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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Festival de horrores

Quase diariamente somos “brindados” com atos enlouquecidos do presidente da República. Com mais de 420 mil mortos pela pandemia no País, esse insano dá seus “rolês” de moto promovendo aglomerações, gargalhando sem capacete e máscara. Quantos terão sido infectados? Há poucos dias ameaçou o País com decreto para coibir a ação de governadores e prefeitos e, ainda mais, disse contar com “seu” exército para garantir a implementação dessa loucura. E agora prometeu a seus admiradores um vídeo com os 22 ministros confessando que tomaram cloroquina. Depois da confissão na célebre reunião de 22 de abril de 2020, temos a CPI confirmando o funcionamento de um gabinete paralelo chefiado por inexpressivo vereador do Rio que passa a maior parte do tempo em Brasília, frequentando reuniões ministeriais e “assessorando” o pai. Esse festival de horrores teve primorosa continuidade com o episódio inacreditável do general incompetente, mentiroso, capacho do capitão fugindo da CPI. Desonra para o Exército. Enquanto isso, o capitão mais uma vez atacou a China com cretinices sobre o vírus. Eliane Cantanhêde levanta hipótese bem plausível sobre esses ataques: o principal objetivo seria prejudicar o desafeto João Doria e seu programa de produção de vacinas, que depende de insumos chineses. E assim vamos, meio anestesiados, presenciando esse desfilar contínuo de atos insanos. Até quando?

NELSON PENTEADO DE CASTRO PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Pontos na carteira

Ainda bem que ele se empenhou em aumentar o número de pontos para não perder a CNH, senão...

GUTO PACHECO  JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Não assusta

Depois da ameaça a governadores com decreto para pôr fim ao lockdown, Bolsonaro voltou a vociferar que não haverá eleições sem voto impresso. Essas questões já foram amplamente discutidas e resolvidas no STF e não há a mínima possibilidade de mudança de rumo. Se Bolsonaro insiste nelas em sã consciência ou insanamente, é difícil de saber. Fato é que, embora o presidente precise, sim, ter suas intenções e ações monitoradas de perto, é perda de tempo levar seu terrorismo verbal a sério. Como bem afirma o editorial Com todas as letras (10/5, A3), o Brasil tem “sólido arcabouço democrático”. Bolsonaro não assusta ninguém.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desmatamento

A matéria Desmate cresce 42% na Amazônia e volta a bater recorde (8/5, A20) dá conta de que esse crescimento se verificou somente em abril, relativamente ao mesmo mês do ano passado, atingindo uma área de 581 km². E onde foi parar toda essa madeira? Afinal, essa área e o volume de madeira retirado são tão grandes que dá até para ver do espaço, via satélite. E aqui, na Terra, ninguém viu nada? A madeira não foi transportada, serrada e vendida? E ninguém viu?

LUIZ LOUREIRO LOUREIROEFABIANA@GMAIL.COM

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Reflorestamento

Hélio da Silva para ministro

do Reflorestamento do Brasil! Se o seu Hélio, sozinho, plantou mais de 33 mil árvores na zona leste da cidade de São

Paulo, o nosso problema nessa área estará resolvido.

MÁRIO RUBIAL MONTEIRO MARIO.RUBIAL@GLOBO.COM

SÃO PAULO

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Filipe Martins

Gesto de conotação racista pode render-lhe alguma boa embaixada. Só mesmo no Brasil...

ROBERT HALLER ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção

O tempo e os métodos

Neste triste Brasil político, mudam-se os métodos do exercício da corrupção, mas o desvio de recursos públicos continua firme e forte. Há 29 anos o presidente Fernando Collor foi acusado de usar seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, em esquema de extorsão de empresários. Em 2005 Lula da Silva envolveu-se no escândalo do mensalão e em 2016 a Lava Jato expôs novos métodos e o alcance dos tentáculos da corrupção. No governo atual, começam a surgir indícios de um outro modo de apropriação do dinheiro público: emendas parlamentares fartamente liberadas sem a devida transparência, utilizadas na compra de tratores e caminhões por valores muito acima do preço de mercado. Acrescentem-se à situação as acusações de rachadinhas e lavagem de dinheiro contra o senador Flávio Bolsonaro, até o presente sem explicação clara, firme e elucidativa.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO HONYLDO@GMAIL.COM 

RIBEIRÃO PRETO

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Tratoraço

Nem a pandemia, que expôs a fragilidade de todos e a eventual morte iminente de cada um, consegue deter a ganância de nossos políticos. Superfaturamento de 259% na compra de tratores com dinheiro público?!

M. DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU

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Voto distrital

Enquanto as pessoas de bem se dividem em pautas ideológicas, defesa de partidos, grupos, facções e até de falsos líderes e ídolos, parlamentares faturam dinheiro, poder e reconhecimento local com direcionamento de recursos do Orçamento da União para beneficiar aliados políticos e empresas “amigas”, como denunciado pelo Estado. A prática é disseminada no País e alcança Estados e municípios. Hospitais, entidades, bairros e regiões sem representação de parlamentares ficam sem investimentos, aguardando a “lembrança” do governo central. Talvez a melhor forma de evitar isso seja implantar logo o modelo distrital, com o fim de emendas parlamentares impositivas e a liberação horizontal de recursos para projetos de mesmo valor em todos os distritos.

LEONARDO DAVID QUINTILIANO LEODAQUI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REDES DO FILHO E DO PODER 

Editorial do Estado (A ralé virtual no poder, A3, 9/5) demonstra, infelizmente, a procedência do medo dos principais filósofos do governo social, John Stuart Mill, Tomas Hobbes (que nasceu no dia da invasão de sua ilha pela armada espanhola e disse que sua mãe parira gêmeos – ele e o medo), John Locke e Jean Jacques Rousseau, entre outros,  de que as formas que propunham não procedessem, ante a realidade da política. O Brasil destes tristes dias é governado pelo “gabinete do ódio”, chefiado pelo filho vereador do presidente, Carlos Bolsonaro, que passa a ele as opiniões lunáticas das redes sociais. E ele, incapaz intelectualmente de governar, governa segundo essas diatribes. O resultado é inflação, desemprego e mais de 420 mil mortos, como salienta Rolf Kuntz. E aqueles que querem uma sociedade justa, a partir da imprensa, têm de aguardar, sob sofrimento e mais mortes, o final de um mandato grotesco. Mas lembremo-nos do moderno Karl Popper, que cogitou A sociedade aberta e seus inimigos, a qual permite a deposição de governantes impopulares sem conflito aberto e sangrento, é dizer, pela força da Constituição que nos rege.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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DEMOCRACIA AMEAÇADA

Nos idos dos anos de chumbo do regime de exceção da ditadura militar (1964-1985), de triste e lamentável memória, ao País era negado o direito à eleição direta para a Presidência. Em seguida, no Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado, voltou a ter vez a eleição direta. Agora, sob o atual desgoverno autoritário, retrógrado e negacionista, o presidente Bolsonaro ameaça que não haverá eleição se o Parlamento não aprovar o famigerado voto impresso. Diante das contínuas, condenáveis e descabidas manifestações autoritárias do despótico capitão, faz-se necessário adverti-lo que seu mandato é presidencial, não imperial, e que quem manda no Brasil é a Constituição, não ele.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CAOS

Está ficando claro que o que resta politicamente para o presidente Bolsonaro é o caos. Vai culpar todo mundo pelo  fracasso do seu governo e vai querer usar seu autoritarismo para ser aclamado “salvador da pátria”, apesar de ele ser o responsável pela tragédia que estamos passando.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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VOTO IMPRESSO OU DE CABRESTO

Qualquer um que consiga juntar lé com cré já se deu conta de que o intuito de Bolsonaro ao querer impor o voto impresso custe o que custar é o voto de cabresto; aquele que as milícias e os parlamentares do baixo clero do Centrão possam conferir se o eleitor pobre e dependente do autoritarismo dos feudos  vai votar segundo seus interesses. Se o voto impresso voltar com o apoio de maus parlamentares,  com a desculpa de fraudes que jamais foram comprovadas, vamos retornar, aí sim, aos tempos em que o Brasil era de fato um republiqueta latino-americana, onde democracia era algo muito longínquo e objeto de luxo apenas para os afortunados. E, com esse retrocesso, o povo mais pobre ficará impedido de votar segundo sua própria vontade e escolha, o que seria uma tragédia de consequências inimagináveis.


Eliana França Leme efleme@gmail.com 

Campinas

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GOLPE REGIMENTAL NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Se o presidente da Câmara dos Deputados conseguir a aprovação de alterações no Regimento Interno desta casa legislativa, com o claro objetivo de impedir a investigação do escândalo do Bolsolão, ficarão caracterizados não só o golpe regimental, como a obstrução de justiça em favor do presidente da República. Sendo assim, Arthur Lira estará passível de enfrentar uma representação no Conselho de Ética e pode sofrer um processo de cassação do mandato parlamentar no plenário ou, antes disso, até mesmo um afastamento por liminar no STF.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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RENAN CALHEIROS

Homens de bem não temem Renan Calheiros. Só os outros.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DROGAS, TRAFICANTES E USUÁRIOS

 A Polícia mata traficantes marginais das favelas, que fornecem drogas aos usuários de todas as classes econômicas. Raul Jungmann, quando era ministro da Defesa, disse: “Me impressiona o exemplo do Rio: de dia as pessoas clamarem contra a violência, contra o crime, e à noite financiarem este mesmo crime, através do consumo de drogas”. Se a sociedade em que vivemos é doente, e existe uma brutal desigualdade econômica e social, então o tratamento está errado. Matar traficantes não vai erradicar o mal, que está mais em cima, na infelicidade dos que têm dinheiro para se entupir de drogas e enganar a si mesmos. É a sociedade em que vivemos que precisa tratar de seus males.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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JACAREZINHO

Dada a grande repercussão negativa que estamos vendo,   de pessoas pouco recomendáveis, devem estar pensando que os policiais que para lá foram estavam usando armas de uso exclusivo dos bandidos e traficantes, ou não?


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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RIO, RELAXADO E ABANDONADO


Visualmente choca a imensa e tenebrosa miséria existente no entorno do Rio de Janeiro, fruto do absoluto descaso em séculos de governança. Como choca uma prefeitura que nada faz na cidade. Uma cidade com a estrada Lagoa-Barra toda pichada e com os seus túneis todos vandalizados. Com fiação roubada em todo canto, com mobiliário urbano de viadutos e pontes todo vandalizado, com bueiros roubados, calçadas em péssimo estado, praças sujas e abandonadas, o Rio é o retrato do mais completo abandono. O que faz a guarda municipal nesta cidade?  O que faz a polícia, por exemplo! Quebram, vandalizam e destroem a cidade inteira sem nunca alguém sequer ser preso. Faltam câmeras na cidade, falta fiscalização e faltam principalmente duras leis municipais que reprimam esta gente! A falta de educação do brasileiro é fruto do descaso da autoridade pública que tudo permite e nada fiscaliza. 


Paulo Alves. Rua Domingos Ferreira pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


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GOVERNO MENTIROSO E CRIMINOSO

A farta distribuição de tratores feita de maneira criminosa pelo presidente da República deixa clara a intenção de Jair Bolsonaro de acelerar ao máximo o desmatamento no País. A temporada de incêndios está apenas começando. O Pantanal pode desaparecer ainda neste ano, se houver queimadas tão intensas como no ano passado. O desmatamento na Amazônia segue batendo recordes, os mecanismos de controle foram todos desativados, Ibama, ICMBio, Polícia Federal, tudo dominado e fazendo o jogo de Bolsonaro e seu ministro passador de boiadas, Ricardo Salles. As instituições brasileiras prevaricam e fazem o jogo de Bolsonaro, cabe aos organismos internacionais tomar alguma providência para impedir o ecocídio em curso no Brasil, sanções internacionais devem ser aplicadas imediatamente ao mentiroso e criminoso governo destruidor da natureza de Jair Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ENQUANTO A COVID MATA E A CPI APURA, OS TRATORES ESTÃO PASSANDO

É gravíssima e comparável a escândalos como aquele antigo dos Anões do Orçamento ou mesmo ao Mensalão o que foi feito no chamado orçamento secreto de Bolsonaro. Um esquema feito para aliciar e aumentar a base de apoio do governo federal no Congresso.

O presidente não tem argumentos sólidos baseados em projetos e obras, então recorre ao que mais sabe, a fisiologia rasteira, usando verbas parlamentares e agora um orçamento paralelo de cerca de R$ 3 bilhões, para favorecimento de sua turma. Tudo realizado de forma sigilosa, contrariando normas, regras e a transparência exigida do poder público.

Se as emendas já são algo questionável, essa situação que mais parece um tratoraço, que passa por cima de tudo e de todos, precisa ser apurada com o rigor que exige. Afinal, essa mesma gente inventou uma pedalada fiscal para tirar uma presidente eleita pelo voto, por que não agir agora da mesma forma?

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

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TRATORAÇO

Aqueles habituados a assistir às maracutaias de nossos políticos por meio da prática da rachadinha estão agora se indagando como é possível obter recursos pela operação tratoraço, nova modalidade de destinação sub-reptícia de verbas orçamentárias extraordinárias para rechear os cofres dos políticos comprometidos com o apoio ao governo.

Tudo leva a crer que a vinculação das verbas, oriundas do sobrepreço em relação ao valor de referência, acabe por meio de operações cruzadas indo parar nos bolsos de tais parlamentares.

Talvez o interesse exagerado do presidente da Câmara dos Deputados em reavivar a doação das empresas aos políticos explique a desova desses recursos sem efeitos tributários para os pretensos doadores.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo



AS EXIGÊNCIAS DA VIDA PÓS-PANDEMIA

Em Minas Gerais, a Justiça do Trabalho condenou uma transportadora a indenizar a família de um empregado que morreu de covid-19, classificando o evento como acidente do trabalho. Médicos e outros especialistas elaboram protocolos de reabilitação, porque dois terços dos pacientes que permanecem na UTI e de lá saem vivos necessitam de algum cuidado (Estadão 9/5 – A18). É a Síndrome Pós-Covid que, entre os males, apresenta comprometimento neurológico, motor, respiratório ou cognitivo. É por isso que se verifica elevado número de mortes definidas como “complicações decorrentes da covid”. Empresários se esforçam para sobreviver na crise sanitária e reinventam a economia, enquanto os poderes constituídos (Legislativo, Executivo e Judiciário) divergem perigosamente. Os responsáveis pela Saúde pública e privada, além da vacinação e do socorro aos doentes da covid, têm de se apressar no oferecimento de estrutura de reabilitação para que os salvos da covid não morram de pós-covid. Nós, cidadão, devemos continuar em resguardo, mesmo depois de vacinados. A covid-19 veio como um imenso divisor de águas ou de ciclo de vida da sociedade. Todos – cada um na sua posição – têm de se preparar para viver depois da pandemia, pois a vida será diferente daquela que tínhamos antes da chegada do coronavírus. Até a legislação de diferentes áreas tem de ser atualizada.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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IR E VIR

A contaminação da pandemia já ceifou a vida de mais de 420 mil  brasileiros. Enquanto isto, o presidente Bolsonaro chega a ponto de dizer que “todo mundo tem o direito de ir e vi”". E faz um passeio de moto pelas ruas de Brasília  sem o uso de máscara. E o faz como um confronto com a CPI da Covid-19 no Senado.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CPI DA COVID

 

A CPI da covid-19 é palanque para evidenciar políticos no ostracismo contrários ao atual governo, num desperdício inútil de recursos num Brasil com dívida beirando a 100% do PIB. Para combater o coronavírus dinheiro houve em profusão aos Estados e municípios que o usaram e abusaram. Pense bem. Bolsonaro também tem culpa pelo elevado número de vítimas, mas você na Presidência, em meados de 2020, compraria vacinas sem comprovação e sem o aval da Anvisa?

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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UM INÚTIL “CAFÉ COM LEITE"

O presidente Jair Bolsonaro, aquele que disse: “é uma gripezinha; ando de moto sem capacete; promovo aglomerações; desdenho da vachina da China; escolho os piores nomes para o meu Ministério; fomento as queimadas e o garimpo ilegal na Amazônia; fui esquecido para participar da reunião de Paris, e daí; vou falsificar a bula da hidroxicloroquina para incluir a cura da covid; chama o povo de maricas; agora vem dizer que o Brasil é uma republiqueta, dentre várias outras imbecilidades, mas se esqueceu que tudo o que maldiz é por sua única e exclusiva culpa. Por isso que as pessoas de bem o consideram como um “inútil café com leite”, até mesmo pelas ameaças que faz diariamente ao País, referindo-se ao “meu exército”. Na verdade, vai passar pela Presidência como um desequilibrado, grosseiro, e seu objetivo sempre foi o confronto. Pobre Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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QUEBRA DE PATENTES SEM MIOPIA

A quebra de patentes de vacinas contra a covid-19 é a priori bondade com dinheiro alheio. Os produtores das vacinas aprovadas após 3 fases de testes, em número menor de 10, farão rios de dinheiro? Sim. Mas, em contrapartida, as centenas de laboratórios que fracassaram nos seus esforços de produzir uma vacina eficaz para salvar a humanidade também perderam rios de dinheiro. Nesse momento populista gostoso, estas e os empregos que elas geram ficam esquecidos. Não vejo problema algum na quebra de patentes, desde que todos os laboratórios ao redor do globo que se envolveram nesse esforço não só sejam reembolsados por absolutamente todos os gastos com o desenvolvimento ou tentativa de desenvolvimento de vacinas, como também sejam remunerados com ganho de capital ajustado para os riscos que incorreram nesse esforço e um valor adicional equivalente a um prêmio por quebra contratual padrão em negócios dessa natureza. Importante que também os governos que optem pela quebra das patentes assumam todo e qualquer risco advindo do uso de vacinas aprovadas em caráter emergencial (leia-se sem desenvolvimento de fase 3 completo). É isso ou, na próxima pandemia, não teremos nenhum laboratório privado se disponibilizando a correr o  risco de desenvolver uma vacina para salvar o mundo.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com,

Santana de Parnaíba


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VÍDEOS

É inadmissível o que Bolsonaro vai fazer ou já fez: vídeos de ministros e puxa-sacos que usaram os remédios que ele, como médico formado, indicou e ainda indica para as pessoas. Será que ninguém consegue fazê-lo ver que nada disso é certo. O cara nunca foi em um hospital, dizer umas palavras de conforto para os infectados. Só sabe criticar. É impressionante que ainda  existam pessoas que acreditam nele, e que batam palmas e riam do que ele fala, apenas besteiras. Anda de moto sem máscara com outro imbecil, dono da Havan.  Aonde vamos parar com tanta estupidez. Estamos arriscados há ter uma terceira onda, por culpa de pessoas que ainda vão em festas clandestinas, praias, andam sem máscaras. Por favor,

Acorda Brasil!. Será que vamos ainda passar mais um ano desse jeito?


José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira


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EXERCÍCIO ILEGAL DE MEDICINA


Ao reiterar uma suposta eficácia da cloroquina e de outros tratamentos preventivos, Bolsonaro não poderia ser processado pelo CFM por exercício ilegal da medicina? Qual a diferença entre ele e os curandeiros charlatões? Têm a mesma influência sobre os incautos que alegam sempre as mesmas coisas, todas subjetivas: “tomo e não peguei”, “fulano e sicrano tomam há anos e não pegaram”, até já li “a África inteira toma e lá não pegaram”.  Não adianta seus defensores alegarem que ele não recebe por essa prescrição, pois recebe sim, eu e todos os brasileiros pagamos seu salário, nosso dinheiro está envolvido. E aí Conselho Federal de Medicina? 


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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NETOS E AVÓS

Estudos de cientistas informando que crianças têm baixa taxa de transmissão do vírus da atual pandemia deixam os avós desses jovens mais aliviados. Tendo os mais idosos sido vacinados, não há razões de afastamentos dessas duas gerações familiares, o que permite que haja finalmente uma volta de convivência salutar entre avós e netos, que tanto sofrimento produziu entre esses dois laços familiares entre nós. Alvíssaras!


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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