Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2021 | 03h00

Pandemia e desgoverno

Lesa-humanidade

Fatos notórios independem de provas. Essa máxima do Direito cabe muito bem ao caso da CPI da covid. Será que precisamos dessa CPI? É fato que o presidente Jair Bolsonaro é um negacionista criminoso que colaborou e continua colaborando para a morte de brasileiros. O ministro da caserna Eduardo Pazuello foi servil ao presidente da República porque não tinha a mínima condição de cuidar da pasta da Saúde, sobretudo neste triste momento de pandemia. Portanto, essas duas figuras nem CPI merecem. Deveriam estar no banco dos réus, não só de um tribunal brasileiro, mas também de um tribunal internacional, por crimes contra a humanidade. A morte de mais de 400 mil brasileiros até agora é um dado que não pode ser esquecido quando se nega uma pandemia. CPI para quê?

JORGE AUGUSTO MORAIS DA SILVA JOTAUGUSTOADV@ICLOUD.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Tempos estranhos

O presidente da República ameaça baixar um decreto federal impedindo governadores e prefeitos de decretarem lockdown no âmbito estadual e municipal. E ainda afirmou que tal decreto garante os direitos do artigo 5.º da Constituição e será cumprido, não podendo ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal, mesmo que este já tenha decidido sobre a autonomia dos entes federados...

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Quem manda e quem obedece

No depoimento do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta à CPI ficou claro que, além de Bolsonaro mandar e Eduardo Pazuello obedecer, temos zero um, zero dois e zero três mandando e o pai obedecendo. Bolsonaro mantinha um ministério da saúde paralelo, Osmar Terra precisa ser convocado. A CPI mostrou quão ridícula é a tropa de choque do governo, com Bezerra e Nogueira, trapalhões e desumanos. Só não foi novidade a pequenez de Paulo Guedes, preconceituoso, incompetente, delirante, sempre prometendo e não cumprindo. Onde vai parar o Brasil na mão dessa gente até 2022? Com quantas mortes Bolsonaro se dará por satisfeito?

CECILIA CENTURION CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Mandetta na CPI

Com o devido respeito aos outros articulistas deste jornal, a análise do professor da Faculdade de Medicina da USP dr. Mário Scheffer é a melhor que já li. Em poucas palavras, ele nos brindou com uma reflexão ímpar sobre o depoimento do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta na CPI da covid (Entre o médico e o político, 5/5, A4).

MARIA CELINA CHRISTIANI MARIACELINACHRIS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Logística da fuga

A respeito da matéria Pazuello alega suspeita de covid e avisa que não vai comparecer à CPI da Covid (4/5), perguntar não ofende: quando o general ainda estava ministro da Saúde, ele não pegou covid-19, ficou internado, até recebeu visita do presidente Bolsonaro? Espantoso, para dizer o mínimo, Eduardo Pazuello alegar agora que teve contato com pessoas que possivelmente estavam com o vírus e por isso não compareceria à CPI. E a sua despreocupação passeando num shopping em Manaus sem máscara?

SILVIA TAKESHITA DE TOLEDO SILVIATTOLEDO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Questão de tempo

Era de esperar que o ex-nada ministro da Saúde Eduardo Pazuello – dito especialista em logística – arrumasse uma rota de fuga direta para o esconderijo da incompetência. Pôde bater em retirada agora, mas seu encontro com a responsabilização é questão de tempo.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS MARCODNOVAIS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Menos vacinas

O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou dias atrás que o País tinha comprado até aquele momento pouco mais de 560 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Pois bem, agora, respondendo a questionamento oficial feito pelo Congresso Nacional, o ministério abriu o jogo: na verdade, são 281 milhões de doses contratadas – metade do que o mitômano ministro falara anteriormente – e cerca de 282 milhões ainda estão “em fase de negociação”. Não bastasse o mitomaníaco com a faixa de presidente, temos um mentiroso instalado na Saúde.

RUBENS MANOEL PARANHOS BELLO RUBENSMANOELBELLO@GMAIL.COM

JANDIRA

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Pinóquios

Aparentemente, o cargo de ministro da Saúde deste governo exige como principais atributos não ter compromisso com a verdade e ser bom malabarista, são dispensáveis conhecimentos técnicos ou administrativos. Desde que o ministro consiga andar na corda bamba entre a verdade científica e a do presidente da República, além de ser hábil no ofício de contar potocas sobre vacinas, estará garantido no cargo. O atual ocupante da pasta, que dizem ser médico sério (?!), não teve o menor pudor de mentir ao dobrar o número de vacinas contratadas. Talvez ache essa uma questão menor, tal como seu chefe.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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São tantas mentiras...

Como é que se pode confiar no que diz o governo?

ROBERT HALLER ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Doações de empresas

Querem sempre mais

Os “nobres” congressistas brasileiros querem flexibilizar leis para ganhar mais dinheiro, se reeleger e continuar no poder. É só isso que eles querem (com raríssimas exceções). Desejam sair desta pandemia vivos e com mais grana para se perpetuar, como muitos dinossauros do Senado e da Câmara. Topam tudo por dinheiro e só pensam nos eleitores em época de eleição. O Poder que mais representa a democracia e o povo é o que mais os destrói.

EMERSON LUIZ CURY EMERSONCURY@GMAIL.COM

ITU

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REGRAS ELEITORAIS EM RISCO

O presidente da Câmara, Arthur Lira, e seus aliados, como um golpe em meio a essa pandemia, já debatem desfigurar a lei eleitoral, para vigorar já no pleito de 2022. Como informa o Estadão, querem restabelecer a doação de empresas, a mesma que motivou a Lava Jato, centenas de prisões, entre outros de corruptos políticos. E, sem escrúpulo algum, querem manter a gorda verba pública para financiamento de campanha.  Um assalto!  Desejam, também, criar amarras para o trabalho do TSE. Prometem aprovar a volta dos shows de artistas nos comícios, etc. Inclusive ressuscitar as coligações partidárias...  Na realidade, querem enfiar goela abaixo mais esse escárnio de mudanças na lei eleitoral existente, enquanto o povo brasileiro chora seus mais de 410 mil mortos...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ERRO CRIMINOSO

O depoimento do ex-ministro Sérgio Teich deixa claro que o Brasil precisa saber quem colocou a cloroquina na cabeça do presidente Bolsonaro, a obsessão por esse medicamento comprovadamente ineficaz para combater a covid-19 causou o agravamento catastrófico da pandemia no País. O Brasil continua perdendo um tempo precioso com essa patetada da cloroquina, a droga foi descartada pela todo-poderosa FDA americana, mas Bolsonaro insiste nesse erro. A obsessão pela cloroquina levou Bolsonaro a ignorar a importância de comprar as vacinas, o País corre atrás do prejuízo, mas nada disso importa para os milhares de brasileiros que morreram de uma doença que é hoje perfeitamente evitável: basta tomar a vacina, aquelas que Bolsonaro não comprou. Fica cada vez mais insustentável a permanência de Jair Bolsonaro na Presidência da República.          

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CPI DA PANDEMIA

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, em seu depoimento na CPI da Covid, mostrou o descompasso nos  seus contato com o presidente Bolsonaro, que determinava os procedimentos, tanto em relação à vacinação como também nos medicamentos. Os próximos ex-ministros por certo complicarão ainda mais a situação do governo federal.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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SE NÃO É COVARDIA, É O QUE ENTÃO?

Recentemente, por ocasião do episódio envolvendo o gesto racista do assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República Filipe Martins questionei neste espaço o porquê do acovardamento em assumir o que fez, pois o assessor justificou estar apenas arrumando o paletó (27/3). Da mesma forma, desde que foi determinada a CPI da Covid pelo STF, o Planalto resiste e não para de espernear e, agora, o ex-ministro Pazuello suspeitamente solicita adiamento de seu depoimento na CPI. Ora, se o governo acha que agiu corretamente durante a pandemia, por que tanta agitação e subterfúgios? Por que não assume o que fez ou deixou de fazer? Novamente a pergunta: por que o acovardamento?


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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SAI DE BAIXO         

Com a oitiva da primeira testemunha, Luiz Henrique Mandetta, na CPI da Covid, ficou claro que o governo federal usou e abusou do tratamento precoce com a hidroxicloroquina, que pretendeu criminosamente alterar a bula para indicar o uso dessa droga (art. 273 do Código Penal, pena de 10 a 15 anos de reclusão), que tinha um governo paralelo capitaneado por Carlos Bolsonaro, dentre outras falácias bolsonaristas. Na verdade, pelo andar da carruagem, fica a dica: presidente “sai de baixo”, pois, como você já disse ao presidente Joe Biden: “quando acaba a saliva tem pólvora”, está lembrado?         

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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No mesmo dia em que o talento de Paulo Gustavo sai de cena, aos 42 anos, ceifado pela covid-19, é instaurada uma CPI no Senado Federal, para esclarecer como chegamos aos estratosféricos 411 mil mortos; na tentativa de mostrar o somatório de erros, imperícia, incompetência, malversação do dinheiro público, omissão de autoridades. A pergunta que se faz é, quantas dessas mortes poderiam ter sido evitadas? Que se mostrem os culpados, e que sejam exemplarmente punidos. O descaso com as vidas dos brasileiros nesta pandemia extrapolou todas as fronteiras do aceitável. A conduta de um presidente da República negacionista é de irresponsabilidade e crueldade sem limites. 

Oxalá essa CPI não se transforme em mais um picadeiro, como tantas outras a que já assistimos antes, que não deram em nada. 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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ADEUS A PAULO GUSTAVO


A covid-19 levou Paulo Gustavo. Sentiremos muito a sua falta, pois ele fazia o Brasil sorrir, o que já anda tão difícil nestes tempos. Essa “gripezinha” que já matou mais 411mil pessoas e deixou tantas famílias esfaceladas agora deixa mais um viúvo, mais dois bebês órfãos de pai e milhões de pessoas sem um dos mais brilhantes artistas recentes deste país já tão carente de talentos. Muitas dessas perdas poderiam ter sido evitadas, mas talvez nosso presidente reagirá dizendo “e daí?”, ou, ainda, “eu não sou coveiro”, ou “sou Messias, mas não faço milagres”. Já temos tantas mortes e tantos motivos pra chorar e a “gripezinha” leva alguém que vivia para nos fazer rir. Até quando?


Luiz Rocha drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos

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SEM ALÍVIO


Vivemos um tempo de purgatório, e todos os dias somos testados no fogo, a morte ultraprematura do Paulo Gustavo é a prova cabal de que nada de leve pode ficar na terra para nos dar alívio. Muito triste. 

Roberto Moreira da Silva rrobertomsilva@gmail.com 

São Paulo

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CHORANDO DE TRISTEZA

O humor está de luto. Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem ao talentoso humorista, diretor e roteirista Paulo Gustavo, morto aos 42 anos como mais uma vítima da tenebrosa covid-19. Quem fez o Brasil chorar de rir tantas vezes agora o faz chorar de tristeza.


J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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‘O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO’

“É fato que não aprendemos em nada o Brasil ter sido uma das últimas nações a ter sido atingida pela pandemia iniciada na China, mas que em pouco tempo se alastrava pela Europa e Estados Unidos. Agora assistimos inertes a recordes trágicos e sem perspectiva de melhora no curto prazo de tempo, e sim uma possível terceira onda do vírus entrando pelas fronteiras, sempre abertas ao deus-dará. Hoje o Brasil já acumula o triste número de mais de 410 mil vidas perdidas para o flagelo da covid-19, não levando em conta as mortes não contabilizadas, o que pode chegar a 500 mil óbitos pela covid-19, muitas delas poderiam ter sido evitadas se não tivéssemos no comando do País um mandatário “genocida” e negacionista que não tem seguido a ciência e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Quem não se recorda dos primeiros casos no Brasil da covid. Em vez de aproveitar a chance de preparo do que estava por vir, o presidente Jair Bolsonaro fazia chacota e pouco-caso e incentivava comportamentos de risco como os de não higienização das mãos e uso de máscara. E na ausência de compra da vacina oferecida logo depois de seu lançamento. O modo mais eficaz para frear a difusão da doença – testagem ampla, rastreamento da epidemia, isolamento das redes de contágio – não foi seguido antes nem agora, com novas cepas mais resistentes e mortais, atingindo agora os mais jovens. Tudo foi desprezado, até mesmo orientações às pessoas pelos meios de comunicação, com TV, rádio, jornais e redes sociais trazendo mais desinformação que informações aos brasileiros, incentivando o uso de medicamentos não reconhecidos pela ciência, por especialistas, pela OMS e por todos os países atingidos pelo novo coronavírus !!!”


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MORO


Nosso ex-ministro dr. Moro, apesar de reconhecido mundialmente por sua prestação de serviços ao nosso país, está ficando em uma situação muito difícil. Não consigo entender como um dos brasileiros mais importantes das últimas décadas esteja sendo acusado, com o risco de ser preso.

Nenhuma entidade parece se pronunciar sobre este assunto. Será que vão deixá-lo sozinho aos leões.

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

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ESTUPEFAÇÃO DA POPULAÇÃO COM O STF

Apesar de estarmos pasmos diante das últimas medidas do STF contra a Lava Jato e o ex-ministro Sérgio Moro, nada vai acontecer??  O STF está destruindo todo um trabalho imenso da  Operação Lava Jato no combate à corrupção. O STF está usando provas ilícitas, produto de crime, para julgar a suspeição do ex-ministro Sérgio Moro! Isso é inconstitucional! 

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

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GOVERNO ANTICIÊNCIA


O substancial corte de bolsas do CNPq é o coroamento da política negacionista e anticiência de Jair Bolsonaro. Além da frustração de talentos acadêmicos e perda de cérebros, analisadas no editorial Um governo anticiência (5/5, A3), há que considerar que parte significativa dos projetos de pesquisa é realizada em conjunto com as atividades de pós-graduação, ou seja, desenvolvidas pelos alunos de mestrado e doutorado. Tolher as bolsas – que demandam dedicação integral e exclusiva do aluno e possuem valores pouco atrativos em comparação com outras atividades – diminuirá significativamente a produção científica do País.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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FINAL DOS TEMPOS

E o bolsonarismo se tornará o messianismo que terá à frente das multidões um novo Antônio Conselheiro a pregar os benefícios da santa cloroquina, e a nova Canudos será fundada no planalto central brasileiro para abrigar todos aqueles que quiserem fugir às ameaças do comunismo e do entreguismo, e o mar virará sertão e o sertão virará mar, e a CPI da Pandemia será humilhada e varrida da face da Terra na injunção milagrosa das fake news.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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BRASIL...

Sob o negacionista, terraplanista e genocida desgoverno Bolsonaro, o Brasil acabou virando o grande vilão ambiental do planeta, condenado mundo afora em razão de sua desastrosa postura perante a devastação predatória e criminosa da Amazônia e do Cerrado. Além disso, virou pária e ameaça mundial de disseminação de covid-19, em razão de sua condenável e negligente postura diante da tenebrosa pandemia, alçando irresponsavelmente o País à segunda posição no macabro ranking internacional, com mais de 410 mil mortos e cerca de 15 milhões de contaminados. Só de pensar que ainda faltam quase dois anos para o término do mandato do presidente da República,que pretende a reeleição, dá um frio congelante na espinha. Depois do sórdido e corrupto desgoverno Lula e Dilma, em vez de melhorar, o Brasil piorou. A certeza de que Deus é brasileiro transformou-se num grande ponto de interrogação. A ver o que o futuro nos reserva...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022

Surgiu, no final do mês de março do corrente ano, um grupo heterogêneo que tem como bandeira a democracia, o equilíbrio, a busca do meio termo, com discurso moderado, tendente a aparar as arestas, unificar o nosso país, acabando com cizânias entre os dois grupos de polos opostos. De todos os seus integrantes, seria interessante, a meu ver, uma chapa formada por Luciano Huck/Eduardo Leite (governador do RS) ou Luciano Huck/Mandetta (político, médico, ex-ministro). Huck, porque é preciso alguém com popularidade, conhecido nacionalmente por todo o estrato da sociedade, de pobres a ricos, de letrados a analfabetos, de norte a sul, de leste a oeste. O vice, com experiência e vivência políticas. Penso que essa chapa lograria o segundo turno. E, independentemente de com quem viesse a disputar o segundo pleito, sairia vitoriosa, por razões óbvias. Precisamos mudar! Pensemos nisso!  


Armando Bergo Neto bergoneto@terra.com.br


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PANDEMIA

Até quando vidas preciosas nos serão roubadas sem que possamos intervir para salvá-las? Medidas de precaução são úteis e válidas, sim, mas a verdade é que muito pouco se sabe a respeito desse vírus que pode ser mortal numa grande parte dos casos e, ao que parece, ainda lhe resta muita energia para continuar matando. Pode-se dizer sem medo de errar, que em nosso país, diante do número insuportável e injustificável de óbitos, cada cidadão já derramou uma lágrima por ter perdido alguma pessoa querida, estimada ou admirada, como agora fazemos pelo jovem Paulo Gustavo, tão brilhante e repleto de energia para ainda continuar por muitos anos. E o que dizer dos pais de família, das mães, avós e, sobretudo, das crianças que não conhecerão suas mães ou pais porque a pandemia os levou cedo demais. Nosso país está de luto porque a Pátria deveria ser uma só família, mas enquanto existirem entre seus membros alguns seres cuja indiferença criminosa, ignorância e egoísmo falam mais alto, muitas lágrimas ainda serão derramadas .

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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MENOS....


Que se moderem as loas a países que atualmente posam de ultracivilizados, mas deixaram tristes legados, hoje pouco lembrados, e que, às vezes, operam no concerto internacional de modo inconsistente com a fama que têm. O gentilíssimo Japão foi responsável por incríveis genocídios pouco lembrados, na China e nas Filipinas e pelo ataque infame a Pearl Harbor, mas é lembrado anualmente a cada 6 de agosto como vítima inocente da bomba atômica. Começa a cair no esquecimento que a Alemanha ignizou a 2ª Guerra Mundial e montou o holocausto. Por outro lado, a Noruega, campeã da preservação do meio ambiente, critica o Brasil, embora infeste o Mar do Norte com plataformas de petróleo, garantidoras da sua altíssima renda per capita, e a Suécia é um dos principais fabricantes de armas do mundo. Menos, portanto...


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MOMENTO CRUCIAL

Substituir a economia energética dos superados combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) por emissão zero de efeito estufa (solar, eólica, hídrica, geotérmica, biomassa e nuclear, que podem ser resumidas num único emissor – hidrogênio) é o desafio que Joe Biden assumiu simplesmente para entrar na história do planeta. Obviamente, há uma série de problemas indiretos, a exemplo da realocação de atividades empresariais e empregos. Uma aventura de Hércules para salvar esse pequeno e intelectualmente fértil ponto do universo, cuja fragilidade foi exposta com a crise da covid-19. Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. Se a humanidade não se aventurasse às aparentes loucuras ultramarinas, certamente estaríamos contando outra história universal – caso estivéssemos vivos. Ele aprendeu com o jovem Obama e, como diz o apotegma aristotélico, o discípulo superou o mestre.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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MANIFESTO NA FRANÇA


A divulgação de um polêmico manifesto ameaça a neutralidade das Forças Armadas e as próprias fundações do país desde a origem da Quinta República Francesa (1958). Mais do que isso, a publicação numa revista de extrema direita e a reverberação do conteúdo trazem à luz o que os franceses chamam de “faciosphère”, neologismo de fascismo com atmosfera para designar o espaço difuso e perigoso com que o neofascismo se infiltra nas redes sociais. O ativismo digital nesta “fasciosfera” estará muito presente e poderá influenciar os resultados nas eleições presidenciais de 2022 tanto na França (em abril) como no Brasil (em outubro).


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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