Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Brasil segue isolado

Não poderia ser diferente: durante a abertura da conferência do clima com líderes mundiais, o presidente dos EUA, Joe Biden, deu no pé minutos antes de o colega brasileiro discursar. Pode ter sido uma estratégia política (ambiental), uma vez que Jair Bolsonaro e seu governo têm deixado a boiada passar no que toca a ações para proteger o meio ambiente (desmatamento ilegal) e até, humanitárias/sanitárias. O descontrole em lidar com a pandemia teria sido outro forte motivo de descontentamento dos principais líderes mundiais e dessa “escapada” do anfitrião da cúpula. Sem falar no apoio explícito – pouco inteligente, do ponto de visto diplomático – dado por Bolsonaro ao derrotado Donald Trump. Mais uma humilhação para um país que vem colecionando não só cenas como essas, como mortes aos milhares provocadas por atitudes equivocadas, de lesa-humanidade.

JOÃO DI RENNA JOAO_DIRENNA@HOTMAIL.COM

QUISSAMÃ (RJ)

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Embuste

A participação do presidente Bolsonaro na cúpula do clima expôs ao mundo, mais uma vez, a fragilidade da gestão federal no que tange à preservação ambiental. Mais ainda, mostrou que o líder da nação brasileira recorre a mentiras, suposições e fatos que não condizem com a realidade do desmatamento e da destruição do nosso meio ambiente nestes últimos dois anos. Pior do que um líder não fazer ou errar no que está fazendo é mentir. As mesmas mentiras que são facilmente descobertas ao serem confrontados os dados de satélites e de organismos especializados no assunto. Isso agrava ainda mais a situação do nosso país, que já está virando pária quando o assunto é covid-19 ou meio ambiente. Nossos empresários, em especial os do agronegócio, precisam despertar, pois logo será tarde e as portas estarão fechadas ou repletas de barreiras para os produtos do Brasil. Por culpa exclusiva de Bolsonaro!

RAFAEL MOIA FILHO RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

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Santo de pau oco

Com seu discurso ambiental tardio e suspeito, Bolsonaro quis convencer a comunidade internacional de que se tornou uma espécie de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia, tendo desencarnado o Jason Voorhees de Sexta-Feira 13, com uma enorme motosserra nas mãos, ávido por desmatar e acabar com a vida. Só idiotas acreditarão na súbita transmutação de vilão a paladino ecológico.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE

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Antinomia

A retórica do presidente Bolsonaro ao discursar na cúpula do clima vai de encontro às práticas do governo. A boiada continua passando com Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente. Haja vista o afrouxamento da fiscalização (se é que existe) e os inúmeros atos ilegais na área ambiental, o que vem comprometendo seriamente a imagem do Brasil no exterior.

GERALDO TADEU SANTOS ALMEIDA GEGE.1952@YAHOO.COM.BR

ITAPEVA

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Desserviço à Nação

O comportamento do ministro do Meio Ambiente com relação aos responsáveis por desmatamento ilegal e destruição de biomas é um desserviço à Nação, que se agiganta com as ações a favor de interesses de empresas investigadas por desmatamento ilegal – recentemente foi feita a maior apreensão de toras da História. Além dos prejuízos ambientais e sociais, de consequências imprevisíveis, e do incentivo ao descumprimento das leis, isso se traduz em grave retrocesso da imagem do Brasil aos olhos do mundo.

LOTARIO WESSLING LOTARIOWESSLING@YAHOO.COM.BR

VENÂNCIO AIRES (RS)

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Me dá um dinheiro aí...

Depois de quase dois anos e meio de destruição do meio ambiente e das estruturas que deveriam protegê-lo, vangloriar-se do projeto do etanol como se fosse obra dele e ignorar os ataques que fez contra as ONGs que há anos se dedicam a proteger a Amazônia, nosso presidente repetidamente pediu “um dinheiro aí”, como se os dirigentes dos principais países do mundo fossem tontos. Que feio! A mudança do seu tom significa que o nosso valentão está ficando “maricas”...?

ALDO BERTOLUCCI  ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Lei da Segurança Nacional

Perguntar não ofende: se um simples comentário de Guilherme Boulos o leva a ser investigado com base na Lei de Segurança Nacional, por que o presidente Bolsonaro também não é enquadrado na mesma lei? Isso em vista das suas centenas de declarações que levaram o País à lamentável situação em que se encontra. Bolsonaro atenta, diuturnamente, contra a segurança do meio ambiente, da saúde pública, da paz social, da economia, etc. Ou seja, contra a segurança nacional! Se a moda pegar, Bolsonaro precisará processar milhões de brasileiros, e até estrangeiros, que se vêm manifestando contra seu desgoverno, com base em dados divulgados pela imprensa. Não são invenções, são fatos.

LUIZ LOUREIRO LOUREIROEFABIANA@GMAIL.COM

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Justiça

Caso George Floyd

Exemplar a Justiça dos EUA, que condenou o policial que matou por asfixia o cidadão George Floyd. Pena que a Justiça brasileira não seja rigorosa com os maus policiais que assassinam, sem dó nem piedade, não só adultos, mas também adolescentes e crianças.

VICENTE LIMONGI NETTO LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA

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Quanta diferença!

Democracia significa o perfeito funcionamento das instituições representativas da sociedade. Esse julgamento nos EUA bem demonstra por que há respeito, e muito, à lei. O policial foi rapidamente julgado, condenado e saiu algemado do tribunal. Lá a lei é de fato igual para todos. Fosse aqui, estariam discutindo filigranas sobre algemas, prisão em segundo grau, suspeição...

CARLOS HENRIQUE ABRÃO ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CÚPULA DO CLIMA

O dia 22 de abril de 2021 vai ficar na história da Humanidade, com a reunião dos principais líderes na Cúpula do Clima. Vão estabelecer metas para controle do meio ambiente, no sentido de que tenhamos melhoras preestabelecidas  no setor. Esperemos os alguns negacionistas que temos entre nós não atrapalhem esse objetivo salvacionista global, para que possamos caminhar junto com as grandes nações, que estão hoje unidas no sentido de uma melhora de qualidade de vida em todo o planeta, que nos livre de uma hecatombe climática global, na qual todos seremos vítimas.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro



Bom discurso de Bolsonaro na cúpula do clima, nos EUA. Só falta ele convencer seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que é ele quem manda, como sempre!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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A  proteção ao meio ambiente motivou um evento internacional, para estabelecer regras de comportamento a serem observadas  por todos os países. Um fato por demais importante. E o Brasil teve destaque nos pronunciamentos de dirigentes de alguns países, exigindo providências para que uma região como a Amazônia seja preservada, pois a devastação causada pelo desmatamento afeta muito  a natureza. Que a pressão tenha reflexos nos organismos dessa área.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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Em seu discurso na Cúpula do Clima, o presidente Jair Bolsonaro mudou o tom do seu negacionismo. Passou a imagem de que não há desmatamento, incêndios e muito menos garimpos ilegais no Brasil. Já a tradução feita aos demais líderes foi a seguinte: “Sei que pisei na jaca e chutei o pau da barraca, tá óquei? Preciso de dinheiro para não furar o teto do orçamento e pisar na bola novamente, óquei? Tamu junto! É nóis!”. Os líderes ficaram assustados, ao passo que Joe Biden nem mesmo esteve presente. Afinal, todos sabem que sob pressão Bolsonaro diz qualquer coisa. Coisas de estadista!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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OUSADIA

Passados mais de dois anos de negação acintosa do desmatamento incontrolável que acontece na Amazônia, com direito até a desdém arrogante do Fundo Amazônia (doações mais que generosas da Noruega e Alemanha que financiavam justamente a redução do desmatamento), agora o ministro Ricardo Salles e o presidente Bolsonaro têm a ousadia de condicionar a preservação do meio ambiente ao recebimento de dinheiro estrangeiro! Como assim? Que cara de pau é essa? O governo, acuado pela pressão internacional, particularmente dos EUA, após a saída de Donald Trump, não consegue desatar o nó que ele próprio criou. Não há mais escapatória: intenção e palavras já não bastam. É preciso mostrar serviço primeiro. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SANÇÕES CONTRA O DESMATAMENTO JÁ

O desmatamento na Amazônia já promete ser pior que no ano passado, que foi catastrófico. Se as queimadas e o desmatamento no Pantanal forem maiores do que no ano passado, o bioma poderá ser extinto, dando lugar a um grande vazio descampado. Na Cúpula dos Líderes sobre o Clima, reunião organizada pelo presidente dos Estados Unidos que começou ontem, ficará claro que o desmatamento no Brasil é uma política do governo. O presidente Bolsonaro acredita que o desenvolvimento do País ocorrerá depois que tiver sido derrubada a última árvore da Amazônia, depois que tiver sido abatido o último índio da floresta. Não há vontade política para conter o desmatamento, muito pelo contrário, todos os freios e mecanismos de controle estão sendo retirados, até os parques nacionais e reservas indígenas estão ameaçados. Joe Biden e o mundo civilizado não devem mais perder tempo tentando negociar com o governo Bolsonaro, é melhor impor sanções pesadas imediatamente. Com o ritmo alucinante das queimadas e do desmatamento, não há mais um minuto a perder com Bolsonaro e sua turma.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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OS BRASILEIROS DESEJAM NOVOS RUMOS


 Depois de tantas agruras, sofrimentos e decepções, os brasileiros almejam encontrar novos rumos para suas aspirações e ambições. Nem Lula da Silva nem Bolsonaro, porque ambos não servem ao Brasil desejado, mas somente a si próprios e a seus adeptos. Uma terceira via precisa aparecer e, em toda a sua plenitude, demonstrar que será capaz de gerenciar o País de tal sorte que possamos atingir a estabilidade financeira, sem inflação, e progresso capaz de propiciar empregos, saúde e educação à altura das necessidades dos brasileiros. Essa nova criatura poderá salvar o País, desde que os eleitores saibam o que será bom para a Pátria e não se deixem enganar. É querer muito?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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RESPOSTA A GILMAR MENDES

Respondendo à pergunta básica do ministro Gilmar Mendes (Estadão 18/4 - A4): “Como se deu tanto poder a uma força-tarefa?”.

Quando a Justiça do nosso país livra criminosos por roubos, homicídios e ou corrupções por causa de suas posições na sociedade e pune quem não tem dinheiro para pagar advogados caríssimos, aparece uma força-tarefa que desnuda os desvios e toda a roubalheira nos poderes públicos e empresas estatais, de empresários gananciosos, políticos e até  pessoas do colarinho branco, usando dos nossos caros imposto$, sem fazer distinção de classes. A Lava Jato – juiz Moro e procuradores de Curitiba – foi um bálsamo de esperança em um novo e melhor Brasil. Ledo engano! 


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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VAI PASSAR...

Em 2019, a duras penas conseguimos, embora desidratada, a reforma da Previdência para economizar R$ 800 bilhões em 10 anos. As “10 Medidas de Combate à Corrupção” também foi descaracterizadas. Em 2020, o Brasil na cabeceira da pista, pronto para alçar voo, emergencialmente, surgiu o coronavírus e a decolagem foi abortada. Foi, por meses, um bater de cabeças no combate à covid-19. O ágil vírus facilmente se propagou e as precauções recomendadas de máscara, distanciamento, higienização e confinamento nem sempre são seguidas. Às pressas as brilhantes cabeças pesquisadoras se dedicaram à elaboração da vacina salvadora (em tempos normais disponibilizar uma vacina passa, durante anos, por várias etapas até que seja mundialmente liberada). Sua elaboração foi rápida, com testes abreviados. Mesmo assim tornou-se, a preços exorbitantes, objeto de desejo de todos os países. No Brasil, a Anvisa é quem libera medicamentos e isso exige tempo e rigor, e, sob pressão, só liberou a primeira vacina no início de 2020. Enquanto isso a covid-19 se alastrou, hospitais e médicos sobrecarregados e o crescente número de vítimas fatais. O que fazer? Intensificar a difusão de cuidados individuais visando ao bem coletivo e, paralelamente, a competição para obtenção das vacinas. Um Deus nos acuda! Os laboratórios se desdobram, mas não conseguem atender à demanda. Vítimas em profusão. Dinheiro a rodo aos Estados e municípios, especificamente para aquisição de insumos médicos para o combate do coronavírus. O inimigo comum é o vírus, carece de união, mas as acirradas disputas políticas são nocivas ao País. Lockdown, economia insegura, fome, auxílio emergencial aos mais carentes prorrogado várias vezes, desemprego, demissões, comércio e indústria em desespero. Muitos não se cuidam, acham que o vírus só acontece com os outros, até que se tornam vítima ou contaminam seus familiares, aí bate o desespero. A economia de dez anos da Previdência é gasta em poucos meses... A insatisfação é geral culpando o governo que não adquiriu as vacinas lá atrás, desde o início. O galopante consumo de insumos hospitalares resulta em falta, desespero e mais uma vez culpa do governo. Estados e municípios insatisfeitos e insaciáveis põem a culpa no governo, como se eles também não fossem governo. A dívida pública cresce, encosta no PIB, a pobreza aumenta, mas os funcionários públicos muito pesam nas despesas e são imexíveis, enquanto as demais classes estão à míngua. Problemas afloram com os Três Poderes em desarmonia visando às eleições de 2022, causando insegurança jurídica com inversão de valores (herói virando bandido e corrupto sendo inocentado). E o número de mortos já passa dos 350 mil. É difícil administrar o Brasil desunido, com 32 partidos almejando deter o poder, daí o quanto pior, melhor. Aos poucos, num crescente, as vacinas são aplicadas e há tendente redução de contaminados. É bom relembrar que, se cada um de nós se precaver, como manda o figurino e com a proteção Divina, o coronavírus ficará sob controle. Vai passar...

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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DESILUSÃO

Sou assinante deste grande e magnífico jornal há muitos anos e o considero o maior, o melhor e mais respeitado de todo o País e da América Latina. Tenho admiração pelos jornalistas, cientistas políticos, a classe jurídica e demais personalidades que escrevem seus abalizados artigos e comentários, muito especialmente dos ilustres mensageiros desse Fórum dos Leitores. Brava gente! Gosto de ler e leio todos os dias.

É realmente truísmo o esforço de cada um a demonstrar com fidelidade os fatos vergonhosos e inadmissíveis praticados pela classe política e pelos Poderes da Justiça instalados na capital federal, o que é profundamente lamentável. Realmente é nojento e não dá mais pra aguentar todos os dias ler, ouvir pelo rádio ou pelos telejornais os desaforos e as mentiras de sempre.

Todo o esforço que fazem os nossos valorosos comentaristas citados é muito honroso e corajoso, mas nada se resolve, porque não temos mais líderes políticos confiáveis e muito menos da parte da sociedade civil para conclamar e organizar o povo deste país às marchas cívicas de protestos enérgicos, mas sem violências, contra os desmandos sem limites praticados pelas autoridades que integram os Três Poderes da vergonhosa e frágil democracia nacional.

Quantos e quantos casos de fraudes e julgamentos judiciais falsos, nocivos e perniciosos foram praticados recentemente, pelas classes políticas e de magistrados, sem que nenhum movimento de protesto da sociedade civil deste “país” tomasse vulto à frente para as manifestações cabíveis. Nada, mas nada mesmo, infelizmente. Passei a ser céptico e não mais creio no crescimento econômico e na felicidade geral da nação.

O nosso Brasil não é um pária como começaram a nos chamar os povos de outras nações. Párias são os membros da classe política e suas excelências da magistratura de Brasília. Por todo o exposto sou um desiludido.

A ira de nosso Deus, vivo e verdadeiro de Jesus Cristo, tem limites. A vingança divina é justa e não tardia para julgar os obreiros da iniquidade. Quem viver verá!

Pior que a má consciência é não ter consciência nenhuma, Confúcio.

Jorge ibn Mussa Cury Cury.assessoria@bol.com.br

Barretos - SP

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PREÇO DA PERVERSIDADE

Cadê as vacinas Jair Bolsonaro? Essa é a questão que angustia 212 milhões de brasileiros! Já que assistem a essa tragédia do acúmulo até aqui, de quase 380 mil mortes pela covid-19. E como bem diz em seu excelente artigo publicado no Estadão (20/4) a economista Ana Carla Abrão, a salvação para que a atividade humana volte ao seu normal é a vacinação em massa. E destaca uma oportuna pesquisa feita pela Oliver Wyman em 10 países, que demonstra que o brasileiro é o segundo mais interessado no mundo para ser vacinado. Primeiro o Reino Unido, com 88% de seu povo, e no Brasil, 80%. Superior aos EUA, de 70%, e da França de apenas 52% desejosos na vacinação. Os que usam máscara têm mais propensão a aceitar ser vacinado. Porém, com esse desgoverno perverso do presidente Bolsonaro, se a nossa economia em 2019 teve um desempenho sofrível de 1,1% no crescimento do PIB, em 2020, em parte já em meio a essa pandemia, a queda foi de 4,1% do PIB. Porém, diferentemente da maioria dos países em 2021, como a Índia que deve crescer 12,5%, China 8,4%, EUA 6,4%, na América do Sul, o Chile, 6,2%, o nosso país, pelas projeções, poderá ter um PIB neste ano entre 2,5% e 3%. Pode ser pior!  Porque, o Planalto, que vive de trapalhadas e crises e patrocina “demanda reprimida”, aprovou atrasado um novo auxílio emergencial para 46 milhões de brasileiros, com um valor pífio, em que muitos não terão até o que comer. Também o maquiado Orçamento da União de 2021, que ainda não foi sancionado!  E, justificando o total desprezo de Bolsonaro, em salvar vidas, será instalada, finalmente, no próximo dia 27, a CPI da Pandemia. Que pode enterrar de vez o sonho de reeleição do presidente, e até antecipar o fim do seu mandato...   


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DESABAFO

A moça se foi aos 30 anos, deixando sonhos, esperanças e uma vida inteira pela frente. Deixou mãe, irmãs e o pai, um amigo distante, gente boa e trabalhadora, que luta pela vida na UTI, sem saber ao menos o que aconteceu a sua filha.

Já se foram familiares, amigos, conhecidos e muita gente.

Faltam dedos para contar tanta tragédia, tantas vidas ceifadas em um curto espaço de tempo.

Até quando rolaremos lágrimas de dor e abandono? 

Enquanto isso, em estudo encomendado por nossa autoridade “suprema”, discute a eficácia do uso de máscaras; não temos trégua na teimosia incessante na sugestão do kit ineficiente com a profícua promessa de cura ou prevenção ainda reinantes na cegueira ou descaso com a realidade que nos assola.

O que aconteceu no Brasil? Onde está a nação verde e amarela, famosa no mundo pela sua compaixão?

Hoje, infelizmente somos párias, isolados na insensatez.

Esse pequeno texto, acredito eu, cabe na vida de cada família, de cada cidadão. Todos temos histórias a contar sobre a “senhora da foice” que bate às portas, simplesmente recolhendo e abreviando a vida de almas avisadas e desavisadas.

Somos incapazes de quantificar a tristeza e, ainda assim, muitos se fazem de entendidos em meio à estupidez de si mesmos.

Quanta irresponsabilidade e falta de amor ao próximo!

Morrer? – todo mundo morre um dia, é fato! Mas não precisa ser assim.

A vida é derivada de um ato de amor, é algo precioso, poético e particular a cada um.

Não merecemos o abandono, o descaso e a irresponsabilidade em nome do autoritarismo de mentes doentias e inconsequentes.

Novamente, até quando?

Peço encarecidamente que cada qual congregue em sua própria consciência e não faça pouco de suas capacidades e virtudes.

Precisamos virar o jogo, pela moça, pela tia, pela prima, pelos amigos e por todos aqueles que nos são anônimos, mas que se foram prematuramente.


Ana Silvia Fernandes Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo

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VACINAÇÃO – RECADO PARA JOÃO DORIA

Governador Doria, seu artigo publicado dia 21 no Estadão (O Brasil precisa de esperança) foi brilhante. Quero chamar sua atenção para sua atuação na elaboração do calendário de vacinação. Não é possível mais aceitar grupos de prioritários. Devemos manter por ordem cronológica respeitando as idades. As pessoas que utilizam o transporte público e têm necessidade de trabalhar merecem respeito. Não é possível privilegiar grupos que ameaçam greve e deixar os trabalhadores desprotegidos dos imunizantes. Governador, não queime seu filme agindo de maneira política na distribuição das vacinas.


Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista


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TRISTE SINA

A América Latina  tem um histórico de ditadores violentos ou corruptos. Na Argentina, Cristina Kirchner voltou como vice-presidente; no Peru, Keiko Fujimori poder ser eleita no segundo  turno; no Brasil, Lula volta como um mártir, e é sério candidato em 2022.

Não é à toa que, por causa desses tipos de governantes, muitos, injustamente, chamam o continente de América Latrina .

           

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com 

São Paulo

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PREFEITO TRAPALHÃO

O troféu “Quem não se comunica se trumbica”, diria o saudoso Chacrinha, vai para Washington Reis (MDB), prefeito trapalhão de Duque de Caxias (RJ), pela pobre retórica no modo pastelão, desencontros operacionais, ordens e contraordens no decorrer da vacinação contra a covid no seu município, fazendo do povo caxiense as marionetes de seu teatro de horrores. Pobre Brasil!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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ANENCEFALIA

As pesquisas sinalizam que em 2022 os eleitores decidirão entre Bolsonaro e Lulla. O mais importante, porém, é revelar que, dentre todos os votantes, muitos não pensam e os restantes não têm memória...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PEDIDO A LULA

Caro ex-presidente,Luiz Inácio Lula da Silva, venho por meio dessas mal traçadas linhas, e me desculpe o português ruim, fazer-lhe um pedido, porém, antes faço uma pequena digressão.

Vivemos um dos períodos mais terríveis de que se pode ter notícia, desde a redemocratização. Temos à frente do País, um lunático, que acredita ser o chefe de uma milícia, que ele chama de Brasil.

Sem competência para nada, mas com doses cavalares de agressividade, deu vazão a mais de 350 mil mortes, por inépcia, e por negacionismo puro e simples, pois a morte é a perseguição de sua alma.

Sabemos, no entanto, que sua vitória se deveu a uma onda direitista-fanática, que assolou o mundo, mas no Brasil, não apenas isso.

O outro motivo foi o voto no antipetismo, e isso qualquer analista avistou facilmente. A volta do senhor ao cenário, definida pelo STF,

deu uma nova e alentada esperança de tirarmos este câncer em 2022, porém, é preciso cautela para não cometermos o mesmo erro.

Logo, caro ex-presidente, peço-lhe, humildemente, que não se candidate, mesmo com as pesquisas demonstrando que o senhor está na frente do câncer que nos assola, e sim tenha uma postura de estadista, declinando da possibilidade de ser pela terceira vez presidente e apoiando um outro candidato.

Por que peço ao senhor uma atitude desta magnitude é justamente para que não tenhamos o voto no antipetismo e a possibilidade da

continuação disso que esta aí, matando nosso país, sem dó, nem piedade, e armado até os dentes.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PARA UM NOVO SUPREMO

A respeito do Supremo Tribunal Federal (STF), peço licença para expor uma solução.

O STF deve ser reformulado totalmente na sua composição, função e mandatos. A escolha deveria recair sobre pessoas qualificadas de três categorias:

  1. Juízes, desembargadores e procuradores com mais de 25 anos no exercício das funções;
  2. Juristas com mais de 3 livros publicados sobre assunto jurídico com tiragem e reedições determinadas;
  3. Advogados com mais de 30 anos na prática forense

Após alguns desses profissionais se candidatarem, seria realizado um sorteio. Então os ocupantes seriam qualificados e depois com o sorteio não deveriam favores pessoais a ninguém e, como não seriam selecionados por concurso, mas por sorteio, não se achariam os donos dos cargos.

E a função do STF seria dirigida exclusivamente para os casos de constitucionalidade e jamais sobre decisão sobre qualquer recurso.

Os mandatos seriam não renováveis de cerca de 5 anos.

E deveria haver um controle do povo sobre as ações desses ministros. Seria criado um comitê de cidadãos comuns, selecionados e depois sorteados, com mandato de três anos sem renovação. Esse comitê poderia contratar auditorias especializadas para investigar os atos dos ministros.


Prof. J. Vasconcelos cmpadep@terra.com.br

São Paulo


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ORÇAMENTO DO CENTRÃO, NÃO DA NAÇÃO

Há muito tempo que não assistíamos a uma aprovação tão atrasada de uma peça orçamentária do País. Aquilo que deveria estar apresentado, discutido e aprovado em dezembro de 2020, em pleno abril/2021, ainda é motivo de discussões enfadonhas no Congresso e no governo.

Motivo? Se você pensou na pandemia errou, o real motivo se chama Centrão, aquele grupo de centro direita que domina o cenário político nacional e detém neste governo fatia graúda do poder e dos recursos do povo. A destinação de R$ 32 bilhões aos parlamentares foi um dos temas que provocaram atrasos e colocaram em risco a economia e estabilidade financeira do País.

A aprovação final aconteceu apenas em março com três meses de atraso, provocando atrasos na liberação do 13º dos aposentados, entre outros problemas para a economia do País.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ

O presidente da Câmara disse que “questionar o orçamento na pandemia é injustificável”. Pois é. Lira desafina, a banda podre toca e o cidadão dança miudinho a diária marcha fúnebre. Na pandemia brasilis, segue o baile...

 Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


 


 

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