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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Diplomacia nada diplomática

O depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo na CPI do Senado que investiga omissões no enfrentamento da pandemia foi revelador. Vimos um diplomata que não é adepto dos princípios básicos da diplomacia. Como bem destacado pela senadora Kátia Abreu (PP-TO), o Brasil não deve ser parceiro de governos, e sim de nações. A subserviência aos interesses de Donald Trump é inegável e a atitude agressiva com nosso maior parceiro comercial e, agora, vacinal prejudica e trabalha contra os interesses nacionais. Enquanto a ideologia toma conta das estruturas do Estado e as corrói, milhares de vidas são perdidas e nada, absolutamente, parece alterar essa imagem antipática do Brasil no cenário internacional.

WILLIAN MARTINS MARTINS.WILLIAN@GLOBO.COM

GUARAREMA

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Terraplanismo

Depois de ouvir Fabio Wajngarten e Ernesto Araújo na CPI, ficou bem claro por que essa trupe bolsonarista acredita que a Terra é plana. É que na redonda a realidade é outra.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Falso e enganoso

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na sua participação, ontem, na CPI da Covid fez pelo menos dez alegações falsas e enganosas sobre cloroquina, testes e vacinas. Mais uma demonstração do comportamento inaceitável de ex-ministros do governo Bolsonaro.

URIEL VILLAS BOAS URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Assessoria em tempo real

Eduardo Pazuello deu um baile nos senadores no quesito mentiras, sem ser incomodado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros. Em sessões anteriores, outros depoentes também se valeram de mentiras claras e inequívocas, como Ernesto Araújo. Urge que os senadores, principalmente o relator, se utilizem de seus assessores para se abastecerem de dados e informações robustos, se possível em tempo real, para pegar contradições e mentiras no ato. Em tempos de redes sociais, em que as informações são instantâneas, não é aceitável que algo passe batido em rede nacional sem incômodo.

CALEBE HENRIQUE B. DE SOUZA CALEBEBERNARDES@GMAIL.COM

MOGI DAS CRUZES

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Dá samba

Ao tentar não colaborar com a CPI da covid, Eduardo Pazuello fez-me lembrar o samba de Ataulfo Alves: covarde sei que me podem chamar...

ROBERTO TWIASCHOR RTWIASCHOR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Agulha em palheiro

Quando algo era difícil de encontrar, eu, ainda um garoto, ouvia: é mais fácil achar agulha em palheiro do que o que você quer. Tempos depois, dizia-se que era praticamente impossível achar um dirigente do PT ou da cúpula do seu governo que fosse honesto. Hoje eu digo que é difícil achar um membro do atual governo que não seja submisso e mentiroso.

SÉRGIO BARBOSA SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

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BATATAIS

Clareza

A CPI tornou-se palanque inolvidável da verdade dos fatos.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI  FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Corrupção

As árvores agradecem

Finalmente uma notícia boa:

a Polícia Federal resolveu dar um basta na palhaçada criminosa promovida pelo Ministério do Meio Ambiente, que se transformou em despachante dos bandidos da floresta. O Brasil tem agora algo de positivo para mostrar à comunidade internacional e podemos ter alguma esperança de que haverá combate ao desmatamento ilegal. Está na hora de o Brasil acordar e rugir, acabar com esse governo delinquente. Ernesto Araújo e Eduardo Pazuello já caíram. Agora será a vez de Ricardo Salles explicar os crimes cometidos com o desmonte da gestão do Meio Ambiente, que resultaram na maior devastação ambiental da História. As árvores e os povos da floresta agradecem à nossa Polícia Federal.

MÁRIO BARILÁ FILHO MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

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SÃO PAULO

‘A delação e a Constituição’

A prudência destacada no editorial A delação e a Constituição (19/5, A3) é procedente, sem dúvida. Todavia é também necessário ter em mente que a roubalheira escancarada pela Operação Lava Jato ganhou dimensões inimagináveis. Os artifícios para lavar a dinheirama desviada eram variados e por essa razão toda denúncia deve ser considerada e investigada, seguindo o dinheiro, tarefa nada complicada, demandando apenas quebras de sigilo bancário. Arquivar investigações sob a alegação de que o delator é criminoso contumaz serve somente para blindar outros envolvidos. Por outro lado, é também importante destacar que o instrumento da delação premiada permite acelerar os processos, bem como reduzir os enormes custos da nossa Justiça, sabidamente uma das mais caras do mundo. Infelizmente, ainda não foi adotado em nosso meio o outro instrumento de plea bargain com essas mesmas virtudes.

JOSÉ ELIAS LAIER JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Em São Paulo

Trampolim político

Qual será o futuro da cidade de São Paulo? Continuará sendo apenas um trampolim político para o prefeito da vez ou para terceiros? Tudo o que ouço a respeito do novo prefeito é sobre como ele vai participar, e que apoio vai dar, na disputa eleitoral para governador e para presidente da República em 2022. Porém é bom não esquecer que a cidade de São Paulo tem problemas gigantescos, e dedicação exclusiva para resolvê-los seria a primeira (e única) missão de um prefeito. O tempo vai dizer, mas não começa bem.

FRANCISCO EDUARDO BRITTO BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

RICARDO NUNES


Após a trágica e precoce perda de Bruno Covas (PSDB), em meio a tantos e tão graves problemas a serem enfrentados, cabe desejar ao novo prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) sorte no novo cargo e à cidade, sorte com o novo mandatário. Acelera São Paulo!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O QUE MAIS TENHO QUE PROVAR?  

O procurador-geral da República, Augusto Aras, percebendo que a sua ambicionada nomeação para a vaga do decano Marco Aurélio Mello, no Supremo Tribunal Federal (STF), ficou mais difícil, agora resolveu focar a sua recondução ao cargo que ocupa atualmente. Afinal, ele diz que se sente alinhado com Jair Bolsonaro, especialmente, com sua famiglia, quando demonstra menoscabo quando a primeira-dama Michelle e seus quatro filhos – Flávio, Eduardo, Carlos e Renan – insistem em permanecer nas primeiras páginas jornalísticas criminais do País. Ora, pergunta Augusto Aras: “O que mais tenho que fazer para provar a minha subserviência?”.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo    

 

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O SUPERMENSALÃO

A reportagem publicada no Estadão de 18/5, informando que o general Ramos, atual ministro da Casa Civil, assinou a lei do orçamento secreto, se não houver nenhum equivoco, se constitui em um dos maiores absurdos realizados no governo federal. Segundo a reportagem, a operação ocorreu três semanas após Bolsonaro vetar a tentativa do Congresso de criar a RP9, quando o ministro assinou sozinho a citada emenda. A reportagem acrescenta a informação que tal decisão deveria ter passado pelo Ministério da Economia, mas o presidente, após o ato do ministro, alterou seu veto com o objetivo, claro, de obter o apoio do Congresso, leia-se Centrão. Ora, foi uma manobra mais ousada do que o famoso caso do mensalão, que levou muita gente para a cadeia e vários parlamentares perderam os seus mandatos. Essa manobra “esperta” acabou recebendo a alcunha de ″tratoraço″, pois as vultosas quantias foram utilizadas pelos parlamentares que apoiam o governo na compra de máquinas de terraplenagem e agrícolas. Podemos entender a preferência, se atentarmos para o fato de que em muitos municípios tais equipamentos são de enorme utilidade e trazem prestígio ao parlamentar. Como soi acontecer nessas emendas, os valores pagos pelos equipamentos estão muito acima dos preços de mercado. Se somarmos essa ilegalidade aos absurdos ocorridos na área da saúde, que está sendo tratada pela CPI do Senado, e ao desmatamento inédito na Amazônia, por causa do titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não por acaso chamado a se explicar na Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, podemos concluir que existem elementos que comprovam que o governo Bolsonaro não cumpriu suas principais promessas de campanha, que eram o combate à corrupção e a não submissão aos caprichos dos parlamentares. O art. 171, do Código Penal, trata de assunto assemelhado.

 

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CPI E CRISE

A atual CPI da Covid tem deixado os analistas de nossa realidade política perplexos, por não perceberem quais os efeitos de sua conclusão. Um fato notório é o contínuo desprestígio de nossas lideranças políticas, que precisam se renovar com novos e éticos elementos, para que tenhamos condições de sairmos deste momento complicado de nossa História, que o coronavírus veio agravar. Uma já antiga crise, para a qual precisamos de soluções que nos coloquem no rumo da retomada de nosso desenvolvimento como Nação, que tanto sonhamos e temos condições de ser.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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MISSÃO CUMPRIDA

Uma das perguntas, com a imediata resposta, do relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello: “A que Vossa Excelência atribui a sua demissão no Ministério da Saúde?”. Resposta: “Missão cumprida!". Um silêncio sepulcral tomou a sala de inquisição, maior do que o minuto de silêncio das contendas esportivas. Hilário ver/ouvir o desconcertado relator obrigado a demandar outra pergunta desconexa com a que a precedeu. Chupa Renan! De que adianta ter um alfarrábio eivado de maldades como ferramenta de ataque, se a sua qualificação não está adequada para entendê-lo e usá-lo tempestivamente.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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ELEIÇÃO EM 2022

 

A bandidagem está com tudo e não está prosa. A prisão após julgamento em segunda instância foi decidida em 2016 pelo STF, mas em 2019 o mesmo STF proibiu a prisão. Parece até que o STF advoga para a bandidagem. A grita popular foi grande. O polêmico assunto acordou o Legislativo Federal, mas está engavetado, mofando, de certa forma até caiu no esquecimento por causa do coronavírus. O certo é a prisão após a condenação em primeira instância, mas o poderio do “colarinho branco” entra em cena e até na segunda instância a prisão foi barrada. Em 2022 tem eleição para deputados e senadores e, embora os eleitores tenham memória curta, espera-se que se lembrem dos que são contra a prisão de condenados.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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‘SE LIGA AÍ BOLSONARO!’

É lamentável, para dizer o mínimo. Avançando com vigor rumo ao posto de pior presidente desde a redemocratização do País, Jair Bolsonaro ganha de goleada nos ex-presidentes José Sarney, Collor e Dilma Rousseff. Mas agora parece que uma maioria já pensa no impeachment do atual mandatário da nação, que pra muitos já faz hora extra na cadeira presidencial. Os que concordam com abertura de processo por crime de responsabilidade no Congresso somam 49% dos eleitores, segundo a última pesquisa DataFolha. Rejeitam a ideia 46%. Também não era pra menos, hoje com mais de 440 mil mortos pela covid-19, o presidente continua a fazer piadas jocosas e aglomerações com seus fanáticos seguidores. Enquanto isso, no Senado, a CPI que apura a conduta de autoridades no combate à crise do coronavírus vai de vento e popa, acumula provas e mais provas de negligência, negacionismo e de afronta à saúde pública, todas com pouca dúvida sobre as digitais do presidente Jair Bolsonaro. A parada que se avizinha na vacinação – pela falta de insumos vindos da China, alvo da política externa – deve atiçar ainda mais a insatisfação popular e o cerco da CPI, agravando a crise vivida nos últimos dias pelo presidente fanfarrão. Há, porém, forças estranhas que atuam na direção contrária ao impeachment presidencial. Em Brasília nada mudou, continua uma mão lava a outra e é dando que se recebe, uma delas é a associação entre Bolsonaro e os partidos do chamado Centrão, com eles não tem almoço de graça, e têm interesse em arrancar mais cargos e verbas do governo, como sempre fizeram em governos anteriores!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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IRRECUPERÁVEL

O irrecuperável mito de meia pataca continua relinchando. Chamou de “idiotas” cidadãos de bom senso que respeitam o isolamento social. Mais uma presepada de quem parece que dorme zangado e acorda histérico. Insulta,  ameaça e xinga quem tem a audácia de discordar de suas inacreditáveis e patéticas sandices. Bolsonaro é caso perdido. Deslustra o cargo. Não tem postura nem compostura. Rodeado de áulicos incapazes de demovê-lo do oceano de barbaridades com as quais constrange o Brasil e brasileiros. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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INTERVENTORES

Perguntar não ofende. Generais Pazuello, Ramos e Braga: esses são os interventores militares que os manifestantes bolsonaristas sonham quando saem às ruas?


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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IDIOTAS

Sou idiota porque acreditei e votei no Bolsonaro. Como não assumir? Aliás, somos todos idiotas. Não foi o meu caso, mas fico imaginando naqueles que votaram, pela ordem, em Collor, FHC, Lula, Dilma, nestes três últimos, duplamente idiotas. Pela idade, não sou mais obrigado a fazer este papel. Estes citados candidatos não passam de entes folclóricos do mal. O brasileiro tem tendências masoquistas, além de idiotas.


Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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IDIOTAS E BOÇAIS

Sou um idiota assumido que fica em casa durante a pandemia, mas não tão idiota a ponto de votar num boçal para presidente.

Leão Machado Neto  lneto@uol.com.br

São Paulo

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FILHOS

Lula e Bolsonaro têm algo em comum, os filhos. Os filhos de Lula da Silva eram os verdadeiros “Ronaldinhos dos negócios”. Enriqueceram, mantendo-se na penumbra e sem dar pitacos no governo do pai. Já os rebentos ricos  do Bolsonaro metem o bico no governo e ajudam a enredá-lo cada vez mais. Como dizia Vinicius de Moraes: “Filhos... Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos como sabê-los?”.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A FRASE DA SEMANA      

Mais uma vez, o estadista Jair Bolsonaro declarou que ele é "imorrível, imbrochável e incomível". Não obstante já haver dito que "só Deus o tiraria da presidência". O presidente só se esqueceu de declarar que "cão que ladra não morde" e, também esqueceu que Deus é brasileiro!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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SIGLA NÃO QUER BOLSONARO

Que decadência! Do ostracismo político em que se meteu e a sua provável derrota nas próximas eleições, nem o nanico partido do falecido Levy Fidelix deseja a filiação de Jair Bolsonaro, como informa a coluna do Estadão. Se zombavam do PRTB, a família Fidelix surpreende e esnoba esse autoritário, incompetente e desumano Jair Bolsonaro.  Que, para se filiar, queria agir como dono do partido. O clã Fidelix bateu-lhe as portas na cara... 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PSB TOPA DISCUTIR VOTO IMPRESSO

Esse tema é um tremendo retrocesso. Está mais do que provado que o voto impresso não inspira confiança. É isso que Bolsonaro pretende! Questionar o resultado desde agora? 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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ATENTADO CONTRA A DEMOCRACIA’ (Estadão, A3, 19/5)

Deixemos de lado os interesses políticos controversos da implantação do voto impresso e o momento errado para a discussão e olhemos do ponto de vista técnico.     

O voto impresso em paralelo com a urna eletrônica é uma proposta estapafúrdia. A urna eletrônica brasileira é objetiva e segura.

Esta ocorrendo o mau uso da palavra auditagem, que seria verificar numa amostragem das urnas eletrônicas a fidelidade entre o voto eletrônico e o voto impresso.  Por meio da amostragem impressa, qualquer funcionário do TSE, sem ser especialista de informática, poderia participar dessa auditagem.     

Para possibilitar a auditagem bastaria imprimir uma amostragem dos votos em talvez em 5 mil ou 10 mil urnas, que representam 1% ou 2% das aproximadamente 500 mil urnas, e o custo dessa operação é baixo.

 

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br 

São Paulo

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PAÍS É UM DOS QUE MAIS GASTAM COM SERVIDORES PÚBLICOS

A matéria País é um dos que mais gastam com servidores públicos (18/5, Economia, B3) estampa uma verdade incontestável. Todavia, como bem sabido, o nosso problema é que temos uma das mais caras estruturas de Justiça do mundo, na qual até o teto salarial já virou em verdade um generoso piso, dado um sem número de penduricalhos. Os constituintes de 1988 criaram um Estado de Direito muito pesado, que deveria ser reformado para viabilizar algum futuro.


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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UM FUTURO COM OTIMISMO


Há poucos dias, FHC, entrevistado pelo Estadão, comentou que acredita que o melhor caminho para nosso país será encarar o futuro com uma expectativa melhor. Para ele, hoje apenas um intelectual que vivenciou mais de 60 anos de nossa vida política e teve papel político preponderante em muitos momentos, é fácil pensar assim, mas como pedir isso a uma população que desde que nasce ouve falar no Brasil como o país do futuro, e a esperança de uma vida melhor que nunca acontece? Parece um narcótico que coloca milhões de seres numa expectativa calma, esperando que o amanhã seja melhor. Como atingir esse país do futuro, se aqueles que vivem na política nunca se interessam por melhores que não sejam para si mesmos. Mesmo eu não sendo especialista em coisa alguma, creio que quando FHC assumiu a Presidência do País, vindo de um Ministério comandado por ele que conseguiu o   milagre de reduzir quase a zero uma eterna inflação monstruosa que atingia mais de 80% ao mês, encontrou as condições para ser aquela figura que o Brasil nunca teve, um estadista. FHC foi o político mais bem preparado intelectualmente para essa condição e só não chegou lá porque, creio eu, achando pouco apenas um mandato, negociou com a politicalha a reeleição e ganhou, mas perdeu para seu ego uma imagem de governante que ficaria para sempre na história política do Brasil. Graças a ele e depois dele, os eleitos e depois reeleitos conseguiram jogar o País em um buraco do qual não sabemos até agora sua profundidade. Como pensar num futuro com otimismo?   


Laércio Zannini  spettro@uol.com.br

São Paulo   


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A POLÊMICA DA ESCOLA CÍVICO-MILITAR  

A criação da primeira escola cívico-militar no Estado de São Paulo está causando tensão em Sorocaba. O conselho escolar e o Ministério Público rejeitam a adoção do novo regime na Escola Municipal Matheus Maylasky que, mesmo assim, recebeu, na última segunda-feira (17), a equipe de 13 militares para a sua gestão. Desde o ano passado, a transformação vem causando controvérsias. O argumento é, entre outros, que a pesquisa sobre a mudança de regime abrangeu apenas 30% da comunidade escolar e o conselho da escola a rejeitou por 11 votos a 4. Também que a escola aprova 99% dos seus alunos, estando fora do objetivo do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim), de contribuir para melhorar o ensino e reduzir os índices de violência, repetência e abandono escolar. Pais de alunos protestaram contra a “militarização” e a divergência está armada. Espera-se que o prefeito, sua equipe e a comunidade escolar encontrem o ponto de equilíbrio. É importante que o sistema cívico-militar não seja o simples contraponto à nefasta ideologização do meio escolar durante as ultimas décadas. Trocar a esquerda pela direita seria perda de tempo. O aluno deve ser levado a conhecer, raciocinar e, ele próprio, com o resultado do aprendizado, fazer a sua opção. A escola não pode ser meio difusor de doutrinas políticas e ideológicas, mas de formatos e meios para que cada um encontre o caminho que lhe seja mais adequado.       

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br    

São Paulo    

           

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 AMAZÔNIA INTERNACIONAL COMO OS POLOS

Não tardará muito o dia em que a Amazônia legal, que envolve oito nações, será declarada “Reserva Natural Internacional dedicada a Ciência e à Paz”, como o Ártico  e a Antártida, antes que governos, empresas e pessoas destruam a Amazônia, como vêm acontecendo desde 1500 d.C., principalmente no Brasil, que há 521 anos vem desmatando a mais importante floresta do planeta Terra, por ganância de lucros fáceis, à custa de eliminar a fonte natural de água do Brasil, que irriga toda a agricultura nacional e fornece água aos 213 milhões de brasileiros, que não entendem esta verdade óbvia. Ou mudamos estes estatutos arcaicos de nações tribais ou morreremos todos abraçados à nossa própria insensatez.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre





 

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