Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Loucura ou crime?’

Editorial de ontem como o título acima (A3) trata da ação civil protocolada no STF por juristas e acadêmicos que solicitam o afastamento do presidente alegando, e justificando tecnicamente, sua incapacidade cognitiva. E cita também a carta aberta de 600 médicos que pedem o afastamento do presidente por crimes de responsabilidade e contra a saúde pública. Muito apropriadamente, o título e as últimas palavras desse editorial contrapõem as alternativas de doença ou crime para qualificar as atrocidades cometidas pelo atual governo. Sabemos muito bem dos abrandamentos possíveis para os que cometem crimes insanamente. Mas não deverá ser o caso do presidente. Ele representa um projeto de poder que se sustenta no que se possa afigurar como patologia: ódio, indiferença ao sofrimento alheio, o culpar terceiros e a desconfiança desmedida substanciada em teorias conspiratórias. Isso não é novo. A História mostra outros projetos que assim edificados redundaram em tragédias. Portanto, antes de ancorarmos a ideia de incapacidade mental, devemos ficar atentos para a capacidade do presidente de articular seu projeto de poder autárquico.

VALTER VICENTE SALES FILHO VALTERSAOPAULO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Degenerescência política

Certamente passamos pelo pior momento histórico do Brasil do ponto de vista político. A condução sábia da polis exige ciência e consciência de seus fatos e rumos, o que não se harmoniza com dualismos ideológicos e cultos de personalidade grosseiros. É simplesmente deplorável a notícia de que a OAB, da qual tanto nos orgulhamos, tenha sido infeccionada pela presença de bolsonaristas e antibolsonaristas, direita e esquerda, ao tempo em que sua respeitável direção ingressa no STF com o intuito de obter pronunciamento de insanidade mental de Jair Bolsonaro. Importante aliada do STF, que não pode adotar condutas sem ser devidamente provocado, seu compromisso essencial é com a Constituição federal e, destacadamente, com as liberdades pessoais e públicas e os direitos sociais nela consagrados no ano de 1988.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA, advogado AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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À espera de um milagre

Apoiadores do desgoverno possuem poder econômico. Falta-lhes discernimento, conhecimento. Tal qual manada de elefantes sem cabeça, inexplicavelmente adornados de verde e amarelo, pisoteiam a pátria amada, destruindo a vida e as instituições. Adeptos de teorias da conspiração, parecem eles mesmos portadores de um chip implantado comandando seu comportamento repetitivo e irracional. Se não despertarem de seu transe, haverá mais dissolução e morte. Mas não se trata de chip, é apenas o germe do mal.

VENTURA ALLAN MORENILLA VENTURA.MORENILLA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O preço da subserviência

Decepção sem tamanho ver a foto da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, uma das poucas figuras competentes desse governo, ao lado do “mito”, a cavalo, sem máscara. Esse pessoal dorme tranquilo, sem culpa? Até que preço se paga para não se desgrudar do poder, como aquele outro ministro que tomou a vacina anticovid escondido para não desagradar ao patrão? Não corremos o risco de este país dar certo.

ANTONIO CARLOS DE LIMA ACL1LIMA@UOL.COM.BR

SANTOS

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Retrato do momento

Pelo número reduzido de pessoas que se apresentaram na Esplanada dos Ministérios, sábado, para dar apoio ao presidente Bolsonaro, creio que já é o momento de o nosso mandatário pôr as barbas de molho...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Salvar o Brasil

Quem poderá salvar o Brasil, meu Deus, desse Jair fake news Bolsonaro? Um presidente irresponsável, que não cuida das crianças, está sucateando a educação, acabando com as universidades. Também não cuida dos pobres, da assistência financeira aos necessitados. Esse Bolsonaro tem de ser julgado e condenado por quase meio milhão de brasileiros mortos. E por estar acabando com a Floresta Amazônica. Não há ninguém, nenhuma instituição, que possa salvar o Brasil, tirando essa escumalha da Presidência? Faça justiça, meu Deus, livre-nos desse terrível mal!

CARLEONES FONSECA CARLEONESFONSECA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O mal menor?

As ações de alguns grupos políticos e as contingências, estão levando a Nação a escolher mais uma vez entre a extrema direita iliberal, demagógica, majoritariamente ignorante, e uma esquerda arrogante, majoritariamente corrupta e letrada. A se confirmar isso, acrescentaremos à lista um centro fraco, dominado por lideranças vaidosas e incapazes de se articular em torno do bem comum. E seguiremos celeremente para a insignificância e a escravização.

MARCELO KAWATOKO MARCELO.KAWATOKO@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Adeus

Bruno Covas

Lá se foi mais uma esperança nossa de honestidade e decência nesta triste política. Uma pena, porque a bandidagem de sempre continua por aí, mais viva do que nunca. Que Bruno Covas descanse em paz.

PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES PPECCHIO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Grande perda

Perdemos com ele o sopro de ar fresco da juventude que tanto nos falta na política. Sua resiliência e seu amor à cidade de São Paulo foram ímpares e esperamos que se espalhe e multiplique como uma onda feita com seu entusiasmo e sua coragem. Certamente o prefeito nunca será esquecido por aqueles que ainda acreditam numa política feita de integridade moral, respeito à democracia e à cidade onde viveu e trabalhou.

VERA BERTOLUCCI VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESPEDIDA DE BRUNO COVAS

Com a morte do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), o Brasil se despede de um dos mais promissores e éticos políticos do País.  Jovem de 41 anos, que lutava contra um câncer desde 2019, sempre primou fazendo política sem ódio.   Austero com gastos públicos, tinha forte compromisso com a população mais desprotegida socialmente. Tendo a honestidade como marca na sua vida pública, administrava a Prefeitura com transparência e ótima comunicação com os munícipes. E nesta pandemia, na qual inclusive foi infectado pela covid-19, não se furtou a dar o melhor atendimento médico hospitalar à população.  Que vá em paz esse santista fiel amigo do Brasil, Bruno Covas!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BRUNO COVAS, GRANDE PERDA

A morte do prefeito Bruno Covas é um duro golpe para São Paulo, tanto para os que nele votaram quanto aos demais que, pelo princípio democrático, participaram do processo eleitoral de 2020 e, pelo simples comparecimento às urnas, aceitaram previamente o resultado que delas surgiria.

Bruno foi um forte. Trabalhou até o ultimo momento em que suas forças o permitiram, com a mesma fibra que 20 anos atrás moveu seu avô, o então governador Mário Covas, quando a mesma insidiosa moléstia o acometeu. Seu exemplo ficará para sempre, não só aos seus familiares e amigos, mas a todo paulistano que com ele viveram seus dois anos e cinco meses de governo.

Ao mesmo tempo que enviamos as condolências a seus familiares e companheiros da grande tarefa de governar a maior cidade do Brasil, rogamos aos céus discernimento e equilíbrio ao substituto legal, Ricardo Nunes (MDB), para cumprir e  saldar os compromissos que assumiu juntamente com Bruno na caminhada do ano passado em busca da primazia de governar São Paulo no período 2021/2024. Que todas as forças políticas e sociais continuem emprestando ao novo governante o mesmo apoio que garantia a governabilidade ao prefeito desaparecido. O programa de Bruno é o mesmo de Nunes.

São Paulo é maior do que todas as variáveis políticas e acontecimentos fortuitos. A vontade do povo, que elegeu Bruno com quase 60% dos votos válidos, é soberana e tem de ser respeitada. Oremos pelo líder desaparecido e trabalhemos para concretizar seus objetivos mesmo na sua ausência.  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MORTE PRECOCE

Bruno Covas, partiu cedo, aos 41 anos, mas deixou um legado de coerência, decência e honradez. Fará muita falta na conturbada política brasileira, tão carente de homens de caráter. 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

PARTIDA ANTECIPADA DOS MELHORES

Enquanto muitos políticos fazem tão pouco em tanto tempo no poder, Bruno Covas fez muito em tão pouco tempo de vida e de política. Como o avô,  vai deixar uma bela história escrita para São Paulo. 

Carlos Gaspar  carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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VAI FAZER FALTA

Mario e Bruno Covas são políticos que fazem falta, pois não se intimidavam perante os problemas, mantendo a civilidade política. Se seu avô fosse vivo, provavelmente não teríamos o petrolão, e novas eleições teriam sido realizadas. A primeira vez que Bruno foi candidato, e se elegeu, enviei-lhe um e-mail dizendo : “Voto em você, pois acho que deve ter aprendido muito com seu avô, de quem eu era fã”. Hoje, o que desejo é que você descanse em Paz!. Obrigada.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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EVA E BRUNO

Primeiro Eva Wilma, horas depois Bruno Covas. Em comum tinham a defesa dos direitos humanos e o respeito pela democracia, ao contrário de governantes negacionistas que têm o culto ao ódio e ao radicalismo como prioridades. Suas mortes não serão em vão.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília

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COVAS, RARO EXEMPLO

Num país em que muitos velhacos políticos continuam dando o tom da politicalha rastaquera de Terceiro Mundo, servindo-se de seus cargos em lugar de servir à população e cumprir as promessas de suas campanhas, o PSDB, São Paulo e o Brasil perdem um jovem promissor do quilate e calibre de Bruno Covas. Foi um raro exemplo de bravura e fortaleza no enfrentamento do mal que o levou tão  precocemente. Que a inteligência humana, que logrou desvendar o átomo, o DNA, alcançou a Lua e acaba de posar em Marte, a cerca de 280 milhões (!) de quilômetros da Terra, possa finalmente descobrir como vencer esta tenebrosa doença o quanto antes. Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem ao bravo Bruno. Viva Covas!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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R.I.P

São Paulo perde seu prefeito. Bruno Covas, críticas à parte, foi um exemplo de coragem, perseverança e luta aguerrida contra uma doença terrível. Era contra o autoritarismo e tinha futuro político. Foi duramente criticado por ter ido assistir a um jogo do Santos com seu filho de 15 anos. Mal sabiam os críticos que seria o último. R.I.P.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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OS ÚLTIMOS MESES DO PRESIDENTE 

Quando o exército russo já estava dentro de Berlim, em abril de 1945, Adolf Hitler ainda delirava no seu bunker e ordenava que divisões imaginárias alemãs preparassem a contraofensiva. As forças ocidentais lideradas pelos EUA e Inglaterra libertavam a maior parte da Europa do pesadelo nazista pelo outro lado do continente, mas o ditador ainda acreditava na vitória, que nunca veio, mas que custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas. A lição sinistra da História parece ter sido esquecida por muitos, mas, ainda em um grau muito menor, tenta se repetir. O mal nazifascista voltou a assombrar na segunda década deste século em vários países, inclusive no Brasil. 

Porém, o líder nacional desse levante insano provou-se de uma incapacidade intelectual, cognitiva e operacional tão grande e evidente que seu período dá mostras de ser muito mais efêmero do que aquele na Alemanha de 1933/1945. O desastre econômico, sanitário, moral, político, institucional e social deste governo é tamanho, que sua queda é inevitável em breve. O País está sob o comando de um ser abjeto, que não tem capacidade para gerir sequer um condomínio, o que dizer então um país complexo como o Brasil? 

O inominável ameaça a nação com o tal “meu Exército”, mas agarra-se em seres desprezíveis como Artur Lira, Fernando Collor e Ciro Nogueira. Até o nosso Exército, ou seja, a Força Armada de 212 milhões de brasileiros, já o chama de “ladrãozinho”. O “mito” de pés de barro está a poucos passos do cadafalso. Logo estará delirando no seu bunker em Brasília, pois seu fim é iminente. Uma pena que ao custo de 500 mil brasileiros mortos. No inferno, Hitler deve estar muito orgulhoso do seu discípulo tupiniquim. 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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CPI DA PANDEMIA

Quando “um manda, outro obedece”, a CPI deveria convocar quem manda.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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VACINAS

O Brasil vive uma situação muito dramática com o aumento de pessoas infectadas pelo coronavírus e também pelo número de óbitos em decorrência da falta de vacinas! Um fato grave chega agora ao conhecimento geral pela denúncia do gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, de que a empresa fez em 2020 ao Brasil três ofertas de doses da vacina contra o coronavírus e o governo ignorou a proposta para comprar 70 milhões de unidades da vacina!

Uma vergonha este descaso diante da grave situação que estamos vivendo! Estes fatos devem ser investigados pela CPI instalada no Senado para apurar esta negligência imperdoável!

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

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VACINAS NÃO COMPRADAS

Nesta confusão sobre as vacinas, embora eu seja desapaixonadamente anti-Lula e anti-Bolsonaro, este tem razão. Anvisa não aprovou, não compra! Vejam a Oxford, inglesa, suspensa na Europa e no Brasil suspensa  somente para grávidas. Errado, suspensão total deveria ser adotada, como acaba de fazer a Noruega. E a Sputnik, tão incensada pelos governadores nordestinos, encabeçados por Rui Costa, da Bahia? Se forem ao Google e buscarem os mais de 60 países que a adotam, verão que somente o Terceiro Mundo a utilizada (o mais adiantado, a Venezuela, vanguarda do atraso!). Quando Rui Costa e sua guilda ameaçam ir ao STF pela compra da vacina, fazem-no para repassar a responsabilidade: se der errado, estarão isentos de culpa. Mas vocês acham que os ministros do Supremo vão botar a mão nesta cumbuca?

Maria Coelho maricotinha63@gmail.com

Salvador

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GENERAL LETRADO

O letrado ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello vai com tudo para a CPI da covid. Com o santinho do patrono do Exército, Duque de Caxias, no bolso. Embaixo do braço, receitas de cloroquina e chás caseiros. Com o peito estufado, vai encarar as perguntas mais solertes. Sem medo da verdade. Não dará vexame. Sabe que nunca mentiu. Tem fidelidade canina pelo mito das trevas. Tem as respostas na ponta da língua. Quando indagado sobre suas leituras e prato predileto, será claro e profundo: gibis da Mônica e do Pato Donald e pão com leite condensado. Para dores de barriga, aprecia Coca-Cola. Garante que é tiro e queda. Espera não ser aborrecido pelos senadores quando perguntado por que se omitiu no cargo, sobretudo durante as tragédias pela covid no Amazonas. Também subirá nas tamancas se algum senador tiver o desplante de saber por que sua passagem pelo Ministério da Saúde foi um colossal desastre. Pelas tantas, pedirá trégua para ir ao banheiro, trocar a fralda geriátrica. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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BRANCALEONE

O general da ativa Eduardo Pazuello ficou conhecido pelo seu total despreparo no combate à pandemia. Instado a comparecer como testemunha à CPI da Covid, fugiu e se refugiou atrás das abas do Supremo Tribunal Federal, com medo da prisão. Sua atitude parece a daquela criança que faz uma travessura e se esconde atrás da saia mãe para protegê-la. Já pensou se fosse convocado para defender o Brasil em alguma missão de conflito? Ele, certamente, se refugiaria bem lá atrás das fileiras do “Incrível Exército de Brancaleone”. Isso é feio menino!          

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PELA CULATRA      

A decisão do STF manifestada por seu ministro Lewandowski, que garante ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello o direito de permanecer calado na CPI da Pandemia sempre que uma pergunta feita, na sua visão, puder incriminá-lo, muito provavelmente foi recebida pelo governo federal como um alívio às suas preocupações de incriminação à sua gestão. Ledo engano. Esse aparente “tiro” na CPI pode sair “pela culatra”. Se os senadores oposicionistas ou independentes souberem formular bem as perguntas ao depoente, a simples negação de resposta a uma pergunta indicará que o eventual crime nela contido o incrimina. Em outras palavras, recusando-se a responder ele já estará admitindo que cometeu o crime insinuado na pergunta. Elementar, meu caro depoente!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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PAZUELLO SÓ EXECUTAVA AS ORDENS DO CHEFE

O general  Eduardo Pazuello não precisava desta proteção jurídica de não responder a perguntas que possam incriminá-lo, porque ele, como ministro da Saúde, só executava ordens que recebia de Bolsonaro, como já tinha declarado: “um manda o outro obedece”, referindo-se a agir sob estrita obediência ao que o presidente mandava ele fazer. Mais claro impossível. Tudo o que fez e o que não fez no Ministério foi por ordens de Bolsonaro. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BOLSONARO ORDENA MAIS UMA MANIFESTAÇÃO POPULAR

Em novembro de 1978, 909 pessoas cometeram suicídio na Guiana Britânica em um “ato revolucionário” ordenado pelo paranoico reverendo Jim Jones, que já estava sob intensa investigação pelas autoridades americanas por crimes de fraudes financeiras e abuso físico e psicológico dos membros da sua seita, “o templo do povo”. Algo parecido, em nível menos dramático, é claro, está acontecendo aqui. O presidente Jair Cloroquina Bolsonaro convoca seus seguidores a manifestações populares cada vez que fica gritante sua incompetência em dirigir o País (combate à covid-19; ressuscitar a economia; etc.) ou diminui sua chance de reeleição. Acontece que ele tomou todas as vacinas e antivirais a que tem direito; sua chance de ser novamente infectado pela covid-19 é zero. São os seguidores aglomerados e sem máscaras que vão ser infectados e não têm para onde correr, pois os hospitais estão lotados e falta de tudo, oxigênio, kits de intubação e leitos nas unidades de terapia intensiva. O único caminho para barrar esta loucura é o impeachment que, lamentavelmente, não acontecerá por covardia do chamado Centrão. Por outro lado, não temos o equivalente da 25ª Emenda à Constituição Americana: “Se o presidente se tornar incapaz de fazer seu trabalho, o vice-presidente passa a ser o presidente”. Sobra, então, o recente pedido de advogados ao Ministério Público Federal para examinar a sanidade mental do capitão para que seja interditado, ou seja, considerado incapaz para os atos da vida civil. Antes tarde que nunca!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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ATOS DA FAMIGLIA

Tudo indica que as fortes ofensas à China foram atos de deliberada má-fé, para forçar o país a interromper o suprimento de matérias-primas essenciais para a produção de vacinas. Está por demais evidente que não fez os ataques antes pois ainda não havia acordo de compra de vacinas com outros fornecedores. Apesar do atraso de muitos meses, agora se vangloriará pela compra de vacinas da Pfizer. Obviamente não ignora que com esses atos e atrasos o número de mortos pela pandemia será ainda maior. Mas isso não importa, pois tudo indica que o que foi feito atende ao objetivo de minar o potencial político dos governantes que mais lutam pela vida dos brasileiros. É vergonha ter no governo uma “famiglia” como essa.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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BOLSONARO DEVE SER PRESO EM FLAGRANTE

O presidente Jair Bolsonaro deveria ser preso em flagrante. Bolsonaro cometeu crime contra a existência da União ao atacar verbalmente a China reiteradas vezes. Esses ataques do governo brasileiro à China resultaram em uma retaliação chinesa, que suspendeu o envio dos insumos fundamentais para a produção das vacinas contra a Covid-19. Bolsonaro tem razão quando afirma que o país está em guerra, faltou dizer que ele é o responsável pela guerra, com os insistentes ataques verbais dele próprio e de outros membros do seu governo à China, ofendendo a honra e causando prejuízos à imagem da potência asiática. Há motivos de sobra para o impeachment de Bolsonaro. Também devem ser presos em flagrante todos os que estão prevaricando, principalmente Augusto Aras e Arthur Lira. O fim do governo Bolsonaro será uma bênção para o Brasil, que poderá voltar a desfrutar rapidamente da boa vontade dos demais países.          

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FACHIN NEGA PEDIDO DA PF

O escudo de ferro do Superior Tribunal Federal (STF), para desânimo da sociedade, ainda continua funcionando contra os mísseis certeiros da Lava Jato, como mostra a matéria Fachin nega pedido da PF para investigar Dias Toffoli (A8, 15/5). Como as denúncias contra o ministro Dias Toffoli foram feitas em delação do contumaz larápio dos cofres públicos ex-governador do Rio Sérgio Cabral, filigranas jurídicas não faltam para justificar jogar tudo para debaixo do já abarrotado tapete federal do STF. Num país em que dois presidentes já foram arrancados do poder maior em impeachment, um ministro do STF ser investigado não é nada traumático. Ao contrário, o aperfeiçoamento institucional é o que todo mundo espera. É preciso seguir o dinheiro para ver se Cabral não está nesse caso do lado da verdade. Simples assim!

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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