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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal o Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Triste coincidência

Está no poder o grupo resultante da oitava eleição presidencial pós-redemocratização. Se Freud vivesse em nossa época e ainda não tivesse intuído a existência de um instinto de morte, certamente a teria concebido agora. Trata-se de um instinto presente em todo organismo vivo, representado por um impulso para a dissolução e o retorno à calma da matéria inorgânica, libertando o organismo da consciência dos estímulos internos e externos que o bombardeiam de forma incessante. As ações, omissões e falas desse grupo no poder materializam esse impulso, quando ele expõe a população ao vírus da covid-19, instala incompetência e ideologia burra nos ministérios e age na direção da quebra da hierarquia e da disciplina nas Forças Armadas.

VENTURA ALLAN MORENILLA VENTURA.MORENILLA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Paiol moral

A não punição do general Eduardo Pazuello atestará que o Exército, além de estar sem mira, também não tem porva...

A. FERNANDES STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Promoção da indisciplina

A reação violenta da Polícia Militar de Pernambuco, no sábado, contra manifestantes que agiam pacificamente pode ser considerada o primeiro indício da influência bolsonarista nas fileiras policiais-militares, promovendo a indisciplina. A leitura da reportagem do Estado (30/5, A13) aponta que a iniciativa da agressão partiu do comandante da operação, que foi afastado, não citando sua patente. Pelo visto, o sr. Bolsonaro, não satisfeito em se omitir e atrapalhar a vacinação, promover aglomerações e não uso de máscaras, agora está partindo para desarmonizar as forças militares do País. A opção de deixá-lo sangrar politicamente, em vez de retirá-lo do poder já, está levando o País a uma anemia que levará décadas para curar.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO  HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Fora, Bolsonaro

Como se viu nas manifestações de rua, no sábado, contra o lamentável presidente Jair Bolsonaro, em mais de 200 cidades Brasil afora, bem como em Londres e Berlim, reunindo dezenas de milhares de pessoas – só na Avenida Paulista foram ocupados nada menos que dez (!) quarteirões –, a indignação, decepção e revolta contra o negacionista, genocida e autoritário desgoverno chegou a um ponto-limite. Mesmo enfrentando, ainda que com máscaras, o perigo de contaminação pelo coronavírus, a multidão preferiu sair às ruas, pacificamente, contra o bolsovírus, responsável direto pela inacreditável marca macabra de quase meio milhão (!) de óbitos. Em uníssono, a voz do povo, que é a voz de Deus, gritava em alto e bom som: “Fora, Bolsonaro!”.

J. S. DECOL DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bandeiras da corrupção

Nas manifestações contra o “imorrível, imbroxável e incomível” Jair Bolsonaro em praticamente todas as capitais brasileiras, o que mais se viu foram as bandeiras vermelhas. Protestos justos contra a omissão do governo na aquisição de vacinas, pelos milhares de mortes, e em promover medicamentos sem comprovação científica. Mas protestar contra as privatizações é favorecer a corrupção. Quanto maior o Estado, maiores a roubalheira e o empreguismo dos companheiros.

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Óbvia contradição

Um fato passou despercebido na live do presidente transmitida do Amazonas em 27/5. Bolsonaro diz que a população amazonense já toma cloroquina há muito tempo, entre outras razões, por causa da endêmica malária que assola a região, e tece loas ao fato. Ora, se essa medicação fosse eficaz contra a covid, não teria havido surtos gravíssimos da doença naquele Estado, como em janeiro.

MARCELO GOGELIS CELOPAIVA@BOL.COM.BR

MOGI DAS CRUZES

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Economia

Desemprego recorde

É com muita tristeza que leio as notícias dando conta de que o desemprego no Brasil está em 14,7% e já atinge 14,8 milhões de pessoas, a maior quantidade desde 2012. Os números estão aí e não mentem. Mas, no meu entender, a responsabilidade não é tão somente de Bolsonaro ou de qualquer outro presidente antes dele. Mas, sim, de um pensamento econômico e político que visa ao imediatismo e às eleições. Para o País ser forte e próspero precisamos de um programa de governo contínuo e de longo prazo. Melhorar a renda do brasileiro e fortalecer o mercado interno deveriam ser premissas básicas a serem perseguidas por todos. Enquanto nossas preocupações forem apenas eleições e exportação de commodities, continuaremos a ser as tradicionais colônias...

DOUGLAS BRAZUNA NOGUEIRA DOUGLASBRAZUNA@UOL.COM.BR

SALVADOR

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Paradoxo

No artigo O paradoxo trabalhista (29/5, A3), o ex-ministro Almir Pazzianotto essencialmente argumenta que o Brasil perde empregos para a ampliação do uso de tecnologia da informação, em substituição ao trabalho executado por pessoas. Lembra ainda que nossa economia está sendo “engolida” pelas asiáticas. No meu entender, todavia, o que de fato impede a maior empregabilidade do brasileiro no curto prazo não é a tecnologia do século 21, mas a tacanha legislação trabalhista, inspirada em noções do século 19. É trágico que a legislação que deveria proteger os interesses dos trabalhadores seja justamente a que mais os prejudica. A culpa pelo nosso nível de desemprego não é da China, do Japão, da Alemanha ou da Coreia do Sul, que optaram por modernizar suas leis, reconhecendo o ambiente competitivo global. Aqui ainda vivemos a louca ilusão de que Deus é brasileiro e o Brasil é o país do futuro, independentemente das bobagens que façamos.

OSCAR THOMPSON OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRISE HÍDRICA

Como se já não bastasse a escuridão de viver sob o negacionista, genocida e beligerante desgoverno bolsonarista em meio à mais aguda e severa crise sanitária, econômica e social dos últimos 100 anos, o Brasil ainda enfrenta uma gravíssima crise hídrica, segundo o alerta emitido pelo Serviço Nacional de Meteorologia (SNM), o primeiro em 111 anos de serviços. E o rigoroso déficit de precipitação pluviométrica na Bacia do Paraná, sul do País, deverá durar até setembro. Só resta mesmo ajoelhar e rezar ao Deus brasileiro. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PANDEMIA

Pandemia, palavra maldita que infelicita o mundo. Parceira do pavor e da intranquilidade. Asas do demônio enfrentando a ciência. Negação de sentimentos. Devoradora da paz. Excrescência que insiste em vencer a fé o destemor.  Maldade assustadora. Inferno que alegra negacionistas e genocidas. Algo podre e devasso empenhado em destruir famílias. 

Vicente Limongi Nettolimonginetto@hotmail.com

Brasília

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A CPI TEM DE FOCAR NO PRINCIPAL

Uma vez comprovado o erro fatal do presidente da República, em centrar a sua política quixotesca contra a vacinação e a favor de teorias absurdas, à CPI do Senado urge redigir o relatório final, aprová-lo e tomar as decisões que realmente importam. O objetivo principal agora é tirar do presidente qualquer influência sobre a política de combate à pandemia. Além disso, afastar das decisões todos aqueles que até agora contribuíram com as suas ideias erradas. Intervir até onde lhe for possível, para que pessoas competentes assumam o Ministério da Saúde e passem a agir de acordo com a ciência, não com a indecência que imperou até agora. A simples existência de uma equipe paralela, formada por leigos, influindo na política da Saúde, a meu ver, seria suficiente para destituição do presidente. A cada 15 dias de duração a mais da CPI, segundo a média atual de mortes, morrerão 24 mil patrícios, equivalente a todos os moradores de Monte Sião, MG. O presidente da CPI já está sendo acusado no noticiário televisivo de “dar palco para maluco”. Decorre da perda de tempo, advinda de dar espaço àqueles que ainda se atrevem a defender a cloroquina e outras sandices, na tentativa de explicar o inexplicável. Entendo as bisonhas intervenções na CPI de senadores que apoiam o governo. Contudo, fazer um papel ridículo perante toda a Nação, apenas para ajudar o presidente, é atitude de quem não tem nenhum amor-próprio, além de um suicídio político. Só depois a CPI deveria indiciar todos aqueles que cometeram esse crime contra a humanidade, inclusive nas compras superfaturadas, tais como governadores e prefeitos. Agora não é hora de chorumelas. Isso só interessa ao presidente

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PROTESTOS EM LONDRES

A manifestação pelas ruas de Londres e a enorme concentração de pessoas em frente da Trafalgar Square chamaram a atenção para o fato de vivermos tempos de narrativas irreconciliáveis entre visões opostas. O movimento antivacina, com a adesão da campanha antimáscaras, e, agora, os protestos contra o lockdown e contra a exigência de passaportes covid para viajar mostram a extensão da desobediência civil contra as restrições impostas pelo governo britânico. Cartazes de “meu corpo, minha escolha”, usados tipicamente em defesa do aborto, aparecem contra as vacinas e a indústria farmacêutica, porque as pessoas não são animais para testes, como indicam outros cartazes nos protestos que lembram teses ambientalistas.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PADRE LANCELLOTTI

A respeito do comentário chulo feito por Bolsonaro sobre o padre Júlio Lancellotti, afirmo que esse tipo de comportamento, de declarações agressivas e antiemocráticas, a cada dia amplia a vergonha que sinto desse presidente, o pior da História do Brasil.

Sua atitude foi incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo que ocupa.

O seu comentário maldoso terrivelmente antievangélico é uma declaração de guerra à Igreja Católica. Recentemente o papa Francisco ligou para o padre Júlio Lancellotti hipotecando-lhe solidariedade pelos ataques que ele tem recebido por parte de milicianos. Há mais de dois mil anos os milicianos perseguem sem sucesso os seguidores de Jesus Cristo e continuarão até o Juízo Final, sob o comando do “pai da mentira, o diabo” ( João - 8, 44).

A propósito, por quanto tempo tem sido o Diabo um homicida e um mentiroso? A Bíblia diz em João 8,44: “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”.

Francisco Paes de Barros paesdebarrosfrancisco@gmail.com

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MEU NOME É 20 METROS        

Desesperado e desnorteado, o presidente, em comitiva, se dirigiu ao Amazonas para inaugurar uma ponte de singelos 20 metros. Eufórico com a magnânima obra, Bolsonaro aproveitou para pedir ao comandante do Exército, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, para que deixasse “a boiada passar”,  para não punir “seu gordinho”, Eduardo Pazuello, pela desfaçatez que fez, o que constrangeu o comandante do Exército. Esse é o capitão – agora conhecido como 20 metros – que foi “convidado a sair do Exército” pelos péssimos exemplos de indisciplina.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PLANO B DE BOLSONARO EM MARCHA

O que fazer diante da queda de popularidade do Jair Cloroquina Bolsonaro e a entrada do Lula no páreo eleitoral? Eximir-se de suas responsabilidades e tumultuar tudo para esconder os fracassos fenomenais de seu governo em todos os campos, saúde, economia e meio ambiente. O capitão tenta aumentar a tensão colocando o povo contra os “terríveis” governadores e prefeitos que estão tomando medidas para segurar o avanço da pandemia, já que tudo o que o governo fez foi atrapalhar a compra das vacinas contra a covid-19, em quantidades adequadas, na hora certa. Usando uma campanha de desinformação bem montada, o Bolsonaro tenta associar sua imagem a de “seu exército”, que está pronto para ir às ruas, se não fosse segurado pelo próprio presidente. Para ficar nas notícias, organiza eventos ridículos, como a passeata no Rio de Janeiro, e inaugura uma microponte de madeira, de 18 metros, em São Gabriel da Cachoeira (AM), levando sempre militares da ativa, por se tratar de atividades de “interesse nacional”. Sobra para nós darmos o troco em 2022, colocando Bolsonaro no lugar de destaque na cesta de lixo histórico brasileiro!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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COMPARAÇÃO

O que é pior: coronavírus ou Bolsonaro?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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PERSEGUIR PARA OCULTAR

 Os processos instaurados contra críticos e pretensos ofensores de Bolsonaro têm, na verdade, um único objetivo: impedir que suas falhas governamentais venham à tona. Para tanto, seus adeptos usam todos os meios legais e processuais, inclusive a arcaica Lei de Segurança Nacional, para amedrontar opositores. Entretanto, as suas investidas têm sido sobrestadas pelo Poder Judiciário, desde que não se encontram nelas fundamentos legal e processual. Assim, as críticas continuam, e Bolsonaro continua com a obrigação de prestar contas de suas ações absurdas no combate à pandemia de covid-19 e nos seus atos antidemocráticos de jogar as Forças Armadas contra o povo, além de tentar subjugá-las a seus propósitos ditatoriais. Como consequência, os seus 24% de adeptos que fiquem acostumados às críticas e objeções a este desgoverno.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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ANTISSEMITISMO

O texto de J.R.Guzzo (O veneno antissemita, Estadão, 30/5) mostra com absoluta transparência e didática a verdade do antissemitismo mundial. Pena que outros meios de comunicação não se atenham a um estudo histórico do que representa o ódio gratuito aos judeus, simplesmente por terem essa origem.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Israel é criticado pela comunidade internacional injustamente, principalmente pelos esquerdopatas. Os judeus transformaram um deserto em área cultivável e habitável, além de se tornarem Israel um dos países mais desenvolvidos do mundo e, portanto, têm de ser louvados. É atacado e reage com sua alta tecnologia bélica. Concordo plenamente com  o artigo O veneno antissemita, de J.R. Guzzo. Quem pode mais chora menos.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O VENENO ANTISSEMITA’, PARA J. R. GUZZO

Vivo em Israel e acabo de ler seu artigo O veneno antissemita.

Vivemos aqui 11 dias seguidos de correria a abrigos, uma vez que o Hamas e Jihad Islâmica dispararam 4.350 foguetes, 2 contra militares e 4.348 contra civis. O poderoso Exército israelense reagiu buscando atingir o menor número possível de civis, apesar dos terroristas lançarem seus foguetes invariavelmente de áreas civis. Um número próximo de 640 foguetes desses terroristas caíram dentro de seu próprio território, causando vítimas civis, inclusive crianças. Um deles destruiu uma das três torres de transmissão de energia, fornecida por Israel, deixando Gaza às escuras. Mesmo em guerra implacável, Israel procedeu aos reparos para que a população civil de Gaza não fosse vítima de seus próprios governantes.

Enquanto Israel cuidava da população civil dentro do território inimigo, os terroristas do Hamas e Jihad usavam seus civis como escudos humanos, esperando cinicamente por vítimas civis para usá-los como arma de propaganda.

Seu artigo é muito importante ao mostrar a farsa da preocupação das esquerdas – eles “condenam” Israel, mas calam-se sobre 750 mil assassinados na Síria, sobre a indiscriminada matança nas Filipinas, sobre os mortos de Darfur, sobre as execuções sumárias no Irã. Calam-se sobre 1 milhão de mortos no Iêmen, mas não perdoam  Israel que busca proteger seus cidadãos judeus, cristãos, drusos, circassianos, muçulmanos e bahai. E o motivo é absolutamente claro: entre todos os mencionados há judeus. E estes, na visão dos esquerdistas atuais, não merecem viver.

“Esquecem” estes racistas, antissemitas, que o seu Waze e seu pen drive, seu stent cardiológico e seu celular, seu remédio genérico e sua impressora doméstica foram inventados pelos que eles querem ver desaparecer. E apoiam exatamente aqueles que “inventaram” os homens-bomba, os veículos que se explodem, os que jogam homossexuais vivos do 4º andar, os que apedrejam adúlteras e os que enforcam em praça pública quem ousa criticá-los.

Triste realidade em pleno século 21.

Marcos L. Susskind misusskind@gmail.com

Holon, Israel

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AUMENTO DO DESEMPREGO

Se o presidente Jair Bolsonaro, nesta pandemia da covid-19, não agisse de forma irresponsável e desumana, certamente hoje não estaríamos acumulando a dor mais de 461 mil mortes de brasileiros.  Mas os efeitos da sua falta de civilidade e de respeito as nossas instituições também estão dizimando milhões de empregos, como divulga o IBGE, na sua Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) Contínua. Neste primeiro trimestre de 2021, o índice de desemprego atingiu o recorde de 14,7%, ou 14,8 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho.  No último trimestre de 2020, esse índice era de 13,9%. Porém, desde o primeiro trimestre de 2020, até o mesmo período deste ano, 6,573 milhões de pessoas perderam o emprego.  E o total de trabalhadores subutilizados, ou que na informalidade tentam até bicos para sobreviver, chega a de 33,2 milhões de pessoas.  Não há luz no fim do túnel nesta terra tupiniquim.  Sem vacinas e com a gestão de um governo perverso, a fuga de investidores e a desconfiança do mercado devem piorar esse quadro que já é desolador, para a angústia da família brasileira...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FUTURO DO PRETÉRITO

Brasil, País do Futuro é o título do livro lançado em 1941, em plena 2ª Guerra Mundial, simultaneamente em português (duas edições), inglês, francês, alemão e sueco. Seu autor, o judeu austríaco Stefan Zweig, desembarcou no Brasil em 1940 (já estivera aqui antes, por curto período), em plena ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, a fim de fugir dos horrores do conflito mundial e do antissemitismo dominante na Europa. O livro foi  sucesso editorial, embora a crítica especializada da época não o tenha recebido favoravelmente pelo seu caráter estranhamente ufanista. Zweig radicou-se em Petrópolis, RJ, e em 1942, deprimido com a escalada da guerra no velho continente, suicidou-se com a esposa naquela cidade, onde foram ambos sepultados. É autor de extensa obra literária, mas o título de seu livro sobre o nosso país praticamente criou um carimbo de esperança que chamou a atenção do mundo para o Brasil. Se hipoteticamente vivesse até hoje, após presenciar duas ditaduras, um suicídio de presidente na residência oficial, uma renúncia intempestiva de chefe de Estado, dois afastamentos compulsórios de outros dois e sucessivos voos de galinha, talvez elaborasse outro, desta vez, com o título Brasil, País do Futuro do Pretérito do Indicativo, com o subtítulo: O país que deveria ser potência mundial exemplar, mas não conseguiu.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FUTURO INIMAGINÁVEL

Na verdade ninguém atualmente tem condições de afirmar com precisão o futuro que está a nossa frente, ante essa pandemia global que nos atingiu, impactando todos os setores da vida humana, cujos efeitos mal conseguimos agora avaliar. Em razão dessa inédita realidade, pensadores já estão especulando que nada será como antes,  incluindo nessas mudanças filosofias das gestões públicas e privadas até agora utilizadas, que modificarão completamente nossas vidas, neste novo normal que já está a nossa frente. Quem viver verá.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CAMILO COLA

O Espírito Santo está de luto com o falecimento de Camilo Cola. Foi um dos mais destacados empresários capixabas. Nascido em Castelo, pracinha na 2ª Guerra,  com o benefício de ex-combatente adquiriu um ônibus atuando na rota Castelo/Cachoeiro/Castelo (tendo como trocador o meu amigo Otávio Benicá) e, com muita visão e trabalho, cresceu no transporte rodoviário de passageiros (Grupo Itapemirim, um dos maiores da América Latina). Faziam parte do grupo: as Viações Itapemirim, Sudeste, Nossa Senhora da Penha e Kaissara, Rede Flecha (hotelaria, alimentação e apoio nas paradas de seus ônibus), Água Mineral do Frade, entre outras empresas. Mais recentemente, a contragosto de Camilo, também a Itapemirim iniciando na parte aérea de passageiros. Que Deus o acolha e condolências aos seus familiares.        

Humberto Schuwartz Soares hs-sores@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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DATAS COMEMORATIVAS

A principal finalidade das datas comemorativas é provocar estudo e reflexão: nas escolas, instituições da comunidade, igrejas, veículos de comunicação. A discussão dos temas relacionados com os dias festivos não é costume apenas brasileiro. É  universal e bastante antigo. Num programa nacional, ou em programas locais de educação, bom uso pode ser feito das datas comemorativas. De diversas formas esses dias podem ser lembrados. A forma de comemorar cada data é um desafio à criatividade de líderes políticos, educadores, comunicadores e cidadãos em geral.

João Baptista Herkenhoff jbpherkenhoff@gmail.com

Espírito Santo

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BRASIL IMENSO, EM VERSOS

Terra cheia de encantos/ mas que tantos só veem nela desencantos

Pelo que dela fizeram /uns tantos que só quiseram dela se aproveitar

Terra acolhedora aonde muitos vieram buscar/ nova vida nunca conseguida

Na sua terra onde não podiam morar

Entretanto por muitos hoje é vista  como uma terra por deus esquecida

Ideia que precisa ser revista por não ser bem assim

Deveria ser por todos uma terra muito querida

Porque sim/ daqui deus construiu a terra prometida

E o novo reino surgiu onde iremos morar

Num sonho sem nunca acabar

E num Brasil limpo e  livre dos que só o quiseram dilapidar

E nunca o souberam amar

É só esperar

 José Carlos jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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OS RATOS DA AUSTRÁLIA

A invasão da lúdica Austrália dos cangurus por ratos em seus campos, certamente provenientes dos becos mais nodosos, cujos cadáveres aparecem à luz do dia para seus habitantes, até mesmo com risco de empestear os centros urbanos com seus cheiros fétidos, insuportáveis pelos seres humanos,  que tem como causa o desmatamento, exemplifica o que poderá ocorrer com a Região Amazônica e no nosso Brasil, por contundente desrespeito às regras da natureza. Não bastassem as ratazanas políticas que já nos ameaçam com seus atos grosseiramente materialistas e insanos.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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