Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2021 | 03h00

O Brasil de Bolsonaro

Pesadelo

Acordo com a certeza de viver um pesadelo comum a todos os cidadãos brasileiros conscientes. Diversos fatos justificam meu terrível mal-estar. Um dia após prometer, na cúpula do clima, dobrar os recursos para o meio ambiente, Bolsonaro cortou R$ 240 milhões do orçamento do ministério. Leio na Economist que Putin fica cada vez mais agressivo à medida que perde suporte. É o mesmo sentimento que move nosso desorientado presidente, principalmente quando declara que qualquer decreto de governador e prefeito “leva um transtorno à sociedade”. E que as “Forças Armadas podem ir para a rua um dia, sim, dentro das quatro linhas da Constituição (?), para fazer cumprir o artigo 5.º, direito de ir e vir, acabar com essa covardia de toque de recolher...”. E ainda elogia Pazuello, que ganhou novo cargo. Incansável, vetou R$ 200 milhões para o desenvolvimento da vacina brasileira na USP de Ribeirão Preto, provavelmente porque São Paulo é governado por Doria. E dentro de seu quadro psicótico grave promoveu, sábado, sem máscara, novas aglomerações em Brasília. Quero acordar!

NELSON PENTEADO DE CASTRO PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Tolerar o intolerável

Não é possível que milhões de brasileiros vivam em favelas, isso tem de acabar, o País é rico e milhões de pessoas seguem em condições sub-humanas sem que haja um projeto para mudar essa realidade. O Brasil joga o esgoto na água que vai beber, no País inteiro saneamento básico ainda é um sonho distante. E tolera a corrupção na política: roubar dinheiro público é a maior atividade de grande parte dos políticos, organizações criminosas que se apresentam como partidos roubam o dinheiro da merenda escolar, dos remédios, roubam de tudo o tempo inteiro, todo mundo sabe e ninguém faz nada, nunca. O Brasil precisa de um tratamento de choque para sair da zona de conforto e parar de tolerar o intolerável.

MÁRIO BARILÁ FILHO MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Matadouro

Nietzsche, ao propor o homem forte, dionisíaco, lançou a metáfora da humanidade como o rebanho invariável de bovinos diariamente cumprindo o mesmo ritual de passividade que o escandalizava. E o que dizer do povo anódino, de cabeça baixa na boiada rumo ao matadouro do redentor Jair Bolsonaro?

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA  AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Réquiem

Estamos caminhando a passos largos para 400 mil mortos na pandemia. Sem falar nas dezenas de milhões de brasileiros que caíram na miséria ou na assustadora destruição do meio ambiente nos últimos dois anos e quatro meses. Melhor não mencionar o fato de termos virado motivo de piada, preocupação e ameaça mundial, autênticos párias. Temos 58 milhões de analfabetos e/ou ignorantes políticos, oportunistas de má-fé nos levaram para o abismo. Mas colhemos o que plantamos. O resultado, triste e trágico, está aí para quem quiser ver. A Venezuela é aqui.

RENATO KHAIR  RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Insana ciranda

Girava para a esquerda, acelerou demais, as mãos se soltaram, não resistiram à crescente força centrífuga, induzindo virada à direita, repetindo o fenômeno em sentido contrário. Quando vamos olhar para o centro e construir a partir dele, em vez ficar girando feito loucos para um lado ou para o outro?

VENTURA ALLAN MORENILLA VENTURA.MORENILLA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fatura

Pergunta que não quer calar: já não se sabia de antemão para onde esse desgoverno nos poderia levar? Incompetência, omissão, falta de liderança, aversão aos valores democráticos são alguns de seus principais atributos. Não há inocentes nessa história, a fatura a ser cobrada será muito alta. Quem viver verá.

GERALDO TADEU SANTOS ALMEIDA GEGE.1952@YAHOO.COM.BR

ITAPEVA

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Êxodo

Devagarinho, grandes grupos internacionais abandonam seus investimentos no Brasil. Depois da Ford e da Sony, a bola da vez é a LafargeHolcim, líder mundial na produção de cimento. É lamentável, mas a insegurança política e jurídica, mais a falta de um plano de desenvolvimento do ministro da Economia forçam grupos internacionais a decidir pela saída do País.

JORGE DE JESUS LONGATO FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Arrocho

Após um Orçamento criativo e nada exequível e a declaração do ministro da Economia de que o governo teve uma arrecadação que em março superou em quase 20% a do mesmo mês no ano passado, e ainda constatando que os políticos não abriram mão das suas emendas e do Fundo Partidário, não está na hora de corrigir a Tabela do Imposto de Renda na Fonte, que já chegou a mais de 110% de defasagem?

JOÃO ERNESTO VARALLO JEVARALLO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Verba para o censo

Sugiro que algum parlamentar decente (deve existir algum, pelo amor de Deus!) proponha um corte proporcional nas inaceitáveis emendas parlamentares, com execução obrigatória (criação do execrável Eduardo Cunha), de 15% e transferência para permitir a realização do censo demográfico previsto em lei. Basta os “nobres” abdicarem da construção de portais municipais, quadras de tênis (viva Alcolumbre!) e outras inutilidades que lhes são peculiares.

SÉRGIO AUGUSTO DINIZ GOMES SADGOMES@TERRA.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Cheiro de censura

Será que nosso mandatário-mor decidiu cancelar o censo para não revelar a real situação em que vive a nossa gente?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O STF CONDENA MORO


Enfim, a turma dos  togas pretas do STF  resolveu  o destino do ex-juiz Sergio Moro,  julgado culpado e falta apenas a punição. Poderá perder os direitos a advogar, ser processado e condenado à prisão, além de indenizar o réu Lula, o político mais honesto do País que foi objeto de perseguição por Moro, e por isso passou alguns meses “prisioneiro” numa dependência da Polícia Federal em Curitiba, com direitos especiais como televisão, computador, internet, telefone e ser chamado de presidente, não de ex. Alguns dos togas pretas quando anunciarem seu voto condenando Moro vão babar  de satisfação. Impossível ao STF será evitar que a decisão do processo de Lula alcance os demais envolvidos na Operação Lava Jato, afinal direitos são iguais e eles também exigirão indenização do Estado pelas condenações, bem como receber de volta os bilhões que a Operação Lava Jato arrestou deles. Talvez mantenham o processo de Lula, mas, com tamanha enrolação, sabemos que terminará por prescrição de idade do réu, portanto ele não poderá mais ser processado. E daí,  um néscio em direito como eu pode perguntar: pela sua idade, um réu não pode mais ser processado, então também não pode ser presidente de um país, certo? Errado, pode.  Aqui é Brasil!


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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O DESMANTELAMENTO DO STF


O OVO DA SERPENTE

É de todos sabido que a imparcialidade do juiz é fato acessório e superveniente de um principal: juiz competente. Certo está no seu raciocínio o ministro relator Luiz Edson Fachin, ao julgar extinto, por falta de objeto, o habeas corpus de suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. Não se cuida de voto, mas de proferimento de decisão terminal. Ora, toda a sentença proferida só poderá ser modificada pelo colegiado imediatamente superior. De conseguinte, sem ser clareada essa questão (esvaziamento ou não do objeto: suspeição) pelo Supremo, a Segunda Turma não poderia enfrentar o relator, desautorizá-lo, subjugá-lo à ignomínia pública, triturar o julgamento proferido e colocá-lo na máquina de retalhamento, e, tout court, atirá-lo à lixeira!? A alma brasileira implora aos STF esclarecimentos sobre esse ciclópico constrangimento ao relator Edson Fachin. Afinal das contas a decisão monocrática dele valeu ou não valeu? Ele podia ou não tomar aquela medida jurídica? Se podia, a Segunda Turma não poderia adiantar passo, sem que ante, pacificasse a questão. Essas questões não podem, sob pena de desmantelamento do STF, ser atiradas para debaixo do tapete. Criou-se uma teratologia, aquela monstruosidade de duas sentenças contraditórias, coexistentes, uma dizendo sim; a outra dizendo, não! Uma coisa resta muito clara a todos os brasileiros de olhos e ouvidos voltados para o Supremo, o fato de que, de toda essa parafernália, suspeito não é o ex-juiz Sérgio Moro, mas sim, alguns ministros de dentes afiados, olhos vermelhos, escumando rancor no franzir das sobrancelhas.

 Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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STF – PLENÁRIO CAPITULOU ANTE AS ARTIMANHAS DA 2ª TURMA

O Estadão, data máxima vênia – expressão muita usada no âmbito judicial quando não se quer ferir suscetibilidades –, equivocou-se ao sugerir que o Supremo teria confirmado a parcialidade do então juiz Sérgio Moro. Tudo não passou – segundo o jurista Joaquim Falcão, no texto Supremo não respondeu – de uma dispersão estéril do seu plenário, ocultando-se em debates sobre as competências internas de suas turmas, abandonou o foco da sua jurisdição. Assim, restaram convalidados os expedientes – nem sempre transparentes – do presidente da 2ª Turma, Gilmar Mendes, e seu solidário adjunto, Ricardo Lewandowski. Cada um a seu modo, movidos por sentimentos estranhos aos ditames consagrados na estreita normalidade das regras processuais, embrenharam-se em artifícios patrocinados pela defesa, até então rechaçados até mesmo pelo plenário do STF, para levar a cabo o projeto de favorecer um criminoso contumaz , ao mesmo tempo que buscavam desmoralizar e levar até as últimas  consequências o desvario  de destruir a reputação de profissionais honestos e ilibados. Expresso na  fala de Gilmar Mendes: “Vossa Excelência, perdeu” , dirigindo-se ao ministro Luiz Roberto Barroso, reconhecidamente seu desafeto. Como se acabassem de participar de uma “luta livre”. Lamentável a esquiva do plenário ao  não oferecer à sociedade brasileira o seu desiderato. 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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LICENÇA PARA MATAR

Genocídio deve ser a palavra mais ouvida e pronunciada neste país nos últimos tempos. Contudo, o assassinato em massa da população brasileira vem de tempos pretéritos, com a anuência de cortes, tribunais, assembleias e/ou outras instituições que ostentam rótulos democráticos, protetores e justos; compostos por indivíduos que ostentam falsos ilibados valores, mas que, veladamente e em conluios diabólicos, colaboram e validam crimes do colarinho branco, dando até a entender ao cidadão meticuloso em suas análises que há uma ordem hierárquica estabelecida em tais julgamentos.

Corrupção mata, é uma forma repugnante de extermínio em massa; um viés funesto de sepultar nações inteiras.

Para esses senhores e senhoras, de juridiquês prepotente, de corações empedernidos e de almas condenadas à vergonha nos anais da história, e aos que aspiram ao poder de forma indigna, digo que o genocídio no Brasil está institucionalizado, validado e autenticado. O crime do colarinho branco, tão estimado por tantos, comete assassinato sistêmico, ano após ano, de diversas formas e em diferentes setores sociais.

Ainda assim, autoridades supremas travestidas de justiça, numa canetada ou em tardes inteiras de blá-blá-blás, dão licenças para tais barbáries.


Ana Silvia Fernandes Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo


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SUPREMA VERGONHA


O STF alcançou o fundo do poço.  “De tanto ver triunfar as nulidades,  de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”, disse o grande Rui Barbosa, o maior brasileiro de todos os tempos. Lamentavelmente, o STF envergonha os brasileiros e, no rastro de insensatez, proclama as ilicitudes como algo normal,  defende cinicamente a corrupção e estende a sua mão benevolente e vacilante aos bandidos que saquearam a nossa nação. Triste e melancólico destino do outrora Excelso Pretório que, um certo dia,  jurou defender a nossa Constituição, mas hoje parece estar a serviço dos interesses subalternos e inconfessáveis. Somente os desonestos, os maus brasileiros e aqueles que padecem de moralidade aplaudirão esta desventura. O País responderá à altura a tamanho infortúnio. 


Moacyr Rodrigues Nogueira moaca14@hotmail.com 


Salvador


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‘ANATOMIA DO HABEAS CORPUS’

Artigo claro e verdadeiro de Almir Pazzianotto. O porquê deste resultado espantoso contra Moro foi para eliminá-lo como possível candidato à Presidência.


Gyorgy Troyko gtroyko@gmail.com

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O HABEAS CORPUS E SEU PRINCÍPIO

É instrumento hábil para anular procedimento ou qualquer outra media judicial que possa implicar decisão eivada de vício. Na esfera penal a procedência da pretensão acusatória na maior parte dos casos tem cunho de “carcerização”, restrição da liberdade. E não importa se o risco é atual ou futuro.  Porque o remédio constitucional possui natureza preventiva. Com essas palavras de incoação vê-se, com todo o respeito, que há erro elementar no artigo do ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto, sob o título Anatomia do habeas corpus, no Espaço Aberto do Estadão de 24/4/2021. Pode dar-se curso à discussão de mérito do habeas, se houve ou não nulidade; vá lá, mas dizer que não é o hangar jurídico para o debate da matéria desconsidera toda a história desta ação autônoma. O réu que estiver em liberdade, e se determinado procedimento vem a ferir norma de ordem pública, considerando a gravidade da violação; o gravame pode ser impugnado pelo habeas corpus. Vale para todo mundo, nacional e estrangeiro, corrupto e não corrupto, do pequeno ao grande infrator. Justiça sem forma legal é justiçamento.  Alguém pode dizer, claro que não é o caso do ex-ministro Almir Pazzianotto, mas “eu não gosto do Lula”. E daí? Essas questões pessoais processo nenhum resolve.  É preciso buscar auxílio em outras ciências.   Esta é a resposta do leitor, como proposto pelo artigo em comento.  


Adidelson Gomes adgggomes@hotmail.com

Belo Horizonte

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APOSENTADORIA COMPULSÓRIA, UM PRÊMIO

O desembargador Amado Cilton Rosa do Tocantins  foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ, cujo presidente é Luiz Fux, depois de quase 10 anos afastado por suposta venda de sentenças. Fiquei penalizada com tamanha punição, pois, mesmo afastado, ele recebia seu salário. Vejam quanta incoerência e injustiça, em São Paulo, o governador João Doria, está descontando dos professores aposentados cerca de 16% dos salários de fome que recebem para complementar a previdência. Isso porque eles trabalharam e pagaram por cerca de 30 anos. Será que o desembargador vai ter de  pagar a previdência? Aí o castigo seria demais e não daria para aguentar.

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

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EU SOU...

Depois que o Brasil ouviu de Jair Bolsonaro a máxima “eu sou a Constituição”, agora o ex-ficha suja Lula declarou, sem corar, ”eu sou o centro”. Pode?!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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IMPERDOÁVEL


Uma idiotice repetida mil vezes continua sendo uma idiotice, as desculpas esfarrapadas que o presidente Bolsonaro usa para explicar por que não comprou as vacinas na hora certa não se sustentam. Jair Bolsonaro não tem gabarito para tomar qualquer decisão na Saúde. Apesar de ser o presidente da República, ele deveria se abster de dar palpites e deixar os médicos especialistas tomarem todas as decisões. Bolsonaro demitiu os médicos e passou a tomar todas as decisões sozinho, do alto da sua ignorância, contando apenas com um ajudante de ordens tão leigo quanto ele. O resultado da gestão Bolsonaro na pandemia foi fazer o Brasil ganhar o título mundial de pior gestão da pandemia, o número de mortes é completamente desproporcional ao tamanho da população. A pandemia não precisava ser tão ruim para o Brasil, bastaria o presidente não ter feito nada, bastaria o País ter feito o básico: máscara, vacina e distanciamento social. O País caminha para 400 mil mortos, logo mais serão meio milhão de brasileiros que perderam a vida por conta das besteiras do presidente Bolsonaro. Não tem desculpa, não tem volta, não tem perdão.           

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DISCURSO PARA GEPETO OUVIR


Peguei emprestado a frase do jornalista Otávio Guedes, da Globo News, que resumiu perfeitamente o discurso do nosso chefe do Executivo, na Cúpula do Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos. Gepeto, como sabemos, foi o “pai” do boneco Pinóquio. Sentindo que a sua política em relação ao meio ambiente perdeu o apoio com o fim da era Trump, restou a ele tentar minimizar o impossível. Como esperávamos, nosso país, que sempre foi um dos líderes na defesa do meio ambiente, foi humilhado na cúpula, com Bolsonaro discursando em 19º lugar e sem a presença, não por acaso, do líder Joe Bide. Passamos vergonha. O chefe do Executivo, entre outras promessas, afirmou zerar até 2030 o desmatamento ilegal. Ora, desmatamento ilegal é uma jabuticaba, utilizada em lugar de roubo. Este seria o termo correto das ações praticadas há anos, impunemente, por quadrilhas bem organizadas, dotadas de equipamentos pesados para roubar árvores da União, além de grilagem e garimpos, inclusive nas reservas indígenas, tuteladas por ela. Então, bastaria ao governo editar medida provisória, aprovada de imediato pelo Congresso Nacional, punindo esses ladrões, que andam sendo tratados como empresários, com penas severas de prisão, já de início preventiva, com potencial para não mais valer a pena cometer tal crime. Também exonerar de imediato o atual ministro do Meio Ambiente e a sua cínica teoria de passar a boiada, o que vem fazendo com sucesso. Por meio de normas internas do Ministério, vem transformando as multas dos fiscais em algo a perder de vista. Com atuações eficientes do Ibama e da Polícia Federal, e apoio das Forças Armadas, se necessário, acabar-se-ia com a verdadeira avacalhação, que é o combate à bandidagem, não só na Amazônia, como em todos os nossos biomas, em um prazo de tempo muitíssimo menor. Falar em oito anos, ainda dependendo de aportes financeiros do exterior?  Em uma nação séria, já seria caso para a destituição do presidente.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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LIDERANÇA DE JOE BIDEN

O ocidente finalmente tem um líder, o novo presidente dos EUA, Joe Biden. Que, além, de jogar no ostracismo o incompetente ex-presidente Donald Trump, para alavancar a economia dos EUA, que pode crescer neste ano 6,4%, define um ousado nível de investimentos em obras! Também, para enfrentar essa pandemia, entrega à população um generoso auxílio emergencial, recuperando a autoestima dos americanos. Transparente com seus objetivos, conseguiu também vacinar de forma antecipada 200 milhões de pessoas, total antes prometido para seus primeiros 100 dias de governo. Uma façanha!  Tão importante quanto o citado acima é que Joe Biden, diferentemente do incendiário Trump, está recuperando a política externa com os principais parceiros dos EUA. Até com o Irã tenta reverter o que Trump interrompeu, com o  acordo nuclear. Essa nova ordem mundial com a liderança de Biden poderá ser boa para o Brasil, se Jair Bolsonaro tiver juízo. Na Cúpula do Clima ficou claro que Biden, assim como outros países desenvolvidos, não vão aceitar só promessas como as feitas pelo nosso presidente. Para enviar recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia, como espertamente deseja Bolsonaro, primeiro ele vai ter de demonstrar resultados de que o governo brasileiro não está blefando...   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FALTA DE ÁGUA


Novamente, os catarinenses do oeste do Estado começam a enfrentar falta de água, com os mananciais secando e provocando medidas para atendimento com racionamento nas cidades e problemas para os criadores de suínos, aves e mesmo gado leiteiro. Mananciais secando e a situação se repete anos seguidos. Quando secretário estadual da Agricultura, o atual prefeito de Chapecó, João Rodrigues, adquiriu dois conjuntos de perfuração de poços que ficaram depositados meses em Florianópolis. Hoje não se sabe onde estão nem se estão sendo utilizados. Quer dizer, investiram dinheiro dos nossos impostos e a falta de água voltou a se repetir, numa região importante para a agroindústria.


José Reinoldo Rosenbrock jose.rosenbrock@gmail.com


Timbó (SC)


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TENDO EXPLICAÇÃO, EU ACEITO


O brasileiro tem sido submetido a toda sorte de restrições. Restrição de circulação em alguns horários, fechamento do comércio e de atividades não essenciais, proibições de acesso a praias e realização de cultos religiosos. Entretanto, nenhuma medida tem sido tomada para controlar o acúmulo de passageiros nos diversos tipos de transportes coletivos. Um verdadeiro absurdo. Se algum governante for capaz de explicar essa irracionalidade, sou todo ouvidos.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


ATUAÇÃO DA OMS


Deveria ser mais proativa a atuação da OMS, além das declarações midiáticas de seu diretor, que de modo geral ratificam obviedades. Tedros Adhanom deveria atuar efetivamente como mediador de ações de cooperação entre os Estados, fazendo contraponto, de fato, às desigualdades de acesso ao imunizante. Deveriam ser questionados países que adquiriram número de doses superior ao necessário. Até sancionados, caso não cedam o excedente a países com mais dificuldades. Trata-se de uma questão de sobrevivência da humanidade, não para ser levada na base de recomendações apenas.  Quanto ao Covax (consórcio multilateral para garantir acesso às vacinas), até aqui não se conhecem resultados objetivos da iniciativa liderada pela OMS.           

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro


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AS FORÇAS ARMADAS E A PANDEMIA.


 O presidente Bolsonaro ameaça determinar que as Forças Armadas sigam para as ruas, a fim de impedir que os governadores e prefeitos deste país continuem combatendo a covid-19, mediante ato de proibir a circulação de público das 20 horas até as 5 horas do dia seguinte. Entende ele que a proibição contraria o artigo 5º da Carta Magna, que possibilita a liberdade de ir e vir de todos os cidadãos. Primeiramente, os assessores jurídicos do presidente precisam dizer-lhe que a proibição visa a salvaguardar todos os semelhantes da covid-19, porque todos possuem direitos, mas deveres maiores de não propagação da doença. E, em segundo lugar, porque a liberação, a título de cumprir a Carta Magna, estimula e possibilita o contágio e a transmissão da doença, o que é, também, vedado pela Carta Magna, porque esta determina sempre a prevalência dos interesses coletivos sobre os individuais. Em suma, a ameaça de Bolsonaro é uma afronta às Forças Armadas, porque estas não são joguete nas mãos do candidato a ditador.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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DESALENTO


Depois de um mês de um regime de confinamento de mentirinha as estatísticas mórbidas da covid finalmente cederam um pouco. Foi pouco mesmo. Pouco e tardio. Enquanto o governo do Estado de São Paulo não entender que, para atacar essa pandemia, enquanto a maioria da população não estiver vacinada são necessárias várias ações simultâneas, como, por exemplo, exames de detecção gratuitos de boa qualidade e em massa, rastreamento agressivo e campanhas educacionais eficazes, continuaremos nesse jogo de engana combinado com narrativa política eleitoreira e um eterno abre e fecha. Como não temos perspectiva realista de prazo para a vacinação da população, e como o nosso governador parece que está preso na sua narrativa política, os paulistas só podem assistir a tudo isso com uma mistura de medo e inconformismo. 


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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PAZUELLO É TRANSFERIDO PARA SECRETARIA-GERAL DO EXÉRCITO

O certo teria sido sua transferência para Bangu II.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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OBRIGADO

Quero agradecer ao STF o caos imposto ao Brasil. Muito obrigado...


Antonio M. Vasques Gomes amavago@gmail.com

Rio de Janeiro


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USA X BRAZIL

 Nos USA, em plena pandemia, a justiça funciona e é ágil; onde a simples e concisa Constituição perdura desde 1787 (com 7 artigos originais e 27 emendas). Onde os cidadãos têm direitos e deveres plenamente exercidos. No Brasil, a complexa, remendada e dúbia Constituição, para o mesmo assunto, permite variadas interpretações, a cadeia é para o pobre, pois o rico, com bons advogados, raramente é nem sequer detido e, dependendo de ter algum afilhado num cargo elevado na Justiça, aí então é inocentado, até se for corrupto envolvido em bilhões e bilhões de dólares – “aos ricos os favores da lei, aos pobres os rigores da lei”, é assim que funciona. De Gaulle dizia que “o Brasil não é um país sério” e podemos acrescentar, “é o paraíso da impunidade”.           

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)       

 




           

 

 

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