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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2021 | 03h00

Pandemia e desgoverno

Dimas Covas na CPI

A culpa do presidente da República pelo elevado número de mortos devido à pandemia já se estava materializando com os depoimentos anteriores. Mas a partir do depoimento sereno e preciso do professor Dimas Covas, do Instituto Butantan, com datas e quantidades envolvendo as tratativas sobre as vacinas contra a covid-19, ficou perfeitamente caracterizada a culpa do presidente da República no atraso da imunização da população brasileira. Decisão sórdida de um presidente que deveria cuidar da saúde de seu povo. Merece uma pena de acordo com a gravidade do seu crime. Agora será possível estimar também quantos brasileiros morreram em decorrência do atraso da vacinação no Brasil. Portanto, será possível quantificar o tamanho da pena a que o presidente poderá ser condenado. Foi preciso ter estômago forte e nervos robustos para assistir à sessão da CPI na quinta-feira.

GILBERTO PACINI BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Nada além da verdade

Em muitas horas de depoimento, muitos não conseguiram convencer ninguém. Excesso de explicações, longas e na maioria das vezes incoerentes, porque alicerçadas no suporte frágil da mentira. O depoimento do dr. Dimas Covas, já nos primeiros minutos, e para desapontamento de muitos, mostrou mais uma vez que nada convence mais que a verdade.

VERA BERTOLUCCI VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Lição de competência

A presença de Dimas Covas na CPI da pandemia foi uma aula de competência. Firme e sereno, não deixou nenhuma pergunta sem resposta, apesar da brigada do governo, cuja finalidade não era outra senão isentar esse governo de responsabilidade por este genocídio.

HENRIQUE MASSARELLI HERMASSA1935@HOTMAIL.COM

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SÃO PAULO

Ignorância explícita

Somos a nação com o maior número de mortos por milhão de habitantes dentre as 50 mais populosas do planeta, que representam 86% da humanidade. E o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) profere na CPI da Covid uma das assertivas dos movimentos contra vacinação, a de que as vacinas “são feitas a partir de fetos humanos decorrentes de abortos”! Negacionismo e ignorância explícita expostos pela TV para o mundo todo. Uma vergonha para o Senado e para todos os brasileiros.

OSWALDO COLOMBO FILHO COLOMBOCONSULT@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Boicote à vacina

O caricato Bolsonaro já deixou bem claro, ao longo deste nefasto governo, seu baixo nível cultural e altíssimo radicalismo, sendo refratário a qualquer diálogo sensato. Prova disso são seus comentários diários contra o lockdown, cenário pelo qual ele é 100% responsável, por nada ter feito para a imediata vacinação de todos os cidadãos e, muito ao contrário, tudo fazer para que a imunização não fosse implementada incontinenti.

LAURO BECKER BOZZO.DUMM@GMAIL.COM

INDAIATUBA

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Ambiguidade de valentão

Afinal, por que Bolsonaro vai contra as vacinas? Está difundida a ideia de que ele optou pela imunidade de rebanho, em vez das vacinas. Essa ideia não tem lógica, pois só se aguarda a imunidade de rebanho se não existe vacina. Tampouco tem sentido a opção entre cloroquina e vacina, porque aquela não exclui esta. Mas é verdade que Bolsonaro desconsiderou a imunização. O motivo, que se mostra igualmente quando Bolsonaro afirma não ter tomado a vacina, é absurdo, mas não vejo outro: trata-se de uma demonstração de “valentia”, em oposição aos “maricas”. Como é incoerente Bolsonaro dizer que não toma a vacina e ao mesmo tempo ser a favor dela, precisa se apresentar como contra as vacinas ou, no mínimo, manter-se ambíguo.

WILSON DE CAMPOS VIEIRA WCAMPOSVIEIRA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Atitudes

O que o povo brasileiro quer ver são ações efetivas para tirar Bolsonaro da Presidência. Esse diz que diz atual não está levando a nada de prático.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI  FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Conduta militar

O dono do Exército

O sr. Bolsonaro costuma dizer “meu Exército”, como se essa instituição fosse de sua propriedade, e não da Nação. Se o sr. Eduardo Pazuello não for punido severamente pelas regras do Exército Brasileiro, então saberemos a quem pertence essa instituição, e ela poderá ser utilizada para os projetos totalitários do presidente.

PAULO BOIN BOINPAULO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O pior dos mundos

Segundo Eliane Cantanhêde, no caso de punição a Pazuello, o comandante do Exército ou perde o cargo ou a autoridade. Caso não perca nenhum dos dois, perde a vergonha na cara.

MARISA BODENSTORFER

LENTING, ALEMANHA

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Um manda...

Já é tempo de o procurador-geral da República cessar a demonstração de que seria um Pazuello no Supremo Tribunal Federal, e se dedicar ao combate à corrupção, que após os funerais da Lava Jato volta frondosa, cada vez mais atraente.

LUIZ RIBEIRO PINTO BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Educação

Enem 2021

Inacreditável que milhões de jovens ainda estejam à espera de que rumo tomará o Enem em 2021. É visível a falta de compromisso desse governo com a educação. Não é de esperar muito, porque o chefe do Executivo é um senhor de poucas letras, limitado a um vocabulário de 500 palavras. O ministro da Educação mal aparece, e quando aparece é por questões ideológicas. E o superministro da Economia é aquele que não tem nem um pingo de apreço por livros.

LUCAS CUNHA  LUCASCUNHA_@OUTLOOK.COM

CURITIBA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SUBSERVIÊNCIA GRITANTE

A subserviência do procurador-geral da República, Augusto Aras – aquele escolhido a dedo por Bolsonaro e fora da lista tríplice –, é gritante declarando guerra ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Como se já não bastasse o menoscabo para investigar as contas bancárias da primeira-dama Michelle Bolsonaro e das “rachadinhas” do filhote Flávio, agora tomou as dores do “excepcional” ministro Ricardo Salles. Ora, o aparelhamento do Estado já é conhecido. Primeiro foi a “tigrada” petista querendo implantar a esquerda, agora é Bolsonaro querendo aparelhar o Estado para proteger sua famiglia e os camisas pardas. Afinal, fica claro que ninguém pensa no abandonado Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MENTIRA E PUNIÇÃO

São contínuas as bravatas do ocupante do Palácio do Planalto quanto a ter a favor de si as Forças Armadas. Foi expulso do Exército por planejar atentados e chegou à patente de tenente, levado a capitão apenas pela reforma. O editorial  Disciplina militar em xeque (28/5, A3) é bem claro ao mostrar os limites que existem entre Estado e governo e o desconforto que a situação traz. Esperamos que, pelo menos agora, a lógica prevaleça. No mais, é saber se covarde é apenas Eduardo Pazuello – que mentiu e desprezou as leis do País – ou todo o Exército.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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A PUNIÇÃO DE PAZUELLO.

Após a entrega de sua defesa no processo instaurado pelo Exército, decorrente da participação do general Eduardo Pazuello em ato político, juntamente com o presidente Bolsonaro, em trio elétrico, no Rio de Janeiro, virá por parte da autoridade superior e cabível a punição. Esta poderá ser desde suspensão até prisão. Entretanto, trata-se de uma boa oportunidade para aferir até onde chegará Bolsonaro, que pode revogar a punição, como comandante superior das Forças Armadas, ou se conformar com ela. De outro lado, revogada a punição por parte de Bolsonaro, qual seria o posicionamento do Exército, via seu comandante? Teremos uma crise porque o País nunca passou por situação semelhante?  Como se sentiriam as patentes inferiores do Exército?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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‘PAZUGATE’

Além de afrontar descarada e despudoradamente o Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado após a longa e sangrenta noite dos anos de chumbo grosso do regime de exceção da ditadura militar, de triste e lamentável memória, o negacionista e autoritário presidente Bolsonaro, expulso do Exército por gravíssima indisciplina, em 1987, deu de enfrentar nada menos que as Forças Armadas. O julgamento da descabida participação do general intendente de três estrelas Eduardo Pazuello no comício pró-governo no Aterro do Flamengo, domingo passado, ao lado do presidente da República, em desobediência explícita ao rígido Estatuto Militar e Regimento Disciplinar do Exército Brasileiro, poderá trazer desdobramentos extremamente delicados para o status quo do País. Se não for devida e rigorosamente punido, causará uma perigosa e inédita fratura na organização militar, regida pelos princípios universais da ordem, disciplina e hierarquia. Por oportuno, cabe o velho dito “se ficar, o bicho pega, se correr, come”. A conferir nos próximos eletrizantes e imperdíveis capítulos do imbróglio Pazugate.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PAZUELLO DIZ QUE NÃO FOI A ATO POLÍTICO COM BOLSONARO

O general é forte candidato a receber o prêmio de Pinóquio do ano!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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AULA MAGNA DE CONHECIMENTO, CIVILIDADE E EDUCAÇÃO

 

O depoimento do dr. Dimas Covas, diretor do tradicional Instituto Butantan, à CPI da Covid, resultou em uma aula magna de conhecimento, civilidade e educação ante a negativa do presidente Jair Bolsonaro em responder aos vários ofícios urgentes no trato ao combate à pandemia. Pela demora do governo federal, milhares de mortes poderiam ser evitadas, mas não foi o que aconteceu. Já estamos passando dos 456 mil óbitos, mesmo assim, o negacionismo persiste em alta no País. Na verdade, se nada for aproveitado por Jair Bolsonaro, talvez sirva para mostrar o que um presidente nunca deve fazer nas suas falas, posições e confrontos. Meus pêsames Bolsonaro!        

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo    

 

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O RISCO BOLSONARO


A cada dia que passa, percebe-se que foi eleito um celerado presidente que está colocando em risco a vida do povo brasileiro, ao incentivar aglomerações, não usar máscara e promover um falso tratamento precoce da covid. Põe em risco também a credibilidade da instituição presidencial, ao exibir-se em recorrentes destemperos verbais e comportamentos discordantes com a esperada liturgia do cargo que ocupa. Arrisca a honradez de subordinados, com a maior cara de pau, ao transferir-lhes responsabilidades de atos impróprios que pratica nos bastidores. Arrisca a credibilidade internacional do Brasil com seus arroubos disfuncionais. Agora, arrisca a indisciplina nas fileiras militares afagando descaradamente seus comandantes para evitar a aplicação de punição a militar por ele incentivado a cometer desobediência. É o trágico risco Bolsonaro!


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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DENÚNCIAS

Só a constatação que esse Fórum dos Leitores coloca diariamente das vergonhosas situações em que esse vergonhoso governo nos coloca não é suficiente e nem tem o peso e validade que pensamos e almejamos. Se for verdade que o atual vice-presidente vai tomar providências para reenquadrar as Forças Armadas (envolvidas e usadas para camuflar), será o grande passo inicial. Os Legislativos, principalmente o Federal, na sua parte boa que resta, e o Judiciário, idem, precisam também tomar providências reais, enérgicas, disciplinadas e respeitáveis, para que o nosso querido Brasil possa ter respeito interno e externo. Não basta só denunciarmos as bandidagens, é necessário um enquadramento tipo lava jato geral, efetivo e que não venha depois ser destruído,  superado pela bandidagem.

Rafael Kertzman rafaelkertzman@yahoo.com.br

São Paulo

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A (INCONVENIENTE) BRIGA DOS PODERES

 

O presidente Jair Bolsonaro, apresentou na quinta-feira passada ao Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que visa a impedir os lockdowns e toques de recolher decretados no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraná. O propósito “é garantir a coexistência de direitos e garantias fundamentais ao cidadão, como as liberdades de ir e vir, os direitos ao trabalho e à subsistência, em conjunto com os direitos à vida e à saúde de todo cidadão, mediante a aplicação dos princípios constitucionais da legalidade, da proporcionalidade, da democracia e do Estado de Direito” – explicou, em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU). O combate à covid-19 vem problemático desde o começo. As  divergências entre o presidente, governadores e prefeitos e, principalmente, a politização dos trabalhos têm sido responsáveis por controvérsias que incomodam a população, hoje à espera da vacinação e do fim do mal sanitário. Rogamos aos céus que os membros da Suprema Corte sejam iluminados e encontrem a melhor solução para a ADI. Precisamos garantir a paz e o cumprimento da legislação em todos os sentidos. A população, incomodada com as divergências, rejeita as ideias de um Executivo truculento, um Legislativo belicoso e um Judiciário com posicionamento político ou ideológico. As instituições não devem “brigar” entre si, pois têm funções específicas para cumprir, todas elas previstas no texto constitucional. A avassaladora onda de desencontros, tentativas de proveito político, incompreensões e outras desinformações que têm cercado a pandemia são uma verdadeira tortura ao povo que, no lugar disso, clama apenas pelo fim das infecções e das mortes que tanto sofrimento nos têm causado. Cada cidadão pensa, com toda razão, que pode ser a próxima vítima.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MAIS DO MESMO

O deputado Tulio Gadelha (PDT-PE), um ilustre desconhecido, que após se envolver amorosamente com a global Fátima Bernardes ganhou holofotes e começou a dar pitacos estimulando seu colega de partido Ciro Gomes a deixar de criticar Lula da Silva, é mais um parlamentar a defender os corruptos.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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IMPEDIDO


Se o ministro Toffoli se declarasse impedido de votar, no caso da delação do Sérgio Cabral, seria um inacreditável sinal de recuperação. Infelizmente, como nunca foi ungido com a decência inerente a um juiz isento, votou a seu favor. Pobre povo brasileiro...


Antonio Manoel Vasques Gomes  amavago@gmail.com

Rio de Janeiro


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ÉTICA

 

Foi homologada por Edson Fachin a citação de Sérgio Cabral na delação premiada à Polícia Federal, envolvendo R$ 4 milhões e aliviando dois prefeitos fluminenses, na suposta venda de ações judiciais por Dias Toffoli. Por 7x4, foi desconsiderada pelo plenário do STF. Toffoli também votou a seu favor, foi um dos 7. No mínimo, faltou ética.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-sores@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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PARTÍCIPES DO GENOCÍDIO


O miliciano segue delirando com golpes e produzindo cadáveres de brasileiros. Não basta falir a economia, isolar o País do mundo e arrombar os cofres públicos com os filhos. Mata com apoio de militares patifes, pastores de satanás, médicos canalhas, salafrários políticos e os difusores de mentiras sanitárias nas rádios, TVs, internet e jornais. Todos enquadrados nas mais de 500 mil mortes que atingiremos.


João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)


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QUARTEL DE ABRANTES


Saiu o “Maizonesto”, entrou o “Klorokinomen”. Somos um povo esperto. Trocamos tudo aquilo que estava lá por tudo isso que está aí.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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‘A INTERNET DEU VOZ AOS IDIOTAS’ - UMBERTO ECO

  Uma afirmação do escritor italiano Umberto Eco é a Frase do Século 21: “A Internet deu voz aos idiotas”. Uma observação sobre comportamento social, na verdade, influenciou a política e a economia de todas as nações. Durante séculos as vozes preponderantes, na história dos povos, eram as manifestações dos governantes, líderes religiosos e de pensadores importantes da elite dominante. A opinião das pessoas em geral, do povo, era desconhecida. Para espanto geral do mundo, tomou-se conhecimento de que a maioria é formada por pessoas com baixíssimo grau de instrução e cultura. Os idiotas são maioria absoluta e movem o mundo, para o bem ou para o mal. Agem em comportamento de manada e são facilmente manobráveis. Políticos, sacerdotes e marqueteiros, de todos os tempos, sempre souberam disso.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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MITOMANÍACO LITERAL

Bolsonaro, assim contam, ganhou o apelido de “mito” por ter sido cortador palmito no Vale do Ribeira. Coisas de moleque apelidar o coleguinha conforme suas características. O Mito cresceu, criou confusão no Exército, tornou-se um deputado irrelevante por décadas e aventurou-se ao cargo máximo da nação, tornando-se presidente e “chefe” das Forças Armadas, às quais se refere como “meu exército”. 

Já a essas alturas, o Mito de palmito tornou-se uma figura mitológica contemporânea de uma parcela polarizada da população brasileira, que cegada por suas sandices, aplaude qualquer contravenção praticada pelo ídolo, tentando fielmente justificar o injustificável. O Mito é tão cheio de si que está ressignificando novamente seu apelido, dando a este a conotação mais do que merecida de mitomaníaco.

A única verdade que o Mito (maníaco) tem dito ultimamente é de que o Brasil não está dentro da normalidade, e realmente não está. Quando um general da ativa mente à CPI, um sinal de alerta se acende, mas quando este mente a sua própria instituição, torna-se escancarado o desprezo, a subestimação e a desvalorização da mesma.

Quando um ex-amotinado, hoje chefe das Forças Armadas do País, corrobora descaradamente com isso, realmente a normalidade já deixou de existir a muito tempo. Cada governo deixa uma marca. FHC deixou medicamentos genéricos e o Plano Real; Lula e Dilma deixaram a marca da corrupção em grau máximo; e Bolsonaro, além de números contados em covas, deixará a mitomania.

Nunca um apelido inocente de infância mostrou-se tão premonitório.

Ana Silvia Fernandes Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo

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PAPA FRANCISCO

Jorge Mario Bergoglio substituiu o 265º papa, que estranhamente renunciou. Adotando o nome de Francisco, o pontífice boa praça, pronunciou a mais infeliz declaração de todos os tempos de pontificado, que contradiz a sua fundamental razão de existência, a fé em Deus. Se a cachaça nos tirou a chance de salvação, o Deus, que ele representa aqui na terra perdeu essa guerra.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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IMAGEM DO BRASIL


A imagem do Brasil no exterior ante esse momento de pandemia não é nada tranquila. Estamos sendo vistos pelo mundo como uma espécie de pária no comportamento preventivo dessa infecção virótica que atinge o planeta, principalmente em razão de como parte de nossas lideranças governamentais trataram e tratam o assunto. Precisamos urgentemente  ter novos e éticos líderes que implementem novas medidas adequadas às dificuldades que vivemos, para que possamos voltar a despertar confiança no exterior e com isso termos condições de superar as extremas necessidades que temos aqui entre nós.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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BRASIL, EX-PAÍS DO FUTURO


Um dia destes lembrei-me de um caro amigo que faleceu há 25 anos e que testemunhou a evolução de nosso País em direção ao futuro. Engenheiro, fez carreira brilhante em uma multinacional que criou um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o nomeou seu gerente. As privatizações de FHC trouxeram capital e tecnologia do exterior, e tudo mostrava que aquele futuro previsto estava chegando. Mero engano. Os políticos que surgiram no novo século mantiveram a prática de se apoderarem do butim possível, incentivaram o desenvolvimento de uma burocracia que custa muito e tem baixíssima produtividade. Os municípios eram cerca de 1.500, aumentaram para 5.500 com a criação de milhões de empregos públicos desnecessários; há prefeitos de cidades de menos de 10.000 habitantes que têm o carro do ano e de luxo, mas não têm hospitais de qualidade. E agora chegou Átila, o huno, aquele que a grama não cresce por onde seu exército passa. Assim, a Ford centenária e outras multinacionais estão partindo, o centro de P&D de meu amigo foi fechado e virou um call center, nossa indústria está destruída, nosso sistema tributário provoca um empenho enorme de pessoas para cumprir as formalidades acessórias e nossos cérebros estão buscando no exterior o ambiente que já não existe mais no Brasil. Às vezes, lembro do meu amigo e fico feliz que ele tenha partido, é muito triste ver o que aconteceu com nosso país. Temos que rezar para que venha um líder que nos ajude a reencontrar esse caminho perdido no último quarto de século.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com


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