Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2021 | 03h00

 Desgoverno Bolsonaro

A sangue-frio

Acompanho a política nacional desde Dutra e posso testemunhar que Bolsonaro já se consagrou como o pior de todos os nossos presidentes, incluídos os do governo militar. Não será difícil estimar quantos brasileiros morreram por sua política ignorante de apostar a nossa vida na insana teoria da imunidade de rebanho, segundo a ótica de palpiteiros que jamais estudaram medicina, entre eles, uma estranha congregação de crentes em que a Terra é plana. Também já ficou patente a tendência do presidente a afirmar inverdades mal disfarçadas – “não posso provar, mas...” – que nos causaram sérios problemas com países com os quais mantemos boas relações, exceto pelos rompantes do chefe do Executivo. Como se já não tivéssemos engolido absurdos demais, agora tivemos a despudorada declaração de maus senadores que nos atribuem emburrecimento coletivo ao tentarem justificar o orçamento secreto como questão de segurança. Tomemos o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que destinou verba secreta à compra de duas máquinas para prefeituras no Paraná, adquiridas por R$ 500 mil, ou 2,5 vezes mais que o custo normal. Isso está longe de ser questão de segurança, mas com certeza não é decisão que mereça publicidade da parte do senador. Se ainda houver algum órgão da República que tenha condições de reverter esse verdadeiro assalto ao erário, está na hora de se manifestar e acabar com a festa. Entretanto, ao assistir, na CPI do Senado, à reação firme de seu presidente a tantas lambanças de membros do Executivo, passamos a ter uma tênue esperança de que os responsáveis pela morte de 430 mil irmãos por covid pagarão pelo crime que vêm cometendo a sangue-frio.

GILBERTO PACINI BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Orçamento secreto

A cada dia ficamos mais decepcionados com nossos políticos. Essa de os senadores alegarem razões de segurança para o orçamento secreto seria cômica se não fosse trágica. Segurança por quê? Por acaso o dinheiro foi para a conta pessoal deles e por isso correriam risco de assalto ou algo parecido? Esse assunto merece uma CPI séria e os desvios devem ser devolvidos aos cofres públicos, com penalidades para os picaretas.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI SAVOLDELLI@UOL.COM.BR

SÃO BERNARDO DO CAMPO

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Luzes na ribalta

O orçamento secreto deve ter sido discutido nos porões do Palácio do Planalto. Mas, diferente de outros tempos sombrios, a internet traz luz para todos conhecerem a verdade.

CARLOS GASPAR  CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O custo das bravatas

Tenho motivos para não morrer de amores pela China, uma vez que amargo a concorrência dos chineses, injusta e às vezes até desleal. Mas ofendê-los agora, na circunstância de ser a

China a principal fonte de matéria-prima para vacinas anticovid, é, no mínimo, falta de bom senso do governo federal. Chego a acreditar que se trate, realmente, de atitude deliberada para “melar” a “vacina do Doria”, sem dar a mínima importância para suas implicações na vida dos brasileiros. Já passa da hora de o Congresso tomar atitudes para neutralizar tais desarranjos. Parafraseando o próprio presidente, agora chega!

BENEDITO ANTONIO TURSSI TURSSI@ECOXIM.COM.BR

IBATÉ

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Eterno Terceiro Mundo

Diz uma piada antiga que Deus, quando da criação do mundo, cobrado pelos privilégios da área que seria o Brasil, tanto pelo tamanho como pelas maravilhas de seu território, observou: vocês vão ver o tipo de gente que vou pôr lá... Bem, até parece que foi verdade, basta ver pesquisa recente do Datafolha, em que Lula venceria as eleições, com Bolsonaro em segundo e o resto... bem, simplesmente é o resto. Estamos condenados a ser eterno Terceiro Mundo graças a um eleitorado que dá preferência a políticos como essa dupla, para depois reclamar de sua eterna condição de vida miserável. Merece o seu inferno. Não conseguiremos criar uma terceira via que possa mudar esse destino?!

LAÉRCIO ZANINI  SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Educação

Corte orçamentário

Lamentável a crise vivida pela centenária Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com seus 65 mil alunos. Corre o risco de encerrar suas atividades por causa dos sucessivos cortes no seu orçamento anual – de R$ 773 milhões em 2012 para R$ 299 milhões para este ano. Retrato fiel da situação da educação em nosso país.

JORGE DE JESUS LONGATO FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Até quando?

Muito triste uma instituição científica do calibre da UFRJ ter de vir a público expor o absurdo dos cortes sem critério do governo. Difícil acreditar que a sociedade deixe concretizar-se tamanho absurdo, que afeta outras universidades federais. Quantas tragédias ainda terá de haver para que o Estado se dê conta da sua responsabilidade na preservação do patrimônio científico e cultural?

ALEXANDER KELLNER, professor titular KELLNER@MN.UFRJ.BR

RIO DE JANEIRO

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Primazia

Tratores e caminhões para o Centrão, bem como armas e munições para militares e milicianos, são fundamentais para Bolsonaro. Já educação, ensino e pesquisa...

MARIA CECILIA P. BUSCHINELLI RINO CECILIABUSCHINELLI@HOTMAIL.COM

SANTOS

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Retomada Verde

Em Ibiúna

Nunca é tarde para elogiar a floresta plantada em 2003 pelo sr. Hélio da Silva às margens do Rio Tiquatira. Em 1985 plantei centenas de pinheiros e eucaliptos no meu sítio em Ibiúna, que já alcançaram 80 metros de altura. É visitar para crer!

VITTORIO RICCITELLI ARTENAFEX@ARTENAFEX.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SEM RASTREAR ESTADOS E MUNICÍPIOS, CPI DA COVID É INÚTIL

Data venia os senhores senadores, a CPI da Covid está começando pelo ponto em que deveria terminar. Antes dos depoimentos explosivos que ensejam embate político, deveria ter requisitado do governo federal a relação de gastos e recursos materiais enviados a Estados e municípios e, a partir daí, chamar governadores e prefeitos para confirmar se receberam e informar o que fizeram com equipamentos, medicamentos, vacinas e recursos em dinheiro liberados por Brasília. E só depois de recebidas as informações de ambos os lados, trabalhar objetivamente sobre as dúvidas suscitadas, sem o risco de ilações, suposições ou oportunismo político ou ideológico. A apuração às avessas e a forte politização das oitivas imprimida por Renan Calheiros – que jamais deveria ser relator nem membro da comissão, pois está pelo menos emocional e politicamente envolvido, visto que seu filho é governador e ainda poderá ser investigado – levam ao impróprio confronto do órgão parlamentar de apuração com o governo, o que reduz sua eficiência e credibilidade e leva suas reuniões a desaguarem em enfadonha luta entre situação e oposição, direita e esquerda. Só depois de apurado o caminho dos recursos federais nos entes federados é que a CPI terá elementos para, sem o risco de ser acusada de agir sob ilações ou suposições, questionar o governo federal e, se for o caso, propor medidas corretivas e punitivas aos ministros e autoridades que não tenham cumprido suas obrigações, entre elas o próprio presidente da República. Sem saber qual o montante que cada Estado e município recebeu e como o aplicou, não há objeto a apurar para levar à prova de omissão de governo federal. Para exalar a devida seriedade, a CPI tem de apurar procedimentos concretos ou a falta deles que teria levado ao agravamento do quadro sanitário. Tudo o que se fizer diferente disso não passará de espetáculo circense, algo que não coaduna à responsabilidade, representatividade e respeitabilidade de que devem desfrutar os senadores da República. Que o Senado volte suas vistas aos fundamentos da Casa e seja o poder moderador. Jamais o incendiário.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


CPI OU TEATRO SURREAL?


A CPI da Covid está escancarando o que já sabíamos: a inépcia, incompetência e desleixo do governo federal perante a pandemia e muito ainda será desvendado nas próximas semanas. Entretanto, há uma reflexão que não quer calar: o relator da comissão,  um senador atolado em processos escabrosos na justiça, ameaça um depoente com prisão (!) enquanto ele próprio é chamado de vagabundo (!) na frente de todos por outro senador, filho do presidente da República, investigado por sua vez em processo obsceno de desvio de salário (!). Isso está mais para um teatro surreal que para CPI séria. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O ESPETÁCULO DA CPI

Foi simplesmente insólito o espetáculo propiciado por Renan Calheiros, de quem todos os brasileiros conhecem o “currículo de honestidade”, dando  ordem de prisão ao depoente da CPI, ex-secretário de Comunicação Social da Presidência Fábio Wajngarten, alegando que ele mentira ao depor para proteger o presidente da República. Este é o único país em que se punem os insipientes e se promovem os espertalhões. 

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

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RENAN E A PRISÃO

CPI é coisa séria ou deveria ser. Mas não deixa de ter certa graça Renan Calheiros pedir a prisão de Wajngarten por, digamos, deixar de esclarecer algo sabido por ele. É como se Beira Mar ou Marcola pedissem a prisão de Moro. Bizarro tudo isto!


Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador


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COICES

Os insultos e provocações do destemperado senador “Rei das Rachadinhas”, Flávio Bolsonaro, ao senador relator da CPI da Covid, Renan Calheiros, mostram o desespero que tomou conta dos “predadores do ódio”, na definição do próprio Calheiros. O calejado Calheiros sabe que quem  com porcos se mistura farelo come. Sobretudo se os porcos são engravatados sem postura nem compostura e com o braço na tipoia. O relator, o presidente e o vice-presidente da CPI  não perdem de vista  que a infame missão do filho número 01 do mito de meia pataca é tumultuar os trabalhos da comissão. Calheiros garante que a resposta às ofensas dos tresloucados  é o aprofundamento das investigações. Em respeito e homenagem ao número estarrecedor de mais de 426 mil mortos, que enlutaram famílias e humilham o Brasil aos olhos do mundo.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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CONVERSA DE BOTEQUIM


Os afagos trocados entre o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros, e o senador Flávio Bolsonaro, que apareceu por lá à paisana e sem ser convidado, foram típicos de conversa de botequim de terceira. Mas ambos tinham razão nos elogios que fizeram um ao outro, alguns impublicáveis, que deixaram bem claro que nenhum dos dois deveria estar ali.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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MENTIRA PANDÊMICA


A CPI da Pandemia encaminhou ao Ministério Público a avaliação das mentiras propaladas por Fabio Wajngarten por meio da transcrição da reunião havida, que inclui o depoimento e as manifestações dos Senadores. Porém, um fato marcante é o ex-secretário afirmar que estava afastado de suas funções em março de 2020 por estar com covid-19 e o senador Rogério Carvalho revelar live com Eduardo Bolsonaro naquele mês em que Wajngarten dizia não ter interrompido nenhuma atividade. O conteúdo do vídeo não é transcrito pela secretaria do Senado e pode comprometer a análise do MP, caso não use também as imagens da reunião. A mentira tem pernas curtas, mas precisa ser bem documentada.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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A BOLA ESTÁ COM ARAS

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, enviou ao procurador-geral da Republica, Augusto Aras, o depoimento do ex-secretário da Secom Fabio Wajngarten para denunciá-lo (ou não) pelas mentiras e falso testemunho dados à comissão. Ora, como Aras é da turma do “um manda, outro obedece”  – aquele que disse que não vai investigar a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, pelos cheques ilícitos depositados em sua conta corrente –, ninguém duvida que ele, mais uma vez, arquive as investigações contra Fabio, amigo íntimo da famiglia Bolsonaro. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DE DISCURSO


No seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Fabio Wajngarten foi longe demais ao negar suas declarações gravadas e publicadas. Vamos por parte: sendo ele amigo íntimo da família Bolsonaro, por que fez tais declarações à revista Veja? O que ele ganhou em troca para mudar sua opinião perante a CPI? Por que um ex-secretário de Comunicação Social participa numa negociação bilionária com a firma Pfizer, num assunto que é da competência dos Ministérios da Saúde e da Economia? Motivos políticos à parte, esta CPI vai mostrar muito podre do governo do capitão Jair Cloroquina Bolsonaro, além de incompetência e irresponsabilidade fenomenais que resultaram, até agora, em mais de 428 mil óbitos e mais de 15.359.379 de casos confirmados da covid-19!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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TEMPOS ESTRANHOS


A pandemia foi visualizada, desde o seu desembarque aqui em Pindorama, como uma excelente oportunidade para políticos oportunistas e responsáveis por setores que, de alguma forma, foram prejudicados por decisões do governo, desencadearem um clima destinado a afastar o presidente que, por sua vez, impacta boa parte da sociedade com atitudes cada vez menos convencionais. Por outro lado, a Suprema Corte sai de suas atribuições específicas de fazer a lei ser cumprida e resolve governar como se Executivo fora, exibindo, ao mesmo tempo, um viés político impróprio e indesejável em suas decisões. E o Parlamento, fisiológico e pragmático em grau raramente observado antes, encontra-se mais manchado que o sol em época de grande atividade, não conseguindo despertar a confiança da população em seus integrantes, eleitos para atender aos anseios do interesse público. Tempos estranhos.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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EXCLUSIVIDADE TUPINIQUIM


Não resta a menor dúvida que  a omissão do  governo Bolsonaro é  a  grande responsável pelas mais de 428 mil mortes provocadas pelo coronavírus, e a CPI tenta comprovar essa tragédia e responsabilizar os envolvidos. Até aí, tudo certo. O absurdo da CPI é  sua relatoria ser ocupada pelo corrupto  cacique alagoano Renan Calheiros, que teve a ousadia de pedir a prisão do ex-Secom Fabio Wajngarten. Um corrupto maculado pela roubalheira  insistindo em prender um suspeito. Só no Brasil acontece algo assim.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

São Paulo


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OUTROS BICHOS


Os milhares a seguir: 3.993, 4.171, 4.202, 4.213 e 4.215 não se referem a apostas do dia a dia no centenário “jogo do bicho” de nossa cultura popular. São outros “bichos”! Inquéritos há algum tempo adormecidos na Suprema Corte, que têm o nome do “impoluto e angelical” (sic) senador Renan Calheiros (MDB-AL) na capa. Todos por corrupção e lavagem de dinheiro, ressalvando que o Inquérito 4.202 tem o carimbo de peculato em vez de corrupção. Surreal a CPI da Covid! Indicar Renan, peçonhenta raposa de extenso prontuário policial, marginal da lei, para a relatoria é a mesma coisa que nomeá-lo para cuidar de galinheiros em conluio com raposas de igual DNA, como está a demonstrar a maioria dos membros da CPI. Que país é este? Somente no nosso Senado, um cascudo e perigoso bandido juramentado, ungido pelo capeta, pode arvorar-se em paladino da Justiça, ameaçando prender e arrebentar aqueles que se opuserem aos seus interesses. Enquanto isso, o STF é só silêncio e omissão. Por quê?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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CPI DA SAÚDE

Já que morrem por ano no Brasil cerca de 360 mil pessoas de doenças do coração; de câncer, 280mil; e outros milhares de pessoas de enfermidades diversas; e antes da covid-19, rotineiramente, os jornais traziam fotos dos corredores dos hospitais públicos com os pacientes sendo “atendidos” no chão por não haverem leitos suficientes; sugiro que a CPI seja ampliada e contemple a análise destes fatos. Resumindo, que tal uma CPI da Saúde, ou melhor, da Saúde e do Saneamento Básico, cuja falta é a razão primordial da transmissão de todas as doenças infecciosas que assolam 100 milhões de brasileiros que não possuem o mínimo de saneamento em suas moradias?


José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga


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NÃO HAVERÁ PERDÃO

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes deveriam responder civil e criminalmente pelo fato de a China ter suspendido o envio de insumos da Coronavac ao Brasil depois das declarações desses dois inconsequentes. Milhares de brasileiros vão morrer em consequência desse novo atraso na vacinação. O Brasil não pode mais ignorar a intenção deliberada do presidente Bolsonaro de atrapalhar e até mesmo paralisar a imunização da população por causa de sua convicção  antivacina e para prejudicar seu rival político, o governador João Doria. Não haverá perdão para Jair Bolsonaro e todos aqueles que o apoiaram na sua catastrófica gestão da pandemia.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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POPULAÇÃO INERTE

É estarrecedor o número de mortos no País, mais de 430 mil óbitos pela covid-19. Nestes primeiros meses de 2021 o País é o recordista mundial em número de pessoas mortas, mais que Estados Unidos, Índia e México. A sensação é de que o Brasil e os brasileiros estão em pânico pela carnificina que se abateu. Um número atrás do outro, 100, 200, 300, 400 e agora já passa de 430 mil mortes, viraram estatística fria e ninguém liga mais para os números diários. Os brasileiros, que já andam descrentes, desanimados, com medo e conformados não se comovem nem com a chacina do Rio de Janeiro, nem com o massacre em creche de Santa Catarina. O fato é que descemos a ladeira da desesperança e a falta de perspectivas de dias melhores. A única perda capaz de tocar o brasileiro parece ter sido a do humorista Paulo Gustavo, ator global, 42 anos e figura ícone da alegria, que, como tantos outros, não resistiu à covid-19. Um homem jovem, saudável, com recursos financeiros para garantir tratamento médico de qualidade, mesmo assim morreu. O que mais uma vez evidencia que essa doença maldita não escolhe cor, raça, classe social, religião e idade. Não, não basta proteger ou vacinar somente os mais velhos ou pessoas com comorbidades. No país onde o coronavírus se instalou e conseguiu as melhores condições para se desenvolver, viver é um risco constante. As variantes, no plural mesmo porque são várias, estão aqui se reproduzindo, contaminando e matando a seu bel-prazer. Não tem como não responsabilizar o governo negacionista de plantão. Quem dera que a tristeza e a indignação com a morte de Paulo Gustavo e de outros milhares de brasileiros virassem comoção e ação. Pena que o povo está muito cansado para isso, 2022 está logo aí e o troco virá nas urnas. Quem sobreviver aos dois vírus, humano e o da covid-19, verá!!!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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LIDERANÇAS EM DESESPERO PARANOICO

O impressionante desespero de alguns setores de lideranças políticas entre nós nunca foi tão patente como agora. Tal realidade se deve pela convicção desses desesperados de que nada mais se esconde, em face da atual tecnologia de comunicação virtual. Ditas apavoradas personalidades, entram em pânico paranoico, toda a vez que seus delitos comportamentais vêm à luz nas mídias, provocando assim reações que seriam cômicas, se não fossem trágicas, em razão dos efeitos maléficos que causaram a grande parte de nossa imensa e sofrida população trabalhadora, desse nosso imenso país.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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VIOLÊNCIA INSUPORTÁVEL

Após um incrível aumento de feminicídios, começam a aumentar os infanticídios. Para onde caminhamos? Essa violência é assustadora!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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VENEZUELA

Nicolás Maduro tomou posse em janeiro de 2019 para um mandato de seis anos até janeiro de 2025. Chegando-se agora à metade do mandato, em janeiro de 2022, poderá ser convocado um referendo revocatório para antecipar as eleições presidenciais, em caso de derrota nas urnas, de acordo com a Constituição da Venezuela. Única solução dentro do marco legal para resolver a crise política no país. Não há necessidade de conversar com Juan Guaidó. Basta cumprir a Carta Magna, a mesma que o presidente descumpriu em 2016 quando não permitiu a consulta popular na metade do mandato anterior (2013-2019).


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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U$A

E a inflação chegou aos 4,2% (!) nos últimos 12 meses, mais que o dobro do previsto dos 2% ao ano, como a maior alta para um período de um ano desde 2008... nos EUA! God bless America!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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