Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2021 | 03h00

Cidadania e eleição

Poder da opinião pública

Eu já estava decidida a aposentar meu título de eleitor. Encurralada entre bolsonaristas, lulopetistas e centristas oportunistas, não via luz no fim do túnel. Mas lendo o editorial A força da opinião pública (20/4, A3), algo lentamente começou a se iluminar dentro de mim. Lembrando texto de Celso Lafer, a maestria com que o editorialista discorreu sobre a opinião pública fez reviver um pouco minha autoestima como brasileira. Ele mostrou que, a despeito do governo e da parte negacionista da população, a maioria de nós é favorável à vacinação, às medidas preventivas contra a pandemia, à responsabilidade fiscal do governo e à preservação do meio ambiente. Será que a dor da perda de quase 380 mil brasileiros está fazendo a parte da população até então alienada da cidadania finalmente amadurecer? As eleições de 2022 serão o teste final. E, apesar dos pesares, já comecei a torcer... De novo!

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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#Esse também não

Temos uma grande oportunidade de eleger um presidente que não seja nem Lula nem Bolsonaro. A sociedade já percebeu que existe uma grande oportunidade para a chamada terceira via. Será que não temos ninguém no Brasil que seja culto, com boa formação acadêmica e bem aceito pela população, para assumir a cadeira de presidente? Chega de genocidas e corruptos com instrução tosca, sem a mínima noção de como se portar no cargo. Aparece agora o Danilo Gentili, que pensa em se candidatar. Mas ele também não tem os requisitos necessários para ser nosso presidente.

DONATO PROTA DONPROTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Reforma política urgente

É ingenuidade escolher candidato para presidente em 2022 sem antes fazer a reforma político-partidária. Nenhum presidente, por mais brilhante que seja, com ótima formação intelectual e honesto, consegue governar com um Congresso inchado, de maioria fisiológica, com número exagerado de parlamentares e mais de 30 partidos sem ideologia e também fisiológicos. A Itália reduziu em um terço os seus representantes, o Brasil é um país pobre para arcar com tamanha gastança. Creio que uns 200 deputados e 54 senadores, para o que eles fazem, são até mais do que se necessita. A economia seria grande e poderia ser aplicada no social. Tem de haver fidelidade partidária, senão perde o mandato. E acabar com o pula-pula de partidos e os privilégios indevidos e penduricalhos, que envergonham o eleitor. Seria o início da moralização.

SAVERIO VICENTE ANGRISANI ANGRISANI@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Estão derretendo o Brasil

Dois candidatos à Presidência, em 2022, representando os extremos da direita e da esquerda. E o meio-termo, o centro, sem consolidar, até o presente, um candidato com sólidas credenciais política e gerencial. Aliado a essa situação, um Congresso completamente disfuncional, com a maioria de seus integrantes voltada quase que exclusivamente para desviar verbas orçamentárias a fim de aplicá-las em seus currais eleitorais. Essa situação atual do Brasil é a comprovação perfeita de que o nosso sistema partidário e eleitoral precisa mudar com urgência. Não é possível continuarmos a dar carta branca a cada quatro anos a indicados por caciques partidários que atuam, predominantemente, em benefício próprio, jamais nos representando. Ou alcançamos uma participação efetiva de todos os brasileiros, ou vamos para a lama da anomia e do derretimento das instituições republicanas.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Corrupto condenado

Será que ninguém vê que Lula e o PT não são opção? Se um empregado o roubasse, caro leitor, e fosse demitido por justa causa, você o readmitiria? E Lula pode voltar com sua gangue?

ELIZABETH PINTO EAP.RJ@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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Lula e a Justiça

Em entrevista ao Estado (18/4), o ministro Gilmar Mendes, do STF, disse que Lula terá um novo encontro com a Justiça. E eu pergunto: quando será esse encontro, se o Lula já está em campanha política para a Presidência em 2022?

MIGUEL MALUFI MMALUFI@TERRA.COM.BR

OLÍMPIA

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Pandemia

União pela saúde coletiva

Sou a favor da CPI da covid-19, mas abrangendo toda a cadeia da assistência médico-hospitalar, incluindo a provisão de insumos, medicamentos, vacinas, e também a atuação dos governos federal (Ministério da Saúde), estaduais e municipais. Até porque deveria sempre existir a medição dos resultados obtidos pelas ações dos governos no campo da saúde pública, para aprendizado e ajustes que se façam necessários. As ações de auditoria também são essenciais, e são feitas regularmente pelos Tribunais de Contas, verificando a efetividade dos serviços assistenciais e sua economicidade. Se houve “desvios de finalidade” das verbas federais transferidas a Estados e municípios, devem ser apurados. Mas entendo que nesta hora crítica da saúde coletiva, de combate à pandemia de covid-19, é essencial que os governos se unam nesse propósito, deixem o ego um pouco de lado, para o bem comum, que é nossa saúde física, psicológica e econômica!

SILVIA R. P. ALMEIDA SILVIA_ALMEIDA7@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia

Reajuste de aluguéis

Exatíssimo o sr. Basílio Jafet (Tudo o que não precisamos agora, 20/4, A2) ao afastar tentativas de legislar e inovar que, mesmo porventura bem-intencionadas, seriam desastrosas para as locações imobiliárias, a par de ignorarem o aprendizado que tivemos, locadores e locatários, nos últimos 30 anos, em que a estabilidade legal permitiu o desenvolvimento com mais imóveis para todos.

JAQUES BUSHATSKY JAQUES.BUSHATSKY@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DIA DE TIRADENTES

21 de abril de 1792, 21 de abril de 2021: passaram-se exatamente  229 anos, e infelizmente as intempéries políticas ainda continuam.    


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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UM ESTADO CARO E INEFICIENTE

Dentre os acontecimentos da última semana, pude observar como o Estado brasileiro é ineficiente e perdulário. O processo envolvendo o ex-presidente Lula foi julgado pela enésima vez no STF. Resumindo, ele foi condenado em 7/17, pelo juiz Sérgio Moro, no Paraná, por causa do triplex do Guarujá. Seguiu-se uma perlenga interminável, até ser definitivamente condenado e preso em 17/4/18. Os recursos continuaram. Em 8/11/19, Lula foi solto, depois de o STF declarar ser inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância! Agora, na semana passada, decidiu que o tribunal de Curitiba não era o foro correto para julgar o caso do ex-presidente. E ainda será decidido, nesta semana, qual o foro correto para tanto. Trabalhei na administração pública e sei que o servidor não pode dar prejuízo ao erário. Se, por motivo de corrupção, irá preso. Se, por erro involuntário, ainda assim terá que pagar pelos prejuízos. Ficamos sabendo que o Ministério Público Federal, com a assinatura do procurador-geral da República, encaminhou aos governadores ofícios cobrando esclarecimentos sobre o ritmo de vacinação da covid-19 nos Estados, em vista dos dados obtidos pelo Giac, órgão criado há um ano, pelo procurador-geral, para atuar na coordenação dos esforços no combate ao vírus. O motivo da indagação que deverá ser respondida em dez dias é o fato de aquela força-tarefa ter verificado ″discrepância″ no número de doses distribuídas pelo Ministério da Saúde e o total de vacinas efetivamente aplicadas! Ora, os governadores reagiram revoltados, pois os dados solicitados se encontram disponíveis para o público em geral.  Parece que não se aperceberam que aquelas destinadas às segundas doses ficam estocadas, aguardando o prazo da vacinação. A reserva se deve pelo motivo de o governo federal ter fracassado nas aquisições das vacinas, por interferência direta do presidente da República, sem que o Giac jamais se manifestasse. Se forem apropriados todos os custos envolvidos nessas atividades desnecessárias, o valor será absurdamente elevado.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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DESTRUIÇÃO DA LAVA JATO

Com seu total apoio, o ministro Gilmar Mendes  anunciou o enterro definitivo da  Lava Jato, com a próxima declaração de parcialidade  nos julgamentos do seu principal julgador, o ex-juiz  Sérgio Moro. Ora, tudo isso é um verdadeiro absurdo, pois representa a vitória da corrupção institucionalizada (como na Itália). Muito pelo contrário,   Moro e a Lava Jato foram aprovados pela maioria esmagadora dos brasileiros e também reconhecidos e aplaudidos mundo afora. E agora, neste desgoverno, tudo indica que só no fim  de 2022,  poderemos ter uma chance de começar tudo de novo. Mas isso só será possível  se, fugindo dos extremos, elegermos, tanto  para o Poder Executivo como para o Poder Legislativo,  candidatos que se comprometam a manter, como objetivo primordial e perene, o combate à corrupção,  aproveitando a experiência da  Lava Jato, evitando exageros e criando ou modicando a legislação, de forma a torná-la muito mais eficaz. Juntamente com o fim da pandemia, é isso o que o Brasil espera de uma nova composição dos Poderes.

 

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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PGR AGE PARA PROTEGER O PRESIDENTE


A mídia informa que a procuradora Lindora Araujo, braço direito de Augusto Aras,  está verificando com os governadores várias informações a respeito do combate à covid.  Desde quando a Procuradoria-Geral da Republica se dedica a realizar trabalho de advocacia para proteger um presidente? Isso não está previsto em suas atividades, os envolvidos serão condenados de acordo com as penas da lei? Brincadeirinha, no Brasil o crime compensa.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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QUAIS OS PLANOS PARA A AMAZÔNIA


Às vésperas da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, reunião convocada pelo presidente dos Estados Unidos, o Brasil não tem a menor ideia do que vai apresentar nesse encontro. As propostas do governo Bolsonaro para a Amazônia são todas inaceitáveis: desmatar tudo, acabar com as áreas indígenas e as áreas de proteção ambiental, liberar a mineração e destruição dos rios, liberar o plantio de soja e cana-de-açúcar, etc. Essas medidas, se implantadas, causariam graves problemas para o País e para o mundo inteiro. O papel da Floresta Amazônica é claro e bem estabelecido na regulação do clima em todo o Brasil, com os rios voadores, a dimensão da área afetada traz impactos significativos e muito negativos para todo o planeta. Nessa reunião, o Brasil deveria simplesmente ouvir as propostas que vão surgir para explorar a floresta de forma sustentável e sem gerar impacto no clima. Preservar a floresta, assim como preservar o maior reservatório de água doce do planeta, deveriam ser o ponto de partida dos planos do Brasil para a Amazônia, com humildade, aceitando a parceria de outros países, recebendo os investimentos necessários e principalmente usando o bom senso, a ciência e a lógica, sem bravatas nacionalistas, dessa forma o Brasil poderá sair vitorioso dessa reunião, o mundo agradece.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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CORONAVÍRUS COM VISTO DE PERMANÊNCIA


O Brasil, campeão mundial de covid-19, com bandeiras vermelhas e pretas tremulando em UTIs superlotadas, abre tudo, do Brás paulista às lojas gaúchas e todo o resto. Em assim sendo, o vírus pede e recebe cidadania definitiva no Brasil, onde é considerado gripezinha curável com cloroquina. Paraíso de corruptos, governos medievais, milicianos na política e justiça, “prende pobre, solta ricos”, igrejas do dízimo e povo do “me engana que eu gosto”, o coronavirus se acha em casa e como parte da nação, para sempre.       

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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GABINETE DO ÓDIO

O presidente Jair Bolsonaro e sua prole deram ordens expressas para o “gabinete do ódio” agir com o maior rigor e violência possível contra a instalação da CPI da Covid. Como se já não bastassem as ameaças de morte contra ministros do STF; contra a ex-futura ministra da saúde Ludmila Hajjar; contra a ex-secretária da cultura Regina Duarte e tantos outros que foram escorraçados; o tal do “gabinete do ódio” continua capitaneado por Carlos Bolsonaro. Agora, chegou a vez dos senadores Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues, mas, como são calejados, não desapontarão os brasileiros. Afinal, quem conseguirá brecar essa famiglia?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A HORA DO JORNALISMO PROPOSITIVO 


Caro sr. Carlos Alberto Di Franco,

Dirijo-me uma vez mais para lhe parabenizar pela lucidez de seus artigos, inclusive o de segunda-feira no Estadão (A hora do jornalismo propositivo, A2). Compartilho da opinião que nossos meios de comunicação têm uma responsabilidade maior que a informação. Sinto-me como escreveu: cansado com o tom sombrio das coberturas jornalísticas. É evidente o viés político nas matérias. O que leva ao desinteresse e, pior, à desconfiança.

Os meios de comunicação tem à sua frente o discernimento, a clareza das evoluções cotidianas e, portanto, o dever de iluminar com imparcialidade seus espectadores e leitores. Há notícias tristes, manchetes que chamam a atenção, mas também o dia a dia das boas ações, das construções, dos bons exemplos que devem ser ressaltados.

Chegou a hora do jornalismo propositivo, que aponta alternativas e soluções.

Parabéns, sr. Di Franco. Continue semeando suas palavras.

Torço para que o próprio Estadão preste atenção nelas.

Astério Vaz Safatle asterio@lote5.com.br


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JORNALISMO MILITANTE OU PROPOSITIVO


Parabéns pelo artigo publicado no Estadão, A hora do jornalismo propositivo, do jornalista Carlos Alberto Di Franco. Estava precisando alguém tocar na ferida desse jornalismo militante. Realmente sinto falta de um jornal propositivo. Infelizmente o Estadão escolheu o caminho da militância. Fico me perguntando se não há nada de bom nesse governo. Se o governo vai mal, por que não nos unirmos e ajudarmos este país? Não dizem que devemos ser solidários e ajudar nossos irmãos? Como, se o que prevalece é o espirito de vingança?   O prejuízo dessa guerra é de todos, em especial dos mais pobres, seja de espírito, de falta de oportunidades, etc. Durante as campanhas o que se vê é todo mundo dizendo que vai fazer o melhor para o País. Tudo jogo de cena. É uma briga pelo poder e nada é feito pelo bem comum. Tenho dito aos meus amigos, com esse congresso (minúsculo mesmo), ninguém governa. É desolador vermos que não temos saída, pois estamos cada dia pior. Sem espírito de coletividade e solidariedade não se constrói um Brasil para todos. Ele ficará sendo cada vez mais somente de alguns, pois os ególatras, ditadores, corruptos e autoritários querem um povo manso para conduzir.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MELHOR ENCERRAR A CPI PANDEMIA


Chega a ser indecente a agilidade da politicalha tupiniquim, quando querem que nada aconteça que venha a desequilibrar seu mundo corrupto. E a amostra está aí, quando transformam a CPI da Pandemia, que sabemos criada especificamente para avaliar o governo federal quanto ao seu comportamento ante essa epidemia que já matou mais de 370 mil pessoas e sabemos que, se não houver mudanças operacionais, logo atingiremos meio milhão de vítimas. Se o escopo ficasse nessa primeira intenção, seria a CPI mais rápida já vista e com resultados práticos, contra outras que duram meses sem chegar a resultado algum. Colocar governadores e prefeitos na mesma CPI é para chegar a nada, então melhor encerrá-la.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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A QUEM INTERESSA A CPI?

A quem não interessa, todos sabem. Por outro lado e em primeiro lugar interessa à população em geral, preocupada com a saúde pública que não evitou a vitimização de 375 mil brasileiros até agora. Interessa e muito aos prefeitos municipais,  comprometidos com a preservação do bem-estar de seus administrados.

Interessa também aos governos estaduais, atentos à falta de vacinas,  equipamentos sanitários em geral para aparelhar os hospitais e casas de saúde que recebem os infectados. Interessa às autoridades sanitárias de todo o mundo, porque a adoção de medidas protetoras efetivas evita que a moléstia se alastre a outros povos.

Como se vê, os únicos a propagarem ojeriza à CPI são o presidente brasileiro e seus acólitos, que, à revelia de tudo e todos, continuam aliados à propagação do vírus,  cegos ao que ocorre a sua volta, em incompreensível postura,  criticada ao redor do mundo todo.

E ainda Bolsonaro espera o apoio popular, se indispondo contra todos aqueles que o condenam.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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A (CUIDADOSA) VOLTA À NORMALIDADE

            São Paulo, em seus 645 municípios, começa a viver um novo tempo. Mesmo com o alto índice de infecção, internações e mortes pela covid-19, o governo estadual flexibiliza as proibições, permite que o comércio reabra suas portas e promete outras liberações para os próximos dias e semanas. O grupo do “fecha tudo” parece ter perdido força diante da pandemia e da crise econômica decorrente da inatividade imposta. Espera-se bom senso tanto das autoridades quanto da população para não se colocar tudo a perder. Temos de continuar usando máscara, lavando as mãos continuamente, mantendo o distanciamento pessoal e evitando aglomerações. O comércio, em vez de 8 horas, poderia até trabalhar mais tempo e com isso o risco de aglomerações seria menor e, também, se reduziria a aglomeração no transporte público, comum nos inícios e fins de jornada. O novo quadro é de esperança e de muito trabalho para readquirir a normalidade. Que a vacinação se apresse, os grupos e entidades médicas parem de divergir sobre o tratamento dos pacientes e, principalmente, que não continue a crônica falta de vagas para internação. Que o Poder Público (União, Estados e municípios) invista e cumpra rigorosamente seus deveres fixados no artigo 196 da Constituição, que diz: A saúde é direito de todos e dever do Estado.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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DIAS DIFÍCEIS PARA BOLSONARO

O cerco se fecha!  E esta semana veio para atordoar o já apavorado Jair Bolsonaro!  Como com a instalação da explosiva CPI da Pandemia, que fará tremer nas bases o presidente.  Pior ainda, se confirmado for o nome do senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator deste evento! Outro polêmico caso é o do Orçamento da União, de 2021, que o presidente precisa sancionar com vetos ou não, para que o governo federal não fique paralisado. Se não vetar os R$ 31,9 bilhões, sugados pelo Congresso das despesas obrigatórias, só para acomodar a orgia de um valor descomunal e recorde de emendas parlamentares, que poderá alcançar neste ano mais de R$ 50 bilhões, o presidente cometerá crime de responsabilidade fiscal. Tal qual fez Dilma Rousseff, e sofreu impeachment.  Por outro lado, se vetar, sofrerá retaliação, como já foi ameaçado pelos líderes do Centrão. Também, deixa angustiado o presidente o possível resultado que poderá vir do plenário do STF sobre a suspeição, ou não, do juiz Sérgio Moro, durante o julgamento em que condenou Lula. Porém, nesta semana, não faltará pressão contra esse desumano Bolsonaro, que desprezou e zombou dessa pandemia. Já que, para indignação da população brasileira, nos próximos dias, infelizmente, vamos alcançar a marca de 400 mil mortes pela covid-19.  Desgraçadamente, por culpa do presidente, ainda não temos doses de vacinas suficientes para acelerar a imunização dos brasileiros...


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GILMAR, O ÂNCORA

O ministro Gilmar Mendes já é candidatíssimo. Não, ele não tem a menor aptidão para ser candidato a cargo público. Gilmar é candidato a ter seu próprio talk show! Para o leitor atento do Estadão, a entrevista do ministro no último domingo (A4) não pode ser classificada senão como um script de piada pronta. Homem inteligente, aprendeu vários truques narrativos com os petistas, principalmente a máxima do “acuse-os do que faz, xingue-os do que você é”. Só para extrair alguns exemplos da entrevista, Gilmar sugeriu que ele não julga de forma casuística, que a anulação do processo contra Lula não significa na prática que Lula jamais será condenado, que o público em geral é incapaz de entender o processo judiciário (como quem diz “não se preocupe, confia em mim”), que os ministros do STF têm consciência da responsabilidade do seu papel (como quem diz que nenhum deles toma decisões puramente políticas). Em imaginar que esse senhor será o decano da corte daqui a alguns meses é de arrepiar o couro cabeludo e desistir da nossa democracia. Gilmar já tem oferta de emprego garantida quando sair do STF. Aos outros resta buscar um Estadista.


Oscar Thompson oscarthompso@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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ORÇAMENTO DE AMIGOS

Como Estados e Municípios podem ter um orçamento se grande parte do dinheiro arrecadado vai pra um governo que não tem competência para definir  onde aplicá-lo? Ouvir congressistas é o mesmo que fazer lavagem de dinheiro com amigos. É crime.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


PENA DE MORTE


Estarrecida e indignada, a Nação exige saber quando o monstro  vereador  doutor Jairinho será cassado. Basta de impunidades para assassinos, sequestradores e estupradores. O Brasil precisa, urgentemente, de leis penais mais duras. Acordem legisladores. Nos Estados Unidos o criminoso canalha e covarde Jairinho apodreceria na prisão perpétua ou seria merecidamente morto  na cadeira elétrica.

Vicente Limongi Netto limoginetto@hotmail.com

Brasília

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ROBERTO CARLOS 80 ANOS


Aos 80 anos, a brasa de Roberto Carlos continua ardente, gerando fortes emoções com suas belas e inspiradas canções. Vida longa ao rei! Viva!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DRONES NO IRÃ


O Irã tem feito uma campanha muito intensa na mídia mundial a respeito de sua frota de drones, à qual recentemente foram acrescentados 180 aparelhos de vários modelos produzidos localmente. E tem alardeado a respeito de seu enorme poder destrutivo que tem sido frequentemente utilizado contra a Arábia Saudita e em toda a região.  E que planeja usar num conflito que pretende travar com Israel em breve. O que a imprensa não tem noticiado é que Israel é o maior exportador mundial de drones militares. E que também é uma reconhecida potência no desenvolvimento de drones comerciais e de tecnologias relacionadas. Seria muito bom alguém lembrar ao Ir, a Terceira Lei de Newton: que a cada ação corresponde uma reação em sentido contrário. E como diz o ditado popular: “Quem tem telhado de vidro não deveria atirar pedras na casa do vizinho”.


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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ARMAS

A divulgação de assassinatos cometidos  em várias cidades dos Estados Unidos mostra a importância da proibição de aquisição de armas sem nenhum controle. É uma situação que deveria motivar o presidente Bolsonaro a não implementar uma legislação que facilita  a compra de armamentos. É preciso incentivar a prevenção, não a facilitação para a compra.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CANGACEIROS NADA ROMÂNTICOS


A notícia de 19/4/1921, reproduzida na seção Há um século, mostra que a questão dos cangaceiros no Nordeste não era nada “romântica” como a imagem de Lampião é vista hoje. Imaginem 200 bandidos atacando uma cidade pequena, saqueando e incendiando as casas! 


Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo


 

 

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