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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2021 | 03h00

O Brasil de Bolsonaro

Que país é esse?!

Temos um presidente que dá pouca importância às leis e às normas de segurança contra o contágio de uma pandemia que já matou mais de 420 mil brasileiros. Um Legislativo que se apequena e se deixa dominar por um bloco chamado Centrão, que pouca importância dá aos eleitores, sempre voltado para os próprios interesses. O Judiciário não fica atrás. Julgamentos monocráticos são comuns. Não ver malfeitos em notórios ladrões é só uma das questões controversas. Além de juízes que gostam de holofotes e passaram a atuar fora de sua jurisdição. Finalmente, o povo é dividido em castas. Se o cidadão não for privilegiado com nenhuma das benesses do sistema, pouca esperança poderá ter de um futuro, já que num país quebrado, segundo o ministro da Economia, sobram milhões de desalentados na busca de emprego. A autofagia do sistema não permite variantes. Apesar de se mostrar desastroso, o sistema é mantido a todo custo pelo poder de uma elite míope que não aceita a renovação. Já passou da hora de mudar!

SERGIO HOLL LARA JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Crimes de responsabilidade

As pedaladas fiscais e os créditos suplementares sem autorização legislativa foram considerados crimes de responsabilidade atribuídos à ex-presidente Dilma Rousseff e motivaram seu afastamento do cargo em 2016. Ainda que mal pergunte: e o rateio de recursos públicos entre parlamentares da base do atual presidente fora dos controles orçamentários aprovados pelo Congresso, por meio de um orçamento secreto paralelo, não é crime de responsabilidade e motivo para mais um pedido de impeachment do “mito”?

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Impeachment

São tantos os indícios de crimes de responsabilidade do presidente Bolsonaro que ocuparia muito espaço enumerá-los aqui. Vão desde um orçamento secreto para a compra de parlamentares até o negacionismo causador de mais de 400 mil mortes, os passeios provocando aglomerações e disseminando a doença mais grave que a humanidade enfrenta hoje. No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados senta-se em cima dos pedidos de impeachment. Por quê? Que benefícios estarão por trás? Ah, dizem que não aguentamos mais um impeachment. Balela. Aguentamos, sim. O povo aguentará. Só não podemos aguentar corrupção desenfreada, mortes de brasileiros, o riso irônico e as provocações mal-intencionadas e criminosas do sr. Bolsonaro. Chega. Os parlamentares que cumpram o seu dever de representar e defender o povo sofrido que os elegeu.

JORGE AUGUSTO MORAIS DA SILVA JOTAUGUSTOADV@ICLOUD.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Ainda há esperança

Temos dois ex-presidentes que gostavam de dar rolês de moto, Collor e Dilma (ela na garupa). Ambos foram “impichados”. Não percamos as esperanças!

CARLOS ALBERTO ROXO  ROXO.SETE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Perguntar não ofende

Senadores beneficiados com o favorecimento de suas emendas no orçamento secreto criado pelo presidente Bolsonaro alegam a necessidade de sigilo sob o argumento de que a medida encerra risco para o Estado, a honra e a família. Por quê? Suas excelências consideram a medida indecente?

FAUSTO RODRIGUES CHAVES FAUSTOCHAVES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Orçamento secreto

A alegação dos “nobres” senadores da necessidade de manter um orçamento secreto, abastecido com dinheiro público, por questões de segurança de Estado, de suas famílias e de sua honra é de um deboche sem tamanho, uma ofensa à inteligência das pessoas de bem que pagam impostos escorchantes para manter as mordomias e os privilégios deles.

CELSO NEVES DACCA CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Velhos vícios

Os senadores atribuem o orçamento secreto a razões de segurança. Mas nós, brasileiros, sabemos que é para esconder falcatruas com o dinheiro. Tudo igual, como sempre foi...

LUIZ FRID FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Poder e dinheiro

Esse escândalo dos R$ 3 bilhões do Orçamento dados ao Centrão, desvendado pelo Estado, mostra como o povo foi incauto ao acreditar numa proposta “inovadora”. O poder corrompe quem ocupa a cadeira ou o sujeito já chega pronto...?

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

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Ainda o churrasco ostentação

Com o preço de um quilo de picanha daria para mais dez auxílios emergenciais e ainda sobrariam R$ 49,99. Quantos quilos de picanha foram consumidos na comemoração do Dia das Mães? É um disparate sem sentido num momento de tantas dificuldades por que passa a maioria da população desempregada. O fato de o próprio presidente Bolsonaro exibir essa carne especial com imensa satisfação já é uma demonstração de irracionalidade e insensibilidade aos problemas atuais. Que Deus nos livre dessa pessoa o mais breve possível.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI ADALBERTO.ALLEGRINI@GMAIL.COM

BRAGANÇA PAULISTA

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Pandemia

SOS, China!

Solicito ao sr. Yang Wanming, embaixador da China no Brasil, que não nos puna pelas estultices do presidente que temos e interceda por nós para que o seu país nos envie o quanto antes os insumos necessários para a fabricação da Coronavac, pelo Instituto Butantan. O sr. embaixador deve saber que nosso presidente teme que, estando a maioria dos brasileiros vacinados, possamos ir às ruas protestar contra ele, pelas mais de 420 mil mortes por covid-19. Por favor, nos ajude. Ficaremos muito agradecidos.

TANIA TAVARES TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CPI

A CPI do Senado para apurar os procedimentos dos organismos de saúde do governo federal continua trazendo detalhes comprometedores, confirmando os descompassos em relação a uma situação dramática pela qual estamos passando. E eis que surge um fato novo, ou seja, um “orçamento paralelo”, com o uso de verbas públicas para atender os parlamentares  aliados. A que ponto chegamos!


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CPI E HUMOR


A atual Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid está, em face aos depoimentos de alguns dos que estão sendo questionados, muito semelhante ao antigo programa de humor Escolinha do Professor Raimundo, do saudoso Chico Anysio. São tantas as incoerências das respostas dos que lá estão indo que tal CPI tem tudo para substituir o antigo humorístico, que produziu risos no passado.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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DEPOIMENTO DE BARRA TORRES


Merece destaque e registro o surpreendente depoimento à CPI da Covid do médico e contra-almirante Antonio Barra Torres, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), amigo declarado do presidente Bolsonaro, que demonstrou que a ele não cabe o polêmico mote “um manda e o outro obedece”, do obediente e submisso ex-ministro Eduardo Pazuello. Barra Torres declarou sem meias-palavras seu claro posicionamento contrário ao tratamento precoce por meio da cloroquina e o kit-covid, e absolutamente favorável à vacinação, ao distanciamento social e ao uso do álcool em gel pela população. Resta saber se ainda permanecerá no cargo depois do que disse. A ver...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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OS GRANDES E OS PEQUENOS NA CPI

CPI, inclusive a da Covid-19, serve, sem dúvida, para expor os grandes e os pequenos de ações e comportamentos e os grandes de caráter e de atuação. Comparação que se faça entre o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o dirigente maior da Anvisa, Antonio Barra Torres, levará às seguintes conclusões: o primeiro se acovardou, preteriu a ciência e não honrou a sua profissão de médico, enquanto o segundo demonstrou a sua personalidade retilínea e o seu caráter exemplar, esclarecendo todas as dúvidas e respondendo a todas as questões que lhe foram formuladas, sem nenhuma preocupação de agradar ou não ao Planalto. A comparação serve, também, para demonstrar a Bolsonaro que a sua pressão e poder de aquisição de pessoas podem ser vencidos por cidadãos bem formados e com ética na condução de suas vidas e profissões, servindo de exemplo para os carentes de dignidade e de formação moral. Ou não?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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O INIMIGO NÚMERO 1 DA NAÇÃO


Não, o grande responsável pela total irresponsabilidade do governo brasileiro, em relação ao combate à terrível epidemia do coronavírus não irá depor na CPI da Covid, no Senado. Mas todos os dedos acusatórios estão diretamente apontando para sua total omissão, no que deveria ter sido feito e de sua perversa atuação contra tudo que poderia ter sido feito, evitando o meio milhão de mortos que o Brasil estará contando nos próximos dias, motivo de deboche pelo cavaleiro apocalíptico da morte na Presidência do Brasil.


Paulo Sergio Arisi  paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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O MOTOQUEIRO ALOPRADO 

No Dia das Mães, Bolsonaro ignora regras sanitárias e gera aglomeração com motoqueiros em Brasília. O presidente e diversos simpatizantes não utilizavam máscaras. Ao final do passeio, Bolsonaro cumprimentou apoiadores ao lado da entrada da residência oficial, contrariando mais uma vez recomendações sanitárias para a contenção da covid, que já matou mais de 420 mil brasileiros. Bolsonaro proclama a eficácia da cloroquina e tentou alterar a bula do remédio, nega o distanciamento social e o uso de máscara. Enquanto isso o vírus da covid continua livre solto... 

Cláudio Moschella   arquiteto@claudiomoschella.net   

São Paulo



PF PEDE AO STF PARA INVESTIGAR TOFFOLI


A matéria PF pede ao STF para investigar Toffoli (Estadão, A8, 12/5), que trata dos indícios de venda de sentenças no valor de R$ 4 milhões, mostra que agora a roupa suja da roubalheira exposta pela Lava Jato começa a ser lavada em praça pública. E é bom que seja assim. Afinal, até agora praticamente só os empreiteiros foram penalizados. Os políticos poderosos com prerrogativa de foro, membros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal de Contas da União (TCU) e agora até do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos na roubalheira ainda foram atingidos. As instituições não vão se aperfeiçoar com todo esse lixo jogado debaixo do tapete. A sociedade espera que essa página podre de nossa história seja amplamente esclarecida.


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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CORPORATIVISMO PETISTA


Dias Toffoli, ministro do STF, é suspeito de ter recebido  R$ 4 milhões para beneficiar dois prefeitos do Estado do Rio de Janeiro, quando presidiu o TSE. O envolvimento do ministro  consta da delação do ex-governador Sergio Cabral, que foi encaminhada pela PF ao STF. Para a investigação ter início é preciso que a Suprema Corte a autorize. Dos atuais 11 ministros do Supremo, 7 foram indicados pela dupla Lula-Dilma, o que inviabilizará a autorização para investigar um  petista.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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SERÁ?


Tudo indica que há motivos para investigação do ministro do STF Dias Toffoli no caso Odebrecht. Será que o corporativismo do Supremo vai permitir? A conferir...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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RETROSPECTO INVESTIGADO  

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli está sendo investigado pela própria Corte, a pedido da Polícia Federal. A suspeita é da venda de decisões, cujos supostos valores ultrapassaram a casa dos R$ 4 milhões e que teriam sido entregues no escritório de advocacia da sua esposa, Roberta Rangel. Afinal, não é de estranhar, pois em dezembro de 2019, o ministro investigado usou um avião da FAB para participar de um evento em uma pequena cidade de 10 mil habitantes e aproveitou para dar uma esticadinha ao hotel de luxo no Paraná Tayayá Aquaparque, em Ribeirão Claro, onde se hospedou. Afinal, o retrospecto de suas andanças não é muito promissor, não é mesmo Toffoli?       

 

Júlio Roberto Ayres Brisola  jrobrisola@gmail.com

São Paulo

           

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ESTÚPIDO OU LOUCO


Seria estúpido ou louco o réu que, ao negociar um acordo de delação premiada, a ser homologado pelo Poder Judiciário, notadamente corporativista, viesse a caluniar um ministro do STF, a mais alta corte desse mesmo Poder, atribuindo-lhe falsamente o cometimento de um grave crime, em conluio com sua esposa advogada.

Será que Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, que acusa o ministro Dias Toffoli de corrupção, teria se tornado estúpido ou louco?


Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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O EXEMPLO DO AGRO

O Brasil tem uma enorme vocação agrícola, não há dúvida da importância do agronegócio na matriz de negócios do País. O desafio é conciliar o desenvolvimento do agro com a preservação da natureza. Não é possível continuar desmatando como se não houvesse amanhã. O crescimento exagerado do agronegócio já está prejudicando o País com secas cada vez mais persistentes, extinções de espécies, contaminação das águas das maiores bacias hidrográficas do planeta, etc. O agronegócio brasileiro deveria focar em agregar valor a sua gigantesca produção, parar de vender produtos in natura e passar a industrializar sua produção, isso trará uma lucratividade muito maior a todos os itens do agronegócio. O agronegócio deveria diversificar e investir no turismo, o Brasil deveria ser um dos países mais atraentes para o turismo de natureza; cada grande fazenda deveria ter grandes resorts para atrair esse tipo de turismo. No Pantanal já existe um pouco desse turismo, mas há um enorme potencial para crescimento no binômio turismo/preservação em todos os biomas. Produzir, conservar, agregar valor e faturar muito mais com o turismo esse é o caminho do sucesso do agronegócio e não o aumento das áreas de cultivo via desmatamento.

Mário Barilá Filho mariobariala@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NOVA POLÍTICA DE PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS


Aparentemente o assunto saiu de moda perdendo importância, apesar de o consumidor seguir pagando a conta. Se comparados os preços em reais dos combustíveis na bomba de fevereiro a maio, consideradas as variações do petróleo Brent e do câmbio no período, sofreram um aumento real de15% a gasolina, 9% o diesel e 19% o etanol, embora o IPCA acumulado no período tenha sido de 1,56%. Desse modo, podemos verificar que os preços na bomba tiveram aumento real superior a 14% e que o diesel está sendo subvencionado pelos consumidores privados, em benefício dos caminhoneiros, eleitores preferenciais do presidente.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos


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ORÇAMENTO SECRETO


Os R$ 3 bilhões de recursos liberados secretamente pelo capitão Jair Cloroquina Bolsonaro antes da votação das presidências das duas casas do Congresso Nacional, para que os parlamentares votassem “corretamente”, seriam suficientes para vacinar 20 milhões de brasileiros! Eis o custo para a população da nova versão de toma lá dá cá que o capitão jurou que não ia fazer. Capisce?


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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COMPETÊNCIAS E A CONSTITUIÇÃO


Se a constituição permite ao presidente da República e seus ministros nomear qualquer pessoa para cargo em órgãos públicos federais, com ou sem funções técnicas ou científicas, temos que corrigir a Constituição.  Cada órgão público tem que criar suas carreiras baseado em méritos e aprovadas por colegiados qualificados.

Lars Sigurd Bjorkstrom lars@acecoti.com

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ESSAS PESQUISAS....

 Pois é, segundo a mídia, pesquisa recente mostrou que o brasileiro confia mais nos militares, menos num STF, seguido do Bolsonaro. Quanto às colocações de Bolsonaro e do STF não discuto, mas como os militares conseguiram chegar em primeiro? Quais foram os militares pesquisados? É aí que mora a dúvida. Porque se foram as Forças Armadas, o que estão fazendo com relação ao Bolsonaro? Creio que as Forças Armadas esqueceram que não cuidam apenas de fronteiras contra perigos de fora, mas também contra perigos internos, como ocorre já algum tempo no País. Parece que as Forças apenas usufruem do governo, porque não é de hoje que deveriam não dar um golpe depondo o presidente, mas encostá-lo num canto, mostrar tudo que já fez de errado com prejuízos imensos ao País e pedir-lhe que se cale, para no máximo ir até o fim do mandato, esquecer a reeleição juntamente com os filhos. Seria o mínimo, porque como está não dá para continuar.

Laércio Zannini    spettro@uol.com.br

São Paulo

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UM GOVERNO TRAMBIQUEIRO

Trambique é um negócio fraudulento, o qual, quando ocorrido na administração pública, recebe o título de prevaricação. Esta seria a denominação correta de um artifício montado pelo presidente Bolsonaro, no final de 2020, criando um esquema paralelo, de R$ 3 bilhões. Por meio desse expediente ″criativo″, deputados e senadores, por ofícios, indicam como preferem que sejam usados os recursos, o que, legalmente, caberia aos ministros. Só podem usufruir dessa ″novidade” os que apoiam o Planalto. Dos R$ 3 bilhões, metade foi para obras de asfaltamento em redutos eleitorais de políticos, sendo parte destinada para a Codevasf – Cia. de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – estatal controlada pelo Centrão, desvirtuada no governo Bolsonaro quando passou a atender municípios localizados a mais de 1.500 km das águas do São Francisco e a acomodar ainda mais políticos do Centrão. Como é sabido, em 2018, o então deputado Bolsonaro fazia parte desse grupo, pois, era filiado ao PSL. Na prática, a empresa virou um duto para saída dos recursos do “tratoraço”, como o esquema de toma lá dá cá está sendo chamado, segundo  reportagem. A primeira saída foi a compra de tratores com preços até 259% acima dos valores de referência. Também se sabe agora que o senador Alcolumbre (DEM-AP), determinou a aplicação de R$ 277 milhões das verbas do Ministério do Desenvolvimento Regional. Até para prefeituras do Paraná ele destinou parcela da verba secreta. Duas máquinas, que o governo comprou por R$ 500 mil, com preço de referência de R$ 200 mil. Esse é um bom motivo para a verba ser ″secreta″. Em condições normais e legais, jamais o senador poderia ter feito isso. Deputados da oposição e o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU pediram a investigação sobre essa autêntica ação entre amigos. É hora de dar um basta nos absurdos que o presidente Bolsonaro vem perpetrando contra o País e a sua população.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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VACINAÇÃO DE ATLETAS


Bom dia! Na enquete realizada na coluna de esportes de ontem do Estadão sobre se estaria ou não correto vacinar os atletas olímpicos brasileiros antes da realização da Olimpíada, a microbiologista Natalia Pasternak perdeu, mais uma vez, a chance de se calar. Ao criticar violentamente a iniciativa da vacinação dos atletas, disse ser um absurdo eles passarem na frente na vacinação das pessoas comuns. Ela só se esqueceu que eles não serão vacinados com vacinas fornecidas pelo SUS, e sim com vacinas que foram enviadas pelo Comitê Olímpico Internacional para o Brasil e para todos os demais países, para vacinar “todos” os atletas que vão participar do torneio. Logo, ninguém aqui está furando fila.

 

Renato Fogaça de Almeidarfog@uol.com.br 

São Paulo


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