ainda mais) o Supremo”. 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

*

EDD X EAB

Pelo STF (pasmem!), saímos do Estado Democrático de Direito para o Estado Antidemocrático da Bandidagem.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista

*

STFINHO

O stf,  minúsculo, com os seus 8x3, decretou a sua completa desmoralização.

Gustavo Guimarães da Veiga  ggveiga@outlook.com

São Paulo

*

A ESPERANÇA PEDIU ARREGO

Que esperança pode haver num país em que o Judiciário age burocraticamente, um ministro do STF verifica, após quatro anos da sentença confirmada em outras três instâncias, que o foro do julgamento era indevido, sem se preocupar com as repercussões de sua decisão; em que um ministro do mesmo STF em plena sessão xinga e acusa de covarde um colega que não teve o mesmo entendimento. Em que congressistas vendem sem pejo e sob a luz do sol seus votos; a lei orçamentária, como numa quermesse, inclui prebendas ou emendas de deputados sem se preocupar que a soma de gastos supera a receita. Em que o Executivo, esnoba a maior crise sanitária do século e uma senda de cadáveres, preferindo dedicar-se a liberar armas, retirar multas de trânsito e desestruturar as instituições públicas, além de ameaçar sair na porrada contra seus adversários. Deus meu, que tremendo crime haveremos de ter cometido para merecer tal penitência?

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

*

A DIFÍCIL TAREFA DE REDUZIR A MÁQUINA ESTATAL E O CUSTO BRASIL A PARTIR DE BRASÍLIA

Tive a felicidade realizar algumas consultorias na cidade de Brasília e, assim, a oportunidade de constatar o forte corporativismo que existe nos vários níveis da vida pública.

Distantes dos centros da realidade das grandes cidades e dos centros econômicos, a realidade de Brasília é outra. O enraizamento dos interesses particulares dos lobbies fortíssimos que atuam no silêncio tornou muito difícil permitir mudar distorções enraizadas. Por isso não consegue, nosso atual presidente, apesar das louváveis intenções, reduzir o número de Ministérios e também o de funcionários públicos e o tamanho da máquina do Estado. Nada se fala por enquanto de cargos que poderão ser eliminados, de quantas estatais em déficit serão remanejadas, qual será a tal reforma administrativa tanto propalada.

O problema não está na estatização ou privatização de empresas, e sim na sua performance como entidades a serviço, e que devem ser eficientes e se renovar, assim como fazem as organizações privadas.

Enquanto na crise atual muitas empresas fecham as suas portas, outras pedem recuperação judicial e ainda algumas deixam o País, a máquina do Estado permanece intocável. Não existe desemprego no setor público, e sim na vida privada, de forma preocupante.

A retomada do crescimento econômico terá condições de aprovação no fisiologismo e corporativismo instalados nos órgãos do governo que aumentam seus proventos na contramão da urgente necessidade de tomar consciência das grandes carências, da miséria e dos muitos problemas da atualidade?

Concluo que as boas intenções não são suficientes para resolver os problemas, sanear a economia e especialmente atender as camadas mais necessitadas.

Boas intenções teve o presidente Juscelino Kubitschek, ao promover a construção de Brasília. No entanto, e decorridos 61 anos de sua inauguração, hoje podemos constatar sem lugar a dúvidas que, apesar das boas intenções de interiorizar o desenvolvimento, teve como maior impacto a expansão da máquina burocrática e a construção dos anexos.

Edifícios públicos erguidos no meio do nada e sem medir recursos num país de carências básicas de saneamento, miséria, desnutrição infantil e analfabetismo, que estão sendo sentidos até hoje. Muito especialmente o esvaziamento do Rio de Janeiro foi na época uma grande perda para esta cidade maravilhosa.

O maior erro estratégico foi, com visão de helicóptero, não fazer acompanhamento de outras formas de desenvolvimento promovidas em países adiantados, como construção de ferrovias, infraestrutura, escolas, rodovias, pontes, hospitais, criando assim condições para instalação de atividades produtivas no campo, na indústria e no setor de serviços.

A expectativa da população é de que, assim como ocorre no setor privado, o setor público se modernize e se torne eficiente e adequado às necessidades do País, sem burocracia, sem corporativismo, buscando as medidas urgentes necessárias.

Todos esperam que a atual Câmara dos Deputados e o Congresso consigam entender as carências e apoiem as medidas urgentes necessárias para manter este país funcionando, e aos poucos melhorando para todos, não somente para o funcionalismo.

Entendemos que a dificuldade em reduzir a máquina estatal se encontra nas pressões exercidas pelos grupos de interesse que atuam no funcionalismo e corporativismo nos grupos de interesses e seus lobbies, prejudicando o desenvolvimento com visão mesquinha e sem pensar no País.

Luis Gaj luis-gaj@uol.com.br

São Paulo

*

SITUAÇÃO CONFUSA

A situação política do Brasil está tão confusa que a melhor coisa que se pode fazer é ficar quieto e aguardar como vão ficar as coisas. Entretanto, no meio de tantos erros e acertos alguma coisa tem de sair a contento.... Por exemplo, acho que acertaram na mosca ao indicar o relator da CPI da Covid-19. O senador Renan Calheiros pode ser a indicação certa, pode fazer um bom trabalho. Esperamos que ele não decepcione...

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

*

ASSIM FICA DIFÍCIL!

Acredite se quiser, o senador Renan Calheiros, com 17 inquéritos  em curso no STF, será o relator da CPI da Covid-19.  Cá ente nós, será o mesmo que  entregar o galinheiro aos cuidados  de uma raposa. Alguém tem alguma dúvida

José Marques equivalencia2014@gmail.com

São Paulo

*

EM PALPOS DE ARANHA

O desgoverno do presidente Jair Bolsonaro está, literalmente, em “palpos de aranha”. Ora, com a instalação da CPI da Covid-19; com governadores pedindo ajuda humanitária à ONU; com o Programa Nacional de Imunizações (PIN) que não funciona; com a compra de imunizantes que não existem; com milhões de vacinas prometidas, mas não confirmadas; não há luz no fim do túnel. Afinal, Bolsonaro perdeu o bonde da sua consagração ao combate à pandemia, para optar pelo genocídio. As pessoas de bem exigem uma resposta rápida dos demais Poderes da República, para que a situação não fique mais dramática ainda. Pobre Brasil que “alguém” não tem vergonha de chamar de Pátria Amada!    

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

SEMPRE PODE PIORAR

Inacreditável como no Brasil o péssimo pode piorar. Escolheram Bolsonaro para se livrar do Lula. Agora já querem o Lula para se livrar do Bolsonaro. Surreal...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

A VOLTA DA FOME

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, grãos, aves, ovos, carnes, o País tem tudo que é necessário para alimentar o mundo. Com o dólar nas nuvens, o agronegócio não vai perder tempo vendendo seus maravilhosos produtos para os pobres brasileiros, ganha-se muito mais exportando até o último ovo, até o último grão de soja. O resultado da exportação recorde de alimentos é a volta da fome ao País. Claro que a pandemia agravou a situação, mas a verdade é que o povo brasileiro não tem dinheiro para comprar comida com os preços dolarizados e com o câmbio perto de R$ 6. O governo deveria criar uma cota de produtos básicos que não poderiam ser exportados e que abasteceriam o País a um preço justo. A ganância cega do agronegócio impede que se enxergue o estrago que a exportação de alimentos está causando ao País, o governo só enxerga a entrada de dólares e o povo brasileiro, ora bolas, o povo que morra de fome.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

A ESPERANÇA TAMBÉM MORRE

Se não tomarmos cuidado logo veremos caravanas dos presidenciáveis distribuindo vacinas pelo País para salvarem os votos de 2022. Em ano de eleição, brasileiro pobre e esperançoso não pode morrer.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

*

PÁTRIA ARMADA

Nestes tempos estranhos e trevosos que o País vive sob o autoritário e beligerante desgoverno Bolsonaro, que promove e incita a descabida aquisição de armas pela população, cabe citar alguns números a respeito. Segundo o Small Arms Survey, grupo de pesquisa suíço de Genebra, nenhum país do mundo tem tantas armas quanto os EUA. São nada menos que 393 milhões para uma população de cerca de 330 milhões de pessoas, resultando em 1,2 arma para cada habitante.Com apenas 4% da população mundial, os EUA têm 40% das armas do planeta. Em relação ao índice de homicídios, vale destacar que em 2019 os EUA tinham 4 mortes por cada 100 mil habitantes, enquanto o Reino Unido tinha 0,04 e o Japão,0,02.No Brasil, o índice é de espantosos 21,9.Pátria amada, sim, pátria armada, não.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

LULA E O JARDINEIRO

Onde estavam os doutos da Justiça que não se deram conta da prisão do jardineiro Cicero José de Melo? Ele ficou preso 15 anos na Penitenciária do Cariri, Juazeiro do Norte, no Ceará? Praticamente um terço de sua vida, 5.475 dias e, pior, sem responder a nenhum processo. Não é o primeiro caso, nem será o último, pois esses são os verdadeiros processos sem capa e sem nome que não chamam a atenção de nenhum defensor.  No caso Lula, depois de tudo que vimos se desmanchar diante dos nossos olhos, o sujeito com tantas condenações e provas irrefutáveis foi absolvido com pompa e circunstância por seus defensores no STF, e sem nenhum constrangimento o ministro Lewandowski lamentou que o demiurgo de Garanhuns, ao ser condenado por votos enviesados, ficou  preso num SPA por 580 dias, e foi impossibilitado de se candidatar a presidente da República.  E  o jardineiro senhores? Diante dessa defesa  enviesada do STF fica para  o cidadão comum apenas uma certeza, neste país o crime compensa.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

PAULO MALUF

O mais incrível é que um dos mais nefastos políticos brasileiros de

todos os tempos, Paulo Maluf, o homem do rouba, mas faz, do estupra, mas não mata  tem defensores ardorosos.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

*

VACINAS

Os problemas diagnosticados em várias vacinas distribuídas  revelam que falta um tempo normal de teste e exatidão do respectivo produto. Não havia tempo para esperar e os grandes laboratórios fabricaram sem um conceito de experimento e da eficácia da vacina,algumas já começaram a ter complicações e outras foram descartadas em vários países. Enquanto isso ninguém sabe a origem do vírus,  sua mutação e quando será definitivamente morto e enterrado

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

PRESIDENTE SEM CREDIBILIDADE

Preservar a Amazônia é simplesmente fundamental para o planeta. Contudo, nosso presidente não tem crédito com o governo de Joe Biden. Ainda ontem de braços com Donald Trump, sua governança oscilante aos ventos e suas dissimulações nada disfarçam. Diga-se o que se queira, mas o governo americano não se presta a “passa-moleques”. Daí a entrada em cena do nome mais respeitável na defesa climática, John Kerry. E as críticas dos democratas que dialogam com a natureza sobre o passado recente do presidente brasileiro. Sempre é possível mudar, mas a esquizofrenia em matéria política dissolve os ajustes na terra alagadiça da desconfiança.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

AMAZÔNIA

O problema não é só criminalizar as ações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, que reduziu o poder de multar dos fiscais do Ibama, é saber a quem ele protege, quem derrubou 131 mil m³ de toras de madeira, quanto iam receber e para quem vendeu, aqui ou para o exterior. Tem muito angu de caroço aí. E quem é penalizado é o superintende da Polícia Federal da Amazônia, Alexandre Saraiva, que investigava a Operação Handroanthus GLO, fazendo o seu trabalho de preservar a Amazônia!. 

Explica isso, sr. Bolsonaro, ao presidente Biden, antes de pedir ajuda.          

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

EDUCADOR PAULO FREIRE

Nos dois últimos anos acompanho opiniões/manifestações sobre o professor Paulo Freire.

Por parte de notórios bolsonaristas é que eu noto as mais graves manifestações de ignorância.

Digo ignorância pois andam no mesmo caminho de iletrados e de outros que chegaram, em escolaridade, a nível superior e mesmo assim continuam ignorantes às essências do homem.

Simplificando: para puxarem o saco do transtornado Bolsonaro, acusam Paulo Freire de marxista e comunista, o que ele nunca foi.

Quer mais uma: esses puxa-sacos nunca leram um livro do educador, nunca leram uma só crônica e certamente não se deram ao trabalho de consultar o Dr. Google. Ser sabujo já estava de bom tamanho. Ou não?

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

*

POLÍTICA DO ATRASO

Eu sou brasileiro e já fui muitas vezes aos Estados Unidos. Em relação ao Brasil o país é fantástico, tudo funciona e o padrão de vida médio dos norte-americanos está há anos-luz da miserável realidade brasileira, mesmo assim o Canadá ainda tem padrão de vida superior ao norte-americano, e é um país mais tranquilo. Agora em nada concordo com a política externa norte americana de frequente ameaça e intimidação a outras nações. Os norte-americanos inventam inimigos a todo momento, sempre tentando intimidar a China e a Rússia principalmente, que também são grandes nações. Uma política insensata e doente própria dos babacas que sempre ocupam a Casa Branca. O mundo nada ganha com este tipo de política imbecil! Os Estados Unidos teriam muito mais a ganhar tendo uma política de cooperação com estas nações. Agora a tremenda arrogância dos Estados Unidos nada constrói. O Brasil, que possui uma das economias mais atrasadas e fechadas do mundo, impeditiva de negócios e de circulação de riqueza, é também  outro país obtuso na construção de laços com outras nações. E com uma agravante, somos uma nação extremamente pobre e que não sabe construir relações econômicas que beneficiem o nosso sofrido e desamparado povo. 

Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

*



 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.