Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Axiologia

Que valor tem um cidadão, de 64 anos de idade, general do Exército Brasileiro, atualmente ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, que precisou tomar a vacina contra a covid-19 escondido de Jair cloroquina Bolsonaro? E outro, de 71 anos, economista formado no exterior, hoje ministro da Economia, que afirma, sem nenhuma prova, que o coronavírus foi inventado pelos chineses? Nada a estranhar, afinal, ele ficou surpreso com o número de pobres brasileiros. Para mim, este vale tanto quanto o submisso acima citado...

SÉRGIO BARBOSA SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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Travessuras

Já foi chamado de “maria fofoca” e, a seguir, de “traidor”. Agora age como se fosse um menino travesso, tomando vacina escondido. O que leva um general a aceitar tal papel?

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI ADALBERTO.ALLEGRINI@GMAIL.COM

BRAGANÇA PAULISTA

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Keynes no apocalipse

Dança das cadeiras na equipe econômica. Se Guedes não cai, toda a sua equipe liberal é profundamente modificada. Muito possivelmente os liberais serão trocados por caubóis populistas, para tocar o gado, garantir a reeleição e afundar ainda mais o País, na farra do boi simultânea ao caos da pandemia. Um keynesianismo do apocalipse, para a salvação de poucos e a danação da maioria. Tal como profetizado por João e cantado por Dante. Penitenziagite!

ROBERTO YOKOTA RKYOKOTA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desencanto cívico

Fatalismo e esperança

Concordo plenamente com Luiz Felipe D’Avila que não existe futuro promissor num Brasil governado por Lula ou Bolsonaro (28/4, A2). Mas, ao contrário dele, acabei sendo um pessimista. Olhando o quadro que nos apresentam, pergunto: como não ser pessimista? Que arma eu tenho? O voto? Votar em quem? Os partidos não depuram seus componentes. Exerço meu voto há 60 anos e vejam o resultado. Meus filhos e netos não me questionam sobre minha irresponsabilidade. Perguntam: como ser competente? Sou um cidadão comum, não premiado com as benesses do Estado, sempre exerci dignamente minha profissão. O que não tive foi a oportunidade de escolher alguém digno para dirigir nossos destinos. O cidadão é impotente. A despeito dos amplos direitos que a Constituição nos assegura, a dificuldade de eleger alguém competente alimenta a desilusão cívica. Cidadãos desencantados não conseguem eleger um bom timoneiro. D’Avila diz: “Cabe a nós construir uma candidatura democrática capaz de derrotar o charlatanismo dos populistas de esquerda e de direita e deixar um Brasil melhor para as futuras gerações”. Diga-me como e eu passarei a meus filhos e netos, porque meu desejo é ter um Brasil melhor, mas sou pessimista (não conformista) porque não sei o caminho.

SÉRGIO BRUSCHINI BRUSCHINI0207@GMAIL.COM

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SÃO PAULO

Pandemia

Judicialização da vacina

É nada menos que incabível a atitude de governadores do Nordeste de acorrer ao STF para liberar a compra da vacina Sputnik V após a desautorização da Anvisa. É um verdadeiro insulto à agência, que prima pela seriedade desde sua fundação e cujas argumentações acerca da vacina russa foram transparentes e muito bem fundamentadas, mesmo aos olhos de um leigo no assunto. O que querem esses governadores? Passar por cima da ciência atabalhoadamente, sem mais nem menos? Interlocutores do ministro Ricardo Lewandowski, que analisará o caso, dizem que o combate à pandemia é a principal prioridade neste momento. Mas não há prioridade que justifique desdenhar da tecnicalidade científica. Era só o que faltava, judicializar a ciência.

LUCIANO HARARY, médico  LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desiguais perante a lei

Sou favorável à CPI da covid, mas pergunto: que cartas na manga tem o senador Renan Calheiros, que, salvo engano de minha parte, tem uns dez processos engavetados? E como pode um indivíduo desses, com tantas pendências na Justiça, ser relator de um caso tão importante? Para corroborar, o ministro Lewandowski, amigo do Lulla (ambos vivem na mesma cidade, São Bernardo do Campo), libera áudios obtidos de forma ilegal para conhecimento do mesmo sr. Renan. Realmente, em nosso país a lei só funciona para alguns.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI SAVOLDELLI@UOL.COM.BR

SÃO BERNARDO DO CAMPO

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Moção aplauso

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, nos termos regimentais, formula votos de aplauso às ações do consórcio de veículos de imprensa, através de seus colaboradores, que têm exercido papel fundamentalmente importante para vencer a desinformação nessa pandemia, esclarecendo e apurando a verdade dos fatos que afetam diretamente a população, a vida e saúde dos brasileiros, notadamente a criação e veiculação da campanha Vacina Sim, por sua conscientização na aplicação dos imunizantes contra o coronavírus em todos os brasileiros.

CAMPOS MACHADO, deputado estadual CMACHADO@AL.SP.GOV.BR

SÃO PAULO

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Educação

‘Homeschooling’

A respeito do editorial Limites para o ‘homeschooling’ (24/4, A3), esclarecemos que a relatoria da Indicação CEE n.º 208/2021, que “propõe parâmetros para a oferta domiciliar da educação básica a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal - STF e debates em casas legislativas”, é dos conselheiros Hubert Alquéres e Nina Beatriz Stocco Ranieri. A indicação, que contou com contribuições do colegiado pleno na redação final, também será encaminhada ao presidente da Câmara dos Deputados como colaboração para os debates que serão realizados no Parlamento.

GHISLEINE TRIGO SILVEIRA, presidente do Conselho Estadual de Educação

ADRIANE.FIN@EDUCACAO.SP.GOV.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BRASIL...

Quase quatrocentos mil óbitos e 15 milhões de contaminados!! Pátria infectada, Brasil.


J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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OUTRA VEZ

Edson Fachin, ministro do STF encaminhou ao Distrito Federal processo do triplex do Guarujá, que  já foi comercializado e a finada Marisa Leticia recebeu de volta parcelas pagas de seu financiamento  por decisão judicial. Um novo julgamento e, consequentemente, uma nova decisão vão confirmar a insegurança jurídica reinante no  País. De fato, este não é um País sério.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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DESGOVERNO EM SINTONIA


Impressiona a sintonia do governo com o desgoverno. Aprovada a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da pandemia de covid-19, divulga-se a cena do ministro Paulo Guedes discursando e desacreditando a principal vacina que socorre os brasileiros, a chinesa Coronavac; instalada, então, a CPI, e o próprio governo deixa vazar o melhor dos roteiros para os que vão investigar o governo; o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que certamente será um dos principais alvos da CPI, entra em um shopping de Manaus sem estar usando máscara e pergunta onde se pode comprar uma; ou seja, trocando em miúdos, podemos dizer que este governo tenta desesperadamente suicidar-se politicamente, decerto seguro de sua ressurreição, no sétimo dia, quando então o presidente Jair, também Messias, herdará toda a terra brasileira, mesmo se desolada e queimada, mesmo se contaminada e não vacinada, mas salva, salva dos que não conseguem entender todo o messianismo do nosso impetuoso e bem-intencionado salvador.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com           

                                                                      

Rio de Janeiro

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ESTADO QUEBRADO

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o poder público no Brasil gasta demais, sofre com a corrupção e não consegue gerir bem o dinheiro público. Guedes afirmou ainda que o Estado quebrou e que o setor público não terá capacidade de atender à demanda por atendimento na área da saúde. Guedes demorou para perceber que a dívida pública está acima de R$ 5 trilhões e que a máquina pública é imensa e incompetente. Carregar nas costas a Petrobrás, a Eletrobrás, Furnas, Cedae, Cemig, Copasa, entre outras, é simplesmente impraticável. Qualquer Estado quebra mesmo, diante de tamanha irresponsabilidade durante décadas, vendo o gigante sorver grande parte da arrecadação e nada fazer para deter os marajás. Parece que o desconhecido Guedes não sabe para que lado vai correr.         

José Carlos Saraiva da Costa jcsda@uol.com.br

Belo Horizonte

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RESGATAR A DIGNIDADE

 

Os atuais ministros do STF, com raras exceções, ignoram a Constituição gerando insegurança jurídica e bagunçando o País ao exercer funções executivas e legislativas. Foi escandalosa a decisão de inocentar o contumaz corrupto e desmoralizar a operação que desbaratou a corrupção de proeminentes empresários e políticos, até então intocáveis, certos da impunidade. No bojo das decisões prevaleceu a parcialidade, com objetivos escusos claramente percebidos até pelos leigos em leis. Foi uma inversão de valores. Há uma forma de resgatar a dignidade dos atuais membros e o respeito ao STF e à opinião pública, se é que isso seja possível. Será renunciar ao cargo de ministro, abdicando dos vencimentos posteriores e sair de fininho, mas antes restaurar a nefasta consequência da parcialidade ao condenando corrupto inocentado e do ex-juiz tido como parcial nas condenações. Será também a tentativa de restabelecer a segurança jurídica, abalada pelas dúbias decisões que provocaram a insegurança jurídica.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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MAL ‘ASSESSOLADO’

Não sei se é só impressão, mas a assessoria jurídica do governo federal só dá fora ultimamente e coloca o Capitão em má situação. A última foi a liminar impetrada para inviabilizar a nomeação do senador Renan Calheiros  como relator da CPI da Covid. Segundo se noticia, a falha foi grotesca... Para piorar, fala-se que o próximo ministro do STF a ser escolhido por Bolsonaro é um dos assessores do governo federal. Pelo jeito, até o fim do governo Bolsonaro, o Supremo vai se tornar o quê? Sôfrego?

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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PSEUDO QUEM?


Em evento em Feira de Santana, o presidente Bolsonaro chamou alguns governadores de “pseudogovernadores”. Bem, justiça seja feita, não foram poucos os ministros que passaram por este governo  (alguns estão lá ainda) cujo desempenho mal alcançou a categoria de “pseudo”. Além disso, a atuação própria do governo perante a pandemia, ao auxílio emergencial, desmatamento da Amazônia, só para citar alguns exemplos, tem sido mais “pseudo” que outra coisa. O que não é “pseudo” com certeza são os quase 400 mil mortos pela covid. Este número é verdadeiro. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CHICAGO BOY DESINFORMADO


Posto Ipiranga, superministro, âncora do governo, nosso Chicago Boy, ministro da Economia, Paulo Guedes, e seus heterônimos qualificativos são desmentidos pelo portador, sempre que ele abre a boca e fala bobagens de conversa de bar. Sua última manifestação sincera foi em mais uma reunião ministerial, reveladora do que realmente pensam os figurões da República de bananas a que fomos reduzidos. Nada mais antieconomia nacional do que falar mal da China, nosso maior cliente comercial, e pior ainda por ser fofoca conspiratória, a de que o coronavírus foi um produto de laboratório para exportação e que sua vacina, a única disponível em grande escala no Brasil, e que ele mesmo tomou, é menos eficaz que a produzida por laboratório americano: “Eles têm 100 anos de experiência”. Mais uma desinformação do superministro, já que, como todos sabem, a vacina da Pfizer só é produzida pela grande farmacêutica, com fórmula e tecnologia desenvolvida pela BioNTech da Alemanha, de propriedade do casal de cientistas turcos Ugur Sahin e Öezlem Türeci, usando uma revolucionária técnica da cientista húngara Katalin Karikó, desacreditada por laboratórios americanos por 30 anos e acolhida pelos cientistas da BioNTech. Está faltando um Posto Ipiranga para o exposto, imposto e quase deposto ministro Paulo Guedes.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BRAÇO DIREITO DE BOLSONARO

O superministro da Economia, Paulo Guedes, mostrou que também é da turma do um manda, outro obedece”. Em reunião com empresários de Planos de Saúde Suplementar, em alto e bom som disse que o Estado quebrou e que o chinês inventou o vírus, mas a vacina americana (Pfizer) é mais eficiente. A imbecilidade é tamanha que, apesar de assustar os presentes, Guedes não sabia que a Pfizer ainda não havia sido validada e se esqueceu de que ele já recebeu as duas doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan, lembrando que é de São Paulo, responsável por vacinar mais de 90% dos brasileiros. Que vergonha Paulo Guedes!      

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PACIENTES

No linguajar jurídico somos pacientes. Pacientes que pra sobreviver necessitam de enorme paciência para aturar incompetentes administradores da saúde e economia deste país. Na saúde, o paciente tem que se virar para achar vagas em hospitais, UTIs, cilindros de oxigênio, kits de entubação e o que mais for necessário na luta pela sobrevivência. Já na economia, o abre e fecha do isolamento obrigou a criatividade de tornar seu bar e restaurante em fabricantes de comida para entrega, pratos que fiquem íntegros até o consumo, embalagens adequadas, compras de insumos compartilhados e o que mais pra não fechar as portas. Neste processo de readequação,  empregados foram sacrificados e demitidos. Em contrapartida, na condução política, o paciente tem tempo. Mudam-se ministros após desastres mortíferos ou mortais levarem milhares ao túmulo. Vacinas, além das do Butantan e Fiocruz, só podem ser vislumbradas por doação de países que já se imunizaram. Cortes a menor no índice de vacinação são recorrentes, portanto. Na economia, um ministro falastrão usa de linguagem vulgar para desqualificar o País que contribui para o combate à morte. Não satisfeito com isso, e com a ausência de criatividade de seu Ministério em época de pandemia, admite que o Estado quebrou. Mas ele, ao contrário dos cidadãos comuns, não precisa fechar as portas. Simplesmente troca colaboradores para não perder poder ao pressentir que seu Ministério poderá ser fatiado.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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ATRÁS DA MOITA


Na última terça-feira (27/4), o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, revelou ter tomado escondido  a vacina contra a covid-19, após orientação do Palácio do Planalto para que integrantes do governo não “criassem caso”. Creio que foi por meio dessas orientações do Planalto  que aqui no Brasil  vamos fechar o mês de abril com 400 mil CPFs cancelados . Fazer o quê? E, como disse o ministro Pazuello: “Quando um manda o outro obedece”. Quanto aos familiares daqueles que se foram, nossos pêsames.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DÚVIDA ATROZ

Será que foi só o Ministro da Casa Civil, que tomou vacina escondido, ou todo o clã também já está imunizado? Dizer que será o último a se vacinar significa o quê? Enganar a quem? Poupe-nos!

             

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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FORÇAS ARMADAS & VACINAÇÃO


Tínhamos general de brigada, general de divisão e general de exército. Agora, às escondidas, um general fura-fila. A degradação moral, confessa,  não dá quartel. Só falta agora uma data e um monumento ao “Vacinado Desconhecido”.

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A ÍNDIA MORRENDO


A Anvisa não aprovou a proposta de testar uma vacina criada pelo Butantan, porque segundo o órgão, faltaram  44 itens a serem apresentados para a decisão final. O que espanta nessa questão é a tamanha quantidade de processos não enviados pelo Butantan e daí a pergunta: o Butantan, nosso maior órgão no assunto, não sabia disso ? Bem, agora se podíamos ter talvez uma vacina sem dependência externa a curto prazo, melhor esquecer, porque sabe-se lá quando poderá acontecer. Enquanto isso,  na Índia, com  mais de 1,3 bilhão de habitantes, o vírus está matando como como nunca. Vacinas do mundo todo deverão ser enviadas ao país, porque representa um perigo para toda a população terrestre. Com essa situação o  Brasil, ficará aguardando a sobra, se houver. Enquanto isso estaremos pagando pelo governo não ter encomendado vacinas como fizeram diversos países desde o ano passado.


Laercio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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SUCEDÂNEO


Pelos consecutivos recordes diários,  Bolsonaro parece ter encontrado um sucedâneo na Índia. Não seria má ideia despachá-lo pra lá a fim de  constatar in loco o porquê de estar perdendo a primazia de maior disseminador do novo coronavírus. 

No interregno dos trabalhos da CPI não há muito o que fazer e no que podia atrapalhar os investigadores ele já fez o suficiente. 

Agora é só aguardar se o resultado da apuração decidirá pela remessa do caso ao Ministério Público para tomar as providências recomendadas e processar os responsáveis. 


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo


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PUNIÇÃO AOS RESPONSÁVEIS


A falta de vacinas motiva muitas preocupações. É uma situação inaceitável e reflete a displicência do governo federal. Já são quase 400 mil óbitos e não se sabe quantos mais serão atingidos. Daí a importância do trabalho da CPI instalada no Senado Federal. Os responsáveis  precisam ser punidos pelos males que causaram.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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ESTÁ CHEGANDO A HORA


Com as declarações do presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, do seu vice-presidente, Randolfe Rodrigues, e do relator, Renan Calheiros, o presidente Jair Bolsonaro, acuado, não sabe para onde correr. Afinal, lá atrás, debochando dos brasileiros, ele dizia que chegará a hora “H” do dia “D”, para ele dar um basta nos “maricas” brasileiros. Ora, pelo andar da carruagem está chegando a sua hora de dar um basta em você mesmo, não é Bolsonaro? 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DESPREZO PELA VIDA 

É flagrante o desapreço pela vida na visão dos membros do Ministério da Economia. Logo no início da pandemia, a chefe da Susep teria afirmado que “é bom que as mortes se concentrem entre os idosos. Isso vai melhorar nosso desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”. Agora, o próprio ministro insinua que a longevidade é ruim para os cofres públicos e o Estado não aguenta, porque, segundo ele, “todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130 anos”.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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PROBLEMA DAS MOSCAS

Nada contra os propósitos da CPI da Covid, que são republicanos e extremamente necessários, haja vista todo o mal que a pandemia causou e continua causando às famílias dos quase 400 mil mortos e por todo o descaso durante estes meses, quando o governo não deu importância nem tratou a doença como deveria (a começar pelo presidente que parece ter feito “o diabo” para exterminar, de maneira covarde e inepta, parte da população). Mas alguém, em sã consciência, sem extremismo, ideologia cega, radicalismo ou histórico de patologia mental, pode acreditar na completa eficácia de uma comissão parlamentar que tem, entre outros “notávei”, Renan Calheiros e Jader Barbalho como participantes? Alguém acredita que o presidente também não se aliará a todas as demais forças do mal para reforçar o toma lá dá cá visando a atrapalhar as investigações? Finalmente, alguém acredita que a CPI irá punir os verdadeiros algozes dos milhares que se foram pela corrupção, pela incompetência, pelo negacionismo ou por uma guerra diplomática e contra a ciência?


João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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HOUVE DOLO

Não foi por acaso que o Brasil teve a pior gestão da pandemia no mundo, houve dolo. A fala do general que teve de tomar a vacina escondido para não contrariar as determinações do seu superior, o presidente da República, deixa clara a determinação do negacionista Jair Bolsonaro contra as vacinas. O governo Bolsonaro recusou todas as ofertas de vacinas feitas pelos principais laboratórios do mundo, comprou pouco, comprou tarde e comprou mal. O resultado da gestão de Jair Bolsonaro, que comanda cada decisão do Ministério da Saúde, foi o atraso irremediável da vacinação no País, a consequência desse atraso foi o agravamento da pandemia, o surgimento de variações mortais do vírus e a morte de milhares de brasileiros. Está claro como a luz do sol que Jair Messias Bolsonaro é diretamente responsável pela morte de milhares de cidadãos brasileiros, as instituições terão de se agigantar para lidar com essa realidade.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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