Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Reino da mentira

A CPI da Covid está prestando um grande serviço ao País, embora seus dirigentes no Senado da República tenham sido obrigados a suportar mentiras dos depoentes, como foi o caso de Eduardo Pazuello, Fabio Wajngarten e Ernesto Araújo. Vários participantes apontam 14 mentiras somente de Pazuello, que precisam ser objeto de processamento legal, da mesma forma que as mentiras de Araújo e Wajngarten têm de ser punidas. Mas como? Remetendo relatório circunstanciado, com pedido específico, para o Ministério Público Federal, cujo chefe supremo é o procurador-geral da República, Augusto Aras. Então já temos a primeira pergunta: Aras apresentará denúncia contra os depoentes e o presidente da República, ou entenderá que não há motivação jurídica para tal? Vamos aguardar para ver se, mais uma vez, uma

CPI não será transformada em enorme pizza, esta com a borda recheada de falsidades.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Produtividade funesta

Ao ouvir na CPI o general Eduardo Pazuello falar em missão cumprida, imediatamente imaginei isso colocado num currículo para o mercado corporativo. Poderia ser assim: “Aumentei em dez vezes o volume de mortes no período em que exerci a função de ministro da Saúde”. Realmente, precisa ser muito bom para tal façanha, o que, lamentável e infelizmente, estamos vendo.

NILTON B. WILHELM ENGENHEIRO.BITA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Missão cumprida?!

Missão muito mal cumprida a do general Pazuello.

J. S. DECOL DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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General deu aula

O ex-ministro foi muito didático. Mostrou claramente que tudo o que a oposição indica ao governo é tratado como “de política” e por isso deve ser rejeitado. Assim foi feito com a “vacina do Doria”, recusada como sendo “de política”. Foi feito o mesmo com o apelo da oposição para que interviesse em Manaus, e outros exemplos mais. Com essa forma de ação, o governo rejeita o que é proposto pelos opositores e possa representar um voto a mais para o inimigo. Outra forma de ação mostrada pelo general é mentir e mentir sobre seus maus atos, que ele sabe que foram maus, achando que as mentiras serão aceitas como verdade por seus apoiadores. Para esses atuam ele e o presidente, sempre focando na reeleição e na proteção da família do presidente e de seus amigos.

WILSON SCARPELLI WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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‘Febeapá’

As testemunhas bolsonaristas na CPI, pela ordem de depoimentos, podem ser classificadas como “bagre ensaboado”, “não comunica e se trumbica”, “embaixador Rolando Lero” e “foca amestrada”. Fazem-me lembrar do livro de Stanislaw Ponte Preta O Festival de Besteira que Assola o País. Comparado a eles, Pinóquio é aprendiz.

JOSÉ PAULO CIPULLO J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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A turma do ‘minto’

Na CPI da Covid, Wajngarten mentiu, Araújo mentiu, Pazuello mentiu pelas orelhas. Investigado pela Polícia Federal, Ricardo Salles mente. Todos do governo do “minto”, que se tornou um vírus que não só dá uma mãozinha para o novo corona, ajudando-o a se disseminar pelo País, como acabou com o sistema imunológico da sociedade. A única maneira de cortar esse vírus pela raiz é o impeachment. Agora.

MARTA LAWSON LAWSONMV@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Alerta

Para não ser envolvido no esquema do contrabando da madeira pelo qual Salles é investigado, não seria prudente afastá-lo até ser concluída a investigação, e não elogiá-lo nos jornais? Achei estranho.

MARIO GHELLERE FILHO RMARINHOGHELLERE@GMAIL.COM

MOCOCA

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Tratamento ambulatorial

O Estado publicou as recomendações de um grupo de especialistas constituído pelo Ministério da Saúde para o tratamento da covid-19 em hospitais, portanto, grave. Elas indicam o uso de cortisona e anticoagulante e contraindicam cloroquina, ivermectina e azitromicina. É um bom começo ter uma recomendação técnica para casos graves, porém de escassa utilidade na atual circunstância, pois praticamente esse já é o procedimento rotineiro nas UTIs para a covid. O problema hoje reside na conduta para os casos de covid antes de chegarem à internação, pois a imensa maioria é de leve a moderado, e mesmo os casos que se tornam graves costumam ter início com manifestações limitadas. O agravamento durante a evolução da doença é muitas vezes imprevisível e a conduta médica em ambulatório, consultório e pronto-socorro pode ter impacto no agravamento ou na cura dos pacientes. É para essa ampla maioria de casos, em que a conduta médica é muito variada, que falta estabelecer em que momento se deve ou não utilizar a cortisona e anticoagulante, ou ainda algum antibiótico, afora analisar a utilidade das drogas já rejeitadas para uso hospitalar. Essa normatização deve ser buscada com urgência pelo ministério, com base nas pesquisas científicas já comprovadas.

BERNARDO EJZENBERG, médico BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Orgulho das comorbidades

Esse governo é tão nocivo que hoje as pessoas se sentem aliviadas por terem comorbidades, ou seja, doenças que  podem levar à sua morte. Sim, elas postam, expõem as suas comorbidades, sorrindo,  com o certificado da vacinação nas mãos... A que ponto chegamos!

FABIANA GONÇALVES FABIFABIGON@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

PAZ NA TERRA SANTA

Após 11 dias de intensos conflitos e bombardeios que mataram mais de 240 pessoas de ambos os lados, finalmente o cessar-fogo foi aceito. Paz na Terra Santa aos homens de boa vontade. Shalom, saalam.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RESPONSABILIDADE EVIDENTE

Vamos ignorar a propaganda enganosa do presidente Bolsonaro referente à cloroquina e outros medicamentos inócuos à covid-19. Agora, a campanha efetiva, direta e transparente contra a compra de vacinas é evidente. Estamos vendo no mundo inteiro a vitória da vacina contra a infecção. Bolsonaro apostou o contrário  com o custo de morte de milhares de brasileiros. Que pague por isso!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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AGRADECIMENTO


O Senado Federal deveria propor uma moção de gratidão ao governo venezuelano pela doação de oxigênio hospitalar para Manaus. Além disso, pedir perdão pela omissão do Executivo e Chancelaria do Brasil em não agradecer quando deveria fazê-lo.

  

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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MENTIRA


A tática de Pazuello é a de Joseph Goebbels:  uma mentira dita mil vezes torna-se verdade, ambos em defesa de um genocida.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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FESTIVAL DE MENTIRAS


Cabeças cheias de falsas ideias só se comunicam mentindo. O festival de mentiras na CPI DA Covid no Senado é o retrato deste desgoverno de Pinóquios. Aos idiotas que não suportam a verdade só resta o refúgio na mentira.  Esta CPI vem revelando aos desinformados eleitores brasileiros o tipo de gente que gravita no entorno do clã presidencial e sua política de rancor e desconstrução do Estado nacional. Aos ingênuos e resignados só resta sofrer as consequências do que este bando de renegados ainda vai impor à nação, antes de serem defenestrados do Palácio do Planalto em 2022.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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APROPRIAÇÃO

Os políticos estão injuriados com as mentiras ditas pelos inquiridos na CPI. Estariam eles reclamando de “apropriação cultural”, bem ali no “lugar de fala” deles?


Antonio Manoel Vasques Gomes amavago@gmail.com

Rio de Janeiro


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PFIZER

A empresa PFIZER   mandou para os integrantes da CPI da Covid a comprovação de que fez ofertas de vacinas e cobrou respostas da área da Saúde do governo Bolsonaro . E não as recebeu. É mais uma comprovação do comportamento inadequado de um setor da maior importância.  E por certo teve reflexos, com a perda de vidas humanas. Que os senadores tenham competência e punam os  responsáveis.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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R$ 121,00


Segundo o depoimento do intendente Eduardo Pazuello à CPI da Covid, as vacinas oferecidas pela Pfizer – por seis vezes – e ignoradas pelo governo federal acabaram sofrendo um aumento de US$ 2,00, passando para US$ 12,00 a dose, em razão da lei de mercado da oferta e procura. Fazendo a conversão para reais, o valor de duas doses custaria R$ 121,00 para cada brasileiro. O “resultado” foi severamente rechaçado pela dupla Pazuello e Bolsonaro. Afinal, gastar R$ 121,00 com cada um custaria muito caro ao País. Assim, optaram pelos mais de 444 mil óbitos, por uma singela questão de economia. Afinal, R$ 121,00 é quanto vale uma vida para a dupla genocida!           

 

 Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PARLAMENTARES PATETAS

Atualmente, o Brasil registra 2.078 mortes por milhão da população, em decorrência da covid-19. Nessa questão, estamos bem piores que outros países da América do Sul, tais como, Colômbia, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Está claro que as nossas autoridades falharam na adoção de medidas preventivas, que estavam ao seu alcance. Diariamente, os parlamentares estão escutando mentiras na CPI, que mais parecem um deboche. Disparates foram cometidos e nenhum órgão fiscalizador intercedeu para evitá-los. Somente depois de ver a nossa população mergulhada no pântano é que o Senado inicia essa averiguação. Parece um bando de patetas se desentendendo ao vivo na TV, todos os dias.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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TRIBUNAL DE CONTAS

Todo mundo está vendo que a CPI da Covid é um palco, um circo montado para fins eleitoreiros, cujo público pagante somos nós, eleitores e cidadãos, de um modo geral, os verdadeiros palhaços que pouco fazem para mudar este cenário. Entretanto, estamos vendo, também, que os investigados, até agora numa condição de testemunhas, têm apresentado muitas provas de que houve – e continua havendo – muita coisa errada e, provavelmente, um genocídio praticado pelo governo Bolsonaro, pois as ações foram ou insuficientes, impróprias, inadequadas e, de acordo com um dos depoentes, com total incompetência por parte “de um Ministério da Saúde que merecia perder de 7 x 1”, principalmente, na questão das vacinas. Resta saber se, no final, o presidente “vai pro saco” com os demais culpados, governadores e prefeitos, pela morte de quase 450 mil brasileiros, causada por omissão, desinformação e, quem sabe, corrupção por parte de quem foi eleito, inclusive, para evitar o sofrimento de sua gente. E se haverá um tribunal, não inquisitorial, tão somente, que sirva como exemplo para evitar tantos outros erros graves, bem como para punir culpados e alijar da vida pública quem se serve e se serviu dela.


João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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FHC E LULA

Quando Fernando Henrique Cardoso afirmou que entre Bolsonaro e Lula iria votar no Lula em segundo turno, eu caí da cadeira. Ora, foi FHC quem criou o maior corrupto e corruptor da história mundial ao não apoiar o Serra nas eleições presidenciais. Minha memória está melhor que a de muita gente. E foi o maior corrupto e corruptor da história quem criou o Bolsonaro. Sr. ex-presidente, como seu ex-seguidor recomendo lutar por alguém do centro, honesto, trabalhador, que pense no País e não em si mesmo, e, não dando certo, vote em branco. Mas votar em bandido condenado, que apenas está solto por amigos dos amigos, só sendo em eleição de líder do PCC ou Comando Vermelho! “Vá de retro satanás”!

Jose Rubens de Macedo Soares joserubensms@gmail.com

São Paulo

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FRENTE AMPLA

Ao abrir os jornais de ontem, lembrei-me de quando bem jovem ia para a frente das fábricas da General Motors e da Ford distribuir material de campanha de FHC para senador em 1978. Lula muitas vezes estava lá para apoiar. Ambos lutaram juntos corajosamente contra a ditadura e estiveram nos mesmos palanques na campanha pelas Diretas Já. Por anos, no Congresso Nacional, defenderam o Estado Democrático e Republicano de Direito. Há pouco, li nos jornais que trocaram elogios. Não pensam a mesma coisa, mas são patriotas que amam o Brasil. Então, por que não se pensar o até agora impensável, por que não uma chapa Lula e FHC para presidente e vice em 2022, com um programa de reconstrução nacional?

Essa tarefa é gigantesca, pois herdaremos uma terra arrasada quando os hunos forem expulsos. Vamos voltar a ser uma potência econômica e novamente industrializada, vamos vacinar toda a população, vamos voltar a ter políticas públicas que não sejam só de fachada, vamos salvar não só a Amazônia, mas todos os biomas ameaçados, inclusive replantando as florestas onde possível, vamos recuperar o prestígio internacional do Brasil e, principalmente, vamos acabar com a fome no País que é cada vez mais celeiro do mundo.

Vamos despartidarizar as Forças Armadas e acabar com esse negócio de “meu Exército”. O Exército Brasileiro é patrimônio da Nação e de seu povo!

 Enfim, vamos varrer o lixo bolsonarista! Mas tal missão exige uma união nacional e para tanto é válido que se peça a parceria desses dois grandes líderes, FHC e Lula! Quem sabe em uma grande frente democrática com o nome de dona Ruth Cardoso, afinal uma das fotos mais emblemáticas do fotojornalismo dos últimos 20 anos foi de Lula e FHC chorando juntos no funeral daquela grande mulher.

Vamos eleger Lula presidente e FHC vice, para a felicidade e grandeza do Brasil! Ele merece.


Caio Marcelo de Carvalho Giannini caiomgiannini@gmail.com

Guarulhos

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PROFISSIONAIS


Em política vale tudo. De chute na virilha a juras de amor que acabem em casamentos. Contanto que renda votos. Só não pode perder. Duros adversários de ontem, podem vir a ser aliados de amanhã. Nesse sentido, Lula reuniu-se com Fernando Henrique Cardoso. Na casa do ministro aposentado do STF e ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. Profissionais civilizados.  As orelhas de Bolsonaro  estão pegando fogo. A demanda do ex-presidente e sociólogo tucano será ampla e poderosa. Da cartola da conversa entre o calejado trio pode-se prever costuras futuras. Lula na rinha presidencial com vice do PSDB, não se descarta o nome do próprio FHC, e Nelson Jobim para ministro da Justiça. Às favas escrúpulos e más recordações.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TERCEIRA VIA


É certo que os candidatos Jair Messias Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva têm garantido para as eleições de 2022, no mínimo, 20% dos votos cada um. Na tal terceira via, composta até aqui por candidatos com a vaidade saindo pelos poros, nenhum deles tem chance de chegar perto dessa marca para roubar uma das vagas. Logo, a lógica é evidente e precisa ser costurada, ainda neste ano. Um candidato único é a única chance de nos livrarmos dessa odiosa e massacrante polarização.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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LUZ NO FIM DO TÚNEL?

O ex-presidente Lula confirmou em entrevista a revista francesa sua pré-candidatura às próximas eleições presidenciais. Considera-se o único capaz de enfrentar Jair Bolsonaro, o que é verdade, segundo comprovam as pesquisas. Nada seria mais trágico para o futuro da nação. Lula posa de salvador da pátria e tenta se aproximar do Centrão e de adversários políticos, mas não existe a mínima possibilidade de apagar seu passado, pois só a militância petista e alguns poucos ingênuos acreditam na sua inocência. Portanto, caso vença, Lula terá sido eleito pelo voto predominantemente antibolsonarista, assim como Bolsonaro foi eleito pela rejeição maciça ao PT. Ou seja, será uma vitória legal, mas francamente inautêntica e o País padecerá por mais quatro anos de instabilidade política. Há uma luz no fim do túnel? Neste momento, só se for um trem em sentido contrário. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DEBATES NA TV

Não vejo a hora de serem programados, nas diferentes emissoras de TV, os tradicionais debates entre os candidatos ao cargo de presidente da República. Se o destino não nos surpreender, teremos um duelo eletrizante entre dois personagens  bem diferentes. Um deles com nove dedos nas mãos, o outro com nove neurônios. Um sonhador farsante, versus um delirante psicopata.

Em seus 28 anos de mandato legislativo, na Câmara Federal, um deles defendeu as categorias dos militares e das milícias. O outro, com não sei quanto anos de atividades sindicais, defendeu trabalhadores, mas também os chamados “sem-terra” e “sem-teto”, invasores de  propriedade privada, vândalos travestidos de gente simples e desassistida.

O desequilibrado, de pouca cultura, poderá perder as estribeiras se provocado com argúcia; o outro, um apedeuta juramentado, destituído do saber, mas com a sabedoria obtida nas batalhas da vida, tem o flanco  da integridade vulnerável.

Um tem fé e crença que conta com as Forças Armadas (e as milícias) a seu favor; o outro espera que as hordas de mercenários, sindicalistas, trabalhadores rurais “sem-terra” e moradores de rua famintos o apoiem por um sanduíche de mortadela.

Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

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FAZENDO ECO

O editorial A mensagem do eleitorado, publicado ontem no Estadão (21/05, A3), sobre o resultado da eleição no Chile, onde 155 membros da Convenção Constitucional são independentes e derrotaram o “sistema político tradicional” vigente no país, mostra que é possível realizar uma revolução civil, pacífica, não militar, para transformar a política local cujos membros atuais defendem unicamente seus interesses particulares em detrimento dos interesses nacionais. Fazendo eco e transpondo para o Brasil o que está ocorrendo no Chile, reproduzo a mensagem com que fecho sempre as postagens que faço no blog que mantenho, a saber: “reforma política já, com constituinte, fim da partidarização obrigatória nas eleições municipais, voto distrital puro e recall de eleitos". Essa é a minha, a nossa esperança!


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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MOLECAGEM

Embora não fosse tão moleque, na minha infância eu vivia uma parte do dia com a molecada nas ruas de uma vila pobre aqui de Ourinhos. Eram os anos 1940. Hoje me lembro impressionado  como as molecagens daqueles tempos são parecidas com muitas das palavras e ações do governo da nossa República. Meu Deus! 

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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QUANDO A VÍTIMA PODE VIRAR RÉ

Um homem que tentou furtar uma moto em Pederneiras, na região de Bauru (SP), foi amarrado com barbante até a chegada da polícia. No distrito, foi autuado em flagrante e em seguida solto para responder pelo crime em liberdade. Até aí nada demais. Chama a atenção, no entanto, que o dono do veículo será investigado pela possibilidade de ter cometido excesso ao conter o ladrão e amarrá-lo. Se esse for o entendimento da autoridade, além de quase ter perdido seu veículo, poderá passar de vítima a réu e ter de responder a um processo. Essa estranha retorção, em que a vítima pode se transformar em ré, faz parte da nefasta política criminal incentivadora do crime, desenvolvida e adotada em nosso país nas últimas décadas, sob o patrocínio dos falsos democratas caçadores de votos. Precisam os governos, pelos seus representantes da Segurança Pública, parlamentares e detentores dos saberes jurídicos, encontrar a fórmula de atuação em que o policial possa cumprir sua obrigação legal e não tenha receio de, por presumido excesso ou omissão, resultar preso, demitido ou morto. Em qualquer dessas hipóteses, o grande prejuízo é da sociedade. A classe tem de contar com regras firmes e jamais ficar à mercê dos interpretadores de plantão que, antes do bem-estar social, buscam seus próprios interesses.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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