Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Quanto vale um brasileiro

A CPI da Covid vem de confirmar que no ano passado o governo brasileiro achou melhor deixar engavetada por dois meses uma carta do presidente da Pfizer oferecendo ao País milhões de doses de sua vacina contra a covid-19. De acordo com informações da imprensa, na compra, tardia, do primeiro lote de vacinas da Pfizer o governo federal pagou US$ 10 por dose. Como duas doses são requeridas para a imunização, e com o dólar valendo cerca de R$ 5,50, a aritmética do ensino fundamental indica que o custo para imunizar um cidadão brasileiro com a vacina da Pfizer é de cerca de R$ 110. O presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo aparentemente não se preocuparam com a perda desses dois meses na campanha de vacinação. Afinal, devem achar que um brasileiro não vale tudo isso.

ROGÉRIO TEPERMAN ROGERIOTEPERMAN@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Visão bolsonarista

“O governo federal tem uma visão holística no tratamento da covid”, disse o senador Marcos Rogério (DEM-RO), ontem, na CPI. Resultado dessa visão: quase meio milhão de mortos!

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

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Missão cumprida

O general de divisão Eduardo Pazuello foi ministro da Saúde de 16 de maio de 2020 a 23 de março de 2021. Em meados de maio do ano passado, o número de mortes por covid-19 registradas no Brasil era de 15.633. Há 57 dias, na época em que Pazuello saiu do ministério, 298.843 brasileiros haviam morrido por causa da pandemia. Quando sua missão de ministro estava cumprida, Pazuello foi demitido, após terminar o que se propôs a fazer. Pazuello não conduziu com primor a compra de vacinas, a utilização dos testes do coronavírus, o suprimento de oxigênio hospitalar para Manaus, as informações sobre os efeitos colaterais e a falta de eficácia do uso da cloroquina. Que péssimo desempenho!

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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O mandante

Ao afirmar que ao deixar o Ministério da Saúde considerou cumprida a missão que o presidente da República lhe havia confiado, o general Pazuello resumiu tudo o que a CPI dele queria ouvir: fez o que lhe havia sido determinado.

LUIZ RIBEIRO PINTO BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Intendente

E não é que o intendente continua obediente?

GUTO PACHECO JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Blindagem

Bem sabemos, e o retrospecto indica, que correligionários demitidos, mas com “bom comportamento”, ganham cargos bem remunerados no País ou no exterior. Vamos aguardar!

JOSE PERIN GARCIA JPERIN@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Vexame

O cinismo e as mentiras de um general do Exército Brasileiro indicam que passou da hora da volta dos militares para a caserna, de onde não deveriam ter saído. Os militares no governo estão enlameando as nossas Forças Armadas!

FLÁVIO RODRIGUES  RODRIGUESFLAVIO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção

De desculpas

Na CPI, o senador Humberto Costa (PT-PE) sugeriu que o ex-ministro Pazuello pedisse desculpas ao Brasil. Como sugestão ao senador, antes de qualquer coisa ele poderia pedir desculpas ao Brasil pelo fato de o ex-presidente Lula da Silva e o PT, seu partido, terem patrocinado a maior onda de assaltos a esta Nação, ao longo de 16 anos, levando o Brasil à beira do abismo – inclusive moral.

MILTON CORDOVA JUNIORMILTON.CORDOVA@GMAIL.COM

VICENTE PIRES (DF)

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Vitupério

Lula da Silva admitiu à revista Paris Match que será candidato em 2022 contra Bolsonaro. Na entrevista enalteceu a política Sul-Sul de seu governo e, para variar, colocou-se como vítima da mídia golpista e conservadora, além de se autoelogiar. Esqueceu-se completamente do mensalão, do petrolão e da “sofisticada quadrilha” petista...

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Em São Paulo

Greve no Metrô

Como não estamos no meio de uma gravíssima pandemia, nem temos quase 30 milhões de desempregados e outros tantos famintos, dependentes de campanhas de arrecadação de alimentos, como igualmente a economia está robusta, sem o fechamento de inúmeras empresas, enfim, considerando esse mar de felicidades, os ilustríssimos metroviários viram ser oportuna uma greve. Mostraram-se irresponsáveis, cínicos e hipócritas, com o agravo de pertencerem a uma categoria de empregados com salários bem acima da média dos mortais, acrescidos de várias regalias. Para completar o triste e revoltante quadro, não esboçam a menor preocupação por descumprirem a ordem judicial de manter um mínimo de trens em circulação. Aliás, por que acatar a ordem, se jamais houve punição ou multa pelo desrespeito? Salve, salve, Brasil.

SERGIO CORTEZ CORTEZ@LAVOREMOVEIS.COM

SÃO PAULO

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Radares fora da lei

As alterações no Código de Trânsito Brasileiro que entraram em vigor em 12 de abril proíbem radares escondidos ou com visão obstruída. Mas essa determinação não é respeitada no sistema Anchieta-Imigrantes, nem pelos funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), nem por policiais do 1.º Batalhão de Policiamento Rodoviário, que mantêm o funcionamento de radares móveis escondidos. Com a palavra o Ministério Público do Estado de São Paulo.

MOYSES CHEID JUNIOR JR.CHEID@GMAIL.COM

SÃO BERNARDO DO CAMPO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PICADEIRO NA CPI

Efetivamente essa CPI da Covid está parecendo um picadeiro de circo mambembe onde todos se atropelam, expõem suas opiniões na maioria das vezes de forma desencontrada. Enquanto isso as mortes por essa infecção virótica vão aumentando continuamente. Tal catástrofe mostra como nossos atuais políticos são merecedores das péssimas avaliações que têm de nossa população, urgindo assim que  novas e éticas lideranças surjam no cenário nacional, para que possamos sair desse imbróglio que ora vivenciamos, rumo a  novas realidades que nos permitam a construção de uma grande Nação, que tanto sonhamos e temos condições de ser.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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ENGULA O ORGULHO E A IGNORÂNCIA E PEÇA DESCULPAS


A China continua dificultando o envio dos insumos das vacinas. Vai enviar uma quantidade muito menor do que o previsto. A má vontade da China é consequência das agressões sem qualquer fundamento proferidas pelo presidente Bolsonaro contra aquele país. As instituições competentes deveriam obrigar o presidente da República a se desculpar de joelhos com a China, ou apresentar provas cabais das insinuações que ele proferiu contra nosso parceiro asiático. A vida de milhares de brasileiros depende de receber a vacina o quanto antes. Bolsonaro que engula seu orgulho e a sua ignorância e se desculpe imediatamente com a China.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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BRA X CHI


Em meio à mais aguda crise sanitária e econômica do País nos últimos 100 anos, senão a maior e mais profunda, é absolutamente imperioso que o antidiplomático desgoverno Bolsonaro pare imediatamente de afrontar e criticar diuturnamente a China, por ora a segunda maior superpotência do planeta, que vem a ser nada menos que o mais importante parceiro comercial e vacinal do Brasil. Caso contrário, o Brasil poderá ficar sem vultosas divisas de exportação e sem os vitais imunizantes contra a pandemia. Viva a China!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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COM LUVAS DE PELICA

O presidente Jair Bolsonaro poderia dormir sem essa. Após ridicularizar a China, desdenhando da “vachina” e de dizer que ela é a responsável por disseminar o vírus no mundo, recebeu como resposta a liberação do envio de insumos imunizantes, pois os chineses sabem que os brasileiros de bem não endossam as palavras do negacionista. Na verdade o presidente chinês, Xi Jinping, e a cônsul chinês no Brasil, Chen Peijie, responderam com uma tapa com luvas de pelica, numa autêntica aula – que Bolsonaro deve ter cabulado – de urbanidade e de educação moral e cívica. Que vergonha! Só porque a China está salvando o Brasil?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CPI DA COVID        

 

A CPI da Covid não é um questionamento para apurar a verdade. É um longo interrogatório com perguntas repetitivas, maçantes, que se preocupam com detalhes insignificantes, como datas (querem que dia e hora sejam idênticos ao de interrogados anteriores). É tortura por horas a fio, na maioria das vezes com as mesmas perguntas, vencendo pelo cansaço. O objetivo não é saber a verdade, mas impor a verdade dos componentes da CPI às vezes extrapolando, com voz de prisão, e alguns deles mesmos estão envolvidos em processo judicial. É perda de tempo, num autêntico reality show, sem arrecadação própria, bancada por nós contribuintes.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)       

 

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“Ab Initio” no início desta carta, cabe-me  explicar que irei somente comentar os fatos referentes à vacinação contra a terrível , contagiosa e mortífera doença provocada pelo coronavírus, que está infectando e matando meio mundo,inclusive no nosso Brasil.  Um dos fatos mais importantes desta CPI foi o depoimento  do ex-chanceler Ernesto Araújo, que, para se defender, “jogou no Ministério da Saúde a responsabilidade sobre a estratégia para obtenção de vacinas contra o coronavírus”. Outra crise na aludida CPI é querer envolver, injustamente, o  presidente Jair Bolsonaro, na mobilização do “Itamaraty para busca de medicamentos sem eficácia comprovada, como a cloroquina fabricada na Índia e um spray nasal em Israel”. Outro ponto triste é o que chamou o chanceler Araújo de “mentiroso” e “omisso”, por respostas evasivas.  Espero que esta CPI, comprove o que está titulando o Estadão em sua reportagem Araújo implica Pazuello no atraso da vacinação.   Este atraso unicamente comprova a incompetência de quem o praticou .


Antonio Brandileone  abrandileone@uol.com.br

São Paulo


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CARA CRACHÁ

 Desnecessário o depoimento do general Pazuello nesta CPI para se estabelecerem responsabilidades.  O vídeo dele com o presidente é suficiente para determinar quem mandou e quem obedeceu. É de obviedade ululante. Ademais, como também é visto na cena, encheu o ego do presidente com a vaidade de um militar de patente superior admitir subordinação a um inferior. Dito isso, o morticínio ocorrido em Manaus é fruto da burrice ideológica que inviabilizou a vinda de oxigênio por avião, aliada à incompetência da gestão da Saúde em atentar para a gravidade do cenário e da gestão do próprio Estado em prover um sistema de Saúde minimamente aceitável. Tudo isso forma a tempestade perfeita. Se a população segue a CPI com o mesmo interesse de um reality show, nossos políticos deveriam se portar com a seriedade com que os mortos decorrentes desta tragicomédia requerem. E os depoentes... Bem, estes podem mentir à vontade. Os fatos, as fotos, os depoimentos de familiares ante os cenários de perda são definitivos.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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PERSONALIDADE JUVENIL?

Mas eis então que, para o general e ex-ministro Pazuello, as manifestações do presidente Bolsonaro em redes sociais não passam de arroubos políticos de uma segunda personalidade juvenil e jocosa do mais graduado mandatário do País, que nada têm a ver com as políticas sérias que o Brasil promove por seus ministérios, estes sim, sérios e comprometidos com a realidade. Ótima defesa, general! Na verdade, bem em sintonia com tudo o que os brasileiros começam a perceber da política governamental bolsonarista – um punhado de bravatas cujos efeitos, apesar de maléficos para o País e sua população, devem fazer rir um bocado aqueles que apenas se divertem e se locupletam com a dor e a desgraça alheia.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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PINOCCHIOS E CARAS DE PAU


Os depoimentos de membros de nosso desgoverno na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a covid-19 estão marcados por mentiras deslavadas e justificativas que não convencem uma criança. Fabio Wajngarten nega suas próprias declarações gravadas e publicadas, e o “diplomata” Ernesto Araújo não acha nada demais em ofender a China e os Estados Unidos (na época Joe Biden). O general Eduardo Pazuello considera que sua missão foi cumprida, apesar de 230 mil “baixas” na guerra contra a pandemia. Ninguém explica claramente por que não compramos as vacinas na época certa, por que faltou oxigênio e outros insumos hospitalares, e qual é a razão técnica pela insistência do capitão Jair Cloroquina Bolsonaro no uso de tal kit-fantasia (leia-se tratamento precoce). Ganha força, cada vez mais, a impressão de que a estratégia era alcançar a imunidade da comunidade pela infecção, e não pela frescura cara de imunização. É um crime para julgamento na Corte de Haia!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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O DEPOIMENTO CONFUSO DE PAZUELLO


Durante o primeiro dia de depoimento do general Pazuello na CPI, ele buscou o tempo todo  limpar a barra do  presidente Bolsonaro e de seu clã e, ao mesmo tempo, tentar convencer os senadores que trabalhou de forma perfeita e foi demitido após cumprir a missão. Foi desmentido ou corrigido pelos senadores, mas mesmo assim tentou posar como um general perante recrutas, pelo menos ele pensou assim. Até agora, com raras exceções como o Mandetta e Teich, e a continuar assim, ao término da CPI o resultado será a inocência de todos os depoentes e a culpa ficará apenas com o vírus e os mortos que serão acusados de se expor e não seguiras recomendações para se preservarem, a maior parte deles seguindo o presidente Bolsonaro, contrário à máscara, ao confinamento e ao  uso de gel. Incomodou aparecer num canto de jornal a informação que, na véspera do depoimento do Pazuello, o presidente da CPI, Omar Aziz, se comunicou com o comandante do Exército. Para que esse contato? Para pedir desculpas e  informar que não permitiria que humilhem Pazuello? Se foi isso, não há motivos mesmo, porque  o presidente Bolsonaro está levando o País a caminhar rapidamente para  meio milhão de mortos. O silêncio dos militares das Forças Armadas perante essa situação a história os colocará como cúmplices dessa mortandade por erro (ou não?) de combate a essa pandemia.


Laércio Zannini  spettro@uol.com.br

São Paulo


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CPI DESMORALIZADA


A CPI da Pandemia está se tornando um circo! Desde que Wajngarten mentiu o quanto quis e o presidente Omar Aziz liberou a mentira, Ernesto Araújo se sentiu livre para mentir à vontade. Agora aparece o Pazuello e dá um passa-moleque em todos os senadores da oposição com a colaboração dos governistas. Realmente, como muitos senadores estão sob suspeita de irregularidades, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. A qualidade das Forças Armadas vai se mostrando com o general Heleno, apaixonado pelo Centrão; Pazuello da ativa obedecendo ao presidente; Luiz Eduardo Ramos assinando o tratoraço; Braga Neto sabotando os chefes das Forças Armadas para contentar o presidente contra as regras favoráveis aos bons costumes. Enfim, para ouvir mentiras depois do juramento de falar a  verdade, é ridículo e perda de tempo. Que tal parar por aqui e começar a trabalhar de verdade?

 

Cecília Centurion   ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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TONTURA


Pazuello mentiu tanto na CPI que teve até tontura no final. O que ele não mentiu, omitiu. Quem mente em CPI tem de ser algemando. Pena o “habeas corpus” preventivo. Mas o depoimento foi um escárnio para os senadores. Basta!


Silvia Takeshita de Toledo silviattoledo@hotmail.com

São Paulo


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QUEM É...


Países da Europa e os EUA já estão podendo reativar suas economias, pois já vacinaram a maior parte de seus cidadãos. Então quem é o idiota no nosso país?    

    

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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A SERVIÇO DO DÉSPOTA

Seria fato que da maior qualidade das partes resulta a do conjunto. Nesse caso, é impressionante a ausência do atributo caráter, exposta pela atual equipe de governo. A falta dessa virtude em Pazuello, que já havia sido explicitada por autodeclaração anterior, é agora confirmada de papel passado no depoimento à CPI. A pergunta que não cala é o porquê disso, pois não seria visando ao bem da própria família ou ao da sociedade, ou mesmo de um projeto que inexiste. Portanto, seria apenas para servir a um déspota ignorante?  

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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BAGUNÇA DIGITAL


Há um descompasso entre o analógico e o digital. As ordens do Poder Executivo do governo federal às vezes vêm pelo canal digital, mas, segundo o general Pazuello, as ordens só valem se for no papel, pelos canais formais. Bolsonaro foi eleito pelo canal digital, pela internet, e é normal que ele se manifeste por meio das plataformas digitais. A velharia que ainda não se acostumou com o desenvolvimento tecnológico fica perdida diante de tantas informações rápidas e da necessidade de se acelerar as decisões independentemente da burocracia, cuja velocidade é determinada pelo andamento adagio ma non troppo. Quem sofre, para variar, é o povo, que fica neste hetairismo infrene burocrático da política brasileira.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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OS LIMITES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Graças às experiências do passado, a sociedade civil impôs limites ao governo do Estado pelo poder do presidente da República. Graças ao Parlamento e à Constituição um demente que ocupa a Presidência da República é impedido de fazer mal ao povo brasileiro.

O poder de Jair Messias Bolsonaro é limitado pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário. Em seu transtorno de personalidade, ele não consegue governar em harmonia com estes Poderes e passa a atacá-los.

O demente usa o seu gado cego para atacar os outros Poderes da República, com o objetivo de governar o Brasil como um imperador e ditador, com poderes ilimitados. Ele se acha um ser eleito por Deus para determinar a vida dos comuns.

Depois de um governo incompetente, em que aumentou o número de pobres no Brasil, parece que não vai conseguir terminar o mandato. Agora tem orientado seu gado a pedir uma intervenção militar com base no artigo 142 da Constituição, colocando as Forças Armadas como Poder Moderador, um poder acima dos Poderes Legislativo e Judiciário. Ocasionando um grande casuísmo em benefício próprio.


Graças a Deus e à experiência do passado da sociedade, a instituição de presidente da República tem limites.


Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com


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INGENUIDADE

É recorrente a constatação de que o eleitor brasileiro que se dirige às urnas o faça com a esperança de que o viciado ambiente político se purifique, como normalmente prometem os candidatos em campanha, e se torne mais respirável, mediante ações suas após eleitos, por meio das quais deixariam de lado seus projetos particulares  e priorizariam os de interesse público.  Na verdade, porém, verifica-se que o cidadão que deposita seu voto é um eterno incorrigível, ao alimentar expectativas de mudanças substanciais a serem implementadas por eles aqui em Pindorama, muitos com baixíssimos níveis moral e ético. Como esperar que a segunda profissão mais antiga, marca da própria natureza humana, sedenta de poder, modifique o lamentável panorama predominante? Será que não percebe que qualquer transformação exigirá uma transição bem mais longa, algumas vezes até traumática? Por enquanto, seria aconselhável convencer-se que escolher nada além do menos pior é o que se tem, dentro do conjunto atual de cidadãos que se apresentam como pretendentes a representar um povo alienado e mantido em eterno obscurantismo pela desatenção histórica com a educação.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

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PÉGASUS


O brinquedinho de R$ 25,4 milhões que está em licitação pelo Ministério da Justiça, para atender Carlos Bolsonaro, é um risco para a nossa combalida democracia.  O Pégasus, sistema desenvolvido por uma empresa israelense, permite o monitoramento de pessoas e empresas sem decisão judicial.

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Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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O BOLSA FAMÍLIA E A RENDA BÁSICA DE CIDADANIA


A melhor maneira de prevenir o uso eleitoreiro do Bolsa Família é caminhar firmemente em direção à Renda Básica de Cidadania, Universal e Incondicional, conforme determinou ao Poder Executivo o STF, em 26 de abril, por decisão de seus 11 ministros, para que cumpra a Lei 10.835/2004, a partir do ano fiscal de 2022. Será um direito à cidadania universal. Os que têm mais recursos contribuirão para que eles próprios e todos demais venham a receber.

Eduardo Matarazzo Suplicy suplicy@sti.com.br

São Paulo

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ELETROBRÁS


A privatização da Eletrobrás vai resultar em um aumento de R$ 20 bilhões por ano aos consumidores, segundo estimativa da Abrace (Associação dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres. Pena que essas associações, tão preocupadas com os consumidores, nada falaram até agora sobre o quanto o Estado brasileiro gastou subsidiando essa empresa, grande cabidão de empregos? É por causa desse tipo de gente gente que o Brasil está tão bem. Tão bem mal, é claro?


Antonio José Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo


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