Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2021 | 03h00

Energia

Risco de racionamento

Mais uma vez estamos correndo o risco de sofrer uma crise energética (Em crise, setor elétrico faz pente-fino em térmicas para evitar racionamento, Estado, 29/5, B1). Nos anos recentes corremos riscos semelhantes várias vezes, e o problema só não foi mais grave por causa do baixo crescimento econômico, que é a pior maneira de evitar uma crise dessa natureza. Na crise de 2000/2001, os profissionais do setor já alertavam para o agravamento da situação energética do País bem antes da sua ocorrência. Seja por ignorância dos principais gestores do setor, seja por interesse político, o problema não foi devidamente atacado e o País teve de enfrentar o racionamento de energia. Antes que isso aconteça novamente, tem de haver a racionalização do consumo: uma campanha pelo consumo consciente, talvez mesmo acompanhada de medidas que motivem a economia no uso de energia. Imediatamente. Relembro o antigo e oportuno slogan: sabendo usar, não vai faltar.

MARCOS LEFEVRE LEFEVRE.PART@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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Culpa das chuvas

O Brasil secou. A falta de água já prejudica a produção de energia nas usinas hidrelétricas e, logo mais, deverá voltar a comprometer o abastecimento de água nas cidades. O ciclo da água é bem conhecido no País: todo mundo aprende na escola sobre a importância fundamental da Floresta Amazônica e de seus rios voadores; todos sabem que as nascentes dos principais rios brasileiros estão no Cerrado; e as crianças aprendem que as águas dos rios do Cerrado vão inundar o Pantanal. Portanto, são incríveis o cinismo e a dissimulação quando se fala da falta de água que aflige o País e que deve piorar no futuro próximo. Ninguém fala do desmatamento recorde da Amazônia e do Cerrado, nem dos incêndios no Pantanal ou do gigantesco consumo de água pelo agronegócio, e todos fazem cara de paisagem e dizem que a culpa é das chuvas que não vieram. Mentira e cinismo não costumam resolver problemas. O Brasil precisa parar de desmatar a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal, fazer um estudo do impacto ambiental do uso da água no agronegócio e estabelecer limites. O País caminha para uma falência hídrica. Não haverá água para a geração de energia, para o agronegócio nem para o consumo humano. E isso tudo não vai acontecer daqui a mil anos, pode acontecer já no ano que vem.

MÁRIO BARILÁ FILHO  MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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CPI da Covid

O show já pode acabar

Esta CPI da Covid poderia terminar ontem. Tudo o que se precisa saber da inépcia do governo federal, na pessoa do capitão cloroquina, já se sabe. O presidente da República, contrário à ciência e fazendo política rasa e criminosa, não quis comprar vacinas para salvar vidas. Ao contrário, defende a tal da imunidade de rebanho, autorizando a morte de brasileiros. A CPI está se tornando um reality show em que senadores despreparados, sobretudo os governistas, a todo custo querem defender o desgoverno federal. Chega! Que se envie o que já se tem ao Ministério Público e quem sabe o procurador-geral da República, candidato a ministro, honre a sua carreira e tome as providências necessárias. Os responsáveis pela tragédia que ultrapassa 460 mil mortes já estão nominados.

JORGE AUGUSTO MORAIS DA SILVA  JOTAUGUSTOADV@ICLOUD.COM

RIBEIRÃO PRETO

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‘Testemunha-chave’

O artigo de Marcelo Rubens Paiva Testemunha-chave, na edição de O Estado de ontem, é um primor. Resumiu brilhantemente toda a nossa desdita neste desgoverno. Parabéns!

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

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Deboche

É problema do general Eduardo Pazuello se tem o hábito subserviente de aplaudir e estimular asneiras verborrágicas de Jair Bolsonaro. Mas o desmoralizado ex-ministro da Saúde não pode nem tem o direito de dizer sandices pensando que o povo concordará com elas. Não subestime a indignação coletiva. Que seja idiota sozinho e pendure na farda suas medalhas de puxa-saquismo. Nesta linha o general explicou, com a maior desfaçatez, que a manifestação de que participou no Rio de Janeiro, quando foi chamado de “gordinho” pelo mito de barro, não era um ato político. As valorosas Forças Armadas não podem ser maculadas nem ser pasto para maledicentes e maus brasileiros, por culpa de militar galhofeiro e irresponsável.

VICENTE LIMONGI NETTO LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA

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Mentira ou covardia

O militar é ser humano como qualquer outro. Cidadão como nós, brasileiros. Porém há duas qualidades inesperadas e repudiadas num militar, sobretudo em público: a mentira e a covardia. Por dever de ofício. O general de divisão Eduardo Pazuello, quando afirma que não esteve em ato político, ou mente ou é ignorante, desconhece o ato político. Se não é ato político, fica esquisito o general de divisão passear na garupa da motocicleta do capitão. A ignorância ou a mentira sugerem, para os que observaram seu “passeio”, o medo de enfrentar alguma consequência. Em razão de qual consequência o general age como se fosse covarde?

FABIO GINO FRANCESCUTTI FABIOGINO565@YAHOO.COM

RIO DE JANEIRO

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Vacinação

Atestados falsos

Os sociólogos das religiões deveriam pesquisar os milhares de pessoas que usaram atestados médicos falsos e tiraram a vacina da covid do braço de quem realmente necessitava dela. Isso para avaliar a eficácia das variadas religiões no ensino e na transmissão dos verdadeiros valores da vida, e refiro-me aqui à vivência da regra de ouro das religiões, que é o fazer ao outro aquilo que gostaria que o outro lhe fizesse.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MOROSIDADE DO PODER JUDICIÁRIO: A QUEM INTERESSA?

A morosidade da Justiça brasileira é abordada há muito tempo. Trata-se de preocupação tanto dos operadores do direito como da coletividade, leia-se jurisdicionados.

Embora não seja um “privilégio” do Brasil, aqui a lentidão excede o limite do razoável. É inadmissível que o  Poder Judiciário brasileiro esteja fornecendo uma prestação jurisdicional nos moldes atuais, considerando-se o avanço tecnológico. Não é crível terem os jurisdicionados que aguardar por longos anos os desfechos de processos, desconsiderando-se o valor agregado produzido pelo desenvolvimento da informática. Permanece a estrutura definhada do Judiciário dissociada de uma organização administrativa que acompanhe a marcha das enormes modificações ocorridas no conjunto da sociedade.

A crise no Judiciário vem ocorrendo de forma paulatina, instalando-se um descompasso entre o aumento de processos e a correta contrapartida do aprimoramento das estruturas dos Tribunais e dos juízos de primeiro grau. E quais são os motivos desse acréscimo de processos? Um deles – de suma relevância – é o fato de o Poder Executivo ser o maior “cliente” do Poder Judiciário, devido a inúmeras ilegalidades e irregularidades praticadas pelos governos, nas  três esferas, ao longo de décadas, dentre as quais podemos mencionar planos econômicos, empréstimos compulsórios, cobranças de contribuições provisórias, questões não solucionadas ou deficitárias no âmbito da previdência social, da saúde, da educação, da  segurança, etc.

Por este prisma se detecta que o Poder Executivo, repita-se, nas três esferas de governo (União, Estados, e municípios), não tem a mínima vontade de que exista uma Justiça célere e eficaz em nosso país. Assim, o Judiciário foi aos poucos sendo sucateado sem qualquer estabelecimento de uma política pública com previsão de corretos investimentos em infraestrutura. Os governos – independentemente de siglas partidárias – como “clientes” contam com a morosidade da prestação jurisdicional e, quando, ao final, condenados, ainda possuem em seu favor o famigerado instituto jurídico denominado precatório, através do qual “empurram com a barriga” os pagamentos a que estão obrigados a cumprir, em razão de decisões judiciais transitadas em julgado. Aos jurisdicionados resta apenas tentar administrar os sentimentos de frustração e de impotência, e  aguardar por décadas o recebimento do dinheiro ao qual fazem jus. Muitos dos credores de tais precatórios, infelizmente, não conseguem desfrutar de seu dinheiro, pois acabam falecendo antes de recebê-lo, tamanha é a demora e a desfaçatez dessa nossa sistemática. Trata-se de um absurdo! Talvez o Brasil seja também “campeão” nesse quesito, ou seja, o Executivo (federal, estadual, e municipal) paga o que deve aos seus credores apenas quando pode. É surreal!

O crescimento das demandas (por esmagadora “colaboração” do Executivo) e a falta de estrutura do Poder Judiciário são causas da malfadada morosidade da Justiça. Soma-se o volume excessivo de leis (tanto de direito processual quanto de direito material) de difícil conciliação, por vezes até mesmo conflitantes, reduzindo a marcha da tramitação processual, truncada por prazos e recursos desnecessários, em favor dos que já contam para seu benefício com a extrema lentidão.

Soluções já foram exaustivamente debatidas e expostas por juízes, promotores, advogados e demais operadores do Direito. Porém, muito há que ser feito. Se todos os envolvidos – operadores do direito, cidadãos e, principalmente, os administradores públicos – ofertarem sua cota de participação o problema poderá aos poucos ser solucionado ou, ao menos, amenizado. Os resultados que alcançarmos certamente inspirarão e estimularão o desenvolvimento das instituições democráticas e a consciência do exercício pleno e independente da cidadania.

 Armando Bergo Neto bergoneto@terra.com.br

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OS BANCOS NÃO ESTÃO NEM AÍ        

Os golpes contra os brasileiros continuam em alta, especialmente, durante a pandemia. Sequestros relâmpagos e mercadorias vendidas por estelionatários, que jamais serão entregues, também. Os bancos sabem quem são esses estelionatários, mas permanecem inertes, fomentando tais crimes, pois autorizam o uso de contas correntes fantasmas e fraudulentas. Idosos pedindo empréstimos aos gerentes para satisfazer os “pseudossequestros”, e eles fazem “cara de paisagem”. Afinal, as vítimas sempre procuram os respectivos bancos para tentar recuperar seus prejuízos, mas em vão, pois, com o menoscabo, os bancos passam a ser coniventes com esses criminosos. Será que algum órgão governamental de fiscalização consegue interferir nesse caos da “indústria do crime”? Ora, se depender dos bancos, eles não estão nem aí, mas, sim, preocupados com seus lucros!   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

           

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JAIME LERNER

Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem ao talento do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, falecido dia 27 passado,  um dos mais premiados profissionais de seu meio, tendo sido indicado pela respeitada revista americana Planetizen como o segundo urbanista mais influente do mundo. Fez de Curitiba, no Paraná, uma cidade marcada por suas obras de impacto, como as vias expressas dos “ligeirinhos” e dos ônibus de linha direta, bem como o Jardim Botânico, a Ópera do Arame e o Museu Oscar Niemeyer. Por sua pioneira e importante criação do Programa do Lixo, recebeu, em 1990, o prêmio máximo da ONU para o Meio Ambiente. Por oportuno, cabe lembrar de seu olhar e preocupação para com a cidade de São Paulo. “Morar aqui e trabalhar lá é a maior tragédia que existe. Separar as pessoas por renda, em guetos de gente muito rica e guetos de gente pobre, só aumenta a violência.” Viva Lerner!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LEGADO DE LERNER X LEGADO DE MALUF E A CIDADE DAS BICICLETAS

Jaime Lerner projetou e implantou em Curitiba, na década de 70, soluções sensatas, das quais se sabia que os números tirados da experiência apontavam para os melhores resultados. Cidade humana. As soluções de Lerner foram copiadas em várias cidades do mundo, mas não aqui. A preferência nacional foi seguir o que acontecia na cidade mais rica do Brasil, a São Paulo de Maluf. Aquilo deu nisso; o resultado está aí para quem quiser ver.

Lerner em seu primeiro mandato como prefeito de Curitiba (1971 - 1975) pensou a cidade e a vida de seus cidadãos como um todo, criou uma estrutura de transporte coletivo eficiente, implantou um plano diretor adensando o uso de solo nas proximidades do transporte de massa, e fortaleceu a vida do centro da cidade tirando os carros e abrindo espaço exclusivo para pedestres e encontros da vida na mais importante rua comercial, a Rua das Flores.

Maluf, mais ou menos na mesma época, seguiu pelo caminho oposto. Deixou sua marca concentrando boa parte dos investimentos de São Paulo em “melhorias” para o transporte individual, leia-se carros particulares, então poucos e coisa de elite. Endividou a cidade com suas novas avenidas, pontes e viadutos, criticados por urbanistas e até mesmo por engenheiros de trânsito. Essas ações deixaram na população a ideia de que tudo se resolveria com novas obras, sem preocupações com efeitos colaterais na população. O desenvolvimento urbano passou a ser agressivo e desordenado. As transformações em várias grandes cidades da Europa e Estados Unidos já demonstravam que o futuro não era por aí.

A cidade proposta por Lerner tem uma relação íntima com a cidade humana, a “vivacidade - cidade viva”, que hoje se luta para ter.

O legado de Maluf é justamente o modelo de cidade que entrou em colapso em todo o planeta, a tão conhecida cidade do automóvel, desumana, poluída, desigual, de economia disfuncional, perigosa para as mobilidades ativas, incluindo a bicicleta. Mais, este modelo de desenvolvimento urbano parece facilitar desvios, corrupção, mau gasto. Maluf acaba com sua foto estampada em relatórios internacionais sobre desvio de dinheiro público, espécie de garoto-propaganda da corrupção.

 Aqui cabe uma explicação: o automóvel não é em si o problema, mas o mau uso que se fez dele é um imenso problema. A cidade de Lerner e de outros pensadores inclui o automóvel, mas com inteligência e agindo de acordo com o que a ciência aponta.

Interessante que exatamente da mesma forma como as grandes obras viárias de Maluf pelo bem dos motoristas tiveram amplo apoio por parte de uma população pouco esclarecida, para dizer o mínimo, e que se dane o resto da cidade, a situação de certa forma se repete com a questão da bicicleta. Implantar um sistema fechado em si mesmo, sem um olhar e diálogo amplo e irrestrito com toda cidade e sociedade costuma não dar certo. É incorreto acreditar que esta festa desordenada vai dar certo só por causa das inúmeras qualidades atávicas da bicicleta e do ser ciclista. Ciclo cloroquina?

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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PAREM DE PREVARICAR E CUMPRAM SEUS DEVERES

Existem motivos de sobra para a Procuradoria-Geral da República indiciar o presidente Bolsonaro pelos crimes que ele praticou na gestão da Saúde na pandemia. Existem motivos de sobra para o presidente da Câmara dos Deputados dar andamento a um pedido de impeachment contra o presidente da República, com base nos crimes cometidos por Bolsonaro na gestão da Saúde na pandemia. O Brasil espera que o Supremo Tribunal Federal termine o julgamento do ex-presidente Lula, conferindo a ele uma sentença transitada em julgado. Se as instituições brasileiras cumprirem seus deveres, o País poderá se ver livre de Lula e de Bolsonaro antes do fim deste ano. Se todos continuarem prevaricando, o País vai afundar no caos, teremos um milhão de brasileiros mortos e a falência completa das instituições. O país estará entregue às milícias criminosas, comandadas por Bolsonaro.    

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SISTEMA POLÍTICO

Fala-se muito em alterar o sistema político brasileiro para aprimorá-lo.

Qualquer sistema funciona. Uns um pouco melhor, outros um pouco pior.

O que efetivamente emperra e deturpa o sistema, causando seu mau funcionamento, são as pessoas que o compõem.

A conclusão óbvia é que, antes de modificá-lo, se deve impedir que pessoas incapacitadas ou despreparadas ocupem posições importantes no sistema político, ao mesmo tempo que se expurga dele aqueles que já fazem parte e que contribuem para a sua falência.  

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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DESACREDITADO

O ministro Antonio Dias Toffoli não ficou nem um pouquinho corado ao votar  em  seu próprio favor na delação de Sérgio Cabral que o envolvia diretamente. Como acreditar na Justiça depois dessa. Só no Brasil acontece algo assim.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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‘REINAUGURAÇÕES’ MARCAM VIAGENS DE BOLSONARO

Logo, logo vai querer reinaugurar a cidade de Brasília.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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MITOS

O folclore brasileiro é muito rico em mitos: saci, curupira, cuca , boitatá, lobisomem. De todos, o mais conhecido sempre foi o saci, mas durante a pandemia o mais destacado, sem dúvida, foi a “mula sem cabeça”.

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

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INSANO

Enquanto a terceira onda se avizinha, o insano vai ao STF contra o distanciamento social! Que tipo de homem é esse? Que presidente pode ser contra a vida do povo que (acha que) governa?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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BRIGA POLÍTICA?

Quanto à pandemia, não há briga política no Brasil. Age politicamente apenas um grupo que, pensando somente em reeleição, procura impor aos demais seus ilógicos achismos e fantasias, frequentemente contrariando a lei e tumultuando a ordem. Todos os demais brasileiros tomam as medidas restritivas recomendadas e procuram pela vacina, sabendo que somente com ela poderemos efetivamente vencer a doença. Roga-se aos jornais e a nossos representantes no Legislativo que parem de falar em luta política, pois trata-se apenas de luta entre a vida e a irracionalidade política.

 Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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CPI DA COVID-19 E A VERDADE                

A finalidade da CPI da Covid-19 é o descobrimento da verdade na ação governamental perante a pandemia. Em primeiro lugar, essa busca é embaraçada pela costumeira teatralização dos parlamentos, em especial do brasileiro; depois, o relatório final, que apontará as contradições, as certezas e as falsidades, será encaminhado ao Ministério Público Federal, cuja cúpula é dominada por quem nomeia, é dizer, Bolsonaro. Pode-se prever que a ficção será predominante sobre a realidade. O lado promissor é que o eleitorado também tomará conhecimento da verdade. E, vencido o atual mandato presidencial e constituído um Ministério Público independente, os crimes de lesa-humanidade, imprescritíveis, deverão ser punidos, inclusive por Tribunais Internacionais. É o drama da verdade, bem destacado por Michel Foucault: “A verdade é algo deste mundo: só é produzida devido a múltiplas formas de coerção”.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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UM AUTÊNTICO MMA    

O enfrentamento entre os senadores da República, na condução da CPI da Covid-19 é um autêntico Mixed Martial Arts (MMA). Um senador da oposição se refere ao da situação dizendo: “V. Exa. é um grande....”. Ao mesmo tempo, o agredido responde: “A mãe de V. Exa. é uma enorme...”. Terminado os trabalhos, abraçam-se e se dirigem ao “cafezinho”. Idêntico às sangrentas lutas do MMA, em que após os combates os lutadores se abraçam e se beijam. É o MMA fazendo história.  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TCU INTIMA O PLANALTO

É providencial que o Tribunal de Contas da União (TCU) esteja intimando o Planalto para, num prazo de cinco dias úteis improrrogáveis, entregar documentos ocultos do tal orçamento secreto. Ou seja, cópias destes documentos, frutos de um esquema, denunciado pelo Estadão, nocivo às contas públicas. E tudo autorizado por Jair Bolsonaro! Os parlamentares do Congresso terão à disposição, e sem fiscalização alguma, milionária verba de R$ 3 bilhões para uso em seus currais eleitorais. Para acomodar esse estranho orçamento secreto, o presidente, infelizmente, cortou verbas do Enem, do meio ambiente e do IBGE, que foi obrigado por falta de recursos a suspender neste ano o importante Censo Demográfico.  Ora, mais uma vez Bolsonaro demonstra não respeitar os recursos dos contribuintes. E, na caradura, promove a orgia da classe política, pois com essa verba, dizem que para obras, certamente, haverá os manjados superfaturamentos... Espera-se que o TCU seja implacável na apuração destes documentos, uma afronta à Nação. Bolsonaro liberou esses R$ 3 bilhões só para aliciar seus aliados, a fim de evitar seu provável impeachment, principalmente pela perversidade do seu desprezo à pandemia de covid-19.    

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUAIS FORAM MESMO AS VANTAGENS DA PRIVATIZAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO?”

Nada, absolutamente nada do que foi preconizado à época pelo governo do PSDB se tornou realidade quando o assunto é privatização do setor elétrico.  Continuamos pagando muito caro por um serviço sem qualidade, com fios expostos nos postes pelas grandes cidades. Atendimento demorado com um custo elevadíssimo, se compararmos com o período em que eram estatais.           

A política privatista vende facilidades que não existem e nós, brasileiros, pagamos uma conta alta. Se tem estiagem, nós pagamos o preço da liberação de termoelétricas, como se isso não fosse obrigação do governo, que arrecada bilhões em impostos que pagamos.   

Ter que ver o governo federal repassar recursos para as empresas privadas, na sua maioria estrangeiras, é inaceitável, visto que este era o argumento mais usado pelo governo: Não podemos dispor de recursos que seriam usados na Saúde, Educação, etc. FHC mentiu descaradamente, assim como Geraldo Alckmin o fez em São Paulo. Destruiu o parque energético paulista e nos deixou empresas que têm como missão única mandar recursos para as suas sedes no exterior.

Rafael Moia Filho   rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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INFORMAÇÕES CORRETAS

A atual e impressionante diversidade das formas de comunicação que temos nos leva às vezes a escolher um caminho nem sempre mais adequado para as informações que desejamos obter. Por isso, devemos sempre confiar nos veículos tradicionais da mídia, onde profissionais do jornalismo filtram e desenvolvem os temas exibidos, permitindo que o público leitor em geral obtenha as informações mais corretas possíveis, que o esclareçam sobre os acontecimentos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AUTOMATIZAÇÃO INDUSTRIAL

O artigo escrito por Almir Pazzianotto Pinto intitulado O paradoxo trabalhista (Estadão, A2, 29/5) em resumo cita a substituição do operário por robôs.  A direção da indústria onde eu trabalhava em 1982 (lá se vão 39 anos) em enviou à Alemanha com o propósito de eu conhecer  sua automatização industrial. Eu visitei uma delas em uma pequena cidade nos arredores de Frankfurt, porém lá havia uma grande indústria metalúrgica que fabricava peças para outras indústrias, peças das menores às maiores, aquelas que são de grande porte.   O que mais me surpreendeu foi que, embora fosse uma grande indústria, havia relativamente poucos operários, porém vários engenheiros se revezavam 24 horas por dia de domingo a domingo sem parar. Os operários entravam às 9 horas da manhã e de lá saiam às 15 horas, contudo os engenheiros ficavam lá atentos para que a automatização não fosse por nada interrompida.

 José Carlos de Castro Rios castroriosjosecarlos@gmail.com/  

São Paulo

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NEYMAR JR. E A NIKE

No dia em que se apresentou a Seleção Brasileira que vai disputar as eliminatórias da Copa do Mundo no Catar, Neymar Jr. ganhou o noticiário em nível mundial pela  publicação no Wall Street Journal ,dos Estados Unidos, de um suposto crime de assédio sexual a uma funcionaria da Nike, num hotel de Nova York.

Seu pai correu para dizer que era mentira e diz que vai para cima dela. Neymar Jr. não conseguiu se explicar, tapou o sol com peneira. A Nike ficou do lado de sua funcionária e rompeu o contrato com ele, firmado desde que o jogador tinha 13 anos. A cada dia Neymar desgasta sua imagem. Queria ser o melhor do mundo, como já foram Messi e Cristiano Ronaldo, mas vai ficar na fila como a vacina para os brasileiros, que nunca chega.

José Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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FLAMENGO

 

O Flamengo deu sorte. Seu primeiro jogo no Brasileirão será no Maracanã, com seu time tinindo, completo e funcionando como um relógio. Estreia em alto estilo, contra seu freguês nos últimos jogos, embora o Palmeiras seja um dos credenciados ao título. Vai ser moleza.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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