Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Espetáculo abominável

“Um manda, outro obedece” – essa frase é a desmobilização total de um general do Exército Brasileiro, com seu vergonhoso comportamento ao participar de uma manifestação obscena, com todos aglomerados, muitos sem máscara, zombando e tripudiando da nossa dor. Somente num país não sério um capitão expulso do Exército por indisciplina expõe em praça pública um general da ativa. Um show de horror. O novo coronavírus veio explicitar nossas deficiências, mazelas e anomalias. Antes do governo de Jair Bolsonaro jamais pensei que em tão alto posto do Exército do meu país houvesse um sujeito tão irresponsável e despreparado como esse general. Eduardo Pazuello é um mau exemplo de desrespeito às famílias e à memória dos mais de 450 mil mortos pelo flagelo do coronavírus. Logo ele, que exerceu até recentemente, sem competência e compromisso, o cargo de ministro da Saúde, quando as mortes por covid-19 explodiram. Em 30 dias perdi cinco familiares e amigos para a covid. Esse senhor tem de ser punido exemplarmente, sob pena de avacalhar de vez o pouco que resta de ordem e respeito neste país. A sandice dos tresloucados Bolsonaro e Pazuello na manifestação obscena na cidade do Rio de Janeiro escancara a falta de respeito de nossos dirigentes pelas vidas humanas.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA  LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Fecha a conta

O município e o Estado do Rio deveriam enviar a conta da festa de domingo, devida pelo aparato montado para assegurar o comício, antes da hora, realizado pelo presidente da República. Mas não ao governo federal, e sim ao próprio.

GUILHERME COSTA DE CARVALHO GUILHERMECOSTA99@ICLOUD.COM

RIO DE JANEIRO

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Propaganda antecipada

Fazer comício em cima de um carro de som não configura propaganda eleitoral antecipada, proibida pela Lei Eleitoral? Nenhuma punição para isso?

MARIA IGNEZ AULICINO ANDRADE AULICINO.ANDRADE@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Servilismo

Fico impressionado e estupefato quando vejo um militar da ativa, general de três estrelas, servir de capacho do cidadão que ocupa a cadeira da Presidência da República. Esse senhor desonra a farda que veste, desonra o Exército, mente descaradamente e não assume as besteiras, com funestas consequências, que fez em todo o tempo em que permaneceu à frente do Ministério da Saúde, cargo que jamais poderia ter ocupado, embora ele dissesse ter estofo e experiência para gerir a pasta. É mais um nesse governo maluco que põe em risco a vida dos brasileiros, sem a menor dor na consciência. Quero ver até quando o povo vai aguentar essa camarilha que está no poder.

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO SALGADO@GRUPOLSALGADO.COM.BR

SÃO PAULO

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Decomposição

O contato com ambientes putrefatos obedece a leis físicas. Ninguém consegue sair ou escapar ileso. O general Pazuello é exemplo vivo dessa deterioração. Salta aos olhos o aviltamento galopante das nossas Forças Armadas e de tudo o mais que cerca o Jair Messias.

MARIZE CARVALHO VILELA MARIZECARVALHOVILELA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Podres poderes

O artigo Poderes ocultos na falsa república, do professor Roberto Romano (23/5, A2), desvela a familícia governamental, notadamente os filhos zero à esquerda, como conselheiros do príncipe. Na verdade, a base de tal suporte é o negacionismo e o curandeirismo propalados por astrólogo residente nos EUA, mimetizando os tempos medievais – com a devida vênia à conotação negativa dessa época histórica. As considerações do filósofo Romano dialogam com o editorial Reestatizar o Estado (A3), da mesma data, no qual são mostrados os braços políticos das benesses para o Parlamento como complemento para sustentar o gabinete do ódio desse desgoverno. Tristes tópicos com que temos de lidar, caminhando para meio milhão de brasileiros assassinados pelo descaso com a pandemia.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES PRODOMOARG@GMAIL.COM

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CAMPINAS

A banalidade da mentira’

Histórico editorial de 22/5 (A3) resumiu o festival de mentiras que assola o País desgovernado pelo clã Bolsonaro e seus ministros. Da banalidade da mentira à desmoralização da verdade, desfilam todas as falsidades ora em demonstração explícita na CPI da Covid. “A mentira é a essência da estratégia bolsonarista para a destruição dos alicerces da democracia” define o trágico espetáculo encenado pelo Brasil, para espanto do mundo civilizado. A “banalidade do mal”, como Hannah Arendt definiu, se infiltra numa sociedade como ação natural em burocratas sem caráter. Valores invertidos conduzem uma nação à sua autodestruição.

PAULO SERGIO ARISI  PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Embuste

Como estranhar as mentiras ditas na CPI, se o próprio governo já é uma mentira?

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI ADALBERTO.ALLEGRINI@GMAIL.COM

BRAGANÇA PAULISTA

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Escalada

O procurador-geral da República, Augusto Aras, entrou com ação no STF para que todo juiz sempre ouça o Ministério Público antes de decidir sobre pedidos de prisão provisória e, assim, anular o que foi feito. Isso se deveu a que o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de processo contra o titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pela exportação irregular de madeira da Amazônia. É de conhecimento público que Aras, com o propósito de ser indicado para a vaga no STF que se abre em julho com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, procura bajular Bolsonaro ao tentar a anulação do processo contra Salles, outro que faz tudo o que o chefe quer.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS CASTRORIOSJOSECARLOS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FHC E LULA

FHC relatou que, nos bastidores, após a transição da faixa presidencial, Lula assegurou a FHC que sempre teria lá um amigo. Lula, dias depois de empossado, até o fim do seu segundo mandato, desconstruiu o legado de FHC, apregoou que recebeu uma herança maldita, que todos os problemas do passado, presente e futuro são consequentes do governo FHC; Lula se apropriou dos programas sociais criados por Ruth Cardoso e FHC, maquiou-os dizendo serem seus. Durante o governo FHC, Lula e o PT foram contra o Plano Real que acabou com a inflação, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e os demais projetos de FHC. FHC tem memória curta, de eleitor que esquece os malfeitos do político eleito por ele e o reelege. Lula, em recente almoço na casa de Nelson Jobim, conseguiu apoio de FHC contra Bolsonaro, publicou foto deles em sua rede social com a fala de anuência de FHC. FHC sujou sua biografia ao se aliar a um duplamente condenado por corrupção, que bagunçou e desestruturou o Brasil, além do envolvimento na maior corrupção da face da Terra tungando a Petrobrás.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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CASAMENTO FHC – LULA

Talvez a foto que mais impactou as pessoas que tentam entender a política do País foi a que registrou fhc e lula bajulando-se mutuamente, para decepção dos que ainda tinha algum respeito por  uma pessoa que destoava da maioria dos políticos do Brasil. Pelo seu preparo  intelectual, quando presidente, fhc teve a chance de passar para a história como estadista,  algo que nunca houve neste país, e a jogou fora quando negociou com a politicalha a reeleição, porque julgou pouco para seu ego apenas quatro anos. Só que, ao terminar seu segundo mandato, deixou como herança para o Brasil o petista e tudo de ruim  que o acompanhava, até chegar ao período bolsonarista, que parece ser pior tem o condão de atrair coisas ainda piores. Todos esses só podem ter seus nomes grafados apenas em letras minúsculas.


Laercio Zanini – zannix813@gmail.com

São Paulo


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CARDÁPIO

No almoço Lulla-FHC só se engoliu 3ª via...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TUDO PODE PIORAR

Lula da Silva, todos lembram, foi um presidente populista que dizia se colocar ao lado dos pobres e contra a elite, e assim instigou a famigerada e condenável divisão da sociedade brasileira entre “nós e eles”. Julgado e condenado, entre outras coisas, por corrupção passiva, só voltou à cena política por uma tecnicalidade jurídica polêmica que ainda dará muito o que falar. Estes fatos não podem ser simplesmente ignorados só porque o ex-presidente FHC participou de um “almoço democrático” com Lula e declarou apoio ao petista num eventual segundo turno entre ele e Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais. Com ou sem o apoio de FHC, uma final dessa natureza não será somente uma asfixiante disjuntiva, como bem aponta o editorial Os partidos e o candidato da terceira via, mas uma verdadeira tragédia homérica para o futuro da nação. Engana-se quem acha que Lula é melhor do que Bolsonaro. As coisas sempre podem piorar. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FHC X LULA

Fiquei extremamente decepcionado com esse malfadado encontro de Fernando Henrique e Lula! Não tente FHC nos convencer de que isso faz parte do jogo democrático! Lula sempre fingiu ser democrático, mas, na verdade, é autoritário, soberbo e se acha o dono da verdade! Sempre foi assim! É arrogante e não admite ser contrariado! Impõe sua vontade até mesmo nas escolhas de quem deve ser o candidato do partido para presidente, governadores e prefeitos! Agora que esse governo do incompetente negacionista está afundando, eis que surge o apedeuta se achando a melhor das opções para substituir o que está aí! E FHC ousa concordar que ele seria uma opção melhor que Bolsonaro? Não, ele não é! Há de haver uma terceira via ou até mesmo o voto nulo, mas nunca o condenado em três instâncias, comprovadamente corrupto e ainda com muitas contas a prestar com a Justiça.

Iveraldo Antônio Duarte nanukuloa@hotmail.com

Avaré

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ELEIÇÕES: TALVEZ, 3º COLOCADO

O capitão despreparado e sua família precisam acordar para a realidade.

Administrando o País com esses erros grosseiros, estão agindo como cabos eleitorais do corrupto Lula.


Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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‘OS PARTIDOS E O CANDIDATO DA TERCEIRA VIA’

 Candidato da “primeira via” é uma sugestão à campanha para que os grandes partidos de centro lancem um nome de estadista à Presidência da República em 2022. Em editorial, o Estadão de ontem faz apelo contundente para que os cinco maiores partidos, que mais elegeram prefeitos em 2020, assumam a responsabilidade constitucional de escolher os melhores nomes para dirigir o País. Estes cinco grandes partidos abandonarem suas brigas internas e as rivalidades externas, para juntos vencerem as eleições de 2022, é imperativo nacional. O Brasil do pós-guerra, nos anos 50, tinha 5 partidos com doutrinas bem definidas ideologicamente: PSD de centro; PTB esquerda trabalhista; UDN direita conservadora; PSB esquerda socialista: e PRP direita fascista. Agora temos 27 agremiações de interesses indefinidos e individualistas. Um candidato de consenso e bom senso é uma questão de salvação nacional. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CANDIDATA DA TERCEIRA VIA

Temos a terceira via e ela se chama Tereza Cristina.

Profissional de marketing, apliquei 60 anos na observação do Brasil e dos brasileiros.  Recentemente, usando as técnicas de pesquisa e a matriz de comportamentos da sociedade brasileira criadas pelo reverenciado Homero Sánchez, o guru de pesquisas que direcionou as novelas e a programação dos anos de ouro da Globo, acho que encontrei o nome invencível da terceira via: Tereza Cristina, a ministra da Agricultura. Em mais de 200 nomes testados em comparativos orientados pela matriz de Sánchez, o nome dela sempre pairou inúmeros estratos acima. Uma performance notável.

Aplicando a técnica de análise de vetores de Sánchez, é possível identificar que a força econômica de agronegócio brasileiro, o extraordinário potencial de crescimento daquele setor via inovação tecnológica, geração de emprego e renda e efeitos positivos em cascata sobre todo o Brasil fazem de um candidato identificado com o campo brasileiro uma força sem paralelo. Acresce que a ministra tem tido um posicionamento político irretocável. É articulada e bem preparada, cultiva um relacionamento construtivo com a China, nosso maior parceiro comercial, é a favor de práticas sadias em relação ao meio ambiente e está alinhada com o sentimento anticorrupção da sociedade brasileira. Sua condição de mulher equilibrada e sensata arrastaria em massa os votos femininos.

Do ponto de vista da rejeição, ainda que não tenha pesquisado este vetor de modo mais profundo, é possível deduzir que é mínima ou, mesmo, inexistente.

Tenho até um mote para propor: Tereza Cristina, para um Brasil fértil, rico e justo.


Celso Miguel Skrabe skrabe@terra.com.br

São Paulo


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CONSTRANGIMENTO

Pazuello vai a ato público (Estadão, 24/5), mas só causa constrangimento, não acontece nada. Queremos ver providências serem tomadas para não mais acontecer.


Nilson Soares da Silva  nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas


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CHACOTA


É notório que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, não cometeu um inocente erro ao acompanhar o irresponsável presidente Bolsonaro, infligindo normas de segurança para a pandemia vigentes no Rio de Janeiro. Sua participação foi pensada para ser assim. Então fica caracterizado que Pazuello não respeita os mortos na pandemia e faz chacota  com os membros da CPI.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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CARREATA DE MOTOS


Com efeito, organizar e liderar uma carreata de motos no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, em meio a mais de 450 mil mortos pela pandemia é um crime imprescritível e abominável de lesa-pátria e lesa- humanidade, um inaceitável e condenável deboche e menoscabo pela dor e perda dos entes amados dos milhares de famílias enlutadas. Vergonha!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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SÓ NÃO RESPEITA O BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro sempre demonstrou total desrespeito às regras sanitárias brasileiras. Ora, quando visita outros países se comporta de forma correta. Na sua ida ao Equador – entre outros –, Bolsonaro usou máscara e se controlou para não dar vexame e cumpriu com sua obrigação. Já no seu retorno, promoveu total desrespeito a tudo e a todos. Afinal, por que o presidente tem atitudes tão díspares? Será que é só para confrontar a “sua Pátria Amada, Brasil” e mostrar que faz o que quer e que não abre mão de sua autoridade?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL REFÉM DA IGNORÂNCIA DE BOLSONARO

O presidente Bolsonaro dobra a aposta no negacionismo ao realizar aglomerações sem máscara pelo País afora, mesmo apresentando sintomas de covid-19. As instituições brasileiras estão prevaricando vergonhosamente, inclusive as Forças Armadas. Bolsonaro é diretamente responsável pelo brutal agravamento da pandemia no País. Bolsonaro é diretamente responsável por não haver vacinas suficientes; uma pessoa de 40 anos pode sonhar em receber a primeira dose quem sabe em outubro, se não houver novas ofensas à China e novas paralisações nas remessas de insumos. Não é possível justificar a permanência de Bolsonaro na Presidência da República, o Brasil não merece morrer refém da ignorância e do negacionismo de Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ASTROS DA CPI


A investigação levada a cabo até a semana passada teve a presença de todos os figurantes mais comprometidos com o presidente Bolsonaro, porém, o próprio não será ouvido, embora seja o maior responsável pela morte de quase 450 mil vítimas da covid-19, infenso a qualquer medida sanitária recomendada pelas autoridades científicas.


Pazuello, triste figura a reboque do capitão, ainda no domingo, compareceu ao comício  realizado no Rio de Janeiro, sem máscara e no meio da multidão,  contradizendo o que havia declarado na CPI.


Diante disso, pode-se concluir que a CPI para eles não passa de uma fake news, e o que nela se fala não tem caráter oficial, portanto, não é credora de qualquer compromisso, apenas mais uma mentira.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo


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 TRISTE ESPETÁCULO


No decorrer da CPI criada para apurar os erros cometidos no combate à pandemia da covid-19, avulta um problema típico dos políticos brasileiros. Trata-se da forma superficial com que os mais sérios problemas são encarados e da total incapacidade de construção de consenso para a solução de qualquer adversidade. É muito difícil saber quem está certo ou errado. A única certeza que fica é que a CPI se resume a um embate entre oposição e situação, sempre com os olhos voltados para as eleições de 2022. Enquanto isso, confuso e perdido, o cidadão permanece espantado e cansado diante de tão triste espetáculo.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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PUNIÇÃO


O ex-ministro da Saúde, o general do Exército Eduardo Pazuello feriu  normas militares ao participar de um evento  bolsonarista  no fim de semana no Rio de Janeiro. E pode sofrer punição pela sua atitude. Afinal, seu procedimento atinge o conceito da  corporação.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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DESFAÇATEZ É POUCO


Estou pasma. Se um general do Exército Brasileiro “não conhece” as regras do Exército, que moral terá para repreender um subalterno que cometer o mesmo erro? E, general, pisar no pé de outrem de propósito, e depois pedir desculpas, não cola entendeu? Que o Comandante do Exército seja rigoroso, exemplar na solução! 

    

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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PAÍS DE MOLEQUES


Os fatos que ocorreram nos últimos dias mostram que nos tornamos um país de moleques. Temos uma CPI na qual depoentes de nível ministerial enfileiraram dezenas de mentiras que são negadas pelas gravações deste ultimo ano e meio. Jair Bolsonaro não age como presidente e não toma medidas necessárias para debelar os efeitos da pandemia, mas continua sua campanha presidencial, que é ilegal, xingando adversários. Não usa máscara para mostrar que é macho, leva nos comícios uma pessoa que não se sabe como chegou a general pelo cinismo que demonstrou durante a mortandade da qual é corresponsável. Temos de rezar para que surja uma liderança que nos livre das alternativas horrendas que nos esperam.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com


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HAMAS E O TERROR


Apenas para complementar o excelente artigo de Denis Lerrer Rosenfield (Hamas e o terror, Estadão, 24/5), é importante citar o efeito de radicalização provocado pelo Hamas na própria sociedade israelense, que desde as grandes ondas de atentados dos anos 90 voltou-se para a direita. O apoio da mídia internacional à narrativa de um grupo assumidamente homicida também reforça a sensação de isolamento de Israel e o abandono de soluções diplomáticas. O Hamas, ao acirrar os ânimos de ambos os lados, só faz perpetuar o sofrimento do povo palestino.

 

Alberto Dwek aldwek@gmail.com

São Paulo

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PAULO MENDES DA ROCHA

Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem ao talento do “arquiteto do concreto flutuante” Paulo Mendes da Rocha, um dos mais premiados e consagrados artistas da prancheta do País, poeta da forma da linha reta e da precisão, contraponto complementar a Oscar Niemeyer, de curvas e informalidade. Mereceu, entre outras premiações, o Pritzker, condecoração americana reconhecida como “o Nobel da arquitetura”; o Mies Van Der Rohe, o mais importante prêmio da arquitetura europeia; o Leão de Ouro na Bienal de Veneza; o Prêmio Imperial do Japão; a Medalha de Ouro do Instituto Britânico; e a Medalha de Ouro que deveria ser entregue no 27º Congresso Mundial de Arquitetos, o UIA 2021, no Rio, ainda a ser realizado. Viva o talento da arquitetura brasileira! Viva Mendes da Rocha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PAULISTINHA OU PAULISTÃO

Curioso – para não dizer intrigante – que o Campeonato Paulista quando conquistado – em sucessão – na década passada pelo Santos, com cinco títulos, e o Corinthians, com quatro campeonatos, o diminuitivo “Paulistinha” servia para reduzir a disputa à sua insignificância, decorrente da ausência de times de respeito e qualidade do interior do Estado. Agora, quando São Paulo e Palmeiras recuperam o protagonismo – momentâneo, por passageiro – e conseguem disputar a fase final do campeonato, como num passe de mágica – ou mera manipulação do marketing desportivo – a disputa, reconhecidamente esvaziada pela ausência de maior equilíbrio entre duas dezenas de equipes que a envolvem, recupera a importância que se esgarçou pela realidade e sobe de patamar como “Paulistão”. Manifesta a mania de grandeza (e busca de um prestígio ainda não evidenciado) da agremiação do Morumbi, contando com a comiseração de uma desfrutável imprensa desportiva. O tricolor, por sua história de conquistas, deveria dispensar esse tipo de  frivolidade!


Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)


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