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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2021 | 03h00

Meio ambiente

Prioridade nacional

O editorial do Estado de 20/4 (Meio ambiente, prioridade nacional - A3) sobre esse assunto deveria ser levado em alta conta pelo presidente da República. Se o fizer, não levará o ministro do Meio Ambiente à cúpula dos líderes sobre o clima nos EUA, quando o Acordo de Paris completa cinco anos. O aquecimento global é real e nem cabem mais argumentos contra. Com a imprensa globalizada, certamente já é do conhecimento dos chefes de Estado a denúncia-crime do ex-superintendente da Polícia Federal (PF) Alexandre Saraiva contra Ricardo Salles por obstruir a investigação ambiental e favorecer madeireiros. Não vai dar para passar a boiada na reunião de cúpula. Ao contrário do que o chefe do Executivo apregoa, nós já desmatamos muito das nossas florestas, é só atentar para o que fizemos na Mata Atlântica e no Cerrado do Centro-Oeste, além, claro da Amazônia. Apesar dos alertas dos cientistas, a decisão de construir hidrelétricas na Amazônia, sem estudar as consequências na floresta, foi erro crasso. Cito Balbina e Belo Monte. Uma por ter sido construída numa planície e ter sua represa alagada sem a remoção das árvores. Sua atual produção é pífia e a represa produz enorme quantidade de gás de carbono. A outra, pelo regime do Rio Xingu, inadequado para ser represado, sem falar na alteração do regime de chuvas do Sudeste, segundo climatologistas. Hoje funciona só cinco meses por ano. O governo pretende construir mais represas na região, que já não se justificam, pois a energia fotovoltaica é bem mais barata e dispensa caríssimas linhas de transmissão. Foi um disparate o presidente propor acabar com o desmatamento até 2030. Estamos na fase de replantar a floresta, não de diminuir o desmatamento. Ela é fundamental para a humanidade e muito mais para nós. O agronegócio que o diga.

GILBERTO PACINI BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Riso à beira do precipício

A situação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não é boa, e ele ainda faz ironia a respeito dos indígenas. Salles pode cair a qualquer momento. Então, também ironizando, como deveremos chamá-lo? O cara da porteira aberta e a boiada passando? Está faltando gente com cabeça boa no governo.

ALVARO SALVI ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Risco para o agronegócio

Nunca como agora a preocupação com o clima foi tão intensa. A realidade do aquecimento global e seus malefícios no planeta não é mais contestada por ninguém com um mínimo de conhecimento de ciência. Infelizmente, temos ainda algumas autoridades que nos fazem ser alvo de condenações de órgãos internacionais, com sérios prejuízos macroeconômicos, que podem afetar até nossas exportações do agronegócio.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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Vaca de presépio

Algum tempo atrás, o mandatário-mor desprezou o dinheiro que viria para ajudar a Amazônia. Não havia necessidade, resolveríamos tudo sozinhos. E agora, com uma cartinha, pediu ajuda, de joelhos?! E A PF dispensou delegado que fez queixa-crime contra o ministro do Meio Ambiente. Pisou no calo de alguém. Você tem de ser vaquinha de presépio.

JOSÉ CLAUDIO CANATO JCCANATO@YAHOO.COM.BR

PORTO FERREIRA


Justa causa

A troca de Saraiva, na circunstância em que se deu, não constitui atitude gravíssima, passível, portanto, de punição ou, no mínimo, averiguação?

MARIA DO CARMO Z. LEME CARDOSO ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU

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Dólares em troca de quê?

Não precisamos de dólares para corrigir a vergonha do desmatamento na Amazônia. Que toda a madeira derrubada seja confiscada e se torne público quem são os donos das madeireiras e quem compra essa madeira. Proíbam-se já todas as formas de transporte e embarque das toras e que os responsáveis por crimes ambientais sejam presos e punidos. O governo dos EUA é a nossa salvação, não deve ajudar com dinheiro, não, precisa é mostrar ao mundo como este governo não vai fazer nada para mudar a triste realidade. Os dirigentes brasileiros não são confiáveis para nenhum acordo.

SINCLAIR BRANDÃO DA ROCHA  SINCLAIRMALU@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Quem se aproveita?

Muitos estão se locupletando com o desmatamento, dentro e fora do governo, desde o mauricinho maior responsável por esse absurdo passando pelo presidente e pela cúpula do poder em Brasília. Alguém está esperando grana do mundo para diminuir o desmatamento unicamente para aumentar sua colheita. Outros, soberbos, dizem que não precisamos mendigar, etc. A realidade, a meu ver, é o desejo de ocupar rapidamente a maior área possível, pouco importando o clima, o efeito estufa e suas consequências. E não podemos considerar-nos cumpridores de nossas obrigações com o planeta por sermos responsáveis por apenas 3% da poluição; devemos, sim, procurar diminuir ao máximo esse veneno que destrói a vida.

ITAMAR C. TREVISANI ITAMARTREVISANI@GMAIL.COM

JABOTICABAL

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O mau da fita

O Brasil, na posição de vilão do meio ambiente pelo menos desde a COP-21, em 2015, é chamado à responsabilidade no tocante às condições de sobrevivência de sua população e da humanidade. Só há uma resposta para aliviar essa vergonha: desflorestamento zero já.

HARALD HELLMUTH HHELLMUTH@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Caso George Floyd

Justiça é isso

O assassino do cidadão americano George Floyd foi condenado 11 meses depois do crime. Que inveja dessa célere Justiça, que jamais se viu ou se verá neste desesperançoso Brasil!

GUTO PACHECO JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BRASIL, FALE MENOS E OUÇA MAIS

A visão de Jair Bolsonaro sobre a Amazônia continua parada nos anos 70 do século passado, quando os militares acreditavam que a floresta tinha de ser ocupada para evitar uma eventual invasão estrangeira. O risco de uma invasão estrangeira na Amazônia é zero, a região é habitada por mais de 20 milhões de brasileiros, esse discurso, que sempre foi equivocado para não dizer ridículo, não se sustenta de forma alguma nos dias de hoje. Tudo que o Brasil fez na Amazônia deu errado e não trouxe os resultados esperados: a Rodovia Transamazônica nunca funcionou. A mineração só pode ocorrer de forma ilegal, pois todo o ouro extraído não paga a conta da descontaminação dos rios poluídos com o mercúrio usado pelos mineradores. Desmatar para criar gado é de uma burrice extravagante, a floresta em pé vale muito mais que os bois. A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte foi um crime, só se justifica pelo gigantesco desvio de dinheiro público ocorrido com o superfaturamento da obra. O Brasil não tem acertos na Amazônia. Na reunião convocada pelo presidente dos Estados Unidos o Brasil deveria ter a humildade de ouvir, abrir mão das bravatas nacionalistas de sempre e pedir sugestões e ajuda aos líderes globais, aos biólogos, à ciência, aos índios, aos ambientalistas, só assim o Brasil poderá parar de fazer besteiras na Amazônia, voltar a receber ajuda externa e começar a acertar alguma coisa na gestão do seu meio ambiente. O mesmo se aplica ao Pantanal, o bioma mais ameaçado do País, que pode ser extinto nos próximos anos se a destruição não for contida já.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INTERESSE DE QUEM?

Contradições são próprias da natureza humana. O próprio Estado, manifesto como a síntese da contradição entre o indivíduo e a coletividade na qual se insere, e modernamente materializado ou percebido no meio social na entidade denominada Administração Pública, reproduz essas contradições, por exemplo, quando da invocação da supremacia do interesse público como princípio condutor do seu agir.

Desse princípio emerge a discussão acerca do aparente conflito entre o interesse público e o interesse particular a ser enfrentado pela Administração Pública na tomada de decisões. A pandemia de covid-19 escancara esse conflito, quando da orientação técnica pela adoção de medidas restritivas de liberdade pela Administração Pública, em prol da saúde e incolumidade públicas, e da oposição a essas medidas por parcelas expressivas da sociedade.

Dessas medidas restritivas, com finalidade específica, surgem vozes que sugerem o conflito entre a “saúde” e a “economia”, ou seja, a opção pela “saúde” geraria um prejuízo à “economia”.

Fato é que nem todos os indivíduos e organizações têm condições de se abster de suas atividades laborais, assim, como é razoável ou sensato que não enfrentar a pandemia, negá-la também não é uma opção viável ou sustentável. Dessa situação, percebe-se que a raiz da contradição posta nada mais é do que a revisitação ao tema da contradição entre o interesse público e o interesse particular.

 Discussão do tema não é estanque. Como enfrentar a atual crise na qual nosso país se encontra mergulhado?

Soluções fáceis não há. O desastre já está posto. Irremediável. Da pandemia, resta operar no rescaldo, abrandar as brasas para que o oxigênio não dê fôlego ao fogo. Só o tempo, a história, servirá de lição aos negadores de fatos. Aos que por alienação não perceberam a gravidade da realidade vivenciada caberá reflexão e constrição; aos que por desonestidade venderam ilusões sabe-se lá o que os espera.

Não é de hoje que a sociedade brasileira tem em seus representantes políticos e, consequentemente, no próprio Poder Público, pouca confiança, ou seja, carecem de legitimidade, a despeito da aparente regularidade e eficiência dos institutos eleitorais. A “renovação” política das últimas eleições mostrou-se frustrada, segue o coloquial “mais do mesmo”. Mudam os agentes, mas os “ritos políticos” seguem os mesmos.

Essa ausência de legitimidade se nota não só em relação ao Poder Público, mas, também, impropriamente, nas relações horizontais entre os particulares, ou seja, há em nossa sociedade uma ausência de “confiança” mútua. Confiança é elemento central e agregador a qualquer tipo de agrupamento social, inclusive no campo dos negócios, na economia. O capitalismo, com quaisquer características que se apresente, carece de uma ética mínima, de uma lógica própria associada aos “sentimentos morais”.

Por aqui, até o que se vê não é crível. Falta-nos essa ética mínima. Isso talvez explique, ao menos em parte, à época, a adesão social ao esforço da operação “Lava Jato”. A despeito dos procedimentos processuais, hoje em suspeição, a “Lava Jato” atraiu para si as expectativas da sociedade brasileira no restabelecimento dessa ética.

É recorrente ouvir da insegurança jurídica no Brasil. Mais legislação não resolve, ao revés, para muitos a causa. Não seria esse emaranhado legislativo outra consequência da falta de confiança nas relações entre particulares ou entre o particular e o Poder Púbico?

Iniciamos essa exposição falando de contradições, especificamente entre o interesse público e o particular, a que tomamos por uma aparente contradição. Aparente, pois amparada na lição do professor Celso Antônio Bandeira de Mello, de que o interesse público é a dimensão pública dos interesses individuais.

Dessa lição, associamos ao termo “dimensão” o sentido de espaço, local ou lugar em que se confere forma ou concretude ao interesse, e permite discernir dos seus aspectos objetivo e subjetivo.

É na Constituição Federal que o interesse particular ou individual, em seu aspecto objetivo, toma forma, ou seja, assume a sua dimensão pública, a despeito do seu aspecto subjetivo, este sim restrito à dimensão individual.

O hermeneuta que não encontra na Constituição Federal elementos para a convergência dos interesses objetivos é porque está afastado do objeto em si, distante da realidade social, preso à estratégia, ao interesse subjetivo.

É importante recuperar o foco na convergência, no objetivo, absorver as contradições. Aplainando a subjetividade nas questões nacionais, resta-nos, a solidariedade.

Leandro Wakay lwky.pss@gmail.com


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LIÇÃO DE DANILO GENTILI


Em entrevista ao Estadão (19/4), o renomado apresentador e comediante Danilo Gentili, que também está sendo cortejado para entrar na política, quando questionado qual seria o perfil do candidato como alternativa a Bolsonaro em 2022, expressou uma resposta cirúrgica e de quem está muito preocupado com os rumos do País.  Danilo diz que não é hora de ficar discutindo “direita ou liberalismo”. Isso é tarefa para Inglaterra ou EUA.  E seguiu: o Brasil é uma casa que está “pegando fogo”, não temos tempo para discutir “decoração”.  Precisamos de pessoas de boa vontade dispostas a se arriscar e pegar “alguns baldes” para tentar “apagar esse incêndio”. Temos que ser realistas, colocar os pés no chão, para ajudar esta Nação! Uma lição de como se deve fazer política, e, exclusivamente, privilegiar o bem comum...  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FUTURO VERDE AMARELO

Há exatamente um ano, 22/4/2020, em plena reunião ministerial, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chamou a atenção dos presentes àquele encontro, alegando que seria hora de se fazer uma “baciada” de mudanças nas regras ligadas à proteção ambiental e à área de agricultura, evitando críticas e processos na Justiça.

O tiro do ministro do Meio Ambiente poderá “sair pela culatra”, ou seja, o desmatamento desmesurado da Região Amazônica ocorrido nos últimos meses com certeza provocará mudança de atitude no presidente Joe Biden, que convocou a Cúpula do Clima com o objetivo de “ampliar a política de combate ao desmatamento e redução de dióxido de carbono (CO²)”. Inoportuna e descabida a insistência do ministro do Meio Ambiente em pedir US$ 1 bilhão até o fim deste ano, evocando, com essa atitude, “uma imagem de um cachorro abanando o rabo em frente a um forno com frangos assados”. O que o País necessita é manter, consolidar e ampliar o Conselho Nacional da Amazônia Legal, sob o comando do vice-presidente, general Hamilton Mourão, apto a combater, preventivamente, crimes ambientais na Floresta Amazônica, o que, aliás, é uma das exigências impostas pelas nações estrangeiras para a liberação de recursos ao Brasil. Acorda Brasil! 

Gary Bom-Ali garybonali@globo.com

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ESCAPISMO DE INFORMAÇÃO

Muitos dos meus conhecidos que se infectaram e foram internados com covid-19, a maioria era de pessoas que desde o início desta pandemia se recusaram a tomar conhecimento dessa infecção virótica pelas mídias. Tal postura era justificada para que não ficassem paranoicos, segundo justificaram, com os exageros do noticiário midiático. Alguns agora curados repensaram tais decisões escapistas e se informam adequadamente sobre tal patologia, e assim se previnem e tomam conhecimento dos malefícios pelos noticiários que antes repudiavam, no sentido de evitarem a si próprios uma reinfecção e uma infecção a seus familiares, como está sendo informado no noticiário que tanto renegaram.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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A ESPERA DE UM BOM EXEMPLO DA CLASSE POLÍTICA

O Brasil em crise, com receitas em declínio, gastos quase ilimitados por causa do coronavírus. É preciso reduzir despesas para enfrentar a pandemia e suas dispendiosas ramificações. Estados e municípios, incessantemente recorrem ao governo federal para suprir as suas carências, como se eles também não tivessem que fazer a sua parte. A dívida pública está próxima a 100% do PIB, o que é gravíssimo, daí a urgência na redução de despesas e a principesca classe política também pode ajudar dando um bom exemplo se, espontaneamente, cancelar as dotações para os fundos partidário e eleitoral. Cancelar mesmo, em vez de suspender temporariamente enquanto perdurar a covid-19.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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INDENIZAÇÃO PARA LULA

Em entrevista ao Estadão, o ministro Gilmar Medes disse que Lula pode pedir indenização pelo tempo em que ficou preso.

Como foi uma decisão do STJ, sugiro que os valores sejam pagos pelo próprio Tribunal, que foi o  responsável pelo erro jurídico  descoberto com alguns anos de atraso.

Portanto, vamos dividir essa conta entre eles. Nós, cidadãos brasileiros, não temos nada com isso, a conta não é do País. Tenho certeza de que eles ganham o suficiente pra arcar com esse débito..

 

Sebastião A. Tartuci Aun sebastiaao.aun@uol.com.br

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O BRASIL DA ESPERANÇA

Nestes tempos sombrios, trevosos e tensos que o País vive sob o negacionista, retrógrado e autoritário desgoverno Bolsonaro, merece registro a carta do governador de São Paulo João Doria (PSDB) publicada no Estadão (21/4,A10), intitulada O Brasil precisa de esperança.Com efeito, suas palavras de alento não poderiam soar mais oportunas e apropriadas nesta quadra gravíssima da história do País. O Brasil da esperança (frase repetida 23 vezes no artigo) assina embaixo. Muda Brasil!


J.S. Decol decoljs@gmail.com


São Paulo


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ERRO A SER CORRIGIDO

O termo “Inconfidência mineira” é errado e, portanto, há de ser corrigido. Pede a verdade que se diga que, conforme os lexicógrafos Antônio Houaiss e Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, inconfidência é deslealdade, infidelidade e, portanto, assim pode ser chamada pelos portugueses que viviam da exploração dos brasileiros e do tráfico de escravos com apoio da Inglaterra, sem nada dar e/ou fazer em troca pelo nosso querido País. Desconhecemos o porquê de nunca nos ter sido ensinado corretamente, como, também, o descobrimento do Brasil.

Sempre é tempo de corrigir o erro e, por conseguinte, ser ensinado às nossas crianças corretamente o que se passou, ciente que somos que a história não mente, pode ser deturpada, mas a verdade sempre prevalecerá.

Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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TIRADENTES E SEU EXEMPLO

Ontem comemoramos a data do nosso grande herói nacional o alferes Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes –, cidadão exemplar que, se hoje estivesse entre nós, certamente estaria se movimentando contra este desgoverno surrealista e destruidor da Pátria e da Nação brasileiras. Muitos jornalistas seguem o bom exemplo dele e seus amigos do movimento da Inconfidência Mineira, e talvez, por isso mesmo, são perseguidos pelo presidente obscurantista Jair Messias Bolsonaro e seus fanáticos seguidores.  O que impede o Congresso Nacional de analisar os quase 100 pedidos de impeachment do “mito” presidente? Ah! se Tiradentes fosse ministro do Supremo Tribunal Federal, o Brasil de hoje seria do tamanho que merece ser!

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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O POVO NÃO ESTÁ REPRESENTADO

A predisposição de Bolsonaro de indicar André Mendonça, advogado-geral da União e porta-voz dos evangélicos para a missão de decidir questões de interesse de todos os brasileiros no STF reflete uma concepção comunitária e não constitucional da democracia. Assim como o indicado é integrante de um grupo religioso, poderia ser um componente dos ateus, dos imigrantes, dos índios, é dizer, sempre de uma parcela do povo e não de sua integridade. O princípio de que o poder emana do povo e não de grupos descamba ad calendas graecas.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FORÇAMENTO

Uma pergunta inocente e que por isso mesmo não ofende. Faz sentido chamar essa peça de ficção de Orçamento?

Belo Antônio seria mais indicado. Falta mostrar para a plateia o lençol com a mancha de sangue.

Que vergonha!

Alexandru Solomon alex_sol@terra.com.br

São Paulo

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O PODER DO PODER !

Gilmar Mendes (STF), com o inequívoco propósito e determinação de pôr um fim à Operação Lava Jato, acaba de suspender três ações  contra Arthur Lira por improbidade.  Ora, temos assistido sistematicamente à  suspensão de processos e mesmo a soltura de perigosos criminosos por ordem das altas esferas do Poder Judiciário. O fato é que essas autoridades  e seus familiares, dada a segurança que os cercam, estão tranquilas, posto que jamais toparão com  um desses  bandidos pelas ruas do Brasil. Só para dizer o mínimo! 

Maria Elisa Amaral melisalf3175@gmail.com

São Paulo


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ESCÂNDALO


Falta de patriotismo, deslealdade com o presidente Bolsonaro, ganância, oportunismo sem escrúpulos  têm limites.Todos os que se dirigiram ao presidente Joe Biden para censurar Bolsonaro merecem desprezo e, no caso de políticos, nenhum voto no futuro.  Existe algum paralelo no mundo?

 Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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NÚMEROS INÚTEIS


Com grande frequência se divulgam nas mídias as taxas de desmatamento na Amazônia. Há anos se acompanham os números que parece estar sempre crescentes. Como assim? A floresta não acaba? Há uma disputa para saber se a taxa aumentou ou não. A política tomou conta dos números? Eu quero saber qual o tamanho total do bioma, considerando-se a regeneração natural; em pouco tempo a natureza recupera uma vegetação primária já bem desenvolvida que pode mascarar as informações dos satélites. Como acreditar nos números? O que interessa é saber como está o tamanho total da floresta e acompanhar os diversos níveis de regeneração relacionando-os com o crescimento da fronteira agrícola e a exportação de madeira nativa. Chega de demagogia: eu quero a informação despolitizada e tratando dos interesses nacionais tanto da produção quanto da proteção dos ecossistemas importantes, necessários para a produção de alimentos e remédios em genomas que ocorrem nas plantas, animais, insetos e demais organismos vivos. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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FALTA DE CREDIBILIDADE NO BRASIL

O ministro contra o Meio Ambiente Ricardo Salles gostaria que os Estados Unidos e Europa fizessem um “pagamento antecipado” para que o Brasil faça sua obrigação de parar a destruição irreversível da Amazônia. O próprio governo brasileiro não faz esse tipo de pagamento, pois o coloca na total dependência da outra parte. O correto é mostrar para a comunidade internacional uma espécie de “carta de crédito” onde o Brasil terá direito ao recebimento se atender a todas as exigências por ela convencionadas. Elementar? Não para este tosco ministro e seu chefe Jair Cloroquina Bolsonaro, porque ambos acham que a Amazônia é nossa para usar e abusar!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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BRASIL DESMATADO

 Mobilização pede a Biden rigor com Bolsonaro sobre desmate, manchete do Estadão (21.4.21). Cobrar do governo do Brasil ação contra desmatamento é pedir que abandone sua mais cara meta de destruição. O capitão presidente e seu cínico ministro do Mata-Ambiente  têm como objetivo ecocida transformar o território da Floresta Amazônica numa colossal plantação de soja,  criação de gado e maior mineração a céu aberto do mundo, após cortar as árvores e exportar toda a madeira como “certificada”. Os índios que virem “gente normal” e comam os bichos que sobreviverem. O que estes psicopatas jamais compreenderão é que a nossa Floresta Amazônica é a fonte de água vital que irriga toda a agricultura brasileira e fornece água a toda a população do Brasil. Ao cavar 50 centímetros do solo do Amazonas, encontra-se só areia. Ali era um deserto, como o Saara. A floresta se retroalimenta e com sua colossal bacia hidrográfica e seus “rios voadores” criaram e sustentam o “Brasil Verde” em que vivemos. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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JAIR PINOCCHIO BOLSONARO

A revista inglesa The Economist em edição recente mostra uma charge com um Bolsonaro monstruoso ajudando a morte com sua estupidez. O New York Times fez um longo artigo da tragédia brasileira com a pandemia, deixando claro quem é responsável. Agora, nosso messias (em minúsculas) terá três minutos perante o mundo para confirmar sua ignorância e má-fé. Que dureza!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com


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QUE AZAR

Nunca votei em Lula. Por convicção. Como poderia aceitar um semianalfabeto no comando do País? Sábias palavras do Dr. Enéas. Se isto é discriminação, então sou discriminador. E não errei na minha avaliação. Votei em Bolsonaro para acabar com o círculo vicioso da roubalheira e da patifaria. Me... Uma lição tirei: não votar em duendes ou entes folclóricos. Acho que no próximo acerto, embora não seja, pela idade, obrigado a votar em mais ninguém. Só assim não me decepciono.


Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro



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AFASTANDO ALIADOS SINCEROS

Em 25 de maio de 2020, George Floyd morria nas mãos do policial Chauvin, que havia sido chamado em decorrência de um roubo pequeno que Floyd teria realizado naquela data. Como Floyd havia reagido, Chauvin imobilizou-o pressionando com o seu joelho sobre o pescoço dele segurando-o contra a sarjeta. Isso o sufocou. Contribuíram também para sua morte os seus problemas cardíacos e o fato de que consumia drogas. A morte de Floyd gerou protestos violentos que duraram meses em várias cidades americanas, nos quais os manifestantes condenavam a brutalidade policial e o racismo sistêmico dos EUA. Nesta semana, o júri concluiu que as ações de Chauvin contribuíram sim para a morte de Floyd e que não eram razoáveis. Uma parte do país vê na condenação de Chauvin o veredicto de que muitos brancos americanos e especialmente os policiais brancos são racistas. Outra parte discorda frontalmente e diz que o comportamento de Chauvin não representa os policiais em geral e muito menos os cidadãos não afrodescendentes daquele país. Como as interpretações não convergem, a sociedade se mantém dividida e polarizada. Não precisava ser assim. Todos concordam de que existe racismo e de que isto é terrível. Mas todos deveriam também concordar que este preconceito é minoritário e não prevalente na sociedade. É uma pena, mas o exagero, a radicalização e a generalização do “combate ao racismo” têm contribuído para afastar muitas pessoas que originalmente eram sinceros apoiadores das causas da integração racial.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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