Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

No limiar do desastre

A Coluna do Estadão de 25/5 alerta – e venho comentando isso há meses no meu círculo – que a estratégia de deixar o presidente Jair Bolsonaro “sangrar” é temerária, como já se demonstrou ao final do primeiro governo Lula. Ontem, o editorial Os vândalos da democracia (A3) e o artigo de José Nêumanne (A tradição da mentira no Exército Brasileiro, A2) trouxeram outros alertas sobre as solertes intenções do sr. Bolsonaro. Por sua vez, os testemunhos de pessoas-chave do governo na CPI da Covid, confirmando a desídia do presidente na postergação criminosa da compra de vacinas, concomitante com sua insistente propaganda do uso da cloroquina e similares, nos levam a questionar se não há a intenção subjacente de insistir na “imunidade de rebanho”. Seria uma tentativa de eugenia dissimulada? Um alerta: na hipótese de golpe do sr. Bolsonaro, com certeza a maioria dos que o apoiam por interesses desonestos e nada republicanos serão dos primeiros a cair. Ditador não gosta de dividir o poder. Lembrando que temos um STF disfuncional, cuja mediana qualitativa é muito baixa, um procurador-geral da República que envergonha o sistema judicial e um Congresso largamente integrado por suspeitos de corrupção, o Brasil precisa que a sociedade fale mais alto e dê um basta ao descalabro nacional, que nos envergonha internacionalmente e nos mata de covid ou de fome. Onde está uma terceira via forte?

ANTÓNIO CARLOS BRANCO ACBRANCO02@GMAIL.COM

SANTOS

*

A mentira fardada

Corajoso o artigo de José Nêumanne de ontem. Os fardados no poder podem tudo?

JOSÉ ROBERTO DE JESUS ZEROBERTODEJESUS@GMAIL.COM

CAPÃO BONITO

*

Riscos da insubordinação

A hipótese de a insubordinação do imbele militar Eduardo Pazuello ficar sem punição por violar regras do Exército é um sério risco para a ordem disciplinar do sistema militar brasileiro, aí incluídas as forças policiais militares das 27 unidades federativas. Somando ao evento a recente destituição dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por rejeitarem a demissão do então ministro da Defesa, por resistirem às pressões pelo uso político das Forças Armadas, encontram-se motivos mais que suficientes para uma tomada de posição firme de nossos comandantes, demonstrando que essas Forças são instituições da República exclusivamente a serviço do País, e não de um governo aloprado que está destruindo o Estado brasileiro.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO  HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

*

Processo disciplinar...

... sobre a conduta de Pazuello no Rio: chegou a hora de ser rebaixado a general da banda.

ROBERT HALLER

SÃO PAULO

*

Subsidiar ricos motociclistas?

Quais são as razões econômicas para justificar que motociclistas não paguem pedágio? Donos de Harley Davidson e outras marcas top que usam suas motos para divertimento não têm, obviamente, falta de dinheiro. Eles também gastam fortunas em capacetes, jaquetas de couro, luvas, óculos escuros, etc. Já os motoboys usam as motos para ganhar o sustento. Se Bolsonaro realmente pensa que favorecer uma parte mínima da população lhe trará a vitória na eleição do ano que vem, está enganado. Essa medida não apenas irritará a maioria dos motoristas, mas também seu outro grupo favorito, os caminhoneiros, que também terminarão por subsidiar os Hells Angels nas estradas do Brasil.

JOHN FITZPATRICK JOHNFITZ668@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

‘Dies irae’

Do jeito que as coisas vão, além da vacina contra a covid os brasileiros vão precisar também de vacina contra a raiva desse desgoverno. Ainda bem que para esta temos o Butantan.

GABRIELE DI GIULIO DIGIULIO61@YAHOO.COM.BR

SÃO ROQUE

*

Perspectivas eleitorais

Naquela mesa

Importante a mesa daquele almoço com três personagens e uma significativa cadeira vazia. Para lembrar que a ausente era justamente uma nova proposta de governo, pois o que se tem são antiquados candidatos de si mesmo com validade vencida. Procura-se em essência, como terceira opção, um programa de governo de desenvolvimento sustentável social, econômica e ambientalmente responsável, conduzido por um time de estadistas que tenham o País como principal objetivo. Coisa bem diversa das alternativas presentes, não mais que desentusiasmantes personalismos.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

*

Opção melhor

Na administração petista de Lula e Dilma o Brasil dinamizou a economia, mas construiu estádios, obras desnecessárias, e principalmente investiu nosso dinheiro em vários países que nunca pagarão as dívidas ou darão alguma contrapartida. Investimentos e financiamentos para obras privadas e estatais eram rapidamente aprovados, sem nenhum parâmetro, o que sangrou os cofres públicos. Precisamos de uma terceira opção contra Bolsonaro, que já provou ser o pior e o mais despreparado presidente da História da República. Lula e PT precisariam mudar o jeito de administrar, privilegiar o Brasil mais do que Cuba, Venezuela, Bolívia e companheiros das empreiteiras. Precisamos de um líder que tenha um projeto para o Brasil crescer com sustentabilidade e, principalmente, honestidade.

DANIEL MARQUES DANIELMARQUESVGP@GMAIL.COM

VIRGINÓPOLIS (MG)

*

Existirá?

Precisamos, realmente, sair desta polarização Lula-Bolsonaro, buscando a tão necessária terceira via, com um candidato culto, honesto e patriota. Mas será que encontraremos alguém no nosso mundo político com tais características?

NIVALDO RIBEIRO SANTOS NIVASAN1928@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PGR, A NOVA RAPOSA

Raposa que toma conta da porta do galinheiro é coisa antiga, pois coisa moderna mesmo é Procuradoria-Geral da República (PGR) tomando conta da porta dos corruptos e fraudadores da República. Parabéns, senhor Augusto Aras, a sua Procuradoria-Geral da República é uma verdadeira procuradoria-geral do clã Bolsonaro, e sua atuação, mais que política e viciada, é um verdadeiro escárnio para nós, brasileiros, que estamos sendo ultrajados por este governo e por seus acólitos, partidários e asseclas, em nossos patrimônios natural, cultural, econômico, jurídico, político, etc. Por que o senhor não pede para sair? Afinal, não parece que o presidente Bolsonaro irá indicá-lo para compor, como membro, o Supremo Tribunal Federal, mas o Brasil, com certeza, vai indicá-lo para compor os quadros que, na história, são formados pelos que traíram a dignidade do cargo público que ocuparam.


Marcelo Gomes Jorge Feres Marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

APARELHAMENTO


O procurador-geral da República, Augusto Aras, tenta de toda forma ajudar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles nas graves denúncias e investigações contra ele. Enquanto for o presidente da República que nomeia alguém para este cargo, continuaremos com o aparelhamento do Estado.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

INTERESSES PESSOAIS


Vivemos em um país das contradições, muito em razão dos desvios de finalidades praticadas por agentes públicos. Ao que assistimos agora na Procuradoria-Geral de República (PGR) é um exemplo disso. Instituição criada para defender interesses públicos e da sociedade, a PGR tem atuado em casos que configuram interesses pessoais, como no empenho em defender o sr. Ricardo Salles em medidas contra ele pela Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal (STF). Some-se a isso o fato de essas ações se darem em razão de interesse pessoal do procurador, visando sua nomeação como ministro do STF. São necessárias medidas que evitem casuísmos como esses.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


*


‘LEÕES CONDUZIDOS POR BURROS’


“Os agentes da Saúde são como leões conduzidos por burros”, afirmou o ex-conselheiro do governo britânico Dominic Cummings. Definição que serve como uma luva ao que aconteceu no Brasil e em vários outros países, como os Estados Unidos de Donald Trump. Médicos, enfermeiros, motoristas de ambulâncias e demais funcionários do SUS e hospitais públicos e privados são os leões dirigidos pelos irresponsáveis e incompetentes burros do governo do Brasil.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

PAZUELLO

A participação do  general Pazuello, ex-ministro da Saúde,  na manifestação pública com o presidente Bolsonaro no Rio de Janeiro foi uma atitude que vai contra o regulamento militar. E por certo ele será submetido a um pronunciamento do Comando das Forças Armadas. Para preservar o conceito dessa organização.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*


ABERRAÇÃO

A investigação relativa ao desempenho de um general do Exército nacional durante a direção de Ministério do governo para o qual fora designado, a ser levada a cabo por comissão de senadores da República, constitui evento perfeitamente aceitável em um país democrático, que disponha de um sistema de justiça balanceado e coerente, que inspire um mínimo de confiança na população. Quando, porém, o senador escolhido para relatar a conclusão dos trabalhos, talvez a função mais importante e influenciadora, é réu em 17 processos que dormem na Suprema Corte, aguardando julgamento, alguns há anos, estamos diante de um cenário vergonhoso, não só pelo paradoxo moral que configura, mas também pela aberração jurídica que vem a tiracolo, engendrada por um tribunal superior caótico e desacreditado.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

FAROESTE BRASILEIRO


Em cada depoimento na CPI da Covid vemos que os convocados tomaram muitas decisões pessoais, sem liderança e integração.  Vemos também que os senadores  querem mostrar eficiência e preocupação, depois de um ano e meio de mortes, esquecendo que também são responsáveis pelos brasileiros e por tudo que acontece no País, inclusive atos passados dos governantes de qualquer cargo. Estão brincando de achar “bandidos” sem nunca terem sido “mocinhos”.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


*


CPI DA PANDEMIA


O País não muda, enquanto não mudarem os Parlamentares.

Vemos uma CPI chefiada por Calheiros e Aziz cavando na água com garfos e depositando em baldes furados. Como sempre não se unem para resolver problemas, mas para criar mais confusão, tem de se achar um culpado, seja ele branco, negro, gordo ou magro, mas tem de ser achado, morto e esquartejado. Vimos o desrespeito dos senadores para com a dra. Mayra Pinheiro, sendo ela mulher, componente de um Ministério e altamente qualificada.

Nem cavalheirismo nem educação mostraram nossos Parlamentares, não poderíamos esperar muito desta mísera CPI.

Mayra mostrou um preparo excepcional, ao contrário dos senadores que mostraram uma incompetência e desespero funcional. Os senadores, ao invés de caça às bruxas, deveriam estar reunidos não para culpar alguém, mas sim para colocar toda a estrutura do Legislativo para solucionar e ajudar o País a amenizar esta pandemia. Minha sugestão é que todos os deputados e senadores colocassem seus salários e as suas milionárias emendas parlamentares imediatamente para ajudar com as despesas contra a covid-19. É pedir muito e sonhar demais que isso possa vir a acontecer. Eu sou brasileiro, meu país é grande e forte, vai vencer e virar o jogo. A culpa disso não é do povo, e sim dos Legisladores.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

*

A FUGA DA SEGUNDA DOSE DA VACINA

 

Um milhão e meio de brasileiros tomaram a vacina anti-covid e não voltaram para a segunda dose. O fenômeno preocupa porque pode comprometer a erradicação do mal. O Ministério da Saúde, que tabulou o número de faltosos, orienta Estados e municípios ao chamamento desse público para completar a imunização e adverte que, mesmo cumprida essa obrigação, é de vital importância continuar com os cuidados sanitários até alcançarmos o número de imunizados capaz de impedir a circulação do vírus pela falta de hospedeiros no seu raio de ação. O Município de São Paulo tem 270 mil faltosos. Pela faixa etária vacinada preferencialmente, são idosos que se esqueceram da data de retorno, eventualmente moram sozinhos ou até se encontram ou estiveram acamados. A orientação é para, mesmo atrasados, comparecerem aos respectivos postos de vacinação e se regularizarem. Só pode ser considerado imunizado quem recebeu a segunda dose há pelo menos duas semanas. É importante que todos os indivíduos fujam o que puderem do coronavírus, pois mesmo os que vencem a covid-19 apresentam sequelas e parte deles morre por essas complicações.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

MEDICINA X MATEMÁTICA

Medicina não é matemática, mas matemática é medicina: Brasil 212 milhões de habitantes, 450 mil mortes por covid ; China 1 bilhão e 400 milhões de habitantes, 5 mil mortes por covid. Se a China tem 7 vezes mais habitantes que o Brasil, o número de mortes deveria ser 7 vezes mais, ou seja, 3 milhões e 150 mil chineses. Ou a matemática falhou ou algo está errado. A matemática não falha, então ...

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

*


ELITES DECISIVAS E OS PARTIDOS


Não poderia ser mais exato o editorial A sociedade e o candidato da terceira via (Estadão, A3, 26/5) ao afirmar que “as elites, no sentido sociológico do termo, têm papel decisivo na construção do futuro”. Não será tarefa fácil desconstruir as narrativas destrutivas e demagógicas, tanto a lulopetista quanto a bolsonarista, incrustadas e engessadas que estão, infelizmente, em boa parte da população, mas é perfeitamente possível. É imperativo, entretanto, como afirma o editorial, que as organizações e suas lideranças contribuam para que o País tenha um candidato da terceira via responsável e viável, mas é igualmente necessário que os partidos de centro, concretamente receptivos ao debate com estas organizações, se apresentem e atuem imediatamente por meio de suas lideranças. É incabível que a sociedade civil, equilibrada e pensante,  assista passivamente ao obsoleto  e enfadonho embate entre  lulopetistas e bolsonaristas até as próximas eleições. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

PAÍS DA PIADA PRONTA

A Nação não pode ficar à mercê de Lulla ou Bolsonaro, mas FHC, em almoço-fúnebre, enterrou a terceira via. E atestou que esse é mesmo e de fato o país da piada pronta. Então, assim sendo, patrioticamente, arreganhemos os dentes e, bem mais, muito mais, pra lá de coerentes, elejamos “DUNHA” presidente!

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*


EU, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Estão procurando um candidato da terceira via para a Presidência da República

Somos 250 milhões de brasileiros. A maioria dos candidatos possíveis é de políticos e, provavelmente, com rabo preso. Candidato-me à Presidência da República. Sou patriota. Tenho um currículo invejável de serviços prestados ao Brasil na iniciativa privada. Sou honesto e servo de Deus. Minha plataforma de governo seria baixar os impostos significativamente, diminuir o custo do governo, melhorar a educação básica, mais escolas técnicas e menos universidade, elevar o nível de renda dos mais pobres, corrupção nunca mais. Escolher um Ministério de patriotas, incorruptos e de conhecimento também invejável.  Minha candidatura e procurar financiamento para a campanha fica com vocês. Eu ofereço minha pessoa, que é o mais importante.

O jornal não pode mais afirmar que falta um candidato da terceira via com chance de vitória.

Meu nome é Eduardo Carlos Krueger, 86 anos, engenheiro civil eduardo.krueger5@gmail.com

*

NÃO HÁ CORRUPÇÃO     

Lá atrás, o presidente Jair Bolsonaro disse à Nação que “no meu governo não há corrupção”, logo após a Polícia Federal surpreender seu vice-líder com dinheiro na cueca, e foi mais longe dizendo que não havia necessidade de manter ativa a Operação Lava Jato. Agora, o que tem o presidente para dizer sobre seu “excepcional” ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que, segundo a Polícia Federal, tem sérios indícios de corrupção praticados, juntamente com o escritório de advocacia de sua mãe? Os brasileiros de bem aguardam ansiosos!    

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*


SAÚDE EM RISCO


Diante dos absurdos fatos do dia a dia, cada vez mais inacreditáveis e surreais nestes tempos sombrios de alta-tensão do negacionista, genocida e antirrepublicano desgoverno do “capitão cloroquina”, cabe o alerta de que o que está em jogo e risco não é somente a saúde da população, reduzida em cerca de meio milhão (!) de vidas pela pandemia, senão a saúde da própria democracia.

Basta de Bolsonaro! Muda, Brasil!


J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*


A FALÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES


Até as sombras das árvores sabem que o procurador-geral da República, Augusto Aras, teria impedido a ação da Polícia Federal e do STF contra o ministro Ricardo Salles. Aras não ficou indignado com o fato de o ministro do Meio Ambiente estar envolvido até o pescoço em esquemas de desmatamento ilegal e contrabando de madeira. Ele ficou indignado porque a Polícia Federal e o STF, sabiamente, contornaram a obstrução da PGR. Ricardo Salles está apenas executando as ordens de seu chefe, o presidente Bolsonaro. A política ambiental do governo Bolsonaro é uma catástrofe; o Brasil caminha para receber severas sanções internacionais pelas barbaridades que o presidente insiste em promover contra a Amazônia, o Pantanal, os índios. É incrível a fragilidade das instituições brasileiras para lidar com um governo absolutamente criminoso. O mundo assiste estarrecido ao que está acontecendo com o Brasil: a criminosa gestão da pandemia, o crime organizado dominando e destruindo o meio ambiente, a impotência das instituições em tomar qualquer providência contra um criminoso contumaz que já deveria estar na cadeia, mas segue, impávido, rumo à implantação de uma ditadura miliciana.       

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*


PARQUE AUGUSTA


Parque Augusta Bruno Covas? Tantas pessoas louvaram ou trabalharam por São Paulo, e também poderiam  ser homenageadas, que fico a perguntar:  por que personalizar o parque em torno de um único nome?  E é fundamental lembrar que esse parque é uma conquista fruto da dedicação de centenas de pessoas ao longo de muitos anos. Por que não nomeá-lo apenas Parque Augusta, como ele sempre foi chamado por todos?


Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo


*


JORNALISMO PROFISSIONAL


Apesar da impressionante expansão instantânea da informação virtual nos últimos tempos, nunca a mídia impressa foi tão importante para estarmos bem informados. Somente com a análise dos profissionais de imprensa, poderemos tomar conhecimento das realidades globais, com a precisão de tais  veículos, fato que nas redes da internet dificilmente conseguimos, em razão dos interesses dos que postam tais informações, muitas delas falsas, as chamadas fakes, no sentido de alterar as realidades que vivenciamos, com objetivos muitas vezes escusos, se não até criminosos.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


*


JOÃO DE DEUS X ABDELMASSIH


O monstro João de Deus sofre outra condenação, e ficamos aliviados por isso, mas pergunto: Roger Abdelmassih está em prisão domiciliar, que significa estar em sua mansão, qual é a diferença entre ambos para tratamentos tão dispares.         


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

*


A QUESTÃO RACIAL NOS ESTADOS UNIDOS


A matéria A questão racial nos EUA após a morte de Floyd (Internacional, A8, 25/5) mostra que nos EUA a questão racial ainda é assunto mal resolvido, mesmo com a vigência da Lei dos Direitos Civis desde 2/6/1954, que resolveu institucionalmente essa questão por lá. É oportuno ressaltar, por exemplo, que nos EUA não existem mais as tais cotas raciais nas universidades desde meados dos anos 90 do século passado. Algumas iniciativas recentes de restaurar esse privilégio foram rechaçadas pelos eleitores na última eleição (a da vitória de Joe Biden).  Aqui no Brasil, onde foi criada com motivação eleitoral, pois institucionalmente a questão racial foi resolvida com a Lei Áurea (1888) há mais de um século, esse privilégio vai passar por revisão em agosto do ano que vem (2022). Como todo privilégio, as distorções desse são notórias, pois a competição do vestibular acaba por criar os cursos preparatórios (regiamente pagos) e só uma elite dos estudantes disputando essas vagas supera essa fase. Isso naturalmente deve ocorrer com as cotas de índios e escolas públicas. Sabidamente, como nos EUA, a motivação das ações afirmativas não encontra nas cotas universitárias uma resposta positiva. Está na hora de encerrar essa experiência adotada fora de época e com cunho eleitoral claro.  


José Elias Laier joseeliaslaier@gamil.com

São Carlos


*


           

 


                                                                     





 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.