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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2021 | 03h00

Bolsonaro e ‘seu’ Exército

Bandos armados

A entrevista do tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla ao Estado (27/5, A5) deu voz a muitas gerações de ministros do Superior Tribunal Militar (STM). Civis e militares, de ontem, de hoje e de sempre. Forças Armadas sem disciplina e hierarquia não passam de bandos armados, que a sociedade não pode tolerar.

FLAVIO FLORES DA CUNHA BIERRENBACH, ministro aposentado do STM

FBIERRENBACH@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Indisciplina gravíssima

O ex-presidente do STM sr. Sérgio Xavier Ferolla disse na entrevista ao Estado que o então capitão Bolsonaro cometeu indisciplina gravíssima. E o Conselho de Justificação do tribunal decidiu que ele seria punido com severidade. Ao ver a situação, Bolsonaro pediu para sair, passou para a reserva e foi ser político (ir para a reserva não é punição, em especial com soldo). Tal fato, todavia, não constitui impedimento para Bolsonaro ser o comandante-chefe das Forças Armadas e destituir generais de comandos, a seu bel-prazer. Há algo errado aí. Como explicar isso? A meu ver, com essa ficha suja Bolsonaro jamais poderia ter-se candidatado a presidente da República.

REGINA CUTIN RCUTIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Más companhias

Continua muito atual o velho ditado “dize-me com quem andas que te direi quem és”. O então capitão Jair Bolsonaro foi removido para a reserva, até onde sei, compulsoriamente, por atitude em desacordo com as normas do Exército Brasileiro. O general intendente Eduardo Pazuello tem andado muito em companhia do presidente e poderá sofrer a mesma sanção: a reforma compulsória. Ou seja, ser transferido para a reserva, sem prejuízo de seus soldos e ainda com a possibilidade de lhe ser arranjado algum cargo, o que reforçaria a “punição”. E nós, claro, pagaremos a conta.

BENEDITO ANTONIO TURSSI TURSSI@ECOXIM.COM.BR

IBATÉ

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Desprezo e deboche

Foram esses os agravos sofridos pelos brasileiros, disparados pelo governo federal ao anarquizar o combate à pandemia. E ainda, decorrido tanto tempo de amadurecimento científico, seus próceres Bolsonaro e Pazuello desfilam sorridentes, em motocicletas, no Rio, como se a praga mortal fosse fictícia. O sentimento geral e, em específico, o dos que perderam entes queridos nada significam para esses seres insensíveis. Pazuello deve ser punido exemplarmente pelo Exército. Mas, e aquele a quem ele obedece, o mandante? Teremos de aguardar no lodaçal mais quase dois anos, para respeitar uma democracia mal interpretada?

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Só mudamos de capeta

O Brasil se aproxima de meio milhão de mortes por covid-19 e os especialistas da área de saúde alertam para uma terceira onda ainda mais letal. Se isso se confirmar e for seguido de mais um período de bloqueio e isolamento, a economia sofrerá duro golpe. E estamos nessa situação macabra porque o Brasil é comandado por uma pessoa desequilibrada e com sérios problemas cognitivos, que por capricho, vaidade, falta de empatia, desmesurada fome de poder, ou seja que problema psicológico for, fechou os olhos para a compra de 56 milhões doses em outubro de 2020. Tivéssemos iniciado a vacinação mais cedo, dezenas de milhares de vidas teriam sido poupadas. E o que faz o ignaro ocupante do Executivo? Continua em seus desvarios, receitando poções mágicas para a cura da doença, negando peremptoriamente a ciência, dando uma banana para as famílias enlutadas e celebrando a morte ao estimular aglomerações com seus devotos, sem máscara, em verdadeira apoteose de escárnio e barbarismo. Quando pensávamos que nos estávamos livrando do inferno ao despacharmos o PT, nas eleições de 2018, na verdade só mudamos de sala.

ARNALDO LUIZ CORRÊA ARNALDOCORREA@HOTMAIL.COM

SANTOS

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Pandemia

Ampliar os cuidados

O adiamento, pelo governo de São Paulo, da flexibilização das medidas restritivas de enfrentamento da pandemia é bem-vindo e necessário, mas provavelmente insuficiente. O aumento de 8% de casos e de internações em uma semana não é pouca coisa ante o ritmo lento de vacinação e de nova variante que desembarcou no Brasil. E pior, a pouco mais de um mês das férias de julho, em que incautos acorrerão às praias e cidades turísticas, provocando aglomerações tenebrosas. É preciso pensar em restrições mais severas o quanto antes.

LUCIANO HARARY, médico LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Imagem do Brasil

Papo de Francisco

“Vocês não têm salvação. É muita cachaça e pouca oração”, disse o papa, em tom de brincadeira, a brasileiros (Estado, 26/5). Eu diria mais, sem brincadeira: muita corrupção, muita desigualdade, muitas armas, muita homofobia, muita malandragem, muita mentira na CPI e pouca vergonha dos políticos.

CLÁUDIO MOSCHELLA ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO

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Até Deus...

Parabéns a Roberto DaMatta por sua crônica esclarecedora das castas brasileiras (Deus, FHC, Lula e o Brasil, 26/5, H5). Texto engraçado, mas realista, sobre nossa situação. Credo! Agradeça a seu amigo médium.

TÂNIA TAVARES TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Reforma tributária

Bitributação

Veículos nacionais ou importados deveriam pagar um IPVA justo, em torno de 2% incidentes sobre o valor do bem antes de ser aplicada a taxa de importação, de ICMS, etc. Por que a bitributação é aceita como normal no Brasil? As montadoras venderiam mais e poderiam criar muito mais empregos sem essas bitributações!

RICARDO GUIMARÃES MG.TURISMO@YAHOO.COM

BELO HORIZONTE

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SOB O IMPÉRIDO DA IGNORÂNCIA

Jamais assisti à junção de tanta ignorância em um governo federal como no atual. Do presidente da República à maioria dos ministros, suas decisões e justificativas lembram aquelas da época da Inquisição Católica, incluindo a “teoria” de que o nosso planeta é plano. É o castigo que estamos sofrendo por sermos tão negligentes na hora de escolhermos os nossos governantes. Para piorar, como se fosse um castigo divino, vivemos uma pandemia, na qual o presidente nos colocou na vanguarda das fatalidades. Bastaram três semanas da CPI do Senado para constatarmos as absurdas decisões do governo Bolsonaro na área da Saúde. Um general da ativa do Exército Nacional e ex-ministro da Saúde, leigo na área, compareceu à CPI e mentiu cinicamente em seu depoimento, ao buscar justificar as lambanças que cometeu. Quando a médica Mayra Pinheiro, daquele Ministério, depôs na CPI e defendeu a cloroquina como um antiviral para combater a covid-19, foi contestada pelo senador e médico Otto Alencar, que afirmou que o medicamento é utilizado nos casos de malária, causada por um protozoário e não por um vírus. Nesse contexto é fácil explicar a lambança. Se os cientistas se empenharam para descobrir uma vacina específica para combater a covid-19, a exemplo do que ocorre com outros vírus, então a lógica nos ensina que um medicamento destinado a enfrentar um protozoário não pode servir para debelar o coronavírus, pois não é um antiviral, como declarou a médica. Então concluímos que estamos sob o império da ignorância, o que explica começarmos esta semana com mais de 452 mil mortes causadas pelo vírus, além da descoberta, pela Unesp, de uma nova variante, a P.4, na cidade paulista de Porto Ferreira. Paralelamente, o ministro do Meio Ambiente vai passando a boiada, providenciando a destruição maciça da Floresta Amazônica, a maior arma da nossa civilização contra o aquecimento global, que nos ameaça seriamente com catástrofes homéricas. O governo Bolsonaro ignora a realidade do aumento da temperatura média da Terra.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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BOLSONARO CONDENOU O BRASIL À MORTE

O Brasil poderia ter vacinado 60 milhões de pessoas ainda em 2020; o País poderia ter escapado da segunda onda da pandemia; milhares de vidas poderiam ter sido salvas; milhares de falências poderiam ter sido evitadas; milhões de empregos poderiam ter sido preservados. O presidente Bolsonaro preferiu ouvir os palpites de um bando de leigos oportunistas, ignorou a ciência e a lógica, insiste até hoje em remédios para matar piolhos. O Brasil já poderia ter virado a página da pandemia, retomado as atividades e a economia, poderíamos estar com mais da metade da população vacinada, mas o presidente tinha outros planos. Derrotar o governador de São Paulo se tornou uma obsessão para Bolsonaro, que sabotou miseravelmente a vacina que o Instituto Butantan providenciou em parceria com a China, outro adversário imaginário de Bolsonaro. Não se pode falar em erros quando um leigo assume o papel de um médico. As ações de Bolsonaro na gestão da pandemia são crimes. Jair Bolsonaro é de fato o ministro da Saúde, desde o começo da pandemia ele toma todas as decisões e demite aqueles que se atreverem a contrariar sua vontade. O Brasil espera que as instituições brasileiras parem de prevaricar, parem de contar o dinheiro que estão roubando com Bolsonaro e tomem as providências necessárias para afastar esse senhor da Presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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CAMPANHA POLÍTICA


Bem que se poderia, no Senado, durante a discussão sobre os responsáveis pela pandemia tirar o palanque eleitoral.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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O RELÂMPAGO DA CRISE

Preparem-se para ouvir o maior estrondo nos céus políticos brasileiros. Certamente Bolsonaro se negará a depor ante a CPI, que tem poderes para convocar qualquer pessoa, independentemente de seus cargos e prerrogativas. O ordenamento constitucional brasileiro não brinda o presidente da República com nenhum tipo de isenção no processo de descobrimento da verdade pelo povo brasileiro congressualmente representado. Não há ninguém pairando sobre as nuvens de uma autêntica democracia. O STF tem o dever de pronunciar esse princípio e certamente o fará, com a resistência do todo-poderoso que desencadeará o furacão.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CPI DEPRIMENTE


Não dá para acreditar no show de horrores que é a CPI da Covid.  CPIs são constituídas por gente séria, para fazer uma investigação séria.  Não é o caso aqui, mesmo não sendo o Brasil um país sério...  É assustador este  reality show: começando  pelo relator, um senhor obcecado por incriminar a tudo e todos; passando para o presidente da comissão, um senador sem compostura, mal educado,  com uma voz ameaçadora;  até chegar ao vice-presidente da CPI:  um histérico! 

As brigas são diárias, a falta de educação é constante.  Os únicos que se mantêm mais ou menos na linha são os que foram intimados a depor.   É uma vergonha e retrato do Brasil atual que  senadores, escolhidos por nós e pagos por nós, se apresentem desta maneira caricata e mal educada.  Ninguém sabe o que quer, para onde vai, a única coisa que sabem é que vão receber gordos salários para trabalhar (e gritar) durante três dias por semana em Brasília, fazendo de conta que são grandes defensores da moralidade. É deprimente.

Marta Lawson

lawsonmv@hotmail.com

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NÃO LARGA O OSSO

Como cão feroz, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não larga o osso, ou melhor, o cargo que ocupa. Promete e não entrega os milhões e milhões de imunizantes. Para piorar, sua desfaçatez chegou às raias do atrevimento quando coloca a culpa pelos seus próprios erros no Sistema Único de Saúde (SUS). Afinal, com esse governo negacionista de Bolsonaro, ele nem sabia que o SUS é referência mundial. O ex-ministro Pazuello nem sequer conhecia a existência e a importância do SUS. Mais uma vergonha nacional!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL SANGRA


Não bastasse o lamento de 450 mil famílias pela perda de seus entes queridos, agora assistimos, impotentes, à ida de profissionais de saúde para os Estados Unidos, inclusive pesquisadores. Dentre outras razões, alegam frustração diante da forma de enfrentamento da covid-19 pelo poder público. Com a atitude predominante de deixar sangrar politicamente o atual malposto presidente, este, com suas maliciosas e intencionais sandices, é que está sangrando o Brasil. 


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto SP 


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CASA DA MÃE JOANA

Com as fronteiras do País escancaradas a qualquer pessoa que chegar a um porto ou aeroporto, como se fosse a casa da mãe Joana, não surpreende que uma nova cepa, a indiana, ainda mais letal que a outra, tenha aportado por esta verde-amarela terra de ninguém. Enquanto não forem adotadas rigorosas medidas sanitárias para quem vier ao Brasil, sejam nacionais retornando do exterior ou estrangeiros, não haverá como deter as variações do coronavírus. Ou se passa a tranca na porta, ou hospitais e cemitérios continuarão lotando. Pobre Brasil.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O POLVO BOLSONARO

Nossa atenção é sempre desviada para as bobagens que nosso presidente faz constantemente, mas não percebemos que ele está metodicamente se apoderando de postos-chave que lhe dão o controle do Estado brasileiro. Começou com Augusto Aras, na Procuradoria-Geral da República (PGR), que se tornou o defensor do presidente e de seus filhos em vez de defender os brasileiros, e agora está se apoderando do Banco do Brasil, Caixa Econômica, fundações de previdência das empresas estatais que já foram assaltadas pelo PT, que, entre outras proezas, investiu em títulos da dívida da Venezuela. Em breve, quando Bolsonaro tentar seu golpe, teremos pouca gente para nos defender.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

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TERCEIRA VIA


Tem toda a razão o leitor Daniel Marques (Fórum dos Leitores,  27/5), não dá para esquecer toda essa implosão econômica e moral detonada pela passagem do lulopetismo pela administração do País, durante longos 13 anos consecutivos. Nesse contexto, para estancar essa sangria endêmica, as urnas nos colocaram como única opção apostar em um oportunista, vindo das profundezas do baixo clero do nosso desacreditado Parlamento, que, em pouco mais de dois anos, revogou a máxima do profeta Tiririca, mostrando que pior pode ficar sim. Em 2022, não podemos aceitar ter na “urna eletrônica” como única opção para escapar desse verdadeiro desastre voltar ao primeiro (Lula) para agora nos livrarmos do segundo (Bolsonaro). Assim, me uno aos leitores Alberto Mac Dowell e Nivaldo Ribeiro, no sentido de não desistirmos de procurar, promover, incentivar e lutar, para que uma terceira via, que de certo existe, possa prosperar.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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NOSSA FAMA

É claro que quando o papa disse que no Brasil tem muita cachaça e pouca oração ele se referia ao Lula. Quanto ao Bolsonaro, ele pode dizer que temos muita pandemia e pouca solução. Fazer o que, se não aprendemos...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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FALA INFELIZ DO PAPA

Muito infeliz a fala do papa Francisco ao dizer que o Brasil não tem jeito, porque é muita cachaça e pouca oração. Ele está generalizando a população com o cachaceiro que é o candidato dele. O povo brasileiro é humilde, trabalhador, fiel a Deus. Não somos cachaceiros iguais ao Lula nem arrogantes iguais aos conterrâneos argentinos do papa.

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Paulo

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MUITA CACHAÇA, POUCA ORAÇÃO

Amplamente divulgado pela mídia e redes sociais um vídeo em que o papa Francisco foi invocado a rezar pelos brasileiros. Descontraído, aos risos, respondeu Sua Santidade: “Vocês não têm salvação, é muita cachaça e pouca oração”. Alguém precisa atualizar o Santo Padre. O Brasil tem salvação sim. O atual chefe de Estado segue rigorosamente a cartilha do bom cristão, que combate o bom combate, sem os vergonhosos hábitos etílicos de lideranças precedentes.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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GUEDES VENDEDOR DE ILUSÕES

Passados quase 30 meses de gestão no comando da economia, sem mostrar resultados, o ministro Paulo Guedes, como autêntico vendedor de ilusões, em evento com empresários em São Paulo, diz que, com a ajuda dele as reformas, como administrativa e tributária, devem caminhar. Dá para acreditar? Ora, essas reformas o governo que ele representa jamais quis aprovar. E agora, que a popularidade de Jair Bolsonaro foi para o saco, Guedes vem com essa conversa mole, como se o mercado e investidores fossem ingênuos.  E, se ocorrer, será a reforma tributária, mas não ampla, como do projeto já existente, e sim a que está sendo costurada pelo o governo e o Congresso, desfigurada e fatiada que não trará benefício algum para a simplificação de impostos que favoreça o setor produtivo e o consumidor final. Ou seja, é a cara deste governo de Jair Bolsonaro, que, sem coragem, não tem interesse de promover o desenvolvimento econômico e social da Nação. Na realidade, este governo prematuramente antecipou seu fim...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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VASOS COMUNICANTES

Há rumores já circulando na mídia especializada dando conta de que a retomada pós-pandemia será desigual, privilegiando os países do Primeiro Mundo e deixando para trás os do Terceiro. Que se cuidem, no entanto, os desenvolvidos e tratem de nivelar o mais rapidamente possível tal disparidade potencial, pela distribuição mais equitativa de vacinas, por exemplo, pois, num mundo interdependente como o que se vive no momento, é temeroso não assistir os parceiros que, no frigir dos ovos, são os responsáveis pela normalização das economias superiores e a razão de ser da manutenção do alto padrão de vida de seus habitantes, mantido o eterno intercâmbio ainda vigente de exploração de matérias-primas com produtos manufaturados caros e sofisticados que, atualmente, estão cada vez mais presentes e são necessários nos países que não detêm tecnologia de ponta. No panorama internacional atual é, portanto, mais prudente e urgente a operacionalização de uma espécie  de sistema de vasos comunicantes que garantam a sobrevivência de todos em níveis humanamente dignos. Observações de alguém que desconhece as sutilezas da ciência econômica.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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 RICARDO SALLES FOI SECRETÁRIO DE ALCKMIN 

O ovo da serpente, que envenenou o Ministério do Meio Ambiente, foi chocado no ninho tucano, na Várzea do Tietê. Antes de se notabilizar como ministro “Mata Ambiente” do desgoverno Bolsonaro, Ricardo “Motosserra” Salles foi secretário de Meio Ambiente do governo de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin, de 2016 a 2017. Antes fora secretário particular de Alckmin, de 2013 a 2014. Em sua passagem pelo governo paulista resolveu uma importante questão ambiental de interesse da Fiesp, na Várzea do Rio Tietê. A alteração no manejo da várzea favoreceu várias empresas, resultando em processo por improbidade administrativa contra Ricardo Salles e a Fiesp, que acabaram sendo absolvidos pela Primeira Câmara Reservada ao Meio Ambiente, do Tribunal de Justiça de São Paulo, já que Salles havia sido condenado em primeira instância, por “gravíssimas consequências ambientais provocadas pelos motivos que levaram à condenação de Salles”, como registrou o Ministério Público de São Paulo. Com este currículo era o nome perfeito para ocupar o Ministério do Meio Ambiente de Bolsonaro.  

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MEIO AMBIENTE


A presença do  ministro Ricardo Aquino Salles na direção do Ministério do Meio Ambiente obteve o mesmo resultado de colocar um bode para vigiar uma horta, as moitas já eram.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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EXTINGUIR A UERJ


Bolsonarista convicto, o deputado estadual carioca Anderson Moraes (PSL) propôs projeto de lei permitindo ao Poder Executivo extinguir a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Irritado com uma faixa fixada no campus: Vacina no braço, comida no prato! Fora Bolsonaro e Mourão, o parlamentar achou uma forma simplista de atacar aquela conceituada instituição de ensino, com seus mais de 30 mil alunos.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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BRUTUS UBI ES

Estamos todos dominados. Primeiro, Bolsonaro força um general quatro estrelas a sobrevoar uma manifestação antidemocrática de arruaceiros. Depois, demite o ministro general e todo o comando das Forças Armadas por se recusarem a ser cúmplices de ilegalidades. Por último, ordena a suspensão do processo disciplinar contra um general que participou de um ato político, transgressão tipificada no Estatuto Militar e no Regulamento Disciplinar do Exército. Com isso, a um só tempo, agrediu a Constituição Federal e um dos pilares mais preciosos das instituições militares. Com que autoridade, daqui em diante, um oficial vai cobrar disciplina de qualquer ato cometido por um soldado. Como estarão se sentindo os componentes das Forças Armadas ao verem tão vilmente desrespeitada a instituição a que pertencem, a organização mais respeitadas do País. Finalmente, como ficamos todos nós brasileiros nas mãos de um déspota que se sente à vontade para cometer tais acintes recorrentes contra todas as instituições da República, sem que nada aconteça. Onde estamos todos que assistimos mudos à nossa conversão em uma outra Venezuela?    

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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PICHADORES

Algo que governos estaduais e prefeituras não deveriam mais tolerar é a leniência legal, inclusive por falta de leis, com pichadores e vândalos. Estes não param um segundo de depredar e vandalizar patrimônio alheio com pichações horrorosas e ao mesmo tempo emporcalhando toda a cidade. O que vai na cabeça destes imbecis é difícil de avaliar. Agora, seja por projeto de lei no Congresso, seja por decretos municipais, deveriam ser impostas leis severíssimas, para o porte e a fabricação de tinta spray. Pichador deveria ser sujeito a pena de dez anos de prisão em regime fechado. Só lei dura para inibi-los. A tinta spray deveria ser totalmente retirada de circulação por todos os instrumentos possíveis. O porte de tinta spray deveria sofrer pena tão dura quanto o porte de arma. Outra questão, a total ausência de câmeras na cidade, o que facilitaria a identificação destes marginais. Prédios pichados deveriam sofrer multa severa e deveriam antes ser notificados para proceder à pintura devida no prazo de 30 dias, sob pena de multa a ser incluída no IPTU do imóvel. Isto traria grande reação social contra os pichadores, o que inibiria muito essa prática. A prefeitura também deveria ter contrato permanente com empresas que limpassem o mobiliário público dessas pichações e realizassem pintura antipichação em viadutos, pontes, muros e em prédios públicos. A cidade agradeceria.


Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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